Propriedade do Clube dos Orquidófilos de Portugal®
Este jornal é distribuído a todos os sócios do Clube.
José M. M. Santos jose.santos.orquideas@gmail.com
Alexandre Silva
Américo Pereira
Cristina Neves
Florinda Lopes
Madalena Pereira
Michael Benedito Paulo Assunção
Sumário
do Tojal,
Lisboa
http://www.clubeorquidofilosportugal.pt
Bem-vindos!
No dia 21 de Abril, o Clube dos Orquidófilos de Portugal celebrou o seu 4º aniversário Temos, até à data de fecho desta edição, 273 sócios, dos quais cerca de 250 têm as suas quotas em dia. Temos que nos orgulhar do que conseguimos!
Sabemos, desde o início, que algumas pessoas do mundo orquidófilo torceram o nariz quando aparecemos e não nos previam um futuro muito longo, mas cá estamos, mais felizes e sólidos do que nunca, com projectos interessantes e promessa de divertimento com as nossas orquídeas por muitos anos E para mim a base de tudo é mesmo isso – que nos vamos divertindo com as nossas orquídeas –aprendendo, partilhando, conhecendo gente e lugares interessantes e que as orquídeas sejam o elo canalizador de tudo isso.
Não é segredo para ninguém que o Clube surgiu da insatisfação e discordância do que se passava na Associação Portuguesa de Orquidofilia. E como quem está mal, muda-se, alguns dos insatisfeitos mudaram-se e criaram esta nova associação de modo a que as coisas funcionassem segundo as suas convicções Não queremos mal a ninguém, qualquer competição que naturalmente aconteça é desintencional e achamos que existe espaço para todas as associações orquidófilas que queiram existir.
Assim, quem me conhece e quem esteve presente na Assembleia Geral deste ano, sabe e ouviu-me afirmar que “prefiro ter uma pequena associação de gente amiga, bem-disposta e que se diverte do que uma grande associação cheia de quezilas, mal-estares, discussões e estados de espíritos negativos e afins. E peço a quem não concorda com a nossa maneira de estar, com as nossas opções e ideias, que não se associem ao C O P ou se já cá estiverem, prefiro que deixem o Clube
É que o C.O.P. é só isso mesmo, uma associação, um grupo de pessoas unidas pelo amor às orquídeas. Se forem 50 satisfeitos eu fico contente; se foram 500 satisfeitos eu fico contente; se forem 500 satisfeitos e 50 insatisfeitos, eu prefiro que os insatisfeitos nos abandonem Não conseguimos agradar a todos… É normal. E prefiro que se vão do que fiquem a fazer mau ambiente.
Deixo-vos com este meu pensamento e desejo-lhes uma boa Primavera-Verão… com mais algum calor do que o que temos tido até agora Espero que gostam deste novo número do Jornal do Orquidófilo! Boas leituras!
Saudações Orquidófilas!
Jornal do Orquidófilo
Notícias
O Clube celebrou o seu 4º aniversário no dia 21 de abril e como era o dia em que íamos estar num workshop nos Jardins Sintra, não quisemos deixar passar a oportunidade de o celebrar com pompa e circunstância.
Assim foi encomendado um bolo à nossa “boleira” oficial, a Dora Russo, e tivemos o tradicional momento de cantarmos os “Parabéns” ao Clube e desejarmos “muitos anos de vida”!
O bolo, como podem ver pela foto, estava cheio de detalhes do Clube e perfeito para um grupo de orquidófilos Desde a placa a dizer “4º Aniversário” a lembrar os troféus que entregamos às orquídeas premiadas nas nossas exposições, até à transformação de cupcakes em reproduções fidedignas e muito minuciosas de várias espécies de orquídeas, nos seus vasinhos, prontas a serem saboreadas.
Para além do próprio bolo, um belíssimo Red Velvet, também os vasinhos de barro, as orquídeas e o substrato (que pela qualidade só poderia ser Orchiata), eram comestíveis e tudo estava delicioso.
Foi um bom momento de convívio entre os associados e os restantes clientes dos Jardins Sintra presentes no workshop
No mesmo dia, às 18h00, realizou-se também a Assembleia Geral do C O P com os associados que quiseram estar presentes e onde foram, como é habitual, apresentadas as contas do ano anterior, eleitos os Corpos Gerentes e discutidos assuntos respeitantes ao Clube. ✿
O nosso cartão 2018
Dendrobium thyrsiflorum
Para ilustrar o nosso cartão de sócio de 2018, escolhemos uma gravura de um Dendrobium thyrsiflorum, publicada em 1886, no livro Lindenia Iconographie des Orchidées, dos autores Lucien Linden e Emile Rodigas, uma obra muito importante para o mundo da botânica e da orquidofilia.
Quando preparávamos esta revista, o Sr. Américo Pereira publicou, no grupo do Facebook, fotos do seu exemplar florido. Fotos espantosas de um exemplar fantástico. Não podíamos deixar passar esta oportunidade e o Sr. Américo rapidamente concordou em partilhar a história e os aspetos do cultivo do seu maravilhoso exemplar.
Ficha Técnica
Dendrobium thyrsiflorum
Origem: Cresce nas florestas de coníferas da India, China, Myanmar, Tailândia, Laos e Vietname a altitudes entre os 1200 e 2000 metros
Forma de Crescimento: Epífita, a planta cresce agarrada aos troncos e ramos das árvores. O substrato é composto por musgos, folhas, cascas e outros detritos
Condições de Cultivo: Pode ser cultivado em vaso de plástico ou barro e também em cesto suspenso com um substrato de orquídeas epífitas ou outro à base de casca de pinheiro de modo a que forneça uma boa drenagem. As temperaturas entre os 14 e os 28 graus são ideais mas adapta-se bem a temperaturas mais extremas As regas podem ser semanais ou mais frequentes se as temperaturas forem muito altas e não devemos esquecer de fertilizar em regas alternadas com fertilizante diluído na água de rega.
O meu Dendrobium thyrsiflorum por Américo Pereira
Este exemplar do Dendrobium thyrsiflorum está comigo há cerca de dezoito anos, sempre no mesmo vaso (de barro), sem nunca o ter mudado e também sempre no mesmo substrato. Foi adquirido nas estufas Marcel Lecoufle Orchidées, em Paris, onde também adquiri um fabuloso substrato que, na altura, aí comercializavam, com uma composição maioritariamente de casca de pinheiro média. Instalado em casa, nessa época numa estufa não aquecida, foi vê-lo crescer e começar a dar as primeiras florações, passados
O fantástico exemplar de Dendrobium thyrsiflorum do nosso associado Américo Pereira
dois ou três anos. Com o passar dos anos, sempre com um bom desenvolvimento, a planta foi ficando cada vez maior, a ponto de ficar completamente agarrada às paredes interiores e exteriores do vaso. A partir daí, perdi a coragem para mexer na planta, quer para a dividir ou para a mudar para um vaso maior e ou para novo substrato, limitando-me apenas a cuidar dela com o maior carinho possível, no que toca a regas e a fertilizações.
Com o surgimento da minha estufa aquecida, esta planta passou para as novas instalações, ficando num local central da estufa, com boa luminosidade, boa ventilação e elevado teor de humidade do ar. E a planta foi crescendo até atingir este tamanho (cerca de um metro de altura e mais de um metro de largura) e a conseguir este resultado no que toca a florações; 29 hastes florais e mais de 900 flores.
Considero, contudo, que este é um caso
isolado de cultivo que, embora com sucesso e permitindo tirar algumas conclusões importantes, não serve como bom exemplo para muitas outras espécies de orquídeas, para as quais as mudanças são imperativas.
Uma das principais conclusões é que se torna fundamental a nossa observação permanente sobre o comportamento de cada planta que possuímos, a fim de podermos reagir prontamente aos indícios que elas nos vão passando, sobretudo no que toca ao seu estado de saúde e capacidade de desenvolvimento.
Espero que ela continue comigo por mais alguns anos, mas, apesar de tudo, estou ciente de que um dia entrará em declínio e terá que ser substituída por uma nova aquisição. Mesmo assim, têm sido imensos os anos de prazer, ao observar este belíssimo exemplar de um dos meus Dendrobium preferidos.
Jornal do Orquidófilo
Orquídeas Portuguesas
Por Américo Pereira (Solander ex Lowe) Soó
Dactylorhiza foliosa,
A Dactylorhiza foliosa é uma das espécies endémicas da ilha da Madeira e uma das espécies maiores deste género e de florações mais exuberantes e espetaculares, ficando o seu nome a dever-se à quantidade e tamanho das suas folhas É uma planta cujo porte geralmente oscila entre os 30 e os 70 cm de altura, com o caule grosso e robusto, arredondado na parte inferior e algo sulcado na parte superior A parte foliar é composta por inúmeras folhas (entre 7 a 16), caulinares, maiores na base e decrescendo de tamanho na parte posterior, sendo as superiores bracteiformes Estas são verde brilhante, não maculadas, muito raramente com máculas pouco percetíveis e lanceoladas Possui também brácteas que são geralmente mais curtas do que as flores A haste floral é disposta em espiga densa, relativamente curta (2 a 13 cm), cónica, sendo as flores grandes e apresentando bastante variabilidade no que toca a cores e padrões, em vários tons de rosa púrpura. Nestas destaca-se o enorme labelo, geralmente trilobado, sendo o lobo médio bastante mais pequeno que os lobos laterais. As pétalas laterais e as sépalas dispostas em capacete apresentam-se mais abertas do que a generalidade das restantes espécies deste género.
O seu habitat está distribuído mais na costa Norte da ilha, bem como em alguns locais da parte central, entre os 400 e os cerca de 1200 metros de altitude, em ambientes de meia sombra e sombra, sempre localizada e rara, um pouco mais abundante num ou noutro local. Geralmente mais comum nas bermas das estradas ou em levadas, em fissuras de falésias, em locais frescos, com maior ou menor humidade do solo e em substratos ácidos.
Devido à maioria dos locais onde se manifesta estar muito junto de passagem de turistas e outros transeuntes, corre sérios riscos de diminuição do número de exemplares nos seus habitats naturais, pelo que poderá considerar-se uma espécie em perigo
A época de floração decorre no final de Maio e Junho, podendo, excecionalmente, estender-se até Julho Contudo, a época ideal, para a podermos apreciar plenamente, será sempre a primeira quinzena de Junho ✿
Bibliografia: DELFORGE, P. (2016) – Guide des Orchidées d’Europe, d’Afrique et du Proche-Oriente – 4e Edition. Delachaux et Niestlé S. A. – Paris
Fotos captadas na parte Norte da Ilha da Madeira, bem como no Maciço Central.
Podem seguir os cultivos e os passeios do Sr Américo Pereira no seu blog ORQUÍDEAS SOLTAS em:
As nossas Orquídeas
Os nossos cultivos
Bulbophyllumgracillimum
de Cristina Neves
Esta orquídea pertence ao género Bulbophyllum mais precisamente à secção Cirrhopetalum, que se caracterizam pelas inflorescências compostas por várias flores, dispostas em forma de estrela ou guarda-chuva Foi descrito primeiramente por Robert Allen Rolfe em 1907, como Cirrhopetalum gracillimum, e o nome desta espécie é o superlativo do adjetivo latino “gracilis” que significa delicado, leve, fino ou delgado, o que efetivamente, descreve muito bem a sua inflorescência
Confesso que não sabia nada sobre ele quando o adquiri, nem sequer como seria a flor. Foi só este nome tão bonito que me levou a comprá-lo há cerca de dois anos muito pequenino com cinco folhinhas apenas.
Os bulbophyllum são um dos meus géneros favoritos e às vezes compro assim só por impulso do momento (quem nunca o fez que atire a primeira pedra ��) O facto de serem relativamente pequenos também ajuda para quem vive na cidade e o espaço não abunda.
Este é uma pequena planta (considerada mini orquídea) com pseudobolbos ovoides de cerca de 0,5 a 1,5 cm que não crescem muito separados uns dos outros, ao contrário da maior parte dos Bulbophyllum, sendo por isso mais fácil de controlar dentro de um vaso. Cada pseudobolbo tem uma única folha apical, carnuda e coriácea com cerca de 4 a 5cm Já a inflorescência é bastante mais extravagante.
Começou por aparecer um filamento na base do pseudobolbo (até pensei ser uma raiz a crescer para fora do vaso) que se tornou muito longo em poucos dias, com uma pontinha tipo cabeça de alfinete que rapidamente evoluiu para uma forma de aracnídeo com longos tentáculos retorcidos
Só usando uma boa lupa é possível observar melhor cada uma das flores: de um vermelho acastanhado, com as sépalas laterais unidas e muito, muito longas, o labelo de um rosa claro na forma típica de língua que abana, as pétalas com filamentos pilosos Enfim, cada uma, vista de perto, parece um bicho horrível, mas, o conjunto não deixa de ser agradável
Sendo originário do sudoeste asiático, ilhas do Pacífico e Austrália, é relativamente fácil de cuidar: temperaturas médias/altas, muita claridade (sem sol direto) e humidade elevada Costumo pulverizar com muita regularidade no verão tentando não deixar o substrato secar. No inverno, só de vez em quando Tenho-o plantado em vaso de plástico pois é-me difícil manter a humidade em plantas montadas. Como não tem raízes longas e profundas pode-se usar um recipiente baixo e largo onde a planta se possa ir expandindo. Ainda não descobri os vasos adequados, a maior parte dos que encontro à venda são demasiado altos Por último, e ao contrário do que é característico dos bulbophyllum, este não cheira mal
Orchid Paradise
Agora é a sua vez! Envie-nos uma foto de uma orquídea cultivada por si e diga-nos como faz, onde a tem, qual o substrato, como a rega enfim, o que achar que possa ser útil aos outros orquidófilos que tenham ou queiram vir a ter essa orquídea. Uma foto e dez linhas é o suficiente.
As nossas Orquídeas
Os nossos cultivos
Restrepiaelegans
de Alexandre Silva
No ano passado, numa das visitas aos Jardins Sintra, vi esta Restrepia Elegans e fiquei tão maravilhado com a forma, cor e tamanho reduzido das suas flores que não hesitei em comprá-la.
Coloquei-a num antigo terrário que transformei em orquidário e, após um período de adaptação ao novo local de cerca de um mês, transplantei-a para um pequeno vaso de barro com 6 cm de diâmetro, usando Orchiata Precision 8 como substrato.
O orquidário encontra-se junto a uma janela com luz do sol filtrada por um cortinado de tela e é mantido com um clima
géneros impulso a serem quem mini de uns dos de pseudobolbo coriácea é
tropical através do controlo da temperatura (nunca inferior a 15-16°) feito com dois tapetes de aquecimento, ligados nos meses frios, e através do controlo da humidade (nunca inferior a 70-80%) feito com duas placas de cortiça revestidas com musgo de esfagno que é regado abundantemente todos os dias. De noite, os tapetes são desligados de modo a haver uma diferença de temperatura de 4 ou 5 graus entre a noite e o dia.
Esta planta, que dá constantemente 2 a 3 flores, é regada 1 vez por semana com fertilizante Rain Mix, utilizando apenas 2/3 da quantidade indicada na embalagem. Nos dias mais quentes é borrifada logo pela manhã. Também uma vez por semana é pulverizada com hidratante para orquídeas KB. ✿
As nossas Orquídeas
Os nossos cultivos
Laeliapurpuratavar.Roxo-violacea de Madalena Pereira
Adquiri este exemplar em Março de 2014 a um produtor Brasileiro Veio de raiz nua e plantei-a em vaso de plástico com substrato de 2/3 de casca grada de pinheiro mais 1/3 de leca.
É uma planta grande. Vive quase todo o ano pendurada no ramo de uma árvore ao sabor do que o tempo dá, com regas diárias e abundantes no tempo quente, diminuindo progressivamente com a chegada do frio. No Inverno apanha algumas chuvadas, mas se chover demasiado, é abrigada. Adubo-a de 6 em 6 meses com granulado de dispersão progressiva, sendo a primeira quando rompem as raízes novas
Floriu com duas flores a 1ª vez em 2015, e com quatro em 2016. Este ano apresenta três espátulas. As espatas levam muitos meses a desenvolver-se. O que muito me surpreendeu em 2016, ela ter energia para simultaneamente desenvolver uma cápsula. As flores, belíssimas, têm cerca de 12-13cm e atenção porque as lesmas também as apreciam muito ☺
Revelou-se uma planta de muito fácil cultivo e muito compensadora Aconselho! Tenho outras Purpurata, mas acho-as mais lentas na adaptação.
Eric Young Orchid Foundation
Por José Santos
Visitar as instalações da Eric Young Foundation era um desejo que tinha há muito tempo e que este ano consegui cumprir, quando fiz a viagem Greentrip Normandia na companhia de um entusiasta grupo de orquidófilos. Uma visita muito proveitosa, em que aprendi bastante e que excedeu as minhas espectativas.
A Fundação de Orquídeas Eric Young situa-se na pequena ilha de Jersey, no Canal da Mancha, entre a Inglaterra e a França. Foi fundada em 1986, dois anos após a morte de Eric Young, um amante de orquídeas e experiente orquidófilo, com vários objectivos bem definidos: Contribuir para o desenvolvimento de novos híbridos de orquídeas de excelência; manter uma colecção de
espécies de orquídeas de interesse cultural e assim contribuir para a sua conservação; aumentar o hobby do cultivo de orquídeas ajudando na informação do público sobre as orquídeas e o seu cultivo; promover a pesquisa científica ligada ao cultivo de orquídeas em colaboração com outras instituições; participar em exposições exibindo os seus exemplares nos mais prestigiados eventos; promover o estudo científico de orquídeas com a ajuda da sua colecção de orquídeas; disponibilizando a sua fantástica biblioteca sobre orquidofilia a cientistas e horticultores, e ainda promover a Fundação como uma atracção turística na ilha de Jersey.
A Fundação é constituída por oito estufas aclimatizadas a diferentes ambientes, de modo a que possam cultivar orquídeas de climas mais frios, de climas temperados e de climas tropicais quentes. A ligar as várias áreas de cultivo, encontramos uma sala de entrada/recepção e uma bonita estufa/showroom onde os mais bonitos exemplares floridos são colocados para a apreciação dos visitantes.
Eric Young
O mentor de todo o projeto nasceu em 1911 em Inglaterra, no Derbyshire, e começou a interessar-se por orquídeas em adolescente e assim iniciou a sua colecção. Infelizmente a sua colecção original (e de tantos outros orquidófilos) não sobreviveu a um terrível e rigoroso inverno durante a Segunda Guerra Mundial devido à falta de combustível para aquecer as estufas. Após a guerra, em 1947, Eric Young mudou-se para a ilha de Jersey onde se tornou um empresário de sucesso e onde recomeçou a sua colecção de orquídeas que teve um grande desenvolvimento com a compra de uma das últimas colecções históricas no encerramento do viveiro de orquídeas de Sander, em Inglaterra
Com o passar dos anos e a consolidação da sua colecção de orquídeas, Eric Young tornou-se num dos grandes orquidófilos do seu tempo, respeitado por toda a comunidade orquidófila internacional. Financiou vários projetos ligados à orquidofilia e participou em diversos comités para o desenvolvimento científico ligado às orquídeas. Durante a sua vida foi homenageado por várias organizações de todo o mundo chegando a receber a maior condecoração da Royal Horticultural Society, a “Victoria Medal of Honour”
A Fundação
O projeto da criação de uma fundação nasceu da sua preocupação ao assistir ao desmantelamento ou ao desaparecimento de várias colecções particulares importantes aquando a morte dos seus donos. Eric Young teve a visão e os meios suficientes para assegurar que
Uma estufa cheia de sapatinhos
Cymbidium híbrido de flor grande
Um híbrido de Paphiopedilum com uma flor enorme
Jornal do Orquidófilo
a sua colecção orquidófila pudesse permanecer intacta após a sua morte, e que funcionasse como um legado cultural para a sociedade que partilhasse a sua paixão pelas orquídeas.
Desde a sua ida para Jersey, as instalações tiveram duas grandes renovações; a primeira no início dos anos 80 com a compra de uma antiga quinta e toda a colecção foi mudada para essas novas instalações e depois, já em 2000 quando foi necessária uma remodelação das estufas existentes, pois demonstravam já sinais de velhice, e foram também construídas as novas instalações onde a fundação se encontra hoje.
Infelizmente Eric Young não assistiu a nenhuma destas mudanças pois faleceu repentinamente em 1984, antes das primeiras instalações estarem terminadas. Foi um grande choque para a comunidade orquidófila que foi só superada com a constituição da Fundação, conforme a sua vontade, de modo a que a sua paixão e o seu trabalho continuassem em sua memória
A Eric Young Orchid Foundation deixou-me deslumbrado pelo seu profissionalismo, pela qualidade das suas plantas e das suas instalações Tudo conseguido por uma pequena equipa que mantem a colecção de plantas fantasticamente bem cuidada para servir depois de apoio e base a muitos estudos em diferentes áreas da horticultura, na criação e desenvolvimento de novos híbridos de orquídeas, bem como na participação da Fundação na divulgação das orquídeas e na promoção do seu cultivo como hobby Um papel importante que permite a apaixonados por orquídeas de todo o mundo, o acesso a exemplares de grande qualidade e a um arquivo de informação temática, para que possam desenvolver o seu entusiasmo pelo prazer de cultivar orquídeas tal como aconteceu ao adolescente de Derbyshire que será, para sempre, ali, recordado.
A Colecção
Uma grande parte é constituída por Cymbidium e este género teve desde o início da fundação uma grande atenção por parte dos pesquisadores,
Oncidium Star of Jersey
Paphiopedilum Blanches Pierre
originando híbridos de grande qualidade, com tamanhos exuberantes e bonitas cores, híbridos esses que têm vindo a ser destacados e premiados em eventos de orquidofilia por todo o mundo.
Vários são os outros géneros que têm ocupado a equipa da Fundação, as Cattleya, especialmente os cruzamentos de flores espetacularmente grandes e também as Phalaenopsis, conhecidas mundialmente, e muito importantes para o mundo orquidófilo, na fundação têm sido desenvolvidos híbridos complexos, mas com linhagens bem definidas e documentadas. Também aos sapatinhos, Paphiopedilum (asiáticos) e Phragmipedium (sul-americanos) foi dedicado na Fundação um grande estudo e desenvolvimento, e em especial com exemplares de Paphiopedilum
rothschildianum adquiridos por Eric Young em 1958 e que têm sido muito usados em hibridação, originando exemplares muito bonitas, assim como no início do uso de Phragmipedium besseae, descoberto há poucas décadas, em hibridação e que veio revolucionar toda a palete de cores dos Phragmipedium (antes da descoberta de Phrag. besseae que é cor-delaranja brilhante, praticamente todos os Phragmipedium conhecidos eram aborrecidamente verdes).
Os híbridos de Miltonia e Miltoniopsis também tiveram, desde muito cedo, a atenção dos técnicos e cientistas da Fundação. A criação de plantas melhores, mais robustas e com melhores florações é um trabalho que a Fundação desenvolve até hoje. A criação de híbridos de flores amarelas maiores, de flores com o centro negro e de híbridos com marcas de “cascata” acentuadas, só possíveis com o cruzamento de
Apresentação de Cymbidium da Eric Young Orchid Foundation no European Orchid Congress deste ano
Jornal do Orquidófilo
exemplares colombianos de Miltoniopsis phalaenopsis. Anos de trabalho com estes híbridos resultaram num grande aumento da produção das Miltoniopsis como planta de interior.
Novos híbridos de Oncidium e Odontoglossum foram também muito melhorados e novos híbridos entre estes dois géneros, foram criados na Fundação Eric Young, assim como foram também criados melhores híbridos de Calanthe, desde os anos 80, quando a fundação adquiriu vários híbridos que foram sujeitos a vários estudos científicos e a cruzamentos dos quais resultaram exemplares melhorados na robustez, no tamanho e na firmeza das flores
Mais recentemente, várias experiências e cruzamentos com Restrepia resultaram em mais de uma centena de novos híbridos, com flores grandes como eu nunca tinha visto, muito bonitas e saudáveis, e só isto nos últimos três anos. Quando perguntei em que ambiente cultivavam as Restrepia, responderam-me que “essas” eram muito fáceis e cultivavam-nas em todas as estufas, por todo o lado
Ao mesmo tempo que observávamos milhares de híbridos, adorei ter tido a oportunidade de admirar bonitos exemplares enormes de várias espécies, muitos deles com mais de 50 anos, com certeza dos primeiros exemplares da coleção do Sr Eric Young
Tanto eu como os restantes orquidófilos que me acompanharam na viagem deixámos o complexo de estufas com a alma cheia de satisfação pelo privilégio de termos podido visitar e partilhar um pouco dos conhecimentos da fundação e acima de tudo, de podermos absorver todo aquele ambiente cheio de lindos exemplares de orquídeas. Uma aprendizagem que nos fez, com certeza, melhores cultivadores de orquídeas
Fotos neste artigo de José M M Santos
Nesta página:
Vários híbridos de Restrepia
Na página seguinte:
Vários híbridos de Miltonia e Miltoniopsis.
Cultivando Houlletia odorantissima
Por Michael Benedito
O género Houlletia possui cerca de duas dezenas de espécies e foi descrito pela primeira em 1841, em honra a Jean-Baptiste Houllet, botânico francês que trabalhara por essa altura no jardim botânico de Paris (Jardin des Plantes).
As plantas deste género podem ser encontradas desde o sul da Bolívia até ao México, sendo que o Brasil e a região dos Andes sejam considerados um hotspot, quer a nível do número elevado de espécies, quer a nível da sua abundância in situ.
Geralmente encontram-se acima dos mil metros de altitude e costumam ter hábito terrestre, mas também podem desenvolverse como epífitas, desde que exista uma considerável acumulação de matéria orgânica nos troncos das árvores hospedeiras.
A Houlletia odoratissima tem uma distribuição geográfica abrangente e ocorre no Panamá e todos os países sul americanos excetuando os austrais (Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai). O epíteto faz referência ao facto das flores serem bastante perfumadas, uma característica típica dos membros da tribo Stanhopeinae, uma vez que todos eles são polinizados por abelhas coletoras de fragrâncias.
É uma planta umbrófila de hábito terrestre, que habita as florestas pluviais de altitude e possui pseudobolbos pequenos, relativamente à dimensão das folhas. Estas são plicadas e de textura fina, podendo atingir mais de meio metro de comprimento, sendo que são produzidas de forma singular no topo de cada pseudobolbo. Para além disso, as folhas têm vida breve e uma planta adulta raramente mantém mais do que uma folha por eixo de crescimento.
Esta característica, aliada ao facto dos
Victoria and Paradise Nurseries,
pseudobolbos serem pequenos, torna esta planta particularmente suscetível às necroses foliares causadas por agentes patogénicos. A senescência prematura da folha tem como consequência um enfraquecimento imediato do vegetal, que pode levar cerca de dois anos até à sua total recuperação.
Relativamente ao seu cultivo, o primeiro entrave é conseguir aclimatizar as plantas. Uma vez que esta espécie é difícil de encontrar à venda em território europeu, torna-se mais fácil importá-la a partir de viveiros especializados na América do Sul. A desfoliação prematura é inevitável, mas com boas condições de cultivo a planta recupera prontamente. Não obstante, algumas perdas sempre ocorrem nesta fase.
upper Holloway, N Houlletia odoratissima Linden ex Lindl & Paxton Swiss Orchid Foundation at the Herbarium Jany Renz Botanical Institute, University of Basel, Switzerland
A Houlletia odoratissima gosta de humidade elevada, temperaturas intermédias e substrato rico em matéria orgânica, capaz de reter alguma humidade e arejamento de forma constante. Necessita ser cultivada num local sombrio, mas com imensa irradiância solar, uma vez que as folhas são também sensíveis a queimaduras.
A higiene do espaço de cultivo é um outro fator crucial a ter em conta: é melhor prevenir os agentes causadores de necroses foliares do que o seu tratamento, uma vez que estas doenças facilmente entram no sistema vascular da planta e tornam-se sistémicas, inevitavelmente causando a sua morte.
Após algumas tentativas falhadas, consegui ter sucesso com esta espécie ao mantê-la numa zona onde cultivo maioritariamente fetos e begónias. Isto porque a Houlletia aca
bava sempre por sofrer necroses foliares sistémicas quando cultivada junto de outras orquídeas que não apresentavam quaisquer sintomas. Então cheguei à conclusão que muitas orquídeas são naturalmente resistentes a certos agentes patogénicos, mas elas próprias agem como agentes assintomáticos mas transmissores da doença, acabando por infetar e tornar sintomáticas as plantas mais delicadas.
Mesmo assim todos os esforços acabam por ser compensados e culminam com a floração, que para mim foi um momento apoteótico. A haste floral demora dois meses a desenvolver e produz cerca de meia dúzia de flores grandes, pendentes, com pétalas e sépalas manchadas de vermelho sanguíneo. O labelo é de uma tonalidade branco-puro, com apêndices filiformes laterais, originando
Jornal do Orquidófilo
um contraste muito apelativo. Como se isso não bastasse, o par de cornos mesoquilares que flanqueiam a calosidade basal do labelo contribuem ainda mais para a complexidade da flor ✿
As Nossas Exposições
Por José Santos
Foi um fim-de-semana chuvoso e que não convidava a sair, mas mesmo assim, e por dois dias, as cores, as formas e os aromas das orquídeas estiveram presentes no salão do Zoo de Lisboa e foram visitados por várias centenas de aficcionados e curiosos por este mundo orquidófilo.
O tema central foi “As Orquídeas e os seus Polinizadores” e a exposição dos associados, com mais de setenta exemplares expostos, ficou bastante bonita e colorida, decorada num ambiente tropical com alguns insectos espalhados entre as orquídeas e coroada por um bando de beija-flores trazidos do México. Na entrada outros bandos de beija-flores e borboletas de origami conduziam os visitantes para o salão principal. A arte do origami foi da responsabilidade da sócia Helena Cerveira, a quem agradecemos a dedicação e as longas horas que passou a construir aqueles fantásticos polinizadores de papel.
Neste evento tivemos as empresas vendedoras de orquídeas que nos costumam acompanhar nas exposições, a Florália (Brasil), a Gardipet (representantes da marca COMPO), os Jardins Sintra, o Mestre Jardineiro, o OrchisRafa, a
Orchid Paradise
Pantrópica (Espanha), o Wingarden e, pela primeira vez nos nossos eventos, a Ecuagenera, vinda do Equador. Estiveram também representadas as Bromélias do Brejo e as suculentas “Aromas, Cores e Plantas”
Cymbidium Wallacia ‘Burnt Orange’
Jornal do Orquidófilo
Vários Paphiopedilum híbridos
Como é já habitual, estiveram também presentes os Parques de Sintra, a Revista JARDINS e o Orquidário de Estepona. A todos agradecemos a sua participação assim como a todos os associados que colaboraram na organização do evento.
Para quem desejou aprender mais sobre Orquídeas houveram várias palestras e demonstrações práticas. No Sábado, o Manuel Lucas falou sobre “Ornitofilia, a relação AveOrquídea” ; o Prof. Luís Pedrosa sobre “As Novas Tendências na Hibridação de Paphiopedilum” e o Michael Benedito sobre “O Metabolismo Celular das Orquídeas e as Adaptações que podem Melhorar o Método de Cultivo”. No Domingo, foi o dia de várias demonstrações práticas de cultivo pelo Manuel Lucas e pelo José Santos. Tanto as palestras como as demonstrações atraíram bastante público
O concurso de orquídeas dos exemplares é sempre um ponto alto e após um cuidadoso julgamento pelo Prof Luís Pedrosa, o Manuel Lucas e o Alex Portilla, foram escolhidos os exemplares vencedores. A lista dos prémios e as fotos podem ser vistos nas páginas seguintes
Exposição dos associados. Foto de Florinda Lopes
Índice das fotos e lista de Premiados na Expo Orquídeas Lisboa 2018
Fotos de Florinda Lopes
[1] Melhor Apresentação de Orquídeas, dos Jardins Sintra;
[2] 1º Prémio – Melhor Espécie e Melhor Exemplar da Exposição, Coelogyne flacida, dos Wingarden;
[3] 2º Prémio – Menção Honrosa e Escolha do Público, Paphiopedilum Lippewunder, de Madalena Pereira;
[4] 1º Prémio – Orquídea Miniatura e 3º Prémio – Melhor Espécie, Sophronitis coccinea, de Luis Gonçalves;
[5] Menção Honrosa, Maxillaria picta, de José Almeida;
[6] Menção Honrosa, Phaius thankervilleae, de Dora Russo;
[7] 1ª Prémio – Orquídea Miniatura, Sophronitis violacea, de OrchisRafa;
[8] 3º Prémio – Melhor Híbrido, Dendrobium
Hilda Poxon, de Ina Dias;
[9] 3º Prémio – Orquídea Miniatura, Restrepia guttata, de Luis Gonçalves; [10] 1º Prémio – Melhor Híbrido, Cymbidium
Eastern Beauty ‘Kagaribi’, de José Santos; [11] 2º Prémio – Melhor Espécie, Bulbophyllum longiflorum, dos Wingarden; [11] 2º Prémio – Melhor Híbrido, Cymbidium Cliff Hutchings ‘New Horizon’, de José Santos
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Camélias & Orquídeas em Sintra
Sempre bastante visitado, tanto por amantes de Camélias e Orquídeas como por turistas da bonita vila de Sintra, este é um evento que inova todos os anos e desta vez, apresentou uma temática que celebrou “Os Portugueses e o Oriente” A exposição das orquídeas dos associados foi muito elogiada por todos, para alguns mesmo a melhor apresentação do C O P até agora, e das plantas expostas, os Parques de Sintra premiaram uma espécie e um híbrido como os melhores exemplares expostos no evento de 2018. (fotos à esquerda)
Melhor Espécie Dendrobium khanhoaense, de Dora Russo
Melhor Híbrido Cymbidium, de Luís Gonçalves
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Orchidées Paris 2018
Por José Santos O Congresso Europeu de Orquídeas
Teve lugar nos passados dias 23, 24 e 25 de Março um dos maiores encontros europeus de amantes de orquídeas. A European Orchid Council Conference and Exhibition (EOCCE) acontece a cada três anos e este ano o anfitrião foi a cidade de Paris.
A par do European Orchid Council, a organização deste evento reuniu as associações francesas “France Orchidée”, a “Fedération Française des Amateurs d’Orchidées”, a “Société Nationale d’Horticulture de France” e a “Société Française d’Orchidophilie” . O evento atraiu um grande número de visitantes e teve lugar num pavilhão de 2500m2 do centro de exposições “Paris Event Center” .
Apresentação da Assoziacione italiana di Orchidologia
Foto de Paulo Assunção
Apresentação do Jardin du Luxembourg
Apresentação dos franceses Vacherot e Lecoufle
Uma exposição europeia reúne sempre expositores e vendedores de todo o mundo, tornando-se num evento internacional. Para além de franceses, alemães, belgas, dinamarqueses, polacos, italianos e ingleses, vários vendedores de países tão diversificados como o Equador, Taiwan, Malásia, o Peru e a Colômbia, acrescentaram muito ao evento com exemplares diferentes e híbridos raros. Também estiveram presentes instituições ligados à orquidofilia, como a Eric Young Foundation, o Jardin du Luxemboug, a Writhlington School e o Orquidário de Estepona.
Um dos aspectos de interesse são os concursos e os julgamentos das plantas e apresentações de orquídeas. Neste evento foram atribuídos muitos prémios a exemplares fabulosos dos quais posso salientar o prémio
“Best Species” (Melhor Espécie) e o “Grand Champion Plant in Show” (O Grande Vencedor) ambos para um Oncidium cristatum da Writhlington School e o “Best Hybrid” (Melhor Híbrido) para um Dendrobium x delicatum do expositor “La Canopée” . O prémio para o “Melhor Display de Orquídeas” foi atribuído à apresentação do “Jardin du Luxembourg” .
Não houve participação portuguesa nas exposições ou concursos, mas o C.O.P. –Clube dos Orquidófilos de Portugal levou 46 visitantes à exposição que puderam admirar os bonitos exemplares expostos, aprender mais com um evento desta categoria e, claro, trazer mais alguns exemplares para as suas colecções privadas. Foi um bom evento que disfrutámos com muita alegria, partilha e camaradagem.
Biblioteca
ORQUIDÓFILA
THE ORCHID HUNTER
Autor: Leif Bersweden
Editora: Short Books, 2017 363 páginas.
Leif é um jovem que termina o secundário e, antes de entrar para a universidade, decide tirar um ano de intervalo. Ao contrário de muitos ingleses que aproveitam esse ano de pausa para fazer um Interrail pela Europa ou para conhecer o mundo, Leif tem um outro projecto: Encontrar e fotografar ao vivo, as 52 espécies de orquídeas silvestres da flora britânica
Este livro é o resultado desse ano de aventuras. Está muito bem escrito, nunca se tornando aborrecido, se o leitor tiver um mínimo interesse no tema. É um livro de narrativa, ilustrado somente com algumas páginas de fotografias reunidas nas páginas do meio e aí encontramos uma foto de cada variedade de orquídea – 52 fotos – pela ordem que o autor as foi encontrando na natureza
É um livro também divertido, cheio de sentido de humor, que descreve não só as orquídeas, mas também as paisagens campestres inglesas, a família e os amigos que algumas vezes
acompanham outras são arrastados pelo autor nas suas viagens de exploração
Poderá parecer uma tarefa fácil, mas há espécies que são muito difíceis de encontrar Umas porque são uma raridade e são guardadas a caçadeira, outras porque o período de floração é muito curto e o estado do tempo em Inglaterra, que acelera ou atrasa as florações, é imprevisível Não devemos esquecer também o facto de que as 52 espécies não estão concentradas numa só região, o que obriga o autor a andar de um lado para o outro desde a Irlanda do Norte até à ilha de Jersey, e isto, quando o seu carro dispõe a colaborar.
Um outro aspecto muito interessante é toda a informação histórica que o autor nos dá sobre as orquídeas, assim como lendas, nomes locais e mitologia relacionados com cada espécie.
Um livro muito interessante Vou com certeza ficar atento a novas publicações deste autor no futuro.
ERIC YOUNG ORCHID FOUNDATION
Edição da autoria da Eric Young Orchid Foundation em 2005. 28 páginas.
Livro oficial da fundação onde nos são apresentados Eric Young e a instituição criada em seu nome, assim como os seus objetivos e todo o seu trabalho no desenvolvimento do cultivo e no estudo de criação de novos híbridos.
Ilustrado com magnificas fotografias de alguns exemplares fabulosos, criados na fundação e muitos deles premiados em eventos onde são expostos.
WORKSHOPS EXPOSIÇÕES
JARDINS SINTRA - SINTRA
Sábado, 23 de Junho, às 15h00
O Género MAXILLARIA
Orientado por José Santos
Sábado, 21 de Julho, às 15h00
O Género BULBOPHYLLUM
Orientado por José Santos
Sábado, 25 de Agosto, às 15h00
Cultivo de CATTLEYA
Orientado por José Santos
PARCERIAS
O Clube dos Orquidófilos de Portugal tem parcerias com as seguintes empresas que se disponibilizaram a oferecer vantagens aos nossos associados:
JARDINS SINTRA LDA
10% de desconto em todas as orquídeas e produtos para orquidofilia.
LUSO BONSAI
20% de desconto em orquídeas, exceto botânicas, montadas e plantas sem flor.
MESTRE JARDINEIRO
10% de desconto em todas as plantas.
WINGARDEN & HOME
10% de desconto em todas as orquídeas e produtos para orquídeas.
BROMÉLIAS DO BREJO
Oferece 20% do valor de uma compra em plantas na loja online. Não aplicável em Feiras.
ORCHISRAFA
10% de desconto em todas as orquídeas e produtos para orquidofilia.
2ª EXPOSIÇÃO DE ORQUÍDEAS DE OEIRAS
24 e 25 de Novembro de 2018
AERLIS, Oeiras
EXPOSIÇÃO DE ORQUÍDEAS
3 e 4 de NOVEMBRO de 2018
ORCHIDARIUM de Estepona, Espanha
23º CONGRESSO MUNDIAL DE ORQUÍDEAS
2020 – Taiwan https://www.woc23.com/
CONGRESSO EUROPEU DE ORQUÍDEAS
6 – 9 de Maio de 2021
Copenhagen – Dinamarca https://eocce2021.dk/en/
Informações e inscrições
Agência COOLTRAVEL - Paulo assunção paulo.pinto@cooltravel.pt
Se conhecer alguma empresa que possa querer publicitar os seus serviços ou produtos ou fazer uma parceria com o Clube, escreva-nos para o nosso email com a sua sugestão.