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Conjuntura CNseg Nº9 | Ano 2 | Julho 2019

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ANO 2 | Nยบ 9 | JULHO/2019

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ANO 2 | Nยบ 9 | JULHO/2019

CONJUNTURA CNseg Dados Susep de maio de 2019 Dados ANS de dezembro de 2018

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ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019

Sumário Apresentação ……………………..……………………….. 3 Editorial …..…………………………………………………… 6 Economia Brasileira.………………….………………….. 8 Mercado Segurador…………………………………….…. 15 Resumo Estatístico……………….………………………… 19 Glossário………………………………………………………… 24


APRESENTAÇÃO

ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019

Apresentação A CNseg

autoridades públicas e a entidades nacionais e internacionais do mercado de seguros.

A Confederação das Seguradoras - CNseg é uma associação civil, com atuação em todo o território

A Conjuntura CNseg é uma análise mensal do estado dos

nacional, que reúne as Federações que representam as

segmentos de Seguros de Danos e Responsabilidades,

empresas integrantes dos segmentos de Seguros,

Coberturas de Pessoas, Saúde Suplementar e

Previdência Privada Complementar Aberta e Vida, Saúde

Capitalização, com o objetivo de examinar aspectos

Suplementar e Capitalização.

econômicos, políticos e sociais que podem exercer influência sobre o mercado segurador brasileiro. Em

A CNseg tem a missão de congregar as lideranças das

meses de referência de fechamento de trimestre, esta

associadas, elaborar o planejamento estratégico do setor,

publicação reúne também os Destaques dos Segmentos,

colaborar para o aperfeiçoamento da regulação

a atualização das Projeções de Arrecadação, os Boxes

governamental, coordenar ações institucionais de

Informativos Estatístico , Jurídico e Regulatório e o

debates, divulgação e educação

acompanhamento da Produção Acadêmica em Seguros.

securitária e representar as associadas junto a

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EDITORIAL

Editorial

Marcio Serôa de Araujo Coriolano, presidente da CNseg

A arrecadação do mês de maio de 2019, sem Saúde e sem DPVAT, cresceu 16,1% sobre o mesmo mês de 2018. Esse ótimo desempenho serviu para elevar a arrecadação acumulada no ano até maio para 7,1%, comparativamente a igual período do ano passado. E reverteu a tendência do comportamento anualizado do mercado, evidenciada pela série de 12 meses móveis, que até abril mostrava crescimento de 0,1% - uma virtual estabilidade -, e com a inclusão do mês de maio subiu para 1,5%. É um número importante, porque se aproxima do obtido nos dois primeiros meses do ano, após quatro meses de 2018 em que o setor apresentou taxas de desempenho negativas. Considerando todos os ramos, exceto Saúde, as receitas do setor segurador alcançaram R$ 104,8 bilhões até maio. Como este caderno de Conjuntura CNseg vem observando, o crescimento do setor segurador é desigual, com os seus segmentos e ramos respondendo de forma diversa à conjuntura econômica e à preferência dos clientes de seguros. Nesses cinco meses do ano, considerando as suas contribuições ponderadas para a arrecadação global, o ramo de seguros patrimoniais (do segmento de seguros de danos e responsabilidades) vem liderando o crescimento, com 15,7%, enquanto os Planos de Risco (do segmento Cobertura de Pessoas) evolui com taxa de 15,4%. Ambos mostram, historicamente, bastante resistência ao ciclo baixo da economia. Agora, cabe também destaque ao segmento de Títulos de Capitalização que, após longa jornada de construção e adaptação a novos normativos de seus produtos - que gerou expectativas sobre sua capacidade de penetração setorial -,cresce 11,7% neste ano, mostrando que há campo para recuperar a penetração junto ao seu público.

ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019

Desconsiderando o DPVAT, que tem tarifa administrada pelo Governo, e a Saúde Suplementar, cujos últimos dados ainda são de março, a arrecadação global do setor de seguros, no período de 12 meses compreendido entre junho de 2018 e maio de 2019, cresceu 1,5% em relação aos 12 meses encerrados em maio de 2018. O acompanhamento e o exame dessa série de 12 meses são importantes porque, a par dos movimentos mensais do mercado segurador, influenciados por particularidades microeconômicas, permitem a inferência de tendências maiores e aproximam os números obtidos de forma agregada aos resultados semestrais divulgados pelas Companhias Associadas à CNseg. Um exemplo desse acompanhamento mensal e tendencial é que o mês de maio, com crescimento total de 16,1% sobre o mesmo mês do ano passado, foi decisivo para a reversão de uma tendência muito preliminar até abril, que parecia colocar o setor segurador em modo de espera. Ocorre que o desempenho da arrecadação do setor segurador em 2018 foi fraco, e então as receitas obtidas neste ano de 2019 devem ser comparadas a cada um dos meses antecedentes e ao seu conjunto, de forma que sejam evitadas conclusões precipitadas. Foi precisamente o que aconteceu no mês de maio de 2019, a base do presente caderno de Conjuntura da CNseg. Agora estamos comparando o desempenho contra um mês de maio de 2018 que teve receita de R$ 19.403,5 milhões, fraca, com uma base menor daquela obtida em abril de 2018, de R$ 20.857,2 milhões. Ou seja, as possibilidades de evolução da arrecadação até o final do ano dependerão crucialmente da obtenção de resultados consistentemente melhores a cada mês.

Seguindo esse princípio de que quanto maior a série, melhor a avaliação, a comparação dos primeiros cinco meses de 2019 com os mesmos de 2018 mostra: o crescimento marginal do ramo de Automóveis. O crescimento consistente do ramo de seguros Patrimoniais, de Crédito e Garantias, e Rural. O ramo de Transportes igualmente mostra força. Os ramos de Planos de Risco em Cobertura de Pessoas, seja Vida, seja Prestamista, seguem em trajetória consistente. Assim como os Títulos de Capitalização. Já os Planos de Acumulação em Cobertura de Pessoas ainda apresentam volatilidade, própria de conjuntura econômica marcada ela mesma por volatilidade. O gráfico ao final deste Editorial mostra o desafio de crescimento em perspectiva histórica. Figuram os grandes segmentos dos seguros, com as suas contribuições para a taxa de arrecadação total, ao longo da série de taxas de evolução anualizadas. Com a inclusão de maio de 2019, o crescimento nominal da arrecadação foi de 1,5%. A melhor e consistente variação positiva tem sido a do segmento de Danos e Responsabilidades, com 7,6%, evoluindo contra os 7,3% anteriores. Quanto ao subsegmento de Cobertura de Pessoas – Planos de Risco, a variação foi de 11,3%, melhorando também sobre os 10,5% do período antecedente. O subsegmento de Cobertura de Pessoas - Planos de Acumulação (PGBL e VGBL) teve reduzida a sua contribuição negativa, de 7,8% para 5,6%. O que explica a redução da variação negativa do segmento agregado de Cobertura de Pessoas – que soma os dois -, de 3,2% para 1,3%. Cabe destacar o segmento de Títulos de Capitalização, com crescimento nominal de 2,9%, bem superior ao 1,9% antecedente.

Todo o mercado segurador está na expectativa dos resultados de junho, fechando o semestre. Será o conjunto obtido até lá, coincidente com a publicação das demonstrações financeiras das Companhias, que pautará as novas 6 expectativas para o ano.


ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019

EDITORIAL

Variação Nominal da Arrecadação - 12 meses móveis 11,3%

10,5%

10,1% 7,7%

7,6%

7,3% 2,0%

1,3%

1,9%

0,1%

-5,4%

2,9%

1,5%

-5,6% -7,8%

até mar-19 / até mar-18

até abr-19 / até abr-18

até mai-19 / até mai-18 Fonte: SES (SUSEP) Extraído em 01/07/2019

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7


ECONOMIA BRASILEIRA

ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019

Economia Brasileira Análise Conjuntural

perspectivas podem ser ainda favorecidas por eventuais estímulos específicos ao consumo, como liberação de

O primeiro semestre do ano vai chegando ao fim com a

recursos do FGTS e do PIS/Pasep, e da provável redução

consolidação de um cenário em que o crescimento da

dos juros básicos pelo Banco Central. Pelo que se pode

economia foi consideravelmente mais baixo do que se

inferir dos discursos das autoridades econômicas, tais

projetava anteriormente, por conta do andamento

medidas, no entanto, só deverão ser implementadas após

errático da reforma da Previdência, condição necessária –

a aprovação da reforma da Previdência, apenas com o

ainda que não suficiente – para a estabilização da

objetivo de dar suporte adicional à recuperação

economia e para a retomada da confiança dos agentes

enquanto os efeitos do aumento da confiança não se

econômicos; da mudança adversa no cenário externo,

manifestarem.

com menor dinamismo da economia mundial; da lenta recuperação do emprego, que deteriora a confiança dos

No último mês, grande parte do debate econômico se

consumidores e por fatores pontuais negativos, como o

concentrou na política monetária e dividiu os

rompimento da barragem de Brumadinho, que afetou

especialistas entre aqueles que acreditavam – pela alta

severamente a indústria extrativa, além dos impactos da

capacidade ociosa da economia, pelo elevado

crise econômica na Argentina sobre a indústria de

desemprego e pela inflação baixa – ser necessária uma

transformação.

redução imediata da taxa básica de juros, a Selic, e aqueles que acreditavam que uma redução só deveria

No entanto, é notável que as expectativas para os

ocorrer após sinalizações mais claras a respeito da

próximos meses se mantêm razoavelmente positivas,

reforma da Previdência, aumentando a credibilidade da

com grande parte dos agentes do mercado projetando

política monetária – atributo fundamental no regime de

recuperação do crescimento da economia na segunda

metas para inflação – em um cenário, como mostra a

metade do ano. Apesar de todos os contratempos

figura na próxima página, em que as reduções na taxa de

políticos e dos esperados embates com grupos de

juros real têm tido pouco efeito sobre o nível de

interesse, a reforma da Previdência caminha bem na

atividade. No fim, o Copom1 manteve, em sua última

Câmara dos Deputados, e analistas políticos acreditam

reunião, a Selic em 6,5% (patamar em que se encontra

que há chances de aprovação na Câmara antes do

desde março de 2018). O comunicado divulgado logo

recesso parlamentar, que começa em 18 de julho. Isso

após o anúncio da decisão enfatizou a importância das

trouxe ânimo ao mercado, refletido na valorização das

reformas – especialmente a da Previdência – para

ações na Bolsa de Valores e na apreciação do Real frente

diminuição das incertezas, permitindo que a Selic seja

ao Dólar. A base dos cenários mais otimistas para o

reduzida sem prejuízo à meta de inflação.

segundo semestre e para o ano que vem é que o montante aprovado na reforma deve estar relativamente próximo ao do texto original, mesmo que uma parcela do resultado seja baseada em aumento de tributos. As

1 Comitê

de Política Monetária do Banco Central do Brasil.

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ECONOMIA BRASILEIRA

ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019

14% 12%

8

10% 6

8%

6%

4

4% 2 2% 0

0% -2%

-2

-4% -4

-6%

-6

Variação da média móvel trimestral do IBC-Br (T/T-4)

10

-8% jan/04 abr/04 jul/04 out/04 jan/05 abr/05 jul/05 out/05 jan/06 abr/06 jul/06 out/06 jan/07 abr/07 jul/07 out/07 jan/08 abr/08 jul/08 out/08 jan/09 abr/09 jul/09 out/09 jan/10 abr/10 jul/10 out/10 jan/11 abr/11 jul/11 out/11 jan/12 abr/12 jul/12 out/12 jan/13 abr/13 jul/13 out/13 jan/14 abr/14 jul/14 out/14 jan/15 abr/15 jul/15 out/15 jan/16 abr/16 jul/16 out/16 jan/17 abr/17 jul/17 out/17 jan/18 abr/18 jul/18 out/18 jan/19

Variação dos Juros Reais Ex-Ante - escala invertida (em p.p.)

JUROS REAIS EX-ANTE E IBC-BR

Variação Juros Reais Ex-Ante

IBC-Br (lag 6 meses)

Fonte: Banco Central do Brasil

“Uma eventual frustração das expectativas sobre a

positiva da base constrangida pela paralisação dos

continuidade das reformas e ajustes necessários na

caminhoneiros no ano passado, que ocorreu justamente

economia brasileira pode afetar prêmios de risco e elevar

entre os meses de maio e junho. A Pesquisa Industrial

a trajetória da inflação”, diz trecho do comunicado. A ata

Mensal – Produção Física (PIM-PF), primeira a ser

da reunião e o Relatório trimestral de inflação, divulgados

divulgada pelo IBGE com referência em maio, atesta esse

em sequência, mantiveram o mesmo tom, deixando claro

diagnóstico. Na variação contra o mesmo mês do ano

o elemento ausente para um corte imediato na taxa de

passado, a produção industrial passou de queda de 3,9%

juros: avanços em reformas estruturais, principalmente

para expansão de 7,2%. Na série livre de efeitos sazonais,

daquelas voltadas à melhoria das contas públicas. Isto é,

no entanto, a produção das indústrias de transformação

o Banco Central optou, mesmo em um cenário de fraca

e extrativas apresentou retração de 0,2% em maio em

atividade e expectativas de inflação em queda – o que

relação a abril, depois de crescer 0,3% sobre março. Com

até o mês passado só estava ocorrendo na inflação

esses resultados, nos cinco primeiros meses de 2019, o

esperada implícita nos títulos da dívida pública – , por

setor industrial acumula queda de 0,7% em relação ao

esperar sinais concretos de que a dinâmica fiscal

mesmo período de 2018, resultado de variações de 1,2%

apresentará melhora à frente, ampliando a eficiência da

da Indústria de transformação e de -13,2% da Indústria

política monetária.

extrativa, pela mesma métrica.

Os dados mais recentes de pesquisas conjunturais continuam a exibir uma economia desaquecida. As métricas interanuais, entretanto, devem sofrer influência

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ECONOMIA BRASILEIRA

ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019

Os números do mercado de trabalho, como apontamos

dificuldades que podem ser potencializadas por uma

na edição passada da Conjuntura CNseg, continuam a

redução do crescimento econômico no mundo,

revelar sinais mais claros de recuperação, embora o

especialmente em parceiros comerciais estratégicos, e o

desemprego permaneça alto e a renda real do trabalho

setor público, diante das dificuldades fiscais por que

tenha voltado a apresentar queda (ainda que não

passam governos da União, dos estados e municípios,

estatisticamente significativa). A última divulgação da

dificilmente contribuirá com contratações.

PNAD Contínua, referente ao trimestre móvel encerrado em maio, mostrou que a taxa de desocupação da força de

Apesar da reconhecida competência da equipe

trabalho, de 12,3%, ficou estável em relação ao trimestre

econômica montada pelo Governo, a contração da

de dezembro de 2018 a fevereiro de 2019 (12,4%) e caiu

economia no início deste ano, somada à turbulenta

na comparação com o mesmo trimestre de 2018 (12,7%).

relação entre o Executivo e o Legislativo, consumiu

A pesquisa confirmou ainda uma recuperação mais forte

parcela relevante de sua popularidade e praticamente

do trabalho formal, medido pelo número de pessoas

anulou o aumento da confiança de empresários e

empregadas no setor privado com carteira assinada,

consumidores na economia após as eleições. No entanto,

fazendo com que os números dessa pesquisa

os indicadores de confiança empresarial começam a dar

apresentassem níveis compatíveis com aqueles do

sinais de que interromperam a série de quedas dos

CAGED, que já mostrava um quadro mais favorável há

últimos meses. O Índice de Confiança Empresarial (ICE) da

vários meses.

FGV, por exemplo, avançou 0,6 ponto em junho em relação a maio, na primeira alta mensal em cinco meses.

No entanto, outros indicadores mostram que o mercado de trabalho brasileiro está longe de se recuperar

A inflação, após um início de ano com algumas surpresas,

totalmente dos efeitos da crise e, sob alguns aspectos,

continua a dar sinais de arrefecimento. O IPCA-15 de

continua a retroceder. Se, por um lado, a PNAD

junho apresentou variação de apenas 0,06%, abaixo das

finalmente apontou crescimento da população

expectativas do mercado e a taxa mais baixa para o mês

empregada com carteira assinada, o número de

desde 2006. No acumulado de 12 meses, a prévia da

empregados sem carteira continua a crescer mais, assim

inflação oficial arrefeceu de 4,93% em maio para 3,84%.

como o de trabalhadores por conta própria. A população

Alguns fatores explicam este comportamento: resultados

subutilizada e o número de pessoas desalentadas são

baixos para a inflação de alimentos; a economia

recordes. A recuperação do emprego tende a ser difícil,

desaquecida, que mantém o hiato do produto2 alto e a

ainda mais após um longa e profunda recessão como a

demanda reprimida, inibindo aumentos de preços ao

que abalou a economia brasileira, pois: indicadores como

consumidor e a valorização do câmbio, fator relevante

a taxa de desocupação sofrem influência do efeito

pela possibilidade de repasse aos preços em caso de uma

alento/desalento, que faz com que a recuperação desse

depreciação mais severa. Além disso, com a retirada dos

indicador seja mais lenta; o desemprego de longa

meses do ano passado em que a inflação esteve sujeita

duração, que é extremamente prejudicial por reduzir a

aos efeitos da greve dos caminheiros, as métricas

qualificação, atrasar a aquisição de habilidades e,

anualizadas tendem a apresentar queda significativa.

consequentemente, diminuir a produtividade dos trabalhadores, é recorde; a Construção civil, atividade intensiva em trabalho – tanto qualificado quanto não especializado – continua a sofrer mais que a média dos demais setores e está muito longe de se recuperar da crise; a Indústria, que também gera quantidade expressiva de empregos, continua a enfrentar 2 Diferença

entre o produto (PIB) potencial da economia, aquele que não acelera a inflação, e o efetivo.

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ECONOMIA BRASILEIRA

ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019

Como salientamos em análises anteriores, em um

De qualquer maneira, como já havíamos analisado, a

ambiente global mais incerto e instável, um Brasil com

maior liquidez global pode representar uma janela de

uma agenda consistente de reformas e práticas amigáveis

oportunidade para economias emergentes, como o

ao mercado – como um programa de privatizações e

Brasil, que geralmente sofrem com a diminuição dos

concessões, reforma tributária, independência do Banco

fluxos externos em momentos de aperto monetário

Central, redução da burocracia e abertura comercial –

global. Apesar da frágil situação fiscal, a posição brasileira

pode se tornar relativamente atrativo, impulsionando,

em relação ao setor externo é relativamente confortável

em um cenário otimista, a recuperação da economia

quando comparada a de outros países emergentes ou até

entre o final deste ano e o início do próximo. O ânimo do

mesmo com outros momentos do nosso próprio passado.

mercado financeiro nos últimos dias parece refletir esse

Conclui-se que o País pode estar particularmente bem

cenário, além do movimento global que favoreceu ativos

posicionado no atual cenário internacional. Permanece,

de países emergentes, na esteira da linha mais dovish3

no entanto, o diagnóstico de que essa janela de

adotada pelas autoridades monetárias das economias

oportunidade pode ter pouco ou nenhum efeito positivo

centrais nas últimas semanas.

se a economia internacional desacelerar demais em meio ao avanço do protecionismo populista, mantendo

O cenário externo, entretanto, permanece desafiador e

elevada a incerteza sobre qual efeito prevalecerá.

mais difícil de prever. Após um mês de escalada na guerra comercial entre EUA e China – que deve ter efeitos mais

Apesar do começo de ano frustrante para aqueles que

fortes sobre o crescimento da economia mundial do que

esperavam uma recuperação robusta da economia

se esperava anteriormente –, a reunião entre o

brasileira, continua a ser possível manter um otimismo

presidente americano Donald Trump e o chinês, Xi

moderado a médio prazo. O pior cenário – que era de

Jinping, durante o encontro do G-20, no Japão, trouxe o

não aprovação da reforma – é cada vez mais improvável

resultado esperado pelos mercados: a manutenção das

e, mesmo que o que seja aprovado não proporcione a

tarifas que já foram impostas, a suspensão das que

economia almejada pelo Governo, a reforma, somada a

estavam para entrar em vigor e a continuidade das

políticas públicas favoráveis ao mercado que estão na

conversas. Enquanto isso, a perspectiva de uma

agenda econômica do governo, como a reforma

desaceleração forte ou até mesmo uma recessão nas

tributária, a aceleração de privatizações e concessões e a

maiores economias do mundo continua a favorecer

desoneração de importação de bens de capital e

políticas monetárias mais expansionistas, corroborando a

informática têm potencial para reestimular o crescimento

queda nos rendimentos mais longos das curvas de juros

a partir do segundo semestre, mesmo que de maneira

das economias centrais. Entretanto, como exemplo da

gradual. Com isso, poderia ter início um processo de

dificuldade de prever o cenário externo na atual

redução paulatina do endividamento público como

conjuntura, a divulgação do número de empregos criados

percentual do PIB, reforçado pela manutenção de juros

nos EUA surpreendeu em junho. As 224 mil vagas vieram

reais em níveis baixos, gerando um processo auspicioso

acima das projeções (164 mil), no valor mais alto desde

de recuperação da confiança dos agentes na economia,

janeiro, o que mostra que a economia americana

com consequências positivas sobre níveis de emprego,

continua aquecida e reduz a chance de um corte mais

renda e investimento.

agressivo dos juros por parte do Fed, impactando negativamente os ativos que vinham se beneficiando da expectativa de juros mais baixos.

3 Quando

a política monetária tende a ser mais expansionista.

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ECONOMIA BRASILEIRA

ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019

Acompanhamento das Expectativas Econômicas (data de corte: 01/07/2019)

Valores projetados para 2019 Notas

Variável

Realizado no ano*

Realizado 12 meses

Atual

Anterior

4 semanas

13 semanas

Início do ano

28/06/19

21/06/19

31/05/19

29/03/19

04/01/19

4

PIB

0,46%

0,93%

0,85%

0,87%

1,13%

1,98%

2,53%

3

Produção Industrial (quantum)

-2,71%

-1,11%

0,71%

0,72%

1,49%

2,50%

3,04%

4

PIB Indústria

-1,10%

0,02%

0,58%

0,59%

0,98%

2,11%

2,80%

4

PIB de Serviços

1,15%

1,15%

1,30%

1,33%

1,53%

2,06%

2,20%

4

PIB Agropecuário

-0,08%

1,06%

0,90%

0,90%

1,01%

2,28%

2,57%

2

IPCA

2,22%

4,66%

3,80%

3,82%

4,03%

3,89%

4,01%

1

IGP-M

4,39%

6,53%

6,53%

6,12%

5,87%

5,24%

4,30%

1

SELIC

6,40%

6,40%

5,50%

5,75%

6,50%

6,50%

7,00%

1

Câmbio

3,83

3,83

3,80

3,80

3,80

3,70

3,80

54,72%

54,72%

56,19%

56,28%

56,28%

56,20%

56,70%

-7,58

-13,92

-22,80

-23,00

-25,05

-26,25

-26,00

20,59

52,20

50,80

50,60

50,50

50,25

52,00

35,14

96,57

85,00

85,00

82,65

81,89

79,50

3,32%

6,53%

5,10%

5,20%

5,25%

5,00%

4,79%

2 2 2 2 2

Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB) Conta-Corrente (em US$ bi) Balança Comercial (em US$ bi) Investimento Direto no País (em US$ bi) Preços Administrados

Fontes: SGS (BCB) e SIDRA (IBGE). Data de corte: 01/07/2019 Notas: 1- dados até junho/19; 2- dados até maio/19; 3 - dados até abril/19; 4 - dados até março/19 *Vide nota de referência de período.

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ECONOMIA BRASILEIRA

ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019

Valores projetados para 2020 Notas

Variável

Realizado no ano*

Realizado 12 meses

Atual

Anterior

4 semanas

13 semanas

Início do ano

28/06/19

21/06/19

31/05/19

29/03/19

04/01/19

4

PIB

0,46%

0,93%

2,20%

2,20%

2,50%

2,75%

2,50%

3

Produção Industrial (quantum)

-2,71%

-1,11%

3,00%

3,00%

3,00%

3,00%

3,00%

4

PIB Indústria

-1,10%

0,02%

2,60%

2,60%

2,70%

3,00%

3,08%

4

PIB de Serviços

1,15%

1,15%

2,45%

2,45%

2,25%

2,50%

2,55%

4

PIB Agropecuário

-0,08%

1,06%

2,80%

2,80%

2,80%

3,00%

3,00%

2

IPCA

2,22%

4,66%

3,91%

3,95%

4,00%

4,00%

4,00%

1

IGP-M

4,39%

6,53%

4,14%

4,13%

4,00%

4,00%

4,00%

1

SELIC

6,40%

6,40%

6,00%

6,50%

7,25%

7,50%

8,00%

1

Câmbio

3,83

3,83

3,80

3,80

3,80

3,75

3,80

54,72%

54,72%

58,55%

58,58%

58,55%

58,20%

58,65%

-7,58

-13,92

-33,00

-32,80

-35,30

-36,00

-38,00

20,59

52,20

46,40

46,40

45,10

46,65

47,25

35,14

96,57

84,36

84,28

84,36

83,38

84,44

3,32%

6,53%

4,43%

4,40%

4,40%

4,30%

4,00%

2 2 2 2 2

Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB) Conta-Corrente (em US$ bi) Balança Comercial (em US$ bi) Investimento Direto no País (em US$ bi) Preços Administrados

Fontes: SGS (BCB) e SIDRA (IBGE). Data de corte: 01/07/2019 Notas: 1- dados até junho/19; 2- dados até maio/19; 3 - dados até abril/19; 4 - dados até março/19 *Vide nota de referência de período.

No último mês, com a consolidação de um cenário de

semanas, uma vez que a projeção de 1,13% que vigorava

crescimento inferior ao esperado nos primeiros meses do

há um mês – crescimento semelhante ao dos últimos dois

ano – como comentamos na seção anterior –, as

anos – podia ser considerada excessivamente otimista, já

expectativas de crescimento foram revistas para baixo,

que, para alcançá-la, a economia teria que crescer em

não apenas para este ano como para o próximo. No

média 0,6% nos três últimos trimestres, algo que não

entanto, ao contrário do que havia ocorrido no mês

ocorre desde 2013. Assim, as projeções para o

anterior, as projeções de inflação foram ajustadas de

crescimento do PIB em 2019 continuaram a cair: de

acordo, sendo também reduzidas, o que abre caminho

1,13% há quatro semanas para 0,85% na data de corte

para a redução dos juros básicos, outra tendência

desta análise.

observada nas expectativas econômicas no último mês. Como indicamos neste espaço na última edição da Conjuntura CNseg, novos cortes nas projeções de crescimento do PIB em 2019 ocorreram nas últimas 13


ECONOMIA BRASILEIRA

ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019

Para 2020, a projeção mediana para o crescimento da

redução foi de 4,00% para 3,91%. Entretanto, refletindo

economia, após permanecer por várias semanas em

algum aumento no IPA (Índice de Preços ao Produtor

2,50%, foi ajustada para 2,20%. Ou seja, o mercado

Amplo) nos últimos meses, como se verifica na divulgação

passou a projetar crescimento menor para o ano que

do IGP-M de junho, em que a inflação pelo IPA passou de

vem, mas ainda consideravelmente maior que para este

0,54% para 1,16%, as projeções para a inflação medida

ano. Isso ocorre porque o baixo dinamismo da economia

pelo IGP-M foram revisadas para cima nas últimas

em 2019, por mais que haja recuperação no segundo

semanas.

semestre, deve se propagar com mais intensidade do que se esperava até o ano que vem. Entretanto, as

Em um mês intenso para as discussões sobre a política

perspectivas positivas para o andamento da reforma da

monetária e após o Banco Central ter deixado claro em

Previdência e da agenda econômica do Governo

sua comunicação que o caminho para a redução dos juros

alimentam cenários de crescimento mais robusto à

está aberto, dependendo apenas do andamento da

frente.

agenda de reformas, os agentes consultados pelo Focus reduziram suas expectativas para a taxa de juros básica

Após os sustos do início do ano, as projeções para

da economia, a Selic. Para o encerramento deste ano, a

inflação ao consumidor medida pelo IPCA caíram nas

projeção mediana caiu de 6,50% para 5,50%. Já para o

últimas semanas, seguindo a expectativa mais baixa que

fechamento de 2020, a projeção mediana foi reduzida de

já estava clara na inflação implícita dos títulos da dívida

7,25% para 6,00%.

pública. Para 2019, a projeção para a inflação oficial foi reduzida de 4,03% há uma mês para 3,80%. Para 2020, a

14


MERCADO SEGURADOR

ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019

Mercado Segurador Análise de Desempenho

Como temos observado em edições anteriores da Conjuntura CNseg, o crescimento do setor segurador

Os números de arrecadação do setor segurador em maio

continua a ser heterogêneo entre seus segmentos e

reforçam a tendência de recuperação presente já nos

ramos, cada um com resposta específica à conjuntura

dados de abril, com um volume de prêmio direto de

econômica e à preferência dos clientes de seguros. No

seguro, contribuições de previdência e faturamento de

entanto, uma diferença que, há alguns meses, era entre

capitalização (sem Saúde Suplementar) de R$ 22,6

produtos que apresentavam expansão ou retração

bilhões, o que representa um crescimento de 14,1% em

passou a ser, essencialmente, um diferença nas taxas de

relação ao mesmo mês do ano anterior. Quando se

crescimento, como se pode observar no resultado

retiram da conta os prêmios do seguro

DPVAT1,

que

sofreu redução tarifária em observância à regulação, o

acumulado nos primeiros cinco meses do ano em tabela do Resumo Estatístico desta publicação.

crescimento é de 16,1%, com uma melhora expressiva

em relação ao resultado de abril, que, pela mesma

Os principais responsáveis pelo melhor desempenho da

métrica, havia registrado crescimento de 2,0%. O

arrecadação em maio em relação ao mês anterior foram:

crescimento da arrecadação acumulada no ano com a

a reversão experimentada pelos produtos de Coberturas

inclusão do mês de maio é de 7,1%, sem contar a Saúde

de Pessoas – Planos de Acumulação, tanto no VGBL

Suplementar e excluindo o DPVAT.

quanto no PGBL, que têm grande peso no total das receitas do setor; uma melhora, ainda que marginal, no

A variação em janelas de 12 meses encerrada em maio

desempenho da carteira de automóveis (produto de

voltou a mostrar aceleração, revertendo a tendência

maior arrecadação do segmento de Danos e

observada nos meses de março e abril, como mostra o

Responsabilidades) e um forte aumento na taxa de

gráfico na próxima página. Considerando que os seis

crescimento dos produtos de Crédito e Garantia, dos

meses que se seguiram ao forte resultado de abril de

Seguros Rural e Marítimo e Aeronáutico, além da

2018 foram de desempenho modesto – com queda da

ampliação do crescimento da arrecadação dos Títulos de

arrecadação em relação aos mesmos meses do ano

Capitalização.

anterior –, essa aceleração deverá ser ainda mais forte daqui para frente. Isso, de fato, já foi observado em maio, não apenas porque a variação contra o mesmo mês do ano passado foi positiva, como também foi bastante alta (16,1%, sem DPVAT). Com isso, a métrica acumulada em 12 meses subiu para 1,5%.

¹ Segundo a Resolução CNSP nº 371/2018, o seguro DPVAT teve reduções entre 56% e 79% no prêmio tarifário para o exercício de 2019 em todas as categorias (com exceção à categoria “motocicletas, motonetas, ciclomotores e similares”).

15


MERCADO SEGURADOR

ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019

ARRECADAÇÃO DO SETOR (S/ SAÚDE E DPVAT) 3,0%

20%

2,0%

15%

1,0%

10% 0,0% 5% -1,0%

0%

Variação MMAA

mai/19

abr/19

mar/19

fev/19

jan/19

dez/18

nov/18

out/18

set/18

ago/18

jul/18

jun/18

mai/18

-3,0% abr/18

-10% mar/18

-2,0%

fev/18

-5%

Var. acumulada em 12 meses

25%

jan/18

Var. contra o mesmo mês do ano anterior

(Var. % contra o mesmo mês do ano anterior e acumulada em 12 meses)

Variação 12M

Fonte: Susep

Em Coberturas de Pessoas, a arrecadação dos Planos de

em maio deste ano. Tal aumento, entretanto, veio

Risco continua a apresentar taxas de crescimento

acompanhado de crescimento de intensidade

robustas, revelando uma crescente demanda da

maior nos sinistros, que passou, também no acumulado

sociedade por proteção e segurança, mesmo em – ou

de 12 meses, de 14,8% para 29,4% no mesmo período.

talvez até motivada por – um ambiente macroeconômico e social ainda desafiador. A arrecadação desse grupo

Notável também tem sido o desempenho do seguro de

cresceu 17,4% em relação a maio do ano passado

Vida: em 12 meses, o crescimento passou de 6,4% em

(excluindo a parcela dos Planos Tradicionais de Risco).

junho de 2018 para 12,4% em maio de 2019. A

Com isso, o grupo fechou os cinco primeiros meses do

sinistralidade também caminhou na mesma direção, mas,

ano com variação de 15,4% sobre o mesmo período de

diferentemente do que ocorreu no Seguro Viagem, a

2018. O bom desempenho no acumulado do ano está

variação dos sinistros nos produtos de Vida tem se

disseminado entre os principais produtos do grupo: Vida

mantido abaixo ou em ordem semelhante ao crescimento

(16,2%), Prestamista (24,5%) e Viagem (19,1%), cujos

da arrecadação. Em 12 meses, o crescimento dos

resultados cada vez mais positivos devem ser notados: no

sinistros passou de -6,9% em junho de 2018 para 15,0%

acumulado de 12 meses, a arrecadação do produto

em maio de 2019.

passou de -6,6% em junho do ano passado para 10,7%

16


MERCADO SEGURADOR

ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019

Quanto aos Planos de Acumulação, maio trouxe de volta

passado, a arrecadação dos Planos de Acumulação

os bons resultados obtidos no começo do ano. Os efeitos

(excluindo a parcela dos Planos Tradicionais de

adversos do pessimismo generalizado com a economia,

Acumulação) cresceu 20,2%, resultado de variação de

do lento crescimento da renda real e dos baixos

21,0% dos produtos da família VGBL e de 11,6% da

patamares das taxas de juros têm afetado diretamente o

família PGBL. No acumulado até maio, a expansão desses

resultado dos Planos de Acumulação nos últimos meses.

Planos é 3,4% maior do que no mesmo período do ano

No entanto, tais efeitos podem começar a estar sendo

passado. Como mostra o gráfico abaixo, elaborado com

compensados pelo avanço da reforma da Previdência no

dados da ferramenta Google Trends, o interesse pelo

Congresso, chamando a atenção dos brasileiros para a

termo “previdência” no Brasil se encontra, este ano, em

importância de constituir reservas para o período da vida

patamares claramente superiores ao do ano passado.

em que se deixa de trabalhar. Em relação a maio do ano

INTERESSE PELO TERMO "PREVIDÊNCIA" NAS BUSCAS DO GOOGLE NO BRASIL (índice: 100 = momento de maior interesse nos últimos 12 meses)

100 90 80 70

60 50 40 30 20 10 0 jul/2018

ago/2018

set/2018 out/2018 nov/2018 dez/2018

jan/2019

fev/2019 mar/2019 abr/2019 mai/2019 jun/2019

Fonte: Google Trends

O segmento de Títulos de Capitalização continua a

novo marco regulatório, que instituiu duas novas

apresentar resultados bastante positivos e a tendência de

modalidades: instrumento de garantia e filantropia

recuperação de sua arrecadação, que ocorre desde

premiável. No acumulado no ano, o crescimento da

meados do ano passado, parece estar consolidada. Abril

arrecadação do segmento chegou a 11,7% e, nos últimos

já havia sido bastante positivo, com crescimento de

12 meses, a 2,9%.

14,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. Maio manteve o crescimento de dois dígitos, chegando a 19,3%, confirmando as boas expectativas advindas do

17


MERCADO SEGURADOR

ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019

Os seguros de Danos e Responsabilidades (sem DPVAT)

maio. No entanto, nos cinco primeiros meses deste ano, a

apresentaram, em maio, variação de 10,1% contra o

arrecadação avançou 2,7%.

mesmo mês de 2018, resultado que consolida um começo de ano bastante positivo para o segmento, em

Após voltar a se expandir com mais intensidade em abril

que houve crescimento de 7,6% em relação ao mesmo

(6,5% sobre abril do ano passado), o Seguro Rural

período do ano passado. No acumulado dos últimos 12

apresentou forte crescimento em maio, de 34,9% em

meses, o crescimento também é de 7,6% em relação aos

relação ao mesmo mês de 2018. Com esse resultado, o

12 meses imediatamente anteriores. É importante,

crescimento da arrecadação acumulada no ano chegou a

porém, destacar que tal desempenho continua a ser

13,3%. O aumento de demanda por proteção com a

acompanhado, em muitos casos, de significativo aumento

ocorrência de eventos climáticos extremos e a

nos sinistros, que, no segmento como um todo –

confirmação das sinalizações do Governo de aumento da

novamente excluindo o DPVAT –, cresceram 17,7% no

subvenção indicam um cenário bastante positivo para

acumulado do ano.

esse produto. No lançamento do Plano Safra, em junho, o Governo Federal anunciou que R$ 1 bilhão serão

O seguro Automóvel, produto de maior arrecadação do

disponibilizados pelo Ministério da Agricultura para

segmento que vem apresentando comportamento volátil

custear parte das apólices a serem contratadas por

nos últimos meses, cresceu 3,6% em maio na

produtores rurais de todo o País em 2020, o maior

comparação com o mesmo mês do ano passado. Tal

volume de recursos já orçado para o programa.

resultado conteve a tendência de desaceleração da arrecadação do produto no acumulado de 12 meses: de

Destacam-se ainda, no acumulado do ano, a evolução dos

2,5% em abril, passou para 2,6% em maio. Os seguros do

produtos Crédito e Garantia (37,1%), Responsabilidade

grupo Patrimonial continuaram a crescer a taxas de dois

Civil (22,7%) e Marítimos e Aeronáuticos (63,2%).

dígitos em maio: 14,0% em relação a maio do ano passado. No acumulado do ano, o crescimento é de

Em maio deste ano, segundo dados da Sala de Situação

15,7%, com bom desempenho dos produtos Massificados

da ANS, havia 47,2 milhões de beneficiários de planos de

(13,0%) e, apesar da menor representatividade, dos

saúde médico-hospitalares, número apenas 0,2% maior

Riscos de Engenharia (138,8%).

que no mesmo mês do ano passado. Já nos planos exclusivamente odontológicos, a expansão mais forte se

A arrecadação do seguro Habitacional, apesar de uma

manteve: os 24,6 milhões de beneficiários nesses planos

leve melhora mensal, continua desprendida da evolução

representaram um aumento de 6,5% em relação a maio

das medidas tradicionais de crédito imobiliário e

de 2018.

permanece desacelerando nas taxas de crescimento anualizadas, movimento que vem desde o final de 2017: em 12 meses, passou de -3,2% em abril para -3,5% em

18


RESUMO ESTATÍSTICO

ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019

Resumo Estatístico Setor Segurador (data de corte: 01/07/19) (R$ b ilh ões )

54 52

25

50

22

48

Setor Segurador (s Saúde)

mai-19

abr-19

mar-19

fev-19

jan-19

dez-18

nov-18

out-18

set-18

ago-18

jul-18

jun-18

mai-18

abr-18

mar-18

fev-18

jan-18

dez-17

nov-17

out-17

44 set-17

17

ago-17

46 jul-17

20

Saúde Suplementar

27

jun-17

Setor Segurador (s Saúde)

ARRECADAÇÃO

Saúde Suplementar

(R$ b ilh ões )

43 42

13

41

12

40

11

39 38

10

37

Setor Segurador (s Saúde)

mai-19

abr-19

mar-19

fev-19

jan-19

dez-18

nov-18

out-18

set-18

ago-18

jul-18

jun-18

mai-18

abr-18

mar-18

fev-18

jan-18

dez-17

nov-17

out-17

set-17

ago-17

36 jul-17

9

Saúde Suplementar

14

jun-17

Setor Segurador (s Saúde)

SINISTROS, INDENIZAÇÕES, SORTEIOS, RESGATES E BENEFÍCIOS

Saúde Suplementar

VARIAÇÃO NOMINAL DA ARRECADAÇÃO 1 2 m es es m óveis – S etor S eg u ra d or (s em DP V A T e S a ú d e S u p lem en ta r)

2,5%

2,0%

2,0% 1,5%

1,5% 1,2%

1,3%

1,0% 0,5% 0,1% 0,0% até jan-19 / até jan-18

até fev-19 / até fev-18 até mar-19 / até mar-18 até abr-19 / até abr-18 até mai-19 / até mai-18

Notas: 1) Os dados da ANS foram alocados no último mês de cada trimestre, pois sua publicação é feita a cada três meses. Os dados provenientes da SUSEP são de periodicidade mensal. 2) Em Saúde Suplementar, por questões metodológicas, os valores apresentados podem diferir dos informados pela ANS e FenaSaúde. 19 Fonte: DIOPS (ANS); Sala de Situação (ANS); SES (SUSEP); SGS (BCB)


RESUMO ESTATÍSTICO

ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019

Arrecadação (em milhões R$) Até maio

Setor Segurador ( sem Saúd e Sup lement ar )

2018

2019

Variação %

maio

maio

2018

2019

Variação %

Danos e Responsabilidades (s DPVAT)

27.580,26

29.686,93

7,64%

5.722,80

6.302,16

10,12%

1.1

Automóvel

14.517,56

14.576,97

0,41%

3.027,99

3.137,93

3,63%

1.1.1

Acidentes Pessoais de Passageiros

1

1.1.2

Casco

1.1.3

239,86

253,98

5,88%

48,59

54,12

11,40%

10.050,01

9.952,30

-0,97%

2.086,12

2.098,61

0,60%

Responsabilidade Civil Facultativa

3.191,89

3.183,44

-0,26%

667,89

685,98

2,71%

1.1.4

Outros

1.035,80

1.187,25

14,62%

225,40

299,22

32,75%

1.3

Patrimonial

4.538,00

5.249,15

15,67%

916,93

1.045,70

14,04%

1.3.1

Massificados

3.460,22

3.909,41

12,98%

727,16

811,90

11,65%

1.3.1.1

Compreensivo Residencial

1.190,94

1.296,74

8,88%

246,18

271,51

10,29%

179,52

185,91

3,56%

39,76

43,39

9,15%

1.3.1.2

Compreensivo Condominial

1.3.1.3

Compreensivo Empresarial

1.3.1.4

Outros

1.3.2

921,13

1.046,97

13,66%

200,69

227,23

13,22%

1.168,63

1.379,79

18,07%

240,54

269,77

12,15%

Grandes Riscos

967,06

1.075,34

11,20%

171,55

187,97

9,57%

1.3.3

Risco de Engenharia

110,73

264,40

138,79%

18,22

45,83

151,57%

1.4

Habitacional

1.658,71

1.703,72

2,71%

338,53

351,89

3,95%

1.5

Transportes

1.224,64

1.332,47

8,81%

266,26

275,23

3,37%

1.5.1

Embarcador Nacional

386,43

400,86

3,74%

84,68

82,91

-2,09%

1.5.2

Embarcador Internacional

195,06

226,06

15,89%

52,85

55,25

4,55%

1.5.3

Transportador

1.6 1.7

643,15

705,54

9,70%

128,72

137,07

6,48%

Crédito e Garantia

1.564,80

2.145,91

37,14%

329,84

437,07

32,51%

Garantia Estendida

1.237,79

1.314,68

6,21%

234,97

249,58

6,22%

805,36

22,69%

123,97

152,48

23,00%

1.8

Responsabilidade Civil

656,41

1.8.1

Responsabilidade Civil D&O

139,70

192,07

37,49%

22,03

38,31

73,92%

1.8.2

Outros

516,71

613,30

18,69%

101,94

114,17

12,00%

1.9

Rural

1.621,54

1.836,88

13,28%

387,77

523,02

34,88%

432,35

63,17%

54,46

111,41

104,56%

1.10

Marítimos e Aeronáuticos

264,96

1.10.1

Marítimos

133,95

182,46

36,21%

31,20

33,87

8,57%

1.10.2

Aeronáuticos

131,01

249,90

90,74%

23,26

77,54

233,29%

1.11

Outros

2 2 .1

295,85

289,45

-2,16%

42,07

17,84

-57,59%

Coberturas de Pessoas

60.661,63

64.432,70

6,22%

11.924,49

14.131,20

18,51%

Planos de Risco

15.147,96

17.474,05

15,36%

3.218,71

3.777,28

17,35%

6.887,37

16,19%

1.237,72

1.575,97

27,33%

2.1.1

Vida

5.927,91

2.1.2

Prestamista

4.521,20

5.631,15

24,55%

1.038,07

1.217,33

17,27%

195,89

233,28

19,09%

38,57

45,69

18,46%

2.1.3

Viagem

2.1.4

Outros

2 .2 2.2.1

4.502,96

4.722,24

4,87%

904,35

938,29

3,75%

Planos de Acumulação

43.841,07

45.326,57

3,39%

8.372,87

10.067,58

20,24%

Família VGBL

40.342,82

41.638,29

3,21%

7.700,00

9.316,92

21,00%

2.2.2

Família PGBL

3.498,25

3.688,28

5,43%

672,87

750,66

11,56%

2 .3

Planos Tradicionais

1.672,60

1.632,08

-2,42%

332,91

286,34

-13,99%

3

Capitalização

8.558,32

9.563,17

11,74%

1.756,24

2.095,95

19,34%

=1+2 +3

Setor Segurador (s DPVAT)

96.800,21

103.682,81

7,11%

19.403,52

22.529,31

16,11%

2.701,84

1.164,77

398,20

71,12

-82,14%

99.502,05

104.847,58

19.801,73

22.600,43

14,13%

4

DPVAT

=1+2 +3 +4

Setor Segurador

-56,89% 5,37%

Nota: Valores referentes ao ramo dotal misto foram incluídos na parte de planos de risco, embora apresente características mistas de risco e acumulação. Fonte: SES (SUSEP)

20


RESUMO ESTATÍSTICO

ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019

PENETRAÇÃO DA ARRECADAÇÃO NO PIB 7%

6% 5% 4%

6,1%

6,4%

6,5%

6,5%

2,6%

2,8%

2,9%

5,5%

5,7%

2,1%

2,2%

3,4%

3,4%

3,7%

3,8%

3,8%

3,6%

2013

2014

2015

2016

2017

2018

2,4%

3% 2% 1%

0%

Penetração da Arrecadação no PIB - Setor Segurador (s Saúde)

Penetração da Arrecadação no PIB - Saúde Suplementar

DANOS E RESPONSABILIDADES (SEM DPVAT) + DPVAT + PLANOS DE RISCO + PLANOS DE ACUMULAÇÃO + CAPITALIZAÇÃO (D is trib u içã o d a d iferen ça n a a rreca d a çã o en tre p eríod os , p or s eg m en to )

120,00 99,50

2,11

104,85

1,00

1,49

2,29

-1,54

100,00

R$ bilhões

80,00 60,00 44,18 45,66

40,00

27,58 29,69 16,48 18,77

20,00 2,70

8,56

1,16

9,56

2018-05

Danos e Respons. (s DPVAT)

DPVAT

Planos de Risco

Planos de Acumulação

Capitalização

2019-05

BENEFICIÁRIOS EM PLANOS DE SAÚDE

47,2 24,2

24,5

47,2 23,6

24,0 23,5

47,1 22,9

23,0

47,2 23,7

47,3 24,2

24,3

47,3 24,3

24,4

24,4

24,6

23,9

24,6 47,2

47,2

47,1

23,1 47,1

24,4

47,3 47,3

47,2 47,1

47,1

47,2

47,1

47,1

Exclusivamente Odontológica

mai/19

abr/19

mar/19

fev/19

jan/19

dez/18

nov/18

out/18

set/18

ago/18

47,0 jul/18

22,0 jun/18

47,1 mai/18

22,5

Assitência Médica

47,3

25,0

abr/18

Exlcusivamente Odontológicos

(em m ilh ões d e u s u á rios )

Assistência médica

Nota: Em Saúde Suplementar, por questões metodológicas, os valores apresentados podem diferir dos informados pela ANS e FenaSaúde. Fontes: DIOPS (ANS); Sala de Situação (ANS); SES (SUSEP); SGS (BCB)

21


RESUMO ESTATÍSTICO

ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019

VARIAÇÃO NOMINAL DA ARRECADAÇÃO 12 MESES MÓVEIS D a n o s e R e s p ons a bilid a des (s em D P V A T )

7,7%

7,7%

7,6% 7,5%

7,5%

7,6%

7,5%

Co b e r tu ra d e P e s s oa s

0%

-1% -2%

7,4%

-2%

7,3%

7,3%

-3%

7,1%

-4% até jan-19 / até fev-19 / até mar-19 / até abr-19 / até mai-19 / até jan-18 até fev-18 até mar-18 até abr-18 até mai-18

11,3% 10,5%

10%

10,0%

10,1%

9,8%

10% 9%

0% -1% -2% -3% -4% -5% -6% -7% -8% -9%

-3,2%

-3,8%

-5,3%

S a ú d e S u p le menta r

12%

4%

2%

2,9%

1,6%

1,7%

-5,6% -7,8%

Ca p it a liz a ç ã o

2,0%

-5,4%

até jan-19 / até fev-19 / até mar-19 / até abr-19 / até mai-19 / até jan-18 até fev-18 até mar-18 até abr-18 até mai-18

até jan-19 / até fev-19 / até mar-19 / até abr-19 / até mai-19 / até jan-18 até fev-18 até mar-18 até abr-18 até mai-18

3%

-1,3%

Co b e r tu ra d e P e s s oa s – P la n o s d e A c u m ula ç ã o

Co b e r tu ra d e P e s s oa s – P la n o s d e R is c o

11%

-1,5%

até jan-19 / até fev-19 / até mar-19 até abr-19 / até mai-19 / até jan-18 até fev-18 / até mar- até abr-18 até mai-18 18

7,0%

12%

-1,5%

-3%

7,2%

11%

-0,3%

-1%

1,9%

10%

10,8% 9,6%

10,4%

10,6%

9,8%

8% 6% 4%

1%

2%

0%

0%

até jan-19 / até fev-19 / até mar-19 / até abr-19 / até mai-19 / até jan-18 até fev-18 até mar-18 até abr-18 até mai-18

até 4tri-17 / até 1tri-18 / até 2tri-18 / até 3tri-18 / até 4tri-18 / até 4tri-16 até 1tri-17 até 2tri-17 até 3tri-17 até 4tri-17

Nota: Em Saúde Suplementar, por questões metodológicas, os valores apresentados podem diferir dos informados pela ANS e FenaSaúde. Fontes: DIOPS (ANS); SES (SUSEP)

22


-10

-15

-20

-25

IPCA

Fonte: SGS (BCB) e SIDRA (IBGE) 0,5

0,1

14

12

10

8

6

4

2

0

12% 10% 8% 6% 4% 2% 0% -2% -4%

0

-5

0

TAXA DE JUROS – SELIC EFETIVA

(em % a. a. )

60

50

IGP-M

70

60

50

-1,3

-5 201703 -1,8

Serviços Indústria

INFLAÇÃO – IPCA E IGP-M DÍVIDA LÍQUIDA DO SETOR PÚBLICO

(va ria çã o % a c. em 1 2 m es es ) (com o % d o P I B a c. em 1 2 m es es )

SALDO EM TRANSAÇÕES CORRENTES

SALDO DA BALANÇA COMERCIAL

(em U S $ b ilh ões , a c. em 1 2 m es es )

(em U S $ b ilh ões , a c. em 1 2 m es es )

201903

201812

-1,1 -0,1

-0,5

1,2

2,4

1,1

1,2 0,8 2,5

201809

1,8 1,2 1,1 0,8 0,3

0

201806

-3,0

201803

2,0 2,5 4,5

8,8

10

201712

-0,3

14,2

15

1,2

20 18,7

PIB TOTAL

201709

5 0,1

(T / T - 4, em % )

201706-2,2

0,6

mar-17 abr-17 mai-17 jun-17 jul-17 ago-17 set-17 out-17 nov-17 dez-17 jan-18 fev-18 mar-18 abr-18 mai-18 jun-18 jul-18 ago-18 set-18 out-18 nov-18 dez-18 jan-19 fev-19 mar-19 abr-19 mai-19 jun-19

1,1

47,6 47,5 48,1 48,5 49,8 50,2 50,9 50,7 51,0 51,6 51,8 52,0 52,4 51,8 51,4 51,5 52,3 51,4 52,5 53,7 53,5 54,1 54,5 54,5 54,5 54,4 54,7

2

mar-17 abr-17 mai-17 jun-17 jul-17 ago-17 set-17 out-17 nov-17 dez-17 jan-18 fev-18 mar-18 abr-18 mai-18 jun-18 jul-18 ago-18 set-18 out-18 nov-18 dez-18 jan-19 fev-19 mar-19 abr-19 mai-19

0,9

201903

1,3

201812

1,2

201809

1,4

201806

201803

201712

2

201709

1

201706

201703

2,2

48,4 51,1 53,2 54,4 57,6 59,3 60,7 62,1 64,9 63,6 64,0 63,9 62,2 61,2 59,9 58,0 56,6 54,4 51,5 51,2 51,7 52,1 53,6 52,8 53,3 51,9 52,1 52,2

mar-17 abr-17 mai-17 jun-17 jul-17 ago-17 set-17 out-17 nov-17 dez-17 jan-18 fev-18 mar-18 abr-18 mai-18 jun-18 jul-18 ago-18 set-18 out-18 nov-18 dez-18 jan-19 fev-19 mar-19 abr-19 mai-19 jun-19

3

fev-17 mar-17 abr-17 mai-17 jun-17 jul-17 ago-17 set-17 out-17 nov-17 dez-17 jan-18 fev-18 mar-18 abr-18 mai-18 jun-18 jul-18 ago-18 set-18 out-18 nov-18 dez-18 jan-19 fev-19 mar-19 abr-19 mai-19

mar-17 abr-17 mai-17 jun-17 jul-17 ago-17 set-17 out-17 nov-17 dez-17 jan-18 fev-18 mar-18 abr-18 mai-18 jun-18 jul-18 ago-18 set-18 out-18 nov-18 dez-18 jan-19 fev-19 mar-19 abr-19 mai-19 jun-19

1

fev-17-22,4 mar-17 -19,7 abr-17 -18,7 -17,0 mai-17 -13,4 jun-17 -12,3 jul-17 -11,0 ago-17 -9,8 set-17 -7,6 out-17 -9,6 nov-17 -7,2 dez-17 -7,5 jan-18 -9,8 fev-18 -11,9 mar-18 -12,4 abr-18 -14,6 mai-18 -15,5 jun-18 -16,8 jul-18 ago-18 -18,5 set-18 -18,3 -17,3 out-18 -15,8 nov-18 -14,5 dez-18 -14,8 jan-19 -13,9 fev-19 -13,7 mar-19 -13,7 abr-19 -13,9 mai-19 RESUMO ESTATÍSTICO ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019

Indicadores Econômicos (data de corte: 10/07/19) PIB PELA ÓTICA DA PRODUÇÃO (T / T - 4, em % )

Agropecuária

TAXA DE CÂMBIO – R$/US$

4,30 4,10 3,90 3,70 3,50 3,30 3,10 2,90 2,70 2,50 (ta x a d e fim d e p eríod o)

40

30

20

10

0

40

30

20

10

0

23


GLOSSÁRIO

ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019

Glossário Arrecadação do Setor Segurador: Contempla o prêmio

Resgate e benefício de Previdência: Valor correspondente a

direto de seguros, prêmio emitido em regime de

cada um dos resgates e benefícios destinados à cobertura

capitalização, contribuição em previdência, faturamento

do plano de previdência.

de capitalização e contraprestação de saúde

Sorteio e resgate de Capitalização: Valor correspondente

suplementar.

aos prêmios de sorteios e resgates pagos com títulos de

Prêmio Direto de Seguros: Emissão de prêmio líquida de

capitalização.

cancelamento e restituição.

Indenização de Saúde Suplementar: Eventos indenizáveis

Prêmio Emitido em Regime de Capitalização: Valor

líquidos/sinistros retidos de cobertura assistencial Médico-

correspondente a cada um dos aportes destinados ao

Hospitalar e/ou Odontológica.

custeio de seguros estruturados no regime financeiro de capitalização.

Sinistralidade: Contempla sinistralidade de seguros e

Contribuição de Previdência: Valor correspondente a cada

saúde suplementar

um dos aportes destinados ao custeio do plano de

Sinistralidade de Seguros: proporção do sinistro ocorrido

previdência.

sobre o prêmio ganho.

Faturamento de Capitalização: Faturamento com títulos de

Sinistralidade de Saúde Suplementar: proporção de

capitalização líquida de devolução e cancelamento.

indenização de saúde suplementar sobre a contraprestação

Contraprestação de Saúde Suplementar: Contraprestação

de saúde suplementar.

líquida/prêmios retidos para coberturas assistenciais Médico-Hospitalar e/ou Odontológica.

Despesas de comercialização do Setor Segurador: Despesas de comercialização e custos de aquisição

Sinistro ocorrido/indenização/sorteio/resgate/benefício

agregados em seguros, previdência, capitalização e saúde

do Setor Segurador: Contempla o sinistro ocorrido de

suplementar.

seguros, resgate e benefício de previdência, sorteio e resgate de capitalização e indenização de saúde

Despesa administrativa do Setor Segurador: Despesas

suplementar.

administrativas em seguros, previdência, capitalização e

Sinistro ocorrido de Seguros: Indenizações avisadas,

saúde suplementar.

despesas relacionadas a seguros, retrocessões aceitas,

variação das provisões de sinistro e serviços de assistência,

Ativo do Setor Segurador: Recursos econômicos na

líquido dos salvados e ressarcidos avisados e de sua

forma de bens e direitos em seguros, previdência,

variação do ajuste da PSL. Considera as parcelas

capitalização e saúde suplementar.

administrativas e judiciais, consórcios e fundos e despesas com benefícios em regime de capitalização e repartição de

Provisão do Setor Segurador: Passivo contabilizado pelo

capitais de cobertura para seguros.

Mercado Segurador para refletir as obrigações futuras advindas dos compromissos assumidos com os contratantes de suas operações.

24


GLOSSÁRIO

Captação líquida dos Planos de Acumulação: Diferença

ANO 2 | Nº 9 | JULHO/2019

agentes de mercado para variáveis macroeconômicas.

entre a soma das contribuições de previdência e do prêmio emitido em regime de capitalização de VGBL e a

Selic: Taxa básica de juros da economia brasileira,

soma dos resgates de previdência e de VGBL. Aplicável

definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do

somente a esses planos.

Banco Central do Brasil.

Captação líquida de Capitalização: Diferença entre o

FGTS: Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, gerido

faturamento de Capitalização e o total dos seus resgates.

pela Caixa Econômica Federal, criado com o objetivo de proteger o trabalhador demitido sem justa causa,

PIB: Produto Interno Bruto, a soma do valor de todos os

mediante a abertura de uma conta vinculada ao contrato

bens e serviços finais produzidos no país em determinado

de trabalho, formando poupança compulsória que pode

período.

ser usada em momentos especiais.

PIB mensal: Produto Interno Bruto Nominal mensal,

PIS/PASEP: São siglas diferentes, sendo a primeira para o

calculado e publicado pelo Banco Central do Brasil (proxy

Programa de Integração Social e a segunda para

mensal para o PIB Nominal oficial, calculado pelo IBGE).

Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público. São contribuições sociais recolhidas pelas

Penetração do Setor Segurador no PIB: Proporção da

empresas, que são transformadas em benefícios a

Arrecadação do Setor Segurador sobre o Produto Interno

trabalhadores dos setores privado e público.

Bruto. População Brasileira: Número de habitantes no território nacional publicado pelo IBGE com base em informações dos registros de nascimentos e óbitos, dos censos

demográficos e das contagens de população intercensitárias. Arrecadação per capita: proporção da arrecadação do Setor Segurador sobre a População Brasileira. IPCA: Índice de Preços ao Consumidor-Amplo calculado pelo IBGE. IGP-M: Índice Geral de Preços, calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Focus: Relatório semanal divulgado pelo Banco Central

do Brasil com estatísticas-resumo de expectativas de

25


Composição do Conselho Diretor Eleito com mandato de 30/04/2019 a 29/04/2022

José Adalberto Ferrara Tokio Marine Seguradora S/A

Leonardo Deeke Boguszewski Junto Seguros S/A

Presidente Marcio Serôa de Araujo Coriolano

Miguel Gómez Bermúdez

1º Vice-Presidente

Nilton Molina

Jayme Brasil Garfinkel

Mongeral AEGON Seguros e Previdência S/A

Mapfre Previdência S/A

Porto Seguro Cia. de Seguros Gerais

Osvaldo do Nascimento Vice-Presidentes

Itaú Vida e Previdência S/A

Gabriel Portella Fagundes Filho

Pedro Cláudio de Medeiros B. Bulcão

Sul América Companhia Nacional de Seguros

Sinaf Previdencial Cia. de Seguros

Mário José Gonzaga Petrelli

Pedro Pereira de Freitas

Icatu Seguros S/A

American Life Companhia de Seguros S/A

Vinicius José de Almeida Albernaz

Diretor Nato

Bradesco Seguros S/A

Luiz Tavares Pereira Filho Vice-Presidentes Natos

Consultor Jurídico da Presidência da Fenaseg

Antonio Eduardo Márquez de Figueiredo Trindade Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg)

João Alceu Amoroso Lima Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde)

Composição da Diretoria Executiva

Jorge Pohlmann Nasser

Diretores Alexandre Leal

Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi)

Diretor Técnico e de Estudos

Marcelo Gonçalves Farinha Federação Nacional de Capitalização (FenaCap)

Luiz Tavares Pereira Filho

Diretores

Miriam Mara Miranda

Bernardo de Azevedo Silva Rothe

Diretora de Relações Institucionais

Brasilprev Seguros e Previdência S/A

Carlos André Guerra Barreiros Prudential do Brasil Seguros de Vida S/A

Edson Luís Franco

Consultor Jurídico da Presidência da Fenaseg

Paulo Annes Diretor de Administração, Finanças e Controle

Solange Beatriz Palheiro Mendes Diretora de Relações de Consumo e Comunicação

Zurich Minas Brasil Seguros S/A

Eduard Folch Rue Allianz Seguros S/A

Francisco Alves de Souza COMPREV Vida e Previdência S/A

Gabriela Susana Ortiz de Rozas

A Conjuntura CNseg nº 9 é uma publicação da Confederação das Seguradoras e foi elaborada por: • Superintendência de Estudos e Projetos – SUESP • Superintendência Executiva de Comunicação e Imprensa – SUECI • Lauro Faria – Colaborador • Luiz Roberto Cunha – Colaborador

Caixa Seguradora S/A

João Francisco Silveira Borges da Costa HDI Seguros S/A

26


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Conjuntura CNseg Nº9 | Ano 2 | Julho 2019 by CNseg - Issuu