Memória do Seguro: O resgate que conecta o futuro do Brasil ao seu passado histórico ............................................................................. Página 13
Painel discute impactos da Lei do Contrato de Seguro nos seguros de danos e responsabilidade civil ............................................................................... Página 15
Com 41% das ações no STF concentradas em temas cíveis e regulatórios, CNseg lança a 3ª edição de sua Agenda Jurídica ............................................................................... Página 20
Publicaçao da Superintendência Executiva de Comunicação e Marketing (SUCOM) Contato: comunica@cnseg.org.br
6º ConsegNNE: Presidente da CNseg destaca proteção financeira das famílias diante de mudanças climáticas ............................................................................ Página 14
Três executivas da CNseg são indicadas à lista das “50 Mulheres Mais Influentes do Mercado de Seguros" ............................................................................... Página 18
Relatório anual de atividades 2025 destaca avanços institucionais, inovação e agenda climática do setor segurador ............................................................................... Página 21
Conselho Diretor CNseg
O Conselho Diretor da Confederação Nacional das Seguradoras se reuniu em 23 de abril para tratar dos seguintes assuntos, entre outros:
Participação em eventos: Reportada a participação da Diretoria Executiva da CNseg em eventos e reuniões externas de interesse do Setor de Seguros.
Assuntos das Federações
Relator: Edson Franco
Relatado, dentre outros assuntos, estatísticas de planos de acumulação e de riscos (fevereiro/2026).
Relator: Denis Morais
Relatado, dentre outros assuntos, as estatísticas de capitalização (fevereiro/2026).
Relator: NeyFerrazDias
Relatado, dentre outros assuntos, estatísticas de seguros gerais (fevereiro/2025).
Relator: BrunoSobral(representandoRaquelReis)
Relatado, dentre outros assuntos, estatísticas da saúde suplementar (fevereiro/2026).
Atualizadas, dentre outras, as informações sobre reforma tributária sobre consumo, SRO, solvência e open insurance.
Comissões Temáticas
Resseguro (CR)
Presidente: Nilton Rafael Haiter (Tokio Marine)
Meio remoto
Data: 01/04
Assunto tratado:
> Continuação da discussão sobre as Novas Cláusulas contratuais LLoyd's.
Open Insurance (COPIN)
Presidente: Rachel Ferreira Bonel (Icatu Seguros)
Meio remoto
Data: 01/04
Assunto tratado:
> Considerações sobre a Lei do Bem e os custos/ despesas com Open Insurance; e
> Ofício Susep – Nova demanda.
Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (CLGPD)
Reunião extraordinária
Presidente: Sabrina Calixto (Prudential)
Coordenadora: Glauce Carvalhal (CNseg)
Meio remoto
Data: 02/04
Assunto tratado:
> Análise das contribuições referentes à Consulta Pública - Guia do Uso Ético de Inteligência Artificial para o Usuário Brasileiro.
Processo e Tecnologia da Informação (CPTI)
Presidente: José Camilo Ciuffatelli (Tokio Marine)
Meio remoto
Data: 09/04
Assunto tratado:
> Atualizações.
Integração ASG (CIASG) | Gestão de Risco (CGR)
Reunião conjunta
Presidente: Maria de Fátima Mendes de Lima – Mapfre (CIASG) | Laurindo Lourenço dos Anjos – XS3 Seguros (CGR)
Meio remoto
Data: 10/04
Assuntos tratados:
> Pedido de vistas ao estudo da Susep sobre IFRS S1 e S2;
> Ferramentas de Riscos Climáticos e Conformidade
Socioambiental;
> Reportes:
• Taxonomia Sustentável do Mercado Segurador (TSS);
• Relatório de Sustentabilidade 2026;
• Radar de Eventos Climáticos e Seguros no Brasil –Edição 2026; e
> Pauta Conjunta CGR: Inclusão de eventos climáticos no SRO.
Governança e Compliance (CGC)
Presidente: Cássia Cristina Ferreira de Sousa Monteiro (Sul América)
Meio remoto
Data: 10/04
Assuntos tratados:
> Tomada de subsídios do OPIN;
> CP MDIC - Agenda de Redução do Custo Brasil (2026–2027);
> Cláusulas Contratuais de Resseguro Lloyds;
> GT SRO / Susep – Atualização; e
> Projeto Custo de observância.
Diversidade, Equidade & Inclusão (CDIV)
Presidente: Rafaela Learte (Zurich Minas Brasil)
Meio remoto
Data: 14/04
Assuntos tratados:
> Apresentação de iniciativas da Agenda Integrativa de Qualificação da CNseg;
> Plano de Trabalho CDIV 2026;
> Dashboard Projeto Diversidade em Foco –atualização 2º semestre de 2025;
> Laboratório de Boas Práticas CDI; e
> Evento da Jornada Mulher na Liderança: “Cheguei na Cadeira de Gestão, e Agora?”.
Seguros Inclusivos (CSInc)
Presidente: Leonardo Lourenço (MAG)
Meio remoto
Data: 14/04
Assuntos tratados:
> Planejamento CSInc 2026;
> Atualizações eventos (Seguro para Todos os Bolsos e Feira de Seguros Inclusivos);
> Projeto de Formação de Corretores Microsseguros;
> Relatos:
• Convocação reunião presencial 08/05; e
• Landscape Studies - MicroInsurance Network.
Comissão
de Ouvidoria (COV) | Comissão das Relações de Consumo (CRC) Reunião em conjunto
Presidente da COV: Silas Rivelle – Unimed (COV) | Eduardo Seicentos – Zurich (CRC)
Coordenadora: Glauce Carvalhal (CNseg)
Meio remoto
Data: 16/04
Assunto tratado:
> Grupo de Trabalho BDR – Inconsistências Técnicas Relatadas.
Resseguro (CR)
Presidente: Nilton Rafael Haiter (Tokio Marine)
Meio remoto
Data: 22/04
Assuntos tratados:
> Relato da reunião com a SUSEP; e
> Cláusulas da Lloyd's – próximos passos.
Gestão de Risco (CGR)
Presidentes: Laurindo Lourenço dos Anjos (XS3 Seguros)
Meio remoto
Data: 24/04
Assuntos tratados:
> Ofício de Supervisão Nº 29 - Levantamento de contratos de terceirização de serviços de processamento e armazenamento de dados;
> Apresentação da DISERV sobre "Ferramenta de Riscos Climáticos e Conformidade Socioambiental";
> Relato da Reunião com SUSEP do dia 10.04.2026; e
> SRO.
Inteligência de Mercado (CIM)
Presidente: Ana Paula Schmeiske (Mapfre)
Meio remoto
Data: 24/04
Assuntos tratados:
> Apresentação do estudo World Insurance Report P&C;
> Apresentação do Market Intelligence; e
> Ações do Planejamento Estratégico 2026 da CIM.
Atuarial (CAT)
Presidente: Marcos Vinícius Spiguel Coelho de Castro (Prudential)
Meio remoto
Data: 28/04
Assuntos tratados:
> Relato da Reunião com SUSEP realizada no dia 10.04.2026;
> Ajuste da regra de cobertura de provisões técnicas referente aos prêmios de resseguro não pagos;
> IFRS 18;
> Reforma Tributária; e
> Relato do GT de Solvência (PLA e Ativo Redutor).
Comunicação e Marketing (CCM)
Presidente: Tatiana Cerezer (Mapfre Seguros)
Reunião presencial
Data: 28/04
Assuntos tratados:
> Abertura e contextualização estratégica;
> Projeto Valor - Jornalismo em seguros; e
> Balanço de Eventos e pautas da CNseg.
Assuntos Fiscais (CAFIS)
Presidente: Fabiana Francisco de Miranda (Zurich Santander)
Meio remoto
Data: 29/04
Assuntos tratados:
> Atualização sobre os trabalhos em andamento com escritório Bichara (Parecer e Consulta);
> Apresentação sobre Charneski Advogados sobre Recuperações de PIS/Cofins;
> Plano de trabalho para a planilha de mapeamento de dúvidas sobre a Reforma Tributária; e
> Alinhamento sobre Pilar 2 da OCDE (tributação mínima de 15% para multinacionais com receita > 750 milhões de Euros).
Administração e Finanças (CAF)
Presidente: Filipe Ribeiro Alves Ferreira (Tokio Marine)
Meio Remoto
Data: 30/04
Assuntos Tratados:
> Reunião membros da SUSEP - CPC 51/IFRS 18:
• Reunião FenaCap e Susep;
• Susep – apoio para avaliar alterações e plano de contas e modelos de publicação;
• Escopo do GT;
> Reunião com a Diretoria da Susep;
> Reunião membros da SUSEP - Ativos redutores prêmio de resseguro não pago;
> Relatórios Financeiros Sustentáveis (CBPS 1 e CBPS 2);
> Debate sobre questões relacionadas a propriedade de espaço em nuvem (IFRS); e
> Consulta pública sobre contabilidade de hedge.
Diretoria FenSeg
A Diretoria da Federação Nacional de Seguros Gerais, sob a presidência de Ney Ferraz Dias, se reuniu às 9 horas de 09 de abril, de forma remota para tratar, entre outros, dos seguintes temas:
Palavra do Presidente
Conselho Diretor da CNseg: Reunião em 23/03/2026.
AGO – Assembleia Geral Ordinária; e Calendário 2026 - reuniões presenciais em maio e novembro.
Fiança Locatícia (CFL)
Presidente: Edvaldo de Freitas Floresta (Tokio Marine)
Meio Remoto
Data: 06/04
Assuntos tratados:
Reforma Tributária: contratação de consultoria; Eventos de prevenção e combate à fraude; Seguros obrigatórios: pedido de cotação de consultoria;
Representação FenSeg nas comissões temáticas da CNseg; e
Atualização do regimento interno das comissões técnicas.
Comissões
Assuntos tratados:
> Participação Andrina– Seguradora de Propósito Específico –Cobertura de Alagamento – Relator: João Rabelo (IRB);
> SRO - Acompanhar como está a Implantação; e
> Seguro Condomínio –Redução dos Limites das Coberturas.
> Cobertura de Contenção e Salvamento: aplicação no contexto de Fiança Locatícia;
> Guia Seguradoras x Garantidoras privadas;
> Impacto Nova Lei de Seguros – dia a dia - Pauta Recorrente; e
> Eleição para o cargo de Vice-Presidente.
Riscos Patrimoniais Massificados (CRP)
Presidente: Jarbas de Medeiros Baciano (Porto Seguro)
> Atualização do Cronograma de Ações em Comunicação para a Comissão.
Responsabilidade Civil Geral (CRCG)
Presidente: Fabio Garcia Barreto (Chubb)
Meio Remoto
Data: 17/04
Assuntos tratados:
> Impactos operacionais relativos à adequação da nova Lei de Seguros (Lei 15.040/2024):
• Cláusulas; e
• Questionários.
Estratégica de Seguros Corporativos (CESC)
Presidente: Luiz Felipe Smith de Vasconcellos (Tokio Marine)
Meio Remoto
Data: 27/04
Assuntos tratados:
> Acordos de cosseguro;
> Curso para Inspetores de Risco - participação: Escola Nacional de Seguros (ENS) - Maria Helena e Esmeralda, do Grupo de Trabalho, vem estudando e trabalhando no curso; e
> Resseguro - Cláusula e outras discussões na Comissão de Resseguro - Participação: Nilton Haiter.
Diretoria FenaPrevi
A Diretoria da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida – Fenaprevi, sob a presidência de Edson Luis Franco (Zurich), se reuniu no 09 de abril, de forma virtual, para tratar, entre outros, dos seguintes temas:
Substituição do representante da Itaú Vida e Previdência na Diretoria Estatutária;
CP 01/26 - Dever de custeio, pela seguradora, de medidas de contenção ou de salvamento;
Projeto Atuários do Futuro; Planejamento Estratégico;
Produtos por Sobrevivência (CPS)
Presidente: Sandro Costa (Brasilprev)
Vice-Presidente: John Liu (Zurich)
Meio Remoto
Data: 07/04
Assuntos tratados:
> Atualização de temas em andamento; e
> Plano de Regulação da Susep 2026 - Resolução Susep nº 72/2025.
Produtos de Risco (CPR)
Reunião extraordinária
Presidente: Ana Flávia Ferraz (Bradesco)
Vice-Presidente: Sandro Cespes (Prudential)
Meio Remoto
Data: 28/04
Assunto tratado:
Reforma da Previdência;
XII Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada; Estatísticas; e
Assuntos Gerais.
Comissões
Meio Remoto
Data: 30/04
Assuntos tratados:
> IFRS 18 – CPC 51;
> Relato das reuniões realizadas com a Superintendência de Seguros Privados – Susep;
> Atualização sobre o Comitê Brasileiro de Pronunciamento de Sustentabilidade – CBPS;
> Aspectos relacionados à propriedade de espaço em nuvem (IFRS);
> Reporte de assuntos em acompanhamento; e
> Consulta pública sobre contabilidade de hedge.
Comissão Gestora do SIDE (CGSIDE)
Presidente: Maria Fernanda Fernandes (Icatu)
Vice-Presidente: Rafael Araujo (CVP)
Meio Remoto
Data: 14/04
> Tabela de coberturas do Sistema de Registro de Operações - SRO.
Assuntos Contábeis e Fiscais (CCF) |
Atuarial (CAT) – reunião conjunta com as comissões de Administração e Finanças e Atuarial da CNseg
Presidentes: Murilo Tigre – XP (CCF) | Nelson Costa – MAG (CAT)
Vice-Presidente: em definição (CCF) |
Victor Braga – Prudential (CAT)
Assuntos tratados:
> Estabilidade do Sistema SIDE;
> Troca do Serviço de SMTP (Envio de E-mails);
> E-mails de erro da Mensageria;
> Evolução do Faturamento – Planos Aprovados a partir de 2024;
> Relatórios de Portabilidades com desconto;
> Melhoria de Segurança do Sistema;
> Cronograma de Histórico ( 1 para N ), e
> Operacionalização do Processo 1 para N.
Diretoria FenaSaúde
A reunião da Diretoria da Federação Nacional de Saúde Suplementar, presidida por Raquel Reis, ocorreu no dia 28 de abril, quando foram tratados os seguintes assuntos:
Temas Jurídicos; Temas Institucionais;
Temas Regulatórios; Relações Governamentais; Comunicação.
Comissões
Avaliação de Tecnologias em Saúde (CATS)
Presidente: Roberto Viana (Porto Saúde)
Meio Remoto
Data: 01/04
Assuntos tratados:
> Tecnologias da CONITEC: atualizações;
> ANVISA e FDA: Novos registros;
> Informe: Diálogos FenaSaúde; e
> Extrapauta: Consulta Pública CMED – preço de judicialização.
Relações com Clientes (CRC)
Presidente: Silas Rivelle (Seguros Unimed)
Meio Remoto
Data: 06/04
Assuntos tratados:
> RN 623 – Implementação de medidas previstas;
> Fiscalização responsiva;
> Temas jurídicos;
> Informes:
• Formulários parametrizados de NIP;
• Central de Perguntas e Respostas; e
• Consulta Pública 170.
Odontologia (CODONT)
Presidente: Roberto Cury (Odontoprev)
Meio Remoto
Data: 07/04
Assuntos tratados:
> Tabela 38;
> IDSS 2027 (ano-base 2026);
> CFO – Manual do Prontuário do Paciente em Odontologia; e
> Projetos da Área de Prevenção e Combate à Fraude;
> Ações Conjuntas Federações;
> Sistemas; e
> Informes.
Jurídica (CJUR)
Presidente: Fabiano Catran (Seguros Unimed)
Meio Remoto
Data: 10/04
Assuntos tratados:
> Temas regulatórios;
> Iniciativas CNJ;
> STF;
> STJ; e
> Webinar Dia do Ouvidor e do Consumidor.
Assistencial (CASS)
Presidente: Thais Jorge de Oliveira e Silva (Bradesco)
Meio Remoto
Data: 14/04
Assuntos tratados:
> Atualizações da Resolução CFM nº 2448 de 2025;
> Central de Perguntas e Respostas da ANS;
> Resoluções CFO n° 284/285/286 de 2026;
> Projeto de Lei 1027 de 2025;
> Parecer CFM n° 03 de 2026;
> Termo de Compromisso do Dupilumabe;
> Código de Cirurgia Robótica;
> Participação da FenaSaúde Copedem 2026;
> Copiss - Análise de categorização de material;
> Componente organizacional – códigos e reembolso; e
> Lei n° 15.378 de 2026.
(FenaSaúde/Abramge/ Unimed do Brasil/Unidas) 5ª Reunião Conjunta 2026
Presidente: Roberto Viana (Porto Saúde)
Meio Remoto
Data: 24/04
Assuntos tratados:
> UAT 187 – Ablação percutânea por cateter de campo pulsado para tratamento da fibrilação atrial paroxística sintomática – Relatoria: Unimed – BH;
> UAT 188 – Bimequizumabe para tratamento da hidradenite supurativa ativa moderada a grave em adultos que falharam, apresentaram intolerância ou contraindicação à terapia com antibióticos sistêmicos – Relatoria: Unimed do Brasil;
> UAT 198 – Capivasertibe em associação com fulvestranto para tratamento de câncer de mama localmente avançado ou metastático, RH+ e HER2 com uma ou mais alterações em PIK3CA/AKT1/ PTEN – Relatoria: Unidas e FenaSaúde; e
> UAT 202 - Atualização da DUT 52 - Mamografia digital para diagnóstico de trombofilia em gestantes.
Presidente: Luis Filipe Brandão (Bradesco Seguros)
Meio Remoto
Data: 01/04/
Assuntos tratados:
> Estatuto do Idoso;
> Câmara Técnica de Mecanismos de Regulação Financeira;
> Temas jurídicos;
> IRPI (Índice de Reajuste de Planos Individuais);
> IDSS 2027 (ano-base 2026);
> Informes:
• Consulta Pública 170;
• Central de Perguntas e Respostas da ANS; e
• Alteração de data da CTEC de maio.
Participação da FenaSaúde em eventos
17º Seminário UNIDAS
Tema: Novos marcos regulatórios na saúde suplementar e os seus impactos
Palestrante: Bruno Sobral
Data: 14/04
Diálogo de Políticas - Instituto Nacional de Cardiologia
Tema: Critérios para decisão sobre cobertura de tecnologia em saúde no contexto das doenças ultrarraras
Palestrante: Hellen Miyamoto
Data: 15/04
Summit Academia M3BS
Tema: A novas regras da CMED e a precificação das novas tecnologias
Palestrante: Bruno Sobral
Data: 24/04
Convenção Tecnica da Unimed 2026
Tema: Mudanças na Lei 9656/98 dos planos de saúde: quais serão os impactos para o setor.
Palestrante: Bruno Sobral
Data: 27/04
Diretoria FenaCap
A reunião da Diretoria da Federação Nacional de Capitalização, presidida por Denis Morais, ocorreu no dia 15/04/2026, quando foram tratados os seguintes assuntos:
Palavra do presidente
Denis Morais registrou a homenagem a Alexandre Petrone Vilardi e destacou a reunião com a Susep para alinhar o início da revisão regulatória, a participação da FenaCap no lançamento da Agenda Institucional da CNseg e o encontro com entidades filantrópicas para alinhamento de iniciativas visando o desenvolvimento do mercado.
Aprovação da Ata da Diretoria n° 03/2026 de 18/03/2026 Deliberação
Pleitos Regulatórios Susep
Conhecimento
Planejamento Estratégico – Ciclo 2026/2028
Apresentação de Comissões Técnicas
a. Relato CAJ
O Sr. Natanael Castro informou a ausência da Dra. Simone Moregola, em férias, e da Dra. Giselle Ribeiro, por compromissos institucionais. Destacou que a pauta da CAJ tem sido conduzida na ausência da presidência. Ressaltou que os esforços estão concentrados na revisão e estruturação dos pleitos regulatórios.
b. Relato CCOM
A Sra. Flavia Gasparini destacou o Plano de Comunicação Institucional e a estratégia de fortalecimento do posicionamento da Federação. Apresentou a série “Mulheres que Transformam a Capitalização” e seus resultados positivos na imprensa e redes sociais. Por fim, registrou-se reconhecimento pelos avanços na comunicação institucional.
c. Relato CPC
O Sr. Célio Lima apresentou os temas da CPC, destacando os dados iniciais da Lei de Garantia e a necessidade de maior aderência à realidade do mercado. Abordou a criação de GT para tratar inconsistências na análise de produtos pela Susep e a realização de enquete com associadas. Ressaltou preocupações com os impactos da Reforma Tributária e a ausência de diretrizes claras. Informou, por fim, a criação de grupo específico para aprofundar o tema tributário.
d. Relato CAF
O Sr. Jairton Cardoso apresentou os temas da CAF, destacando a expectativa de publicação dos normativos da Reforma Tributária e o início das análises de impacto. Ressaltou os desafios na área de Produtos, especialmente na
intermediação, com cronograma até dezembro de 2026. Abordou a retomada das discussões de IFRS 18 com a Susep e o reporte periódico dos avanços do GT para alinhamento regulatório.
Demonstração de Resultado – março/2026
Foi apresentado o acompanhamento da execução das receitas e despesas da Federação até março de 2026.
Dados estatísticos do mercado de Capitalização – fevereiro/2026
Os dados estatísticos de fevereiro/2026 foram apresentados a Diretoria.
Atas comissões técnicas
Foi dado conhecimento dos assuntos discutidos nas comissões técnicas da FenaCap.
Comissões
Produtos e Coordenação, Atuarial e Tecnologia da Informação (CPC/CAT/CTI)
Presidente: Celio Lima Sobrinho Junior (Santander Capitalização)
Meio remoto
Data: 08/04
Assuntos Tratados:
> Reforma Tributária: Adequação das Condições Gerais/Regulamentos de Planos e de Contratação do Plano;
> Repost de publicações da Susep referentes a posts com tema de capitalização; e
> Ação de relacionamento da Fenacap com diretoria (aniversários dos diretores).
Assuntos Jurídicos e Controles Internos (CAJ/CCI)
Presidente: Simone Ayub Moregola (Liderança)
Meio remoto
Data: 13/04
Assuntos Tratados:
> Report – PL’s;
> Pleito regulatórios – Atualização; e Projeto CNseg – Nova versão das bibliotecas de cláusulas – Atualização.
Notícias
CNseg se reúne com Geraldo Alckmin e apresenta propostas para impulsionar o setor de seguros
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, manifestou apoio ao projeto de lei que moderniza e amplia os recursos destinados ao seguro rural, atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados. A sinalização ocorreu nesta quarta-feira (29), durante reunião em Brasília (DF) com o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Dyogo Oliveira, e executivos do setor.
Além do seguro rural, os executivos do mercado segurador apresentaram propostas voltadas ao desenvolvimento e ao fortalecimento do setor no país, com destaque para a revisão da incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre a previdência privada e a criação de mecanismos público-privados para ampliar a proteção física e patrimonial diante de eventos climáticos extremos.
Durante o encontro, Dyogo Oliveira destacou a relevância do setor para a economia brasileira, que já representa mais de 6% do Produto Interno Bruto (PIB), além de apresentar perspectivas de crescimento. Segundo ele, embora o setor esteja sólido e capitalizado, ainda há espaço para avanços estruturais.
“O fortalecimento do seguro rural, com a ampliação de recursos, é essencial para apoiar um dos
pilares da economia brasileira, que atualmente conta com apenas cerca de 5% de sua área segurada. Além disso, é fundamental avançar no debate sobre as regras de incidência do IOF sobre a previdência privada, considerando os possíveis impactos sobre o planejamento financeiro da população, especialmente da classe média”, afirmou.
Por sua vez, Geraldo Alckmin ressaltou a urgência da aprovação do projeto, destacando a importância do setor segurador para o desenvolvimento econômico do país. O vice-presidente também defendeu o avanço do diálogo com o setor produtivo para a construção de soluções capazes de mitigar os efeitos das mudanças climáticas, cujos impactos têm se intensificado e afetado o desenvolvimento socioeconômico nacional.
Também participaram da reunião o presidente da Escola de Negócios e Seguros (ENS), Lucas Vergílio; o vice-presidente da SulAmérica Companhia de Seguro Saúde, Pablo dos Santos Meneses; o diretor da XP Vida e Previdência, Amâncio Paladino; o diretor-presidente da SINAF Previdencial Cia. de Seguros, Pedro Cláudio de Medeiros B. Bulcão; o diretor-presidente da Capemisa Seguradora de Vida e Previdência, Jorge de Souza Andrade; e a superintendente de Relacionamento com o Poder Executivo da CNseg, Laíne Meira.
Encontro no MAPA
O presidente da CNseg também esteve reunido, na terça-feira (28), com o ministro da Agricultura, André de Paula, acompanhado do secretário de Políticas Agrícolas, Guilherme Campos.
Na reunião, além de ressaltar apoio para a aprovação do PL 2951/24, que amplia o alcance do seguro rural, também foram apresentadas propostas do mercado segurador para o aperfeiçoamento do setor agropecuário do país, no qual os seguros podem ser importantes mecanismos para a mitigação de riscos em diversas atividades.
Ouvidoria se consolida como instrumento estratégico no relacionamento com o consumidor
Em webinar, CNseg reúne especialistas, reguladores e ouvidores para discutir os avanços do setor, com foco em dados, linguagem simples e antecipação de conflitos
A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) reuniu nesta quinta-feira (16) especialistas do mercado, reguladores e profissionais de ouvidoria em um webinar especial em comemoração ao Dia do Consumidor e ao Dia do Ouvidor, celebrados, respectivamente, em 15 e 16 de abril.
O encontro destacou a transformação da ouvidoria de um canal reativo para um instrumento estratégico, capaz de gerar inteligência, inovação e confiança nas relações com o consumidor.
Logo na abertura, o superintendente jurídico da CNseg, Alfredo Viana, mediador do encontro, ressaltou a evolução do papel da ouvidoria no setor. “O consumidor de hoje é hiperconectado, conhece seus direitos e espera respostas à altura. A ouvidoria deixa de ser o ‘bombeiro’ e passa a ser uma fonte de inteligência estratégica”, afirmou .
A visão foi reforçada por Silas Rivelle Jr., presidente da Comissão de Ouvidoria da CNseg, que destacou o alto nível de resolutividade do setor. Segundo ele, “noventa e nove vírgula dois por cento das demandas que passaram nas nossas ouvidorias foram solucionadas”, evidenciando a
capacidade do canal de resolver conflitos antes que avancem para instâncias externas. Para Rivelle, mais do que resolver problemas, a ouvidoria contribui diretamente para a melhoria de processos e para a fidelização dos consumidores.
Na mesma linha, Eduardo Seicentos, presidente da Comissão de Relações de Consumo da CNseg, chamou atenção para o desafio de equilibrar tecnologia e humanização. “Quem conseguir conciliar os dados que a inteligência artificial traz, sem esquecer do tradicional e da humanização no atendimento, terá assertividade nesse processo”, disse. Ele também destacou a necessidade de atender diferentes perfis de consumidores, incluindo aqueles menos conectados.
Representando a regulação, a ouvidora da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Fernanda Cristina Cardoso Guedes, trouxe uma visão ampliada do papel das ouvidorias. “Ouvidoria é estratégia, é ponte, inteligência e transformação”, afirmou. Segundo ela, cada manifestação deve ser vista como uma oportunidade de melhoria sistêmica, e não apenas como uma reclamação isolada. Fernanda também enfatizou a importância
da linguagem simples e da comunicação clara: “Uma resposta que o cidadão não entende é, na prática, uma não resposta”.
Já Aline Vieira, ouvidora-chefe da Superintendência de Seguros Privados (Susep), destacou a confiança como elemento central da atividade. “O ouvidor é o agente de confiança tanto para dentro quanto para fora”, declarou. Em sua fala, ela também abordou o papel das ouvidorias na expansão dos seguros inclusivos e na educação financeira da população, defendendo que a inclusão passa necessariamente pelo entendimento dos produtos. “A ouvidoria tem uma função pedagógica, de ensinar para as pessoas e para as empresas como falar com esse cidadão”, explicou.
Ao longo do debate, um ponto comum emergiu entre os participantes: a necessidade de antecipar problemas, e não apenas reagir a eles. A ouvidoria, nesse contexto, se consolida como um elo entre consumidores, empresas e reguladores, capaz de transformar dados em melhorias concretas e fortalecer a confiança no mercado.
Agenda Institucional 2026 reforça papel do seguro na estabilidade financeira de famílias e empresas
Documento apresentado pela CNseg em Brasília reúne prioridades do setor para o diálogo com Executivo e Legislativo e destaca avanços recentes, como a reforma tributária e iniciativas para ampliar o uso de seguros em projetos de infraestrutura
“O seguro é um mecanismo de estabilização da saúde financeira das famílias, das pessoas e dos negócios em geral”. A frase resume a mensagem central apresentada pelo presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Dyogo Oliveira, durante o lançamento da Agenda Institucional do Mercado Segurador 2026, realizado em Brasília, nesta quarta-feira (8). O documento, que chega à sua quarta edição, consolida as principais prioridades do setor para o diálogo com os Poderes Executivo e Legislativo ao longo do ano.
No encerramento, Alfredo Viana sintetizou os principais aprendizados do encontro, destacando o tripé apresentado por Fernanda Guedes. “A ponte conecta consumidor e empresa; a inteligência transforma dados em informação; e a inovação gera melhoria contínua. Esse ciclo resume bem o papel da ouvidoria hoje”, afirmou.
O webinar evidenciou que, mais do que um canal de atendimento, a ouvidoria se tornou peça-chave na construção de um mercado mais transparente, eficiente e centrado no consumidor.
Confira abaixo a íntegra do webinar
A Agenda Institucional é um instrumento de articulação, que reúne iniciativas voltadas ao desenvolvimento do mercado segurador e à ampliação da proteção econômica no país. O documento organiza o relacionamento do setor com diferentes esferas do poder público e com entidades da sociedade civil. Oliveira ressaltou que o mercado segurador acompanha de perto a tramitação de centenas de proposições legislativas relacionadas ao tema e mantém diálogo constante com parlamentares que atuam na defesa do setor.
Durante sua fala, o presidente da CNseg destacou avanços institucionais registrados no último ano. Entre eles, citou a evolução da reforma tributária no que se refere ao setor de seguros, cujo texto final foi considerado satisfatório em termos de impacto econômico, embora represente desafios operacionais para seguradoras e corretoras.
Entre as iniciativas institucionais recentes, o executivo mencionou ainda a elaboração do Guia de Seguros e Capitalização para Concessões e Parcerias Público-Privadas, desenvolvido em parceria com o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e o Ministério de Portos e Aeroportos, com o objetivo de ampliar o uso de soluções securitárias em projetos de infraestrutura.
Apesar dos avanços, o presidente da CNseg enfatizou que o maior desafio do setor continua sendo a ampliação da cobertura securitária no país. Segundo ele, a baixa penetração de seguros gera impactos econômicos relevantes, sobretudo em áreas expostas a riscos elevados.
Um exemplo citado foi o seguro rural, cuja ausência ou baixa cobertura amplia o endividamento dos produtores e gera custos adicionais para o próprio Estado. Oliveira também mencionou eventos climáticos recentes, como enchentes, nas quais apenas uma pequena parcela das perdas foi coberta por seguros.
Para ele, ampliar a presença do seguro nas atividades econômicas é uma agenda que interessa não apenas ao setor, mas à própria sociedade. “Mais importante do que reconhecer os desafios é traçar uma agenda objetiva de trabalho para expandir o mercado segurador. Isso beneficia o setor, mas sobretudo o país, porque uma sociedade mais moderna, eficiente e produtiva utiliza mais seguros nas suas relações”, afirmou.
Planejamento estratégico de seguros
Antes da apresentação da agenda, o superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Alessandro Octaviani, destacou a importância da continuidade institucional e do
planejamento estratégico para o fortalecimento do mercado segurador brasileiro. Segundo ele, a realização periódica do fórum que acompanha a agenda institucional tem contribuído para estruturar debates e produzir avanços regulatórios relevantes para o setor.
Octaviani lembrou que discussões travadas em edições anteriores do encontro ajudaram a consolidar marcos importantes para o mercado, como a Lei do Contrato de Seguro e a Lei Complementar nº 213, que trata da entrada de novos agentes e do aprimoramento do processo sancionador no sistema de seguros.
“Esse fórum já produziu resultados concretos para o mercado. As duas leis que hoje estruturam o crescimento do setor são fruto direto desse ambiente de diálogo e construção de consenso”, afirmou.
Outro ponto enfatizado foi a necessidade de avançar na proteção securitária diante do aumento da frequência e da intensidade de eventos climáticos extremos. Ele citou como exemplo as enchentes no Rio Grande do Sul, que geraram cerca de R$ 100 bilhões em perdas, das quais aproximadamente R$ 6 bilhões foram cobertos por seguros, evidenciando uma lacuna significativa de proteção.
“Temos um gap de proteção muito grande. Quando essa conta não é coberta por seguros, acaba recaindo sobre o Estado e sobre o contribuinte. Precisamos construir políticas públicas capazes de reduzir essa lacuna”, afirmou.
Seguro como parceiro estratégico
Na abertura do evento, o presidente do Conselho Diretor da CNseg, Roberto Santos, ressaltou o papel estratégico do seguro na construção de políticas públicas e na promoção de investimentos sustentáveis. “Precisamos que o seguro seja compreendido não apenas como um mecanismo de indenização, mas como um parceiro estratégico capaz de promover adaptação, estimular investimentos eficientes e contribuir para um país mais preparado para enfrentar os desafios do nosso tempo”, afirmou.
A Agenda Institucional do Mercado Segurador 2026 reúne propostas e diretrizes para ampliar a participação do setor em temas considerados prioritários para o desenvolvimento do país. Entre os eixos destacados estão o fortalecimento do seguro rural, o uso de soluções securitárias em concessões e obras públicas, a ampliação de seguros essenciais em áreas como transporte e infraestrutura, além de iniciativas voltadas à adaptação às mudanças climáticas.
O documento também propõe avanços na pro-
teção de trabalhadores autônomos e no fortalecimento da chamada “cidadania resiliente”, conceito que envolve a proteção de pessoas, empresas e infraestrutura diante de riscos econômicos, sociais e ambientais.
Atualmente, o setor segurador brasileiro representa cerca de 6,4% do Produto Interno Bruto (PIB), e a agenda institucional busca ampliar essa participação por meio do fortalecimento do ambiente regulatório e da construção de novas políticas públicas voltadas à proteção econômica da sociedade.
A Agenda Institucional do Mercado Segurador 2026 define prioridades focadas no crescimento do setor, que hoje representa 6,4% do PIB brasileiro. Entre os destaques deste ano, estão os seguintes temas:
> Concessões, PPPs e obras públicas: Gestores são atraídos pelo potencial de melhoria na qualidade dos projetos, seja na fase de construção ou na execução de empreendimentos públicos diversos. O setor busca ser um parceiro estratégico para reduzir o número de obras paradas no país e auxiliar na segurança jurídica dos editais de infraestrutura.
> Seguros essenciais e obrigatórios: Foco na construção de convênios que auxiliem na cobrança e na gestão de dados que evidenciem os benefícios da expansão de seguros obrigatórios, como os de carga, transporte, obras e incêndio.
> Segurança pública e logística: O uso crescente de tecnologia para aumentar a segurança pode beneficiar produtos do setor (como o seguro garantia para eletroeletrônicos) e impulsionar políticas de logística reversa (como a de sucatas de automóveis). O desenvolvimento de legislação para otimizar esses serviços é considerado essencial.
> Mudanças climáticas: Apresentação de propostas legislativas que auxiliem no financiamento de investimentos voltados à prevenção de catástrofes climáticas.
> Seguro rural: Atendimento à demanda crescente pela otimização da prestação de serviços e pela oferta de seguro paramétrico.
> Novo mercado de trabalho: Apoio a projetos em tramitação que posicionam o seguro como proteção para trabalhadores autônomos, especialmente aqueles que atuam em plataformas de aplicativos.
> Cidadania Resiliente: Iniciativas voltadas à proteção de pessoas, infraestrutura e negócios nos âmbitos federal, estadual e municipal.
Confira abaixo a publicação na íntegra
Agenda e temas prioritários
Seguro rural e crédito entram no centro da agenda do agro em seminário em Brasília
Em um momento de aumento dos riscos climáticos e de transformação das formas de financiamento no campo, lideranças do setor público e privado defenderam, na terça-feira, 8 de abril, uma mudança estrutural no modelo de proteção ao agronegócio brasileiro. O debate ocorreu durante o seminário “Diálogo Setorial: Seguros, Crédito e Agronegócio – Proteção rural e novos instrumentos de financiamento”, promovido pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e a Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi).
Logo na abertura, o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, deu o tom do encontro ao afirmar que o Brasil ainda trata o risco agrícola de forma equivocada, priorizando o crédito em detrimento do seguro. “O produtor perde uma safra e a solução é renegociar as dívidas”, criticou. Ele alertou que esse modelo encarece o crédito e perpetua o endividamento no campo. “No fim do dia, o produtor paga o custo do crédito, da inadimplência e o custo climático”, disse.
Dyogo também destacou o contraste entre o volume de recursos destinados ao Plano Safra e ao seguro rural. “Para economizar algumas centenas de milhões no seguro, o governo acaba gastando dezenas de bilhões em renegociações”, afirmou, classificando a lógica como uma “miopia” da política pública. Ele lembrou ainda que a área segurada no campo caiu drasticamente nos últimos anos, evidenciando a urgência de mudança.
Um agro diferente exige soluções novas
O presidente da ABAG, Ingo Plöger, chamou atenção para as especificidades do agronegócio brasileiro, que opera em uma lógica distinta das economias do hemisfério norte. “Aqui, uma safra empurra a outra. É uma dinâmica intensa, praticamente em ‘just in time’”, explicou.
Segundo ele, essa característica torna o setor mais sensível a choques logísticos e climáticos, exigindo soluções próprias. “Precisamos de legislações que atendam a essa economia tropical”, afirmou.
Já o presidente da Acrefi, Tadeu Silva, destacou a mudança no perfil do financiamento do agro. “O funding está mudando. Ganham espaço os instrumentos de mercado de capitais e operações privadas”, disse. Ele alertou, no entanto, que sem seguro adequado, o sistema financeiro permanece vulnerável. “O risco não desaparece quando o seguro recua, ele apenas se redistribui.”
Ainda na abertura institucional, o diretor administrativo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Elinton Honorato, destacou a relevância estratégica do tema para o desenvolvimento nacional. Representando o presidente da entidade, ele enfatizou a convergência entre a pauta do seminário e os interesses dos municípios brasileiros. “Os temas tratados aqui são de extrema relevância e convergem com a luta da CNM pelos municípios”, afirmou, colocando a entidade à disposição para fortalecer a agenda do setor.
Seguro como pilar estratégico
A senadora Tereza Cristina, uma das principais vozes do agronegócio no Congresso, reforçou a necessidade de colocar o seguro rural no centro da política agrícola. “O seguro é hoje o principal pilar. Se resolvermos o seguro, começamos a resolver o crédito”, afirmou.
Ela criticou a dependência anual do Plano Safra e defendeu uma reformulação mais ampla. “A agricultura brasileira não pode ficar presa a uma
discussão pontual todos os anos”, disse. Para a senadora, o país precisa de um modelo mais moderno e previsível, capaz de dar segurança ao produtor diante de uma atividade “a céu aberto” e cada vez mais exposta a eventos extremos.
Tereza Cristina também defendeu a criação de mecanismos estruturais, como fundos de catástrofe e novos modelos de resseguro. “O custo do seguro rural é muito pequeno diante do benefício que traz para o país”, destacou.
Novos instrumentos e inovação
No primeiro painel, mediado por Renato Buranello, vice-presidente da ABAG, especialistas discutiram alternativas para diversificar o financiamento do setor. A executiva de relacionamento com os clientes da B3, Fabiana Perobelli, destacou a necessidade de ampliar instrumentos e reforçar a gestão de riscos. “O agro precisa de uma nova avenida de financiamento”, afirmou.
Representando o IRB Re, o diretor de Novos Negócios, João Rabelo, destacou experiências internacionais, como o modelo espanhol, em que o Estado atua como ressegurador parcial, absorvendo parte dos riscos mais severos. “Isso permite uma precificação mais equilibrada e reduz o custo para quem está na ponta”, afirmou, defendendo maior integração entre setor público e mercado para viabilizar um sistema mais robusto no país.
Para Octaciano Neto, sócio da Zera.Ag, o setor vive uma transição. “Hoje, grande parte do financiamento já vem fora do Plano Safra”, afirmou, destacando a crescente participação de investidores privados.
Agenda legislativa e desafios
Em sua participação, o deputado Pedro Lupion (Republicanos/PR), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, destacou a urgência de modernizar a legislação. “Precisamos de um seguro condizente com a produção brasileira”, afirmou. Segundo ele, o alto custo do crédito e a insegurança jurídica têm dificultado investimentos no campo.
O parlamentar também chamou atenção para os impactos geopolíticos e logísticos sobre o setor. “A guerra não chegou com bombas, mas afetou profundamente o custo de produção”, disse.
Destravando o seguro rural
No segundo painel, o foco foi a inovação no seguro rural. O diretor de Tecnologia da BB Seguros, Bruno Alves, destacou o uso de dados e tecnologia para melhorar a precificação e ampliar a cobertura. “Hoje conseguimos ser muito mais precisos na avaliação de risco”, disse.
O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Guilherme Campos, foi direto: “O seguro é uma questão de Estado, não de governo”. Ele defendeu mudanças estruturais e maior protagonismo público para viabilizar o sistema. “Se não houver essa mudança, continuaremos correndo atrás de renegociações todos os anos.”
Também participaram do debate João José Prieto Flávio, gerente do Sistema OCB, e o head de Pesquisa e Conhecimento da Meridiana, Fábio Guerra, que ressaltaram a necessidade de visão de longo prazo e integração entre os diversos agentes do mercado.
A mediação ficou a cargo do presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação de Seguros Gerais (FenSeg0, Gláucio Nogueira Toyama, que sintetizou o consenso do evento: “O seguro agrícola é fundamental e precisa ser tratado como parte de um ecossistema mais amplo”.
Convergência e próximos passos
Ao longo do evento, houve convergência entre representantes do governo, mercado e Congresso: o modelo atual não é mais suficiente. A combinação entre crédito, seguro e inovação aparece como caminho para garantir sustentabilidade ao agronegócio.
Mais do que um diagnóstico, o seminário evidenciou uma agenda comum: transformar o seguro rural de instrumento complementar em eixo estruturante da política agrícola brasileira.
CNseg alcança o TOP 5 do Banco
Central em assertividade para o PIB de longo prazo
A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) consolida sua posição como referência em análise macroeconômica ao figurar, mais uma vez, no prestigiado ranking Top 5 do Sistema de Expectativas do Banco Central (Focus). Desta vez, o reconhecimento veio pela precisão nas projeções do PIB de longo prazo para 2025, onde a entidade conquistou a 5ª posição nacional com a nota de 9,0647.
O Sistema de Expectativas de Mercado do Banco Central do Brasil (BCB) é a base para a elaboração do Relatório Focus e coleta projeções de cerca de 130 instituições, entre bancos, gestoras de recursos e consultorias. Para a CNseg, que integra o sistema desde novembro de 2022, figurar neste grupo reforça a seriedade e o reconhecimento das estimativas que regem o setor segurador.
Evolução e Consistência
A nova classificação de longo prazo sucede o desempenho anterior, divulgado em janeiro, quando a CNseg ocupou a 4ª posição no ranking Top 5 de Curto Prazo Anual (2025) do Boletim Focus. Além disso, em 2025, a CNseg figurou outras três vezes no Top 5, evidencia o rigor metodológico e a acurácia das estimativas produzidas pela equipe econômica da Confederação em um ambiente de elevada complexidade.
Inteligência de Mercado: o combo de análise semanal
A base para esse sucesso técnico reside no trabalho contínuo da área de Estudos e Projetos da CNseg, que disponibiliza, sempre às segundas-feiras à tarde, um combo essencial de análise e informação: o boletim Acompanhamento das Expectativas Econômicas e o relatório complementar DADOS das Expectativas Econômicas
O boletim funciona como uma bússola para o setor, traduzindo o fluxo constante de indicadores macroeconômicos, como as variações da inflação (IPCA e IGP-M), as oscilações do câmbio e as
projeções da taxa Selic, em um panorama estratégico e de fácil leitura. O foco é monitorar as expectativas do mercado financeiro e antecipar como essas tendências impactam o ambiente de negócios e o planejamento das seguradoras no Brasil.
Com essa entrega semanal, a CNseg reafirma que a precisão de suas projeções, reconhecida pelo Banco Central, é fundamental para balizar as decisões do setor segurador e contribuir para um debate econômico qualificado em um cenário de alta complexidade.
Mercado financeiro une forças em guia inédito para impulsionar o investimento social estratégico
O evento de lançamento do guia sobre Investimento Social Privado (ISP), realizado remotamente em 26 de março, em uma parceria inédita entre a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), ANBIMA, B3 e Febraban, marcou um passo decisivo para a profissionalização da filantropia no mercado financeiro brasileiro. O encontro reuniu representantes das instituições para discutir como transformar ações muitas vezes dispersas em estratégias de alto impacto socioambiental.
O Despertar da Estratégia no Social
A abertura, conduzida pelo gerente de Sustentabilidade e Inovação da ANBIMA, Luiz Pires, destacou que o guia nasceu de um "incômodo" positivo: a necessidade de destravar o potencial de capital disponível no mercado para tratar desequilíbrios sociais. "O que a gente quer aqui é mostrar que existe um caminho minimamente percorrível por todo mundo. Se conseguirmos direcionar esse capital para iniciativas transformadoras, conseguiremos amplificar os benefícios", afirmou Pires.
A head da B3 Social, Fabiana Prianti, reforçou que o investimento social deixou de ser periférico para se tornar estratégico. Ela compartilhou a experiência da B3, que investiu mais de R$ 300 milhões em seis anos ao focar exclusivamente em educação pública: "Não tem desenvolvimento econômico sustentável se a gente não atua lá no comecinho do pipeline... se as nossas crianças e jovens não saem com uma aprendizagem adequada".
Riscos Sociais e Resiliência
O gerente de sustentabilidade da CNseg, Pedro Werneck, trouxe uma perspectiva fundamental conectada ao core business do setor de seguros. Para ele, o ISP não é apenas uma questão de reputação, mas de sobrevivência e manutenção dos negócios a longo prazo.
Werneck explicou que as seguradoras possuem competências únicas para gerir riscos, e isso inclui os riscos sociais. "Investir em uma sociedade mais resiliente, com menores níveis de vulnerabilidade social, não é meramente uma questão de responsabilidade corporativa. É um elemento fundamental para a sustentabilidade dos nossos negócios", destacou.
Ele citou exemplos práticos da CNseg, como o programa Atuários do Futuro, que capacita jovens em situação de vulnerabilidade para carreiras técnicas no setor, unindo impacto social à formação de novos talentos. Werneck também enfatizou a importância da governança: "Quando você sabe exatamente qual a transformação quer gerar, as decisões passam a ser mais coerentes e baseadas em evidências".
Colaboração e Impacto Sistêmico
A gerente de Sustentabilidade na Febraban, Cíntia Céspedes, ressaltou o poder do "efeito de rede" do setor bancário, capaz de gerar um impacto sistêmico através da capilaridade e da influência sobre as cadeias de valor. "Quando o setor se movimenta de forma alinhada, o impacto deixa de ser individual e passa a ser sistêmico", pontuou.
A mediação de Paula Fabiani, CEO do IDIS, amarrou os conceitos ao lembrar que a desigualdade é "ruim para os negócios" e que o capital financeiro deve estar a serviço da humanidade. O evento encerrou com um convite à ação: usar o novo guia como um mapa para que cada instituição se torne um agente indutor de mudança ativa na sociedade brasileira.