ANO 2 | Nยบ 9 | JULHO/2019
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ANO 2 | Nยบ 9 | JULHO/2019
CONJUNTURA CNseg Dados Susep de maio de 2019 Dados ANS de dezembro de 2018
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ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019
Sumário Apresentação ……………………..……………………….. 3 Editorial …..…………………………………………………… 6 Economia Brasileira.………………….………………….. 8 Mercado Segurador…………………………………….…. 15 Resumo Estatístico……………….………………………… 19 Glossário………………………………………………………… 24
APRESENTAÇÃO
ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019
Apresentação A CNseg
autoridades públicas e a entidades nacionais e internacionais do mercado de seguros.
A Confederação das Seguradoras - CNseg é uma associação civil, com atuação em todo o território
A Conjuntura CNseg é uma análise mensal do estado dos
nacional, que reúne as Federações que representam as
segmentos de Seguros de Danos e Responsabilidades,
empresas integrantes dos segmentos de Seguros,
Coberturas de Pessoas, Saúde Suplementar e
Previdência Privada Complementar Aberta e Vida, Saúde
Capitalização, com o objetivo de examinar aspectos
Suplementar e Capitalização.
econômicos, políticos e sociais que podem exercer influência sobre o mercado segurador brasileiro. Em
A CNseg tem a missão de congregar as lideranças das
meses de referência de fechamento de trimestre, esta
associadas, elaborar o planejamento estratégico do setor,
publicação reúne também os Destaques dos Segmentos,
colaborar para o aperfeiçoamento da regulação
a atualização das Projeções de Arrecadação, os Boxes
governamental, coordenar ações institucionais de
Informativos Estatístico , Jurídico e Regulatório e o
debates, divulgação e educação
acompanhamento da Produção Acadêmica em Seguros.
securitária e representar as associadas junto a
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EDITORIAL
Editorial
Marcio Serôa de Araujo Coriolano, presidente da CNseg
A arrecadação do mês de maio de 2019, sem Saúde e sem DPVAT, cresceu 16,1% sobre o mesmo mês de 2018. Esse ótimo desempenho serviu para elevar a arrecadação acumulada no ano até maio para 7,1%, comparativamente a igual período do ano passado. E reverteu a tendência do comportamento anualizado do mercado, evidenciada pela série de 12 meses móveis, que até abril mostrava crescimento de 0,1% - uma virtual estabilidade -, e com a inclusão do mês de maio subiu para 1,5%. É um número importante, porque se aproxima do obtido nos dois primeiros meses do ano, após quatro meses de 2018 em que o setor apresentou taxas de desempenho negativas. Considerando todos os ramos, exceto Saúde, as receitas do setor segurador alcançaram R$ 104,8 bilhões até maio. Como este caderno de Conjuntura CNseg vem observando, o crescimento do setor segurador é desigual, com os seus segmentos e ramos respondendo de forma diversa à conjuntura econômica e à preferência dos clientes de seguros. Nesses cinco meses do ano, considerando as suas contribuições ponderadas para a arrecadação global, o ramo de seguros patrimoniais (do segmento de seguros de danos e responsabilidades) vem liderando o crescimento, com 15,7%, enquanto os Planos de Risco (do segmento Cobertura de Pessoas) evolui com taxa de 15,4%. Ambos mostram, historicamente, bastante resistência ao ciclo baixo da economia. Agora, cabe também destaque ao segmento de Títulos de Capitalização que, após longa jornada de construção e adaptação a novos normativos de seus produtos - que gerou expectativas sobre sua capacidade de penetração setorial -,cresce 11,7% neste ano, mostrando que há campo para recuperar a penetração junto ao seu público.
ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019
Desconsiderando o DPVAT, que tem tarifa administrada pelo Governo, e a Saúde Suplementar, cujos últimos dados ainda são de março, a arrecadação global do setor de seguros, no período de 12 meses compreendido entre junho de 2018 e maio de 2019, cresceu 1,5% em relação aos 12 meses encerrados em maio de 2018. O acompanhamento e o exame dessa série de 12 meses são importantes porque, a par dos movimentos mensais do mercado segurador, influenciados por particularidades microeconômicas, permitem a inferência de tendências maiores e aproximam os números obtidos de forma agregada aos resultados semestrais divulgados pelas Companhias Associadas à CNseg. Um exemplo desse acompanhamento mensal e tendencial é que o mês de maio, com crescimento total de 16,1% sobre o mesmo mês do ano passado, foi decisivo para a reversão de uma tendência muito preliminar até abril, que parecia colocar o setor segurador em modo de espera. Ocorre que o desempenho da arrecadação do setor segurador em 2018 foi fraco, e então as receitas obtidas neste ano de 2019 devem ser comparadas a cada um dos meses antecedentes e ao seu conjunto, de forma que sejam evitadas conclusões precipitadas. Foi precisamente o que aconteceu no mês de maio de 2019, a base do presente caderno de Conjuntura da CNseg. Agora estamos comparando o desempenho contra um mês de maio de 2018 que teve receita de R$ 19.403,5 milhões, fraca, com uma base menor daquela obtida em abril de 2018, de R$ 20.857,2 milhões. Ou seja, as possibilidades de evolução da arrecadação até o final do ano dependerão crucialmente da obtenção de resultados consistentemente melhores a cada mês.
Seguindo esse princípio de que quanto maior a série, melhor a avaliação, a comparação dos primeiros cinco meses de 2019 com os mesmos de 2018 mostra: o crescimento marginal do ramo de Automóveis. O crescimento consistente do ramo de seguros Patrimoniais, de Crédito e Garantias, e Rural. O ramo de Transportes igualmente mostra força. Os ramos de Planos de Risco em Cobertura de Pessoas, seja Vida, seja Prestamista, seguem em trajetória consistente. Assim como os Títulos de Capitalização. Já os Planos de Acumulação em Cobertura de Pessoas ainda apresentam volatilidade, própria de conjuntura econômica marcada ela mesma por volatilidade. O gráfico ao final deste Editorial mostra o desafio de crescimento em perspectiva histórica. Figuram os grandes segmentos dos seguros, com as suas contribuições para a taxa de arrecadação total, ao longo da série de taxas de evolução anualizadas. Com a inclusão de maio de 2019, o crescimento nominal da arrecadação foi de 1,5%. A melhor e consistente variação positiva tem sido a do segmento de Danos e Responsabilidades, com 7,6%, evoluindo contra os 7,3% anteriores. Quanto ao subsegmento de Cobertura de Pessoas – Planos de Risco, a variação foi de 11,3%, melhorando também sobre os 10,5% do período antecedente. O subsegmento de Cobertura de Pessoas - Planos de Acumulação (PGBL e VGBL) teve reduzida a sua contribuição negativa, de 7,8% para 5,6%. O que explica a redução da variação negativa do segmento agregado de Cobertura de Pessoas – que soma os dois -, de 3,2% para 1,3%. Cabe destacar o segmento de Títulos de Capitalização, com crescimento nominal de 2,9%, bem superior ao 1,9% antecedente.
Todo o mercado segurador está na expectativa dos resultados de junho, fechando o semestre. Será o conjunto obtido até lá, coincidente com a publicação das demonstrações financeiras das Companhias, que pautará as novas 6 expectativas para o ano.
ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019
EDITORIAL
Variação Nominal da Arrecadação - 12 meses móveis 11,3%
10,5%
10,1% 7,7%
7,6%
7,3% 2,0%
1,3%
1,9%
0,1%
-5,4%
2,9%
1,5%
-5,6% -7,8%
até mar-19 / até mar-18
até abr-19 / até abr-18
até mai-19 / até mai-18 Fonte: SES (SUSEP) Extraído em 01/07/2019
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ECONOMIA BRASILEIRA
ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019
Economia Brasileira Análise Conjuntural
perspectivas podem ser ainda favorecidas por eventuais estímulos específicos ao consumo, como liberação de
O primeiro semestre do ano vai chegando ao fim com a
recursos do FGTS e do PIS/Pasep, e da provável redução
consolidação de um cenário em que o crescimento da
dos juros básicos pelo Banco Central. Pelo que se pode
economia foi consideravelmente mais baixo do que se
inferir dos discursos das autoridades econômicas, tais
projetava anteriormente, por conta do andamento
medidas, no entanto, só deverão ser implementadas após
errático da reforma da Previdência, condição necessária –
a aprovação da reforma da Previdência, apenas com o
ainda que não suficiente – para a estabilização da
objetivo de dar suporte adicional à recuperação
economia e para a retomada da confiança dos agentes
enquanto os efeitos do aumento da confiança não se
econômicos; da mudança adversa no cenário externo,
manifestarem.
com menor dinamismo da economia mundial; da lenta recuperação do emprego, que deteriora a confiança dos
No último mês, grande parte do debate econômico se
consumidores e por fatores pontuais negativos, como o
concentrou na política monetária e dividiu os
rompimento da barragem de Brumadinho, que afetou
especialistas entre aqueles que acreditavam – pela alta
severamente a indústria extrativa, além dos impactos da
capacidade ociosa da economia, pelo elevado
crise econômica na Argentina sobre a indústria de
desemprego e pela inflação baixa – ser necessária uma
transformação.
redução imediata da taxa básica de juros, a Selic, e aqueles que acreditavam que uma redução só deveria
No entanto, é notável que as expectativas para os
ocorrer após sinalizações mais claras a respeito da
próximos meses se mantêm razoavelmente positivas,
reforma da Previdência, aumentando a credibilidade da
com grande parte dos agentes do mercado projetando
política monetária – atributo fundamental no regime de
recuperação do crescimento da economia na segunda
metas para inflação – em um cenário, como mostra a
metade do ano. Apesar de todos os contratempos
figura na próxima página, em que as reduções na taxa de
políticos e dos esperados embates com grupos de
juros real têm tido pouco efeito sobre o nível de
interesse, a reforma da Previdência caminha bem na
atividade. No fim, o Copom1 manteve, em sua última
Câmara dos Deputados, e analistas políticos acreditam
reunião, a Selic em 6,5% (patamar em que se encontra
que há chances de aprovação na Câmara antes do
desde março de 2018). O comunicado divulgado logo
recesso parlamentar, que começa em 18 de julho. Isso
após o anúncio da decisão enfatizou a importância das
trouxe ânimo ao mercado, refletido na valorização das
reformas – especialmente a da Previdência – para
ações na Bolsa de Valores e na apreciação do Real frente
diminuição das incertezas, permitindo que a Selic seja
ao Dólar. A base dos cenários mais otimistas para o
reduzida sem prejuízo à meta de inflação.
segundo semestre e para o ano que vem é que o montante aprovado na reforma deve estar relativamente próximo ao do texto original, mesmo que uma parcela do resultado seja baseada em aumento de tributos. As
1 Comitê
de Política Monetária do Banco Central do Brasil.
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ECONOMIA BRASILEIRA
ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019
14% 12%
8
10% 6
8%
6%
4
4% 2 2% 0
0% -2%
-2
-4% -4
-6%
-6
Variação da média móvel trimestral do IBC-Br (T/T-4)
10
-8% jan/04 abr/04 jul/04 out/04 jan/05 abr/05 jul/05 out/05 jan/06 abr/06 jul/06 out/06 jan/07 abr/07 jul/07 out/07 jan/08 abr/08 jul/08 out/08 jan/09 abr/09 jul/09 out/09 jan/10 abr/10 jul/10 out/10 jan/11 abr/11 jul/11 out/11 jan/12 abr/12 jul/12 out/12 jan/13 abr/13 jul/13 out/13 jan/14 abr/14 jul/14 out/14 jan/15 abr/15 jul/15 out/15 jan/16 abr/16 jul/16 out/16 jan/17 abr/17 jul/17 out/17 jan/18 abr/18 jul/18 out/18 jan/19
Variação dos Juros Reais Ex-Ante - escala invertida (em p.p.)
JUROS REAIS EX-ANTE E IBC-BR
Variação Juros Reais Ex-Ante
IBC-Br (lag 6 meses)
Fonte: Banco Central do Brasil
“Uma eventual frustração das expectativas sobre a
positiva da base constrangida pela paralisação dos
continuidade das reformas e ajustes necessários na
caminhoneiros no ano passado, que ocorreu justamente
economia brasileira pode afetar prêmios de risco e elevar
entre os meses de maio e junho. A Pesquisa Industrial
a trajetória da inflação”, diz trecho do comunicado. A ata
Mensal – Produção Física (PIM-PF), primeira a ser
da reunião e o Relatório trimestral de inflação, divulgados
divulgada pelo IBGE com referência em maio, atesta esse
em sequência, mantiveram o mesmo tom, deixando claro
diagnóstico. Na variação contra o mesmo mês do ano
o elemento ausente para um corte imediato na taxa de
passado, a produção industrial passou de queda de 3,9%
juros: avanços em reformas estruturais, principalmente
para expansão de 7,2%. Na série livre de efeitos sazonais,
daquelas voltadas à melhoria das contas públicas. Isto é,
no entanto, a produção das indústrias de transformação
o Banco Central optou, mesmo em um cenário de fraca
e extrativas apresentou retração de 0,2% em maio em
atividade e expectativas de inflação em queda – o que
relação a abril, depois de crescer 0,3% sobre março. Com
até o mês passado só estava ocorrendo na inflação
esses resultados, nos cinco primeiros meses de 2019, o
esperada implícita nos títulos da dívida pública – , por
setor industrial acumula queda de 0,7% em relação ao
esperar sinais concretos de que a dinâmica fiscal
mesmo período de 2018, resultado de variações de 1,2%
apresentará melhora à frente, ampliando a eficiência da
da Indústria de transformação e de -13,2% da Indústria
política monetária.
extrativa, pela mesma métrica.
Os dados mais recentes de pesquisas conjunturais continuam a exibir uma economia desaquecida. As métricas interanuais, entretanto, devem sofrer influência
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ECONOMIA BRASILEIRA
ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019
Os números do mercado de trabalho, como apontamos
dificuldades que podem ser potencializadas por uma
na edição passada da Conjuntura CNseg, continuam a
redução do crescimento econômico no mundo,
revelar sinais mais claros de recuperação, embora o
especialmente em parceiros comerciais estratégicos, e o
desemprego permaneça alto e a renda real do trabalho
setor público, diante das dificuldades fiscais por que
tenha voltado a apresentar queda (ainda que não
passam governos da União, dos estados e municípios,
estatisticamente significativa). A última divulgação da
dificilmente contribuirá com contratações.
PNAD Contínua, referente ao trimestre móvel encerrado em maio, mostrou que a taxa de desocupação da força de
Apesar da reconhecida competência da equipe
trabalho, de 12,3%, ficou estável em relação ao trimestre
econômica montada pelo Governo, a contração da
de dezembro de 2018 a fevereiro de 2019 (12,4%) e caiu
economia no início deste ano, somada à turbulenta
na comparação com o mesmo trimestre de 2018 (12,7%).
relação entre o Executivo e o Legislativo, consumiu
A pesquisa confirmou ainda uma recuperação mais forte
parcela relevante de sua popularidade e praticamente
do trabalho formal, medido pelo número de pessoas
anulou o aumento da confiança de empresários e
empregadas no setor privado com carteira assinada,
consumidores na economia após as eleições. No entanto,
fazendo com que os números dessa pesquisa
os indicadores de confiança empresarial começam a dar
apresentassem níveis compatíveis com aqueles do
sinais de que interromperam a série de quedas dos
CAGED, que já mostrava um quadro mais favorável há
últimos meses. O Índice de Confiança Empresarial (ICE) da
vários meses.
FGV, por exemplo, avançou 0,6 ponto em junho em relação a maio, na primeira alta mensal em cinco meses.
No entanto, outros indicadores mostram que o mercado de trabalho brasileiro está longe de se recuperar
A inflação, após um início de ano com algumas surpresas,
totalmente dos efeitos da crise e, sob alguns aspectos,
continua a dar sinais de arrefecimento. O IPCA-15 de
continua a retroceder. Se, por um lado, a PNAD
junho apresentou variação de apenas 0,06%, abaixo das
finalmente apontou crescimento da população
expectativas do mercado e a taxa mais baixa para o mês
empregada com carteira assinada, o número de
desde 2006. No acumulado de 12 meses, a prévia da
empregados sem carteira continua a crescer mais, assim
inflação oficial arrefeceu de 4,93% em maio para 3,84%.
como o de trabalhadores por conta própria. A população
Alguns fatores explicam este comportamento: resultados
subutilizada e o número de pessoas desalentadas são
baixos para a inflação de alimentos; a economia
recordes. A recuperação do emprego tende a ser difícil,
desaquecida, que mantém o hiato do produto2 alto e a
ainda mais após um longa e profunda recessão como a
demanda reprimida, inibindo aumentos de preços ao
que abalou a economia brasileira, pois: indicadores como
consumidor e a valorização do câmbio, fator relevante
a taxa de desocupação sofrem influência do efeito
pela possibilidade de repasse aos preços em caso de uma
alento/desalento, que faz com que a recuperação desse
depreciação mais severa. Além disso, com a retirada dos
indicador seja mais lenta; o desemprego de longa
meses do ano passado em que a inflação esteve sujeita
duração, que é extremamente prejudicial por reduzir a
aos efeitos da greve dos caminheiros, as métricas
qualificação, atrasar a aquisição de habilidades e,
anualizadas tendem a apresentar queda significativa.
consequentemente, diminuir a produtividade dos trabalhadores, é recorde; a Construção civil, atividade intensiva em trabalho – tanto qualificado quanto não especializado – continua a sofrer mais que a média dos demais setores e está muito longe de se recuperar da crise; a Indústria, que também gera quantidade expressiva de empregos, continua a enfrentar 2 Diferença
entre o produto (PIB) potencial da economia, aquele que não acelera a inflação, e o efetivo.
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ECONOMIA BRASILEIRA
ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019
Como salientamos em análises anteriores, em um
De qualquer maneira, como já havíamos analisado, a
ambiente global mais incerto e instável, um Brasil com
maior liquidez global pode representar uma janela de
uma agenda consistente de reformas e práticas amigáveis
oportunidade para economias emergentes, como o
ao mercado – como um programa de privatizações e
Brasil, que geralmente sofrem com a diminuição dos
concessões, reforma tributária, independência do Banco
fluxos externos em momentos de aperto monetário
Central, redução da burocracia e abertura comercial –
global. Apesar da frágil situação fiscal, a posição brasileira
pode se tornar relativamente atrativo, impulsionando,
em relação ao setor externo é relativamente confortável
em um cenário otimista, a recuperação da economia
quando comparada a de outros países emergentes ou até
entre o final deste ano e o início do próximo. O ânimo do
mesmo com outros momentos do nosso próprio passado.
mercado financeiro nos últimos dias parece refletir esse
Conclui-se que o País pode estar particularmente bem
cenário, além do movimento global que favoreceu ativos
posicionado no atual cenário internacional. Permanece,
de países emergentes, na esteira da linha mais dovish3
no entanto, o diagnóstico de que essa janela de
adotada pelas autoridades monetárias das economias
oportunidade pode ter pouco ou nenhum efeito positivo
centrais nas últimas semanas.
se a economia internacional desacelerar demais em meio ao avanço do protecionismo populista, mantendo
O cenário externo, entretanto, permanece desafiador e
elevada a incerteza sobre qual efeito prevalecerá.
mais difícil de prever. Após um mês de escalada na guerra comercial entre EUA e China – que deve ter efeitos mais
Apesar do começo de ano frustrante para aqueles que
fortes sobre o crescimento da economia mundial do que
esperavam uma recuperação robusta da economia
se esperava anteriormente –, a reunião entre o
brasileira, continua a ser possível manter um otimismo
presidente americano Donald Trump e o chinês, Xi
moderado a médio prazo. O pior cenário – que era de
Jinping, durante o encontro do G-20, no Japão, trouxe o
não aprovação da reforma – é cada vez mais improvável
resultado esperado pelos mercados: a manutenção das
e, mesmo que o que seja aprovado não proporcione a
tarifas que já foram impostas, a suspensão das que
economia almejada pelo Governo, a reforma, somada a
estavam para entrar em vigor e a continuidade das
políticas públicas favoráveis ao mercado que estão na
conversas. Enquanto isso, a perspectiva de uma
agenda econômica do governo, como a reforma
desaceleração forte ou até mesmo uma recessão nas
tributária, a aceleração de privatizações e concessões e a
maiores economias do mundo continua a favorecer
desoneração de importação de bens de capital e
políticas monetárias mais expansionistas, corroborando a
informática têm potencial para reestimular o crescimento
queda nos rendimentos mais longos das curvas de juros
a partir do segundo semestre, mesmo que de maneira
das economias centrais. Entretanto, como exemplo da
gradual. Com isso, poderia ter início um processo de
dificuldade de prever o cenário externo na atual
redução paulatina do endividamento público como
conjuntura, a divulgação do número de empregos criados
percentual do PIB, reforçado pela manutenção de juros
nos EUA surpreendeu em junho. As 224 mil vagas vieram
reais em níveis baixos, gerando um processo auspicioso
acima das projeções (164 mil), no valor mais alto desde
de recuperação da confiança dos agentes na economia,
janeiro, o que mostra que a economia americana
com consequências positivas sobre níveis de emprego,
continua aquecida e reduz a chance de um corte mais
renda e investimento.
agressivo dos juros por parte do Fed, impactando negativamente os ativos que vinham se beneficiando da expectativa de juros mais baixos.
3 Quando
a política monetária tende a ser mais expansionista.
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ECONOMIA BRASILEIRA
ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019
Acompanhamento das Expectativas Econômicas (data de corte: 01/07/2019)
Valores projetados para 2019 Notas
Variável
Realizado no ano*
Realizado 12 meses
Atual
Anterior
4 semanas
13 semanas
Início do ano
28/06/19
21/06/19
31/05/19
29/03/19
04/01/19
4
PIB
0,46%
0,93%
0,85%
0,87%
1,13%
1,98%
2,53%
3
Produção Industrial (quantum)
-2,71%
-1,11%
0,71%
0,72%
1,49%
2,50%
3,04%
4
PIB Indústria
-1,10%
0,02%
0,58%
0,59%
0,98%
2,11%
2,80%
4
PIB de Serviços
1,15%
1,15%
1,30%
1,33%
1,53%
2,06%
2,20%
4
PIB Agropecuário
-0,08%
1,06%
0,90%
0,90%
1,01%
2,28%
2,57%
2
IPCA
2,22%
4,66%
3,80%
3,82%
4,03%
3,89%
4,01%
1
IGP-M
4,39%
6,53%
6,53%
6,12%
5,87%
5,24%
4,30%
1
SELIC
6,40%
6,40%
5,50%
5,75%
6,50%
6,50%
7,00%
1
Câmbio
3,83
3,83
3,80
3,80
3,80
3,70
3,80
54,72%
54,72%
56,19%
56,28%
56,28%
56,20%
56,70%
-7,58
-13,92
-22,80
-23,00
-25,05
-26,25
-26,00
20,59
52,20
50,80
50,60
50,50
50,25
52,00
35,14
96,57
85,00
85,00
82,65
81,89
79,50
3,32%
6,53%
5,10%
5,20%
5,25%
5,00%
4,79%
2 2 2 2 2
Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB) Conta-Corrente (em US$ bi) Balança Comercial (em US$ bi) Investimento Direto no País (em US$ bi) Preços Administrados
Fontes: SGS (BCB) e SIDRA (IBGE). Data de corte: 01/07/2019 Notas: 1- dados até junho/19; 2- dados até maio/19; 3 - dados até abril/19; 4 - dados até março/19 *Vide nota de referência de período.
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ECONOMIA BRASILEIRA
ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019
Valores projetados para 2020 Notas
Variável
Realizado no ano*
Realizado 12 meses
Atual
Anterior
4 semanas
13 semanas
Início do ano
28/06/19
21/06/19
31/05/19
29/03/19
04/01/19
4
PIB
0,46%
0,93%
2,20%
2,20%
2,50%
2,75%
2,50%
3
Produção Industrial (quantum)
-2,71%
-1,11%
3,00%
3,00%
3,00%
3,00%
3,00%
4
PIB Indústria
-1,10%
0,02%
2,60%
2,60%
2,70%
3,00%
3,08%
4
PIB de Serviços
1,15%
1,15%
2,45%
2,45%
2,25%
2,50%
2,55%
4
PIB Agropecuário
-0,08%
1,06%
2,80%
2,80%
2,80%
3,00%
3,00%
2
IPCA
2,22%
4,66%
3,91%
3,95%
4,00%
4,00%
4,00%
1
IGP-M
4,39%
6,53%
4,14%
4,13%
4,00%
4,00%
4,00%
1
SELIC
6,40%
6,40%
6,00%
6,50%
7,25%
7,50%
8,00%
1
Câmbio
3,83
3,83
3,80
3,80
3,80
3,75
3,80
54,72%
54,72%
58,55%
58,58%
58,55%
58,20%
58,65%
-7,58
-13,92
-33,00
-32,80
-35,30
-36,00
-38,00
20,59
52,20
46,40
46,40
45,10
46,65
47,25
35,14
96,57
84,36
84,28
84,36
83,38
84,44
3,32%
6,53%
4,43%
4,40%
4,40%
4,30%
4,00%
2 2 2 2 2
Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB) Conta-Corrente (em US$ bi) Balança Comercial (em US$ bi) Investimento Direto no País (em US$ bi) Preços Administrados
Fontes: SGS (BCB) e SIDRA (IBGE). Data de corte: 01/07/2019 Notas: 1- dados até junho/19; 2- dados até maio/19; 3 - dados até abril/19; 4 - dados até março/19 *Vide nota de referência de período.
No último mês, com a consolidação de um cenário de
semanas, uma vez que a projeção de 1,13% que vigorava
crescimento inferior ao esperado nos primeiros meses do
há um mês – crescimento semelhante ao dos últimos dois
ano – como comentamos na seção anterior –, as
anos – podia ser considerada excessivamente otimista, já
expectativas de crescimento foram revistas para baixo,
que, para alcançá-la, a economia teria que crescer em
não apenas para este ano como para o próximo. No
média 0,6% nos três últimos trimestres, algo que não
entanto, ao contrário do que havia ocorrido no mês
ocorre desde 2013. Assim, as projeções para o
anterior, as projeções de inflação foram ajustadas de
crescimento do PIB em 2019 continuaram a cair: de
acordo, sendo também reduzidas, o que abre caminho
1,13% há quatro semanas para 0,85% na data de corte
para a redução dos juros básicos, outra tendência
desta análise.
observada nas expectativas econômicas no último mês. Como indicamos neste espaço na última edição da Conjuntura CNseg, novos cortes nas projeções de crescimento do PIB em 2019 ocorreram nas últimas 13
ECONOMIA BRASILEIRA
ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019
Para 2020, a projeção mediana para o crescimento da
redução foi de 4,00% para 3,91%. Entretanto, refletindo
economia, após permanecer por várias semanas em
algum aumento no IPA (Índice de Preços ao Produtor
2,50%, foi ajustada para 2,20%. Ou seja, o mercado
Amplo) nos últimos meses, como se verifica na divulgação
passou a projetar crescimento menor para o ano que
do IGP-M de junho, em que a inflação pelo IPA passou de
vem, mas ainda consideravelmente maior que para este
0,54% para 1,16%, as projeções para a inflação medida
ano. Isso ocorre porque o baixo dinamismo da economia
pelo IGP-M foram revisadas para cima nas últimas
em 2019, por mais que haja recuperação no segundo
semanas.
semestre, deve se propagar com mais intensidade do que se esperava até o ano que vem. Entretanto, as
Em um mês intenso para as discussões sobre a política
perspectivas positivas para o andamento da reforma da
monetária e após o Banco Central ter deixado claro em
Previdência e da agenda econômica do Governo
sua comunicação que o caminho para a redução dos juros
alimentam cenários de crescimento mais robusto à
está aberto, dependendo apenas do andamento da
frente.
agenda de reformas, os agentes consultados pelo Focus reduziram suas expectativas para a taxa de juros básica
Após os sustos do início do ano, as projeções para
da economia, a Selic. Para o encerramento deste ano, a
inflação ao consumidor medida pelo IPCA caíram nas
projeção mediana caiu de 6,50% para 5,50%. Já para o
últimas semanas, seguindo a expectativa mais baixa que
fechamento de 2020, a projeção mediana foi reduzida de
já estava clara na inflação implícita dos títulos da dívida
7,25% para 6,00%.
pública. Para 2019, a projeção para a inflação oficial foi reduzida de 4,03% há uma mês para 3,80%. Para 2020, a
14
MERCADO SEGURADOR
ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019
Mercado Segurador Análise de Desempenho
Como temos observado em edições anteriores da Conjuntura CNseg, o crescimento do setor segurador
Os números de arrecadação do setor segurador em maio
continua a ser heterogêneo entre seus segmentos e
reforçam a tendência de recuperação presente já nos
ramos, cada um com resposta específica à conjuntura
dados de abril, com um volume de prêmio direto de
econômica e à preferência dos clientes de seguros. No
seguro, contribuições de previdência e faturamento de
entanto, uma diferença que, há alguns meses, era entre
capitalização (sem Saúde Suplementar) de R$ 22,6
produtos que apresentavam expansão ou retração
bilhões, o que representa um crescimento de 14,1% em
passou a ser, essencialmente, um diferença nas taxas de
relação ao mesmo mês do ano anterior. Quando se
crescimento, como se pode observar no resultado
retiram da conta os prêmios do seguro
DPVAT1,
que
sofreu redução tarifária em observância à regulação, o
acumulado nos primeiros cinco meses do ano em tabela do Resumo Estatístico desta publicação.
crescimento é de 16,1%, com uma melhora expressiva
em relação ao resultado de abril, que, pela mesma
Os principais responsáveis pelo melhor desempenho da
métrica, havia registrado crescimento de 2,0%. O
arrecadação em maio em relação ao mês anterior foram:
crescimento da arrecadação acumulada no ano com a
a reversão experimentada pelos produtos de Coberturas
inclusão do mês de maio é de 7,1%, sem contar a Saúde
de Pessoas – Planos de Acumulação, tanto no VGBL
Suplementar e excluindo o DPVAT.
quanto no PGBL, que têm grande peso no total das receitas do setor; uma melhora, ainda que marginal, no
A variação em janelas de 12 meses encerrada em maio
desempenho da carteira de automóveis (produto de
voltou a mostrar aceleração, revertendo a tendência
maior arrecadação do segmento de Danos e
observada nos meses de março e abril, como mostra o
Responsabilidades) e um forte aumento na taxa de
gráfico na próxima página. Considerando que os seis
crescimento dos produtos de Crédito e Garantia, dos
meses que se seguiram ao forte resultado de abril de
Seguros Rural e Marítimo e Aeronáutico, além da
2018 foram de desempenho modesto – com queda da
ampliação do crescimento da arrecadação dos Títulos de
arrecadação em relação aos mesmos meses do ano
Capitalização.
anterior –, essa aceleração deverá ser ainda mais forte daqui para frente. Isso, de fato, já foi observado em maio, não apenas porque a variação contra o mesmo mês do ano passado foi positiva, como também foi bastante alta (16,1%, sem DPVAT). Com isso, a métrica acumulada em 12 meses subiu para 1,5%.
¹ Segundo a Resolução CNSP nº 371/2018, o seguro DPVAT teve reduções entre 56% e 79% no prêmio tarifário para o exercício de 2019 em todas as categorias (com exceção à categoria “motocicletas, motonetas, ciclomotores e similares”).
15
MERCADO SEGURADOR
ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019
ARRECADAÇÃO DO SETOR (S/ SAÚDE E DPVAT) 3,0%
20%
2,0%
15%
1,0%
10% 0,0% 5% -1,0%
0%
Variação MMAA
mai/19
abr/19
mar/19
fev/19
jan/19
dez/18
nov/18
out/18
set/18
ago/18
jul/18
jun/18
mai/18
-3,0% abr/18
-10% mar/18
-2,0%
fev/18
-5%
Var. acumulada em 12 meses
25%
jan/18
Var. contra o mesmo mês do ano anterior
(Var. % contra o mesmo mês do ano anterior e acumulada em 12 meses)
Variação 12M
Fonte: Susep
Em Coberturas de Pessoas, a arrecadação dos Planos de
em maio deste ano. Tal aumento, entretanto, veio
Risco continua a apresentar taxas de crescimento
acompanhado de crescimento de intensidade
robustas, revelando uma crescente demanda da
maior nos sinistros, que passou, também no acumulado
sociedade por proteção e segurança, mesmo em – ou
de 12 meses, de 14,8% para 29,4% no mesmo período.
talvez até motivada por – um ambiente macroeconômico e social ainda desafiador. A arrecadação desse grupo
Notável também tem sido o desempenho do seguro de
cresceu 17,4% em relação a maio do ano passado
Vida: em 12 meses, o crescimento passou de 6,4% em
(excluindo a parcela dos Planos Tradicionais de Risco).
junho de 2018 para 12,4% em maio de 2019. A
Com isso, o grupo fechou os cinco primeiros meses do
sinistralidade também caminhou na mesma direção, mas,
ano com variação de 15,4% sobre o mesmo período de
diferentemente do que ocorreu no Seguro Viagem, a
2018. O bom desempenho no acumulado do ano está
variação dos sinistros nos produtos de Vida tem se
disseminado entre os principais produtos do grupo: Vida
mantido abaixo ou em ordem semelhante ao crescimento
(16,2%), Prestamista (24,5%) e Viagem (19,1%), cujos
da arrecadação. Em 12 meses, o crescimento dos
resultados cada vez mais positivos devem ser notados: no
sinistros passou de -6,9% em junho de 2018 para 15,0%
acumulado de 12 meses, a arrecadação do produto
em maio de 2019.
passou de -6,6% em junho do ano passado para 10,7%
16
MERCADO SEGURADOR
ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019
Quanto aos Planos de Acumulação, maio trouxe de volta
passado, a arrecadação dos Planos de Acumulação
os bons resultados obtidos no começo do ano. Os efeitos
(excluindo a parcela dos Planos Tradicionais de
adversos do pessimismo generalizado com a economia,
Acumulação) cresceu 20,2%, resultado de variação de
do lento crescimento da renda real e dos baixos
21,0% dos produtos da família VGBL e de 11,6% da
patamares das taxas de juros têm afetado diretamente o
família PGBL. No acumulado até maio, a expansão desses
resultado dos Planos de Acumulação nos últimos meses.
Planos é 3,4% maior do que no mesmo período do ano
No entanto, tais efeitos podem começar a estar sendo
passado. Como mostra o gráfico abaixo, elaborado com
compensados pelo avanço da reforma da Previdência no
dados da ferramenta Google Trends, o interesse pelo
Congresso, chamando a atenção dos brasileiros para a
termo “previdência” no Brasil se encontra, este ano, em
importância de constituir reservas para o período da vida
patamares claramente superiores ao do ano passado.
em que se deixa de trabalhar. Em relação a maio do ano
INTERESSE PELO TERMO "PREVIDÊNCIA" NAS BUSCAS DO GOOGLE NO BRASIL (índice: 100 = momento de maior interesse nos últimos 12 meses)
100 90 80 70
60 50 40 30 20 10 0 jul/2018
ago/2018
set/2018 out/2018 nov/2018 dez/2018
jan/2019
fev/2019 mar/2019 abr/2019 mai/2019 jun/2019
Fonte: Google Trends
O segmento de Títulos de Capitalização continua a
novo marco regulatório, que instituiu duas novas
apresentar resultados bastante positivos e a tendência de
modalidades: instrumento de garantia e filantropia
recuperação de sua arrecadação, que ocorre desde
premiável. No acumulado no ano, o crescimento da
meados do ano passado, parece estar consolidada. Abril
arrecadação do segmento chegou a 11,7% e, nos últimos
já havia sido bastante positivo, com crescimento de
12 meses, a 2,9%.
14,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. Maio manteve o crescimento de dois dígitos, chegando a 19,3%, confirmando as boas expectativas advindas do
17
MERCADO SEGURADOR
ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019
Os seguros de Danos e Responsabilidades (sem DPVAT)
maio. No entanto, nos cinco primeiros meses deste ano, a
apresentaram, em maio, variação de 10,1% contra o
arrecadação avançou 2,7%.
mesmo mês de 2018, resultado que consolida um começo de ano bastante positivo para o segmento, em
Após voltar a se expandir com mais intensidade em abril
que houve crescimento de 7,6% em relação ao mesmo
(6,5% sobre abril do ano passado), o Seguro Rural
período do ano passado. No acumulado dos últimos 12
apresentou forte crescimento em maio, de 34,9% em
meses, o crescimento também é de 7,6% em relação aos
relação ao mesmo mês de 2018. Com esse resultado, o
12 meses imediatamente anteriores. É importante,
crescimento da arrecadação acumulada no ano chegou a
porém, destacar que tal desempenho continua a ser
13,3%. O aumento de demanda por proteção com a
acompanhado, em muitos casos, de significativo aumento
ocorrência de eventos climáticos extremos e a
nos sinistros, que, no segmento como um todo –
confirmação das sinalizações do Governo de aumento da
novamente excluindo o DPVAT –, cresceram 17,7% no
subvenção indicam um cenário bastante positivo para
acumulado do ano.
esse produto. No lançamento do Plano Safra, em junho, o Governo Federal anunciou que R$ 1 bilhão serão
O seguro Automóvel, produto de maior arrecadação do
disponibilizados pelo Ministério da Agricultura para
segmento que vem apresentando comportamento volátil
custear parte das apólices a serem contratadas por
nos últimos meses, cresceu 3,6% em maio na
produtores rurais de todo o País em 2020, o maior
comparação com o mesmo mês do ano passado. Tal
volume de recursos já orçado para o programa.
resultado conteve a tendência de desaceleração da arrecadação do produto no acumulado de 12 meses: de
Destacam-se ainda, no acumulado do ano, a evolução dos
2,5% em abril, passou para 2,6% em maio. Os seguros do
produtos Crédito e Garantia (37,1%), Responsabilidade
grupo Patrimonial continuaram a crescer a taxas de dois
Civil (22,7%) e Marítimos e Aeronáuticos (63,2%).
dígitos em maio: 14,0% em relação a maio do ano passado. No acumulado do ano, o crescimento é de
Em maio deste ano, segundo dados da Sala de Situação
15,7%, com bom desempenho dos produtos Massificados
da ANS, havia 47,2 milhões de beneficiários de planos de
(13,0%) e, apesar da menor representatividade, dos
saúde médico-hospitalares, número apenas 0,2% maior
Riscos de Engenharia (138,8%).
que no mesmo mês do ano passado. Já nos planos exclusivamente odontológicos, a expansão mais forte se
A arrecadação do seguro Habitacional, apesar de uma
manteve: os 24,6 milhões de beneficiários nesses planos
leve melhora mensal, continua desprendida da evolução
representaram um aumento de 6,5% em relação a maio
das medidas tradicionais de crédito imobiliário e
de 2018.
permanece desacelerando nas taxas de crescimento anualizadas, movimento que vem desde o final de 2017: em 12 meses, passou de -3,2% em abril para -3,5% em
18
RESUMO ESTATÍSTICO
ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019
Resumo Estatístico Setor Segurador (data de corte: 01/07/19) (R$ b ilh ões )
54 52
25
50
22
48
Setor Segurador (s Saúde)
mai-19
abr-19
mar-19
fev-19
jan-19
dez-18
nov-18
out-18
set-18
ago-18
jul-18
jun-18
mai-18
abr-18
mar-18
fev-18
jan-18
dez-17
nov-17
out-17
44 set-17
17
ago-17
46 jul-17
20
Saúde Suplementar
27
jun-17
Setor Segurador (s Saúde)
ARRECADAÇÃO
Saúde Suplementar
(R$ b ilh ões )
43 42
13
41
12
40
11
39 38
10
37
Setor Segurador (s Saúde)
mai-19
abr-19
mar-19
fev-19
jan-19
dez-18
nov-18
out-18
set-18
ago-18
jul-18
jun-18
mai-18
abr-18
mar-18
fev-18
jan-18
dez-17
nov-17
out-17
set-17
ago-17
36 jul-17
9
Saúde Suplementar
14
jun-17
Setor Segurador (s Saúde)
SINISTROS, INDENIZAÇÕES, SORTEIOS, RESGATES E BENEFÍCIOS
Saúde Suplementar
VARIAÇÃO NOMINAL DA ARRECADAÇÃO 1 2 m es es m óveis – S etor S eg u ra d or (s em DP V A T e S a ú d e S u p lem en ta r)
2,5%
2,0%
2,0% 1,5%
1,5% 1,2%
1,3%
1,0% 0,5% 0,1% 0,0% até jan-19 / até jan-18
até fev-19 / até fev-18 até mar-19 / até mar-18 até abr-19 / até abr-18 até mai-19 / até mai-18
Notas: 1) Os dados da ANS foram alocados no último mês de cada trimestre, pois sua publicação é feita a cada três meses. Os dados provenientes da SUSEP são de periodicidade mensal. 2) Em Saúde Suplementar, por questões metodológicas, os valores apresentados podem diferir dos informados pela ANS e FenaSaúde. 19 Fonte: DIOPS (ANS); Sala de Situação (ANS); SES (SUSEP); SGS (BCB)
RESUMO ESTATÍSTICO
ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019
Arrecadação (em milhões R$) Até maio
Setor Segurador ( sem Saúd e Sup lement ar )
2018
2019
Variação %
maio
maio
2018
2019
Variação %
Danos e Responsabilidades (s DPVAT)
27.580,26
29.686,93
7,64%
5.722,80
6.302,16
10,12%
1.1
Automóvel
14.517,56
14.576,97
0,41%
3.027,99
3.137,93
3,63%
1.1.1
Acidentes Pessoais de Passageiros
1
1.1.2
Casco
1.1.3
239,86
253,98
5,88%
48,59
54,12
11,40%
10.050,01
9.952,30
-0,97%
2.086,12
2.098,61
0,60%
Responsabilidade Civil Facultativa
3.191,89
3.183,44
-0,26%
667,89
685,98
2,71%
1.1.4
Outros
1.035,80
1.187,25
14,62%
225,40
299,22
32,75%
1.3
Patrimonial
4.538,00
5.249,15
15,67%
916,93
1.045,70
14,04%
1.3.1
Massificados
3.460,22
3.909,41
12,98%
727,16
811,90
11,65%
1.3.1.1
Compreensivo Residencial
1.190,94
1.296,74
8,88%
246,18
271,51
10,29%
179,52
185,91
3,56%
39,76
43,39
9,15%
1.3.1.2
Compreensivo Condominial
1.3.1.3
Compreensivo Empresarial
1.3.1.4
Outros
1.3.2
921,13
1.046,97
13,66%
200,69
227,23
13,22%
1.168,63
1.379,79
18,07%
240,54
269,77
12,15%
Grandes Riscos
967,06
1.075,34
11,20%
171,55
187,97
9,57%
1.3.3
Risco de Engenharia
110,73
264,40
138,79%
18,22
45,83
151,57%
1.4
Habitacional
1.658,71
1.703,72
2,71%
338,53
351,89
3,95%
1.5
Transportes
1.224,64
1.332,47
8,81%
266,26
275,23
3,37%
1.5.1
Embarcador Nacional
386,43
400,86
3,74%
84,68
82,91
-2,09%
1.5.2
Embarcador Internacional
195,06
226,06
15,89%
52,85
55,25
4,55%
1.5.3
Transportador
1.6 1.7
643,15
705,54
9,70%
128,72
137,07
6,48%
Crédito e Garantia
1.564,80
2.145,91
37,14%
329,84
437,07
32,51%
Garantia Estendida
1.237,79
1.314,68
6,21%
234,97
249,58
6,22%
805,36
22,69%
123,97
152,48
23,00%
1.8
Responsabilidade Civil
656,41
1.8.1
Responsabilidade Civil D&O
139,70
192,07
37,49%
22,03
38,31
73,92%
1.8.2
Outros
516,71
613,30
18,69%
101,94
114,17
12,00%
1.9
Rural
1.621,54
1.836,88
13,28%
387,77
523,02
34,88%
432,35
63,17%
54,46
111,41
104,56%
1.10
Marítimos e Aeronáuticos
264,96
1.10.1
Marítimos
133,95
182,46
36,21%
31,20
33,87
8,57%
1.10.2
Aeronáuticos
131,01
249,90
90,74%
23,26
77,54
233,29%
1.11
Outros
2 2 .1
295,85
289,45
-2,16%
42,07
17,84
-57,59%
Coberturas de Pessoas
60.661,63
64.432,70
6,22%
11.924,49
14.131,20
18,51%
Planos de Risco
15.147,96
17.474,05
15,36%
3.218,71
3.777,28
17,35%
6.887,37
16,19%
1.237,72
1.575,97
27,33%
2.1.1
Vida
5.927,91
2.1.2
Prestamista
4.521,20
5.631,15
24,55%
1.038,07
1.217,33
17,27%
195,89
233,28
19,09%
38,57
45,69
18,46%
2.1.3
Viagem
2.1.4
Outros
2 .2 2.2.1
4.502,96
4.722,24
4,87%
904,35
938,29
3,75%
Planos de Acumulação
43.841,07
45.326,57
3,39%
8.372,87
10.067,58
20,24%
Família VGBL
40.342,82
41.638,29
3,21%
7.700,00
9.316,92
21,00%
2.2.2
Família PGBL
3.498,25
3.688,28
5,43%
672,87
750,66
11,56%
2 .3
Planos Tradicionais
1.672,60
1.632,08
-2,42%
332,91
286,34
-13,99%
3
Capitalização
8.558,32
9.563,17
11,74%
1.756,24
2.095,95
19,34%
=1+2 +3
Setor Segurador (s DPVAT)
96.800,21
103.682,81
7,11%
19.403,52
22.529,31
16,11%
2.701,84
1.164,77
398,20
71,12
-82,14%
99.502,05
104.847,58
19.801,73
22.600,43
14,13%
4
DPVAT
=1+2 +3 +4
Setor Segurador
-56,89% 5,37%
Nota: Valores referentes ao ramo dotal misto foram incluídos na parte de planos de risco, embora apresente características mistas de risco e acumulação. Fonte: SES (SUSEP)
20
RESUMO ESTATÍSTICO
ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019
PENETRAÇÃO DA ARRECADAÇÃO NO PIB 7%
6% 5% 4%
6,1%
6,4%
6,5%
6,5%
2,6%
2,8%
2,9%
5,5%
5,7%
2,1%
2,2%
3,4%
3,4%
3,7%
3,8%
3,8%
3,6%
2013
2014
2015
2016
2017
2018
2,4%
3% 2% 1%
0%
Penetração da Arrecadação no PIB - Setor Segurador (s Saúde)
Penetração da Arrecadação no PIB - Saúde Suplementar
DANOS E RESPONSABILIDADES (SEM DPVAT) + DPVAT + PLANOS DE RISCO + PLANOS DE ACUMULAÇÃO + CAPITALIZAÇÃO (D is trib u içã o d a d iferen ça n a a rreca d a çã o en tre p eríod os , p or s eg m en to )
120,00 99,50
2,11
104,85
1,00
1,49
2,29
-1,54
100,00
R$ bilhões
80,00 60,00 44,18 45,66
40,00
27,58 29,69 16,48 18,77
20,00 2,70
8,56
1,16
9,56
2018-05
Danos e Respons. (s DPVAT)
DPVAT
Planos de Risco
Planos de Acumulação
Capitalização
2019-05
BENEFICIÁRIOS EM PLANOS DE SAÚDE
47,2 24,2
24,5
47,2 23,6
24,0 23,5
47,1 22,9
23,0
47,2 23,7
47,3 24,2
24,3
47,3 24,3
24,4
24,4
24,6
23,9
24,6 47,2
47,2
47,1
23,1 47,1
24,4
47,3 47,3
47,2 47,1
47,1
47,2
47,1
47,1
Exclusivamente Odontológica
mai/19
abr/19
mar/19
fev/19
jan/19
dez/18
nov/18
out/18
set/18
ago/18
47,0 jul/18
22,0 jun/18
47,1 mai/18
22,5
Assitência Médica
47,3
25,0
abr/18
Exlcusivamente Odontológicos
(em m ilh ões d e u s u á rios )
Assistência médica
Nota: Em Saúde Suplementar, por questões metodológicas, os valores apresentados podem diferir dos informados pela ANS e FenaSaúde. Fontes: DIOPS (ANS); Sala de Situação (ANS); SES (SUSEP); SGS (BCB)
21
RESUMO ESTATÍSTICO
ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019
VARIAÇÃO NOMINAL DA ARRECADAÇÃO 12 MESES MÓVEIS D a n o s e R e s p ons a bilid a des (s em D P V A T )
7,7%
7,7%
7,6% 7,5%
7,5%
7,6%
7,5%
Co b e r tu ra d e P e s s oa s
0%
-1% -2%
7,4%
-2%
7,3%
7,3%
-3%
7,1%
-4% até jan-19 / até fev-19 / até mar-19 / até abr-19 / até mai-19 / até jan-18 até fev-18 até mar-18 até abr-18 até mai-18
11,3% 10,5%
10%
10,0%
10,1%
9,8%
10% 9%
0% -1% -2% -3% -4% -5% -6% -7% -8% -9%
-3,2%
-3,8%
-5,3%
S a ú d e S u p le menta r
12%
4%
2%
2,9%
1,6%
1,7%
-5,6% -7,8%
Ca p it a liz a ç ã o
2,0%
-5,4%
até jan-19 / até fev-19 / até mar-19 / até abr-19 / até mai-19 / até jan-18 até fev-18 até mar-18 até abr-18 até mai-18
até jan-19 / até fev-19 / até mar-19 / até abr-19 / até mai-19 / até jan-18 até fev-18 até mar-18 até abr-18 até mai-18
3%
-1,3%
Co b e r tu ra d e P e s s oa s – P la n o s d e A c u m ula ç ã o
Co b e r tu ra d e P e s s oa s – P la n o s d e R is c o
11%
-1,5%
até jan-19 / até fev-19 / até mar-19 até abr-19 / até mai-19 / até jan-18 até fev-18 / até mar- até abr-18 até mai-18 18
7,0%
12%
-1,5%
-3%
7,2%
11%
-0,3%
-1%
1,9%
10%
10,8% 9,6%
10,4%
10,6%
9,8%
8% 6% 4%
1%
2%
0%
0%
até jan-19 / até fev-19 / até mar-19 / até abr-19 / até mai-19 / até jan-18 até fev-18 até mar-18 até abr-18 até mai-18
até 4tri-17 / até 1tri-18 / até 2tri-18 / até 3tri-18 / até 4tri-18 / até 4tri-16 até 1tri-17 até 2tri-17 até 3tri-17 até 4tri-17
Nota: Em Saúde Suplementar, por questões metodológicas, os valores apresentados podem diferir dos informados pela ANS e FenaSaúde. Fontes: DIOPS (ANS); SES (SUSEP)
22
-10
-15
-20
-25
IPCA
Fonte: SGS (BCB) e SIDRA (IBGE) 0,5
0,1
14
12
10
8
6
4
2
0
12% 10% 8% 6% 4% 2% 0% -2% -4%
0
-5
0
TAXA DE JUROS – SELIC EFETIVA
(em % a. a. )
60
50
IGP-M
70
60
50
-1,3
-5 201703 -1,8
Serviços Indústria
INFLAÇÃO – IPCA E IGP-M DÍVIDA LÍQUIDA DO SETOR PÚBLICO
(va ria çã o % a c. em 1 2 m es es ) (com o % d o P I B a c. em 1 2 m es es )
SALDO EM TRANSAÇÕES CORRENTES
SALDO DA BALANÇA COMERCIAL
(em U S $ b ilh ões , a c. em 1 2 m es es )
(em U S $ b ilh ões , a c. em 1 2 m es es )
201903
201812
-1,1 -0,1
-0,5
1,2
2,4
1,1
1,2 0,8 2,5
201809
1,8 1,2 1,1 0,8 0,3
0
201806
-3,0
201803
2,0 2,5 4,5
8,8
10
201712
-0,3
14,2
15
1,2
20 18,7
PIB TOTAL
201709
5 0,1
(T / T - 4, em % )
201706-2,2
0,6
mar-17 abr-17 mai-17 jun-17 jul-17 ago-17 set-17 out-17 nov-17 dez-17 jan-18 fev-18 mar-18 abr-18 mai-18 jun-18 jul-18 ago-18 set-18 out-18 nov-18 dez-18 jan-19 fev-19 mar-19 abr-19 mai-19 jun-19
1,1
47,6 47,5 48,1 48,5 49,8 50,2 50,9 50,7 51,0 51,6 51,8 52,0 52,4 51,8 51,4 51,5 52,3 51,4 52,5 53,7 53,5 54,1 54,5 54,5 54,5 54,4 54,7
2
mar-17 abr-17 mai-17 jun-17 jul-17 ago-17 set-17 out-17 nov-17 dez-17 jan-18 fev-18 mar-18 abr-18 mai-18 jun-18 jul-18 ago-18 set-18 out-18 nov-18 dez-18 jan-19 fev-19 mar-19 abr-19 mai-19
0,9
201903
1,3
201812
1,2
201809
1,4
201806
201803
201712
2
201709
1
201706
201703
2,2
48,4 51,1 53,2 54,4 57,6 59,3 60,7 62,1 64,9 63,6 64,0 63,9 62,2 61,2 59,9 58,0 56,6 54,4 51,5 51,2 51,7 52,1 53,6 52,8 53,3 51,9 52,1 52,2
mar-17 abr-17 mai-17 jun-17 jul-17 ago-17 set-17 out-17 nov-17 dez-17 jan-18 fev-18 mar-18 abr-18 mai-18 jun-18 jul-18 ago-18 set-18 out-18 nov-18 dez-18 jan-19 fev-19 mar-19 abr-19 mai-19 jun-19
3
fev-17 mar-17 abr-17 mai-17 jun-17 jul-17 ago-17 set-17 out-17 nov-17 dez-17 jan-18 fev-18 mar-18 abr-18 mai-18 jun-18 jul-18 ago-18 set-18 out-18 nov-18 dez-18 jan-19 fev-19 mar-19 abr-19 mai-19
mar-17 abr-17 mai-17 jun-17 jul-17 ago-17 set-17 out-17 nov-17 dez-17 jan-18 fev-18 mar-18 abr-18 mai-18 jun-18 jul-18 ago-18 set-18 out-18 nov-18 dez-18 jan-19 fev-19 mar-19 abr-19 mai-19 jun-19
1
fev-17-22,4 mar-17 -19,7 abr-17 -18,7 -17,0 mai-17 -13,4 jun-17 -12,3 jul-17 -11,0 ago-17 -9,8 set-17 -7,6 out-17 -9,6 nov-17 -7,2 dez-17 -7,5 jan-18 -9,8 fev-18 -11,9 mar-18 -12,4 abr-18 -14,6 mai-18 -15,5 jun-18 -16,8 jul-18 ago-18 -18,5 set-18 -18,3 -17,3 out-18 -15,8 nov-18 -14,5 dez-18 -14,8 jan-19 -13,9 fev-19 -13,7 mar-19 -13,7 abr-19 -13,9 mai-19 RESUMO ESTATÍSTICO ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019
Indicadores Econômicos (data de corte: 10/07/19) PIB PELA ÓTICA DA PRODUÇÃO (T / T - 4, em % )
Agropecuária
TAXA DE CÂMBIO – R$/US$
4,30 4,10 3,90 3,70 3,50 3,30 3,10 2,90 2,70 2,50 (ta x a d e fim d e p eríod o)
40
30
20
10
0
40
30
20
10
0
23
GLOSSÁRIO
ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019
Glossário Arrecadação do Setor Segurador: Contempla o prêmio
Resgate e benefício de Previdência: Valor correspondente a
direto de seguros, prêmio emitido em regime de
cada um dos resgates e benefícios destinados à cobertura
capitalização, contribuição em previdência, faturamento
do plano de previdência.
de capitalização e contraprestação de saúde
Sorteio e resgate de Capitalização: Valor correspondente
suplementar.
aos prêmios de sorteios e resgates pagos com títulos de
Prêmio Direto de Seguros: Emissão de prêmio líquida de
capitalização.
cancelamento e restituição.
Indenização de Saúde Suplementar: Eventos indenizáveis
Prêmio Emitido em Regime de Capitalização: Valor
líquidos/sinistros retidos de cobertura assistencial Médico-
correspondente a cada um dos aportes destinados ao
Hospitalar e/ou Odontológica.
custeio de seguros estruturados no regime financeiro de capitalização.
Sinistralidade: Contempla sinistralidade de seguros e
Contribuição de Previdência: Valor correspondente a cada
saúde suplementar
um dos aportes destinados ao custeio do plano de
Sinistralidade de Seguros: proporção do sinistro ocorrido
previdência.
sobre o prêmio ganho.
Faturamento de Capitalização: Faturamento com títulos de
Sinistralidade de Saúde Suplementar: proporção de
capitalização líquida de devolução e cancelamento.
indenização de saúde suplementar sobre a contraprestação
Contraprestação de Saúde Suplementar: Contraprestação
de saúde suplementar.
líquida/prêmios retidos para coberturas assistenciais Médico-Hospitalar e/ou Odontológica.
Despesas de comercialização do Setor Segurador: Despesas de comercialização e custos de aquisição
Sinistro ocorrido/indenização/sorteio/resgate/benefício
agregados em seguros, previdência, capitalização e saúde
do Setor Segurador: Contempla o sinistro ocorrido de
suplementar.
seguros, resgate e benefício de previdência, sorteio e resgate de capitalização e indenização de saúde
Despesa administrativa do Setor Segurador: Despesas
suplementar.
administrativas em seguros, previdência, capitalização e
Sinistro ocorrido de Seguros: Indenizações avisadas,
saúde suplementar.
despesas relacionadas a seguros, retrocessões aceitas,
variação das provisões de sinistro e serviços de assistência,
Ativo do Setor Segurador: Recursos econômicos na
líquido dos salvados e ressarcidos avisados e de sua
forma de bens e direitos em seguros, previdência,
variação do ajuste da PSL. Considera as parcelas
capitalização e saúde suplementar.
administrativas e judiciais, consórcios e fundos e despesas com benefícios em regime de capitalização e repartição de
Provisão do Setor Segurador: Passivo contabilizado pelo
capitais de cobertura para seguros.
Mercado Segurador para refletir as obrigações futuras advindas dos compromissos assumidos com os contratantes de suas operações.
24
GLOSSÁRIO
Captação líquida dos Planos de Acumulação: Diferença
ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019
agentes de mercado para variáveis macroeconômicas.
entre a soma das contribuições de previdência e do prêmio emitido em regime de capitalização de VGBL e a
Selic: Taxa básica de juros da economia brasileira,
soma dos resgates de previdência e de VGBL. Aplicável
definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do
somente a esses planos.
Banco Central do Brasil.
Captação líquida de Capitalização: Diferença entre o
FGTS: Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, gerido
faturamento de Capitalização e o total dos seus resgates.
pela Caixa Econômica Federal, criado com o objetivo de proteger o trabalhador demitido sem justa causa,
PIB: Produto Interno Bruto, a soma do valor de todos os
mediante a abertura de uma conta vinculada ao contrato
bens e serviços finais produzidos no país em determinado
de trabalho, formando poupança compulsória que pode
período.
ser usada em momentos especiais.
PIB mensal: Produto Interno Bruto Nominal mensal,
PIS/PASEP: São siglas diferentes, sendo a primeira para o
calculado e publicado pelo Banco Central do Brasil (proxy
Programa de Integração Social e a segunda para
mensal para o PIB Nominal oficial, calculado pelo IBGE).
Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público. São contribuições sociais recolhidas pelas
Penetração do Setor Segurador no PIB: Proporção da
empresas, que são transformadas em benefícios a
Arrecadação do Setor Segurador sobre o Produto Interno
trabalhadores dos setores privado e público.
Bruto. População Brasileira: Número de habitantes no território nacional publicado pelo IBGE com base em informações dos registros de nascimentos e óbitos, dos censos
demográficos e das contagens de população intercensitárias. Arrecadação per capita: proporção da arrecadação do Setor Segurador sobre a População Brasileira. IPCA: Índice de Preços ao Consumidor-Amplo calculado pelo IBGE. IGP-M: Índice Geral de Preços, calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Focus: Relatório semanal divulgado pelo Banco Central
do Brasil com estatísticas-resumo de expectativas de
25
Composição do Conselho Diretor Eleito com mandato de 30/04/2019 a 29/04/2022
José Adalberto Ferrara Tokio Marine Seguradora S/A
Leonardo Deeke Boguszewski Junto Seguros S/A
Presidente Marcio Serôa de Araujo Coriolano
Miguel Gómez Bermúdez
1º Vice-Presidente
Nilton Molina
Jayme Brasil Garfinkel
Mongeral AEGON Seguros e Previdência S/A
Mapfre Previdência S/A
Porto Seguro Cia. de Seguros Gerais
Osvaldo do Nascimento Vice-Presidentes
Itaú Vida e Previdência S/A
Gabriel Portella Fagundes Filho
Pedro Cláudio de Medeiros B. Bulcão
Sul América Companhia Nacional de Seguros
Sinaf Previdencial Cia. de Seguros
Mário José Gonzaga Petrelli
Pedro Pereira de Freitas
Icatu Seguros S/A
American Life Companhia de Seguros S/A
Vinicius José de Almeida Albernaz
Diretor Nato
Bradesco Seguros S/A
Luiz Tavares Pereira Filho Vice-Presidentes Natos
Consultor Jurídico da Presidência da Fenaseg
Antonio Eduardo Márquez de Figueiredo Trindade Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg)
João Alceu Amoroso Lima Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde)
Composição da Diretoria Executiva
Jorge Pohlmann Nasser
Diretores Alexandre Leal
Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi)
Diretor Técnico e de Estudos
Marcelo Gonçalves Farinha Federação Nacional de Capitalização (FenaCap)
Luiz Tavares Pereira Filho
Diretores
Miriam Mara Miranda
Bernardo de Azevedo Silva Rothe
Diretora de Relações Institucionais
Brasilprev Seguros e Previdência S/A
Carlos André Guerra Barreiros Prudential do Brasil Seguros de Vida S/A
Edson Luís Franco
Consultor Jurídico da Presidência da Fenaseg
Paulo Annes Diretor de Administração, Finanças e Controle
Solange Beatriz Palheiro Mendes Diretora de Relações de Consumo e Comunicação
Zurich Minas Brasil Seguros S/A
Eduard Folch Rue Allianz Seguros S/A
Francisco Alves de Souza COMPREV Vida e Previdência S/A
Gabriela Susana Ortiz de Rozas
A Conjuntura CNseg nº 9 é uma publicação da Confederação das Seguradoras e foi elaborada por: • Superintendência de Estudos e Projetos – SUESP • Superintendência Executiva de Comunicação e Imprensa – SUECI • Lauro Faria – Colaborador • Luiz Roberto Cunha – Colaborador
Caixa Seguradora S/A
João Francisco Silveira Borges da Costa HDI Seguros S/A
26