


Volume 4 – Nr. 15
Primavera de 2017
Propriedade do Clube dos Orquidófilos de Portugal®

Este jornal é distribuído a todos os sócios do Clube.
José M. M. Santos jose.santos.orquideas@gmail.com Américo Pereira

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Volume 4 – Nr. 15
Primavera de 2017
Propriedade do Clube dos Orquidófilos de Portugal®

Este jornal é distribuído a todos os sócios do Clube.
José M. M. Santos jose.santos.orquideas@gmail.com Américo Pereira



A Primavera é a estação em que os orquidófilos estão mais atarefados. Não porque as suas plantas precisem de menos cuidados nas outras estações, mas porque é entre Março e Maio que temos os nossos eventos Este ano, para além dos já habituais Expo Orquídeas Lisboa e Exposição de Camélias e Orquídeas de Sintra, estivemos também em Rio Maior com a 1ª Exposição de Orquídeas, inserida na semana “Rio Maior – Cidade Florida”. A participação do Clube em cada vez mais eventos é um bom sinal. Demonstra solidez e maturidade do Clube E este ano ainda haverão novidades nesse campo Fiquem atentos!
Nesta revista pode acompanhar um resumo dos eventos já mencionados e as plantas que foram neles premiadas O Sr Américo Pereira traz-nos mais uma bonita orquídea que podemos encontrar nos nossos campos – a Ophrys scolopax – e também uma boa reportagem sobre o cultivo de pequenas Vandas. Quem disse que para cultivar Vandas era necessário ter muito espaço??
Este mês visitámos o Nuno Gama (Sócio COP Nr 27) que nos mostrou a suas orquídeas e com quem conversámos sobre esta sua paixão. Obrigado por nos receber!
Neste número temos também a estreia na nossa revista da Liz Johnson, uma inglesa com grande experiência em Orquídeas que comprou uma casa em Portugal e se juntou a nós no C O P Os seus conhecimentos serão com certeza muito bem vindos no futuro e o seu primeiro artigo, sobre uma visita a Ian Butterfield, o mais importante criador de híbridos de Pleione está fantástico e muito esclarecedor do cultivo deste belo género
Agradecemos ainda os testemunhos sobre o cultivo de algumas bonitas orquídeas à Ina Dias, Isabel Dinis e Luís Gonçalves.
Um apontamento sobre a orquídea que escolhemos para ilustrar o cartão de 2007 – A Cattleya Dowiana – e o habitual espaço de leitura, desta vez dedicado a dois livros de orquídeas silvestres da autora inglesa Sue Parker, fecham a revista primaveril que vai sair já fora de época e por essa razão pedimos as nossas desculpas
A todos desejamos que o calor do verão não seja muito penoso para as vossas orquídeas.
Boas férias e nós voltaremos em breve com mais notícias sobre o clube e sobre orquídeas
Saudações Orquidófilas!


No passado dia 21 de Abril, o Clube dos Orquidófilos de Portugal celebrou o seu terceiro aniversário. Como já vem sendo tradição, e juntando o útil ao agradável, conciliamos a realização da Assembleia Geral anual com umas horas de convívio entre associados num piquenique
Contámos mais uma vez com a colaboração dos Parques de Sintra e a sua oferta de uma entrada gratuita num dos seus jardins e escolhemos o Parque e Palácio de Monserrate. Assim, reunimos no auditório dentro do Palácio de Monserrate e depois de um passeio pelos bonitos jardins, montamos um piquenique à sombra das árvores seculares e com vista para a serra de Sintra. As ameaças de chuva não foram cumpridas e tudo correu muito bem Terminámos com o corte do bolo de aniversário orquidófilo feito pela habilidosa associada Dora Russo ✿


Aprovado por unanimidade na Assembleia geral.

Um recanto do interior do Orquidário

Este ano, a imagem escolhida para a frente do nosso cartão de sócio foi a placa 688 do livro “Lindenia Iconographie des Orchidées”, de Lucien Linden, publicado em 1899 e que representa uma Cattleya dowiana
Muitos disseram que esta era a Cattleya mais bonita do mundo das orquídeas e toda a sua existência está envolta em algum mistério, desde a sua descoberta, à sua classificação, à primeira floração na Europa e a dificuldade de cultivo, ainda hoje Esta planta é também uma grande curiosidade, na mesma planta, em florações diferentes, as flores podem ter tonalidades diferentes A curta vida da flor leva-a a utilizar os seus trunfos ao máximo: um tamanho considerável, umas lindas cores, mas variando nas suas tonalidades podendo até atingir tons de lavanda, laranja ou bronze nas pétalas e sépalas, e um labelo entre o rosa-escuro e o púrpura com lindos veios amarelos e dourados e um intenso perfume, tudo isto para atrair polinizadores e garantir a sobrevivência da espécie.
Esta é a única Cattleya de flor grande não tem a forma alba ou semi-alba. Algumas formas semi-alba que foram documentadas não são mais que o resultado do híbrido natural Cattleya hardyana obtido pelo cruzamento entre a Cattleya warscewiczii e a Cattleya dowiana
Por volta de 1850, o jovem caçador de plantas Josef Warszewicz encontrou os primeiros exemplares da Cattleya dowiana nas florestas da Costa Rica e enviou um grupo dessas plantas para Inglaterra. Algumas plantas vivas para cultivo e também espécimes secos para o seu amigo H G Reichenbach, um botânico alemão, com indicações para que o nome escolhido para a nova espécie honrasse a Sra Lawrence, uma das mais liberais patronas dos coletores de orquídeas nessa época. A descoberta desta Cattleya seria o grande feito de Warszewicz, mas tudo correu mal e nada aconteceu como este tinha planeado
As plantas enviadas vivas para Inglaterra chegaram em muito mau estado e morreram antes de conseguirem alguma floração e os exemplares secos
foram perdidos no caminho A única coisa que sobrou foram as cartas com as descrições elogiando a beleza da espécie de grandes flores amarelas. Esses comentários, sobre uma planta que não podiam ver, aumentaram ainda mais a curiosidade dos círculos botânicos europeus. Warszewicz tinha, entretanto, voltado à Europa para se curar de um contágio de febre amarela. Durante a sua recuperação, foi tão assombrado pela bela Cattleya das florestas nebulosas tropicais da Costa Rica que, assim que ficou melhor, voltou para a América do Sul, desta vez para a Colômbia, onde encontrou a sua Cattleya warscewiczii, mas não voltou a encontrar a Cattleya dowiana
Anos passaram e em 1865 foi enviada uma carga de orquídeas, coletadas pelo mercador George Ure Skinner, estabelecido na Guatemala, respondendo à encomenda do botânico James Bateman. Quando chegaram a Inglaterra, o Sr. Veitch, da Veitch’s Royal Exotic Nursery, mandou construir uma nova estufa só para elas. E quando entre elas, e sem estarem identificadas nas descrições das plantas enviadas, várias Cattleya dowiana revelaram as suas enormes florações amarelas e púrpura, a comunidade botânica ficou encantada com esses exemplares e finalmente ficou provada a existência das grandes Cattleya ama -
relas e púrpura descritas por Warszewicz. Entretanto Skinner pediu a Bateman que nomeasse a Cattleya em honra ao Capitão J M Dow, do serviço americano de transportes, pela bondade e assistência prestada aos naturalistas ingleses e homens de ciência. Assim, a planta descoberta por Warszewicz, que lhe deveria ter trazido grande fama e o seu nome honrado a Sra. Lawrence acabou por trazer sucesso a Skinner e a ser batizada de Cattleya dowiana em honra ao Capitão Dow. Infelizmente o sucesso de Skinner durou pouco pois, dois anos depois, em 1867, apanhou também febre amarela, mas teve menos sorte acabando por morrer. Warzcewicz apanhou também um novo surto da mesma febre e regressou de vez à Europa, terminando a sua carreira de caçador de plantas Por sua vez, o botânico alemão Reichenbach que deveria ter descrito pela primeira vez a Cattleya dowiana comentou, no final da sua vida, ser essa a sua maior frustração.
Estes sentimentos revelam a importância que esta planta teve, na hierarquia das Cattleya de flor grande, para os botânicos e cultivadores do século XIX e mostra-nos como esta espécie foi a mais valorizada de todos os tempos

Por Américo Pereira Cavanilles
A Ophrys scolopax é uma planta robusta, 20 a 35 cm de altura, por vezes mais, composta por uma roseta basal de folhas lanceoladas e inflorescência alongada e laxa, com 3 a 12 flores Estas possuem um labelo comprido e largo, disposto meio na horizontal ou pendente, trilobado na base, algo aveludado, de cor predominante castanha avermelhada, com uma mácula cinzenta/ esbranquiçada, geralmente em forma de H ou X Os lobos laterais são relativamente curtos, ligeiramente curvados para a frente e com uma pilosidade acentuada. O lobo médio apresenta uma forma convexa e é munido de um apêndice
As restantes pétalas são estreitas, alongadas, triangulares-lanceoladas e geralmente rosadas. As sépalas são ovaladas-lanceoladas, normalmente de cor rosada intensa, por vezes lilás ou roxo-violeta, muito raramente brancas.
É uma espécie pouco abundante, distribuída por solos predominantemente calcários, quase sempre em espaços abertos, por vezes pouco arborizados, tanto em zonas de pastagens, como matos. Sendo uma planta algo robusta é relativamente fácil de ser observada, podendo ser encontrada desde o Nordeste Transmontano, mais a Norte, até ao Algarve, mais a Sul, sendo mais escassa nas zonas de interior As suas populações são dispersas e nunca com um número elevado de indivíduos, sendo por vezes localmente rara É mais frequente na Zona do Sicó (Condeixa, Ansião, Alvaiázere, Pombal e Penela) na Serra de Aire e Candeeiros, no conjunto das serras de Montejunto-Arrábida e no Algarve.
A época de floração decorre de Março a Maio, mais concentrada em Abril e Maio. Floresce primeiro mais a sul e posteriormente mais a norte A época de floração também pode oscilar de acordo com as condições meteorológicas de cada ano ✿
Bibliografia:
DELFORGE, P. (2005) – Guide des Orchidées d’Europe, d’Afrique et du Proche-Oriente – 3e Edition. Delachaux et Niestlé S. A. - Paris


Fotos obtidas na Serra do Sicó, no concelho do Pombal e na Serra de Aire e Candeeiros
Podem seguir os cultivos e os passeios do Sr. Américo Pereira no seu blog ORQUÍDEAS SOLTAS em:
http://orquideassoltas.blogspot.pt
Foi na sua casa cheia de orquídeas, em Mafra, que o associado Nuno Gama nos recebeu e nos falou um pouco sobre si e sobre as suas orquídeas.
O interesse pela natureza, por flores e animais veio desde pequenino mas as orquídeas apareceram na sua vida por intermédio de uma amiga que foi aos Açores e lhe trouxe uma Phalaenopsis verde. Foi esta a sua primeira orquídea, que ainda tem, e a partir desse momento o seu interesse em saber mais sobre o cultivo destas plantas aumentou, assim como a sua coleção.
De início começou com Phalaenopsis mas neste momento tem cerca de 300 orquídeas e o seu género favorito, e bem representado na sua coleção, são os Paphiopedilum, gostando das flores grandes e do formato da flor, e sendo por essa razão que também tem vários híbridos de Cymbidium de flor grande.


Não tem preferência entre híbridos ou espécies. Tem de ambos os tipos de orquídeas. Por vezes até compra pela folhagem, que também aprecia, gosta de ver uma ou outra folha diferente na sua coleção.
Da sua coleção salienta a Dracula Phantom como a sua orquídea preferida. O género Dracula é também uma das suas paixões.


Cymbidium híbrido
Observando à nossa volta e quando lhe perguntamos onde tem as suas orquídeas, ri-se… Tem a varanda cheia, no aparador e por toda a casa.
“ - Desisti de ter bibelots e tenho vasos com orquídeas!”
O seu segredo diz que é a dedicação. Mistura os seus próprios substratos, nuns usa só casca de pinheiro, em outros acrescenta carvão, varia muito, dependendo da orquídea. No Inverno rega geralmente uma vez por semana e no Verão faz regas mais frequentes porque em Mafra há por vezes temperaturas muito altas. As adubações são, em regra, de 15 em 15 dias. Prefere o cultivo em vasos de barro porque sempre gostou desse tipo de vasos e porque acredita que nos vasos de barro as raízes das suas


“ - Desisti de ter
orquídeas respiram melhor.
Gostava de ter mais plantas montadas em cortiça mas como necessitam de maiores cuidados prefere cultiva-las em vaso.
Os workshops, exposições e outras atividades do clube são sempre bons locais de divulgação das orquídeas e de aprendizagem. Desde que se juntou ao Clube tem aprendido bastante. Considera muito útil a troca de experiências entre os associados.
No futuro gostaria de ter um espaço onde pudesse ter as orquídeas todas juntas O grande objetivo seria uma estufa visto que já tem a casa muito cheia
Na lista das próximas compras tem o Dendrobium tobaense, o Dendrobium Suzukii e mais alguns Catasetum



Por Américo Pereira

O género Vanda tem sido considerado ao longo dos anos algo taxonomicamente confuso e com sucessivas alterações. Desta forma, na sequência dos mais recentes estudos, várias espécies, até então pertencentes a outros géneros, foram integradas e ou reintegradas nas Vanda, tais como a Neofinetia falcata, a Aerides flabellata, a Trudelia cristata e o Ascocentrum miniatum, entre outras e ao qual algumas delas já tinham pertencido. Deste modo, estas contribuíram para o seu crescimento em número de espécies, sobretudo no grupo das que
podemos considerar como plantas miniatura ou de pequeno porte É sobre estas que farei uma breve incursão, caracterizando algumas das espécies que cultivo e ainda abordando as formas e ambientes de cultura
Todas as plantas aqui incluídas apresentam um crescimento monopodial, desenvolvendo-se como plantas epífitas, por vezes litófilas, em vastas regiões da Ásia e da Oceânia, geralmente em habitats de clima tropical ou subtropical, de baixa a média altitude, havendo contudo algumas exceções.


A época de floração das Vanda miniatura decorre com maior frequência durante a Primavera e o Verão, com flores bem pequenas, se comparadas com as de maior porte, e que podem oscilar entre os 2 e os 4 cm de envergadura. Podemos também aqui realçar o maravilhoso perfume de algumas, como é sobretudo o caso da Vanda falcata. É também nestas de menor porte que se encontram algumas das mais coloridas e que têm sido utilizadas em frequentes hibridações com as restantes.
São plantas fáceis de cultivar, desde que respeitadas algumas condições básicas de sustentação Como muitas das espécies são provenientes de regiões temperadas e quentes, requerem um ambiente de cultivo com temperaturas amenas a quentes, todo o ano, não

suportando o frio do exterior durante parte do Outono e Inverno. Estas exigem também um elevado grau de humidade do ar, excelente ventilação, sombra parcial, mas com boa luminosidade. Algumas destas, tais como a Vanda testacea, a Vanda cristata e a Vanda falcata, suportam temperaturas ligeiramente mais frescas durante o Inverno, podendo estas tolerar os 8 a 10 graus de mínima
Como neste domínio estamos a tratar de exemplares bem menores do que a generalidade das Vanda, estas exigem muito menos espaço, podendo muitas destas ser cultivadas em pequenos cestos suspensos, para melhor facilitar o arejamento, em casca de pinho grossa e argila expandida, de acordo com a minha experiência. Opcionalmente também podem ser cultivadas sem qualquer substrato, com as raízes livres, exigindo, neste caso, maior atenção nas regas,


sobretudo nas estações mais quentes e secas, altura em que estas deverão ser diárias ou quase.
Para quem, como eu, utiliza o fertilizante Akerne Rain Mix, este poderá ser aplicado em todas as regas, desde que utilizado em doses com metade a um terço do aconselhado pelo fornecedor, sendo muito mais frequentes (quase diárias) no Verão e muito mais espaçadas no Inverno Aumentar à quantidade de adubo, de cada vez que o utilizamos, pode ser mais contraproducente do que benéfico. Para quem utiliza outro tipo de fertilizantes o princípio é sempre o mesmo (baixas concentrações), devendo sempre ser lido o rótulo com bastante atenção, para não se cometerem erros
As condições de cultivo não devem oscilar muito ao longo do ano e, tanto nas regas, como nas adubações, não é necessário respeitar qualquer período de repouso, adequando estas às circunstâncias de cada estação. ✿
Por José Santos

O mês de Março foi um mês de grande actividade para os nossos associados pois foi o mês em que aconteceram os dois principais eventos do Clube, a Expo Orquídeas Lisboa 2017 e a Exposição de Camélias e Orquídeas de Sintra. Foram dois eventos bastante positivos para o Clube, com muitos visitantes e bons momentos de convívio entre associados, visitantes, vendedores e restantes envolvidos.
Na segunda edição deste evento, já tínhamos a experiência da exposição do ano anterior e conseguimos melhorar vários aspetos. O resultado foi uma exposição mais visitada e com muito melhores resultados Estamos sempre a aprender e as futuras edições serão com certeza ainda melhores.
Nos vendedores e expositores de orquídeas contámos com a presença dos vendedores nacionais Jardins Sintra, o Mestre Jardineiro, OrchisRafa e o Wingarden e os internacionais Florália (Brasil) e Flora del Trópico (Espanha). Em outras áreas, contámos com as Bromélias de Brejo (Bromélias e Tillandsias), os Aromas, Cores e Plantas (Plantas suculentas) e ainda as presenças e patrocínios das Linhas da Sara (Artesanato), da Casa das Encosturas (Doces e Licores), Cooltravel (Agência de Viagens), KB (Produtos fitossanitários), os Parques de Sintra, a Revista Jardins, a SIRO (Substratos) e a WoodeArt (Decoração) A todos agradecemos a vossa participação.
Outros agradecimentos muito devidos vão para todos os associados que estiveram a ajudar e a todos os que disponibilizaram as suas melhores plantas para ficarem expostas na área dos associados

de Orquídeas
Foram perto de uma centena, os exemplares expostos para as delícias de todos os visitantes. Este ano demos algum destaque aos Cymbidium com uma área central dedicada a este género e os restantes géneros no pequeno palco com uma disposição mais minimalista em fundo negro. As decorações, como sempre, estiveram a cargo da Dora Russo e do Paulo Assunção
No Sábado tivemos três boas palestras que encheram o auditório. Iniciámos com “O Cultivo de Orquídeas por Germinação de Sementes”, pela Sandra Altenburg Odebrecht, dos viveiros Florália, do Brasil, onde nos mostrou bastante do que é o seu trabalho e do que é a Florália, uma empresa familiar dedicada à orquidofilia, já com três gerações.
A segunda palestra foi apresentada pelo Sr. Américo Pereira, associado do C O P e dos orquidófilos com mais experiência no cultivo de orquídeas em Portugal. Falou-nos dos pequenos e curiosos “Cymbidium Chineses”, plantas bastante representadas na sua belíssima coleção particular e cujo cultivo pode ser um desafio, até para quem está habituado com o cultivo de Cymbidium
E a terceira palestra trouxe-nos o “Mundo das Mini e Micro-Orquídeas”, pelas palavras e conhecimento do Michael Benedito, um madeirense com formação botânica de excelência, neste momento a viver em Londres, mas com o coração na Ilha da Madeira onde o aguarda a sua coleção privada de Orquídeas e outras plantas exóticas.

Palestras, auditório do Zoo de Lisboa
Durante o evento, o público pode assistir a apresentações práticas sobre o cultivo de orquídeas da autoria do José Santos e do Rafael Santos, à apresentação do novo produto SIRO ORQUÍDEAS EPÍFITAS, pela Amélia Palla, da Siro e do lançamento da 2ª edição do livro “Tillandsias, As Fascinantes Plantas Aéreas”, da autoria do Jorge Freixial

Apresentação de Orquídeas – Medalha de Prata Wingarden & Home

Apresentação de Orquídeas – Medalha de Bronze OrchisRafa

Alguns dos participantes e colaboradores nesta Expo Orquídeas Lisboa 2017.
Como acontece desde sempre, o Clube organiza um concurso entre os expositores – Melhor display de Orquídeas – e dos melhores exemplares de orquídeas dos associados O júri convidado é geralmente composto pelos expositores estrangeiros sendo que, este ano, por falta de um para fazer um número ímpar, foi convidado também o Jorge Freixial (Bromélias do Brejo). Para a escolhas das melhores apresentações juntou-se ainda uma representação do Jardim Zoológico
E foram estes os resultados do concurso deste ano:
MELHOR EXEMPLAR DO EVENTO
Lycaste 'Firebird', pertencente ao associado António Abreu (COP067) ❶
MELHOR ESPÉCIE
Medalha de Ouro - Paphiopedilum wardii, de José Santos (COP001) ❾
Medalha de Prata - Bulbophyllum falcatum, de José Santos (COP001) ❼
Medalha de Bronze - Paphiopedilum insigne, de Ana Cabanas (COP004) ❿
MELHOR HÍBRIDO
Medalha de Ouro - Lycaste Firebird, de António Abreu (COP067) ❶
Medalha de Prata - Cymbidium Kiwi Midnight 'Geyserland', de Maria André (COP091) ❹
Medalha de Bronze - Dendrobium Hilda Poxon, de Ina Dias (COP003) ❷
MELHOR MINI-ORQUÍDEA
Medalha de Ouro - Dendrochilum philippinensis, de Ana Pereira (COP066) ❽
Medalha de Prata - Sophronitis coccinea, de Luís Gonçalves (COP011) ❸
Medalha de Bronze - Dendrochilum glumaceum, de Mafalda Scott (COP021) ❻
ESCOLHA DO PÚBLICO
Potinara Kate E-Sun 'Water # 1', de Nuno Gama (COP027)❺
APRESENTAÇÃO DE ORQUÍDEAS
Medalha de Ouro - Jardins Sintra (COP020)
Medalha de Prata - Wingarden & Home (COP046)
Medalha de Bronze - OrchisRafa (COP094)











Esta foi a terceira participação do C.O.P. com os Parques de Sintra e a Associação Portuguesa de Camélias neste evento, que já se tornou um acontecimento em Sintra e é cada vez mais um sucesso de afluência de público, que se revela muito positivo para a divulgação das orquídeas e do nosso Clube.
Este ano, a exposição de orquídeas dos associados contou com mais de 80 exemplares em exposição, dos quais a organização dos Parques de Sintra premiou dois exemplares e uma apresentação de orquídeas comercial
Os visitantes tiveram também a oportunidade de assistir a apresentações práticas de cultivo durante os dois dias do evento pelo José Santos e de aumentarem as suas coleções de orquídeas e Bromeliaceae nos stands das Bromélias do Brejo, Jardins Sintra e Orchisrafa
A participação do C.O.P. está também assegurada para o evento do próximo ano, ainda sem data marcada

Os premiados na Exposição de Camélias e Orquídeas de Sintra 2017
Melhor Orquídea Espécie de Nuno Gama

Melhor Orquídea Híbrido de José Santos


Sem esperarmos, fomos contactados pela câmara de Rio Maior a perguntar se haveria possibilidade de participarmos na sua “Semana Florida” com uma exposição de orquídeas Alguns contactos e uma reunião depois e estávamos prontos para avançar com uma nova exposição.
Foi uma pequena exposição mas que nos deu muito prazer, porque a resposta que obtivemos tanto dos responsáveis na Câmara como da população foi fantástica Fizemos alguns novos associados e muita gente se dirigiu ao jardim municipal para verem as orquídeas expostas, aumentarem as suas coleções e assistirem às duas palestras que foram dadas pelo José Santos, uma em cada dia, com temáticas diferentes.
Mais uma vez temos que agradecer aos Jardins Sintra e ao OrchisRafa pela disponibilidade para nos acompanharem com as suas orquídeas para venda e também à pequena equipa do C.O.P. que nos acompanhou nos dois dias ✿

Palestras cheias de público




Por Liz Johnson
Tive a sorte de, como membro do comité das Orquídeas da RHS (Real Sociedade de Horticultura), ser convidada para visitar a casa do que é, provavelmente, o hibridizador de Pleione mais proeminente a nível mundial da actualidade, Ian Butterfield Modestamente ele iria querer contrapor esta afirmação, mas todos os que já viram o seu trabalho ao longo dos anos certamente que estariam de acordo
O género Pleione não está muito presente nas coleções dos orquidófilos portugueses Apesar do facto de ser considerado “de fácil cultivo” e com um tamanho ideal para serem mantidas num parapeito de janela, a sua manutenção requer temperaturas frias no inverno, de cerca de 2ºC, durante o período de dormência.
Um recanto do interior do Orquidário
Originárias da zona sino-himalaia, as primeiras Pleione chegaram ao Reino Unido nas épocas vitoriana e eduardiana, pelas mãos dos caçadores de plantas que percorriam as florestas das encostas dos Himalaias à procura de tudo o que fosse novo e exótico Como tantas outras orquídeas retiradas à natureza, muitas não sobreviveram à viagem e ao tratamento pelos seus novos donos As poucas que conseguiam sobreviver ficavam depois disponíveis para os colecionadores. As primeiras Pleiones eram somente de coloração rosa ou branca mas quando a China abriu as suas fronteiras aos caçadores de plantas, a Pleione forrestii (de flor amarela) ficou disponível para cruzamentos Esta espécie está muito longe da facilidade de cultivo dos seus híbridos aos quais deu a cor amarela, mas o seu valor como planta para cruzamentos é incalculável.
E o destino decretou que o Ian ia cultivar estas plantas tão intrigantes. Originalmente a estufa de Ian estava cheia de Dálias com alguns bolbos de Pleione oferecidos pela sua mãe. A sua reputação como cultivador de Dálias tinha chegado aos jornais nacionais que, segundo conta a história,



vieram um dia entrevistar o Ian e tirar algumas fotos da estufa. Em vez de um artigo sobre Dálias, o jornalista acabou por escrever sobre a coleção de Pleiones do Ian e mostrar fotografias das suas deslumbrantes plantas. Assim começou a reputação de Ian como cultivador de Pleione, reputação essa que não parou de crescer Agora as suas estufas estão repletas de taças cheias destas atraentes orquídeas mas entre elas ainda se podem encontrar as raízes tuberosas de algumas Dálias a repousar no inverno.
Em 1966 o Professor Morel registou o primeiro híbrido de Pleione, Pleione Versailles. (formosana x limprichtii) obtido por ele em 1957. Até Maio de 2017, foram registados 401 nomes de híbridos de pleiones e destes, quase 300 foram feitos pelo Ian. Ele cultiva variadas espécies escolhidas e os seus híbridos são facilmente identificáveis pelos seus nomes. Sendo muito ligado à sua família, muitos receberam nomes de familiares e outros, nomes de vulcões Todos os nomes clonais, incluindo de
alguns híbridos que já tinham sido feitos e que ele voltou a fazer, recebem nomes de aves.
Os primeiros hibridizadores descobriram que, ao cruzarem plantas que não cresciam na mesma zona, aparecia uma grande variedade de cores. O Ian está a concentrar-se actualmente em plantas de cores fortes, laranjas e vermelhos e está a ter muito sucesso.
O cultivo de Pleiones é relativamente acessível desde que se consiga dar-lhes as condições necessárias para um bom crescimento.
A plantação de bolbos com tamanho para florir deve ser feita no inverno, usualmente numa taça rasa Um terço do bolbo deve ficar acima do nível do substrato. As Pleione preferem substrato que, ao mesmo tempo, retenha humidade mas que tenha uma boa drenagem O substrato pode ser 6 partes de casca de Pinheiro para 4 partes de musgo de esfagno verde cortado aos pedaços ou


partes iguais de brita, perlite grossa e esfagno. De cada rebento a crescer na periferia do bolbo nascerá uma flor seguida de uma única folha
Durante o verão, normalmente desenvolve-se um novo bolbo assim como pequenos bolbilhos à volta do bolbo anterior que acabará por murchar
De início regue espaçadamente para evitar que as raízes apodreçam até as folhas aparecerem
Quando as flores morrerem, regue abundantemente até as folhas ficarem amarelas. Nessa altura, pare de regar

No verão, as pleiones gostam de um local sombrio, fertilize com frequência assim que as folhas começam a aparecer Use fertilizante diluído na água da rega a uma dose menor do que o aconselhado.
Assim que as folhas morrem, retire os bolbos das taças e limpe-os com cuidado tirando bolbos murchos. Corte as raízes deixando só 1 cm de comprimento e mude para um substrato novo Mantenha esse novo substrato húmido até à primavera, até depois da floração e até ao aparecimento de novas folhas





A nossa visita a casa de Ian foi uma delícia. Ele mostrou-nos um fantástico grupo de plantas muito bem cultivadas, de alta qualidade e com cores muito atraentes.
Quando chegamos à conclusão de que estavam presentes membros suficientes do comité das Orquídeas da RHS, iniciámos um julgamento.
Só julgámos algumas taças mas foram atribuídos 5 prémios de mérito (Award of Merit –AM/RHS), um Certificado Botânico (Botanical Certificate – BCC/RHS), um Certificado de Elogio Cultural (Certificate of Cultural Commendation –CC/RHS) e um Certificado de Apreciação resultado de uma votação unânime ao “Sr Ian Butterfield, de Bourne End, Buckinghamshire, pelo seu excepcional cultivo de pleiones durante muitos anos que originou exemplares saudaveis de novos e coloridos híbridos e por ter dado a este género uma popularidade nunca vista entre entusiastas de orquídeas e de jardins rochosos ”
Capa
Pleione Lyn Butterfield 'Rhodes' AM/RHS (P Adams x Katmai) híbrido de Ian Butterfield registado em 2007
❶ e ❼ Pleione Krafla 'Painted Snipe' AM/RHS (P Keith Rattray x Edgecombe) híbrido de Ian Butterfield registado em 2003
❷ Pleione grandiflora, espécie originária de Uttarakhand, desde o sul de Yunnan até ao noroeste do Vietname.
❸ Pleione Michael Butterfield 'Crowned Eagle' AM/RHS (P Kenya x Betty Arnold) de Ian Butterfield registado em 2008
❹ Pleione Edgecombe 'Melba Finch’ (P aurita x forrestii) de Ian Butterfield registado em 1996
❺ Pleione Suswa 'Golden Eagle' AM/RHS (P Orizaba x Edgecombe) de Ian Butterfield registado em 2003
❻ Pleione Snow Monkey 'Blue Jay’ (P. yunnanensis x grandiflora), híbrido primário refeito por Ian Butterfield; registado por Cumbleton em 2005.
❽ Pleione Zeus Weinstein 'Egret' AM/RHS (P. formosana x forrestii); Híbrido primário refeito por Ian Butterfield.
❾ Pleione chunii, espécie originária do sul da China
❿ Pleione Sabatini 'Forest Canary' AM/RHS (P Betty Arnold x Makian) de Ian Butterfield, registado em 2010
⓫ Pleione Whakari 'Natal Robin’ (P Caroli x Kenya) de Ian Butterfield, registado em 2003

Adquirida em Novembro de 2011, este ano é o 3º ano consecutivo que floresce
Este exemplar está todo o ano na rua á mercê da chuva e do sol e as florações são cada vez melhores e maiores Está plantada num vaso cheio de casca de pinheiro e argila expandida
Na altura de novos rebentos, rego bastante para os pseudobolbos ficarem grandes e gordinhos No inverno rego só mesmo para não desidratar muito e porque coincide também com a formação das hastes florais
Na minha opinião é uma planta muito fácil e adapta-se bem aos nossos cultivos Estou a apostar cada vez mais neste género maravilhoso Vale bem a pena
São flores grandes e cheias de detalhes maravilhosos.
Nunca fui muito fã de Odontoglossum mas este chamou-me a atenção devido ás suas cores fortes e vivas
Em Outubro de 2016 resolvi adquiri-lo e em Fevereiro de 2017 presentou-me com esta magnifica floração O cheiro é intenso, e confesso que não é dos melhores, mas as suas cores são magnificas
De uma planta , fiz duas plantas Uma está dentro da estufa e a outra na rua junto das Laelia e dos Cymbidium Ambas estão plantadas em vasos com uma mistura de casca de pinheiro, fibra de coco e alguma perlite
Em tempo de sol rego praticamente todos os dias Ainda está em fase de experiência mas espero que tudo corra bem Acho que vai valer a pena.✿

Agora é a sua vez! Envie-nos uma foto de uma orquídea cultivada por si e diga-nos como faz, onde a tem, qual o substrato, como a rega… enfim, o que achar que possa ser útil aos outros orquidófilos que tenham ou queiram vir a ter essa orquídea. Uma foto e dez linhas é o suficiente. Escrevam e enviem tudo para o nosso email (clube.orquidofilos.portugal@gmail.com).

Doritis pulcherrima alba ‘Aquini 4N’
Há algumas variedades de Doritis Pulcherima, algumas pelóricas, que tornam as suas flores diferentes e muito bonitas.
Eu tenho duas, esta e a D. pulcherrima coerulea que também gosto muito.
Elas são parecidas com as Phalaenopsis mas com algumas diferenças.
As suas folhas são pequenas e estreitas e gostam de mais luz que as Phalaenopsis.
Um recanto do interior do Orquidário
Adquiri uma Maxillaria cucullata em Maio nos Jardins Sintra. Tinha visto umas fotografias de umas em flor e fiquei encantada com elas.
Mantive-a no vaso de plástico em que vinha, mas não me parecia muito "feliz". Não dava sinais de desenvolvimento. Decidi então mudá-la para um vaso de barro. Usei um substrato composto por casca média, fibra de côco e um pouco de musgo de esfagno. Coloquei-a na estufa à sombra e mantive o substrato sempre com alguma humidade.
Ela adorou e rapidamente começou a desenvolver um escape floral que abriu em meados de Outubro. Adorei, é linda com um labelo quase negro. A flor é durável, tem neste momento cerca de oito dias e continua bonita. Uma boa escolha... ✿
Esta fica num local onde tem alguma claridade e com um pouco de mais calor. Não gosta de temperaturas muito baixas. O seu substrato tem que ser bem drenado e com alguma humidade, está em casca de pinheiro e um pouquinho de leca miúda .
Rego quando o substrato está ligeiramente a secar, para não encharcar e no inverno por vezes só borrifo as raízes. ✿

JARDINS SINTRA - SINTRA
Sábado, 22 de Julho, às 15h00 STANHOPEA, GONGORA e ACINETA
Orientado por José Santos
Sábado, 26 de Agosto, às 15h00 ONCIDIUM, ODONTOGLOSSUM e HÍBRIDOS “CAMBRIA”
Orientado por José Santos
Sábado, 23 de Setembro, às 15h00 PAPHIOPEDILUM e PHRAGMIPEDIUM
Orientado por José Santos
O Clube dos Orquidófilos de Portugal tem parcerias com as seguintes empresas que se disponibilizaram a oferecer vantagens aos nossos associados:
JARDINS SINTRA LDA
10% de desconto em todas as orquídeas e produtos para orquidofilia
LUSO BONSAI
20% de desconto em orquídeas, exceto botânicas, montadas e plantas sem flor
MESTRE JARDINEIRO
10% de desconto em todas as plantas
WINGARDEN & HOME
10% de desconto em todas as orquídeas e produtos para orquídeas
BROMÉLIAS DO BREJO
Oferece 20% do valor de uma compra em plantas na loja online. Não aplicável em Feiras.
Se conhecer alguma empresa que possa querer publicitar os seus serviços ou produtos ou fazer uma parceria com o Clube, escreva-nos para o nosso email com a sua sugestão.
EXPOSIÇÃO DE ORQUÍDEAS DE OEIRAS
25 e 26 de Novembro de 2017
AERLIS, Oeiras
WORLD ORCHID CONGRESS
De 8 a 12 de Novembro de 2017
Guayquil, Equador
EXPO ORQUÍDEAS LISBOA 2018
Dias 2, 3 e 4 de Março de 2018
Jardim Zoológico de Lisboa
EUROPEAN ORCHID CONFERENCE AND EXHIBITION
De 23 a 25 de Março de 2018
Paris, França

Informamos que a próxima GreenTrip EQUADOR já esgotou a inscrições… Obrigado pelo V/interesse!
Wild Orchids of the Algarve (2014)
128 páginas
Wild Orchids of Wales (2016)
192 páginas
Autora: Sue Parker
Editora: First Nature
Dois livros escritos pela mesma autora que exploram as espécies de orquídeas autóctones de duas regiões de dois países diferentes, em Portugal, a zona algarvia e em Inglaterra, a zona de Wales. É interessante observar as diferenças e as espécies que povoam as duas zonas. São bons livros para serem usados como guias de campo para observar e fotografar orquídeas. As espécies estão descritas numa linguagem acessível e com boas fotos que ilustram os textos.
São livros onde se nota uma preocupação ecológica e onde ficamos a conhecer, não só as espécies existentes, mas também a geologia e geografia das zonas apresentadas. Livros em inglês


Informamos a todos os associados que temos disponíveis panfletos desdobráveis com informação sobre orquídeas e sobre o nosso Clube para serem divulgados em locais onde possam ter interesse em orquídeas e onde possamos angariar novos associados para o Clube.
Aos interessados em distribuir pelas vossas áreas de residência, por favor contactemnos que vos enviaremos alguns exemplares.








