
ORQUÍDEA EM DESTAQUE
VIAGENS
![]()

ORQUÍDEA EM DESTAQUE
VIAGENS

Para quem gosta de Cymbidium, este é um clássico Aprenda mais sobre como chegou à Europa, qual a origem do seu nome e outras informações sobre o seu habitat e cultivo (Pág 7)
CONHEÇA QUEM FOI…

Saiba porque tantas orquídeas e outras plantas tem o seu nome ( Pág 6)

Durante aproximadamente duas semanas estive a visitar o Panamá e a Costa Rica. Leia sobre os jardins que visitámos e as orquídeas que vimos Aqui deixo um bocadinho do que mais gostei de conhecer. Primeira parte – Panamá. (Pág. 10)

Volume 1 – Nr. 04
Nov. / Dez. de 2014
Propriedade do Clube dos Orquidófilos de Portugal ®

QUE DIZER SOBRE OANO DE 2014 que termina?


Este jornal é distribuído a todos os sócios do Clube dez vezes por ano.
EDITOR
José M. M Santos jose.santos.orquideas @gmail.com
Foi o ano em que nasceu o Clube dos Orquidófilos de Portugal Com poucos meses de vida e quase uma centena de sócios acho que estamos no bom caminho E o caminho faz-se caminhando Calmamente Sem competições nem comparações Olhando para a frente
Este último jornal de 2014 reúne os meses de Novembro e Dezembro Lamentamos mas não houve tempo para fazer dois devido aos 15 dias que estive fora Este é um número reforçado pois diz respeito aos dois meses
Américo Pereira
Mário Couto
EMAIL REVISÃO
PauloAssunção
Clubeorquidofilosportugal @gmail.com
Calçada do Tojal, Nr. 58 RC D
1500-596 Lisboa
COLABORADORES NESTE NÚMERO MORADA TELEMÓVEL
962835128
PÁGINA NA NET
http://clubeorquidofilos portugal.blogspot.com
O Novembro, com as rúbricas regulares, onde o Sr Américo escreve sobre a orquídea silvestre Cephalanthera longifolia, que podemos encontrar em Portugal, a Orquídea do mês é o Cymbidium tracyanum, a florir neste momento, conhecemos Joseph Warscewicz, um orquidófilo importante na História da Orquidofilia e o Mário apresenta um artigo sobre a importância de ter uma base de dados, ou ficheiro, das nossas colecções de orquídeas A parte de Dezembro é especialmente dedicada à GREENTRIP PANAMÉRICA, a viagem que fiz com um grupo de orquidófilos ao Panamá e à Costa Rica, dois países onde se respira a natureza e onde fomos ao encontro de muitas orquídeas, em coleções particulares, em centros de conservação, em viveiros, jardins botânicos e no seu habitat natural, na floresta A primeira parte será sobre o Panamá No próximo jornal falarei sobre a Costa Rica
Quero aqui agradecer a todos os que acreditaram no C O P e aos colaboradores que me estão mais perto e ajudam o clube a andar no bom caminho A quem quiser ajudar e envolver-se mais, não tenha receio de avançar Quem goste de escrever, tem aqui e no site um local para mostrar os seus textos E precisamos de ideias, de ajuda na difusão do Clube, quantos mais formos, melhor será e mais força teremos!
E como não podia deixar de ser, quero desejar que o próximo ano seja o ano de consolidação do nosso Clube, da realização de novos projetos e de muitos e bons momentos partilhados em conjunto e com as nossas orquídeas
Elas são, a razão de tudo isto
Um Bom Ano para todos!



A cientista Jane Goodall, mundialmente famosa pelo seu estudo do comportamento de chimpanzés, tinha já uma orquídea com o seu nome. O nome de um híbrido de Spathoglottis, resultante do cruzamento da Spathoglottis ‘Lion of Singapore’ com Spathoglottis plicata, foi dado em honra da cientista em 2004 durante a conferencia Biology in Asia, numa cerimónia em Singapura. Foi a primeira bióloga a dar o seu nome a um híbrido criado no Jardim Botânico de Singapura.
Entretanto, este ano, foi-lhe feita uma nova homenagem em reconhecimento da sua enorme contribuição para a conservação da natureza. Desta vez uma nova orquídea, descoberta durante uma viagem de campo à Papua Nova Guiné de cientistas do Centro de Biodiversidade Naturalis e do Jardim Botânico Hortus Botanicus Leiden, foi baptizada de Dendrobium goodallianum e descrita no Malesian Orchid Journal vol.14 (2014) por Ed de Vogel e Rogier van Vugt.

Dendrobium goodlianum, foto de Rogier van Vugt. Capa do livro
Esta espécie está descrita como de fácil cultivo. Os espécimes cultivados no Hortus Botanicus Leiden foram mantidos em condições quentes, de temperaturas entre os 20 graus de mínima e os 35 de máxima. Apesar de epífita, pode ser cultivada em vaso ou montada em placas de cortiça ou xaxim e devemos permitir que as raízes sequem entre duas regas.
A floração em cultivo deu-se entre os meses de Março e Junho. As flores são lilás muito claro com a base do labelo sombreado de amarelo. As suas pétalas e sépalas são finas com cerca de 3-4 cm de comprimento e 0,45cm de largura. Têm um ligeiro perfume a coco.
Este ano a autora lançou o seu primeiro livro sobre plantas. SEEDS OF HOPE: WISDOM AND WONDER FROM THE WORLD OF PLANTS (Sementes de Esperança: Sabedoria e encanto do mundo das plantas) é uma obra sobre o papel que o mundo vegetal representa para o nosso planeta e onde dedica um capítulo à conservação das orquídeas.


E quanto mais se aproxima a data do Congresso Europeu de Orquídeas, este ano em Londres, mais boas notícias vão sendo reveladas.
Este ano a exposição de pintura será antecipada e estarão cerca de 50 expositores / vendedores anunciados, entre eles as casas com mais tradição de criadores de orquídeas mundiais
A Sociedade Orquidófila da GranBretanha terá uma apresentação natural das orquídeas dos sócios e o francês Jardin du Luxembourg terá também a sua colecção exposta. A sociedade britânica de Paphiopedilum fará uma exposição dos melhores exemplares dos seus membros
Os japoneses Suwada Orchid Nursery, especialistas em híbridos perfumados de Cattleya e Disa de ambientes frios de Hildegard Crous serão outras atrações
A biblioteca da Royal Horticultural Society terá expostas uma coleção de aguarelas das orquídeas premiadas em 2014 e outra sobre a Orchid Mania que atingiu os jardineiros no Séc. XIX.
No passado dia 20 de Dezembro de 2014 decorreu uma palestra com o tema “Orquídeas nos Jardins botânicos do Mundo”, administrada Por Robin McDonald, da associação orquidófila inglesa ”Norfolk Orchid Society” Foi uma palestra muito divertida e interativa com os participantes que fizeram várias perguntas sobre as orquídeas e jardins Botânicos pelo Mundo
Entretanto, a Robin McDonald voltará em Junho para mais uma palestra, o tema será definido no decorrer deste mês a afixado no próximo jornal.


Este ano, a primavera chega mais cedo a Sintra. Nos dias 21 e 22 de fevereiro, a Parques de Sintra antecipa a estação das flores com duas exposições temáticas no terreiro em frente ao Palácio Nacional de Sintra
Assim, terá lugar uma Exposição de Camélias, já na sua quinta edição, em parceria com a Associação Portuguesa de Camélias e a primeira Exposição de Orquídeas de Sintra, em parceria com o Clube dos Orquidófilos de Portugal Será um fim de semana cheio de cor e perfume que, se gostar de flores, não irá, certamente, perder.












Uma das mais belas orquídeas da nossa flora, sendo, simultaneamente, uma das mais fáceis de observar, tanto pela exuberância da sua planta, como pelo branco imaculado das suas flores
Planta esbelta, muito frondosa, de 25 a 40 (60) cm de altura, de folhas linearlanceoladas, dispostas ao longo do caule, de forma ereta, atingindo estas cerca de 18 cm de comprimento, sendo as superiores mais curtas e em forma de brácteas A haste floral assume a forma de espiga, com um número variável de flores, normalmente de 5 a 25, brancas, com o epiquilo amareloalaranjado. As suas flores têm, sobretudo nas horas mais
quentes do dia, um leve e agradável perfume
É uma das poucas orquídeas que podemos encontrar em populações dispersas, por vezes localmente abundante, do extremo norte ao extremo sul do país, tendo preferência por solos calcários ou xistosos, mas podendo, por vezes, ser encontrada em locais de solos mais ácidos, como é o caso da Serra do Gerês. Podemos encontra-la em espaços com pouca vegetação ou arborizados, com uma forte camada de manta morta.
A época de floração pode oscilar entre os meses de Março a Julho, tendo em conta a altitude, o clima de cada região e as condições meteorológicas de cada ano. Floresce sempre mais tarde no norte de Portugal.


A palavra de ordem para este botânico que nasceu na Lituânia, mas de origem polaca, era a aventura.
Depois de ter participado numa revolução sem sucesso na Polónia contra a Rússia, o jovem Warscewicz foge para a Alemanha e encontra um emprego no Jardim Botânico de Berlin onde estudou e obteve o doutoramento em Botânica. Anos depois trabalhou num centro de cultivo de Plantas na Bélgica e viajou com o seu patrão pela primeira vez para Guatemala. Lá, rapidamente se estabeleceu por conta própria como coletor de espécimes de herbário, sementes, bolbos, plantas e também animais e artefactos locais. Warscewicz foi um dos primeiros grandes botânicos exploradores e todo o material que obtinha nas suas viagens era enviado para a Alemanha e para a Suiça, ao contrário da maioria dos exploradores e caçadores de tesouros que trabalhavam para a Inglaterra. Pelos seus conhecimentos, Warscewicz foi um importante explorador para as instituições para as quais trabalhava. Foram-lhe oferecidos vários postos importantes em várias instituições mas nunca aceitou, sempre preferiu viajar livremente para onde quisesse Em 1850 apanhou febre amarela e voltou a casa onde trabalhou como assistente do seu amigo, o Prof. Reichenbach, na descrição de mais de 300 orquídeas.
Passado um ano a aventura chamou-o de novo e ele voltou à

América do Sul para colher mais orquídeas e outras plantas em condições extremas. Foi roubado e perdeu todo o seu dinheiro e equipamento mas nada o desmotivou de continuar. Muito foi o material que enviou para a Europa e assim ganhou bastante dinheiro pois alguns exemplares atingiam preços fabulosos.

Em 1853 contraiu de novo febre amarela que o fez regressar de vez para a Europa onde aceitou o cargo de supervisor no Jardim Botânico de Cracóvia. Aí faleceu em 1866.
Nos dias de hoje o seu nome está associado a muitas espécies botânicas e em especial nas Orquídeas. Para além de epítetos de espécies de Brassia, Cattleya, Catasetum, Miltonia, Sobralia, Phragmipedium, Catasetum, Cycnoches e Stanhopea, entre outras, também o nome de um género foi dado em sua honra, as Warscewiczella, constituído por cerca de 10 espécies de orquídeas existentes em países por onde o botânico andou, na América Central


Podemos dizer que é um dos Cymbidium de Dezembro porque tanto a espécie como os híbridos resultantes de cruzamentos com o Cymbidium tracyanum escolhem, no nosso país, esse mês para iniciarem as suas florações, prolongando depois as suas flores até Janeiro ou Fevereiro.
É um Cymbidium fácil de reconhecer As flores são grandes, as pétalas e sépalas são amarelo esverdeado riscadas de castanho. A Sépala dorsal curva para baixo protegendo a coluna e apontando para o labelo branco com pequenos veios castanho avermelhados, lobado e cheio de finas pilosidades. O seu perfume é muito agradável e intenso
Conta a história, que na aldeia de Twickenham, na Inglaterra, havia um importador de orquídeas com o nome de Henry Amos Tracy. O Sr. Tracy foi um dos primeiros importadores a vender orquídeas a preços mais baixos de modo a promover o interesse geral por orquídeas. Numa remes-

sa de Cymbidium lowianum, o Sr. Tracy notou numa planta que parecia diferente das restantes e ordenou aos seus jardineirosqueacolocassemde parte Quando floriu, atraiu um grande interesse e foi imediatamente levada ao Comité das Orquídeas da Royal Horticultural Society onde foi julgada recebendo o galardão First Class Certificate Foi de seguida batizado com o nome latinizado do Sr. Tracy e descrito no Journal of Horticultural e no The Gardener’s Chronicle. Isto aconteceu a 9 de Dezembro de 1890. Desde essa data que o Cymbidium tracyanum vem florindo e embelezando cada vez mais jardins por todo o mundo.
Noinício,porserumaplanta que veio para a Europa “por engano”, misturada com outras de Cymbidium lowianum,nãose sabia bem qual a origem e o habitatdos Cymbidium tracya -

num. Outras plantas foram encontradas entre exemplares emimportaçõesde C. lowianum massófloriramem1896.Essas plantas vinham do norte de Burma, hoje conhecido como Myanmar ou Birmânia. Entretanto, em 1900, vários Cymbidium tracyanum foram identificados numa importação vinda da província de Chieng Mai,anortedaTailândia Sóem 1940 o habitat do Cymbidium tracyanum foi descrito com a descoberta de exemplares na natureza. A localização foi feita por Francis Kingdom-Ward, na Birmânia, em “colinas de florestas húmidas de árvores de folha persistente” e “crescendo entre a junção de dois ramos de uma árvore suspensa sobre um riacho numa vala profunda” . Hoje sabemos que, para além de Myanmar e norte da Tailândia, o C. tracyanum também pode ser encontrado na a sul e a oeste na província chinesadeYunnan.

Por José Santos

Na foto acima, o Cymbidium Disney Girl ( Cym. tracyanum x Cym Robin) uma flor grande, verde e pintalgada de vermelho escuro. Na foto abaixo, uma introdução deste ano da holande-
sa Orchidiva com o nome comercial de Cym. Gorm Flor. Ao lado, um bonito Cymbidium Enzan Knuckle “Paulista”, resultante do cruzamento do Cym. tracyanum x Cym.Signal.


O cultivo de Cymbidium em geral é bastante fácil e, no nosso país, possível durante todooanonoexterior.Convém protegê-lo de chuvas fortes, geadaseneve
Um vaso de plástico ou de barro maior na fundura do que na largura e um substrato para orquídeasconstituídoporcasca de pinheiro, turfa ou fibra de cocoelecaoucarvão,empartes iguais. Esta mistura permite uma boa drenagem e evita que as raízes fiquem demasiado tempo encharcadas. As regas devemserfeitassemanalmente com temperaturas até aos 2022grausecommaisfrequência se as temperaturas forem mais altas Em regas alternadas devemos colocar na água um fertilizante próprio para orquídeas No Verão colocamse os Cymbidium no local mais fresco possível para que hajam boas florações no Outono e Inverno. Reenvasamentos e divisões naPrimavera.


Qualquer que seja o colecionador de orquídeas, deve sempre manter registos das suas plantas. As etiquetas de identificação já são um começo, mas será o suficiente?
Para quem têm algumas orquídeas, poderá ser, mas para quem possuir uma coleção maior não será o suficiente.
Uma boa parte dos colecionadores possuem registos detalhados da sua coleção. Com estes registos é fácil assegurar as qualidades da planta, e facilita ainda a participação em concursos e exposições.
Os registos podem começar por uma folha num dossier, ou numa agenda, ou ainda para os mais hitech, em formato digital
E o que se deve registar?
Tudo! Será a melhor resposta. Desde a data de aquisição, ao vendedor e ao produtor. Saber a origem e a data de compra, dados que podem garantir a qualidade da planta a outros colecionadores e associações.
No que diz respeito à identificação, desmistificando toda a nomenclatura temos por exemplo a Bletilla striata alba: uma orquídea do género Bletilla, da espécie striata e variedade alba (branca) Para os híbridos é um pouco diferente: a Encyclia vitellina x Epidendrum prismocarpum, é uma planta germinada de semente gerada numa flor de Encyclia vitellina com a polínea de um Epiden -
drum prismocarpum. Em suma, primeiro o nome do género, seguido pela espécie e variedade se tiver, no caso de se tratar de um híbrido temos primeiro o nome da mãe e depois o nome do pai. Muitas vezes os híbridos têm os seus nomes mas convém, sempre que possível, identificar os progenitores.
Deve ainda, ser redigida uma breve descrição com informações relevantes de cultivo.
Depois destes dados, começam os registos mais variáveis, as datas de floração, a duração da floração, o número de flores, o tamanho, aroma a textura e densidade entre outras. Após alguns anos já será fácil antecipar florações. A frequência de rega, adubação e desparasitação, também devem ser registadas, com as suas alterações sazonais.
Por fim, deve existir um campo de observações, para se registar as datas de transplante com a razão, os acidentes (ex: o gato comeu a haste floral), registo de doenças (ex: flor com manchas, ou raízes comidas por milípedes), notas de cultivo (ex: em Maio têm de apanhar mais luz para florir, ou em Novembro adubar com potássio), entre outros.
A forma de como o registo é feito, fica ao critério de cada um, no entanto segue incluso neste número uma sugestão de ficha de cultivo que podem usar e adaptar ao vosso gosto.
Vão ver que o registo de todas as informações serão também uma boa ferramenta de cultivo.


As Greentrips são viagens planeadas para quem gosta de orquídeas e de jardins O principal objetivo são as visitas a jardins botânicos, exposições ou a parques e reservas naturais, mas acabamos por conhecer também a cultura dos locais para onde viajamos São viagens organizadas pelo José Santos e o Paulo Assunção desde 2009 e já visitámos três continentes e mais de uma dezena de países.
Desta vez viajamos pela primeira vez para o continente americano, para a América Central, visitando o Panamá e a Costa Rica, países conhecidos pela sua biodiversidade e pelas suas belas orquídeas.
O grupo era composto por 27 pessoas e sempre um guia local. Visitámos as principais cidades, conhecemos os seus povos, as suas tradições e história e visitámos lugares onde as orquídeas eram o principal atrativo.

No Panamá começámos por uma visita às ruínas da cidade velha onde vimos, nas árvores seculares, orquídeas e outras plantas epífitas, foi um começo promissor.
Situadoacercadeduashoras da cidade de Panamá e um bonito vale onde visitamos um pequeno Zoo, fizemos uma pequena incursão na floresta paraverumacascata,visitámos o mercado local onde muitas plantas estavam à venda, incluindo orquídeas que infelizmente não pudemos comprar pois não é permitido trazer plantas da América para a Europa sem documentação própria e sempre sujeita a fiscalização exceto se forem pequenasplantasemfrascosde germinação.
OValledeAntónéconhecido comoolugardaeternaPrima-
vera devido ao seu microclima fresco e primaveril. O povoado encontra-se num vale fértil de 18,3Km2, sendo a cratera de um vulcão há muito extinto a cercade600mdealtitude.
O mais interessante do Valle de Antón foi, sem dúvida, o Centro de Orquídeas APROVACA (Associacion de Productores de Orquídeas El Valle e Cabuya). É uma instituição sem fins lucrativos que se dedica à conservação, recuperação e cultivo das orquídeas locais e estamos falando de cerca de 150 espécies só naquela zona. Foi interessante visitar o jardim guiados pela simpática responsável. A associação é muitocaseira,muitoamadorae com certeza com poucos fundos. O trabalho deles, segundonosexplicaraméare-

cuperação especimes que são trazidos para aquele jardim e ali são divididas e cultivadas durante alguns anos e, quando estiverem plantas fortes e saudáveis, são de novo colocadas nas copas das árvores ou em locais onde crescem normalmente
Segundo nos explicaram e como tivemos oportunidade de observar, sendo a maior parte daquelas orquídeas plantas epífitas que crescem a grandes altitudes nos troncos e ramos das árvores mais altas, mais próximos da luz, se a árvore cai numa tempestade ou se um ramo se parte, as orquídeas, desprovidas da luminosidade e com a alteração das condições, caídas no solo, acabam por morrer. Aí são recuperadas pela instituição e depois reintroduzidas na floresta
Outro dos problemas que têm são a apanha ilegal que é difícil de controlar com poucos meios e numa área tão vasta.
Foi também no jardim da APROVACA que vimos o primeiro exemplar de Peristeria elata, a orquídea símbolo do Panamá. Como não fomos na época de floração desta orquídea, nunca vimos as flores a não ser algumas conservadas num frasco. As plantas são grandes, robustas e estavam cheias de cápsulas de sementes. Outra coisa que o centro não tem é um laboratório para germinação de sementes. Fazem-no “naturalmente”, ou seja, espalhando as sementes por vasos ou pela floresta Um método


um pouco ingénuo e utópico para umcentrodeconservaçãoquando pensamos nos métodos de germinação “in vitro” muito mais avançados e que garantem uma percentagem de sucesso de germinação e sobrevivência das plantas muito maior do que simplesmenteespalharsementes

aovento.
O nome vem do grego peristeriom, que significa pequeno pombo pela forma da coluna e labelo que lembram umapombabranca NoPanamá o seu nome comum é Orquídea do Espírito Santo eencontra-se ameaçadananatureza




Um dos lugaresmais bonitos do Panamá foi a floresta de Gamboa, àbeiradorioChagres, onde se situava o nosso hotel Para além de todo o ambiente tropical quente e húmido, a florestaverdejanteestavacheia de vida e, para nossa sorte, o hoteltinhaoseuprópriojardim de orquídeas Aí, apesar de terem algum conhecimento e o jardimestarbemcuidado,notei novamente um pouco de amadorismo e aquele poderia ser o jardim de um simples colecionador que, com o clima ideal, conseguia facilmente florirassuasplantas.
Outro aspeto que achei interessantefoique,muitasdas orquídeas em destaque e que eram cultivadas como raridades eram Dendrobium phalaenopsis, algumas Vanda e Phalaenopsis,ouseja,orquídeas asiáticas e na sua maioria, híbridos. Com tantas e belas orquídeas naturais daquela zona, a maior importância era dada a orquídeas de fora. O ser humanogostasempre doque é diferente. Connosco não nos entusiasmaram muito porque estávamos mais interessados emadmirarasbelezaslocais.
No Panamá vimos muitas orquídeas bonitas mas na minha opinião a Costa Rica foi o país que nos revelou uma maiordiversidadedeespéciese uma maior preocupação com a conservação e seriedade na proteçãodassuasespécies.


8 – 12Abril de 2015
Conferência e Exposição
Europeia de Orquídeas
Londres, Inglaterra (Se quiser assistir a este evento a agência de viagens que organiza a nossa viagem, COOLTRAVEL, paulo.assuncao@cooltravel.pt ou o telefone 937 011 198).
24 de Janeiro de 2015
ORQUÍDEAS
MINIATURA, por José Santos
21 de Março de 2015
CYMBIDIUM & SOBRALIA, por José Santos
18 deAbril de 2015
GONGORA & STANHOPEA
Por José Santos
Para mais informações sobre os Workshops nos Jardins Sintra, contacte o José Santos pelo email josesantos@jardinssintra.pt
ORQUIDÓFILA
A Costa Rica sempre foi um país visitado por muitos botânicos e estudiosos de orquídeas
Neste pequeno livro com 96 páginas e editado pela Universidade da Costa Rica, o autor Carlos Ossenbach Sauter, descreve-nos a importância dos muitos e importantes botânicos que passaram pela Costa Rica, o seu trabalho, as suas descobertas e a forma como esse estudo deu a conhecer ao mundo uma das gran-
des riquezas do país, a sua biodiversidade e a sua flora Ao serem descobertas e estudadas, o povo da Costa Rica aprendeu também a importância da conservação
Para quem gosta de perceber e de conhecer mais do que as próprias orquídeas, esta breve história é muito interessante e lê-se com gosto. Compreende-se também muitos dos nomes das orquídeas que foram dados em honra dos botânicos e orquidófilos que as descobriram e estudaram Comprado na loja do Jardín Botánico Lankester.
10 de Janeiro de 2015
PHRAGMIPEDIUM, por Mário Couto
14 de Fevereiro de 2015
CYPRIPEDIUM
Por Mário Couto
Para mais informações sobre os Workshops no Wingarden, contacte o Mário Couto pelo email shibbymc@gmail.com
21 e 22 de Fevereiro 2015 1ª Exposição de Orquídeas de Sintra. Organização dos Parques de Sintra em parceria com Clube dos Orquidófilos de Portugal.


O Clube dos Orquidófilos de Portugal fez algumas parcerias com as seguintes empresas que se disponibilizaram a oferecer vantagens aos nossos associados:
JARDINS SINTRA LDA
10% de desconto em todas as orquídeas e produtos para orquidofilia.
MESTRE JARDINEIRO
10% de desconto em todas as plantas.
WINGARDEN & HOME
10% de desconto em todas as orquídeas e produtos para orquídeas.



Se conhecer alguma empresa que possa querer publicitar os seus serviços ou produtos ou fazer uma parceria com o Clube, escreva-nos para o nosso email com a sua sugestão.
clubeorquidofilosportugal@gmail.com

Lamentavelmente informamos que a empresa “Mania das Plantas” encerrou ao público no dia 31 de Dezembro. Agradecemos todo o apoio que nos deram e deixamos os nossos votos de muita sorte para novos e futuros projetos.
A inscrição no C.O.P. - CLUBE DOS ORQUIDÓFILOS DE PORTUGAL é muito simples Basta enviar-nos um email para clubeorquidofilosportugal@gmail.com com os dados pessoais. (O clube compromete-se a não divulgar os seus dados a outros e a usa-los unicamente em comunicações com o associado.)
De seguida escolha o tipo de associado e faça pagamento por uma simples transferência bancária num multibanco: - NIB 0010.0000.5121.2280.0015.9, ou ainda por envio de cheque ou vale postal. (O processo de associação só será válido após o pagamento da quota anual).
TIPOS DE SÓCIOS:
Sócio Individual Jovem (até aos 16 anos) – valor da quota: 15,00€ / 12 meses
Sócio Individual Adulto (a partir dos 17 anos) – valor da quota: 20,00€ / 12 meses
Sócio Coletivo (quaisquer idades desde que tenham um grau familiar próximo tipo irmãos, pai e filho, avô e neto Neste tipo de sócio só o primeiro titular tem direito a um voto na assembleia geral mas ambos beneficiam de todas as vantagens em igualdade) – valor da quota: 25,00€ / 12 meses


Visitando:
Glasgow Botanical Garden
Edinburgh Royal Botanic Garden
Loch Ness | Loch Lommond
Blair Castle | Edinburgh Castle
Culzean Palace & Gardens
Sir Walter Scott Palace
RHS Wisley Gardens




Programa alternativo só para o fim de semana e com entrada na Exposição de Orquídeas, visita aos locais emblemáticos de Londres e Tour Privado aos Jardins de Wisley.
Para mais informações, por favor contacte-nos.