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Volume 3 – Nr. 14
4º Trimestre de 2016
Propriedade do Clube dos Orquidófilos de Portugal®


Este jornal é distribuído a todos os sócios do Clube.
José M. M. Santos jose.santos.orquideas@gmail.com
Américo Pereira
Florinda Lopes
Ina Dias
Luís Gonçalves
Rossana Teresa
Paulo Assunção
clube.orquidofilos.portugal@gmail.com Calçada do Tojal, Nr. 58 R/C D 1500-596 Lisboa 962835128
http://www.clubeorquidofilosportugal.pt

Foto da Capa: Rossioglossum grande foto de José Santos
Contracapa: Cypripedium calceolus
Foto de Américo Pereira
Esta é a última revista deste ano e a terceira impressa em papel

Acho que, com este novo formato, se conseguiu uma revista de boa qualidade, interessante e um bom “espelho” do que é o Clube dos Orquidófilos para o público em geral. Iremos, no entanto, dar o nosso melhor a cada novo número, tentando sempre crescer e sempre contando com a colaboração de todos os associados e agradecendo os vossos comentários.
Este foi um ano pleno em que aumentámos o nosso trabalho, crescemos bastante, ultrapassamos as duas centenas de associados e colaborámos em alguns eventos. Em 2017 queremos fazer muito mais.
A nível pessoal não posso deixar de agradecer a todos pela vossa simpatia, camaradagem e ajuda Um Clube é isso mesmo. Ninguém consegue fazer nada sozinho e orgulho-me de poder contar com um bom grupo de colaboradores. Assim, quero agradecer ao meu grupo mais chegado e sempre presente, Ina Dias, Ana Cabanas, Dora Russo, Luís Gonçalves e Paulo Assunção que fazem parte da direção e organização de eventos. Quero também agradecer a todos os que ajudaram nas montagens, desmontagens e durante as exposições que fizemos. Não vou nomear todos porque felizmente foram muitos e corria o risco de me esquecer de algum O meu muito Obrigado!
A todos os que cederam as vossas plantas para as exposições, também lhes agradeço muito. É muito importante termos a maior participação possível e orgulhamo-nos de, na Expo Lisboa, no Jardim Zoológico, termos conseguido juntar mais de 90 exemplares expostos. Sei que é difícil para muitos separarem-se das vossas plantinhas e assim agradeço aos que confiaram em nós e acederam a mostrar os vossos melhores exemplares
E não só nas exposições, em Lisboa e em Sintra, mas também mensalmente nos workshops dos Jardins Sintra, obrigado a quem está presente e ao grupinho que partilha as suas florações levando sempre uma ou duas orquídeas São workshops dos Jardins Sintra, abertos ao público em geral, mas já se tornaram também encontros do Clube e ao mostrarmos o nosso entusiasmo e as nossas plantas já conseguimos muitas adesões ao Clube.
E finalmente a todos os que partilham as fotos das suas plantas e que participam com comentários, opiniões e respostas às questões postas no grupo C.O.P. – CLUBE DOS ORQUIDÓFILOS DE PORTUGAL, o nosso grupo exclusivo no Facebook É um grupo saudável e interativo de que me orgulho bastante Obrigado pela vossa participação.
E para finalizar, obrigado a todos os que colaboram com esta revista É uma ajuda preciosa!
Os meus melhores votos de uma Festas Felizes e um Ano Novo cheio de Orquídeas!
Saudações Orquidófilas!




O Ovo da Orquídea Cor-de-Rosa
Carl Fabergé atingiu a fama como joalheiro da Casa de Fabergé pelo design de joias para a família imperial russa, e especialmente pelos “ovos-surpresa” que fizeram moda em todo o mundo. O primeiro ovo imperial, criado pela Casa Fabergé, foi oferecido em 1885 como um presente de Páscoa pelo Czar Alexander III à sua esposa. As ofertas destes ovos de Páscoa pela família imperial tornaram-se uma tradição que elevou o nome Fabergé ao estatuto de lenda na joalharia.
Theo Fabergé, neto de Carl Fabergé, continuou a tradição iniciada pelo seu avô e criou uma coleção de peças de joalheria conhecida como a Coleção de St. Petersburgh onde estão representados vários ovossurpresa. Dois desses ovos têm as orquídeas como tema.
Theo Fabergé adorava a Orquídea acima de todas as flores e inspirado pela sua beleza eterna criou vários ovos de temas florais, entre eles, dois com Orquídeas, reunindo os mesmos materiais e técnicas que tornaram famoso o nome Fabergé na corte imperial russa no início do século passado.
O Ovo da Orquídea
Numa edição de 250 exemplares assinada por Theo Fabergé, este ovo de 16cm, trabalhado em porcelana fina e adornada com pássaros exóticos e borboletas, delicadamente pintados à mão, descansando na folhagem. No interior do ovo, podemos ver um bonito aglomerado de orquídeas de porcelana brilhantemente coloridas O ovo é adornado com um rubi cabochão representando a coroa imperial russa.
É um ovo mecânico, com 18,5cm, feito de esmalte branco pristine com a parte superior decorada com orquídeas de spray de prata esterlina, decorada com ouro de 24 quilates e esmaltado à mão em rosa A parte inferior tem o característico ondulado da casa Fabergé decorado com esmalte, prata e ouro formando folhas de orquídeas estilizadas contendo oito diamantes – uma para cada uma das oito décadas de Theo. O final, definido com um rubi cabochão, representa a coroa do estado Romanov A Surpresa no interior do ovo é composta por uma jardiniére clássica, esculpida à mão em ébano representando uma orquídea em flor A jardiniére pode ser retirada do interior para ser exposta. Este ovo teve uma edição de 50 exemplares em 2008 assinados por Theo Fabergé.✿

Mais informações sobre estes e outros trabalhos de Theo Fabergé, sobre a ©St Petersburgh Collection e a história da família Fabergé em http://stpetersburghcollection.com
Traduzido e adaptado de texto da autoria e gentilmente cedido por Eliseo Tesón.


Um recanto do interior do Orquidário
Durante estudos para a melhor compreensão de espécies pertencentes ao género Phragmipedium subgénero Longifolium e Phrag subgénero Himantopetalum, os botânicos responsáveis depararam-se com algumas plantas recolhidas na região de Anchicaya, na Colômbia À primeira vista, as plantas assemelhavam-se bastante com os Phragmipedium hirtzii: coloração avermelhada no labelo, estaminódio glabro e polinias avermelhadas Mas, no entanto, numa observação mais atenta, notaram que havia diferenças inequívocas: As pétalas só eram ligeiramente encaracoladas e onduladas, o labelo não tinha os lóbulos laterais característicos dos P. hirtzii e de outros membros do subgénero Longifolium e também não tinham a usual forma de “V” no interior frontal do labelo que aparece frequentemente nas flores dos P. hirtzii. Estas plantas tinham também algumas características que os aproximavam do Phragmipedium boissierianum e do P. pearcei, (pertencentes ao subgénero Himantopetalum)
E assim, foi proposto que o Phragmipedium anchicayense fosse aceite como uma nova espécie. É uma planta perene, com folhas de cor verde uniforme e que atingem o comprimento de 35cm por 1 a 1,3cm de largura, formando um “leque”. A haste floral pode medir entre 25 a 35cm e origina usualmente uma única flor
A sépala dorsal é verde brilhante com as margens dobradas formando uma estrutura tubular, o sinsépalo (resultante da fusão das duas sépalas laterais) tem cerca de 7cm de comprimento por 2,7cm de largura, também verde brilhante com zonas longitudinais mais escuras As pétalas são também verdes mas com as margens castanho-avermelhadas, ligeiramente onduladas e com dois tufos pilosos junto à base O labelo é verde com a superfície interior pintalgada de castanho-avermelhado.
Até agora a nova espécie só é conhecida na zona de desfiladeiro da região de Anchicaya, na Colômbia Crescem ao longo dos rios Anchicaya e Calima em altitudes de cerca de 500m, nas paredes rochosas desses rios e seus afluentes O sistema radicular está firmemente seguro às rochas que são compostas por arenitos e rocha vulcânica Muitas plantas crescem em pleno sol mas encontraram-se plantas abaixo das linhas de cheias, o que quer dizer que, por algum tempo, estas plantas estarão submersas pelas águas das cheias e com correntes fortes Não foram encontradas outras espécies de Phragmipedium nas zonas vizinhas sendo as espécies mais perto a mais de 10Km
A população de Phragmipedium anchicayense encontrada é bastante grande e constituída por uma boa abundância de plantas homogéneas nas suas características vegetativas e a nível da flor ✿
Por Ina Dias e José Santos
Um recanto do interior do Orquidário

Este mês fomos recebidos pelo Rafael e a Filomena Santos na sua casa, um casal há muito dedicado à orquidofilia, e que nos mostraram a sua coleção e conversámos um pouco com o Rafael sobre o mundo das orquídeas:
Como começou o seu interesse pelas orquídeas? Há quanto tempo?
Foi há muito tempo, por volta de 1985 – 86 sinceramente nem sei bem porquê. Tudo começou com um curso de aplicação de plásticos para agricultura no Jardim Tropical,
que por ironia me fez virar para os jardins dado pela Engª Henriqueta Carvalho e através dela uns anos mais tarde tive conhecimento que se iam realizar uns cursos no Jardim Botânico da Ajuda entre os quais um curso de orquídeas dado pelo Professor Luís Pedrosa, que acabei por fazer. A partir daí nunca mais parei, o curso motivou-me bastante e aumentou o meu entusiasmo pelas orquídeas, tanto que a partir daí passei a “assistente” do Prof. nos futuros cursos, último dia e lá ia eu mostrar as montagens.
Qual foi a sua 1ª orquídea? Ainda a têm?
A minha 1ª orquídea foi um Cymbidium hibrido sem identificação e um Dendrobium kingianum. Ainda os tenho por aí.
Na sua coleção tem mais espécies do que híbridos? Porquê?
Sim tenho preferência por espécies. Por ter nascido e crescido sempre com a natureza por perto sempre me interessei por aquilo que a Mãe natureza nos dá, daí o interesse pelas espécies.
Paphiopedilum
Sabe quantas orquídeas têm? Cerca de 1500/1600 sem contar com os Cymbidium híbridos.
Tem muitas orquídeas montadas e também em vaso, tem preferência por um tipo de cultivo e porquê?
Prefiro as orquídeas montadas por se assemelhar mais com a maneira como crescem na natureza. No meio há uma celebre frase “Porque é que as melhores raízes são as que estão fora do vaso?”
Como é que as cultiva?
As micro-orquídeas, Masdevallia, Pleurothallis, e afins utilizo esfagno. Os Oncidium, Cattleya, Dendrobium, e outras, montadas diretamente na cortiça ou videira, sem esfagno. As que cultivo em vasos, utilizo um substrato feito por mim, à base de casca de pinheiro, cortiça (rolhas) e leca.
Tem algum género favorito?
Sim, os Dendrobium. Comecei pelas Maxillaria mas naquela época não eram fáceis de encontrar. Mais tarde visitei outro apaixonado por orquídeas que me ofereceu, de uma só vez, 22 espécies de Dendrobium, claro mudei de Género favorito. Ao longo dos anos aumentei os meus conhecimentos
por este género e minha coleção conta hoje com cerca de 340 espécies de Dendrobium. Mas atualmente tenho um pouco de tudo, ultimamente passei a interessar-me mais pelas micro no geral, Masdevallia, Pleurothallis e Angraecoids, é maravilhoso irmos á noite á estufa e sentir o perfume das Africanas). Outubro / Dezembro



Na sua coleção tem alguma orquídea que eleja como a sua predileta? Porquê?
Tenho duas, a Maxillaria schunkeana e Aerangis luteoalba var. rhodostica. A Maxillaria porque é a única espécie negra e a Aerangis por ser a única africana que não tem a flor completamente branca ou esverdeada. Aquele vermelho no branco é um ‘must’!
Há alguma orquídea que gostasse de ter na sua coleção?
A Lephanthes telipogoniflora. Acho um espetáculo! Já tive duas. Durante uns 6 meses tudo bem, passou o verão bem mas… acabou por morrer sem florir. É um dos desafios que ainda me falta realizar.
Como define a sua coleção?
É uma coleção variada distribuída por três ambientes. Cultivo as orquídeas de ambiente mais frio na rua e tenho duas estufas, uma temperada e uma quente. Comecei com uma

estufa mas como a coleção cresceu veio a falta de espaço tive que fazer outra. Acabei por aproveitar e organizar as orquídeas por ambientes, uma estufa temperada e outra mais quente.
Faz experiências de método de cultivo com as orquídeas até atingir bons resultados?
Sim faço, Por exemplo: a Laelia flava (rupícola) cultivada como todas as rupícolas com pedra de brita, desenvolvia raízes mas queimava as pontas assim que chegavam á brita e não produzia novos pseudobolbos, passei para esfagno o mesmo resultado, isto em três anos de cultivo e com isso esteve em risco de a perder. Este ano coloquei-a num pedaço de rocha vulcânica direto, sem esfagno e passou a desenvolver raízes que se agarraram à rocha e já tem um pseudobolbo em crescimento.

Paphiopedilum

Dendrobium annae
Que papel tem na sua paixão, as orquídeas portuguesas silvestres?
Tem muita importância. Pelas saídas de campo que gosto de fazer, pela fotografia que gosto muito e pela beleza das orquídeas que encontro e por serem portuguesas. Ambiciono de as conseguir reproduzir uma vez que algumas estão em perigo de extinção.
Que conselho dava a quem está a começar?
Ter paciência (fundamental) e começar pelo cultivo dos híbridos, que são os mais fáceis de cultivar e não se aventurarem logo pelo cultivo de espécies mais difíceis. Ao começar pelas espécies gasta-se mais dinheiro e se a coisa corre mal lá vem o mito “cultivar Orquídeas é difícil ” e depois desanimam e desistem. Eu também comecei pelos híbridos, apesar de nunca ter gostado muito de Phalaenopsis.
Qual a importância das associações e exposições das orquídeas?
É fundamental. É onde há divulgação das várias orquídeas, dos seus cultivos e é aí que se pode aprender trocando ideias com outros orquidófilos.
Qual a sua rotina para tratar das suas orquídeas?
Nos dias quentes e/ou de céu limpo é levantar às 6:30 de manhã para regar antes de sair para o trabalho, adubar de 8 em 8 dias, normalmente ao fim de semana. Nos dias de chuva ou com muita humidade antes de deitar dar uma volta para caçar os caracóis e lesmas. (Risos)
No meio desta experiência como nasceu a “Orchisrafa”?
Era um sonho antigo, poder viver só das orquídeas. Entretanto com o desemprego da Filomena foi mais fácil juntar a atividade profissional ao hobby. Ela tinha aumentado também o interesse e ficou com mais disponibilidade e mais tempo para as orquídeas.
Qual o balanço que faz destes anos todos no mundo das orquídeas?
Positivo! Uns amigos vão outros vêm. O que noto de mais diferente é o conhecimento que cada um tem ou pensa ter (a net é uma ferramenta muito útil mas nada que chegue á experiência). Atualmente noto que as pessoas têm mais o nariz empinado, pensam que sabem tudo, e muitas vezes não aceitam os conselhos dos mais veteranos. Na altura em que eu entrei neste ‘hobby’ as pessoas eram mais humildes, aquilo que um veterano dizia era lei (Risos). Talvez pelo facto de não haver net, os contactos eram feitos via telefone ou mais nos encontros, havia mais contacto pessoal. Saudades do antigamente? Nesse aspeto sim ✿
Por Américo Pereira Link



A Ophrys speculum é uma planta que pode oscilar entre os 5 e os 25 cm de altura, composta por uma roseta basal de folhas ovaladas-lanceoladas, de tom verde acinzentado, com o caule delgado, encimado por uma inflorescência que pode apresentar de 2 a 8 flores, de tamanho relativamente grande.
Cada uma das suas flores tem sépalas ovaladasoblongas, côncavas, de cor verde esbranquiçada e com máculas semelhantes a estrias, de tons castanhos a violáceos. As pétalas são bastante mais curtas do que as sépalas, de forma quase triangular e de cor castanha a roxo escuro. O labelo destaca-se claramente de todo o conjunto, sendo comprido, trilobado, bordado de uma pilosidade longa e densa, geralmente de cor castanha avermelhada, com os lobos laterais lanceolados a ovalados e o lobo médio oboval, mais longo do que largo, com uma mácula central azul brilhante ou violácea, bordada de uma margem amarela esverdeada, por vezes alaranjada. Muito raramente podem ser avistadas variantes verdes ou amareladas (hipocrómicas)
Esta é uma espécie bastante comum em Portugal, distribuída por habitats de solos calcários, em espaços abertos ou com pouca vegetação Tal como muitas das espécies do género Ophrys, esta também tem como espaço privilegiado de observação a Serra do Sicó, a Serra de Aire e Candeeiros, a Serra da Arrábida, o Alentejo e o Algarve.
A época de floração pode oscilar de Março a Maio, sendo geralmente mais precoce a Sul do país e ligeiramente mais tardia a Norte. As condições meteorológicas de cada ano também podem influenciar esta oscilação
Pela dimensão da planta e pela quantidade de exemplares que podemos encontrar num mesmo local, é relativamente fácil de encontrar, embora esteja camuflada no meio da restante vegetação. Pode, para os olhares menos atentos, ser confundida com a Ophrys lusitanica (Ophrys vernixia), que apresenta várias caraterísticas semelhantes ✿
Bibliografia:
DELFORGE, P. (2005) – Guide des Orchidées d’Europe, d’Afrique et du Proche-Oriente – 3e Edition Delachaux et Niestlé S. A. - Paris
Monteiro, José Alfredo Brites (2008) – Orquídeas Silvestres Beira Litoral - Coimbra

Fotos de Ophrys speculum obtidas a 16/07/2016, na serra da Arrábida
Foto da Ophrys speculum variação hipocromática obtida a 22/04/2016 em Souselas (Coimbra)
Podem seguir os cultivos e os passeios do Sr. Américo Pereira no seu blog ORQUÍDEAS SOLTAS em: http://orquideassoltas.blogspot.pt
Por José Santos

Comprei um exemplar de Rossioglossum grande há pouco mais de um ano. Era já uma planta adulta e estava apertada num vaso muito pequeno para o seu tamanho Pelo que investiguei sobre ela, esta parecia ser uma espécie que poderia se adaptar ao exterior e resolvi tentar o seu cultivo no meu terraço
Quando a floração terminou, mudei a planta para um vaso de plástico um pouco maior com um substrato à base de casca de pinheiro (1 – 3 cm), fibra de coco, um pouco de perlite e uns pedaços pequenos de carvão vegetal.
Passou o primeiro Inverno numa área protegida da chuva e da geada, mas no exterior e com boa exposição à luz (o meu terraço não tem sol direto no Inverno)
Na Primavera seguinte a planta deu bons sinais de se ter adaptado, cresceu e desenvolveu dois novos pseudobolbos, um em cada extremo da planta, para além de ter permanecido com o aspeto robusto que eu tanto gostei quando a comprei.
As regas eram feitas com alguma frequência, uma ou duas vezes por semana, dependendo das temperaturas e as fertilizações regulares e quinzenais
No Verão, com temperaturas mais altas e para evitar uma exposição solar, a planta foi mudada para debaixo de uma pérgula onde ficou sob a proteção de uma rede de sombra. As regas passaram a ser mais frequentes. Com as temperaturas que tenho no terraço no Verão
quando regava de manhã, ao fim da tarde o substrato estava já praticamente seco. Assim comecei a fazer regas mais abundantes e em dias alternados.
A meio do Verão, comecei a notar o aparecimento de duas hastes florais junto aos novos pseudobolbos. O desenvolvimento das hastes é muito lento e só no Outono é que as flores finalmente abriram. Uma belíssima floração: duas hastes florais, uma com 7 e outra com 5 flores enormes e lindamente coloridas. A floração durou cerca de dois meses e quando estavas as flores todas abertas em simultâneo, o efeito foi deslumbrante.
Depois da floração, e com o Inverno a aproximar-se, a planta foi novamente colocada debaixo da varanda, onde não apanha chuva nem está tão sujeita às intempéries As regas e as fertilizações foram bastante reduzidas.
A planta mantém-se saudável com os seus pseudobolbos e folhas robustas e com uma bonita cor verde-escura.


À esquerda – Gravura de Rossioglossum grande na obra de James Bateman, The Orchidaceae of Mexico e Guatemala, editada em 1843.
Acima – O meu exemplar.
Em baixo – Botões prestes a abrir.


Os Rossioglossum grande têm o seu habitat natural nas florestas montanhosas do México, Guatemala e Belize, a altitudes até 2500m e onde o ar é frio e húmido.
Esta espécie foi descoberta em 1839 por George Ure Skinner, um caçador de plantas profissional que enviava plantas para um colecionador inglês. A primeira floração em Inglaterra deu-se dois anos depois.
Durante muito tempo a planta esteve classificada como Odontoglossum e só em 1976 foi separado, formando um novo género –Rossioglossum – constituído por 6 espécies. O nome é o resultado da aglutinação de “Ross”, em honra a um coletor de orquídeas no México, com a palavra grega “Glossa”, que quer dizer “Língua”.
É uma planta epífita, de crescimento simpodial. É constituída por pseudobolbos arredondados ou ovais, achatados lateralmente de onde brotam duas a três folhas por pseudobolbo. As hastes florais rebentam na base dos pseudobolbos e podem originar até 9 flores grandes
São plantas que gostam de bastante humidade, luz sombreada e boas regas. É uma planta de zonas frias / temperadas, podendo sobreviver a temperaturas mínimas de 10 graus Pode ser cultivada em vasos de plástico ou barro e até em cestos de madeira ou de arame, mas devemos ter o cuidado de não usar recipientes demasiado grandes. Um substrato para orquídeas epífitas é o ideal pois deverá ter uma boa drenagem evitando assim que as raízes fiquem demasiado tempo molhadas. As regas deverão ser frequentes. O substrato não deve secar totalmente entre duas regas Gostam de bom arejamento e de humidade do ar de cerca de 50 a 70%. Em dias mais quentes e secos devemos borrifar a planta ou utilizar um tabuleiro com água por baixo do vaso para aumentar a humidade do ar à volta do vaso.
Para além das 6 espécies existem alguns híbridos, não muitos, sendo o Rossioglosum Rawdon Jester o mais conhecido e que se encontra mais facilmente à venda

Por Américo Pereira


Enquadramento
O Cypripedium calceolus é uma das orquídeas mais raras e simultaneamente uma das mais imponentes e belas do continente europeu, cuja distribuição mais ocidental se situa nos Pirenéus, estendendo-se depois pela parte central do velho continente até aos países mais a leste. Esta raridade deve-se à sua coleta indiscriminada e à alteração drástica de muitos dos seus habitats No Reino Unido, onde também outrora foi abundante, chegou mesmo à extinção, estando agora a ser alvo de programas de reintrodução, com algum sucesso
Assim sendo, o local mais próximo de Portugal onde esta espécie pode ser observada, no seu estado natural, é a cadeia montanhosa dos Pirenéus, em dois locais distintos e relativamente distantes entre si: os Pirenéus Catalães e os Pirenéus Aragoneses.
Além da sua presença no continente europeu, esta espécie também se manifesta por vários países do continente asiático, até ao Japão. Em algumas regiões da América do Norte (Canadá e Estados Unidos) existe uma espécie intimamente relacionada, o Cypripedium parviflorum, considerado por alguns autores como uma subespécie do Cypripedium calceolus
Foi em Junho que, com o objetivo de observar e fotografar esta maravilha da natureza, me desloquei aos Pirenéus Catalães, conjuntamente com outros elementos da AOSP (Associação de Orquídeas Silvestres-Portugal) e no enquadramento de um intercâmbio com a Associação da Catalunha Foi uma viagem com sucesso, pois, com a ajuda dos nossos amigos catalães, pudemos apreciar diversos exemplares em plena floração, num local de difícil acesso, bem como outras espécies de orquídeas silvestres raras e não existentes em Portugal.
O Cypripedium calceolus é uma planta rizomatosa que pode variar entre os 30 e os 60 cm de altura, por vezes mais, com três a cinco folhas ovaladas-lanceoladas, com diversas nervuras longitudinais salientes.
As inflorescências, compostas por uma única haste em cada planta, bem levantadas, apresentam uma a duas flores grandes e vistosas, surgindo na axila de grandes brácteas folhosas
As sépalas e as pétalas são de cor castanhaavermelhada. A sépala dorsal, lanceolada e longa, posiciona-se de forma ereta e as sépalas laterais encontram-se unidas a partir da base, penduradas por detrás do labelo.
As pétalas são longas e estreitas, dispostas na horizontal e ligeiramente retorcidas.
O labelo é amarelo intenso, com pelos pegajosos na parte interior, apresentando uma forma semelhante a um sapato, daí, em Espanhol, esta orquídea ser conhecida como “Zapatito de Dama”. As flores são desprovidas de qualquer esporão
A polinização das suas flores é um processo algo complicado e é, em geral, efetuada por Himenópteros, do género Andrena Estes entram na cavidade interior do labelo pela parte central, tendo depois apenas duas escapatórias possíveis, funcionando este como uma espécie de armadilha Assim, para se conseguirem libertar da sua “prisão”, são obrigados a percorrer uma das duas saídas acessíveis, sendo os locais onde estão situados os estames Deste modo, cada um dos insetos é obrigado a roçar-se nos estames, saindo com suas costas cobertas de pólen, que é transportado para outras flores próximas e possibilitando a polinização de diferentes exemplares.
Época de floração
A época de floração pode oscilar entre os meses de Maio a Julho, de acordo com as diferentes regiões europeias e com as altitudes em que se encontram as suas populações.
Referências bibliográficas: http://www.orquideasibericas.info/especie/cypripediu mcalceolus
DELFORGE, P. (2005) – Guide des Orchidées d’Europe, d’Afrique et du Proche-Oriente – 3e Edition Delachaux et Niestlé S. A. - Paris
Cattleya cernua


Ina Dias

Desde que comprei esta Phalaenopsis, e já foi há algum tempo, não parou de dar flores nas mesmas 2 hastes que tinha. Agora deu um lindo cacho com 5 flores.
Tem uma cor de salmão muito escuro com o labelo lilás que lhe dá um contraste engraçado. Continua ainda no mesmo substrato, só com casca pinheiro Está junto a uma janela onde tem alguma claridade mas não apanha sol. Rego quando o substrato está quase a secar e fertilizo de 15/15 dias
Apesar de ser um hibrido , penso que tem uma flor muito bonita!✿
de Rossana Teresa e António Santos
Uma das nossas orquídeas favoritas. Foi adquirida em Outubro de 2013 num orquidário na Suíça.
A orquídea é cultivada num vaso médio com o substrato Orchiata e a adubação é quinzenal com Rainmix.
Ela está todo o ano no interior com temperatura que ronda os 25 graus e luz sombreada no Verão. Nos restantes meses, devido à grande escassez de sol na Suíça, é necessária uma luz artificial de floração e crescimento.
A rega é semanal na Primavera / Verão e no Outono / Inverno quinzenal. É importante deixar secar bem o substrato entre as regas.
É de fácil cultivo e as flores têm cores deslumbrantes.
Floresce todos os anos em Outubro.✿

Agora é a sua vez! Envie-nos uma foto de uma orquídea cultivada por si e diga-nos como faz, onde a tem, qual o substrato, como a rega… enfim, o que achar que possa ser útil aos outros orquidófilos que tenham ou queiram vir a ter essa orquídea. Uma foto e dez linhas é o suficiente. Escrevam e enviem tudo para o nosso email (clube.orquidofilos.portugal@gmail.com).
Um recanto do interior do Orquidário

Var. Alba
de José Santos
Tenho esta orquídea comigo desde 2008 Foi comprada pequena e floriu pela primeira vez em setembro de 2011. Desde essa altura que dá flores todos os anos, pontualmente, em Setembro. Nestes anos todos a planta não se desenvolveu muito. Cresce muito lentamente. Está num vaso de cortiça que entretanto já está podre e vai ter que ser reenvasada na próxima Primavera. É uma planta mais frágil do que a P cochleata tipo e as flores também são de menor tamanho. Deixo-a ficar todo o ano na estufa aquecida e é regada e fertilizada com alguma regularidade.✿
(foto ao lado)
Comprei este Catasetum em Julho de 2015 e floriu logo ao fim de três meses. A flor, com 8 x 8 centímetros, dura apenas dois ou três dias.
Tenho-o na minha cozinha, onde a temperatura nunca desce muito no Inverno, pois é virada a sul e recebe bastante sol durante toda a manhã O substrato é ainda o que trazia, quando foi comprado: casca de pinheiro média.
Para já, está plantado num vaso normal, tal como vinha, não no sistema de PET que é habitual usar para os Catasetum. Rego-o duas vezes por semana no tempo quente e vou reduzindo, à medida que o tempo arrefece, regando só de 15 em 15 dias ou menos, no Inverno. Apanha algum sol direto durante boa parte da manhã, no Inverno No Verão, só apanha um pouco de sol direto até meio da manhã.✿



Oferta de um amigo brasileiro em Janeiro de 2012. Apresenta a sua segunda floração 4 anos depois
Esteve quase a morrer mas entretanto reagiu e agora parece que vai no bom caminho
Flores pequenas mas distintas.
Está todo o ano na rua. No verão é protegida por uma rede de sombra e agora no Inverno, apanha sol um pouco pela manhã. Prefere temperaturas frescas e bastante luminosidade No Verão regas diárias mas agora no inverno uma vez a cada 3 ou 4 dias ✿ (foto à esquerda)
Desde que me apercebi que podia cultivar Sophronitis na rua que o meu interesse por elas aumentou São plantas bem pequenas e que cabem em qualquer cantinho. Dão flores relativamente grandes para o tamanho da planta
Este exemplar comprei em Abril de 2016 e apresenta a sua primeira floração. Delicio-me com o tamanho da sua flor e pela sua coloração.
Tem estado sempre no exterior onde no verão recebe regas diárias e por vezes várias vezes ao dia. No inverno tenciono deixa-la no exterior mas atento a sua reação ao nosso clima. ✿ (foto à esquerda)

http://www.clubeorquidofilosportugal.pt

Na página do Clube vão sendo publicados alguns artigos que consideramos interessantes para quem quer conhecer mais orquídeas e que servem como complemento aos Workshops que vamos dando.
Na ÁREA DE SÓCIOS, publicámos duas reportagens fotográficas que complementaram os artigos que foram publicados no número anterior da revista JORNAL DO ORQUIDÓFILO
- Visita à Burnham Nurseries
- Orquídeas nos Kew Gardens
Já está em funcionamento a Área de Sócios onde os associados do Clube poderão ter acesso a conteúdos exclusivos para associados no Clube Estarão também disponíveis os números antigos do JORNAL DO ORQUIDÓFILO.
Como aceder à ÀREA DE SÓCIOS?
Todos os sócios recebem um email com um username e uma password que lhe dará acesso aos conteúdos exclusivos
Algumas regras:
Cada password é única e não deverá ser divulgada a ninguém A divulgação da password a estranhos poderá levar a interrupção do acesso ao sócio que desrespeitou esta regra.
A Área de Sócios só está disponível para sócios com as quotas em dia. Se deixar de pagar as suas quotas, deixa de ser sócio e perde o acesso à Área de Sócios Um atraso nas quotas poderá levar à suspensão do acesso que será retomado assim que as quotas estiverem regularizadas.
A página na Net, assim como este jornal, está aberto à participação de todos. Entre em contacto connosco e partilhe os seus conhecimentos.
Conforme foi acordado na última Assembleia Geral, o valor das quotas vai aumentar a partir de 1 de Janeiro de 2017.
Com a impressão das revistas em papel e o seu envio pelo correio, as despesas do clube aumentaram consideravelmente.
Assim, teremos que fazer algumas alterações de modo a colmatar essas despesas. A primeira delas será o aumento das quotas de SÓCIO ADULTO e de SÓCIO COLETIVO que passam para 25,00€ e 30,00€ respetivamente. As restantes
quotas (Jovem e Afiliado) vão manter os seus valores
Todos os nossos associados que se inscreverem no clube a partir de 1 de Janeiro de 2017, assim como as renovações de sócios no ano de 2017 serão já com o novo preçário em vigor. Iremos também tentar conseguir publicidade paga para a revista e assim reduzir os seus custos. Se algum sócio puder contribuir com alguma ideia e/ou sugestão nesta área de angariação de publicidade, agradecemos toda a ajuda.
JARDINS SINTRA - SINTRA
Sábado, 28 de Janeiro, às 15h00 BULBOPHYLLUM
Orientado por José Santos
Sábado, 18 de Fevereiro, às 15h00 CATASETUM E CYCNOCHES
Orientado por José Santos
Sábado, 25 de Março, às 15h00 PHALAENOPSIS
Orientado por José Santos
O Clube dos Orquidófilos de Portugal tem parcerias com as seguintes empresas que se disponibilizaram a oferecer vantagens aos nossos associados:
JARDINS SINTRA LDA
10% de desconto em todas as orquídeas e produtos para orquidofilia.
LUSO BONSAI
20% de desconto em orquídeas, exceto botânicas, montadas e plantas sem flor.
MESTRE JARDINEIRO
10% de desconto em todas as plantas.
WINGARDEN & HOME
10% de desconto em todas as orquídeas e produtos para orquídeas.
BROMÉLIAS DO BREJO
Oferece 20% do valor de uma compra em plantas na loja online. Não aplicável em Feiras.
Se conhecer alguma empresa que possa querer publicitar os seus serviços ou produtos ou fazer uma parceria com o Clube, escreva-nos para o nosso email com a sua sugestão.
EXPO ORQUÍDEAS LISBOA 2017
Dias 3, 4 e 5 de Março de 2017
Jardim Zoológico de Lisboa
CAMÉLIAS E ORQUÍDEAS EM SINTRA
Dias 17 e 18 de Março de 2017
Junto ao Palácio da Vila – Sintra
RHS LONDON ORCHID SHOW
Dias 29 e 30 de Março de 2017
Londres, Inglaterra
WORLD ORCHID CONGRESS
De 8 a 12 de Novembro de 2017
Guaiaquil, Equador

Estão ABERTAS as INSCRIÇÕES para a próxima viagem com José Santos, GreenTrip EQUADOR de 30 Out - 12 Nov/2017
Peça programa detalhado a Paulo Assunção da CoolTravel: paulo.pinto@cooltravel.pt |
No ano de 2016 o Clube dos Orquidófilos de Portugal começou a premiar as melhores orquídeas dos seus associados nas exposições “Camélias e Orquídeas em Sintra” em que a direção dos Parques de Sintra escolheu as melhores orquídeas de entre as expostas e na Expo Orquídeas Lisboa, onde um júri internacional escolheu também os melhores exemplares em várias categorias.
As orquídeas premiadas foram divulgadas na revista Nr. 12 deste ano, assim como na nossa página na Internet.
Estes concursos procuram promover o cultivo de orquídeas e criar alguma interatividade entre os sócios que desejamos que resulte uma competição saudável e amigável.
Um recanto do interior do Orquidário
É relativamente simples. Os participantes terão que ser associados no Clube e estes podem apresentar os melhores exemplares das suas coleções a exposição. Automaticamente estes exemplares entrarão a julgamento nas categorias em que se insiram.
Não há nenhuma obrigação em participar mas quanto maior for a participação dos associados mais interesse terá a exposição. Também não há um número limite de plantas, cada sócio pode apresentar a quantidade de plantas que bem entender.
Os julgamentos são feitos normalmente no primeiro dia e a entrega de prémios / troféus durante ou no final do evento.
As datas de entrega e recolha das plantas a exposição e concurso são definidas com antecedência e podem variar de exposição para exposição.
As plantas que cada associado entregar para a exposição devem estar nas melhores condições e apresentação possível e devem estar em flor.
Podem ser apresentadas todo o tipo de orquídeas, espécies botânicas, híbridos, plantas em vaso ou montadas, grandes ou pequenas, mais ou menos comuns. Todas as orquídeas merecem ser mostradas e admiradas.
O sócio que as leva, deve no entanto ter em atenção não só a planta mas também o modo como é apresentada:
- Antes de entregarem as vossas plantas aos responsáveis pela exposição, deverão ter o cuidado de limpar as plantas, retirar folhas secas, pseudobolbos apodrecidos ou outras partes da planta mortas ou doentes. O pó das folhas pode ser facilmente tirado com a passagem de um algodão húmido e melhora consideravelmente o aspeto da planta.
Stanhopea
- As plantas deverão ser inspecionadas para a possível deteção de parasitas. Se a planta tiver algum tipo de parasitas que só seja detetado alguns dias antes da data da exposição, essa planta não deverá participar no evento pois pode colocar em risco de contágio todas as outras plantas em exposição.
- Se as plantas forem cultivadas em recipientes menos comuns e pouco atrativos (copos de iogurte, garrafas de água, vasos partidos, etc) o associado deverá ter o cuidado de “esconder” esse recipiente colocando-o dentro de outro mais tradicional e preencher o espaço vazio com musgo de esfagno ou casca de pinheiro. Não é o vaso que está a ser julgado mas o aspeto geral da
planta pode contar para influenciar a opinião dos júris na escolha das melhores plantas do evento.
No entanto, nenhuma planta será recusada a entrar na exposição e concurso pelo recipiente que está a ser utilizado para o seu cultivo. A apresentação da orquídea é da total responsabilidade do associado titular dessa orquídea e este está no seu direito de querer apresentar a sua planta como assim entender.
É da responsabilidade da organização do evento a escolha das categorias e os prémios que irão ser atribuídos assim como as escolhas e o método de avaliação do júri serão da total responsabilidade do mesmo.
No entanto, a direção do Clube dos Orquidófilos de Portugal aconselha que:
- O júri seja composto por um grupo de avaliadores e não uma única pessoa e que este grupo seja composto por um número impar de avaliadores, evitando assim situações de empate;
- Que nenhum júri tenha plantas suas em exposição;
- Que nenhuma planta tenha o nome do seu proprietário visível de modo a que o júri não tenha conhecimento da sua identidade.
Se alguém tiver alguma opinião ou ideia sobre este assunto, partilhe-a connosco enviando um email para:
- clube.orquidofilos.portugal@gmail.com. ✿

Está já a ser distribuído a todos os associados o nosso calendário para o próximo ano. Os calendários serão entregues em mão ou enviados pelo correio para todos os associados que tenham as quotas em dia. Cada associado terá direito à oferta de um calendário (os sócios conjuntos também recebem só um calendário). Se algum associado estiver interessado em mais calendários, poderão recebê-los ao preço de 3,00€ cada por cada calendário extra. Contactem-nos…
Que 2017 seja um ano cheio de orquídeas para todos os associados C.O.P.!

ORCHID HUNTING IN THE LOST WORLD (AND ELSEWHERE IN VENEZUELA)
Editora: American Orchid Society
280 páginas. 1988
Deparei-me com este livro enquanto andava a pesquisar na Internet e o nome chamou-me à atenção por ter lido o livro “The Lost World”, de Arthur Conan Doyle e por gostar de histórias sobre caçadores de orquídeas e a história das orquídeas.
E assim fiquei a conhecer um casal, G.C.K. Dunsterville, mais conhecido por “Stalky” e a sua esposa Ellinor que tiveram uma vida dedicada às orquídeas, com várias obras editadas e com os quais eu ainda não me tinha “cruzado”.
Stalky trabalhou muitos anos para a Shell Oil e na sua longa carreira viajou pelo mundo inteiro acabando por ir parar à Venezuela. Aí o casal dedicou todo o seu tempo livre a percorrer o país, até nos seus locais mais recônditos a caçar e a
estudar as orquídeas nativas da Venezuela. Um dos locais explorados foram os misteriosos planaltos chamados de Tepuis, famosos também por terem sido o cenário do livro “The Lost World” de Artur Conan Doyle.
Este livro é uma compilação de 64 artigos escritos pelo casal relatando as suas aventuras e publicados na revista da American Orchid Society durante várias décadas.
São artigos muito interessantes, que revelam muito sobre as orquídeas e os seus habitats e todas as diferentes histórias escritas com humor e muito conhecimento e ilustradas com fotografias tiradas pelo casal, bem como um grande número de ilustrações a traço, muito bem feitas, da autoria de Stalky
Sendo um livro que foi editado já há alguns anos, é difícil de encontrar à venda, encontrando-se esgotado. No entanto, pesquisando na net, encontram-se exemplares em segunda mão, a muito bom preço. E este é um daqueles livros que já não se voltam a escrever Verdadeiros tesouros para qualquer orquidófilo.
Uma muito boa leitura!

Informamos a todos os associados que temos disponíveis panfletos desdobráveis com informação sobre orquídeas e sobre o nosso Clube para serem divulgados em locais onde possam ter interesse em orquídeas e onde possamos angariar novos associados para o Clube.
Aos interessados em distribuir pelas vossas áreas de residência, por favor contactemnos que vos enviaremos alguns exemplares.






