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Ed.4 - One Mag - PAPI

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M A G

Apostando no mix entre funk e latinidade, o duo lança o single 'Teu Talento', reforçando uma sequência de lançamentos que já ultrapassa os 320 mil plays no Spotify

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Essa união do que é tradicional com o mais moderno e também essa forma descontraída de fazer música, que tem se tornado uma assinatura do PAPI

CAPA - PAPI é a dupla formada pelo cantor Allan Furtado e o DJ Fefo, que chega à cena nacional com uma proposta vibrante e autêntica: misturar funk, pop e ritmos tropicais em um som repleto de energia, alegria e irreverência o verdadeiro puro suco do Brasil O projeto nasceu do desejo dos artistas de expressar sua identidade e vivência por meio de músicas autorais que celebram o que há de mais leve e contagiante na cena pop brasileira.

Vem conferir tudinho nesta edição da ONE MAG!

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CONTATO!

onedigitalbr@gmail.com

Instagram: @themagone

Grupo One Digital BR!

Na Capa

DORA SANCHES TRANSFORMA O "GHOSTING" EM

COMPOSIÇÃO DO NOVO SINGLE "PASSARINHO"

O que acontece quando um envolvimento intenso termina em silêncio absoluto? Para a cantora e compositora Dora Sanches, a resposta veio em forma de música. Seu novo single, "Passarinho", chega às plataformas digitais unindo a crueza das relações modernas (o conhecido ghosting), a uma estética solar, animada e repleta de memória afetiva. A faixa é o último lançamento antes do álbum "Seda de Casulo".

A faixa traduz os relacionamentos atuais em uma metáfora poética e bem-humorada. Na letra, o "passarinho" é aquele que pousa, constrói um ninho na cabeça de alguém e parte sem deixar explicações, deixando apenas expectativas e sentimentos ecoando.

A composição, 100% autoral, nasceu de um processo de transmutação pessoal, onde o desabafo deu lugar à liberdade criativa. “'Passarinho' nasceu de uma experiência pessoal intensa, mas que acabou se transformando em algo leve através da música.

O processo veio muito desse lugar de

transformar um momento difícil em arte, quase como uma cura, guiada pelo humor e pela esperança”, revela Dora.

Para a artista, a intenção central era justamente desmistificar o peso das decepções amorosas do século 21. “A faixa nasce de um desejo de liberdade criativa, de encarar a música de forma leve, brincalhona e sem amarras. A intenção é mostrar que nem tudo precisa ser pesado, e que também existe potência em olhar para as experiências com leveza”, afirma a cantora.

O lançamento também ganha um visualizer gravado no Mato Grosso do Sul, terra natal da artista, que reforça o conceito de liberdade em meio à natureza e ao universo dos pássaros. Com figurino artesanal construído e idealizado pelo arquiteto e artista Luís Pedro Cicalise, e uma estética que une o rústico ao fantástico, o vídeo traduz visualmente a proposta da canção.

Segundo ela, "Seda de Casulo" será um trabalho de muitas camadas.

CYRUS LANÇA A MÚSICA “YOUNGER YOU”, DO ESPECIAL DE 20 ANOS DE HANNAH MONTANA

A artista vencedora do GRAMMY® e multiplatinada Miley Cyrus faz hoje o lançamento de sua nova música original, “Younger You (From ‘The Hanna Montana 20th Anniversary Special’)” O single digital já está disponível, via Hollywood Records, e também pode ser ouvido em Dolby Atmos

Cyrus coescreveu, coproduziu e interpretou a canção apresentada no “Especial de 20 anos de Hannah Montana” (‘The Hanna Montana 20th Anniversary Special’), já disponível no Disney+ e no Hulu. A faixa está disponível em todas as plataformas de streaming de música.

As músicas da franquia “Hannah Montana”, da Disney, alcançaram um sucesso comercial notável, com seis singles certificados como Platina e nove certificados como Ouro no total. O álbum “Hannah Montana”, lançado em 2006, recebeu certificado triplo de Platina pela RIAA, seguido por “Hannah

Montana 2: ‘Meet Miley Cyrus’”, que estreou em 2007 e alcançou Platina quádrupla. Outros lançamentos mantiveram o sucesso, incluindo a trilha sonora de “Hannah Montana: O Filme”, certificada como Platina dupla; o álbum “Hannah Montana/Miley Cyrus: Best of Both Worlds Concert”, que atingiu Platina; e “Hannah Montana Forever”, certificado como Ouro, consolidando a franquia como uma força dominante na música e na cultura pop.

O “Especial de 20 anos de Hannah Montana” (‘The Hanna Montana 20th Anniversary Special’) é uma carta de amor aos fãs, repleta de nostalgia emocionante. Miley Cyrus revisita seus momentos mais marcantes em uma entrevista exclusiva e aprofundada conduzida por Alex Cooper. Os espectadores também poderão ver bastidores da coleção de arquivos de Miley, rostos familiares e convidados surpresa, além de performances

musicais especiais de Miley Cyrus. O especial é produzido pela HopeTown Entertainment e Unwell Productions. Ashley Edens atua como showrunner, com Miley Cyrus, Tish Cyrus Purcell, Alex Cooper e Matt Kaplan como produtores executivos. Cooper também apresenta o especial, guiando os fãs de Hannah Montana por essa celebração nostálgica e muito aguardada.

PINGGUIM CANTA SOBRE RECOMEÇOS E EVOLUÇÃO NO NOVO EP “VOLTE A VIVER”

Com uma trajetória marcada pela intensidade e pela busca constante por verdade, o cantor e compositor Pingguim apresenta ao público seu primeiro EP, “Volte a Viver”, que chega a todos os aplicativos de música pela Midas Music. O trabalho inaugura um momento de renascimento na carreira do artista e tem como primeiro single a faixa “Me Faz Melhor”, parceria com a cantora e compositora Bruna Magalhães.

O título do projeto não poderia ser mais direto em relação ao momento vivido por Pingguim. “É de fato o que estou fazendo agora, após uma longa jornada de reconstrução minha comigo mesmo, esse é o meu sentimento do momento, estou ‘voltando a viver’”, afirma. Mais do que um conceito pessoal, o artista enxerga o EP como uma mensagem universal: “Esse título é quase um chamado, não só pra mim, mas para qualquer pessoa que em algum momento se perdeu e precisa reencontrar sentido na vida”.

Dando continuidade à narrativa iniciada em trabalhos anteriores, o EP se conecta diretamente com a faixa “O Tempo e a Distância” (lançada no início do ano), mas amplia sua perspectiva emocional. “Faz parte desse meu processo, faz parte do meu ser. Escrevo sobre minha vida, então naturalmente todas minhas músicas estão conectadas de certo modo”, explica. Ainda assim, ele aponta uma evolução: “Posso considerar ‘um novo olhar’ possível entre todas as músicas”.

Se tivesse que resumir o projeto em uma palavra, Pingguim não hesita: “Renascimento”. Segundo ele, esse sentimento atravessa todas as faixas, que nasceram majoritariamente de um mesmo período intenso de sua vida. “Foi um processo bem verdadeiro, sem forçar nada. Algumas ideias já existiam, mas elas só fizeram sentido agora, dentro desse momento que eu tô vivendo”, conta, destacando a unidade emocional do EP.

Musicalmente, “Volte a Viver” também representa um ponto de virada. “Sinto que me encontrei. Antes parecia que eu estava testando as coisas… agora não é mais um teste e sim o que eu sei fazer de melhor, música”, diz o artista, evidenciando uma fase mais segura e madura.

Essa evolução ganha ainda mais força com a parceria com o produtor Rick Bonadio, figura fundamental na construção do projeto. “Acredito que o Rick vai ter que me aguentar por uma longa jornada com muita música ainda”, brinca Pingguim. “Ele é visionário, sabe extrair o melhor de cada ideia e, ao mesmo tempo, respeita muito minha identidade. Isso me deixou tranquilo pra ser quem eu realmente sou dentro do projeto”.

O EP também traz a participação especial de Bruna Magalhães em “Me Faz Melhor”, faixa escolhida como single de trabalho. Sobre o encontro, Pingguim não economiza elogios: “Ela é uma das vozes mais bonitas e doces que já ouvi. Trouxe uma energia única que conectou demais comigo. A voz dela deu vida pra música”.

PAPI

Duo irreverente fala sobre o novo single “Teu Talento”

“Puro suco do Brasil”: Allan Furtado e DJ Fefo revelam as inspirações por trás do novo lançamento, a conexão com o público e como transformam "memória de peixe" em hit de pista

Unindo latinidade, funk e elementos pop contemporâneos em uma identidade própria, o duo PAPI segue consolidando seu espaço na cena musical independente. Naturais de Curitiba (PR), o projeto é a versão autoral dos artistas Allan Furtado (Superstar/Rede Globo) e DJ Fefo para o já conhecido “Funk Pero No Mucho”, sucesso em eventos por todo o Brasil. Com mais de 23 mil ouvintes mensais e 320 mil plays apenas no Spotify, a dupla amplia a sequência de lançamentos e apresenta agora o single “Teu Talento”, que já está disponível em todas plataformas de música.

Em entrevista exclusiva para a One Mag, o duo fala sobre o processo de criação da faixa, referências e a identidade musical do projeto. Confira:

O projeto PAPI se destaca pela mistura de funk, pop, latinidade e humor. Como vocês descrevem o som e a personalidade desse projeto para quem está conhecendo a dupla agora?

Puro suco do Brasil. Aquela mistura boa de algumas frutas inesperadas, quando você tem algo bem doce, e então percebe ingredientes mais amargos com forte identidade e então um limãozinho para equilibrar essa "acidez"

Como surgiu a ideia desse novo single “Teu Talento”? E como foi a composição desse som?

Em meio à série de composições da dupla junto ao grupo Casita, surgiu o tema em meio às brincadeiras relacionadas à “falta

de memória” dos homens em geral. Nós comentamos que nossas companheiras falam que temos “memória de peixe”. Nisso, colocamos essa questão dentro de um início de relacionamento despretensioso, a famosa “ficada sem compromisso”. Então, a história se desenrola com o rapaz dizendo que “ontem foi maneiro, mas já tô esquecendo”, e terá que convocar ela pra relembrar o teu talento, no sentido da química dos dois.

Quais os ritmos e elementos buscaram explorar nessa produção?

Ainda influenciado pela latinidade intensa dedicada no single “Solta Seu Rebolado”, o Allan lembrou do Tres, instrumento cubano que possui três cordas duplas. Nisso, buscamos reproduzir um som semelhante para o riff principal da canção. Contudo, nessa faixa unimos esse instrumento tradicional com rotinas bem atuais, inclusive utilizando muitos elementos de efeitos sonoros dos hits que “bombam” no TikTok e outras redes sociais. É uma mistura que o PAPI vem fazendo muito bem.

“Teu Talento” chega depois de uma sequência de lançamentos que mantém milhares de ouvintes mensais para o PAPI somente no Spotify. Como tem sido pra vocês o contato e o retorno do público?

Muito gratificante iniciar essa comunidade de ouvintes do PAPI, que está cada dia maior e rompendo barreiras, mostrando

que a missão de representar o Paraná no funk está dando certo.

Em termos de referências musicais, quais foram as principais influências que inspiraram esse lançamento?

Neste caso de “Teu Talento”, podemos citar os nomes de Léo Santana, Kew, Dennis DJ e Los Hacheros, principalmente por conta da influência do Tres.

Para finalizar, qual é a marca do PAPI presente neste novo som e que o público pode aguardar para os futuros lançamentos?

Essa união do que é tradicional com o mais moderno e também essa forma descontraída de fazer música, que tem se tornado uma assinatura do PAPI. Nós buscamos ser uma válvula de escape da rotina de trabalho, das notícias malucas do mundo. Então, o público pode se preparar para dançar funks de pista e até pra falar de amor, pois como podem perceber essa dupla é bagunceira, mas romântica também.

ENTRE IMPROVISO E EXPERIMENTAÇÃO, TRIO MABI

LANÇA ÁLBUM DE ESTREIA

MABI é a sigla para “música afro-brasileira improvisada”, sendo um manifesto sonoro e político sobre o apagamento da herança preta na música brasileira criado pelos músicos Trovão Rocha, Gabriel Barbalho e Lucas Fê. Através de um processo criativo marcado pela convivência, improvisação e experimentação, nasceu o primeiro álbum do trio sob o mesmo nome “MABI”.

“MABI” foi construído a partir de uma proposta pouco convencional de reunir os músicos em uma casa em Florianópolis durante uma semana inteira dedicada exclusivamente à criação musical. A ideia inicial era simples: desenvolver algumas composições que depois seriam gravadas em estúdio. Mas o processo acabou se transformando em algo maior. Logo nos primeiros dias, a sala da casa foi transformada em um estúdio improvisado. Instrumentos, microfones e equipamentos foram montados enquanto o produtor musical Francis Pedemonte cuidava da captação das primeiras ideias. Entre conversas, testes de som e improvisações, o ambiente foi se tornando cada vez mais fértil para a criação.

O clima de troca e escuta fez com que o processo evoluísse rapidamente. Em apenas três dias, o repertório cresceu além do esperado, das cinco músicas inicialmente planejadas, nasceram nove faixas. Violão, teclado e os instrumentos principais do trio se misturaram em sessões de improvisação, muitas vezes guiadas pela oralidade, pelas histórias compartilhadas e pela própria convivência entre os músicos.

“Teve muita coisa bonita que apareceu nesses momentos mais livres. Algumas dessas gravações ficaram tão especiais que decidimos manter no disco”, contam os três músicos.

O álbum conta com Francis Pedemonte na produção musical e Renato Pimentel na captação de áudio, e carrega as importantes participações dos músicos brasileiros de origem congolesa François Muleka - colaborando no single já lançado “Irmandade Preta” - e Marissol Mwaba com a canção “Aclimação”.

“A sensação foi de concluir uma etapa muito importante da vida, ao lado de músicos que são pura inspiração”, resume Trovão.

COM ENERGIA POP PUNK E HUMOR ÁCIDO, TUANY APRESENTA “DEITO E CHORO”

Entre observações irônicas do dia a dia e uma descarga de emoções, a cantora e compositora Tuany apresenta o single “Deito e Choro” Com ritmo acelerado e refrão contagiante, a faixa mistura humor ácido e uma intensidade de sentimentos para transformar pequenos comentários sobre a vida em um convite para cantar alto e extravasar, em uma levada de punk rock.

Seguindo o tom sarcástico explorado em seu último lançamento, “Cura”, a artista, que é uma das apostas do MPB Rock independente, traz para “Deito e Choro” um olhar que analisa e reage ao que sente. “Acho esse single bem ‘aéreo’, e creio que seja essa a temática dele mesmo. É uma pessoa observando a vida e fazendo seus comentários sobre si mesma, seus sentimentos e coisas que vê no cotidiano”, explica. Nos versos, aparecem provocações diretas, como quando

canta: “quando me pegar olhando pro nada, nem pense que sou avoada” ou “conversa é perda de tempo sem nada a dizer”, destaca a cantora de Santo André (SP).

Com produção musical assinada por MaBê (Angorá Music), o novo trabalho ainda conta com sintetizadores que reforçam o tom irônico da composição enquanto guitarras, baixo e bateria conduzem a música em um ritmo quase de maratona.

O resultado é um som energético, marcado por influências que passam por Midnight Oil, Pitty, Paramore e Rita Lee, e que se aproximam da estética pop punk, especialmente no refrão fácil e cantável. “Continuei na mesma linha irônica de ‘Cura’, brincando com a harmonia que sempre gosto bastante e trazendo um lado um pouco mais punk rock nos timbres e energia da música”, comenta.

Segundo álbum

Para Tuany, a canção também nasce de um turbilhão de sensações. “Essa música é o estopim final de milhares de emoções ao mesmo tempo. O ‘Deito e Choro’ é quando você sente tanto, observa e pensa tanto que, às vezes, a única reação que resta mesmo que por um instante é deitar e chorar”, afirma A artista explica o segundo álbum vem nesse conceito de diversos sentimentos ao mesmo tempo. “O desejo enquanto você lida com a ansiedade, os dias bons que fazem parecer que podemos dominar o mundo e os dias ruins onde a gente não consegue enxergar tudo o que já conquistamos”, comenta

Inicialmente, a faixa não estava prevista como single, mas a repercussão positiva de “Cura” motivou a equipe a antecipar o lançamento “Para esse novo momento, o público pode esperar mais músicas no estilo de ‘Cura’: cheia de energia, com mensagens claras na letra e que vai ficar na sua cabeça, mesmo você não querendo. Quero que os fãs que chegaram em 2025 vejam que eles receberão tudo o que foi prometido”, destaca.

Por fim, “Deito e Choro” também ganhará um videoclipe no dia 8 de abril, ao meio-dia, dirigido e produzido pela própria cantora. “Dessa vez, com a ajuda dos meus pais nas câmeras”, finaliza a artista que sempre reforça o teor autoral e independente de seu projeto como um todo.

PEDRO BUSTAMANTE

Inspirado pela sonoridade envolvente do afrobeats e por referências atuais como a cantora Tyla especialmente o sucesso “Water” , o cantor e compositor Pedro Bustamante apresenta ao público seu novo single, “Fascina”. A faixa marca o início de uma nova fase na carreira autoral independente do artista e ganha reforço visual com o lançamento do clipe no YouTube.

O single surge como um reflexo direto do amadurecimento de Pedro Bustamante, tanto musical quanto artístico. “Acho que ‘Fascina’ mostra muito o meu crescimento É uma música que revela uma nova faceta minha e representa o momento em que eu sinto que estou encontrando de verdade o meu som e o tipo de artista que quero ser”, afirma o estudante de Música, na Unicamp. O lançamento não foi pensado de forma isolada, mas como parte de um projeto maior, em que cada detalhe foi cuidadosamente planejado e será apresentado ao público ao longo de 2026.

A temática da canção funciona como um “primeiro capítulo” dessa história e gira em torno do poder de sedução e da autoconfiança, explorando o magnetismo de quem reconhece sua própria força. “É quase como dizer para a outra pessoa: ‘não me culpe pelo que vai acontecer, porque foi você que se rendeu’”, explica o artista Com uma abordagem que flerta com o empoderamento e a chamada “lei da atração”, Pedro acredita que a música tem potencial de identificação imediata “É uma música feita para se sentir bem, para se sentir poderoso, confiante, sedutor”, adianta. Na construção sonora, o artista buscou

Com referências no afrobeats e estética marcante, cantor e compositor de Campinas apresenta single que inaugura um momento de amadurecimento artístico

respeitar as raízes do afrobeats ao mesmo tempo em que incorporou elementos ao seu universo pop. “Quando você trabalha com um estilo específico, é importante entender suas raízes e tentar fazer isso com cuidado e respeito Então procurei incorporar esses elementos rítmicos de forma autêntica dentro da minha sonoridade”, destaca. A produção musical é assinada pelo próprio Pedro Bustamante, enquanto a mixagem e masterização ficaram por conta de BeatWill. O cuidado conceitual também se estende ao audiovisual, dirigido pelo artista em parceria com Kawan Lima, com coreografia de Clecio de Souza. O clipe aposta em elementos como túnel e chuva para criar uma atmosfera intensa, com uma “vibe mais dark e sedutora”, como define Pedro. A dança aparece como elemento central, traduzindo a energia da faixa e como uma marca das produções do artista Para quem passa a conhecê-lo agora, o cantor resume o momento: “Acho que o público vai acompanhar um artista pop que está encontrando o seu som, entendendo o seu espaço no mercado e explorando o tipo de música que realmente quer fazer”, finaliza

ESPETÁCULO “O PATINHO FEIO” APOSTA EM NARRATIVA DESCONSTRUÍDA PARA FALAR DE PERTENCIMENTO

Os coletivos teatrais da baixada fluminense vem nos últimos anos mostrando fôlego para romper barreiras que antes cerceavam a difusão da produção de espetáculos da região. Isso se dá principalmente pela persistência e trabalho em rede feito pelos artistas e grupos que estão buscando cada vez mais o aprimoramento através das trocas de experiências artísticas. Dentro desse contexto, a Trupe Investigativa Arroto Cênico de Nova Iguaçu, que completou 11 anos de trajetória, vem se firmando como uma das companhias de maior atividade da região.

O espetáculo “O Patinho Feio”, idealizado pelo grupo e produzido por Erick Galvão, Marcos Covask e Nathália Lamim, foi contemplado no Edital Fluxos Fluminenses, e é realizado pelo Governo Federal, Ministério da Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia

Criativa, através da Política Nacional Aldir Blanc. A montagem com dramaturgia de Beto Gaspari, Cesário Candhí e Marcos Covask é uma livre adaptação teatral em forma de cordel do conto homônimo de Hans Christian Andersen. O projeto irá realizar um circuito de cinco apresentações gratuitas pelos municípios de Nova Iguaçu, Mesquita e Nilópolis e um ciclo de três oficinas formativas. Situada no sertão e com uma proposta diferente de abordagem do conto, a peça atualiza a dicotomia entre feio e bonito, trazendo a reflexão sobre as diferenças, o processo de entendimento e acolhimento do outro. Com uma trilha sonora original, em cena os atores se desdobram também nas funções de cantores e músicos. No elenco: Carla Nunes, Cesário Candhí, Erick Galvão, Francisco Farnum e Nancy Calixto.

A montagem estreou em 2021 Desde então foi contemplado em 8 Editais de Patrocínio, indicado à 5 categorias do 7º PRÊMIO CBTIJ

DE TEATRO PARA CRIANÇAS 2022 e selecionado para 20 festivais nacionais de Teatro. Recebeu 22 prêmios, sendo 7 deles de Melhor Espetáculo. Tendo atingido nesse período um público em torno de 12.000 pessoas. No final de 2024 o espetáculo foi eleito pelo renomado crítico de teatro Dib

Carneiro Neto como um dos 10 melhores espetáculos infanto juvenis nacionais fora da cidade de São Paulo.

Serviço: O Patinho Feio

02/04 – USINA DE CULTURA DE NILÓPOLIS – NILÓPOLIS

15h – Apresentação do espetáculo

04/04 - ESPAÇO VILLELART – NOVA IGUAÇU

16h – Apresentação do espetáculo 18h – Apresentação do espetáculo

Doclássicoaocordel:NatháliaLamimeaidentidade

brasileiraem"OPatinhoFeio"

O espetáculo une a tradição da literatura de cordel ao teatro para crianças, transformando O Patinho Feio em um manifesto sobre pertencimento no sertão

Idealizadora e uma das produtoras de "O Patinho Feio", Nathália Lamim traz para a cena da Baixada Fluminense uma releitura que une a literatura clássica de Andersen à força estética do sertão O espetáculo, que já alcançou 12 mil pessoas e conquistou 22 prêmios, é um dos pilares da trajetória de 11 anos da Trupe Investigativa Arroto Cênico Agora, através do Edital Fluxos Fluminenses, a montagem ganha novo fôlego com apresentações gratuitas e oficinas que reforçam o trabalho em rede realizado pelos artistas da região.

A escolha de Nathália por transformar o conto original em um cordel nasceu de uma pesquisa profunda sobre as culturas do Nordeste e o universo da xilogravura. Ao lado da equipe de criação, ela buscou uma estética que não apenas contasse uma história, mas que dialogasse com o pertencimento e a identidade do público local. Essa abordagem transforma o palco em um espaço de troca genuína, onde a trilha sonora original e a ambientação regional aproximam a obra das vivências brasileiras e das urgências do presente.

Além da concepção artística, Nathália atua na linha de frente da produção para viabilizar o acesso democrático ao teatro, articulando parcerias com redes de ensino e ONGs Para ela e para a Trupe, manter a qualidade técnica em espaços descentralizados é uma premissa fundamental para romper as barreiras que ainda limitam a difusão cultural na periferia. As oficinas formativas incluídas no projeto são uma extensão desse compromisso, criando espaços de aprendizado mútuo e fortalecendo as conexões entre os profissionais da cultura na Baixada. Em entrevista exclusiva, ela revela como o contato com a literatura na infância deu origem à estética do espetáculo, analisa a importância da

escuta ativa do público para manter a peça relevante e explica como as oficinas ajudam a consolidar uma rede de colaboração entre artistas da região.

Nathália, como idealizadora, qual foi o “estalo” inicial para transformar o clássico de Andersen em um cordel ambientado no sertão? O que essa estética busca dizer?

Desde a infância, tive um contato muito próximo com a literatura, muito incentivado pela minha mãe, e “O Patinho Feio” sempre foi uma história que me atravessou de alguma forma. Quando comecei a trabalhar com a Trupe Investigativa Arroto Cênico, mergulhei em uma pesquisa estética muito voltada para o cordel e para as culturas do Nordeste, inclusive com experiências práticas como oficinas de xilogravura e o desenvolvimento do projeto “Cordel com a Corda Toda”.

Quando surgiu o desejo de remontar “O Patinho Feio”, já partíamos do entendimento de que não queríamos uma reprodução fiel da obra original, mas sim uma releitura que dialogasse com as nossas pesquisas e com as urgências do presente. A escolha pelo cordel e pela ambientação no sertão nasce desse encontro entre linguagem e propósito.

Essa estética busca afirmar a potência das narrativas populares brasileiras, ao mesmo tempo em que amplia o debate sobre pertencimento, identidade e aceitação. Ao deslocar a história para esse território simbólico e cultural, conseguimos criar uma obra mais próxima do nosso público e das nossas próprias vivências, fortalecendo a ideia de que não existe um único lugar de fala ou de beleza.

O espetáculo já atingiu cerca de 12.000 pessoas e conquistou inúmeros prêmios. Como produtora, qual você acredita ser o

“ingrediente secreto” da gestão da Trupe Arroto Cênico para manter uma peça viva e relevante por tanto tempo?

Acredito que um dos principais fatores é a forma como o espetáculo se comunica com o público Muitas pessoas chegam até a peça pelo título, mas se surpreendem ao perceber que a narrativa vai muito além disso. Falamos sobre amizade, aceitação e sobre a construção do olhar, sobre como não existem padrões fixos de beleza.

Existe também uma escuta muito ativa da nossa parte. O público infantojuvenil não apenas assiste, mas também nos ensina, nos atravessa e, de certa forma, transforma a obra ao longo do tempo. Essa troca mantém o espetáculo vivo.

Além disso, a construção estética e musical contribui muito para essa permanência. A trilha sonora é totalmente original e dialoga diretamente com a linguagem da peça, o que fortalece a identidade do trabalho. Somado a isso, estamos lidando com um tema atemporal, mas que segue extremamente atual, o que permite que o espetáculo continue relevante em diferentes contextos.

O projeto foi contemplado pelo Edital Fluxos Fluminenses (Política Nacional Aldir Blanc). Qual o desafio logístico e artístico de circular pela Baixada Fluminense garantindo o acesso gratuito e de qualidade para essas comunidades?

Um dos maiores desafios foi a articulação com as redes públicas de ensino para garantir o acesso das crianças ao espetáculo. Desde o início, nossa intenção era justamente democratizar o acesso ao

ENTREVISTA

teatro, especialmente par escolas públicas, mas ess um esforço grande d alinhamento institucional e

Circular pela Baixada Flum envolve lidar com diferen infraestrutura, o que dem constantes para mante artística e técnica do e assim, esse desafio tamb sentido ao projeto.

Garantir o acesso gratuito para nós, uma escolha p entender o teatro como di privilégio, e isso orienta t da produção.

Além das apresentações com oficinas formativa enxerga o papel da Trupe novos artistas e no forta “rede de trabalho” que barreiras da região?

As oficinas formativas sã muito importante do Sempre que possível, bus em espaços descentraliza parceiras e territórios pe objetivo de alcançar arti vezes não têm acesso formação.

Esses encontros são espaços de troca, onde não apenas compartilhamos nossas práticas, mas também aprendemos com as vivências dos participantes. Existe um fortalecimento mútuo que vai além da formação técnica.

A construção de uma rede na Baixada Fluminense tem sido um dos pilares da

nossa trajetória. Foi através dessas conexões que conhecemos diversos artistas que, posteriormente, passaram a integrar nossos projetos. Essa rede rompe barreiras geográficas e simbólicas, criando possibilidades reais de trabalho, colaboração e continuidade para a produção cultural na região.

TEATRO I LOVE PRIO APRESENTA FESTIVAL INCLUSIVO

AMIR HADDAD, ESPETÁCULO EM LIBRAS E MAIS

O Teatro I Love PRIO é um dos espaços mais tradicionais do Rio de Janeiro, e que traz apresentações para toda a família. No mês de abril, a casa apresenta o Festival Inclusivo, com quatro espetáculos que valorizam a diversidade, criando espaço de troca, expressão e representatividade. A programação começa no dia 01, com “Ponto de Vista”, de Jeffinho Farias, seguindo para o dia 15 com o vencedor do Prêmio Shell de Dramaturgia, “Línguas”, no dia 22 o espetáculo “Hereditária”, com Moira Braga e dia 29, “Zaratustra: uma transvaloração dos valores”, com Amir Haddad e Grupo Tá Na Rua.

Abrindo o line-up, no dia 01 de abril, o projeto “Ponto de Vista”, com Jeffinho Farias, humorista que transforma suas vivências como pessoa com deficiência visual em histórias hilárias e reflexões profundas. Com humor afiado e provocações impactantes, Jeffinho evoca inúmeras gargalhadas no público, além de levar informação e conhecimento acerca das especificidades da vida das pessoas com deficiência visual.

uma transvaloração dos valores”, espetáculo que reafirma uma postura diante da vida que assume em seus diversos aspectos – inclusive na dor, na perda – acompanhada da capacidade de potencializar esta perda em ação, em criação.

Na sequência, no dia 15, o espetáculo “Língua”, vencedor do Prêmio Shell de Dramaturgia, leva à cena uma trama criada em português e em Libras para refletir sobre os impasses da comunicação.

Já “Hereditária”, espetáculo idealizado pela artista Moira Braga, chega no dia 22 e parte da descoberta da doença que levaria a perda de sua visão para explorar os vários sentidos da hereditariedade, do genético ao social, do histórico ao mítico. O espetáculo conta com tradução em Língua Brasileira de Sinais e audiodescrição em cena aberta, além de visita guiada ao cenário para pessoas cegas e com baixa visão.

E fechando a programação, no dia 29, Amir Haddad e Grupo Tá Na Rua em “Zaratustra:

Mais do que entretenimento, o Festival Inclusivo vem para atuar como ferramenta de transformação social, ampliando o acesso à cultura e contribuindo para uma sociedade mais diversa, acessível e sem barreiras, com foco na conscientização e busca inclusão e visibilidade nas artes. Em todas as sessões, os espetáculos irão contar com recursos de acessibilidade, como intérprete de Libras e audiodescrição.

Serviço: Teatro I Love PRIO - Jockey Club

Endereço: Av. Bartolomeu Mitre, 1110BLeblon

Datas: Quartas-feiras às 20h

01/04 - Ponto de Vista com Jefinho Farias

15/04 - Língua

22/04 - Hereditária

29/04 - Zaratustra: uma transvaloração dos valores

CORONA LEVA FÃS PARA O MELHOR LUGAR DO SHOW DE SHAKIRA EM COPACABANA

O horizonte de Copacabana já começa a ganhar contornos de espetáculo. Enquanto a expectativa para mais uma edição do projeto Todo Mundo no Rio cresce, Corona prepara o clima para fazer da praia o palco novamente desta vez, com uma festa comandada pela maior diva pop latina de todos os tempos, Shakira. A cerveja premium da Ambev, principal patrocinadora do evento, quer ir além do show e proporcionar uma experiência Corona realmente premium para o público com uma promoção mais do que especial.

A ação vai levar dez fãs super VIPs e seus acompanhantes não apenas para assistirem ao show do melhor lugar da praia, mas também vai

premiá-los com três dias de imersão no clima de “this is living” do Rio de Janeiro com passeio de barco, convite para Sunset exclusivo no Pão de Açúcar e hospedagem de frente para a praia icônica que será palco desse espetáculo.

Para participar, basta adquirir produtos Corona até às 14h do dia 9 de abril, acessar o hotsite da promoção, realizar o cadastro dos dados pessoais e escanear a nota fiscal ou inserir o número do pedido do Zé Delivery. Ao finalizar o processo, o participante já pode ganhar prêmios na hora.

O sorteio oficial será realizado no dia 11 de abril e os produtos Corona Cero geram números da sorte em dobro!

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