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Softex – Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro
Jornalista responsável Fabrício Lourenço – DF2887 JP
Presidente da Softex Christian Tadeu
Assessoria de Imprensa (MLP) Karen Kornilovicz Mário Pereira
Vice-presidente da Softex Diônes Lima
Revisão Karine Serezuella
Coordenação do projeto Renata Blatt
Diagramação e projeto gráfico Paula Oliveira Laura Santos
@2026 – Revista Softex – Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro. Uma publicação institucional. Qualquer parte desta obra pode ser reproduzida, desde que citada a fonte.
Inovação com propósito A tecnologia vive um dos momentos mais decisivos da história recente. Inteligência artificial, transformação digital e novos modelos de negócio já não são tendências futuras. São realidade presente. Nesse cenário, o papel das instituições que articulam, conectam e estruturam o ecossistema de inovação torna-se ainda mais estratégico. Em 2025, a Softex reafirmou seu compromisso com o desenvolvimento do Brasil por meio da integração entre capacitação, pesquisa, empreendedorismo e internacionalização. Atuamos para aproximar ciência e mercado, fortalecer empresas, ampliar oportunidades e posicionar o país de forma competitiva na economia digital global. Mas inovação, para nós, não é apenas avanço tecnológico. É também inclusão, diversidade e geração de impacto social. É garantir que o acesso ao conhecimento e às oportunidades esteja cada vez mais ampliado, formando talentos em todas as regiões do país e estimulando soluções que respondam aos desafios reais da sociedade. Seguimos conectando governo, academia, empresas e sociedade civil em torno de uma agenda comum: transformar tecnologia em desenvolvimento sustentável, produtividade e protagonismo internacional para o Brasil. Nas próximas páginas, você encontrará iniciativas, análises e histórias que traduzem esse movimento na prática. Boa leitura.
S U M Á Como a inteligência conectada vai redefinir a competitividade digital global
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ESPECIAL
Profissões do futuro já dominam o presente: tecnologia lidera corrida por talentos em 2026
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Em 2025, Softex amplia impacto e consolida liderança em inovação no Brasil
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Mobilidade autônoma avança no Brasil com tecnologia da deep tech Lumi Robotics
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IA 2 MCTI Bamboo aplica IA na descoberta de medicamentos e mira novas frentes de inovação
MERCADO INTERNACIONAL Brasil IT+ se consolida como vitrine internacional da tecnologia brasileira em 2025
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Diagnext leva a saúde digital brasileira para o mundo com apoio do Brasil IT+
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Tecnologia como ferramenta de transformação social
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SOFTEX MULHER Apenas 19,2% dos especialistas em TI no Brasil são mulheres, revela estudo do Observatório Softex
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Á R I O ACONTECE NO SETOR Programa financiado pelo PPI-Softex é reconhecido por iniciativas alinhadas à Agenda 2030 da ONU
Investimento global em IA poderá chegar a R$ 13,8 tri em 2026, estima o Gartner
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ARTIGOS
Talento e tecnologia: caminhos para a competitividade brasileira
Compliance como construção coletiva: desafios e aprendizados institucionais
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ABES e Caixa ampliam cooperação em cidades inteligentes
Venturus certifica alunos em summer school de computação quântica
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Vertex capacita docentes para cursos de tecnologia em Alagoas
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EVENTOS Web Summit Rio 2026 aposta na segunda onda da IA generativa
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IFRN inaugura LAICA Tower com foco em pesquisa e inovação
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Diagnext e Stefanini são reconhecidas entre as Melhores dos Negócios Internacionais no Prêmio ApexBrasil + Exame
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Por Mário Pereira
O estudo aborda o conceito de Inteligência Conectada como sendo estruturado em camadas que evoluem da infraestrutura inteligente para a infraestrutura programável. Nesta transformação, as redes deixam de ser apenas canais passivos de transmissão e passam a agir de forma inteligente, tornando-se capazes de interpretar informações e responder de maneira adaptativa, ajustando-se dinamicamente às demandas sociais, econômicas e produtivas. Países que tratam a infraestrutura digital como política de Estado conseguem transformar conectividade em diferencial competitivo. Os impactos diretos incluem maior eficiência, inovação acelerada e capacidade de resposta a crises.
A transição da conectividade para a inteligência conectada redefine a forma como os países constroem sua competitividade digital. Mais do que ampliar acesso à rede, trata-se de integrar infraestrutura, dados e inteligência artificial em sistemas capazes de aprender, adaptar-se e gerar valor estratégico. Esta é uma das análises presentes no artigo “Como a Inteligência Conectada vai Redefinir a Competitividade Digital dos Países” da série Observando, elaborado pelo Observatório Softex, unidade de pesquisa e inteligência estratégica da entidade e que tem entre seus objetivos apoiar a elaboração de políticas públicas para o setor de TICs. O conteúdo foi lançado durante o Mobile World Congress (MWC), o principal evento de conectividade do mundo, realizado entre os dias 1 e 5 de março em Barcelona, na Espanha.
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Após identificar que abordagens fragmentadas e reativas tendem a limitar o potencial de crescimento e a soberania digital, o mapeamento ressalta que neste novo cenário a conectividade passa a “pensar”. As telcos deixam de ser apenas provedoras de acesso e tornam-se plataformas de dados e inteligência artificial, habilitando novos casos de uso que fortalecem a competitividade nacional.
forma como países competem, se posicionam e garantem sua autonomia estratégica. O trabalho desenvolvido pelo Observatório Softex pondera que, embora a conectividade tenha sido essencial para integrar pessoas, empresas e governos em escala global, agora a simples transmissão de dados já não basta. A inteligência conectada surge com redes capazes de aprender, adaptar-se e operar de forma programável. Essa evolução transforma a infraestrutura em ativo estratégico, permitindo que países não apenas participem da economia digital, mas definam seus rumos.
O artigo também destaca que a competitividade digital está cada vez mais ligada à autonomia estratégica e à segurança nacional. Tensões globais, como dependência tecnológica, cadeias de suprimentos digitais e conflitos geopolíticos envolvendo dados sensíveis, reforçam a necessidade de os países desenvolverem infraestrutura conectada robusta e alinhada a metas prioritárias.
Entre o conjunto de camadas que estão sobre o guarda-chuva do conceito de inteligência conectada estão a infraestrutura inteligente (redes e sistemas que operam com eficiência e automação); infraestrutura programável (capacidade de ajustar dinamicamente fluxos e serviços); dados e IA integrados (uso de inteligência artificial para extrair valor da conectividade) e a capacidade cognitiva distribuída (redes que “pensam” e respondem em tempo real). Essas camadas não são apenas técnicas, elas definem o grau de competitividade de um país na economia digital.
Inteligência Conectada: o novo desafio Enfatizando que a transformação digital global entrou em uma nova fase, a análise lembra que se a conectividade foi o motor da integração mundial nas últimas décadas, agora o desafio é avançar para a inteligência conectada, um ecossistema em que infraestrutura, dados e inteligência artificial se articulam para gerar vantagem competitiva, soberania e inovação. Essa transição redefine não apenas mercados, mas também a
O estudo reforça que a competitividade baseada na conectividade depende da coordenação entre diferentes atores: governos, telcos, big techs, startups, universidades e centros de pesquisa. As telcos evoluem para habilitadoras de plataformas e confiança; as big techs oferecem infraestrutura crítica como cloud e GPUs; as startups aceleram
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casos de uso; as universidades garantem talentos e legitimidade; e os think tanks fornecem inteligência estratégica e evidências para políticas públicas.
buscam o equilíbrio entre interoperabilidade, ecossistemas e capacidades. Para os países emergentes, de acordo com o trabalho, o risco é a exclusão da inteligência, e não apenas da conectividade. “As oportunidades estão em políticas públicas que permitam saltos tecnológicos, inserção em cadeias digitais e construção de capacidades locais. Entre as condições necessárias para que isso ocorra estão visão de longo prazo, investimentos coordenados, formação de talentos e governança robusta”, explica Rayanny Nunes, Coordenadora de Inteligência e Design de Soluções da Softex.
Infraestrutura como vantagem competitiva nacional A importância da implementação de políticas públicas coloca em destaque o papel do Estado nesta equação, onde a infraestrutura digital deixa de ser apenas suporte e passa a ser diferencial competitivo. Este é outro aspecto para o qual o trabalho chama atenção, uma vez que países que tratam a infraestrutura como política de Estado conseguem antecipar tendências, garantir soberania e atrair investimentos. Já aqueles que mantêm abordagens fragmentadas e reativas apresentam vulnerabilidade a crises, dependência tecnológica e perda de relevância internacional.
ConnectAI: quando a rede pensa O conceito de ConnectAI simboliza a transição da conectividade passiva para a conectividade cognitiva, criando um novo ambiente que abre diversas janelas de oportunidade. O estudo cita entre elas a saúde digital, por meio do monitoramento remoto e análise preditiva; cidades inteligentes, na gestão de mobilidade, energia e segurança; indústria 4.0, por meio da automação avançada e da integração de cadeias produtivas; e a educação conectada, com a oferta de plataformas adaptativas e inclusivas.
Entre os impactos positivos diretos desta visão estão uma maior eficiência produtiva, a capacidade de responder rapidamente a emergências, o estímulo à inovação em setores estratégicos e a redução de vulnerabilidades em cadeias digitais globais. O levantamento também identificou os múltiplos papéis do Estado, que atua tanto como regulador, indutor e usuário estratégico.
Esses exemplos deixam claro o impacto direto da inteligência conectada na competitividade digital, com crescentes reflexos na soberania nacional. O artigo chama a atenção para três dimensões: autonomia estratégica, viabilizando a redução da dependência de fornecedores externos; segurança nacional, por
A análise feita dos diferentes modelos identificou que os orientados a mercado favorecem o dinamismo e escalabilidade, mas apresentam riscos de concentração. Os orientados a Estado têm foco na soberania e coordenação, enquanto os híbridos
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meio da proteção não somente de dados como da infraestrutura crítica; e o posicionamento internacional, uma vez que o emprego da inteligência conectada é um instrumento de influência global.
O sucesso na superação deste desafio passa pela elaboração e implementação de uma estratégia integrada e de longo prazo que reúna e alinhe infraestrutura, regulação, ecossistemas e soberania digital”, conclui
A dependência tecnológica, as cadeias de suprimentos digitais vulneráveis e os conflitos geopolíticos envolvendo dados sensíveis são apenas alguns dos muitos indicadores de que as atuais tensões globais estão em um crescente, o que torna imperativa a manutenção da competitividade digital.
Rayanny Nunes.
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O estudo “Como a Inteligência Conectada vai Redefinir a Competitividade Digital dos Países” deixa claro que a inteligência conectada deve ser encarada como projeto nacional, capaz de redefinir a competitividade digital e o posicionamento internacional dos países.
e baixe gratuitamente a íntegra do artigo “Como a Inteligência Conectada vai Redefinir a Competitividade Digital dos Países”.
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ESPECIAL Por Fabricio Lourenço
Profissões do futuro já dominam o presente: tecnologia lidera corrida por talentos em 2026 A transformação digital deixou de ser tendência para se consolidar como eixo estruturante da economia global. Em 2026, as profissões ligadas à tecnologia não apenas permanecem em alta. Elas redefinem as prioridades do mercado de trabalho, impulsionadas pela expansão da inteligência artificial, da computação em nuvem, da cibersegurança e da análise avançada de dados.
Levantamento recente do LinkedIn, divulgado pela CNN Brasil, aponta que cargos relacionados à inteligência artificial e à engenharia de dados estão entre os que mais crescem no país. A mesma tendência é confirmada por relatórios da consultoria Robert Half, que destacam forte demanda por especialistas em segurança da informação, cloud computing, desenvolvimento de software e gestão de tecnologia.
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No setor, portais especializados como o IT Forum também reforçam que funções como engenheiro de IA, arquiteto de software, analista de segurança da informação e gerente de produto figuram entre as carreiras de TI mais requisitadas para 2026.
Estamos diante de uma transformação profunda do mercado de trabalho. A tecnologia não é mais uma área isolada, ela atravessa toda a economia. Se quisermos que o Brasil ocupe posição de protagonismo global, precisamos ampliar a formação em áreas estratégicas como inteligência artificial, segurança digital e desenvolvimento de software, conectando educação, inovação e setor produtivo”, afirma.
O avanço da inteligência artificial tem provocado uma reorganização do mercado. Empresas buscam profissionais capazes de desenvolver, treinar e implementar soluções inteligentes que ampliem produtividade e competitividade. Ao mesmo tempo, cresce a demanda por especialistas que garantam segurança, governança de dados e confiabilidade digital em ambientes cada vez mais complexos. A consolidação da computação em nuvem reforça a procura por arquitetos de sistemas escaláveis e especialistas em infraestrutura digital. Já a cibersegurança assume papel estratégico diante do aumento de ataques virtuais e da necessidade de proteger informações sensíveis.
Segundo Christian, o momento exige articulação entre governo, empresas e instituições de ensino para reduzir o déficit de profissionais qualificados e ampliar o acesso à formação tecnológica em todas as regiões do país. “A competitividade de uma nação depende da capacidade de transformar talento em inovação. Investir em pessoas é investir no futuro do Brasil”, destaca.
Mais do que novas vagas, o que se observa é uma mudança estrutural: o mercado valoriza profissionais com perfil híbrido, ou seja, domínio técnico aliado à capacidade de análise, visão estratégica e compreensão de negócios.
O cenário de 2026 indica que a tecnologia continuará sendo o principal vetor de geração de oportunidades, com impactos diretos na produtividade e no crescimento econômico. Para estudantes, profissionais em transição de carreira e empresas, a mensagem é clara: a economia digital já está em curso e quem estiver preparado terá papel decisivo na construção desse novo ciclo de desenvolvimento.
Para o presidente da Softex, Christian Tadeu, o cenário confirma que o Brasil precisa investir de forma consistente na formação e qualificação de talentos para garantir competitividade internacional.
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Alta demanda por profissionais de TI em 2026 A alta demanda por profissionais de TI em 2026 reforça a importância da formação técnica, da atualização constante e de políticas de capacitação para sustentar o crescimento digital.
Por Karen Kornilovicz
Em 2025, Softex amplia impacto e consolida liderança em inovação no Brasil
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m 2025, a Softex, entidade referência no fomento ao setor de tecnologia no Brasil, reforçou sua posição como uma das principais articuladoras do ecossistema brasileiro de inovação, ao integrar programas de capacitação, pesquisa, desenvolvimento tecnológico e internacionalização de empresas com impacto social em escala nacional. Ao longo do ano, as iniciativas da entidade alcançaram mais de 4,5 milhões de pessoas em todo o país.
seu papel como referência técnica e estratégica para o setor de tecnologia da informação e comunicação. “A consolidação da Softex como vetor nacional da inovação é resultado direto de uma junção que funcionou: liderança compartilhada, visão estratégica e parceria com todo o ecossistema. É assim que transformamos tecnologia em desenvolvimento para o Brasil”, analisa Christian Tadeu, presidente da Softex, destacando o sucesso da sinergia de trabalho com o vice-presidente executivo da entidade, Diônes Lima, nesse sucesso.
Os resultados refletem o fortalecimento da atuação da Softex em áreas consideradas estratégicas para a competitividade do Brasil. Somente em capacitação tecnológica, 383 mil pessoas foram qualificadas em temas como inteligência artificial, desenvolvimento de software, microeletrônica e sistemas embarcados. No apoio ao empreendedorismo inovador, 2.123 empresas e 1.726 startups receberam suporte por meio de programas de aceleração, mentoria e acesso a mercados, contribuindo para a consolidação de um ambiente favorável à inovação.
INCLUSÃO E DIVERSIDADE COMO EIXOS ESTRATÉGICOS No eixo de ESG (ambiental, social e governança), a Softex manteve foco em inclusão, diversidade e desenvolvimento sustentável. As ações de empoderamento feminino beneficiaram mais de 603 mil mulheres, enquanto a própria estrutura organizacional da entidade alcançou 61% de mulheres em cargos de liderança. Programas voltados à inclusão social, como o FAST, ampliaram o acesso a oportunidades ao atingir 67% de pessoas pretas e pardas entre seus participantes.
A presença institucional da Softex também se refletiu no debate público sobre tecnologia e desenvolvimento. Ao longo de 2025, foram registradas mais de 1.555 matérias e publicações na mídia citando estudos e análises produzidas pela entidade, reforçando
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IMPACTO DO NORTE AO SUL DO PAÍS E ALÉM DAS FRONTEIRAS NACIONAIS
Mas o compromisso da Softex com inclusão e diversidade vai além de indicadores e metas institucionais e se materializa em histórias concretas de transformação social. Ao estruturar programas que ampliam o acesso à formação tecnológica, a entidade busca garantir que talentos de diferentes realidades tenham condições de ingressar e se desenvolver no setor de tecnologia, contribuindo para um ecossistema mais diverso, inovador e representativo.
A atuação regional também ganhou destaque, com iniciativas voltadas ao fortalecimento da inovação na Amazônia. Em 2025, a Softex esteve presente em cinco estados da região amazônica, promovendo o desenvolvimento sustentável, a geração de emprego e a formação de talentos. Somente o programa Softex Amazônia resultou na criação de mais de 400 empregos e na capacitação de 1.118 pessoas.
Entre os destaques de 2025 está o caso de Carlos Daniel, aluno do programa Embarcatech, iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) coordenada pela Softex e realizado no campus de Currais Novos do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). Nascido com artrogripose múltipla congênita, condição que provoca atrofia muscular nos membros, Carlos encontrou na tecnologia um caminho de autonomia, superação e projeção profissional. Seu interesse pela área surgiu a partir do contato com o primeiro computador, que rapidamente se tornou uma ferramenta essencial para ampliar sua independência e visão de futuro.
Entre os programas prioritários, as ações de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) capacitaram mais de 124 mil pessoas, enquanto o Observatório Softex publicou 24 estudos e pesquisas estratégicas, contribuindo para a tomada de decisão de empresas, governos e instituições do setor. No campo da inteligência artificial, o programa IA² MCTI apoiou 35 projetos de P&D, cujos estudos resultaram na aplicação de 151 temas em soluções baseadas em IA. A internacionalização de empresas brasileiras de tecnologia também avançou. Por meio do programa Brasil IT+, executado em parceria com a ApexBrasil, as empresas apoiadas alcançaram US$ 400 milhões em exportações, além de mais de US$ 7,2 milhões em negócios gerados ou projetados ao longo do ano passado. Já na formação profissional, a Escola do Trabalhador superou a marca de 2 milhões de inscritos, com a oferta de
Com o objetivo de atuar profissionalmente na área de tecnologia, especialmente em programação, Carlos Daniel pretende desenvolver soluções acessíveis e inteligentes voltadas a pessoas com deficiência, unindo conhecimento técnico e vivência pessoal. A trajetória do estudante reforça a importância de iniciativas que promovam inclusão desde a formação, ampliando oportunidades e permitindo que a inovação seja construída a partir de diferentes perspectivas e experiências.
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190 cursos gratuitos, ampliando o acesso à qualificação em tecnologia. Outras iniciativas complementaram o impacto da atuação da Softex ao longo do ano. O programa Qualifica Impacto fortaleceu 450 pequenos negócios com ações de consultoria e capacitação, enquanto o MPS.BR realizou 991 avaliações, contribuindo para a melhoria de processos e a competitividade de empresas de software.
A Softex de hoje é resultado de uma junção que deu certo: pessoas, instituições e propósitos alinhados. Ao lado de nossos parceiros, mostramos que inovação só faz sentido quando gera impacto social e fortalece o Brasil no cenário global. Em 2026, seguiremos ampliando esse movimento, com ainda mais colaboração, ousadia e compromisso para transformar talento em desenvolvimento sustentável para o país”, conclui Christian Tadeu.
Bamboo aplica IA na descoberta de medicamentos e mira novas frentes de inovação
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escalada global dos investimentos em inteligência artificial (IA), impulsionada sobretudo pela demanda por infraestrutura e aplicações de alto impacto, cria um ambiente favorável para soluções que conectam ciência, tecnologia e mercado. É nesse contexto que surge a plataforma Bamboo, iniciativa brasileira que utiliza algoritmos de aprendizado de máquina para acelerar a etapa inicial da descoberta de novos medicamentos, reduzindo custos, tempo e incertezas no processo de pesquisa e desenvolvimento (P&D).
Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) executada pela Softex com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Transformação Digital (SETAD), e recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
DA PESQUISA ACADÊMICA À APLICAÇÃO NO MERCADO
A plataforma funciona como um filtro inteligente, capaz de analisar grandes volumes de dados e indicar quais moléculas merecem avançar para as próximas etapas de validação”, explica
A Bamboo teve origem em um projeto de mestrado, desenvolvido na Universidade Federal de Pelotas, voltado à criação de modelos preditivos para identificação de moléculas com potencial farmacológico. O foco inicial foi o melanoma, com posterior expansão para câncer de mama e outras doenças. A evolução do projeto levou à criação da Bamboo Enterprise, estruturada como startup para oferecer serviços a empresas farmacêuticas, com apoio do Programa IA² MCTI, uma iniciativa do Ministério da
o Dr. Francisco Kremer, doutor em Biotecnologia pela Universidade Federal de Pelotas e coordenador do projeto Bamboo Enterprise.
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Ao atuar como etapa preliminar da pesquisa, a Bamboo contribui para aumentar a eficiência do desenvolvimento de medicamentos. A triagem computacional reduz de maneira significativa o número de testes laboratoriais necessários, impactando diretamente o custo e o prazo de P&D. Além disso, ao priorizar moléculas com maior probabilidade de sucesso, a plataforma eleva a taxa de acerto nas fases posteriores, como estudos pré-clínicos e ensaios clínicos, criando benefícios diretos para o sistema de saúde e para a sociedade.
formar pesquisa em solução viável, com impacto real”, afirma o Dr. Francisco Kremer. Entre os aprendizados, vale destacar a compreensão das particularidades do mercado brasileiro de medicamentos, marcado por altos custos regulatórios. Esse diagnóstico levou à exploração de aplicações alternativas, como a saúde veterinária, que demanda tecnologias semelhantes e apresenta um quadro regulatório distinto. A lógica de inovação aberta também se consolidou, permitindo que a Bamboo mantivesse foco em código aberto e na geração de novas soluções a partir do ambiente de pesquisa.
MUITO APRENDIZADO E NOVAS FRENTES DE INOVAÇÃO O amadurecimento da Bamboo esteve diretamente ligado ao processo de aceleração no Programa IA² MCTI, que estimulou a transição de uma abordagem acadêmica para uma visão orientada ao mercado. Nesta trilha, a equipe desenvolveu a ferramenta Mapel, voltada à extração automatizada de dados da literatura científica, reduzindo o tempo dedicado a revisões manuais. A apresentação conjunta das soluções resultou no primeiro contrato da startup, com adaptação da tecnologia às necessidades específicas de um cliente da área da saúde. “O programa foi decisivo para entendermos como trans-
Olhando para o futuro, a plataforma planeja expandir sua atuação para doenças tropicais negligenciadas, como malária e doença de Chagas, áreas com grande impacto social que contam com linhas específicas de financiamento. O Mapel seguirá em desenvolvimento, incorporando modelos mais avançados de IA e ampliando o cruzamento de dados científicos. A startup, que já passou de um para três sócios, projeta para o futuro um crescimento nacional e também internacional, mantendo a estratégia de inovação aberta como eixo central.
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Mobilidade autônoma avança no Brasil com tecnologia da deep tech Lumi Robotics
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mobilidade autônoma deixou de ser um conceito experimental e já opera comercialmente em países como os Estados Unidos, onde robotáxis Waymo circulam em ambientes urbanos controlados em cidades como São Francisco, Los Angeles, Atlanta e, mais recentemente, em Miami e Orlando. Essa transformação tecnológica, baseada em inteligência artificial (IA), promete ganhos relevantes em segurança, eficiência operacional e produtividade. No Brasil, esse movimento começa a ganhar escala por meio de iniciativas como a Lumi Robotics, startup que desenvolve sistemas de condução totalmente autônoma voltados, inicialmente, a ambientes privados. Ela é acelerada por meio do apoio do Programa IA² MCTI, iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) executada pela Softex com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Transformação Digital (SETAD), e recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). A trajetória da Lumi Robotics tem origem no Projeto Yara, iniciado em 2009 na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), voltado à pesquisa em veículos autônomos. Ao longo de mais de uma década, o conhecimento científico acumulado
foi convertido em produto comercial pelos pesquisadores responsáveis, que fundaram a startup com foco em aplicações práticas da tecnologia. “A Lumi nasce da ciência brasileira, mas com uma ambição clara de competir em nível global”, afirma Rânik Guidolini, CEO da empresa. A tecnologia desenvolvida pela Lumi permite que veículos operem de forma independente, utilizando sensores avançados - como lasers e câmeras - capazes de mapear o ambiente até 20 vezes por segundo. Esse processamento contínuo possibilita reações mais rápidas do que as humanas em cenários operacionais complexos. Em razão da ausência de regulamentação para vias públicas no país, a empresa hoje atua em ambientes privados, como áreas industriais e logísticas, atendendo clientes como Suzano, Petrobras e Vale.
DESAFIOS NÃO TECNOLÓGICOS E ACELERAÇÃO ESTRATÉGICA Desenvolver uma deep tech no Brasil envolve obstáculos relevantes, especialmente quando a inovação depende intensamente de hardware, capital e mão de obra altamente qualificada. Além disso, a validação da tecnologia enfrenta ceticismo inicial sobre
a capacidade nacional de competir com polos tradicionais dos Estados Unidos, Europa e China. “O maior desafio não é apenas tecnológico, mas convencer o mercado de que o Brasil pode liderar esse tipo de inovação”, destaca Rânik Guidolini. A participação da Lumi Robotics no Programa IA² MCTI como um dos 35 projetos selecionados para aceleração na segunda edição foi um fator estruturante para enfrentar esses desafios. O processo de aceleração complementou a formação técnica dos fundadores com mentorias de negócios, análises de mercado e apoio à estruturação da empresa, contribuindo para a tomada de decisões estratégicas de crescimento e posicionamento.
O mercado global de mobilidade autônoma é estimado em cerca de US$ 800 bilhões até 2035 e pode ultrapassar US$ 7 trilhões até 2050, indicando um espaço significativo para soluções escaláveis. A Lumi projeta expansão no mercado nacional em 2026 e já mantém conversas com empresas estrangeiras interessadas na tecnologia. A atuação da startup posiciona o Brasil como potencial exportador de soluções autônomas, com impactos positivos na geração de empregos qualificados, na capacitação tecnológica e na competitividade da economia.
MERCADO INTERNACIONAL
Brasil IT+ se consolida como vitrine internacional da tecnologia brasileira em 2025
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Brasil IT+, programa desenvolvido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em parceria com a Softex, celebrou em 2025 duas décadas de atividades com resultados que reforçam sua relevância como principal programa de internacionalização da tecnologia brasileira.
programa Soft Landing 2025, que conectou 15 empresas ao ecossistema norte-americano com baixo investimento por parte das participantes, gerando a perspectiva de US$ 1,46 milhão em negócios a partir de 106 contatos. A agenda do primeiro semestre também incluiu o Programa de Internacionalização para a Alemanha, que aproximou nove empresas do ecossistema europeu e resultou em 370 contatos e mais de US$ 2,3 milhões em projeção de negócios. Encerrando a etapa, a participação na London Tech Week levou 12 empresas ao Reino Unido para uma programação que incluiu feira, visitas técnicas e atividades de networking em polos de inovação.
Ao longo de 2025, o projeto ampliou conexões globais, fortaleceu a presença de startups e empresas nacionais em grandes mercados e consolidou um modelo consistente de apoio à expansão internacional, gerando novas oportunidades e aumentando a visibilidade do ecossistema brasileiro de inovação. Entre as iniciativas do primeiro semestre, o destaque foi a presença no Mobile World Congress (MWC), que levou 23 empresas a Barcelona e gerou 838 contatos comerciais e 430 leads qualificados, com avaliação positiva unânime das participantes. Outro resultado expressivo veio do
ESTADOS UNIDOS, CANADÁ E PORTUGAL NO RADAR DO SEGUNDO SEMESTRE O segundo semestre manteve o ritmo de expansão internacional, com os
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Estados Unidos, Canadá e Portugal como mercados-alvo prioritários. No MES Fall, 10 empresas brasileiras participaram em San Antonio, no Texas, de agendas comerciais envolvendo representantes de diversos países, com 320 contatos com tomadores de decisão projetando US$ 2,07 milhões em negócios nos próximos 12 meses.
CONFIRA A AGENDA DE 2026
Na sequência, o Gartner IT Symposium Orlando reuniu 24 empresas brasileiras e resultou em 458 contatos comerciais distribuídos pelas Américas. A iniciativa gerou uma expectativa de US$ 220 mil em negócios imediatos e uma estimativa de US$ 2,77 milhões para o próximo ano, ampliando o alcance das empresas em um mercado estratégico.
Ao oferecer um plano consistente de internacionalização, com alto retorno sobre investimento, o projeto segue impulsionando a inovação brasileira para além das fronteiras nacionais, abrindo novas oportunidades em mercados globais promissores.
Já a Missão Canadá conectou três empresas a aceleradoras, investidores e polos de inovação locais, favorecendo a inserção qualificada no ecossistema canadense. O 4 CIO USA, por sua vez, trouxe compradores norte-americanos ao Brasil, permitindo que 11 empresas prospectassem negócios de forma eficiente, com rodadas, pitches, interações exclusivas e forte aproximação com decisores de TI. Encerrando o semestre, o Brasil IT+ marcou presença no Web Summit Lisboa 2025 com seis empresas expositoras, além de uma apresentação institucional para demonstrar as oportunidades do programa. As participantes também foram apresentadas a parceiros locais, facilitando o entendimento sobre como se inserir no ecossistema português.
Nos últimos 20 anos, o Projeto Setorial Brasil IT+ já envolveu mais de 1.000 empresas interessadas em expandir suas operações internacionalmente. O volume de negócios gerado pelas empresas participantes do Projeto atingiu US$ 793 milhões em 2025.
Já definida, a agenda 2026 inclui iniciativas de internacionalização para os Estados Unidos, missões para a Finlândia e a África do Sul, além da participação no MWC, MES Spring, XChange e CES Las Vegas.
A internacionalização se tornou uma decisão estratégica, e cada destino do nosso calendário 2026 foi pensado para gerar impacto real. E é aí que o Brasil IT+ faz a diferença, conectando as empresas aos ecossistemas mais inovadores, investidores, grandes compradores e hubs internacionais, garantindo que cheguem ao mercado global preparadas, posicionadas e prontas para aproveitar as melhores oportunidades,” destaca
Gabriela Silva, líder da célula de internacionalização da Softex.
Por Karen Kornilovicz
Diagnext leva a saúde digital brasileira para o mundo com apoio do Brasil IT+
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dados em ambientes extremamente complexos. Trabalhamos em florestas, unidades móveis, navios e hospitais de campanha, viabilizando telemedicina, teleradiologia e até telecirurgia em locais onde a conectividade é um grande desafio. Nosso propósito sempre foi superar barreiras físicas e técnicas — e isso nos posicionou hoje não só no Brasil, mas também em mercados internacionais.
om quase duas décadas de atuação em saúde digital, a Diagnext se consolidou como uma das empresas brasileiras mais inovadoras no desenvolvimento de soluções capazes de operar em ambientes hostis que demandam alta complexidade tecnológica. À frente dessa trajetória de sucesso está Leonardo Melo, co-owner da companhia e engenheiro de telecomunicações, que há mais de 20 anos pesquisa e desenvolve tecnologias voltadas à compressão, processamento e análise de dados clínicos, impactando centenas de milhares de vidas no Brasil e no exterior.
Vocês atuam em contextos considerados hostis do ponto de vista tecnológico. O que diferencia a Diagnext nesse tipo de operação? Leonardo Melo: o nosso diferencial está na capacidade de operar onde quase ninguém consegue. Desenvolvemos tecnologias próprias de compressão de dados, imagens, vídeos e agora até de genomas digitais. Isso permite transmitir, armazenar e analisar informações clínicas com segurança e eficiência mesmo em ambientes com baixa conectividade. Esse know-how abriu portas não só na saúde pública brasileira, como também na Europa.
Nesta entrevista, Leonardo fala sobre o papel da Diagnext no ecossistema global de saúde digital, a importância do Brasil IT+ no processo de internacionalização da empresa e antecipa os planos da companhia para 2026. Leonardo, para quem ainda não conhece a Diagnext, como você define a atuação da empresa hoje no ecossistema de saúde digital? Leonardo Melo: a Diagnext é uma empresa brasileira de saúde digital que atua há quase duas décadas desenvolvendo soluções para processamento, compressão e análise de
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A trajetória de vocês dentro do Brasil IT+ é longa. Como esse programa influenciou a evolução e a internacionalização da Diagnext?
muitos anos. Crescemos de forma consistente, ampliamos nossa atuação internacional e desenvolvemos projetos de alto impacto, inclusive em parceria com universidades, empresas globais e o Exército Brasileiro. Para 2026, nosso foco está na Europa e no Oriente Médio, especialmente em iniciativas ligadas à soberania digital e à saúde digital em ambientes hostis. Seguimos atentos às oportunidades e muito conectados à rede construída ao longo dessa jornada.
Leonardo Melo: o Brasil IT+ foi essencial. Ele nos deu estrutura, visão estratégica e, principalmente, uma leitura realista do mercado internacional. As missões, especialmente na Espanha, foram um grande aprendizado técnico e cultural. A partir dali, entendemos como nos posicionar, com quem falar e como dar os próximos passos. O programa realmente funciona como uma escola para quem quer se internacionalizar de forma organizada.
Conheça em detalhes a trajetória de sucesso internacional da Diagnext no novo episódio do podcast Pelo Mundo com o Brasil IT+. Clique aqui.
O Mobile World Congress aparece como um ponto-chave nessa jornada. Qual é o impacto de participar de um evento desse porte? Leonardo Melo: o Mobile World Congress concentra o mundo em um único lugar. Todas as grandes empresas de telecomunicações, tecnologia e inovação estão ali. Para nós, gerou parcerias estratégicas, contatos institucionais e negócios concretos. Além disso, elevou nosso nível de maturidade. O padrão de projetos e soluções apresentados no Mobile é muito alto, e isso nos prepara para atuar globalmente. Recentemente, a Diagnextt foi reconhecida no Prêmio Apex Brasil + Exame. O que essa conquista representa e quais são os planos para 2026? Leonardo Melo: esse prêmio foi a materialização de um trabalho de
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Por Karen Kornilovicz
Apenas 19,2% dos especialistas em TI no Brasil são mulheres, revela estudo do Observatório Softex
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Embora as mulheres correspondam a 51,5% da população brasileira e 44,7% dos vínculos formais de trabalho, continuam sub-representadas em funções técnicas e estratégicas neste setor essencial à economia digital.
equidade de gênero na tecnologia avança lentamente no Brasil. Segundo dados da quarta edição do estudo W-Tech, produzido pelo Observatório Softex, unidade de pesquisa e inteligência estratégica voltada ao apoio à formulação de políticas públicas para TICs, as mulheres representam apenas 19,2% das especialistas em TI no país, cerca de 89,7 mil profissionais frente aos quase 470 mil em atividade.
A desigualdade se manifesta já na formação. Apenas 17,8% dos concluintes de cursos de TI são mulheres, um avanço tímido de 1,3% em uma década. Mesmo com níveis mais altos de escolaridade (63,7% delas têm ensino superior completo, ante 51,1% dos homens), as profissionais recebem, em média, R$ 1.618 a menos por mês, o que representa uma diferença salarial de 19,3%. O cenário se agrava nas funções técnicas: programadoras ganham 25% a menos e para as tecnólogas, a defasagem é de 29%.
Empregando dados de fontes oficiais, o levantamento traz uma análise sobre a representatividade feminina na indústria, o perfil das profissionais de TI que atuam neste setor no Brasil, os desafios e as oportunidades; recomendações de políticas para educação, fomento e regulação; bem como projeções e metas para o país alcançar a paridade de gênero nas próximas décadas.
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A distância cresce nos cargos de liderança. As mulheres ocupam 26,2% das gerências e apenas 13,1% das diretorias, proporção inferior à observada em 2015. A desigualdade regional e racial reforça o abismo: em estados como Roraima, Amapá e Maranhão, menos de 10% das especialistas em TI são mulheres. No total, 59,6% das profissionais são brancas, enquanto pretas e pardas somam 28,4%; sendo que apenas 5,5% das especialistas são mulheres pretas.
OPORTUNIDADES NA IA, CIBERSEGURANÇA E ECONOMIA VERDE DIGITAL O Global Gender Gap Report 2025 estima que o mundo levará 123 anos para alcançar a paridade plena entre homens e mulheres. No Brasil, o índice de participação e oportunidade econômica feminina recuou para 66,2%, colocando o país na 96ª posição mundial. Segundo o Observatório Softex, para atingir a paridade de gênero no setor de TI até 2030, seria necessário incorporar 53,5 mil novas mulheres por ano. Mantido o ritmo atual, o equilíbrio só seria alcançado por volta de 2110. Apesar do cenário desafiador, há sinais de transformação. As mulheres já representam 29,8% das concluintes em cursos de Inteligência Artificial, índice superior à média global de 22%. Na cibersegurança, somam 17% da força de trabalho, e na
Essas medidas, articuladas com políticas de educação, trabalho e inovação, podem transformar o cenário atual. Segundo o Observatório Softex, a incorporação de 15,6 mil mulheres por ano seria suficiente para que o Brasil alcançasse a paridade no setor apenas em 2110.
economia verde digital, 28% das vagas. Esses números mostram que, quando há estímulo, apoio e visibilidade, o avanço é possível e sustentável. A diversidade, portanto, não é apenas uma questão de justiça social, mas de estratégia e competitividade. Corrigir o desequilíbrio de gênero no setor de TICs tem potencial de elevar a produtividade, a inovação e o cumprimento de metas globais como o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 5, que promove a igualdade de gênero, e a meta 8.5.1, de garantir trabalho decente e remuneração por trabalho de igual valor até 2030.
A diversidade é a força que impulsiona o futuro do nosso setor. Não basta falar em inovação sem falar em inclusão. Precisamos de políticas permanentes, métricas claras e comprometimento real de todos os atores - governo, empresas e academia para garantir que as mulheres estejam no centro da transformação digital brasileira”, afirma Rayanny
7 RECOMENDAÇÕES DE POLÍTICAS PARA EDUCAÇÃO, FOMENTO E REGULAÇÃO O estudo propõe sete diretrizes integradas para que governo, empresas e instituições de ensino promovam avanços reais: diagnosticar os pontos de entrada, evasão e avanço das mulheres na formação e no mercado; pactuar compromissos públicos com metas claras e relatórios semestrais; monitorar com transparência por meio de dados abertos e indicadores padronizados; implementar políticas de diversidade em compras e programas de inovação; ofertar incentivos fiscais e econômicos vinculados à redução de desigualdades; apoiar a parentalidade e o retorno ao trabalho, especialmente entre mulheres de 35 a 40 anos; e responsabilizar empresas e instituições pelo cumprimento das metas, com revisões anuais e participação social.
Nunes, Coordenadora de Inteligência e Design de Soluções da Softex.
Baixe o conteúdo completo da quarta edição do W-Tech aqui
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ENTREVISTA
Tecnologia como ferramenta de transformação social A senhora construiu uma trajetória marcada pela articulação entre governo, sociedade civil e setor privado. O que a motivou a atuar nessa intersecção entre políticas públicas e desenvolvimento social?
Investir no desenvolvimento social e na redução das desigualdades é construir um Brasil mais justo, onde talento, dignidade e oportunidades não dependem do CEP, mas do compromisso coletivo com o futuro. O Softex Mulher conversou com a doutora Rosângela Hilário, referência nacional na defesa dos direitos humanos, com atuação destacada nas áreas de justiça social, equidade racial e enfrentamento à violência de gênero. Integrante do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável da Presidência da República, Rosângela contribui ativamente para a formulação de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades e à promoção da cidadania.
Dra. Rosângela Hilário: minha motivação nasce da minha história. Sou uma mulher negra, criada por mulheres negras e fortes, especialmente minha avó, que foi liderança comunitária. Ainda criança, ela me disse que, mesmo com as dificuldades, eu tinha a obrigação de tornar a vida um pouco mais fácil para as meninas que viriam depois de mim. Cresci entendendo que nossa função no mundo é transformar privilégios de poucos em direitos para todos. A defesa dos direitos humanos sempre foi algo natural para mim. Minha formação como jornalista e professora me colocou diretamente diante das desigualdades estruturais, especialmente na educação, e isso me impulsionou a ocupar espaços, fazer perguntas
Nesta entrevista, ela compartilha sua trajetória pessoal e profissional, analisa os principais gargalos que ainda impedem o avanço da equidade no Brasil e reforça o papel estratégico da tecnologia como instrumento de inclusão e transformação social.
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incômodas e cobrar inclusão. Eu costumo dizer que sou “a chata do rolê”, aquela que chega e pergunta: e as mulheres, os negros, as pessoas com deficiência, quem está invisível? Essa é a base da minha atuação até hoje.
A tecnologia pode ser uma poderosa ferramenta de inclusão, mas o Brasil ainda enfrenta grandes desafios no acesso à educação tecnológica. O que precisa mudar para acelerar essa transformação?
Quando olhamos para os indicadores brasileiros de desigualdade, quais são hoje os gargalos mais urgentes que impedem políticas públicas de gerar impacto real?
Dra. Rosângela Hilário: o Brasil vive um apagão docente gravíssimo. Falta professor de matemática, física, química, português e inglês — disciplinas essenciais para qualquer trajetória tecnológica. Em muitos territórios periféricos, simplesmente não há professores dessas áreas. Como imaginar uma carreira em tecnologia sem essa base? Precisamos enfrentar com urgência a desvalorização da carreira docente. Além disso, é fundamental investir em políticas preditivas, que antecipem os desafios do futuro do trabalho. Temos desenvolvido iniciativas como o programa Potências Negras Tecnologia, que busca formar jovens negros, mulheres e pessoas com deficiência para o setor, criando também condições de permanência. Muitas vezes, um jovem abandona a escola por falta de 500 reais para garantir o básico. Sem enfrentar isso, não haverá inclusão real.
Dra. Rosângela Hilário: dois fatores seguem sendo determinantes: raça e território. As oportunidades para pessoas negras já chegam trincadas. Mesmo com um currículo acima da média, a desigualdade racial ainda se impõe nos espaços de poder. O território também define destinos. As periferias têm menos acesso à educação de qualidade, cultura, segurança e serviços básicos. Muitas vezes há bares em excesso e nenhuma biblioteca, cinema ou espaço cultural, o que potencializa ciclos de violência. Gênero também pesa: mulheres, especialmente mulheres negras, seguem na base da pirâmide social. Onde você nasce, sua cor e seu gênero ainda determinam, em grande medida, as oportunidades que terá ou não ao longo da vida.
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Para encerrar, qual é o papel da tecnologia no desenvolvimento social e na redução das desigualdades no Brasil? Dra. Rosângela Hilário: a tecnologia não pode ser privilégio de alguns; ela precisa ser direito de todas as pessoas. Quando tratada dessa forma, ela se torna uma ferramenta poderosa de geração de renda, empreendedorismo social, proteção da vida — especialmente das mulheres — e redução das desigualdades territoriais. Mas tudo começa pelo acesso: ao conhecimento, à educação básica de qualidade e às oportunidades. Confesso que nem sempre fui uma entusiasta da tecnologia, mas hoje estou convencida de que ela é uma aliada essencial no combate às desigualdades educacionais, econômicas e sociais. Hoje, estou na primeira fila, de carteirinha, defendendo a tecnologia como estratégia concreta de transformação de vidas.
Quer aprofundar essa conversa? Ouça o episódio completo do nosso bate-papo com a Dra. Rosângela Hilário no podcast TI Com Elas. Clique aqui.
ACONTECE NO SETOR Programa financiado pelo PPI-Softex é reconhecido por iniciativas alinhadas à Agenda 2030 da ONU
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A certificação recebida reconhece ações educacionais que contribuem de forma efetiva para a Agenda 2030, a partir de uma metodologia articulada pelo Instituto Selo Social, integrante da Comissão Nacional para os ODS (CNODS). Na edição 2025, 129 organizações foram certificadas em todo o país. A UFAL teve 27 iniciativas reconhecidas, entre elas, o Edge Academy.
esenvolver pessoas para impactar o mundo por meio da Tecnologia. É com esse propósito que o Edge Academy, programa de formação de talentos do Centro de Inovação Edge, vinculado à Universidade Federal de Alagoas (UFAL), atua na capacitação de estudantes para as áreas de tecnologia, pesquisa e inovação. Em 2025, a iniciativa conquistou um importante reconhecimento, ao receber o Selo ODS Educação, certificação que valida iniciativas educacionais alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).
Voltado a estudantes dos cursos de Ciência da Computação e Engenharia de Computação da UFAL, o Edge Academy oferece uma formação complementar à graduação, integrando capacitação técnica, desenvolvimento de competências comportamentais e atuação em projetos reais de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), executados em parceria com empresas e instituições.
O Edge Academy é viabilizado por meio da execução de projetos realizados pelo Edge com recursos de parceiros no âmbito do Programa Prioritário de Inovação (PPI-Softex), possibilitando o cumprimento de contrapartidas da Lei de Informática e garantindo a sustentabilidade da iniciativa, além de ampliar seu impacto educacional e social.
Atualmente, o programa conta com 123 alunos ativos, em sua maioria residentes em Maceió e oriundos das classes C, D e E, ampliando o acesso à educação de qualidade e à inovação
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Para a coordenadora do Academy, Elysanne Paes, ao preparar estudantes para uma inserção qualificada no mercado de trabalho e estimular carreiras em tecnologia, inovação e pesquisa aplicada, o Programa contribui, ainda, para os ODS 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico) e ODS 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura), fortalecendo o ecossistema de inovação a partir do Nordeste do país.
tecnológica. Nesse contexto, o Academy contribui diretamente para o ODS 4 (Educação de Qualidade), ao fortalecer a formação universitária com experiências práticas e inserção no mercado de tecnologia.
O Selo ODS Educação reconhece que o Edge Academy vai além da formação técnica. Ele valida uma proposta educacional que combina excelência acadêmica, impacto social e compromisso com o desenvolvimento sustentável”, destaca Willy Tiengo, coordenador do Edge e professor da UFAL. “Formar profissionais em tecnologia significa também ampliar oportunidades, reduzir desigualdades e preparar pessoas para gerar soluções alinhadas aos desafios globais da Agenda 2030”,
O programa também se destaca por iniciativas voltadas à inclusão e diversidade, alinhadas aos ODS 5 (Igualdade de Gênero) e ODS 10 (Redução das Desigualdades), como o Hackademy Girls, maratona de inovação exclusiva para mulheres que estimula a participação feminina na área de tecnologia a partir de desafios inspirados nos ODS da ONU.
completa.
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ABES e Caixa ampliam cooperação em cidades inteligentes
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Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) e a Caixa Econômica Federal firmaram um acordo para ampliar a articulação entre tecnologia, inovação e financiamento público voltado a projetos de cidades inteligentes. A iniciativa foi formalizada durante o encontro Cidades Inteligentes: Tendências e Recursos para 2026, realizado em Brasília, e estabelece uma agenda conjunta com início imediato e foco no apoio a administrações municipais.
O acordo também prevê a integração com editais e iniciativas já existentes da instituição financeira, como chamadas públicas voltadas a municípios. Nesse modelo, as prefeituras podem aderir diretamente aos programas da Caixa, enquanto a ABES atua como articuladora, promovendo a conexão entre demandas do setor público e soluções tecnológicas desenvolvidas por empresas de software, govtechs e provedores de tecnologia urbana. A cooperação estabelece ainda uma agenda contínua de ações ao longo de 2026, incluindo demonstrações tecnológicas, capacitação de gestores públicos e divulgação de oportunidades para empresas do setor. Entre os resultados esperados estão o fortalecimento de projetos estruturantes nas áreas de transformação digital, cidades inteligentes, inovação pública e sustentabilidade urbana, sem a criação de novos mecanismos de financiamento, mas ampliando o uso dos instrumentos disponíveis.
Com o Protocolo de Intenções, empresas associadas à ABES passam a ter acesso ao Espaço TEIA, hub de inovação da Caixa Econômica Federal, ampliando a interação entre o setor de tecnologia e gestores públicos. A proposta busca facilitar a apresentação de soluções digitais disponíveis no mercado, aproximando prefeituras do ecossistema nacional de inovação e reforçando programas da Caixa voltados à modernização urbana, sustentabilidade e eficiência na gestão pública.
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Investimento global em IA poderá chegar a R$ 13,8 tri em 2026, estima o Gartner
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astos globais com inteligência artificial (IA) devem somar cerca de US$ 2,52 trilhões em 2026, segundo projeções do Gartner. A maior parte desse investimento estimado estará concentrada na expansão da infraestrutura de IA, isto é, em centros de dados, servidores e hardware especializado para suportar algoritmos e grandes volumes de processamento. O aumento dessa fatia está associado à necessidade crescente de capacidade de computação avançada em diversos setores. Além de infraestrutura, os gastos com serviços relacionados a IA e softwares com funcionalidades inteligentes também compõem parcelas significativas do total projetado. Serviços profissionais, como consultoria técnica e integração de sistemas, figuram entre as áreas com maior movimentação. Para 2027, as estimativas do Gartner indicam que os investimentos em tecnologia de inteligência artificial podem ultrapassar US$ 3,33 trilhões, montante comparável ao Produto Interno Bruto (PIB) de vários países. Analistas da consultoria alertam, no entanto, que este ano poderá marcar um estágio de consolidação de projetos de IA, com foco maior em resultados comerciais mensuráveis e adoção incremental de soluções já existentes, ao invés de iniciativas de grande porte sem retorno claro no curto prazo.
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Venturus certifica alunos em summer school de computação quântica
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Venturus concluiu a primeira edição de sua summer school em computação quântica, iniciativa voltada à capacitação técnica em uma área estratégica da ciência e da tecnologia. O programa gratuito certificou 47 estudantes de graduação, mestrado e doutorado, oriundos de oito estados brasileiros, e marcou a estreia da instituição em um modelo intensivo de formação presencial nesse campo.
ponde a dez alunas. A presença de participantes em diferentes estágios de formação reforçou o caráter introdutório e transversal da proposta educacional. Segundo Erinaldo Fonseca, pesquisador do Centro de Excelência de Computação Quântica do Venturus e docente do curso, a experiência permitiu testar um formato de ensino intensivo voltado à disseminação de conhecimento técnico avançado. A iniciativa também integra a universidade corporativa da instituição, denominada vnt/school, que reúne programas de formação em áreas tecnológicas emergentes.
Com duração de cinco dias, o curso foi estruturado para oferecer uma imersão concentrada nos fundamentos teóricos e práticos da computação quântica. A programação incluiu desde princípios da mecânica quântica aplicados à computação até a criação e manipulação de circuitos quânticos, utilizando simuladores e plataformas reais, além da discussão de possíveis usos da tecnologia em diferentes setores.
A summer school foi desenvolvida no âmbito do projeto Tecnologia da Informação e Comunicação em Trilhas, apoiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e coordenado pela Softex. O curso se insere em um cenário de expansão global da computação quântica, frequentemente associada a pesquisas em finanças, saúde, logística e segurança da informação, e busca ampliar a base de profissionais qualificados no Brasil.
O grupo de alunos certificados apresentou diversidade acadêmica e regional. Participaram estudantes do Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. Do total, 21% eram mulheres, o que corres-
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Vertex capacita docentes para cursos de tecnologia em Alagoas
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Instituto Vertex promoveu a capacitação de 26 professores de 10 municípios alagoanos para atuarem no programa OxeTech Academy. A iniciativa envolve educadores de cidades como Maceió, Arapiraca, Penedo e Delmiro Gouveia, com o objetivo de ampliar a oferta de cursos gratuitos e presenciais em ciência, tecnologia e inovação, alcançando tanto a capital quanto o interior do estado.
Federal de Alagoas (UFAL), a iniciativa busca fortalecer a formação de mão de obra qualificada em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), contribuindo para atender demandas do mercado regional e nacional. Segundo o presidente do Instituto Vertex, Jean Paul Neumann, a capacitação dos instrutores é etapa central para a expansão do programa. “O OxeTech Academy foi estruturado para ampliar o acesso à formação em TIC e desenvolver competências técnicas e socioemocionais. A expectativa é iniciar as turmas ainda no primeiro trimestre de 2026, levando oportunidades de qualificação para além da capital”, afirmou.
A formação dos docentes contempla conteúdos técnicos atualizados e aspectos ligados ao acompanhamento psicossocial e comportamental dos alunos. A proposta é estruturar um modelo de ensino que vá além da qualificação técnica, buscando maior engajamento e melhor aproveitamento dos estudantes ao longo do processo de aprendizagem em áreas digitais e tecnológicas.
Os cursos presenciais abrangem temas como Inteligência Artificial, Visão Computacional, Realidade Aumentada, Empreendedorismo e Inovação. A meta do programa é formar cerca de 1.500 alunos em Alagoas, conectando estudantes do interior a conhecimentos tecnológicos e ampliando suas condições de inserção no mercado de trabalho digital.
O projeto é desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, a Softex e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Com apoio da Universidade
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ARTIGOS
Por Christian Tadeu Presidente da Softex
Talento e tecnologia: caminhos para a competitividade brasileira
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Esse movimento, no entanto, vai além da geração de empregos. Ele revela uma mudança estrutural na forma como as nações constroem sua competitividade. Países que conseguem alinhar formação de talentos, ambiente regulatório adequado e estímulo à inovação avançam de maneira mais consistente na economia digital. Aqueles que não acompanham esse ritmo tendem a ampliar sua dependência tecnológica.
economia digital deixou de ser uma perspectiva futura para se consolidar como realidade estruturante da competitividade global. Inteligência artificial, computação em nuvem, cibersegurança, análise de dados e desenvolvimento de software não são mais áreas periféricas e tornaram-se pilares centrais da produtividade e da inovação. O mercado de trabalho reflete essa transformação. Profissões ligadas à tecnologia seguem entre as mais demandadas no Brasil e no mundo, impulsionadas pela necessidade crescente de soluções digitais em praticamente todos os setores da economia. Indústria, agronegócio, saúde, finanças e setor público dependem, cada vez mais, de profissionais capazes de desenvolver, implementar e proteger sistemas complexos e inteligentes.
O Brasil possui capacidade técnica, criatividade e potencial humano para ocupar posição de destaque nesse cenário. O desafio está em ampliar escala e garantir que a formação tecnológica acompanhe a velocidade das transformações.
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volvimento nacional. Governo, empresas e instituições de ensino precisam atuar de forma articulada para acelerar a capacitação, estimular inovação e conectar educação ao setor produtivo.
Investir em qualificação nas áreas estratégicas como inteligência artificial, segurança digital e desenvolvimento de software é fortalecer nossa base produtiva e ampliar oportunidades para jovens e profissionais em transição de carreira. É também reduzir desigualdades regionais e promover inclusão por meio da educação tecnológica.
Na Softex, acreditamos que talento é o principal ativo estratégico do país. Conectar pessoas, conhecimento e mercado é o caminho para transformar potencial em competitividade real.
A tecnologia hoje atravessa todas as cadeias produtivas. Não há desenvolvimento sustentável sem digitalização, e não há digitalização sem pessoas preparadas. Por isso, é fundamental que a agenda de formação tecnológica seja tratada como política estruturante de desen-
O futuro profissional já está em construção. Cabe a nós garantir que ele seja também um futuro de protagonismo para o Brasil.
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Por Lorrane Calado Mendes Compliance Officer na Pelo Mundo com Compliance Assessoria Co-autoria por Caroline Barroso da Silva Pelo Mundo com Compliance Assessoria, Especialista em Governança, Compliance e Proteção de Dados
Compliance como construção coletiva: desafios e aprendizados institucionais
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fortalecimento dos programas de integridade tem se consolidado como elemento central na estrutura das organizações. Mais do que um conjunto de normas ou procedimentos, o compliance representa um processo institucional que demanda articulação, diálogo e amadurecimento contínuo. Nesse contexto, compreendê-lo como construção coletiva é reconhecer que sua efetividade depende da interação entre diferentes áreas e níveis decisórios.
Cada área possui dinâmicas próprias, rotinas específicas e níveis diferentes de maturidade em relação à gestão de riscos. O alinhamento entre essas realidades exige diálogo, orientação técnica e disposição institucional para ajustes contínuos. Essa perspectiva encontra respaldo em referenciais normativos relevantes. A ISO 37301:2021, por exemplo, destaca que sistemas de gestão de compliance devem ser estruturados com base em princípios como integridade, proporcionalidade, liderança ativa e melhoria contínua (ABNT, 2021). De forma semelhante, o modelo COSO ERM reforça que o gerenciamento de riscos e a conformidade devem estar integrados à estratégia organizacional, promovendo decisões mais seguras e sustentáveis (COSO, 2017).
A experiência prática demonstra que programas de integridade não se sustentam apenas pela formalização de políticas ou pela implementação de controles, ainda que esses elementos sejam fundamentais. Sua eficácia, na verdade, está diretamente relacionada ao grau de engajamento das áreas, à clareza na comunicação institucional e à integração entre governança, gestão e operação. Ao tratar o compliance como construção coletiva, evidencia-se um dos seus principais desafios: transformar diretrizes formais em práticas incorporadas ao cotidiano organizacional.
Além disso, os Princípios de Governança Corporativa do G20/OCDE ressaltam que estruturas efetivas de controle interno e compliance são componentes essenciais para a boa governança e para o fortalecimento da confiança institucional (OCDE, 2023). No contexto nacional, o Guia Prático de Programa de Integridade da Controladoria-Geral da União reforça a importância da liderança e da integração entre áreas para a
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consolidação de uma cultura ética consistente (CGU, 2015).
Assim, compreender o compliance como construção coletiva é reconhecer que sua efetividade não está apenas na norma, mas na prática institucional contínua. É um caminho de amadurecimento, no qual desafios e aprendizados caminham lado a lado, fortalecendo a governança e consolidando a cultura de integridade.
Nesse cenário, o papel da liderança assume caráter determinante. O comprometimento da alta administração não apenas legitima o programa de integridade, como também sinaliza à organização que a ética é valor estruturante, não mera formalidade. Quando a liderança incorpora o compliance às decisões estratégicas e às práticas de gestão, contribui para a consolidação de uma cultura organizacional orientada pela responsabilidade e pela transparência. Dessa forma, a efetividade dos mecanismos de integridade está diretamente ligada ao apoio institucional e à atuação coordenada entre áreas estratégicas e operacionais.
REFERÊNCIAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR ISO 37301:2021 — Sistemas de gestão de compliance — Requisitos com orientações para uso. Rio de Janeiro: ABNT, 2021. CONTROLADORIA-GERAL DA UNIÃO. Guia Prático de Programa de Integridade para Empresas Privadas. Brasília: CGU, 2015.
Na Softex, a construção do compliance como processo coletivo tem contribuído para ampliar a visão institucional sobre riscos, fortalecer a segurança jurídica dos processos decisórios e consolidar uma atuação integrada entre governança e gestão. A experiência tem demonstrado que a integridade, quando compreendida como valor compartilhado, torna-se elemento estruturante da estratégia organizacional.
COMMITTEE OF SPONSORING ORGANIZATIONS OF THE TREADWAY COMMISSION – COSO. Enterprise Risk Management: Integrating with Strategy and Performance. New York: AICPA, 2017. ORGANIZAÇÃO PARA A COOPERAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO. Princípios de Governança Corporativa do G20/OCDE. Paris: OECD Publishing, 2023. Disponível em: https://www.oecd. org/corporate/oecd-principles-of-corporate-governance.htm. Acesso em: 17 fev. 2026.
Na prática, os aprendizados são evidentes: maior clareza na identificação de riscos, fortalecimento dos fluxos decisórios, aprimoramento dos controles internos e consolidação de uma cultura baseada na integridade. Esses avanços não ocorrem de forma imediata, mas resultam de um trabalho consistente.
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EVENTOS Web Summit Rio 2026 aposta na segunda onda da IA generativa
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tivo, impactos financeiros e adoção em escala. Empresas globais do setor de tecnologia, como Nvidia, IBM e Google Cloud, devem levar ao evento executivos e especialistas para apresentar experiências reais de implementação da inteligência artificial nos negócios.
Softex participou do evento de lançamento da edição 2026 do Web Summit Rio, conferência internacional de tecnologia que ocorrerá entre os dias 8 e 11 de junho, no Riocentro, no Rio de Janeiro. O encontro marcou o início das articulações institucionais para a próxima edição do evento, que volta a posicionar o Brasil no calendário global de debates sobre inovação, transformação digital e economia tecnológica.
Realizado anualmente no Rio de Janeiro, o Web Summit Rio reúne um ecossistema diverso de startups, investidores, empresas de tecnologia, formuladores de políticas públicas e pesquisadores. A conferência concentra sua programação em temas como inteligência artificial, tecnologia financeira (fintech), sustentabilidade, inovação corporativa e nos novos modelos de negócios digitais, consolidando-se a cada edição como um dos principais fóruns de discussão sobre tecnologia e inovação na América Latina.
A organização do Web Summit definiu como eixo central da edição 2026 a chamada “segunda onda da inteligência artificial generativa”, com foco na aplicação prática das tecnologias e na geração de Retorno sobre Investimento (ROI). Após um período marcado por expectativas e testes, a proposta é concentrar as discussões em casos concretos de uso corpora-
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IFRN inaugura LAICA Tower com foco em pesquisa e inovação inovação e inserção profissional. Em sua fase inicial, o Embarcatech qualificou cerca de seis mil pessoas em todo o país e, atualmente, mantém mil residentes atuando diretamente em desafios reais apresentados por empresas e instituições.
presidente da Softex, Christian Tadeu, participou da inauguração do LAICA Tower, novo edifício do Laboratório de Pesquisa Allyson Amilcar Angelus, vinculado ao Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). A nova unidade amplia a infraestrutura dedicada à pesquisa aplicada, à extensão e ao desenvolvimento tecnológico, com foco em áreas como robótica educacional, automação residencial (domótica) e tecnologias da informação, fortalecendo o ambiente acadêmico e científico da instituição.
No Rio Grande do Norte, o programa resultou na formação de estudantes em polos localizados em Natal e Currais Novos, além da implementação de bolsas de residência tecnológica em parceria com empresas locais. Nesse contexto, o LAICA Tower passa a operar como um espaço estruturado para experimentação, colaboração e desenvolvimento de soluções tecnológicas, reunindo academia, setor produtivo e poder público. A iniciativa contribui para o fortalecimento do ecossistema regional de inovação, com foco na formação prática de talentos e no avanço de projetos aplicados à economia digital.
A implantação do LAICA Tower consolida uma trajetória iniciada com o Programa Embarcatech, iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), coordenada pela Softex e executada em cinco estados do Nordeste e no Distrito Federal. O programa tem como objetivo aproximar a formação acadêmica das demandas do setor produtivo, promovendo capacitação técnica,
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Diagnext e Stefanini são reconhecidas entre as Melhores dos Negócios Internacionais no Prêmio ApexBrasil + Exame
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Durante a abertura, o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, ressaltou que a premiação é uma oportunidade de valorizar esforços e incentivar novas estratégias de expansão global.
Diagnext e a Stefanini, duas empresas do portfólio do Brasil IT+, programa de internacionalização desenvolvido pela ApexBrasil em parceria com a Softex, foram reconhecidas entre as Melhores dos Negócios Internacionais 2025 do Prêmio ApexBrasil + Exame. O evento reuniu líderes empresariais, especialistas em comércio exterior e autoridades do setor.
Nosso objetivo é reconhecer empresas e instituições que acreditam no potencial do Brasil no mundo e que contribuem de forma decisiva para a geração de empregos, renda e desenvolvimento sustentável”, afirmou.
A premiação destacou iniciativas estratégicas que impulsionam o posicionamento internacional do Brasil e reconheceu casos de sucesso que fortalecem a presença nacional no mercado global. Ao todo, 352 projetos foram inscritos, distribuídos em 18 categorias.
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Américas, Europa e Ásia-Pacífico (APAC), com escritórios em nações como China, Índia, Filipinas e Romênia. Em 2024, registrou faturamento global de R$ 8 bilhões e foi classificada pela Fundação Dom Cabral (FDC) como a empresa brasileira que mais gera valor internacionalmente.
Vencedora na categoria Promoção Digital, a Diagnext é pioneira em tecnologia de Compressão Adaptativa, transformando a forma como o mundo armazena, transmite e preserva dados. Com mais de 16 anos de inovação, desenvolve tecnologias patenteadas que reduzem o tamanho de arquivos, mantendo a integridade diagnóstica e visual em imagens médicas, vídeo, áudio, PDFs e documentos digitais. Da floresta da Amazônia às cidades inteligentes, passando pelos arquivos de exploração espacial, a empresa possibilita ecossistemas digitais mais rápidos, eficientes e sustentáveis.
Com foco em criar resultados concretos e conexões comerciais de longo prazo, o Brasil IT+ consolidou-se como uma das principais iniciativas estratégicas para o setor de tecnologia do país. Em duas décadas de atuação, o programa já apoiou mais de mil empresas brasileiras interessadas em ampliar sua presença no exterior.
Reconhecida na categoria Serviços, a Stefanini é uma multinacional brasileira de destaque no cenário global, presente em mais de 40 países, incluindo mercados estratégicos nas
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