Skip to main content

Jornal O Orquidofilo Nr. 2 2014

Page 1


DESTAQUE

Bulbophyllum na minha estufa

ORQUÍDEAS COM HISTÓRIA

Cattleya labiata

Foi a primeira Cattleya a florir na Inglaterra e a grandeza das suas flores fez furor por toda a Europa (Pág. 7)

CONSELHOS PRÁTICOS

Saber Comprar

Todos sabemos que quando ficamos enfeitiçados por uma planta temos mesmo que a comprar Veja porque é que temos de ser cuidadosos. ( Pág. 8)

Editorial Setembro 2014

Volume 1 – Nr. 02

Setembro de 2014

Propriedade do Clube dos Orquidófilos de Portugal ®

Bem Vindos!

Este jornal é distribuído a todos os sócios do Clube dez vezes por ano.

EDITOR

José M. M Santos jose.santos.orquideas @gmail.com

COLABORADORES NESTE NÚMERO

Américo Pereira

Mário Couto

Uma das minhas paixões ligadas às plantas e à botânica é a história dessas plantas e das pessoas que fizeram essa história Gosto bastante de ler e investigar sobre a história dos jardins, da jardinagem, e sobre as personagens dessas histórias e as relações com a sociedade da altura Adoro principalmente ler sobre quando cada planta era uma novidade e sobre quando os horizontes se alargaram para os europeus e tantas novidades, incluindo as botânicas, chegaram ao velho continente No meu livro tenho um pequeno capítulo sobre algumas dessas histórias e personagens e tinha já a ideia de aqui colocar alguns textos sobre a história das orquídeas Pois bem, aqui está o primeiro, traduzido e adaptado por mim de um texto a que tive acesso, escrito por Ingrid Schmidt-Ostrander e distribuído no Congresso de Orquídeas do Canada Espero que seja uma leitura interessante

Também faz história este ano o Comité de Orquídeas da Real Sociedade de Horticultura inglesa Um grupo de experts que fizeram muito pelas orquídeas, pelo seu estudo e divulgação Estão de Parabéns pelo seu 125º aniversário

PauloAssunção

EMAIL REVISÃO

clubeorquidofilosportugal @gmail.com

Calçada do Tojal, Nr. 58 RC D 1500-596 Lisboa 962835128

PÁGINA NA NET

http://clubeorquidofilos portugal.blogspot.com

A história do Clube dos Orquidófilos de Portugal ainda é pouco mais do que uma introdução a uma história, mas deixame orgulhoso de, com menos de 6 meses de existência, já tenhamos reunido mais de 80 associados por todo o país e ilhas Fico contente e confiante de que podemos e iremos crescer mais Mas ninguém faz história sozinho e conto convosco para me acompanharem nesta aventura Agora que temos a nossa primeira exposição oficial marcada (ver calendário de eventos da página 9) é altura de começarmos a pensar nela para que seja memorável e possa atrair mais apaixonados para o clube Vai ser muito bom e espero que a camaradagem continue a reinar como até agora tem acontecido

Por isso o meu obrigado

Nesta edição podem ainda ler sobre os meus Bulbophyllum que este ano superaram-se em florações e sobre os cuidados a ter antes de comprar uma orquídea E para completar, o associado Américo Pereira apresenta-nos mais uma das nossas maravilhas botânicas!

Espero que gostem!

Saudações Orquidófilas,

- notícias

Orquídeas portuguesas na National Geographic

O número de Setembro da revista National Geographic Portugal traz um pequeno tesouro: um artigo de Eva van den Berg ilustrado com magnificas fotografias de Alberto Sobrino e Jorge Francisco Garrido sobre as orquídeas. A sua história, ecologia e dando um particular destaque às orquídeas da Península Ibérica e nos Açores onde recentemente a botânica portuguesa Mónica Moura fez uma descoberta importante.

Para além do texto, não podemos deixar de salientar as imagens, em fundo branco, de várias espécies de orquídeas silvestres. Uma extraordinária beleza é aqui mostrada em fotos dignas de estarem emolduradas e expostas em lugar de destaque. Um exemplar desta revista ficou guardada no arquivo do nosso clube.

Uma nova descoberta

O género Phragmipedium teve o seu auge de popularidade aquando a descoberta em 1981 do Phragmipedium bessae, com a sua extraordinária cor vermelha que veio trazer cor aos híbridos de Phragmipedium Esse aumento de interesse no género resultou já na descoberta de outras cinco espécies nos últimos anos. A mais recente espécie descrita, encontrada nas montanhas da Colômbia a crescer em acumulações de folhas, cascas, húmus e outros detritos vegetais depositados entre rochas é este bonito Phragmipedium anguloi. O nome foi dado em honra ao arquiteto e estudioso de orquídeas, Roberto de Angulo Blum que descobriu a primeira planta conhecida em 2007.

A planta é constituída por folhas verdes, compridas (1013cm de comprimento por 2,5cm de largura) e pontiagudas, as inflorescências têm cerca de 10 cm de altura, sem ramificações e dando várias flores que vão aparecendo sucessivamente. As flores têm cerca de 5 por 3,5 cm com uma cor cremosa com tonalidades rosa e verdes

Uma bonita espécie que será certamente, desejada em muitas coleções.

125º Aniversário

Este ano, o Comité de Orquídeas da Royal Horticultural Society faz 125 anos. A sua primeira reunião foi realizada a 26 de Março de 1889. A necessidade de um comité próprio para as plantas da família Orchidaceae verificou-se pelo aumento significativo de orquídeas a concurso nas diversas exposições realizadas pela Real Sociedade de Horticultura.

Não nos devemos esquecer que, nesta altura, as orquídeas eram muito raras e só os aristocratas ou donos de viveiros de plantas podiam manter coleções de orquídeas. O comité, composto por personalidades no mundo da botânica e da horticultura, reunia-se duas vezes por mês e em dias muito escuros, as plantas eram examinadas à luz de candeeiros a gás pois ainda não havia eletricidade Como também ainda não existiam fotografias, foi decidido que todas as plantas premiadas seriam retratadas por um artista em gravura botânica e em tamanho real

O comité continua a reunir-se até aos dias de hoje e a premiar orquídeas, sendo um dos mais importantes órgãos da orquidofilia em todo o mundo

Comité em reunião em 1917.

Tema de Capa Bulbophyllum na minha estufa

Setembro 2014

Os Bulbophyllum sempre foram orquídeas que me fascinaram. É um bocadinho inexplicável mas uma das razões poderá ter sido talvez pelas suas formas tão diversas e tão fora dos padrões mais normais de uma flor

Os primeiros que tentei cultivar resultaram num total fracasso e acabando as plantas por morrer sem eu saber bem porquê Certamente não teria as condições ideais para eles.

O género Bulbophyllum é o mais numeroso dentro da família Orchidaceae, com cerca de 2000 espécies espalhadas desde a Malásia, Indonésia, Nova Guiné, Austrália, India, Madagáscar e outros países africanos e também com alguns representantes no continente americano. Uma dispersão tão variada quanto as espécies existentes.

Nestes últimos anos tenho vindo a ter cada vez mais flores, em alguns com florações várias vezes por ano, talvez devido à maturação das plantas e à sua habituação ao local onde os cultivo – a minha pequena estufa –onde tento manter as condições que eles apreciam: Temperaturas temperadas a quentes, nunca descendo

abaixo dos 14 – 15 ºC, mesmo nas noites frias de Inverno. Uma rega frequente durante todo o ano, sem período de dormência e com um aumento das regas no Verão.

Fertilizações pontuais, no meu caso uso os fertilizantes da Luso-Bonsai e o Akerne Rain Mix e uma luminosidade forte mas nunca com sol direto. Recebem boa luz mas filtrada por uma, ou por vezes duas, redes de sombreamento.

Cultivo-os em muitos tipos de vasos e taças, quando os mudo escolho os vasos de taças de barro perfurados tanto na base como lateralmente mas também tenho outros em vasos de plástico (mantém as raízes mais quentes) e as espécies mais pequenas, montadas em cortiça. Muitos dos vasos estão pendurados. Assim posso dar-lhes boas regas sem o perigo da água ficar estagnada no fundo do vaso. A gravidade e o arejamento provocado por uma pequena ventoinha ajuda a evitar a acumulação de água em demasia.

Como substrato uso uma mistura de casca de árvore mais fina com fibra de coco e, se necessário, coloco um

pouco de musgo de esfagno ou perlite.

A combinação destes fatores tenta imitar o ambiente de floresta tropical húmida. Com a minha passagem pela Malásia e Singapura o ano passado perdi um bocadinho o medo de regar e agora faço-o com a mangueira e abundantemente Não me tenho dado mal.

A época de floração dos meus Bulbophyllum começa na Primavera com o Bulbophyllum loherianum, este ano com quinze hastes florais sucessivas, depois o híbrido Jim Clarkson, o B falcatum, o B nymphopolitanum, que comprei em botão na exposição de Dresden e que abriu mais uns quantos cá em casa. O B. eberhardtii e o B. frostii floriram pela primeira vez, assim como o B lobbii, A mais recente floração foi do híbrido Valley Isle Queen que já tenho há alguns anos Este ano, dos habituais, só o B arfakianum alba não deu o ar de sua graça Entretanto, com este ano de sucesso já comprei mais alguns que, espero, floresçam para o ano.

Depois eu mostro

Bulbophyllum eberhardtii Bulbophyllum falcatum
Bulbophyllum Jim Clarkson

Orquídeas no Jardim Botânico de Coimbra

No início de Julho deste ano, numa viagem ao norte, combinei passar pelo Jardim Botânico de Coimbra e ver como estava a coleção de orquídeas de Pekka Ranta a residir no jardim botânico Fui encontrar o casal com todas as suas orquídeas alojadas em estufas muito rudimentares num canto escondido e não visitável pelo público

As coisas não estavam a correr como planeado, os apoios da universidade eram poucos, muito burocráticos e as plantas tinham sofrido bastante no inverno por falta de condições e por as plantas que foram alojadas na grande estufa de vidro terem sido atacadas por diversas moléstias que dificilmente foram combatidas pelo próprio Pekka As plantas foram então mudadas para aquelas “estufas” e esperam-se obras nas estufas de vidro, tanto a maior como a que costumava alojar o nenúfar gigante da Rainha Victória, estão neste momento encerradas ao público sem data prevista de abertura.

Apesar de tudo Pekka Ranta e a esposa estavam entusiasmados com a construção em bambu e plástico grosso numa área que vai receber um nome ligado às

Perguntei se estavam arrependidos de ter deixado as suas vidas na Finlândia e terem vindo com todas as suas orquídeas para Portugal e a resposta foi rápida. Claro que não. Apesar de todas as adversidades, a sua experiência de vida, a sua idade e personalidades levam-nos a viver calmamente, um dia de cada vez, e por mais cansados e chateados que estejam, cada novo botão que abre e cada nova orquídea que floresce fá-los esquecer esses contratempos

Exposição em setembro

E a primeira apresentação ao público do que virá a ser a exposição permanente de orquídeas de Pekka Ranta no Jardim Botânico da Universidade de Coimbra deu-se no primeiro fim de semana de Setembro.

Uma das três estufas paralelas estava praticamente terminada e a vontade e esforços de Pekka Ranta e de alguns amigos e alguma colaboração (tardia) da universidade tornaram possível uma primeira apresentação que foi também um teste à adesão do público.

Fizemos um pequeno filme sobre a Exposição de Coimbra que está disponível no nosso Canal You Tube. Para ver, basta seguir o link: http://youtu.be/Umi7JcDx1SE orquídeas e que será dedicado a estas plantas.

E foi um sucesso. Apesar dos bilhetes cobrados pelo Jardim Botânico a aderência foi muito boa e Pekka Ranta está muito surpreendido pela positiva. O casal estava feliz.

A exposição consistiu numa grande variedade de plantas floridas e também na venda de alguns exemplares. Algumas palestras e conversas animaram as tardes daquele primeiro de muitos fins de semana para amantes de orquídeas no Jardim Botânico de Coimbra.

Neste momento os trabalhos continuam para a construção das outras duas estufas que faltam e

Por montes e vales

(continuação da página anterior)

adivinham-se novas mostras e exposições no futuro até que a exposição permanente fique aberta. Ainda há muito trabalho pela frente e só a perseverança e teimosia do casal finlandês levarão esta empreitada à frente. Os louros da vitória serão somente para eles O Jardim botânico incompreensivelmente não vê ou não quer ver o que lhe foi dado de mão beijada

O clube acompanhará com certeza a evolução da coleção de Pekka Ranta Onde estão orquídeas, nós estamos lá.

com

Setembro 2014

Américo Pereira

Planta de pequeno porte, entre os 10 e os 25cm, composta por uma roseta basal de folhas ovaladas lanceoladas, de tom verde acinzentado, com o caule encimado por uma inflorescência em espiga, composta por três a oito flores Cada flor apresenta um labelo marcadamente trilobado, fortemente convexo, disposto na horizontal, quase sempre sem sulco na sua cavidade estigmática, por vezes levemente sulcado, de cor castanha ou castanhaacinzentada, coberto por densa pilosidade. A parte central deste apresenta um largo e bem definido ω, branco ou branco-acinzentado. As restantes pétalas são levemente onduladas e verdes-acastanhadas As sépalas apresentam sempre uma cor verde-amarelada.

Rara em Portugal, por vezes difícil de

encontrar, encontra-se geralmente em solos calcários, em espaços abertos ou com pouca vegetação Pode ser vista, com mais facilidade, na Serra de Aire e Candeeiros, na Serra da Arrábida e Algarve No Algarve existe a Ophrys algarvensis, com caraterísticas semelhantes à O. dyris, normalmente com menos flores por haste

A época de floração decorre durante os meses de Março e Abril, podendo haver sempre uma ligeira variação de acordo com as condições meteorológicas de cada ano Para ser observada requer bastante atenção, pois pode confundir-se, com alguma facilidade, com outras espécies, sobretudo do grupo Ophrys fusca

Bibliografia: Monteiro, José Alfredo Brites (2008) – Orquídeas Silvestres Beira Litoral - Coimbra

Fotos tiradas em Abril de 2014 no concelho de Sesimbra
Cattleya

Orquídeas com História William Cattley

Em 1819, William Cattley, nascido em Barnet, na Inglaterra, recebeu um carregamento de plantas tropicais vindas de barco da América do Sul. Ele era um ávido colecionados de fetos e geralmente conseguia recuperar as plantas que lhe enviavam, em raiz nua, tendo sucesso com o seu cultivo Tinha até sugerido aos seus “caçadores de plantas” que enviassem algumas orquídeas porque eram cada vez mais populares naquele tempo.

Assim, depois de envasar todos aqueles tesouros diferentes de tudo o que já tinham visto, ficou muito excitado quando, um ano depois, uma planta floriu Uma flor tão rara que ninguém em Londres a tinha visto antes – era uma orquídea!

Mais tarde, John Lindley, ao fazer um trabalho para o Sr. Cattley decidiu batizar a orquídea em honra deste homem, acrescentando o epíteto “labiata”, pelo impressionante labelo da flor e “autumnalis”, para fazer notar que esta planta floria no Outono Esta Cattleya labiata foi a primeira Cattleya (não a primeira orquídea) a chegar a Inglaterra e a florir

Em 1817, Swainson enviou várias plantas similares para o Jardim Botânico de Glasgow, onde floriram mais tarde. No entanto, o nome que Lindley tinha escrito em reconhecimento do feito do seu amigo William Cattley ficou a ser utilizado para to o género Cattleya.

As Cattleya, que Cattley dizia serem as rainhas de todas as orquídeas foram talvez as orquídeas que mais furor fizeram por toda a Inglaterra e depois pela Europa. Comerciantes e colecionadores privados enviaram caçadores de plantas para a América do Sul para trazerem mais exemplares de Cattleya. Mas Swainson manteve

Setembro 2014

o paradeiro das Cattleya labiata secreto e só em 1836, outro explorador, Gardener, pensou ter reencontrado as famosas C. labiata. Estava enganado, o que ele realmente descobriu foram as Laelia lobata, na área do Rio de Janeiro Só 18 anos passados se soube do local de origem das C. labiata mas o avanço da civilização e de plantações de café destruíra toda a mata. Outras Cattleya foram descobertas, como a C mossiae, C trianae, entre outras e pensou-se que a Cattleya labiata estava perdida. Só cerca de cinquenta anos mais tarde foi descoberta uma nova colónia de C labiata perto de Pernambuco, no Brasil Dessas plantas, ainda hoje podemos admirar a beleza dos seus descendentes. O nome de William Cattley ficou para sempre.

Conselhos

Setembro 2014

Saber comprar

Quantas vezes não encontramos uma orquídea à venda que ainda não temos na nossa coleção. Aquela com uma flor espetacular, ou que tem um aroma especial, ou aquela que tanto queríamos e é a última, ou a que está com um preço muito acessível num supermercado. Porém, muitas vezes compramos plantas que podem não ser as melhores adições às nossas coleções. Frequentemente esquecemo-nos da saúde da planta, se apresenta manchas ou marcas de doenças ou pragas, condições que podem ou não propagar-se por toda a coleção.

Antes de comprar “aquela orquídea” que o conquistou, convém ter em atenção a sua origem, se for de um produtor de confiança já é meio caminho andado, se for de um produtor desconhecido, torna-se um risco Tenha atenção a manchas escuras nas flores, pequenos pontos castanhos, não como na Cattleya aurantiaca ou em outra espécie naturalmente pintalgada, mas pontos provocados por doença. Estas marcas podem aparecer em várias flores, tendencialmente são provocadas por carências da planta. Manchas nas folhas podem também ser indicativos de doenças ou pragas, manchas claras podem ter sido provocadas por insetos que fragilizam a densidade da folha Caracóis, colónias de Ácaros, Cochonilhas, entre outros. Estas marcas com o tempo tendem a ficar mais secas e escuras. Manchas castanhas que deixam a folha mole podem ter sido provocadas por recente exposição solar, presença de fungos ou bactérias.

Se tem alguma dúvida ou questão sobre as suas orquídeas, não hesite em contactar-nos. Escreva para a nossa morada ou envie-nos um email para:

clubeorquidofilosportugal@gmail.com

Manchas pretas aleatórias , são certamente provocadas por vírus, que não têm cura e se propagam sistemicamente. Folhas com pontas amarelas, castanhas ou pretas revelam diferentes estados de carência do substrato, como cálcio e magnésio.

As raízes também devem ser um ponto de interesse vital, contudo, o substrato dificulta esta observação Se o substrato se apresentar solto, significa que é recente e a planta pode ainda não estar estabelecida Na época de crescimento procuramos pontas de crescimento e raízes saudáveis. Raízes castanhas ou amarelas são geralmente más notícias, com algumas exceções como nos Paphiopedilum que são castanhas por natureza. Durante esta rápida pesquisa devemos estar atentos a pragas no substrato como as

milípedes ou mesmo pequenas lesmas. É de notar que não se deve retirar a planta do vaso pois pode provocar estragos nas raízes, que podem ser prejudiciais.

Por fim, se na orquídea, substrato, vaso ou acessórios (estaca, etiqueta, decoração) existirem sinais de fungos (pó verde ou castanho, substância semelhante a algodão ou mesmo cogumelos), devemos avaliar se vale mesmo a pena arriscar.

Os conselhos não ficam por aqui, depois de comprar uma orquídea nova para a sua coleção, deve ainda “desparasita-la” e coloca-la de quarentena algumas semanas, antes de a juntar à sua coleção.

Se seguir estes conselhos práticos, poderá proteger as suas plantas e a salvaguardar-se de futuros desgostos

Eventos

EXPOSIÇÕES INTERNACIONAIS

8 – 12Abril de 2015

Conferência e Exposição Europeia de Orquídeas Londres, Inglaterra (O José Santos irá realizar uma viagem – Greentrip Escócia e Londres – onde poderá assistir a este evento. Para mais informações poderá contactar a agência de viagens COOLTRAVEL, nos contactos: paulo.assuncao@cooltravel.pt ou o telefone 937 011 198).

BIBLIOTECA ORQUIDÓFILA

Quem se interessa por orquídeas de porte menor, as chamadas micro ou miniaturas tem nestes livros (são dois volumes) uma fantástica fonte de informação, tanto em texto como em material fotográfico de grande qualidade Neste primeiro volume, os autores apresentam a família Orchidaceae (nomenclatura, morfologia, habitats, conservação e cultivo) De seguida são apresentadas em

EXPOSIÇÕES NACIONAIS

28 Fev. / 1 e 2 de Mar. 2015 1ª Exposição de Orquídeas de Sintra. Organização do Clube dos Orquidófilos de Portugal.

WORKSHOPS JARDINS SINTRA

18 de Outubro de 2014 EPIDENDRUM, por José Santos

22 de Novembro de 2014 LYCASTE, por José Santos

13 de Dezembro de 2014 MICRO ORQUÍDEAS, por José Santos

Setembro 2014

WORKSHOPS WINGARDEN

11 de Outubro de 2014 FITOSSANIDADE (PRAGAS), por Mário Couto

WORKSHOPS MANIA DAS PLANTAS

18 de Outubro de 2014 PAPHIOPEDILUM, por Carla Mandaíl

15 de Novembro de 2014 ZYGOPETALUM, por Carla Mandaíl

6 de Dezembro de 2014 CYMBIDIUM, por Carla Mandaíl

detalhe várias espécies com tamanhos até 15 cm e todas pertencentes à tribo Epidendroideae. Neste 1º volume, as espécies documentadas por ordem alfabética vão de A a G.

É um livro muito completo, muito bem estruturado e apresentado. O seu único defeito é o preço que ronda os 50,00 Euros por volume. Mas é sem dúvida uma boa compra que nos dá a conhecer o mundo das orquídeas em miniatura.

Publicidade

PARCERIAS

O Clube dos Orquidófilos de Portugal fez algumas parcerias com as seguintes empresas que se disponibilizaram a oferecer vantagens aos nossos associados:

JARDINS SINTRALDA

10% de desconto em todas as orquídeas e produtos para orquidofilia.

MANIADAS PLANTAS

10% de desconto em quaisquer plantas e/ou produtos.

MESTRE JARDINEIRO

10% de desconto em todas as plantas.

WINGARDEN & HOME

10% de desconto em todas as orquídeas e produtos para orquídeas.

Se conhecer alguma empresa que possa querer publicitar os seus serviços ou produtos ou fazer uma parceria com o Clube, escreva-nos para o nosso email com a sua sugestão.

clubeorquidofilosportugal@gmail.com

Setembro 2014

ASSOCIE um AMIGO no CLUBE dos ORQUIDÓFILOS de PORTUGAL

A inscrição no C.O.P. - CLUBE DOS ORQUIDÓFILOS DE PORTUGAL é muito simples Basta enviar-nos um email para clubeorquidofilosportugal@gmail.com com os dados pessoais. (O clube compromete-se a não divulgar os seus dados a outros e a usa-los unicamente em comunicações com o associado.)

De seguida escolha o tipo de associado e faça pagamento por uma simples transferência bancária num multibanco: - NIB 0010.0000.5121.2280.0015.9, ou ainda por envio de cheque ou vale postal. (O processo de associação só será válido após o pagamento da quota anual).

TIPOS DE SÓCIOS:

Sócio Individual Jovem (até aos 16 anos) – valor da quota: 15,00€ / 12 meses

Sócio Individual Adulto (a partir dos 17 anos) – valor da quota: 20,00€ / 12 meses

Sócio Coletivo (quaisquer idades desde que tenham um grau familiar próximo tipo irmãos, pai e filho, avô e neto Neste tipo de sócio só o primeiro titular tem direito a um voto na assembleia geral mas ambos beneficiam de todas as vantagens em igualdade) – valor da quota: 25,00€ / 12 meses

Visitando:

Glasgow Botanical Garden

Edinburgh Royal Botanic Garden

Loch Ness | Loch Lommond

Blair Castle | Edinburgh Castle

Culzean Palace & Gardens

Sir Walter Scott Palace

RHS Wisley Gardens

Lagos, Castelos & Orquídeas

Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Jornal O Orquidofilo Nr. 2 2014 by Clube dos Orquidófilos de Portugal - Issuu