


Volume 4 – Nr. 17
Outono / Inverno de 2017
Propriedade do Clube dos Orquidófilos de Portugal®

Este jornal é distribuído a todos os sócios do Clube.
José M. M. Santos jose.santos.orquideas@gmail.com
Américo Pereira
Florinda Lopes
Ina Dias
Liz

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Volume 4 – Nr. 17
Outono / Inverno de 2017
Propriedade do Clube dos Orquidófilos de Portugal®

Este jornal é distribuído a todos os sócios do Clube.
José M. M. Santos jose.santos.orquideas@gmail.com
Américo Pereira
Florinda Lopes
Ina Dias
Liz


As dificuldades que tenho durante o Inverno são manter as orquídeas saudáveis e protegidas do frio e controlar-me para não regar nos dias mais frios, não regar demasiado mas também não deixar as plantas desidratarem e cumprir os período de dormência de algumas plantas. Mesmo agora, após tantos anos a cultivar orquídeas, ainda me debato com as regas no Inverno
Este ano temos tido um Inverno atípico e ainda se torna um pouco mais difícil. As temperaturas ultimamente têm estado anormalmente baixas e é perigoso regar as orquídeas que estão no exterior com o risco de que estas apodreçam por estarem demasiado regadas e, com as temperaturas baixas, as folhas e raízes fiquem ‘cozidas’ do frio. Espero que esteja tudo bem com as vossas plantas e que a Primavera venha depressa, com chuvinha mas com temperaturas mais amenas.
Nesta revista mostro um pouco do que foi a Greentrip ao Equador, os passeios no campo, a visita à Ecuagenera e o World Orchid Congress de 2017. Espero que gostem. Também a Liz Johnson nos dá a perspetiva do evento que entusiasmou muita gente.
Também a nossa primeira Exposição de Orquídeas de Oeiras merece a nossa atenção e as plantas distinguidas com troféus são destacadas nesta revista. Aproveito para agradecer a todos os que estiveram presentes mas principalmente a todos os voluntários que nos deram um bocadinho do seu tempo para ajudar na montagem, desmontagem e durante a exposição
Neste número o Sr. Américo apresenta-nos mais uma bonita e pequenina orquídea que pode ser encontrada nos nossos campos, a Ophrys bombyliflora. A Primavera aproxima-se e podem sempre ir passear para o campo e procurar esta e outras preciosidades Um outro artigo do mesmo autor também é importante destacar pois nele se partilha conhecimento e métodos de cultivo das belas Cattleya, muito útil para os apreciadores deste género.
E enquanto nós preparamos já a nossa próxima estação de exposições, desejo-vos uma boa leitura deste novo Jornal do Orquidófilo e boas florações!
Saudações Orquidófilas!



A história familiar dos Vacherot e dos Lecoufle, horticultores especializados em orquídeas, em Boissy-Saint-Léger desde 1886, perpetua-se de geração em geração. No último ano Colombe Lecoufle, trineta do fundador, tomou as rédeas da empresa.
Um recanto do interior do Orquidário
Os viveiros de orquídeas Vacherot-Lecoufle foram o lugar privilegiado da sua infância onde brincava com as suas irmãs e primos. Hoje são da sua responsabilidade. Colombe Lecoufle, com 30 anos, é desde o passado mês de janeiro a gerente da empresa familiar após a reforma do seu pai, Philippe, bisneto do fundador. Depois de finalizados os seus estudos na área das artes na École Estienne, a nova dona viajou no seio de horizontes profissionais diversos e contrastantes até regressar ao berço
E regressou agora porque era impossível não dar importância a todo o património botânico ali presente e classificado pela Conservatória Francesa das Coleções Vegetais com o título de Coleção Nacional, pelas suas plantas-mãe de Cattleya e Sapatinhos (Paphiopedilum)

Depois do encerramento das estufas do seu primo Marcel Lecoufle, em 2011, o centro de Vacherot-Lecoufle é o último bastião de orquídeas de Boissy. «Quando via todo este património genético de orquídeas, pensava que era um erro não o conservar. Algumas das plantas têm uma centena de anos. Quero continuar a partilhar esta riqueza e a nossa experiência com um público mais abrangente.»
Por agora, Colombe Lecoufle pode sempre contar com a ajuda do seu pai, como aconteceu em julho passado quando ganharam pelo terceiro ano consecutivo a medalha de ouro da melhor apresentação de orquídeas na prestigiada exposição anual inglesa no Hampton Court Palace.
A questão de mudar de atitude perante o cultivo das orquídeas e produzir em quantidade não se põe. «Há uma verdadeira diferença entre as flores que são tratadas a partir de sistemas industrializados e estandardizados. Aqui regamos as plantas uma por uma e nós próprios regulamos a humidade e a temperatura ambiente Em 2013 a estufa foi marcada com o rótulo «Orquídeas Qualidade França» para valorizar este aspeto artesanal
No futuro, a nova diretora das estufas Lecoufle tem também novos projetos pensados. Está programada a criação de um museu para valorizar as singularidades das suas orquídeas ✿
Notícia traduzida e adaptada da plataforma 94 CITOYENS com Foto Le Parisien.
O género Pseudolaelia é composto por cerca de 20 espécies endémicas do Este do Brasil. A primeira espécie a ser descrita foi a Pseudolaelia vellozicola, em 1935 O género é caracterizado pelos longos rizomas entre os pseudobolbos e pelo crescimento de forma epífita, como uma trepadeira, em arbustos de Vellozia, também conhecidas como árvores de Lírio.
Muitas espécies deste género crescem em zonas semiáridas, semelhantes a uma savana, e áreas pouco arborizadas desde o nível do mar até aos 1500 m de altitude.
Pseudolaelia diamantinensis V. P. Castro, E. L. F. Menezes e M. Speckmaier.

Um recanto do interior do Orquidário
Em 2011 foi descoberta a Pseudolaelia diamantinensis, na Serra do Espinhaço, perto da cidade de Diamantina, em Minas Gerais As plantas cresciam nas coroas dos arbustos de Vellozia. O clima da região é caracterizado por severas descidas noturnas de temperatura, dos 35 para os 15 graus, o que origina a formação de orvalho que cobre o solo e as plantas. As plantas descobertas estavam em plena floração e os exemplares colhidos e cultivados voltaram a florir em Fevereiro do ano seguinte.
Pseudolaelia blahae V. P. Castro e M. Speckmaier.
Em 2016, uma nova espécie foi descoberta nos arredores da localidade de Inhaí, num lugar onde só se consegue chegar por uma estrada de pedra de 20 Km. As Pseudolaelia blahae cresciam numa pequena encosta coberta por bromélias cheias de espinhos, na sombra parcial das árvores, agarradas às coroas das Vellozias. Os exemplares colhidos para cultivo floriram em Março de 2017.
As flores da Pseudolaelia diamantinensis abrem em sequência numa inflorescência de cerca de 25 cm, com até 8 flores por inflorescên -

Pseudolaelia blahae, foto de P. Blaha.
cia, de cor rosa com um pouco de amarelo na base do labelo, também rosa, com veios vermelhos.
As flores da mais recentemente descoberta Pseudolaelia blahae, com o mesmo número de flores por haste floral, abrem todas ao mesmo tempo e são mais claras, quase brancas, com um sombreado púrpura. A coluna é verde e o labelo branco com veios púrpura.
Por Américo Pereira Link
A Ophrys bombyliflora é uma espécie inconfundível no seu género, sendo simultaneamente uma das mais pequenas e com formas mais peculiares
É uma planta que pode atingir entre os 5 e os 15 cm, raramente mais, formada por uma roseta basal de diversas folhas ovado lanceoladas e uma haste floral em espiga, normalmente composta por uma a cinco pequenas flores. As sépalas são distintamente ovais, de cor verde vivo, raramente esbranquiçadas. As pétalas são pequeníssimas, com a forma triangular, denotando alguma pilosidade, de cor verde amarelada e acastanhadas na base. O labelo é oval arredondado, fortemente trilobado na base e com acentuada pilosidade nos lobos laterais, acastanhado, com o lobo médio globular, bordado na extremidade de uma ligeira pilosidade e uma mácula mais ou menos distinta, no campo basal, cuja cor pode oscilar entre o castanho, o cinza e ou os tons arroxeados.
É uma orquídea que geralmente que se desenvolve em espaços abertos ou com pouca

vegetação, podendo ser localmente abundante. Em Portugal pode ser observada no centro e sul do país, sendo mais comum no Algarve, na região de Lisboa e na Serra da Arrábida. Em alguns destes locais é possível também encontrar raros exemplares da forma hipocromática da espécie, bem com alguns híbridos da Ophrys bombylifora com a Ophrys picta, sendo estes sempre pouco comuns.
A época de floração varia de acordo com os locais e com as condições meteorológicas, podendo decorrer nos meses de Março, Abril e Maio, sendo que o pico de floração se situa durante o mês de Abril ✿
Bibliografia:
DELFORGE, P (2016) – Guide des Orchidées d’Europe, d’Afrique et du Proche-Oriente – 4e Edition Delachaux et Niestlé S A – Paris
Fotos:
Esquerda – Ophrys bombyliflora, planta e flor; Centro – Híbrido natural da O Bombyliflora x Ophrys picta; Direita - Ophrys bombyliflora, forma hipocromática; Página seguinte - Ophrys bombyliflora, haste floral



Fotos captadas no Parque Natural da Arrábida Podem seguir os cultivos e os passeios do Sr. Américo Pereira no seu blog ORQUÍDEAS SOLTAS em:
http://orquideassoltas.blogspot.pt
Por José Santos

De todas as minhas viagens, foi nesta GREENTRIP EQUADOR que vi mais orquídeas!
O Equador é um país maravilhoso e com uma biodiversidade fantástica. Da imensa família das Orchidaceae, o Equador tem cerca de 4250 espécies distribuídas por vários habitats, dessas, 1301 são espécies endémicas, só existem no Equador. As orquídeas estão incluídas na vida dos equatorianos como nunca vi outras flores estarem presentes numa cultura. Toda a gente tem orquídeas, toda a gente conhece as orquídeas. Podem encontrar-se orquídeas na cultura, no artesanato, na arte e felizmente cada vez mais no turismo também. É uma riqueza que o país está a aproveitar e a preservar para ganhar dinheiro.
E depois acontecem empresas como a Ecuagenera que promove o Equador e as suas orquídeas por todo o mundo. A visita a duas das suas quintas de cultivo foi para mim preciosa E especialmente no início de novembro de 2017, o Equador tornou-se o centro das atenções e Guayaquil a capital do mundo orquidófilo quando se realizou o 22º Congresso Mundial de Orquídeas. Nunca se viram tantas variedades de orquídeas expostas num evento Assim, e com todos estes atrativos, não é difícil imaginar o encantamento do grupo português

que me acompanhou nesta Greentrip. Amámos o país, as suas gentes, a natureza equatoriana e principalmente, as orquídeas!


Pleurothallis antenífera
Na foto da esquerda com duas flores e na foto da direita, na mesma planta, com as cápsulas de sementes.
Depois de mais de 11 horas de viagem aterrámos ao anoitecer, cansados, mas felizes, em Quito, a capital do Equador. Do aeroporto partimos para o Resort Termas de Papallacta, nas montanhas da cordilheira dos Andes, a mais de 3000 metros de altitude e com vista para o vulcão Antisana (5 704m de altitude) Aí acordámos no dia seguinte com um céu luminoso e com orquídeas nos jardins do resort. Que mais desejar… Logo quisemos ver mais orquídeas e fizemos o nosso primeiro trilho no mato, junto a um curso de água, aí vimos árvores cheias de bromélias e de orquídeas, entre elas Pleurothallis antenifera, Lepanthes, Epidendrum, Stellis pusilla e Cyrtochilum pardinum.
O maior problema foi viajar sob os efeitos da altitude. Tonturas, palpitações, cansaço, dificuldade em respirar foram uma constante. É
verdade que quando, pelo caminho parávamos para procurar orquídeas, esquecíamos tudo isso, mas foi uma sensação desconfortável que nos acompanhou, a uns mais do que outros, por toda a viagem e que fomos tentando aliviar com chá e rebuçados de Coca
Dali seguimos para a cidade de Quito, sempre com paragens botânicas. À beira da estrada, numa zona de pouca vegetação e muito pedregosa encontrámos Pleurothallis bivalves, Eleanthus, Cyrthochilum ramosissimum. Muitas estavam polinizadas e exibiam as cápsulas de sementes. Numa outra paragem vimos Epidendrum (flor parecida com os E. radicans mas com flor rosa), Maxillaria e uma Sobralia virginalis em flor. Mais à frente trepámos uma encosta repleta de Sobralias, infelizmente sem flor, mas encontrámos uma bonita Sudamerlycaste florida Num local chamado Casa del Arbol, em Baños, andámos que nos fartámos e fomos encontrando
algumas miniaturas nas árvores pelo caminho. O objectivo era encontrar um bonito Cyrtochilum macranthum e ele estava lá, mas infelizmente no topo de uma árvore muito ao longe. Só o vimos pelas lentes das objetivas das máquinas fotográficas. No caminho de regresso fomos fotografando a paisagem, escaravelhos e insetospau e também bromélias. Encontrámos uma bonita Prosthechea em flor e um Bulbophyllum com capsulas de sementes, já nem ligávamos aos Epidendrum que eram muito frequentes. Chegámos ao restaurante onde íamos almoçar e comparávamos as fotos para ver quem tinha conseguido fotografar melhor o Cyrtochilum quando o nosso guia nos chama para irmos ver atrás do restaurante, junto à porta da cozinha, um exemplar de Cyrtochilum macranthum em plena floração Flores perfeitas, grandes, amarelas e lindas, ao nível dos nossos olhos. A planta tinha sido trazida do mato e plantada ali pelo dono do restaurante, mas ficámos muito contentes com este achado.
A viagem foi um misto de cultura com botânica Ora visitámos cidades, mercados, igrejas e museus ora passeamos por jardins ou nos perdemos no campo. Como o nosso percurso foi quase sempre pelos Andes, não estivemos em habitats de floresta tropical, mas sim em habitats de mato pouco arborizado. A parte amazónica terá que ficar para uma próxima viagem
De Quito recordo principalmente o facto de termos estado na linha do Equador em Mitad del Mundo A cidade em si é muito populosa e, fora a parte antiga, com pouca beleza. De Quito seguimos para Baños de Agua Santa, já no centro do país, sempre percorrendo a cordilheira dos Andes para Sul de comboio e no nosso autocarro que tinha a dupla de condutores de autocarro mais divertida e bem-disposta do país A viagem de comboio foi bastante interessante e nela avistámos o vulcão Cotopaxi, o 2º maior do Equador, com 5 911 m O maior é o vulcão Chimborazo com 6.310 m, que foi escalado em 1802 até aos 5.875 m pelo barão Alexander von Humboldt, o mesmo cujo nome foi homenageado com a orquídea Myrmecophila (Schomburgkia) humboldtii.



Cuenca é uma cidade completamente diferente e, das que visitei no Equador, a que achei mais bonita e acolhedora. E chegados a Cuenca, tivemos um dos pontos altos da nossa viagem, a visita à sede e às estufas da Ecuagenera em Gualaceo. Fomos muito bem-recebidos pela grande família da Ecuagenera e a visita às estufas foi fabulosa. Para terem a noção do ambiente, Gualaceo fica a 2.300 m de altitude (a nossa Serra da Estrela tem 1 993 m) e com estas altitudes as temperaturas podem descer até valores considerados frios. Assim, as estufas de Gualaceo, que não são aquecidas, têm principalmente espécies de climas intermédios e frios. Mesmo assim podemos ali encontrar uma imensa variedade de micro-orquídeas, e um grande número de espécies de Maxillaria, Masdevallia, Miltoniopsis, Sobralia, Stanhopea, Epidendrum e tantas outras Visitamos também estufas de Cymbidium, principalmente híbridos, Lycaste e Anguloa e de Cattleya e Laelia. Tinham bonitos exemplares de purpuratas, de labiatas e de Cattleya maxima em plena floração.
Tive também oportunidade de visitar o centro de cultivo da Ecuagenera em Guayaquil e este, pela geografia, é utilizado para cultivar espécies de ambiente intermédio a quente. Este espaço também de 4 hectares está situado num terreno plano e a baixas altitudes. As estufas de Gualaceo são dispostas em socalcos que, com a altitude, se tornam muito cansativos de subir Em Guayaquil encontrei muitas Vandas, Dendrobium híbridos denominados de “Antílope” por terem as pétalas encaracoladas como chifres de Antílope, Dendrobium Phalaenopsis, e muitas Cattleya. Algumas destas orquídeas estavam somente protegidas com redes de sombra e outras em estufas com telhado de lusalite ou materiais semelhantes. Nas estufas mais protegidas encontrei muitas micro-orquídeas, Phalaenopsis (especialmente híbridos amarelos), Phragmipedium e muitos seedlings em frascos e a crescer já fora dos frascos
Foi muito interessante conversar com os funcionários que me explicaram como são cultiva-
das as orquídeas ali. A Ecuagenera fornece para todo o mundo mais de 8.000 variedades de orquídeas. Foi um privilégio poder visitar estes dois centros de cultivo e fez toda a diferença ter o Alex Portilla como guia durante toda a viagem.






Uma excelente exposição, com stands imaginativos, bem decorados e com excelentes exemplares. Pela organização e proximidade era principalmente representada por exemplares da Ecuagenera que assim tiveram oportunidade de mostrar os seus mais belos espécimes floridos. A área de exposição da Ecuagenera totalizava 600 m2 e estava composta com muito rigor e cuidado. As micro-orquídeas estavam dispostas em caixas de Wardian, organizadas por géneros, muito bem decoradas e com uma grande variedade de exemplares, verdadeiras joias da natureza. Gostei especialmente da orquídea vencedora do melhor exemplar da exposição, um bonito Dendrobium parvulum com minúsculas flores azul-violeta e o grupo de Telipogon que deixavam todos os visitantes encantados. Haviam muitos e bonitos exemplares em exposição e entre eles distinguiam-se os Paphiopedilum e os Phragmipedium As dezenas de Phragmipedium warsciwiczianum que compunham uma apresentação faziam um bonito mural e foram cenário para muitas fotografias
Estavam também representados outros países com as suas organizações. A Sociedade Colombiana de Orquideologia, a Federazione Italiana, a All Orchids Society of Thailand, os Gardens By the Bay de Singapura, entre outros. Haviam muitas plantas premiadas e exemplares magníficos. Foi uma exposição que consegui ver com tempo. Vi espécies que nem conhecia e outras pela primeira vez ao vivo
Não achei a zona de vendas muito entusiasmante, mas acredito que com a presença da Ecuagenera no seu meio ambiente e com o centro de Guayaquil ali pertinho, poucos apostassem nas vendas. De qualquer maneira acredito que não fosse esse o objetivo do evento, mas sim a celebração e a divulgação das orquídeas do Equador. E esse objetivo foi com certeza atingido e superado
Foi fantástico como encontrei tanta gente conhecida, de todo o mundo, reunida ali, por causa das orquídeas
Para a organização, os meus Parabéns!
Por Liz Johnson

O 22º Congresso Mundial de Orquídeas foi algo de especial com mais de 27,500 visitantes pagantes e talvez, o maior número de crianças de sempre, quase 10,000, em grupos escolares muito felizes e cheios de energia. Foi gratificante ver como os equatorianos estão a encorajar os seus jovens a aprender e a apreciar os seus fantásticos recursos naturais.
A exposição foi praticamente constituida por expositors da América Central e do Sul mas também incluiu alguns participantes mais longínquos, como a Tailândia, Taiwan e Singapura. Haviam dois expositores europeus, um da Itália e outro da Alemanha.
O expositor premiado com o Grande Prémio foi a Ecuagenera, do Equador. Um imenso espaço que incluia várias caixas wardianas, cada uma delas tinha uma fantástica apresentação de espécies equatorianas. Eu nem comecei a contalas mas chegou-nos uma informação fiável de que estavam mais de 1,000 espécies em exibição. Não admira que os juízes ficassem tão entusiasmados.



Telipogon hausmannianus Foto de José Santos

O troféu do Grande Prémio para uma planta foi atribuído ao Dendrobium parvulum, exibido pela Ecuagenera, que também obteve o 2º lugar com um bonito exemplar de Oncidium naevium. O Dendrobium parvulum entusiasmou toda a gente com as suas lindas pequenas flores azul-violeta, cada uma acentuada pelo laranja forte do centro. Nesta espécie, cada pequena inflorescência pode ter até 3 flores que se erguem acima da folhagem que forma um tapete. Neste caso, o pequeno é realmente belo. Encontrada em Sulawesi, Celebes e Papua Nova Guiné, está classificada como uma epífita de ambientes frios a quentes. As fragrantes flores do Oncidium naevium (sinónimo de Odontoglossum naevium) pode ser encontrado mais perto dos ecuatorianos, desde a Colômbia até Guyana. As pétalas e sépalas pintalgadas e encaracoladas dão-lhe um ar delicado Sem surpresas, o prémio do melhor espécime
foi também atribuído à Ecuagenera, para uma planta de Maxillaria callichroma. Uma espécie nativa do Equador, a “Maxillaria do Calo Verde” é originária das encostas ingremes de florestas frias e nebulosas.
O prémio da Melhor Planta Híbrida foi para Taiwan para uma Phalaenopsis Unimax Blush. Este híbrido da clássica Phal. Sogo Yukidian e Nobby’s Pink Lady tinha uma haste floral em arco com grandes flores cor-de-rosa com uma boa forma e substância.
A minha favorita de toda a exposição foi a Telipogon hausmannianus, Esta planta diminuta pode ser encontrada no Equador a crescer de forma epífita em árvores entre os 2500 e os 3000 metros de altitude. Na Primavera e no Outono produz umas flores grandes, comparativamente ao tamanho da planta, de cor amarela com um
padrão tipo teia de aranha castanho que escurece e se acentua cada vez mais da periferia para o centro da flor. Uma planta maravilhosa.
A conferência atingiu padrões muito altos com palestrantes de todo o mundo mas o ponto mais forte de todo o WOC22 para muitos deverá ter sido os eventos sociais e as viagens paralelas. O facto de o comité organizativo ter conseguido patrocínios para que, tanto a Cerimónia de Abertura como a Noite de Guayaquil, tenham sido de entrada gratis para todos os participantes foi um grande incentivo para a participação de todos. As festividades, a comida e o entretenimento no Parque das Iguanas foram de alta qualidade, talvez não tanto como as danças dos participantes que iam desde uma Conga à volta do parque até ao exibicionisto individual As gentes da América Central e do Sul sabem realmente como se divertir.
Acima de tudo, os tours para ver orquídeas in situ foram excepcionais. Falou-se muito desses passeios e muitos tiveram também a oportunidade de ir às Galápagos
A cidade de Perth, na Austrália, foi a escolha do comité para os anfitriões provisórios do próximo World Orchid Conference em 2023. O próximo WOC, em 2020 será apresentado em Taiwan. Assim, comecem já a poupar pois é um evento que promete. ✿
Legenda da foto abaixo. Apresentação de Taiwan, que irá realizar a próxima Conferência Mundial de Orquídeas em 2020. Entre as duas pirâmides de Phalaenopsis podemos ver a planta à qual foi atribuído o prémio de melhor híbrido, a Phalaenopsis Unimax Blush, com a haste floral em arco pendente e flores rosa-claro.


Nota introdutória:
Como nota introdutória pretendo apenas referir que, neste breve artigo, irei fazer uma abordagem apenas às espécies do género Cattleya anteriores à mais recente reclassificação taxonómica, portanto sem a inclusão das espécies do género Laelia que atualmente também passaram a integrar este grupo.
Enquadramento;
O género Cattleya é, desde há muitos anos a esta parte, um dos mais apreciados e cultivados por orquidófilos de todo o mundo, tanto no que toca a espécies, como aos inúmeros híbridos disponíveis. Este fascínio está associado a vários
fatores, destacando-se entre estes a exuberância das suas flores, no que toca a tamanhos, formas, cores e texturas, como ainda aos seus perfumes, quase sempre intensos e muito agradáveis, na generalidade das suas espécies
A denominação destas orquídeas deve-se a John Lindley, em honra a William Cattley, que foi um famoso colecionador de plantas exóticas e o primeiro a cultivar e a fazer florir, em Inglaterra e consequentemente em toda a Europa, os primeiros espécimes destas plantas, até então desconhecidas. Foram, deste modo, conhecidos os primeiros exemplares daquela que veio a chamar-se Cattleya labiata. Todas as espécies deste género são nativas de


países da América tropical (América Central e América do Sul), onde se desenvolvem como plantas epífitas, na maior parte dos casos sobre as árvores ou sobre as rochas, em altitudes que podem oscilar entre o nível do mar e os 1600 metros.
São plantas simpodiais, cujos pseudobulbos crescem muito aproximados uns dos outros, de tamanho e formas variáveis, encimados por uma a duas folhas espessas e coriáceas, na base das quais se desenvolve a haste floral, inicialmente protegida por uma “espata”, na generalidade dos casos.
Estas estão divididas em dois grupos: o grupo das bifoliadas e o grupo das unifoliadas Nas primeiras o pseudobulbo é encimado por duas folhas, nas segundas o pseudobulbo é encimado por uma única folha Nas bifoliadas as flores são mais pequenas, de textura mais espessa, com um labelo mais curto, mas com um maior número de flores por haste Nas unifoliadas as flores são maiores, com um labelo mais desenvolvido e de textura mais fina.
São também conhecidos atualmente um infindável número de híbridos, embora eu me centre essencialmente nas espécies e em alguns híbridos primários





Notas sobre o cultivo:
Não há uma fórmula ideal para o cultivo das espécies do género Cattleya. Pessoalmente, considero que devemos adequar as opções de cultivo ao porte das plantas, às suas exigências e, sobretudo, às condições que lhes podemos oferecer.
Eu cultivo as minhas de três formas distintas: montadas em placas de cortiça/madeira, em cestos suspensos e em vasos Posso afirmar que não tenho uma forma predileta e que os resultados obtidos com cada uma delas são, de igual modo, bastante satisfatórios De maneira geral, cultivo as de maior porte em vaso e as de pequeno e médio porte em cestos suspensos e montadas Como exemplo, incluo no primeiro caso a Cattleya skinneri, a Cattleya labiata, a Cattleya tigrina, a Cattleya rex, a Cattleya granulosa, entre outras Incluo nos restantes casos a Cattleya lueddemanniana, a Cattleya walkeriana, a Cattleya schilleriana, bem como alguns híbridos primários de pequeno porte Se cultivadas em vaso exigem muito menos regas (devendo o substrato secar, por curtos períodos de tempo, entre as mesmas) e suportam ambientes ligeiramente mais secos. Se cultivadas em cesto ou montadas exigem regas mais frequentes, sobretudo nos meses mais quentes e secos do ano e um elevado teor de humidade do ar, sempre acima dos 50 a 60%.
Dois princípios comuns importantes, à quase generalidade das espécies ou mesmo dos híbridos, são: a garantia de espaços bem ventilados e locais com excelente luminosidade, sem sol direto, pelo menos nas horas de maior incidência deste
Quanto a substrato, nas cultivadas em vasos ou em cestos, estou apenas a utilizar casca de pinheiro grossa (ORCHIATA 2 a 2,5 cm) e argila expandida, numa proporção aproximada de 70% para 30%, respetivamente. Sempre que o substrato denote sinais de degradação, ou quando a planta já sai demasiado fora do vaso/cesto, deveremos proceder à sua replantação


Para quem, como eu, utiliza o fertilizante Akerne Rain Mix, podemos aplicar este em quase todas as regas. Uma a duas vezes por semana para as que estão em vaso e duas a três vezes para que estão em cestos ou montadas em cortiça/madeira. Faço as aplicações sempre com doses de baixa concentração, por cada litro de água, diluindo apenas metade ou ligeiramente menos de metade da dose indicada pelo fornecedor No capítulo das fertilizações, também é importante a qualidade da água, evitando um pH demasiado elevado ou demasiado baixo.
Para quem utiliza outro tipo de adubos é sempre importante ler bem os rótulos, respeitando sempre o princípio da baixa concentração por cada utilização As concentrações elevadas podem ser altamente prejudiciais às plantas e provocar danos nefastos ou mesmo irreversíveis
Durante o Inverno suspendo todas as fertilizações. Neste período reduzo drasticamente o número de regas, sobretudo quando o tempo está chuvoso e com demasiada humidade ✿
Bibliografia:


Por José Santos
Realizou-se no final de Novembro a primeira exposição de orquídeas de Oeiras, um evento que esperamos que se venha a repetir e a tornar um evento obrigatório para os associados do C.O.P. e para a população de Oeiras e arredores.
O salão da AERLIS é um bom espaço e funcionou bem, dividido em várias salas mas muito eficiente para um evento deste género.
Neste evento, tivemos a participação de várias empresas. A vender orquídeas, os portugueses Jardins Sintra, Mestre Jardineiro, Orchisrafa, Viplant e Wingarden e os estrangeiros Ecuadorquideas e Pantropica. As empresas Bromélias do Brejo, Aromas Cores e Plantas e Wood heART venderam outros tipos de plantas e estiveram representadas as marcas Compo, KB e Siro com os seus produtos especializados para orquidofilia Estiveram ainda presentes As Linhas da Sara com artesanato, A casa das Encosturas com os seus doces e licores e o Jardim Botânico
Orchid Paradise
da Ajuda e a sua coleção de Orquídeas.
Neste evento, os visitantes puderam aprender mais sobre o cultivo de orquídeas. Durante o primeiro dia foram apresentadas várias palestras e no Domingo, demonstrações práticas de manutenção e cultivo de orquídeas.
Numa zona central, estiveram em exposição 87 orquídeas pertencentes a alguns associados do C.O.P. que estiveram a concurso, tendo um júri escolhido os melhores exemplares da exposição. Os vendedores de orquídeas apresentaram também uma mesa decorada com orquídeas e foram atribuídos três troféus pela originalidade e espécies exibidas.
Foram dois dias muito estimulantes e com muita participação do público apaixonado por orquídeas estando já marcada a segunda exposição outonal do clube para 2018, no mesmo local, nos dias 24 e 25 de Novembro.


Índice das fotos e lista de Premiados na Exposição de Orquídeas de Oeiras.
Fotos de Florinda Lopes
[1] Exposição dos Associados
[2] Melhor Apresentação de Orquídeas, de Orchisrafa;
[3] Melhor Exemplar da Exposição, Vanda híbrido de Florinda Lopes;
[4] 1º Prémio - Melhor Híbrido, Cymbidium tracyanum de Nuno Gama;
[5] 3º Prémio – Melhor Espécie, Dendrochilum pagasinense de Mafalda Scott; [6] 3º Prémio – Melhor Híbrido, Cymbidium híbrido de Dora Russo;
[7] 1º Prémio – Melhor Espécie, Cattleya walkeriana, de Orchisrafa;
[8] 2º Prémio – Melhor Espécie, Paphiopedilum insigne, de Ana Cabanas; [9] Menção Honrosa, Dendrobium Hibiki, de José Almeida;
[10] 2º Prémio – Melhor Híbrido, Zygopetalum Harlequin, de Jardins Sintra; [11] 1º Prémio – Melhor Miniatura, Sophronitis cernua de Maria André; [12] 2º Prémio – Melhor Miniatura, Sophronitis cernua de José Santos; [13] Menção Honrosa, Rossioglossum Rawdon Jester de Mafalda Scott;
Falta a foto do 3º Prémio – Melhor Miniatura – Platystele vellota de Ana Pereira mas pelo tamanho da flor não conseguimos tirar uma foto de qualidade.












Há muito tempo que já andava atrás desta bela espécie. Através de fotos e descrições cada vez ficava mais fascinado e com vontade de adquirir E em Março de 2017 consegui
Quase um ano depois presenteou-me com esta magnifica floração cheia de cor. É uma planta fácil de cuidar, a minha está todo o ano no exterior com todo o sol da manhã e chuva quando cai. Está em vaso cheio de casca de pinho grossa e bem arejada É uma planta de confiança e bastante tolerante a temperaturas.
Vale bem a pena .✿

Adquiri este o meu Angraecum há mais ou menos um ano e meio e já uma planta adulta. Por ser uma planta grande coloquei na rua, numa varanda abrigada, apanha um pouco de sol pela manhã. Quando começou o inverno e por causa do vento que a fazia cair, trouxe-a para dentro de casa onde o ambiente era mais quente. Mantenho mais ou menos à temperatura de 22/24 durante o dia e de noite nunca baixa dos 12º graus.
A Rega faço conforme a temperatura, mas borrifo de 2 ou 3 dias por semana as raízes que estão fora do vaso. Quando o tempo está mais quente mergulho o vaso na água, por estar sem substrato, só com raízes.
É uma planta de flor grande que quando abre é de tons verdes e o labelo branco e mais tarde fica mais claro quase para o branco e há quem diga que á noite deita cheiro mas eu ainda não consegui constatar esse perfume
de José Santos

Comprei esta planta em Londres, no London Orchid Show de 2013 ao Akerne. É um híbrido, resultante do cruzamento do Cymbidium sinense com o Cymbidium Khai Loving Fantasy.
Na primeira floração, em 2013, era amarelo com o labelo rosado, muito mais claro do que as florações seguintes. A flor tem tamanho médio, pétalas e sépalas cor de mel, dourado-escuro, com várias riscas longitudinais mais escuras e o labelo, em forma de colher, de cor rosavelho com algumas pintas castanho escuro.
Este ano foi o ano que floriu mais cedo, geralmente abria as suas flores em Março, este ano abriu as primeiras flores no início de Janeiro Floresce bastante bem, todos os anos dá flores e este ano tem nove hastes florais
É cultivado num vaso de 28cm, de barro, a planta já está bem grande. Desde que a comprei foi duas vezes reenvasada mas nunca a dividi. É cultivado todo o ano no exterior, ao sol e à chuva, em casca de pinheiro e mistura de SIRO Orquídeas em partes iguais. É fertilizada 2 a 3 vezes por ano com fertilizante granulado de libertação lenta ✿
Agora é a sua vez! Envie-nos uma foto de uma orquídea cultivada por si e diga-nos como faz, onde a tem, qual o substrato, como a rega… enfim, o que achar que possa ser útil aos outros orquidófilos que tenham ou queiram vir a ter essa orquídea. Uma foto e dez linhas é o suficiente. Escrevam e enviem tudo para o nosso email (clube.orquidofilos.portugal@gmail.com).

ORQUÍDEAS SELVAGENS NO ALGARVE
Autor: Sue Parker e Teresa Chuva Editora: First Nature e APEJECM, 2017 66 páginas.
Depois de lançar internacionalmente dois livros sobre orquídeas (“Wild Orchids of the Algarve” e “Wild Orchids of Wales”), Sue Parker junta-se agora a Teresa Chuva para o lançamento da versão portuguesa do livro sobre as nossas orquídeas algarvias, numa edição da APEJECMAssociação de Plantas e Jardins em Climas Mediterrâneos ou MGAP – Mediterranean Gardening Association Portugal.
“Orquídeas Selvagens no Algarve” um livro que retrata muito bem a flora orquidácea existente na região sendo muito útil para quem quer conhecer e explorar essa zona. Ideal para quem gosta de fazer passeios pedestres e se interessa por orquídeas.
É ilustrado com boas fotos e textos explicativos que nos permitem conhecer melhor as cerca de 30 espécies existentes na região algarvia, este livro tem o tamanho ideal para ser utilizado como guia de campo Prático e portátil
Um pequeno livro que mostra um Algarve diferente e que merece ser explorado e preservado O livro custa 12,00€ e pode ser comprado na APEJECM, bastando enviar um email para MGAPtreasurer@gmail.com ou nos eventos da associação. ✿

Autor: Joseph Paxton e John Lindley Editora: Cambridge University Press, 2011 194 páginas.
Este livro é uma reimpressão a preto e branco de uma publicação periódica nos anos 1850 –1853 onde Joseph Paxton e John Lindley apresentavam e descreviam, muitas vezes pela primeira vez, as variadas espécies botânicas que lhes iam chegando às mãos vindas de outros mundos. Com gravuras coloridas no original e a preto e branco nesta reimpressão, as descrições são soberbas e muito interessantes de ler, não só pela parte botânica como pela história de como a planta chegou à Europa.
É muito interessante e espantoso ler sobre as plantas que já se conheciam e cultivavam a meio do século XIX. É um documento precioso. Dos 10 volumes previstos, só três foram publicados e o primeiro tem bastantes descrições de orquídeas.

Autor: Claude Surand
Editora: Naturalia Publications, de 2018 496 páginas.
Quando, em 1818, o orquidófilo inglês William Cattley conseguiu florir pela primeira vez uns exemplares de Cattleya labiata que tinham sido enviados do Brasil, ele descreveu-os com grande entusiasmo como as mais esplêndidas de todas as orquídeas. Teria razão? Gostos não se discutem, mas é verdade que uma bonita Cattleya não deixa ninguém indiferente Quanto à informação sobre este género, já não é tão fácil encontrar informação fidedigna e nos últimos anos aconteceram várias revisões taxonómicas que geraram uma enorme confusão para quem procura informação sobre uma determinada espécie
O livro “L’orchidée Cattleya” é o livro que faltava para vir por ordem neste assunto. Muito completo, muito organizado, com boas
fotografias ilustrativas das várias espécies, variações, híbridos e outras imagens necessárias nesta verdadeira bíblia das Cattleya.
Nesta obra, para além das descrições de cada espécie, podemos encontrar ainda um estudo muito útil sobre o género Temas como história, evolução, nomenclatura, hibridações, o cultivo reprodução, as ameaças que as plantas deste género sofrem e a sua proteção, fazem deste o melhor e mais atualizado livro sobre as orquídeas do género Cattleya.
Para além dos textos descritivos, que não se tornam muito complicados e massudos, mesmo quando focam matérias botânicas mais específicas, o autor oferece-nos ainda vários esquemas, quadros comparativos e apêndices para nos facilitar a compreensão destas fabulosas plantas.
Um livro em francês, de um autor francês, que nos mostra também um olhar sobre a história e o cultivo desta planta em França Para nós, portugueses, desde que não haja dificuldade em compreender a língua, pela nossa proximidade, será um livro precioso para todos os amantes das Cattleya

Informam-se todos os associados que temos disponíveis panfletos desdobráveis com informação sobre orquídeas e sobre o nosso Clube para serem divulgados em locais onde possam ter interesse em orquídeas e onde possamos angariar novos associados para o Clube.
Aos interessados em distribuir pelas vossas áreas de residência, por favor contactem-nos que vos enviaremos alguns exemplares.
JARDINS SINTRA - SINTRA
Sábado, 21 de Abril, às 15h00 PHALAENOPSIS, espécies e híbridos
Orientado por José Santos
Sábado, 26 de Maio, às 15h00 CATASETUM, CYCNOCHES e familiares
Orientado por José Santos
Sábado, 23 de Junho, às 15h00 O GÉNERO MAXILLARIA
Orientado por José Santos
O Clube dos Orquidófilos de Portugal tem parcerias com as seguintes empresas que se disponibilizaram a oferecer vantagens aos nossos associados:
JARDINS SINTRA LDA
10% de desconto em todas as orquídeas e produtos para orquidofilia.
LUSO BONSAI
20% de desconto em orquídeas, exceto botânicas, montadas e plantas sem flor.
MESTRE JARDINEIRO
10% de desconto em todas as plantas.
WINGARDEN & HOME
10% de desconto em todas as orquídeas e produtos para orquídeas.
BROMÉLIAS DO BREJO
Oferece 20% do valor de uma compra em plantas na loja online. Não aplicável em Feiras.
ORCHISRAFA
10% de desconto em todas as orquídeas e produtos para orquidofilia.
EXPO ORQUÍDEAS LISBOA 2018
Dias 2, 3 e 4 de Março de 2018
Jardim Zoológico de Lisboa
EXPOSIÇÃO DE CAMÉLIAS E ORQUÍDEAS DE SINTRA
De 10 e 11 de Março de 2018
Sintra
EXPOSIÇÃO DE ORQUÍDEAS DE RIO
MAIOR
De 12 e 13 de Maio de 2018
Rio Maior
2ª EXPOSIÇÃO DE ORQUÍDEAS DE OEIRAS
24 e 25 de Novembro de 2018
AERLIS, Oeiras

Se conhecer alguma empresa que possa querer publicitar os seus serviços ou produtos ou fazer uma parceria com o Clube, escreva-nos para o nosso email com a sua sugestão. Mais informações em: https://www.parquesdesintra.pt/







