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#21 | Pocket Magazine Softex

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Softex – Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro

Jornalista responsável Fabrício Lourenço – DF2887 JP

Presidente da Softex Christian Tadeu

Assessoria de Imprensa (MLP) Karen Kornilovicz Mário Pereira

Vice-presidente da Softex Diônes Lima

Revisão Karine Serezuella

Coordenação do projeto Renata Blatt

Diagramação e projeto gráfico Paula Oliveira Promove Digital

@2025 – Revista Softex – Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro. Uma publicação institucional. Qualquer parte desta obra pode ser reproduzida, desde que citada a fonte.


Caros leitores, Inovação é mais do que tecnologia: é visão e coragem. É a força que reúne pessoas e instituições movidas pela crença no poder transformador das ideias. Nesta 21ª edição da Revista Softex, destacamos o avanço do Brasil como protagonista em um cenário global que integra ciência, inclusão e propósito. Sob as lideranças de Christian Tadeu, novo presidente da Softex, e de Diônes Lima, vice-presidente executivo, a instituição inaugura um novo ciclo estratégico, voltado à internacionalização, à inovação e à inclusão digital, consolidando-se como elo entre governo, academia e mercado. Em nossa reportagem de capa, o Observatório Softex aponta que o setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) deve crescer 6,53% em 2025, alcançando R$ 355 bilhões. O estudo também reforça a importância da soberania tecnológica brasileira, tema que orienta o lançamento de policy briefs sobre semicondutores e governança estratégica. Esta edição comprova ainda o impacto da ciência quando conectada ao mercado. Startups como Kerow, Onco AI e Super NINA levaram o nome do Brasil a premiações nacionais e internacionais, assim como os estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), campeões em Lisboa com o programa CI Inovador. Entre os destaques institucionais, apresentamos as ações da Softex voltadas à formação de talentos e à inclusão produtiva. Cada página reafirma o propósito da entidade: transformar conhecimento em desenvolvimento e inovação em impacto social e econômico. Seguimos conectando ideias, talentos e territórios, porque o futuro não se constrói sozinho. Boa leitura! Equipe Softex


S U M Á  Setor de TIC no Brasil crescerá 6,53% em 2025, aponta Observatório Softex

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Novo presidente da Softex fala sobre sua eleição e os desafios de liderar a transformação da inovação no Brasil

MERCADO INTERNACIONAL Gartner IT Symposium/ Xpo™: 10 previsões que vão moldar o futuro digital

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SOFTEX MULHER Tecnodiversidade: a representatividade racial que transforma

Brasil IT+ registra mais de 730 leads de negócios no Gartner IT Symposium

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COMPLIANCE

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Compliance e Governança: uma relação interdependente

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Á R I O OBSERVATORIO SOFTEX

Observatório Softex lança policy briefs sobre semicondutores e governança estratégica no Brasil

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IA2 Como a Onco AI está utilizando a inteligência artificial para reduzir recidiva do câncer

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Deep tech Kerow vence Prêmio Finep com solução de IA para rastreabilidade bovina

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ACONTECE NO SETOR ARTIGOS Estudo MIT: 95% das empresas ainda não veem lucro com IA generativa

Gastos globais com IA devem chegar a R$ 3,6 trilhões até 2028, apura IDC

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Quando as máquinas aprenderam a cuidar: como a Indústria 5.0 está recolocando o humano no centro da produção

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A mentalidade do achismo: por que o Brasil ainda resiste à cultura de dados

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Câmara de Inovação

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EVENTOS Programa Bolsa Futuro Digital


Por Mário Pereira

Setor de TIC no Brasil crescerá 6,53% em 2025, aponta Observatório Softex

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setor de TIC no Brasil deverá crescer 6,53% em 2025, alcançando cerca de R$ 355 bilhões, segundo a quarta edição do Relatório Indústria de Software e Serviços de TIC no Brasil: caracterização e trajetória recente, produzido pelo Observatório Softex, unidade de pesquisa e inteligência estratégica voltada ao apoio à formulação de políticas públicas para TICs. Em 2024, esse crescimento foi de 5,7%.

O estudo, que se baseia em uma inédita pesquisa de dados primários e em números de fontes oficiais, oferece uma visão detalhada do setor, analisando a Indústria de Software e Serviços em Tecnologia da Informação e Comunicação (ISSTIC) em termos de mercado global, comércio exterior, cenário brasileiro, formação profissional, caracterização das empresas, mercado de trabalho, pesquisa e desenvolvimento (P&D), startups e perspectivas futuras. Os dados apresentados oferecem subsídios para políticas públicas e estratégias privadas voltadas ao fortalecimento do setor.

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Software liderando (R$ 274 milhões), seguido por Telecom (R$ 184 milhões) e Serviços de TI (R$ 158 milhões). Para 2030, a receita deve alcançar (em valores nominais) cerca de R$ 974 milhões, com a Indústria de Software dominando (R$ 457 milhões), seguida por Serviços de TI (R$ 315 milhões) e Telecom (R$ 203 milhões).

O Brasil está em um ponto de inflexão: apesar do avanço em conectividade, da força da Indústria de Software e do crescimento de polos de inovação, persistem desigualdades regionais, de gênero e de acesso a capital. Para transformar potencial tecnológico em desenvolvimento competitivo e inclusivo, será essencial articular Estado, mercado e academia em um projeto nacional de inovação.

DÉFICIT NA BALANÇA COMERCIAL

CENÁRIO BRASILEIRO EM CRESCIMENTO

Entre 2015 e 2023, o setor de Serviços de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) triplicou seu volume de negócios, registrando US$ 12,2 milhões a mais no período e um avanço expressivo de US$ 4 milhões apenas em 2023, o que representou um crescimento anual de 29,8%. As projeções do Observatório Softex para 2023 a 2030 indicam que, já em 2025, as exportações do setor devem atingir US$ 8,2 bilhões, com a Indústria de Software respondendo pela maior fatia — US$ 7,6 bilhões — e previsão de chegar a US$ 13,5 bilhões em 2030. Nesse cenário, o setor de Telecom deverá representar 7,1% das exportações e os Serviços de TI apenas 0,8%.

Segundo projeções nominais do Observatório Softex, o dispêndio em Serviços de TIC no Brasil deve crescer 6,53% em 2025, alcançando cerca de R$ 685 milhões, com tendência de expansão gradualmente menor até atingir aproximadamente R$ 896 milhões em 2030,. A região Sudeste continuará liderando a participação dos dispêndios em 2025, respondendo por 65% do total nacional. A região Norte apresentará a menor participação nos dispêndios, concentrando 1,9% do total. As demais regiões devem apresentar participações intermediárias: Centro-Oeste com 12,3%, Nordeste com 6% e Sul com 14,9%. Conforme estimativas nominais do Observatório Softex, em 2025, a receita operacional líquida do setor ISSTIC deve atingir cerca de R$ 616 milhões, com a Indústria de

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Apesar do crescimento das exportações, as projeções nominais indicam um saldo comercial negativo para os próximos anos, com déficit estimado em US$ 7,4 milhões em 2024 e aumento para US$ 16,7 milhões até 2030. A expectativa é de que, ao final da década, a Indústria de Software concentre cerca de 95% das exportações de ISSTIC, enquanto Telecom e Serviços de TI terão participações bem menores, de 4,7% e 0,5%, respectivamente, evidenciando a forte centralização do desempenho do setor no segmento de software.

A participação das mulheres no setor ISSTIC permanece baixa, representando apenas 19,2% da força de trabalho. Mesmo com maior escolaridade média, elas recebem salários 19,3% menores que os homens, diferença equivalente a R$ 1.618 por mês. Essa desigualdade persiste em todas as funções analisadas e se soma a desafios de empregabilidade, especialmente após os 40 anos. Na formação acadêmica, houve crescimento de 55,3% na oferta de cursos ISSTIC entre 2013 e 2023, impulsionado pelo ensino a distância, que hoje concentra 87,5% das vagas. No entanto, as taxas de evasão permanecem elevadas — 34% no presencial e 42,6% no EAD — e o desempenho acadêmico ainda é preocupante, com 71% dos cursos obtendo notas regulares ou insatisfatórias no ENADE.

MERCADO DE TRABALHO, PARTICIPAÇÃO FEMININA E OS DESAFIOS DA INCLUSÃO Em 2024, o setor ISSTIC representou 2,36% do estoque médio mensal de vínculos formais totais mantidos no país, contabilizando 1.141.234 vínculos. O setor registrou saldo positivo de 36.036 vagas, com destaque para o crescimento nos segmentos de Serviços em TI (125%), Indústria de Software (104%) e Telecom (28%).

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O perfil racial do setor também revela disparidades: 52,4% dos profissionais se autodeclaram brancos, 25,5% pardos e 6,2% pretos, indicando que a diversidade racial avança lentamente frente à necessidade de um mercado mais inclusivo.

ticas públicas e recursos voltados à descentralização e ao fortalecimento da ciência e tecnologia em todo o país. O investimento nacional em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) permanece em 1,05% do PIB, com previsão de atingir R$ 199 bilhões até 2030, mas em ritmo ainda insuficiente para reduzir o atraso tecnológico.

ICTS E PD&I

O financiamento das ICTs é majoritariamente sustentado por mecanismos de fomento governamentais, como o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), a Lei do Bem e a Lei de Informática — esta última respondendo por mais de 50% dos recursos nas ICTs privadas e mais de 90% no Amazonas por meio da versão Suframa.

Entre as 514 Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) mapeadas pelo Observatório Softex até 2025, a maioria (61,6%) atua no setor de Tecnologia e Comunicação, seguida por áreas como Agricultura, Ensino, Saúde, Meio Ambiente e Energia. A distribuição geográfica revela forte concentração no Sudeste (36,1%), especialmente em São Paulo, com menor presença no Centro-Oeste (9%). Essa desigualdade regional reflete disparidades históricas, econômicas e de investimentos, evidenciando a necessidade de polí-

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Segundo dados obtidos pelo Observatório Softex, em termos de inovação, 2024 registrou queda de 0,7% no número de patentes, totalizando 27.701 registros. Em contrapartida, o desenvolvimento de software apresentou avanço significativo, passando de 4.232 registros em 2023 para 5.312 em 2024, um crescimento de aproximadamente 25,5%, sinalizando uma tendência de fortalecimento da economia digital no país.

O número de concluintes praticamente dobrou, passando de 45,5 mil em 2013 para 87,9 mil em 2023. A modalidade EAD respondeu por 57% dessas formações e os cursos tecnológicos concentraram 68,8% dos concluintes, evidenciando uma preferência por qualificações mais rápidas e focadas no mercado. O setor privado teve papel predominante, sendo responsável por 81,1% das conclusões, reforçando sua relevância na ampliação da oferta e no atendimento à demanda por profissionais qualificados em TIC.

EAD EM EXPANSÃO NA FORMAÇÃO DE NOVOS ALUNOS

PERSPECTIVAS PARA O FUTURO DA TRANSFORMAÇÃO DIGITAL BRASILEIRA

Entre 2013 e 2023, os cursos ligados ao setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (ISSTIC) cresceram 55,3%, superando o avanço dos demais cursos (41,6%) e aumentando sua participação de 8,2% para 9,0% do total nacional. Esse movimento se intensificou a partir de 2019, com picos de crescimento em 2020 e 2022, e se concentrou principalmente no Sudeste (47,3%), seguido pelo Centro-Oeste, Nordeste, Sul e Norte. São Paulo lidera com 873 cursos, o que equivale a 30,7% do total. O avanço foi impulsionado, sobretudo, pela educação a distância (EAD), que expandiu mais de 15 vezes no período, enquanto a modalidade presencial cresceu de forma modesta.

As projeções indicam que os investimentos no setor devem superar R$ 890 bilhões até 2030, com destaque para a expansão da indústria de software. Apesar do potencial, persistem desafios como a concentração regional de recursos no Sudeste, déficit de profissionais qualificados, dependência de tecnologias importadas e barreiras regulatórias à inovação.

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O Brasil tem uma janela única para consolidar sua soberania digital, o que exige visão de longo prazo, articulação multissetorial e políticas públicas orientadas por evidências, capazes de impulsionar um ecossistema digital mais robusto, competitivo e socialmente inclusivo.

Para superar esses entraves, o estudo recomenda ações estratégicas coordenadas entre governo, empresas e academia. Entre elas, estão a criação de missões nacionais em áreas-chave como IA, semicondutores, 6G e cibersegurança, o fortalecimento de fundos público-privados para deep techs, o incentivo à pesquisa aplicada e à transferência tecnológica, além do fomento ao intraempreendedorismo e à inovação aberta.

Para acessar gratuitamente a íntegra da quarta edição do “Relatório Indústria de Software e Serviços de TIC no Brasil” acesse https://softex.br/estudotics/

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Por Karen Kornilovicz

Christian Tadeu é eleito novo presidente da Softex

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A Softex apresentou, em evento para mais de 200 pessoas realizado no dia 23 de setembro, no auditório do Teatro Silvio Barbato, em Brasília, sua nova diretoria. O empresário Christian Tadeu foi eleito e assumiu a presidência para um mandato de quatro anos, tendo ao seu lado Diônes Lima, vice-presidente executivo. Ruben Delgado segue como diretor de Relações Institucionais da entidade. Na ocasião, Christian destacou os principais eixos de sua gestão: internacionalização de empresas, estímulo à inovação, capacitação e letramento digital para populações vulneráveis, além da modernização do ambiente de negócios de tecnologia no país. “Nossa atuação está centrada na sinergia entre empresas, instituições públicas e privadas, governo e academia para resolver desafios reais. Vamos ampliar a conexão com as startups brasileiras por meio de demandas concretas do mercado, abrir mercados internacionais para o software nacional e serviços de P&D e promover inclusão digital para o desenvolvimento integral do país”, afirmou o novo presidente.

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O vice-presidente executivo, Diônes Lima, reforçou a missão da entidade.

Nosso compromisso é transformar essas diretrizes em ações concretas que gerem impacto real no ecossistema de inovação. Queremos fortalecer parcerias regionais e ampliar o alcance dos programas da Softex para que a tecnologia seja, de fato, um vetor de transformação social e econômica em todo o Brasil. Com ampla experiência no setor de tecnologia, Christian Tadeu já presidiu a Assespro Nacional, a Assespro-DF e o Sindesei/DF. Atualmente, integra a Câmara Brasileira de Tecnologia da Informação da CNC, a Câmara Temática de TIC da Fecomércio-DF e o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), órgão consultivo da Presidência da República.

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Novo presidente da Softex fala sobre sua eleição e os desafios de liderar a transformação da inovação no Brasil

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frente de um novo ciclo na Softex, Christian Tadeu fala sobre sua eleição, os desafios da inovação no país e sua visão para o futuro do setor de tecnologia.

O QUE SIGNIFICA PARA VOCÊ ASSUMIR A PRESIDÊNCIA DA SOFTEX?

QUAIS SERÃO AS PRIORIDADES DA SUA GESTÃO? Nossas prioridades estão organizadas em quatro pilares: internacionalização de empresas, estímulo à inovação, capacitação e letramento digital para populações vulneráveis, e modernização do ambiente de negócios. O objetivo é criar um ciclo virtuoso que aumente a competitividade do Brasil e gere impacto social real.

É uma conquista que carrego com muita responsabilidade. Minha trajetória em entidades como a Assespro e o Sindesei me mostrou a importância de unir diferentes atores em torno de um propósito comum. Assumir a Softex significa ter a chance de transformar essa visão em ações concretas que impactem o setor e o país.

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O QUE MUDA NA SOFTEX COM A SUA CHEGADA?

QUAL A SUA PERCEPÇÃO DA RELEVÂNCIA DESSES 30 ANOS DE ATIVIDADES DA SOFTEX PARA O SETOR DE TICS?

Nada muda na essência da Softex. O que temos é a continuidade de um trabalho sólido, que já vem entregando grandes resultados para o setor de TICs. Meu compromisso é dar sequência a essa trajetória de sucesso, fortalecendo ainda mais as ações já consolidadas e, ao mesmo tempo, abrindo espaço para novas oportunidades que mantenham a Softex na vanguarda da inovação e da competitividade.

Ao longo dessas três décadas, a entidade ajudou a estruturar políticas públicas, fomentar a competitividade das empresas e criar pontes entre governo, academia e iniciativa privada. Esse legado se traduz em resultados concretos, como a internacionalização de empresas brasileiras, a formação de talentos e o fortalecimento do ecossistema de inovação. E vamos seguir ampliando nosso papel estratégico na transformação digital do país e no posicionamento global do Brasil na indústria de tecnologia.

QUAIS BARREIRAS O BRASIL AINDA PRECISA SUPERAR PARA SE TORNAR O PLAYER GLOBAL QUE TEM CAPACIDADE DE SER NO SETOR DE TICS? Temos três grandes desafios: a falta de capital para escalar negócios, a burocracia que atrasa a inovação e a desigualdade no acesso à educação tecnológica. Trabalhar nesses pontos é fundamental para o Brasil competir globalmente.

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COMO APROXIMAR STARTUPS, GOVERNO E ACADEMIA?

VOCÊ COMENTOU QUE LETRAMENTO DIGITAL PARA POPULAÇÕES VULNERÁVEIS É UMA PRIORIDADE. COMO RECRUTAR E FORMAR TALENTOS DA PERIFERIA?

Criando projetos baseados em demandas reais do mercado, como a Softex já vem fazendo por meio de programas como IA2, TechD ou Conecta Startup Brasil. Quando uma startup entende a dor de uma indústria ou de um órgão público, ela consegue gerar inovação aplicada. A Softex será esse elo que conecta necessidade com solução.

Primeiro, é preciso enxergar esse potencial onde ele está. Vamos trabalhar com escolas, ONGs, programas regionais e empresas para identificar talentos e oferecer capacitação prática. A ideia é reduzir barreiras de entrada e criar pontes entre esses jovens e o mercado.

NA SUA VISÃO, COMO É POSSÍVEL TRANSFORMAR A TECNOLOGIA EM VETOR DE INCLUSÃO, MAS INDO ALÉM DO ASSISTENCIALISMO?

A SOFTEX DISPÕE DE UMA UNIDADE DE PESQUISA E INTELIGÊNCIA ESTRATÉGICA VOLTADA AO APOIO DE POLÍTICAS PÚBLICAS EM TICS, O OBSERVATÓRIO SOFTEX, QUE ESTÁ SE REPOSICIONANDO PARA SE TORNAR UM THINK TANK. COMENTE UM POUCO SOBRE ISSO.

A diferença está em formar pessoas para gerar renda. Quando alguém da periferia entra em um curso de TI, consegue seu primeiro emprego, emite nota fiscal, paga imposto e melhora seu salário, estamos fechando um ciclo. Não é assistencialismo, é autonomia, é cidadania por meio da tecnologia.

É verdade. Estamos lançando dois policy briefs dedicados ao setor de semicondutores, considerado estratégico para o país. Nosso objetivo é influenciar políticas públicas, orientar

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estratégias institucionais e apoiar líderes em decisões críticas, sempre com base em dados, evidências e inteligência aplicada. Essas publicações refletem a expertise do Observatório e simbolizam sua transição para um think tank do setor de TICs, reforçando sua autoridade técnica e sua capacidade de contribuir para a definição de agendas de inovação, tecnologia e empreendedorismo no Brasil.

OLHANDO PARA O FUTURO, PARA TUDO O QUE VOCÊ TEM A OPORTUNIDADE DE REALIZAR COMO PRESIDENTE DA SOFTEX. QUE LEGADO GOSTARIA DE DEIXAR? Quero que, ao final do meu mandato, possamos dizer que a tecnologia se tornou mais democrática no Brasil. Que jovens da periferia, empresas de todos os tamanhos e regiões do país tiveram acesso real a oportunidades digitais. Esse será o maior legado: transformar a inovação em política de Estado, e não apenas em ação pontual.

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OBSERVATORIO SOFTEX Por Mário Pereira

Observatório Softex lança policy briefs sobre semicondutores e governança estratégica no Brasil

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Observatório Softex, unidade de pesquisa e inteligência estratégica voltada ao apoio na formulação de políticas públicas, acaba de publicar seus dois primeiros policy briefs dedicados ao setor de semicondutores. Os documentos utilizam o método TAPIC,Transparência, Prestação de Contas, Participação, Integridade e Capacidade e traduzem análises complexas em recomendações práticas, fornecendo subsídios técnicos para decisões estratégicas de governos e empresas.

parência e relatórios periódicos, mas identifica fragilidades em responsabilização, participação estruturada e capacidade institucional. Com o mercado global de semicondutores projetado para atingir US$ 700 bilhões em 2025, impulsionado por inteligência artificial, veículos elétricos e computação de alto desempenho, decisões estratégicas nos próximos anos serão determinantes para o posicionamento competitivo do Brasil. Entre as recomendações estão a criação de um comitê de governança, a implantação de uma unidade gestora, o desenvolvimento de um portal único e mecanismos permanentes de monitoramento com indicadores públicos.

O primeiro estudo, “Diagnóstico e recomendações de governança no setor de semicondutores”, avalia a governança do ecossistema brasileiro de semicondutores, considerando instrumentos como o Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Indústria de Semicondutores (PADIS) e a Lei nº 14.968/2024, que instituiu o Programa Brasil Semicondutores. O diagnóstico aponta avanços em trans-

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O segundo policy brief, intitulado “Governança Estratégica para o Setor de Semicondutores no Brasil”, propõe transformar o arcabouço legal recente em um programa coordenado de execução, com foco em reduzir dependência externa, formar e reter talentos especializados e estimular nichos estratégicos, como design de chips e atividades de back-end. O documento também aponta riscos, como descontinuidade política, sobrecapacidade produtiva e fuga de talentos, sugerindo medidas de mitigação, incluindo contratos plurianuais, cofinanciamento privado e atração de profissionais expatriados.

Com esses estudos, reforçamos o papel do Observatório Softex como referência em dados e análises aplicadas à tecnologia da informação e comunicação, apoiando tanto o governo quanto as empresas na tomada de decisões estratégicas afirma Rayanny Nunes, Coordenadora de Inteligência e Design de Soluções da Softex.

ACESSE O ARTIGO AQUI

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CI INOVADOR Estudantes do Programa CI Inovador na UFSM vencem desafio internacional em Lisboa

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ma proposta de startup voltada ao design de circuitos integrados garantiu a estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) o primeiro lugar na competição internacional promovida pela Escola de Verão sobre Projeto Avançado de Circuitos Integrados Analógicos e Misto (AMS IC Design 2025), realizada na Universidade NOVA de Lisboa. Os vencedores também receberam uma premiação no valor de € 1.000,00 (R$ 6.400,00).

A competição desafiou os participantes a desenvolverem propostas de startups voltadas ao setor de semicondutores, contemplando desde a concepção da ideia até um plano financeiro de cinco anos. A equipe da UFSM apresentou um projeto de empresa especializada em serviços back-end de design de circuitos integrados, com foco em etapas como roteamento, layout físico e síntese, voltado a empresas que enfrentam gargalos produtivos ou dispõem de equipes técnicas reduzidas.

A vitória aconteceu durante a cerimônia de encerramento da disciplina de Empreendedorismo, etapa final do programa europeu que integra a fase internacional do programa CI Inovador, iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), coordenada pela Softex no âmbito do Programa Prioritário PNM Design Microeletrônica.

A participação dos estudantes foi viabilizada por meio de parceria institucional entre a UFSM e a Universidade NOVA de Lisboa, articulada no contexto do programa CI Inovador. Além da UFSM, alunos da Universidade de Brasília (UnB) também foram contemplados. O curso intensivo europeu envolveu atividades práticas, mentorias e avaliações com especia-

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listas internacionais em inovação e tecnologia de hardware.

CAPACITAÇÃO, VIVÊNCIA INTERNACIONAL E IN COMPANY: AS 3 ETAPAS DO CI INOVADOR

Durante a preparação, os alunos enfrentaram o desafio de traduzir conceitos técnicos para uma linguagem compreensível a investidores, além de coordenar a produção do plano de negócios em curto prazo. O processo incluiu simulações de apresentações, mentorias com docentes e modelagem financeira, exigindo adaptação, clareza de comunicação e trabalho colaborativo.

O CI Inovador é um programa criado para suprir a demanda crescente por profissionais qualificados nos setores de semicondutores e microeletrônica no Brasil. A iniciativa conta com o envolvimento de instituições de ensino de excelência, como a UFSM. O programa oferece trilhas de residência em Sistemas Digitais e Sistemas Analógicos, com bolsas de estudo e passagens custeadas para a fase internacional, além de conteúdos voltados à gestão e ao empreendedorismo.

“Esse resultado reforça a relevância da internacionalização da formação acadêmica no setor de semicondutores. O CI Inovador prevê, para as próximas etapas, o desenvolvimento de spinoffs com base nas ideias premiadas, além da aproximação com investidores e participação em novos eventos internacionais, ampliando as perspectivas de inserção global dos estudantes brasileiros no setor”,

A jornada é dividida em três etapas: capacitação, vivência internacional e in company. A primeira fase, com duração de seis meses, garantiu a conquista de certificação aos estudantes aprovados. Os participantes com melhor desempenho seguiram para uma experiência internacional imersiva. Agora, eles seguirão para atuação prática junto a empresas do setor, contribuindo diretamente para o fortalecimento do ecossistema brasileiro de semicondutores.

avalia o Dr. João Baptista dos Santos Martins, professor titular do Departamento de Eletrônica e Computação da UFSM, uma das executoras do programa CI Inovador.

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Por Karen Kornilovicz

Como a Onco AI está utilizando a inteligência artificial para reduzir recidiva do câncer

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e acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e a Agência Brasil (2024), o Brasil registra anualmente cerca de 704 mil novos casos de câncer, sendo que as regiões Sul e Sudeste concentram 70% da incidência. Entre os diagnósticos mais frequentes estão o câncer de mama, com aproximadamente 74 mil novos casos, e o câncer de pulmão, com cerca de 40 mil. Ambos apresentam altas taxas de recidiva: 40% no câncer de mama e 30% no câncer de pulmão.

É nesse contexto que surge a Onco AI, startup acelerada pelo Programa IA² MCTI e dedicada ao uso de inteligência artificial para a predição de recidiva de câncer de mama e pulmão. A solução transforma dados clínicos em decisões médicas mais seguras e eficazes, contribuindo para reduzir internações emergenciais, otimizar recursos e melhorar o acompanhamento dos pacientes ao personalizar o tratamento.

“O câncer é um problema de saúde pública que exige inovação. A Onco AI nasceu para transformar dados em decisões médicas capazes de mudar o destino de milhares de pacientes”,

A recorrência da doença é um dos grandes desafios da oncologia. A ineficiência na detecção precoce, o rastreio insuficiente e o acompanhamento irregular fazem com que muitos pacientes recebam o diagnóstico em estágio avançado, demandando por um tratamento mais agressivo, com efeitos adversos e comprometimento da qualidade de vida.

explica a Dra. Mariana Zuliani Theodoro de Lima, cofounder & CEO da startup.

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O modelo de negócio se baseia no formato pay-per-use, voltado para operadoras, hospitais e clínicas oncológicas, democratizando o acesso à tecnologia e ampliando o impacto social da solução.

No exterior, a startup conquistou o segundo lugar no programa J-Wings Empreende Mulher, da Agência Internacional de Cooperação do Japão (JICA) em parceria com a BBC Capital. Como prêmio, a equipe embarcou para uma imersão no Japão, mantendo contato com startups de saúde, comunidades de empreendedores e iniciativas sociais inspiradoras.

RECONHECIMENTO NO BRASIL E NO EXTERIOR

Em breve, a Onco AI retornará à terra do Sol Nascente, como uma das startups premiadas no programa Innovation Leaders Summit, alinhado às iniciativas globais de inovação da ONU. Desta forma, a empresa conquistou uma nova etapa de aceleração no Japão, onde passará uma semana fortalecendo laços internacionais e explorando oportunidades de negócio.

Reconhecida entre as 100 startups mais promissoras do ecossistema de inovação brasileiro, na sétima edição da lista “100 Startups to Watch”, publicada anualmente pela revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, a Onco AI conquistou recentemente o primeiro lugar no Congresso Brasileiro de Mastologia, com o prêmio de melhor trabalho científico, um marco de validação acadêmica e médica que reforça sua credibilidade perante o setor.

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FUTURO PROMISSOR Atualmente, a Onco AI está em fase de prova de conceito (POC) no Instituto de Câncer Dr. Arnaldo, principal parceiro desde o início da jornada. Além disso, já iniciou o processo de regulamentação junto à Anvisa e busca expandir a validação da tecnologia em outros hospitais, tanto no Brasil quanto no exterior.

“O Programa IA² foi um divisor de águas para nós. Representou o primeiro investimento a fundo perdido, essencial para deep techs, e nos deu não apenas capital, mas também credibilidade, visibilidade e orientação estratégica”,

O futuro da solução envolve o aprimoramento do modelo preditivo, a incorporação de dados genômicos e o uso de imagens médicas, além da consolidação de parcerias estratégicas. As experiências internacionais e a credibilidade conquistada em congressos e programas de aceleração reforçam o potencial da Onco AI para se consolidar no mercado de saúde digital.

destaca a Dra. Mariana Zuliani Theodoro de Lima. Para ela, o próximo passo é escalar a tecnologia e ampliar o impacto: “Nosso propósito é claro: salvar vidas por meio da inovação, trazendo mais qualidade de vida para os pacientes. A recidiva não pode ser tratada como inevitável. Com inteligência artificial e acompanhamento contínuo, conseguimos antecipar riscos e oferecer um tratamento mais justo, humano e eficiente”, conclui.

O Programa IA² é uma iniciativa do MCTI executada pela Softex com o apoio do CNPq e da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Transformação Digital, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

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Por Karen Kornilovicz

eep tech Kerow vence Prêmio Finep com D solução de IA para rastreabilidade bovina

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estrutura para o desenvolvimento de soluções de visão computacional voltadas ao agronegócio.

Kerow, deep tech sul mato-grossense em processo de aceleração pelo Programa IA² MCTI, venceu o Prêmio Finep de Inovação 2025 na categoria “Transformação Digital da Indústria para Ampliar a Produtividade”. A nomeação reconhece o trabalho da startup no desenvolvimento de tecnologias baseadas em inteligência artificial voltadas à identificação e rastreabilidade de bovinos.

ALGORITMOS DE RECONHECIMENTO FACIAL E CORPORAL O objetivo da Kerow é aplicar visão computacional e inteligência artificial para aprimorar a identificação e a estimativa de massa de bovinos em propriedades rurais, otimizando o manejo, reduzindo o estresse dos animais e economizando tempo dos profissionais envolvidos no processo. A solução busca identificar animais de raças comerciais relevantes e classificá-los por escores corporais, facilitando a definição do ponto ideal de abate e contribuindo para maior eficiência e rentabilidade na pecuária.

A conquista do Prêmio Finep é um marco na trajetória da Kerow, que nasceu dentro do ecossistema de inovação do Mato Grosso do Sul, na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, e vem consolidando uma sólida trajetória de pesquisa aplicada. A deep tech é apoiada por programas estratégicos como o IA² MCTI/Softex, o Centelha 2/Fundect e o RHAE/CNPq, que forneceram recursos, bolsas de pesquisa e infra-

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A Kerow também incorporou um sistema de identificação individual de bovinos por meio da análise de imagens do espelho nasal, uma espécie de “impressão digital” dos animais. A solução, criada em parceria com a Agron, combina algoritmos de reconhecimento facial e corporal para gerar padrões biométricos únicos, possibilitando rastreabilidade precisa do nascimento ao abate e apoiando futuras políticas públicas de certificação e controle de origem animal.

INTERNACIONALIZAÇÃO E SOLUÇÃO COMERCIAL CONSOLIDADA O apoio dos programas de fomento foi decisivo para o amadurecimento da startup. Segundo Caroline, o IA² MCTI/Softex possibilitou a consolidação da fase de prototipagem e a internacionalização da empresa, com participações no Mobile World Congress (MWC), em Barcelona. Essas experiências permitiram o contato com fornecedores globais e o aperfeiçoamento das tecnologias utilizadas.

Para a startup, o reconhecimento da Finep representa a validação de um trabalho de pesquisa científica robusto, que já resultou em dissertações de mestrado, artigos publicados e um projeto de doutorado em andamento. “É o reconhecimento de uma jornada construída com base em evidências, testes e muita dedicação. Foi uma surpresa e, ao mesmo tempo, uma confirmação de que estamos no caminho certo”, afirma a Prof. Dra. Vanessa Weber, diretora de conhecimento da Kerow.

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soluções de ponta para o agronegócio a partir da ciência brasileira”,

Atualmente, a Kerow reúne cerca de 34 profissionais entre pesquisadores, bolsistas e técnicos, e avança em novos projetos voltados à automação da pesagem e contagem de bovinos em tempo real. Além disso, prepara-se para uma nova etapa de expansão com o Tecnova, programa estadual que prevê ações de aceleração e internacionalização. No radar da startup, oportunidades de expansão na América do Sul, incluindo parcerias com produtores do Paraguai, Argentina, Uruguai e Colômbia.

conclui a Dra. Vanessa Weber. Ao todo, 115 projetos nacionais em sete categorias concorreram ao prêmio, após uma seleção entre cerca de 3 mil propostas apoiadas pela Finep entre janeiro de 2023 e dezembro de 2024, nas modalidades reembolsáveis e não-reembolsáveis. A iniciativa pretende dar visibilidade a experiências inovadoras em todas as regiões do Brasil, reforçando o compromisso do Governo Federal em estimular o desenvolvimento científico e tecnológico em iniciativas que conectam a pesquisa com benefícios para o setor produtivo. Os vencedores receberam o Selo Prêmio Finep de Inovação 2025.

“Mais do que um reconhecimento individual, essa conquista reforça a força do ecossistema de inovação do Centro-Oeste e mostra que é possível gerar

O Programa IA² MCTI é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação executada pela Softex com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Transformação Digital (Setad), e recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

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Startup Super NINA conquista prêmio internacional da União Europeia

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A Super NINA foi destaque na categoria “Instituições Públicas e Empresas Privadas”, que reconhece iniciativas que tornam a mobilidade mais justa, segura e inclusiva para mulheres e grupos diversos na América Latina e Caribe. O evento reuniu governos, universidades, organizações sociais e agências internacionais em três dias de debates e workshops sobre políticas públicas de mobilidade com perspectiva de gênero.

Super NINA, startup brasileira em aceleração pelo Programa IA² MCTI, iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) executada pela Softex — conquistou o Prêmio “Rumbo a la Equidad”, um dos principais reconhecimentos internacionais em mobilidade e equidade. A premiação, promovida pela Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) e pela União Europeia (UE), aconteceu entre os dias 7 e 9 de outubro, em Bogotá, na Colômbia, durante as Jornadas de Intercâmbio do Programa EUROCLIMA, financiado pela UE e pelo governo alemão.

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MOBILIDADE COM EQUIDADE DE GÊNERO Liderada por Simony César, empreendedora nordestina e periférica, a startup combina dados, tecnologia e impacto social para combater a violência de gênero nos transportes públicos e espaços urbanos. “A Super NINA nasceu do medo cotidiano de quem depende do transporte público. Ver nossa tecnologia reconhecida fora do país mostra que inovação e empatia precisam incluir a periferia”, afirma Simony. Com presença em Fortaleza e experiência também em Salvador, a plataforma coleta e analisa dados sobre assédio e violência de gênero, apoiando prefeituras, governos e forças policiais na formulação de políticas de segurança e protocolos de atendimento. A startup planeja

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expandir o modelo para Pernambuco, seu estado de origem, em parceria com instituições públicas locais. A conquista da Super NINA simboliza não apenas o avanço da inovação com propósito social, mas também o fortalecimento do ecossistema de tecnologia brasileiro por meio de programas de aceleração, como o IA² MCTI. O Programa IA² MCTI é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação executada pela Softex com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Transformação Digital (Setad), e recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).


Gartner IT Symposium/Xpo™ 2025: 10 previsões que vão moldar o futuro digital

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om o objetivo de gerar análises e insights estratégicos, o Observatório Softex e o Brasil IT+ marcaram presença no Gartner IT Symposium/Xpo™ 2025, acompanhando as principais trilhas de tecnologia, liderança e inovação.

Confira 10 previsões da consultoria apresentadas durante o evento e que prometem transformar a entrega de tecnologia e a forma como os negócios operam nos próximos anos.

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“O futuro não é artificial nem humano. É híbrido.” Essa frase, dita durante o evento, resume o momento que estamos vivendo: a era em que a inteligência humana e a inteligência artificial precisam aprender a criar valor juntas, moldando tendências que estão redefinindo o papel da IA, da governança de dados e da transformação digital nas organizações.

Da experimentação à execução da GenAI

A IA generativa saiu dos laboratórios e entrou no core business. O Gartner chamou 2025 de “ano da industrialização da GenAI”.

PREVISÃO GARTNER: ATÉ 2027, 60% DAS EMPRESAS TERÃO ESTRUTURAS INTERNAS DE IA PADRONIZADAS, AUDITÁVEIS E ESCALÁVEIS.

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CIOs como coautores da estratégia de negócio

TI e estratégia corporativa agora são inseparáveis. O CIO se torna o arquiteto do crescimento.

PREVISÃO GARTNER: 84% DAS EMPRESAS JÁ INTEGRAM KPIS DE TI AOS DE PERFORMANCE FINANCEIRA E INOVAÇÃO.

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IA confiável e governança digital

A confiança é a nova métrica de sucesso da IA. Surgem os “AI Trust Offices” e modelos explicáveis por design.

PREVISÃO GARTNER: ORGANIZAÇÕES COM POLÍTICAS DE IA RESPONSÁVEIS TERÃO 50% MENOS INCIDENTES DE RISCO REPUTACIONAL.

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Força de trabalho híbrida (humana + digital)

Avança o conceito de Digital Workforce 2.0 — equipes compostas por humanos e agentes autônomos.

PREVISÃO GARTNER: 30% DAS FUNÇÕES CORPORATIVAS TERÃO ALGUM TIPO DE ASSISTENTE DE IA ATÉ 2028.

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Crescimento sustentável e responsável

A sustentabilidade deixa de ser compliance e se torna diferencial competitivo.

PREVISÃO GARTNER: EMPRESAS QUE ADOTAM MÉTRICAS “TECH FOR SUSTAINABLE VALUE” SÃO 20% MAIS RENTÁVEIS EM MÉDIO PRAZO. 6

Arquiteturas composáveis e plataformas modulares

O futuro da TI é componível: sistemas modulares e flexíveis, que se reconfiguram conforme a demanda.

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PREVISÃO GARTNER: EMPRESAS COM ARQUITETURA COMPOSÁVEL REAGEM 80% MAIS RÁPIDO A MUDANÇAS DE MERCADO.

Liderança adaptativa e cultura de experimentação

O líder digital é um curador de aprendizado organizacional. A coragem de errar rápido substitui a busca pela previsibilidade.

PREVISÃO GARTNER: EMPRESAS COM LÍDERES ADAPTATIVOS CRESCEM 2,5X MAIS EM AMBIENTES DE DISRUPÇÃO.

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O renascimento do edge computing

Com o aumento da IA embarcada e da Internet das Coisas, o processamento no edge ganha força.

PREVISÃO GARTNER: ATÉ 2027, 45% DOS DADOS EMPRESARIAIS SERÃO PROCESSADOS FORA DA NUVEM TRADICIONAL.

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Cibersegurança inteligente e preditiva

A segurança deixa de ser reativa e passa a ser autônoma e antecipatória. IA e automação detectam padrões antes da ameaça se concretizar.

PREVISÃO GARTNER: ATÉ 2026, 40% DAS GRANDES EMPRESAS USARÃO MODELOS DE IA PARA RESPOSTA AUTOMATIZADA A INCIDENTES. 10

Experiências hiperpersonalizadas por IA

O marketing e o relacionamento com o cliente entram na era da personalização cognitiva, com IA ajustando conteúdo, oferta e jornada em tempo real.

PREVISÃO GARTNER: EXPERIÊNCIAS PERSONALIZADAS IMPULSIONARÃO 15% DO CRESCIMENTO GLOBAL DE RECEITA ATÉ 2028.

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Por Karen Kornilovicz

Brasil IT+ registra mais de 730 leads de negócios no Gartner IT Symposium

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elo 20º ano consecutivo, o Projeto Setorial Brasil IT+, desenvolvido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em parceria com a Softex, marcou presença no Gartner IT Symposium/Xpo™ 2025, o maior encontro anual de CIOs e executivos de tecnologia das empresas mais inovadoras do mundo. Esta edição teve como tema central “Agentes da Mudança: Liderando por meio da Inteligência”.

Ao longo de quatro dias de evento, encerrado em 24 de outubro, a delegação brasileira captou mais de 730 leads de negócios em seu estande e marcou presença na grade oficial com quatro palestras. Nesta edição, o simpósio recebeu mais de 7 mil CIOs e executivos de tecnologia, interessados em soluções inovadoras para acelerar a transformação digital de suas organizações.

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dade única de alinhar nossas soluções às tendências internacionais, compartilhar conhecimento e reforçar a qualidade da tecnologia brasileira”, destaca João Maia, diretor de negócios e marketing do Venturus.

Segundo Gabriela Silva, líder da célula de internacionalização da Softex,

a presença constante da delegação brasileira fortalece o reconhecimento internacional das empresas nacionais de tecnologia, reduz assimetrias de informação e oferece segurança aos compradores.

O evento também favoreceu o networking entre empresas brasileiras, resultando em parcerias estratégicas, como a formada entre a EvoSystems e a Orange Testing. “Nosso objetivo é entregar mais qualidade aos clientes, e as ferramentas da Orange Testing se alinham perfeitamente a essa meta. A parceria tem se mostrado mutuamente benéfica, gerando novos contratos e oportunidades para ambas as empresas”, afirma Leonardo Dias, CEO da EvoSystems.

EXPANSÃO GLOBAL E NETWORKING ENTRE AS EMPRESAS DA DELEGAÇÃO A multinacional TOTVS, em sua oitava vez no evento, anunciou o lançamento da TOTVS Flórida, reforçando sua expansão internacional. “Participar do Gartner nos permitiu explorar o mercado e o ecossistema de tecnologia dos Estados Unidos, entendendo melhor o fit das nossas soluções. Com a TOTVS Flórida, levaremos ao mercado norte-americano nossas soluções em inteligência artificial, iPaaS e o novo WMS como Software como Serviço (SaaS)”, explica Marcelo Souccar, head da TOTVS Flórida.

A delegação brasileira contou com a participação de 24 empresas: Agile Inc, Apura Cybersecurity Intelligence, Argotechno, Cesar Innovation Center, CI&T, Conquest One, Digibee, ilegra, Fenix DFA, GoLedger, Levva, Orange Testing, Prosperi, Pulsus, Sofist, Stefanini, TOTVS, Venturus, Anlix, Art IT, bycoders, Evo Systems, Pappsales e Dominium.

O Venturus, centro de tecnologia, pesquisa e inovação com 30 anos de atuação, marcou presença pelo terceiro ano consecutivo. A empresa validou ideias, apresentou propostas e realizou uma palestra para mais de 50 pessoas sobre os impactos da inteligência artificial no desenvolvimento de software. “Estar no Gartner IT Symposium/Xpo™ é uma oportuni-

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SOFTEX MULHER Tecnodiversidade: a representatividade racial que transforma

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COMO SUA TRAJETÓRIA PESSOAL INFLUENCIOU O NASCIMENTO DO “DO SILÊNCIO AO SILÍCIO”?

o Brasil, o empreendedorismo negro representa uma força econômica expressiva. Segundo o SEBRAE, mais de 53% dos empreendedores brasileiros se autodeclaram negros. Entretanto, apenas 5,8% das lideranças de startups são negras, e esses profissionais enfrentam três vezes mais chances de ter crédito negado do que empreendedores não negros.

Danielle Marques: Eu cresci na periferia de Ribeirão Preto, muito próxima de programas de políticas públicas que incentivavam o estudo e o esporte. Meus pais sempre acreditaram que a educação seria o caminho para mudar nossa realidade. Na universidade, percebi que as pessoas com quem cresci sempre foram empreendedoras, mas não se viam assim. A gente chamava de “gambiarra” o que, no Vale do Silício, chamam de inovação.

Para entender como esse cenário pode mudar, conversamos com Danielle Marques, criadora do projeto Do Silêncio ao Silício. Nascida na periferia de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, ela é administradora, especialista em diversidade e inclusão em startups, e já passou por empresas como QuintoAndar, Cubo Itaú e Zup Innovation. Nesta entrevista, ela compartilha sua trajetória, reflexões e conselhos para quem sonha em transformar realidades por meio da tecnologia.

Durante uma imersão no Vale do Silício, percebi a ausência de pessoas negras nos debates sobre tecnologia. Foi ali que surgiu o insight: o que é exaltado como inovação lá, é silenciado aqui. Quando voltei, “Do Silêncio

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ao Silício” para dar visibilidade aos empreendedores negros e periféricos que já inovam, mas não são reconhecidos.

sistema de inovação ainda não os enxerga. E é isso que o nosso projeto busca mudar, conectando essas pessoas a redes de educação, investimento e networking.

QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS DESAFIOS ENFRENTADOS PELOS EMPREENDEDORES NEGROS NO BRASIL?

O “DO SILÊNCIO AO SILÍCIO” JÁ IMPACTOU DEZENAS DE EMPREENDEDORES. COMO FUNCIONA ESSA INICIATIVA?

Danielle Marques: Os desafios são muitos, mas o principal é o acesso a crédito e investimento. Pesquisas mostram que empreendedores negros têm até três vezes mais chances de ter crédito negado. Além disso, muitos começam a empreender por necessidade, não por oportunidade.

Danielle Marques: A ideia é levar empreendedores negros e periféricos para imersões no Vale do Silício, onde eles podem conhecer investidores, hubs de inovação e universidades. Cada programa dura cerca de 12 dias e já impactou 20 empreendedores brasileiros.

Mesmo assim, há uma força enorme nesses negócios. As pessoas criam soluções para problemas reais, muitas vezes com pouquíssimos recursos. O problema é que o ecos-

O objetivo é que essas pessoas voltem com novas referências, conexões e autoconfiança para ampliar seus negócios. Não se trata apenas de uma viagem, mas de um processo de formação e pertencimento, mostrar que a periferia também é lugar de inovação.

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POR QUE É TÃO IMPORTANTE PROMOVER DIVERSIDADE NO SETOR DE TECNOLOGIA? Danielle Marques: Porque diversidade gera inovação. Quando apenas um grupo homogêneo cria produtos, ele tende a reproduzir seus próprios vieses e não atender a todas as pessoas. O Brasil é um país diverso. Assim, o que funciona em São Paulo pode não funcionar no Recife ou em Salvador. Empresas com mais diversidade têm melhores resultados financeiros e produtos mais inclusivos. Segundo o Instituto Ethos, times diversos são mais inovadores e lucrativos. Além disso, a população negra movimenta R$ 1,7 trilhão por ano, então não é só uma questão social. É também uma questão econômica e de competitividade.

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QUE CONSELHO VOCÊ DARIA A MENINAS E MULHERES NEGRAS QUE SONHAM EM EMPREENDER E INOVAR? Danielle Marques: O primeiro conselho vem da minha mãe: conhecimento é a única coisa que ninguém pode te tirar. Busque aprender sempre. Sobre o mundo e sobre a sua própria história. Saber de onde você veio fortalece o caminho que quer trilhar.

O segundo é ter coragem. Muitas vezes, o que muda a vida da gente é aquele e-mail que dá medo de enviar. Foi assim comigo: fiz uma vaquinha para custear minha ida ao Vale do Silício, mesmo com receio. Isso mudou minha trajetória e me fez enxergar o poder da coletividade. A escritora Maya Angelou dizia que “coragem é a maior das virtudes, porque sem ela não podemos praticar nenhuma outra com consistência”. É exatamente isso. Tenha coragem de acreditar em você e de ocupar os espaços que sempre te disseram que não eram seus. Saiba mais sobre a trajetória de Danielle Marques no podcast TI Com Elas. Clique aqui e ouça o novo episódio.

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ACONTECE NO SETOR Estudo MIT: 95% das empresas ainda não veem lucro com IA generativa

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a contextos específicos ou melhorar continuamente. Entre as empresas avaliadas, 80% já experimentaram ferramentas como ChatGPT e Copilot, mas apenas 20% conseguiram avançar para testes estruturados e somente 5% alcançaram implantação em produção.

m levantamento conduzido pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (Massachusetts Institute of Technology – MIT) por meio do Projeto NANDA coordenado pelo pesquisador Ramesh Raskar, indica que os investimentos corporativos em inteligência artificial generativa (IA generativa) não têm resultado em ganhos financeiros concretos.

O estudo aponta ainda padrões que ajudam a explicar essa lacuna. Em primeiro lugar, somente dois dos oito setores analisados — tecnologia e telecomunicações — apresentaram mudanças significativas. Outro ponto foi o chamado “paradoxo corporativo”, no qual grandes companhias lideram em volume de projetos-piloto, mas ficam atrás em escala efetiva. Além disso, os investimentos se concentram em áreas visíveis, como vendas e marketing (aproximadamente 70% do orçamento), enquanto funções de retaguarda, com maior potencial de retorno, recebem menos atenção. Casos de sucesso foram observados em automação de processos internos, redução de custos com terceirização e otimização de verificações de risco.

Segundo o estudo, 95% das companhias entrevistadas relataram ausência de impacto financeiro direto, apesar de o volume total aplicado em inteligência artificial generativa ter ficado entre US$ 30 bilhões e US$ 40 bilhões. A pesquisa foi realizada entre os meses de janeiro e junho deste ano e reuniu percepções de mais de 150 executivos, entre presidentes, diretores de tecnologia da informação e gestores de inovação.

LACUNAS DE

SUCESSO

O levantamento identificou um “vazio de aprendizado” como a principal barreira ao sucesso: a maioria dos sistemas de IA generativa não consegue reter feedback, adaptar-se

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Um elemento relevante identificado pelos pesquisadores é a “economia paralela da IA”. Enquanto apenas 40% das empresas adquiriram assinaturas oficiais de modelos de linguagem, mais de 90% dos funcionários relataram usar ferramentas pessoais de IA em suas rotinas de trabalho. Esse uso não autorizado, embora informal, tem mostrado resultados práticos na produtividade individual, indicando um caminho alternativo para compreender onde as aplicações corporativas podem, de fato, agregar valor.

para essa nova fase, que busca superar o vazio de aprendizado identificado e ampliar a efetividade da inteligência artificial nas empresas.

IMPACTO FINANCEIRO E NO MERCADO DE TRABALHO O estudo também repercutiu nos mercados financeiros. Em Wall Street, as ações da Nvidia registraram queda de 0,33% após a divulgação dos dados, enquanto a Advanced Micro Devices e a Palantir — empresa especializada em análise de dados — também sofreram pressões negativas. O próprio diretor executivo da OpenAI, Sam Altman, alertou em recente entrevista ao Financial Times para o risco de uma “bolha da inteligência artificial”, mencionando a possibilidade de perdas significativas para investidores.

O relatório destaca ainda a ascensão da chamada IA agentiva (agentic AI), sistemas projetados com memória persistente e aprendizado iterativo. Diferentemente das plataformas tradicionais, esses agentes conseguem evoluir a partir das interações, organizar fluxos de trabalho de ponta a ponta e operar de forma autônoma em tarefas complexas. Experimentos iniciais apontam aplicações em atendimento ao cliente, finanças e gestão de vendas. Protocolos como Model Context Protocol (MCP), Agent-to-Agent (A2A) e o próprio NANDA surgem como infraestrutura

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Outro ponto abordado pelo MIT foi o impacto no mercado de trabalho. Mais de 80% dos executivos ouvidos afirmaram que pretendem reduzir o ritmo de contratações em áreas como tecnologia e mídia nos próximos dois anos. O cenário projetado, entretanto, não aponta para cortes massivos imediatos, mas para uma redistribuição de funções e para a exigência crescente de habilidades em inteligência artificial como requisito básico de empregabilidade.

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Gastos globais com IA devem chegar a R$ 3,6 tri até 2028, apura IDC

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ritmo mais acelerado, com crescimento médio anual de 59,2%, atingindo R$ 1,15 trilhão (US$ 202 bilhões) ao final do período, equivalente a 32% do total investido em IA.

s investimentos mundiais em Inteligência Artificial (IA) devem ultrapassar R$ 3,6 trilhões (US$ 632 bilhões) até 2028, segundo estimativa do estudo Worldwide Artificial Intelligence and Generative AI Spending Guide da consultoria International Data Corporation (IDC). A previsão considera aplicações de IA, infraestrutura tecnológica e serviços de negócios. Entre 2024 e 2028, a taxa média de crescimento anual deve ficar em 29%, impulsionada pela rápida incorporação da tecnologia em diferentes setores.

O setor de software deve liderar os desembolsos, representando mais da metade dos gastos em IA. A maior parte será destinada a aplicativos e plataformas habilitados por IA, enquanto a fatia restante contemplará desenvolvimento, implantação e sistemas de infraestrutura. O hardware — como servidores, armazenamento e soluções de Infraestrutura como Serviço (IaaS) — será a segunda maior categoria, seguido por serviços de tecnologia da informação e consultoria, que terão crescimento médio anual de 24,3%.

Apesar da atenção crescente à Inteligência Artificial Generativa (GenAI), o relatório aponta que o gasto com esse segmento será inferior ao montante destinado a outras aplicações, como aprendizado de máquina, reconhecimento de voz e processamento de linguagem natural. Ainda assim, a GenAI deve se expandir em

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Entre os setores econômicos, os serviços financeiros devem concentrar mais de 20% dos investimentos, com o setor bancário à frente. Em seguida vêm as áreas de software, serviços de informação e varejo, que somadas responderão por cerca de 45% dos gastos globais. As indústrias com crescimento mais acelerado deverão ser Serviços Empresariais e Pessoais (32,8% ao ano) e Transporte e Lazer (31,7%). O estudo identifica ainda mais de 40 casos de uso para IA, sendo destaque o atendimento ao cliente com

autoatendimento, investigação de fraudes e processamento de sinistros. Regionalmente, os Estados Unidos continuarão a liderar os aportes, com previsão de R$ 1,9 trilhão (US$ 336 bilhões) em 2028 — mais da metade do total global. O investimento em GenAI no país deve alcançar R$ 612 bilhões (US$ 108 bilhões). A Europa Ocidental ocupará a segunda posição, seguida por China e Ásia-Pacífico (excluindo Japão e China).

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COMPLIANCE Por Caroline Barroso da Silva Especialista em Governança, Compliance e Proteção de Dados na Pelo Mundo com Compliance Assessoria Por Lorrane Calado Mendes Compliance Officer na Pelo Mundo com Compliance Assessoria

Compliance e Governança: uma relação interdependente

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overnança corporativa e compliance são dois conceitos frequentemente abordados de forma separada, mas, na prática, funcionam como partes complementares. Quando observamos a atuação conjunta dessas áreas, é possível perceber que o compliance não apenas sustenta, mas viabiliza a efetividade da governança institucional. Um não caminha sem o outro.

Essa interdependência se torna ainda mais visível em contextos de risco ou tomada de decisão crítica. Nesses momentos, os mecanismos de compliance fornecem o embasamento técnico, os alertas preventivos, as garantias legais e os registros que auxiliam a governança em suas decisões. Não se trata apenas de “seguir regras”, mas de estruturar uma cultura organizacional que valoriza a integridade como valor, e não apenas como obrigação.

A governança atua no campo estratégico, orientando valores, princípios, metas e decisões da alta gestão. Seu papel é organizar, conectar e garantir que todas as partes da instituição atuem de forma coordenada. Já o compliance opera para que os rumos definidos sejam trilhados com responsabilidade e ética. Em outras palavras, a governança aponta o Norte, e o compliance constrói o caminho possível.

Essa lógica é reconhecida por normativos importantes, como o Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa do IBGC, que indica o compliance como mecanismo essencial para assegurar a transparência, a equidade e a responsabilidade corporativa (IBGC, 2015). Da mesma forma, normas internacionais como a ISO 37301:2021, dedicada aos sistemas

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zação mais madura, mais transparente e mais preparada para responder às exigências do mercado e da sociedade.

de gestão de compliance, ressaltam que governança e compliance devem operar de forma coordenada, baseada em princípios como integridade, proporcionalidade e boa-fé (ABNT, 2021).

Essa compreensão é reforçada por organismos internacionais como a OCDE, que em seus Princípios de Governança Corporativa recomenda que os conselhos assegurem estruturas efetivas de compliance e controle interno como parte integrante de uma boa governança (OCDE, 2023). A mesma linha é seguida pelo modelo internacional do COSO ERM – modelo de gestão de riscos corporativos desenvolvido pelo Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission (COSO) – que destaca o compliance como componente crítico para o gerenciamento de riscos e para a performance estratégica (COSO, 2017).

Além disso, o compliance tem um papel fundamental no fortalecimento da confiança — tanto interna quanto externa. Ao garantir conformidade com normas, leis, regulamentos e políticas, ele protege a imagem institucional e preserva o capital reputacional, cada vez mais valiosos para qualquer estrutura de governança. A atuação conjunta entre governança e compliance também facilita para que processos decisórios ganhem mais solidez, auditorias internas se tornem mais eficientes e riscos sejam monitorados com maior precisão. Tudo isso contribui para uma organi-

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melhoria contínua e na gestão do conhecimento por meio da normatização e do mapeamento de seus processos internos.

Na prática, quando compliance e governança caminham lado a lado, os resultados são evidentes: agilidade com segurança, inovação com responsabilidade, estratégia com integridade. Por isso, defender o fortalecimento do compliance não é apenas uma pauta técnica — é uma ação estratégica de apoio direto à governança.

Essa parceria institucional tem se fortalecido e permitido uma visão ampliada e integrada dos riscos, trazendo maior segurança jurídica nos processos decisórios, evidenciando avanços importantes na construção de uma cultura organizacional baseada em processos e integridade.

GOVERNANÇA E COMPLIANCE NA SOFTEX A Softex valoriza a atuação desses dois setores e apoia seu funcionamento mútuo, pois a experiência tem demonstrado, na prática, que governança e compliance não são apenas complementares — são interdependentes.

A Softex acredita que a junção desses dois setores eleva o nível de transparência da gestão, seja para o público interno ou externo, já que o compliance é uma forma de estar em conformidade com as leis e normas, ao mesmo tempo que a governança evidencia e propõe soluções para a melhoria contínua da instituição.

Atualmente, esses dois setores têm caminhado juntos com o objetivo de apoiar a gestão da Softex de forma ainda mais estratégica, com foco na

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ARTIGOS

Por Túlio Cerviño CEO da Trackfy

Quando as máquinas aprenderam a cuidar: como a Indústria 5.0 está recolocando o humano no centro da produção

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ostumo dizer que a próxima

apenas uma peça no processo e passa a ser o centro da estratégia. E isso muda tudo.

revolução industrial não tem cheiro de óleo nem barulho de engrenagem; tem escuta ativa, dados em tempo real e foco genuíno em quem faz atividades no chão de fábrica. Se a Indústria 4.0 nos ensinou a automatizar processos e integrar tecnologias, a Indústria 5.0 nos obriga a fazer uma pergunta: como está o ser humano por trás da operação?

É sob essa ótica que nasce o termo Indústria 5.0, com foco em combinar tecnologia e humanidade para promover uma transformação social positiva e maior personalização. No fim, todos os avanços tecnológicos são criados pela humanidade e para a humanidade. Se podemos gerar resultados financeiros enquanto melhoramos o dia a dia do trabalhador, por que não fazê-lo?

Trata-se de uma virada de chave. A lógica de “pessoas versus máquinas” ficou para trás. Agora, entramos numa era em que a tecnologia existe para proteger, ouvir, empoderar e cuidar, trazendo resultados e benefícios tanto para a empresa quanto para o colaborador. O trabalhador deixa de ser

Não é só discurso bonito. É sobre operadores que deixam de ser expostos a riscos, líderes que enxergam o impacto de determinados processos no cansaço e na produtividade, equipes que passam a ter pausas seguras, menos deslocamentos e menos atividades desneces-

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sárias. É sobre ambientes que se tornam mais humanos e eficientes ao mesmo tempo, reduzindo afastamentos e custos gerados por incidentes evitáveis.

eficiência se o corpo está exausto. Não há inovação que prospere em um ambiente de medo e risco. Não há sustentabilidade sem saúde física e mental dos profissionais que fazem a indústria girar todos os dias.

Quando começamos a rastrear o tempo de exposição a agentes de risco, percebemos que decisões simples, como reorganizar rodízios ou ajustar o tempo de permanência em ambientes específicos, geravam impacto direto na saúde física e mental das equipes. O ganho não era só operacional. Era humano. Era alguém chegando em casa menos exausto, com menos dores, em um ambiente que respeita os limites das pessoas.

Esse novo olhar exige mudança cultural, gerencial e tecnológica. É preciso abandonar a cultura punitiva e substituí-la por dados e práticas inteligentes que antecipam riscos sem invadir, entregando informações em tempo real não só para medir, mas para ajudar. É preciso parar de tratar o trabalhador como custo e começar a vê-lo como o ativo mais estratégico de qualquer operação.

A Indústria 5.0, ao contrário do que muitos pensam, não é sobre máquinas mais inteligentes apenas. É sobre tecnologias mais humanas. Não há

A palavra “visibilidade” talvez seja a mais importante nesse novo momento industrial. O que não se vê, não se cuida. Durante muito tempo, os profissionais da linha de frente foram invisíveis, só aparecendo nas métricas

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quando algo dava errado: um erro, um afastamento, um acidente. Agora, com dados em tempo real, conseguimos enxergar sinais de alerta antes que eles se tornem crises ou custos evitáveis.

do turno. Uma empresa só é verdadeiramente eficiente quando cuida de quem constrói seus resultados. A Indústria 5.0 não é um upgrade de sistema. É um reposicionamento de valores. É a declaração de que lucro e cuidado não são caminhos opostos, mas partes da mesma equação. Só existe negócio saudável quando quem trabalha nele também está saudável. Não há futuro para a indústria sem pessoas motivadas e seguras.

Isso redefine como desenhamos fábricas, lideramos times e tomamos decisões. É calçar os sapatos do chão de fábrica em tempo real, entendendo a jornada de quem está na operação e trazendo para a mesa informações antes invisíveis. Significa reconhecer o trabalhador como alguém que precisa de condições dignas para performar bem.

Algumas das maiores indústrias do Brasil já entenderam isso. Estão trocando o olhar míope do chão de fábrica por monitoramento inteligente, com dados reais, identificando gargalos e antecipando riscos com foco na saúde do colaborador. Estão criando ambientes onde a tecnologia cuida, e não apenas cobra. Onde os dados servem para proteger, e não apenas medir. E isso está acontecendo agora.

Durante décadas, a tecnologia foi pensada para extrair mais: mais velocidade, mais produção, mais precisão. Agora, precisamos de uma mudança: a tecnologia precisa ouvir, entender padrões, identificar riscos e apoiar decisões que geram valor para a empresa e para o colaborador. Isso não é teoria: é prática que transforma o dia a dia. Na Trackfy, vivemos essa transição todos os dias. Nossa solução começou com o objetivo de aumentar a produtividade e reduzir acidentes, mas a verdadeira transformação acontece quando os dados mostram algo além da eficiência: mostram a correlação entre melhoria financeira e impacto humano. Percebemos que, para bater metas, precisamos reduzir desgastes físicos e ouvir quem está na ponta. Produtividade sem bem-estar é curto prazo. Eficiência de verdade não se mede apenas em unidades produzidas por hora, mas também em quantas pessoas conseguem chegar bem ao fim

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Por Mahara Scholz Head de Receita da Octadesk

A Indústria 5.0 não é sobre escolher entre lucro e pessoas. É sobre entender que os dois são correlacionados, e que cuidar de quem opera a indústria é o único caminho para que ela continue funcionando de forma segura, produtiva e sustentável, gerando valor para todos.

Segundo uma pesquisa da Oracle, The Decision Dilemma, em parceria com o cientista de dados Seth Stephens-Davidowitz, 78% dos líderes empresariais afirmam que suas organizações tomam decisões antes e só depois buscam dados que sustentem a escolha feita. Mais preocupante ainda, 74% dizem que a opinião de quem ocupa cargos altos têm mais influência que os dados na definição dos rumos estratégicos da empresa.

A mentalidade do achismo: por que o Brasil ainda resiste à cultura de dados

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o discurso, a transformação digital já é consenso. Na prática, ela ainda esbarra em um velho hábito corporativo: tomar decisões com base em experiências passadas, opiniões individuais ou pura intuição. Em outras palavras, ainda prevalece no Brasil uma cultura de improviso — onde o dado não é o ponto de partida, mas um recurso acessório (ou até ignorado).

Esse padrão de comportamento não é apenas um desvio pontual: é uma falha estrutural. Ele revela um modelo de gestão que privilegia status e subjetividade em vez de fatos, evidências e previsibilidade. Ao fazer isso, cria-se um ambiente onde decisões são mais lentas, menos assertivas e desconectadas da realidade do mercado e do comportamento do consumidor.

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Muitas empresas investem em ferramentas de análise, relatórios e dashboards, mas continuam agindo com base no “eu acho”. Sem mudança de mentalidade na liderança, a tecnologia se torna subutilizada e o potencial dos dados, desperdiçado.

É preciso romper com essa lógica. A competitividade atual depende de decisões rápidas, bem fundamentadas e orientadas por dados de qualidade. Isso vale para todas as áreas: marketing, vendas, atendimento ao cliente, produto, operações. Quando os dados são deixados de lado, as empresas operam como se estivessem no escuro. E o custo disso é alto — em tempo, dinheiro, oportunidades e, principalmente, relevância.

Desenvolver uma cultura orientada por dados exige três pilares: acesso democratizado à informação, formação contínua de equipes e um exemplo claro vindo de cima. A liderança precisa praticar o que prega e estimular um ambiente onde dados são consultados antes de decisões, não depois. Mais do que um processo, é um comportamento coletivo que deve ser cultivado e valorizado todos os dias.

Dados são, hoje, o maior ativo estratégico que uma empresa pode ter. Eles revelam padrões, antecipam comportamentos, reduzem incertezas e potencializam resultados. Mas para que isso aconteça, é preciso mais do que tecnologia. É necessário um compromisso cultural com a tomada de decisão baseada em evidência.

Empresas que ainda operam no modo “achismo” correm o risco de serem atropeladas por concorrentes mais preparados. Em um mercado moldado por inteligência artificial, automação e personalização, quem não domina os dados inevitavelmente fica para trás. O improviso pode até funcionar em momentos de crise. Mas nenhuma empresa cresce de forma sustentável apoiada nele. É hora de tratar os dados não como suporte, mas como bússola. E a mudança precisa começar agora.

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EVENTOS Softex participa da inauguração das novas salas do programa Bolsa Futuro Digital na APONTI, em Recife

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omo parte da programação oficial do REC’n’Play 2025, a APONTI, maior associação de empresas de Tecnologia da Informação do Nordeste, inaugurou três novas salas de aula do programa Bolsa Futuro Digital, iniciativa que vem se consolidando como referência nacional na formação acelerada de talentos em TI em trilhas front-end e back-end.

dade de atendimento do programa. Cada sala está equipada com 30 computadores de alta performance, internet de alta velocidade, climatização completa e televisores de 70 polegadas, garantindo conforto e recursos tecnológicos de ponta aos estudantes. São 112 alunos por turno, somando 672 futuros profissionais da tecnologia sendo preparados com metodologia prática, imersiva e gratuita.

A cerimônia contou com a presença do presidente da APONTI, Yves Nogueira; do presidente da Softex, Cristian Tadeu; e do vice-presidente executivo da Softex, Diônes Lima, além de autoridades locais e lideranças do ecossistema de tecnologia e inovação.

Com incentivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Bolsa Futuro Digital tem como propósito capacitar pessoas sem experiência prévia em tecnologia para atuarem como desenvolvedores e programadores. Em apenas um ano, o programa recebeu mais de 17 mil inscrições em seis estados e já iniciou a formação de 4,5 mil estudantes.

As novas estruturas foram projetadas para elevar a qualidade da experiência de aprendizagem e ampliar a capaci-

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Fecomércio-DF e Softex destacam papel do Conselhão e avanços em tecnologia na 4ª Reunião da Câmara de Inovação

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Fecomércio-DF realizou, no dia 7 de outubro, a 4ª Reunião Ordinária da Câmara de Inovação e Tecnologia da Informação, reunindo representantes do setor público, entidades empresariais e lideranças tecnológicas. A reunião foi conduzida por José Aparecido Freire, presidente da Fecomércio-DF, e por Christian Tadeu, coordenador da Câmara e presidente da Softex, que reforçou o compromisso das entidades com o fortalecimento do ecossistema de inovação e tecnologia do Distrito Federal. O encontro contou com a participação de Olavo Noleto Alves, secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social e Sustentável (CDESS), o Conselhão, vinculado à Presidência da República.

Digital, que atua em eixos como infraestrutura digital soberana, capacitação e pesquisa aplicada. Durante o evento, Diônes Lima, vice-presidente da Softex, apresentou o trabalho da entidade como articuladora nacional de políticas públicas em inovação e tecnologia. Ele ressaltou que a Softex atua há mais de duas décadas em parceria com o governo e o setor privado, mantendo uma base com mais de 6 mil startups e 500 empresas participantes, além de já ter impactado mais de 4,5 milhões de pessoas em programas de capacitação e empreendedorismo. Entre as iniciativas destacadas, estiveram o PPI Softex, o DF Inovador, o LIS – Laboratório de Inovação Social, o Ela Empoder@, o Brasil IT+, o Conecta Startup Brasil e o CI Inovador. Diônes enfatizou que “a Softex é uma rede viva de inovação, que transforma conhecimento em oportunidade e inovação em impacto social e econômico”, consolidando seu papel como ponte entre governo, academia e mercado na construção de um Brasil mais tecnológico e inclusivo.

Em sua fala, Olavo destacou o papel estratégico do colegiado na formulação de políticas públicas e apresentou as Comissões Temáticas que tratam de desenvolvimento digital, meio ambiente, soberania e combate às desigualdades. Ele também compartilhou os avanços da Comissão de Tecnologia e Transformação

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