Propriedade do Clube dos Orquidófilos de Portugal®
Este jornal é distribuído a todos os sócios do Clube.
José M. M. Santos jose.santos.orquideas@gmail.com
Ana Pereira
Américo Pereira
Dora Russo
Ina Dias
Luís Gonçalves Paulo Assunção clubeorquidofilosportugal@gmail.com
do Tojal,
http://www.clubeorquidofilosportugal.pt
(Fundo desta página)Kew Gardens foto de José
Foto da Capa: Sophronitis (Laelia ) tenebrosa foto de Luís Gonçalves Contracapa: Zygopetalum Rheim Blue Angel Foto de José Santos
Editorial
Bem-vindos!
José M. M. Santos
Presidente do Clube dos Orquidófilos de Portugal
Com o final do Verão é altura de começar a pensar no Inverno e na descida das temperaturas
Os dias ficam mais curtos e, a pouco e pouco, as noites mais frias. Acabaram-se as preocupações com plantas desidratadas e golpes de calor e começam as preocupações com as temperaturas baixas. Também com o aumento da humidade começam a aparecer os caracóis e as lesmas e temos de ficar alerta. Retirar redes de sombreamento duplas, colocar proteções para a chuva, calafetar as estufas, enfim, o trabalho nunca acaba para um orquidófilo.
Neste mês de Setembro os Jardim Sintra celebraram o 3º aniversário do Orquidário e nesse Workshop foram batidos todos os records com cerca de 120 pessoas que estiveram presentes. Os sócios do C O P presentes, trouxeram os seus exemplares floridos e assim fizemos uma pequena exposição e mostra do que vamos cultivando. Fiquei positivamente surpreendido com os bonitos exemplares expostos! Obrigado a todos os que participaram. As fotos deste evento estão publicadas no blog do Clube dos Orquidófilos de Portugal
No final de Setembro um grupo de associados, cerca de 30, partiram comigo para o sul da Inglaterra no que foi a Greentrip Cornualha 2016 Nessa viagem, para além de belos jardins, tivemos a oportunidade de visitar um dos mais antigos viveiros familiares de orquídeas de Inglaterra, a Burnham Nurseries, onde pudemos admirar os lindos exemplares expostos no seu “Orchid Paradise” e também trouxemos mais umas plantinhas para as nossas coleções No último dia da viagem, tivemos ainda tempo para dar um salto aos Kew Gardens e ver que orquídeas estavam em flor. Nesta revista encontram fotos destes dois passeios e na Área de Sócios da nossa página da internet, uma reportagem fotográfica mais alargada
Anda uma grande confusão com os nomes de algumas Laelia que agora passaram para o género Sophronitis, uma mudança muito discutida e comentada nos meios da orquidofilia Sem ligar muito a esses detalhes de nomenclatura, escolhi para o tema principal deste número duas espécies de Laelia (ou Sophronitis) de flor grande, as Tenebrosa e as Purpurata. São orquídeas que cada vez mais fazem parte das coleções dos portugueses e têm flores que são lindíssimas! As fotos dos exemplares do Luís Gonçalves inspiraram e ajudaram bastante!
A Dora Russo visitou a estufa da Antónia Kóvacs, a nossa sócia da Hungria, e fez uma pequena reportagem para a revista. O Américo Pereira apresenta-nos uma outra raridade portuguesa e outras belezas cultivadas por nós, são apresentadas pela Ina Dias, a Ana Pereira e o Luís Gonçalves.
Eu, por mim, espero que a leitura desta nova revista seja prazerosa e proveitosa!
Saudações Orquidófilas!
Boas leituras e bons cultivos!!
Perfil do Orquidófilo
Antónia Kovács, sócia nº 17
Um recanto do interior do Orquidário
Existem orquidófilos espalhados por todo mundo, e não raras vezes, o interesse por estas exuberantes plantas leva-nos a conhecer pessoas que sofrem da mesma paixão.
A nossa sócia n.º 17A, Antónia Kovács é um bom exemplo desta multiculturalidade existente entre os orquidófilos. Conhecemo-la no âmbito do 15o Congresso Europeu de Orquídeas que decorreu em Budapeste no ano de 2012, e a Antónia era a nossa guia local. Uma simpática e sorridente húngara que fala português como poucos guias estrangeiros, conhece bem o nosso país e ainda por cima, é uma apaixonada confessa por orquídeas. A viagem não poderia ter corrido melhor!..
Por Dora Russo
Numa recente viagem à Hungria, desta vez fora da temática orquidófila, fomos gentilmente convidados pela nossa associada a visitar a sua coleção de orquídeas
A Antónia vive nos arredores de Budapeste, e como na maioria dos casos, também a sua paixão orquidófila começou com vulgares híbridos Depois de algumas experiências mal sucedidas, (poucos o admitem, mas todos as possuem no seu currículo) constatou que existia na sua casa uma janela perfeita para as suas orquídeas, o problema, é que rapidamente a janela ficou pequena (figura 1.) para tanta planta.
A necessidade de mais espaço, e o engenho do querido marido da Antónia, deram origem à primeira alteração arquitetónica, e desta forma, a janela converteu-se numa mini estufa (figura 2 ), contudo, pouco tempo após concluída a alteração, já o problema da escassez de espaço surgia novamente.
Fig, 1
Fig, 3
Fig, 2
Evolução da janela da Antónia
Jornal do Orquidófilo
Paphiopedilum
As alterações arquitetónicas foram agora maiores, acabando por construir uma pequena estufa apoiada numa parede (Fig. 3). Com a estufa apareceu também a necessidade de criar um sistema próprio de aquecimento, de modo a permitir a sobrevivência das orquídeas aos caprichos do clima húngaro.
Segundo a nossa associada, na zona onde reside, as temperaturas que podem variar entre os 40ºC nos quentes verões, e os -30ºC nos invernos mais frios, temperaturas que não são, de todo, compatíveis com as Vandas e Miltonias que a Antónia tanto gosta
A estufa estava construída, o sistema de aquecimento cumpria a sua função, as plantas desenvolviam-se e a Antónia aumentava a sua coleção
Tudo corria bem até que, como as pragas de cochonilha que teimam em reaparecer, também o problema de falta de espaço voltou, agora só havia uma solução, sacrificar uma parte do jardim para aí construir uma estufa de raiz. Mais uma vez o engenho do marido da Antónia foi posto à prova, e assim surgiu uma estufa adaptada às extremas amplitudes térmicas do clima húngaro (Fig 4.).
Construída numa cota abaixo do nível do solo, com o adequado sistema de aquecimento, rega automática, e tudo o que fosse necessário para garantir o desenvolvimento das suas tão adoradas plantas. Entretanto, novamente o problema da falta de espaço, obrigou a uma ampliação da estufa até ao limite possível (Fig 5.). No seu modo sempre bem-humorado, a nossa associada informou que para aumentar novamente a estufa teve que negociar com o vizinho a aquisição de mais uns metros de terreno.
No que se refere a números, não sabemos ao certo quantas orquídeas compõem a sua colecção, sabemos que muitas são adquiridas em feiras e produtores um pouco por todo o mundo, pois a Antónia é também apaixonada por viagens É aliás devido a esta outra paixão que a sua estufa tem instalado algo pouco vulgar numa estufa privada, um sistema de vigilância/monitorização As câmaras podem ser acedidas pela internet e assim pode viajar pelo mundo e ao mesmo tempo estar a par daquilo que acontece com as nossas orquídeas se isto não é uma paixão, o que será? ✿
Fig, 4
Fig, 5
Por Américo Pereira
Orquídeas Portuguesas Platanthera bifolia
O género Platanthera é representado em Portugal por quatro espécies distintas, sendo que três delas são endémicas do arquipélago dos Açores (Platanthera azorica, Platanthera micrantha e Platanthera pollostantha), cabendo à Platanthera bifolia ser a única representante deste género em território continental português.
Mesmo que seja algo abundante em várias regiões da Europa, bem como na Ásia e Norte de África, e podendo ser encontrada numa grande diversidade de habitats, em Portugal é extremamente rara, sendo conhecidas apenas algumas localizações a norte do país, sobretudo na Serra da Lousã e na Serra do Marão
Planta que pode oscilar entre os 15 e os 40 (60) cm de altura e duas, muito raramente três, folhas basais oblongo-lanceoladas a ovadas. As inflorescências estão dispostas em espiga laxa, normalmente com pouco mais de 15 a 20 cm As suas flores são brancas, com o labelo estreito e comprido e com a ponta deste amarela esverdeada. As suas polinídias (duas) estão sempre dispostas de forma paralela e muito aproximadas uma da outra. Destaca-se ainda um esporão comprido, filiforme e arqueado.
(L.) L.C.M. Richard
Possui fragrância suave e agradável durante uma parte do dia (fim do dia e noite)
Esta espécie tem preferência, em Portugal, por matas maioritariamente compostas por castanheiros (soutos), podendo também ser encontrada, mais raramente, noutro tipo de habitats Aparece sempre muito localizada, em populações com algumas dezenas de plantas, em solos ácidos ou alcalinos.
A época de floração pode oscilar entre o fim de Maio e o final de Junho, conforme as condições climáticas de cada região e a exposição solar. ✿
Fotos captadas em Póvoa da Serra, na Serra do Marão
Podem seguir os cultivos e os passeios do Sr. Américo Pereira no seu blog ORQUÍDEAS SOLTAS em:
http://orquideassoltas.blogspot.pt
Tenebrosas & Purpuratas
Por José Santos
Há uma grande confusão na nomenclatura destas orquídeas. Vários estudos classificam-nas nos tempos presentes como Cattleya, Hadrolaelia ou Sophronitis, mas até esses estudos parecem incertos e contraditórios levando-me assim a, para que o artigo faça mais sentido, trata-las pelo género onde foram classificadas inicialmente e que ainda hoje é utilizado comercialmente: as Laelia.
LAELIA TENEBROSA
Descoberta no final do séc XIX, é uma orquídea cujo habitat se restringia ao sul do estado da Bahia e ao estado do Espírito Santo, no Brasil, crescendo em florestas, em zonas montanhosas até aos 1000m de altitude, zona que se insere na chamada Mata Atlântica. Hoje em dia muitos botânicos consideram a
espécie totalmente extinta na natureza devido ao abate das florestas.
A planta da Laelia tenebrosa tem crescimento simpodial, é constituída por pseudobolbos alongados e enrugados, apresentando muitas vezes manchas escuras nas folhas também alongadas, rijas e com uma dobra longitudinal ao centro da folha. Na totalidade, desde a base do pseudobolbo à extremidade da folha, a planta pode atingir os 40 cm Cada pseudobolbo dá origem a uma só folha. No início da folha, junto ao pseudobolbo, aparecem as espatas, onde irá depois desenvolver-se a haste floral Do aparecimento da espata até à floração podem passar-se de vários meses até quase um ano Cada haste floral dá de 1 a 4 flores, muito raramente 5 (nas plantas jovens normalmente 1 a 2 flores e mais em plantas mais maduras). As flores
Jornal do Orquidófilo
medem normalmente entre 14 e 19cm, com alguns casos de 21cm registados. Depois de abertas duram cerca de duas semanas e têm um agradável aroma ligeiramente cítrico
Nas cores, o que caracteriza a Laelia tenebrosa é o labelo púrpura escuro, as pétalas e sépalas, ligeiramente onduladas, podem ter variações de cores: amarelo esverdeado aproximando-se do bronze (variação suavíssima), diversas tonalidades de bronze ou rosa velho quase acastanhado (variações suave e tipo), castanho avermelhado atingindo quase a cor de chocolate (variação rubra), existindo também as variações alba e semi-alba
HISTÓRIA
Robert Allen Rolfe (1855 – 1921), um dos maiores botânicos e especialistas em orquídeas da sua época, viu em 1889 uma flor e descreveu-a como uma variação escura da já conhecida Laelia grandis Dois anos mais tarde, ao estudar uma nova flor que recebeu juntamente com um pseudobolbo, corrigiu a sua nomenclatura para Laelia grandis var tenebrosa Em 1893, Rolfe quis estudar outras plantas semelhantes em diferentes coleções particulares e
No topo – L. tenebrosa var. suavissima com pétalas e sépalas amarelo esverdeado e labelo rosa de centro púrpura. Acima – L. tenebrosa sub-var superbiens Ao lado – Exemplar do associado Luís Gonçalves.
chegou à conclusão que a sua anterior classificação, que ele atribuía a uma variação geográfica da Laelia grandis, estava incorrecta Esta planta tinha flores maiores que a L. grandis e as sépalas e as pétalas eram mais achatadas. A cor tipo era acobreada com o labelo púrpura muito escuro Assim, na revista “Orchid Review”, criada por Rolfe nesse mesmo ano, em Maio de 1893, Rolfe descreveu-a pela primeira vez como uma espécie nova – a Laelia tenebrosa
Logo no séc. XIX, quando se iniciaram as hibridações, a Laelia tenebrosa foi muito utilizada em cruzamentos para criar novos híbridos Ainda hoje assim acontece porque esta espécie é considerada geneticamente dominante na sua cor, tamanho grande e robustez da planta
Cattleya cernua
Jornal do Orquidófilo
O CULTIVO
A Laelia tenebrosa é uma planta vigorosa e resistente, que pode ser cultivada com sucesso por qualquer orquidófilo, mesmo tendo pouca experiência com o género
As temperaturas ideais variam entre os 16 e os 29 graus centígrados mas a sua robustez leva-a a habituar-se a uma maior amplitude térmica se tivermos em conta o facto de que, com temperaturas mais baixas as regas devem ser quase completamente suspensas e que a planta necessita de um bom arejamento, especialmente se for submetida a temperaturas mais altas.
Em Portugal muitos orquidófilos cultivam-na com sucesso durante todo o ano no exterior, só as levando para o interior se as temperaturas descerem demasiado
Normalmente a planta inicia o seu crescimento no Outono e nessa altura necessita de maiores regas e fertilizações mais frequentes As florações aparecem no final da Primavera ou no Verão. Após as florações damos às Laelia tenebrosa um período de descanso de algumas semanas reduzindo muito as regas e a fertilização.
Cultivam-se geralmente em vasos de barro perfurados ou em cestos de madeira e como substrato uma mistura porosa de casca de pinheiro e fibra de coco, podendo depois juntar-se um pouco de carvão para aumentar a drenagem.
São plantas generosas nas suas florações e as suas flores grandes, perfumadas e de cores fortes apaixonam qualquer um.
LAELIA PURPURATA
São outras das Laelia brasileiras de flor grande que, juntamente com as L tenebrosa, a Laelia crispa, a Laelia lobata e a Laelia grandis formam o grupo das Cattleyode São as Laelia mais semelhantes às Cattleya e para muitos botânicos, a única coisa que as separa de serem classificadas como Cattleya é o facto de terem 8 polinias, em vez das 4 que caracterizam as Cattleya, pois de resto, têm mais de Cattleya do que das Laelia mexicanas. São detalhes de nomenclatura. Neste artigo irei referir-me a elas como Laelia purpurata
É uma orquídea epífita crescendo nas copas das árvores altas das florestas costeiras da mata atlântica, nos estados de Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo A flor é tão importante no estado de Santa Catarina que é mesmo utilizada como a flor emblemática desse estado.
É uma orquídea extremamente popular no Brasil, sendo a espécie com mais variações na cor havendo exposições só de Laelia purpurata. O sonho de todos os orquidófilos colecionadores.
ALGUMAS VARIAÇÕES NA COR
Entre muitas outras, podemos encontrar:
Laelia purpurata alba – Flor completamente branca;
L. purpurata semi-alba – Pétalas e Sépalas branco puro com o labelo colorido (magenta);
L. purpurata var. atropurpurea – Pétalas e sépalas brancas, labelo rosa escuro com um traço magenta;
L purpurata var carnea – Pétalas e sépalas brancas e labelo rosa;
L. purpurata var. flamea – Sépalas brancas e Pétalas e labelo magenta arroxeado;
L. purpurata var. rubra – Sépalas e pétalas cor-de-rosa com labelo magenta;
L purpurata var venosa – Sépalas brancas, Pétalas com veios magenta e labelo púrpura com as bordas mais claras e com veios também.
Jornal do Orquidófilo
L purpurata var vinicolor – Pétalas e sépalas brancas com labelo vermelho escuro com uma manchinha branca na ponta do labelo;
L purpurata var sanguinea – Pétalas e sépalas cor-devinho com o labelo muito escuro; L. purpurata var. werkhaeuserii – Pétalas e sépalas brancas com labelo azul (arroxeado)
CULTIVO
Têm preferências muito parecidas às Cattleya e às outras Laelia brasileiras de flor grande. Gostam de boa luz, até com algum sol direto de manhã ou ao final da tarde, bom arejamento e temperaturas idealmente entre os 14 e os 28 graus centígrados, mas adaptando-se a temperaturas mais baixas e mais altas sem grande problema.
Os novos rebentos começam a aparecer no Verão e estarão grandes em Janeiro Quando termina o crescimento dos novos pseudobolbos, aparecem as espatas e começa o desenvolvimento da haste floral que
pode ter de uma a sete flores por haste. Cada flor pode atingir os 25cm, sendo as maiores flores dentro do género Os pseudobolbos também crescem consideravelmente e podem atingir os 50cm, desde a base do pseudobolbo à ponta da folha.
No período de crescimento rega-se e fertiliza-se em maior quantidade, reduzindo um pouco antes de aparecerem as espatas. Depois da floração fazemos um período de descanso onde se rega muito pouco, só o suficiente para que os pseudobolbos não comecem a enrugar.
Utilizam-se vasos, de preferência de barro e com buracos, ou cestos de madeira para cultivar estas orquídeas e como substrato, uma mistura de casca de pinheiro média com fibra de coco grossa Para dar maior drenagem podemos acrescentar carvão, leca ou rocha vulcânica (1cm de granulometria).
Com as Laelia de flor grande, devemos estar atentos a ataques de afídios e cochonilha e ter muito cuidado com as regas em excesso, a principal causa da mortes destas orquídeas em cultivo. ✿
Laelia purpurata var. werkhaeuserii da Madalena Pereira
Laelia purpurata var. Venosa flamea do Luís Gonçalves
As nossas orquídeas Os nossos cultivos
Um recanto do interior do Orquidário
Lepanthes telipogoniflora
de Ana Pereira
Esta pequena orquídea comprei-a em Abril na Expo Orquídeas Lisboa 2016. Tinha apenas 2 minúsculas folhas e confesso, fiquei com receio que não sobrevivesse.
Coloquei-a num aquário (entretanto adaptado com um cabo de aquecimento e nebulizador) e a verdade é que embora uma folha tenha morrido, rapidamente nasceu outra e cerca de 2 meses depois a primeira flor nasceu! A flor dura cerca de dois a três dias e a haste floral pode dar mais do que uma flor embora não ao mesmo tempo
Uma feliz compra que me tem dado muita alegria! (foto acima)✿
Dendrobium moschatum
de Ina Dias
É uma planta de porte grande e com hastes bem compridas sem folhas e com aspeto não muito bonito Só os novos rebentos vêm verdes e com folhas.
Pela dimensão da planta tive que a colocar na rua, abrigada da chuva e onde apanha um pouco de sol pela manhã.
Por se encontrar na rua o seu substrato secava e necessitava de regas frequentes, o que nem sempre acontecia. Este ano reenvasei e coloquei casca de pinheiro media e um pouquinho de substrato de orquídea para dar um pouco mais de humidade e assim prolongar as regas.
No outono/inverno as regas são menos frequentes ou quase inexistentes e aumento na primavera/verão assim com o fertilizante. Deixo secar entre as regas.
A flor não dura muito tempo, não passa os 7 dias e tem um ligeiro perfume. É uma flor vistosa tem um labelo em forma de bolsa e peluda parecida com um Paphiopedilum Este ano tive uma bela floração com 3 hastes e 35 flores.✿
Agora é a sua vez! Envie-nos uma foto de uma orquídea cultivada por si e diga-nos como faz, onde a tem, qual o substrato, como a rega… enfim, o que achar que possa ser útil aos outros orquidófilos que tenham ou queiram vir a ter essa orquídea. Uma foto e dez linhas é o suficiente. Escrevam e enviem tudo para o nosso email (clube.orquidofilos.portugal@gmail.com).
As nossas orquídeas Os nossoscultivos
Laelia
tenebrosa
de Luís Gonçalves
Adquirida em Julho de 2014, apresenta a sua 1ª floração. No ano passado chegou a fazer espata mas não desenvolveu, para tristeza minha
A início do Verão deste ano, estava eu a regar as minhas plantas e observo que a dita espata estava mais cheia, ao tocar-lhe apercebi-me que estava a preparar-se para florir.
E aqui está ela....
Está todo o ano no exterior, no Verão protegida com uma rede de sombra onde é regada praticamente todos os dias.
No inverno tiro a rede de sombra e leva com o sol durante a parte da manhã.
Está num vaso médio cheio de casca grossa, argila e pedaços pequenos de tijolo, para uma boa drenagem.
É uma planta fácil, forte e segura... para além de muito bonita
Vale bem a pena ter na nossa coleção.✿ (foto à direita)
Restrepia muscifera
de José Santos
Uma das minhas Restrepia favoritas. A flor tem cerca de um centímetro e aparece atrás das folhas. Temos que estar atentos para não nos passarem despercebidas.
Tenho-a há pouco tempo e cultivo-a num pequenino vaso de barro com uns pedacinhos de casca de pinheiro pequeninos e musgo de esfagno. Está em casa, junto a uma janela, para eu não perder as florzinhas. Gosta de ambientes húmidos e temperaturas temperadas. Rego 2 a 3 vezes por semana agora e menos no Inverno.✿ (foto à direita)
Por
Visita à Burnham Nurseries
José Santos
Greentrip Cornualha
Foi com certeza o ponto alto da viagem à Cornualha, a visita aos famosos viveiros de orquídeas Burnham Nurseries geridos presentemente pela Sara Rittershausen, que na foto está ao centro, com uma camisola azul.
Estes viveiros são o resultado de três gerações dedicadas completamente às orquídeas Tudo começou nos anos 1920, quando o avô de Sara, o Sr. Percy Rittershausen, começou a colecionar orquídeas como hobby e se destacou pelos seus conhecimentos e pela qualidade das plantas da sua coleção varias vezes distinguidas e premiadas pela RHS – Royal Horticultural Society Em 1949 decidiu montar um negócio e assim a Burnham Nurseries iniciou a sua actividade
Entre 1951 e 1985, funcionou e prosperou em Kingsteignton, Devon, quando o negócio de família se
Um recanto do interior do Orquidário
Interior de uma das estufas.
Jornal do Orquidófilo
mudou de armas e bagagens para a atual localização, em Newton Abbot, também no condado de Devon, na Cornualha, na ponta sudoeste de Inglaterra.
A vasta experiência com orquídeas do Sr Percy Rittershausen foi desde cedo passada aos seus dois filhos Brian e Wilma, que com o tempo se tornaram importantes individualidades no mundo das orquídeas, como cultivadores e autores de diversos livros de orquídeas. A Burnham Nurseries veio ao longo dos anos a receber os mais conceituados prémios de horticultura pelas suas participações em eventos e muitas espécies e híbridos de orquídeas produzidos pela Burnham Nurseries foram galardoados com medalhas e troféus que pudemos admirar numa das paredes da loja.
Hoje em dia, a Sara, filha do Sr Brian Rittershausen (falecido em 2010), continua o legado da sua família estando presente nas principais feiras e eventos de orquídeas de Inglaterra e continuando a cultivar um grande número de espécies e híbridos de orquídeas, mantendo a Burnham Nurseries ativa quando cada
vez mais se assiste à extinção dos mais antigos viveiros de orquídeas por toda essa europa.
O espaço é constituído por várias estufas, uma loja, uma cafetaria, áreas de trabalho, o laboratório e uma estufa de exposição, o Orchid Paradise, onde as plantas, pertencentes à coleção privada da Burnham Nurseries são expostas quando estão floridas
As duas estufas maiores estão divididas em três áreas climáticas, quente, temperada e fria e nelas tanto podemos encontrar plantas enormes, com bastantes anos até aos seedlings com pouco mais de um ano e à espera de crescer para serem comercializados
Na Burnham Nurseries as plantas comercializadas provém de produção própria, de germinação de sementes, de divisão de plantas adultas e de protocolos de importação que a empresa tem com outros viveiros por todo o mundo.
Foi um verdadeiro prazer conhecer este espaço que é mesmo um paraíso para qualquer apaixonado por orquídeas.
Orchid Paradise
Jornal do Orquidófilo
Estas são algumas das orquídeas que vimos na Burnham Nurseries.
Camaridium meleagris
Phragmipedium Cardinale
Bulbophyllum rothschildianum
Bulbophyllum lobbii
Dendrochillum magnum
Dendrobium victoria-reginae
Coelogyne mooreana ‘Magnifica’
Sobralia lowii
Jornal do Orquidófilo
Por José Santos
Orquídeas nos Kew Gardens Greentrip Cornualha
No último dia da viagem, ficámos em Londres e resolvemos passar as últimas horas nos Kew Gardens.
Na estufa da Princesa de Gales, existem dois compartimentos onde podemos admirar orquídeas Algumas penduradas, outras crescendo em troncos e ainda alguns exemplares floridos protegidos por vidro para afastar a tentação de quem gosta de mexer nas flores e com certeza prevenir roubos de exemplares mais raros.
Coelogyne, Stanhopea, Prosthechea, Dendrobium e Phragmipedium estavam entre os géneros mais representados, um Cymbidium finlaysonianum, um Angraecum eburneum e uma Habenaria medusa eram algumas espécies menos comuns em exposição
Na Área de Sócios da nossa página na net, poderão ver mais fotos da nossa visita aos Kew Gardens e das suas orquídeas ✿
Um recanto do interior do Orquidário
Stanhopea
Prosthechea radiata
Coelogyne
Dendrobium
Prosthechea cochleata
Cymbidium finlaysonianum
A nossa página na NET
ARTIGOS
Na página do Clube vão sendo publicados alguns artigos que consideramos interessantes para quem quer conhecer mais orquídeas, e que servem como complemento aos Workshops que vamos dando.
Recentemente, na secção ORQUÍDEAS foi publicado um novo artigo:
- As 10 Perguntas mais frequentes sobre Phalaenopsis;
Na ÁREA DE SÓCIOS, temos alguns artigos exclusivos para os associados, entre eles:
- Vandas na Tailândia;
No nosso blog vamos normalmente dando conta dos workshops que vamos fazendo e publicando as fotos das orquídeas que os sócios vão apresentando nesses eventos
O nosso blog pode ser consultado em.
http://clubeorquidofilosportugal.blogspot.pt
ÁREA DE SÓCIOS
Já está em funcionamento a Área de Sócios onde os associados do Clube poderão ter acesso a conteúdos exclusivos para associados no Clube Estarão também disponíveis os números antigos do JORNAL DO ORQUIDÓFILO.
Como aceder à ÁREA DE SÓCIOS?
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A Área de Sócios só está disponível para sócios com as quotas em dia. Se deixar de pagar as suas quotas, deixa de ser sócio e perde o acesso à Área de Sócios. Um atraso nas quotas poderá levar à suspensão do acesso que será retomado assim que as quotas estiverem regularizadas.
A página na Net, assim como este jornal, está aberto à participação de todos. Entre em contacto connosco e partilhe os seus conhecimentos.
WORKSHOPS EXPOSIÇÕES
JARDINS SINTRA - SINTRA
Sábado, 29 de Outubro, às 15h00
ZYGOPETALUM e COELOGYNE
Orientado por José Santos
Sábado, 19 de Novembro, às 15h00
CATTLEYA e LAELIA
Orientado por José Santos
Sábado, 17 de Dezembro, às 15h00
PAPHIOPEDILUM e PHRAGMIPEDIUM
Orientado por José Santos
PARCERIAS
O Clube dos Orquidófilos de Portugal tem parcerias com as seguintes empresas, que se disponibilizaram a oferecer vantagens aos nossos associados:
JARDINS SINTRA LDA
10% de desconto em todas as orquídeas e produtos para orquidofilia
LUSO BONSAI
20% de desconto em orquídeas, exceto botânicas, montadas e plantas sem flor
MESTRE JARDINEIRO
10% de desconto em todas as plantas
WINGARDEN & HOME
10% de desconto em todas as orquídeas e produtos para orquídeas
BROMÉLIAS DO BREJO
Oferece 20% do valor de uma compra em plantas na loja online Não aplicável em Feiras.
Se conhecer alguma empresa que possa querer publicitar os seus serviços ou produtos ou fazer uma parceria com o Clube, escreva-nos para o nosso email com a sua sugestão.
UK – 26TH BRITISH ORCHID COUNCIL SHOW & CONGRESS
5 e 6 de Novembro de 2016
Norwich, REINO UNIDO
EXPO ORQUÍDEAS LISBOA 2017
Dias 3, 4 e 5 de Março de 2017
Jardim Zoológico de Lisboa | LISBOA
WORLD ORCHID CONGRESS
De 8 a 12 de Novembro de 2017
Guayaquil, EQUADOR
EUROPEAN ORCHID CONFERENCE AND EXHIBITION
De 23 a 25 de Março de 2018
Paris, FRANÇA
BIBLIOTECA
ORQUIDÓFILA
ORQUÍDEAS
SILVESTRES DE PORTUGAL
Edição de Autor de 2016 , 158 páginas.
Preço: 15,00€
Era o livro que faltava para quem gosta de caminhar por campos, serras e vales do nosso país, a observar e fotografar as maravilhas botânicas portuguesas da família das Ochidaceae – As Orquídeas.
Depois de algumas edições de guias de campo sobre orquídeas de uma determinada zona: “Orquídeas Silvestres – Beira Litoral”, 2009, do mesmo autor; “Wild Orchids in the Algarve”, 2009 de Sue Parker e “Valores Naturais de Alqueva –Orquídeas Silvestres”, 2016, de Ivo Rodrigues, foi finalmente editado o livro sobre as mais de 70 espécies de orquídeas existentes em Portugal continental e nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Um livro muito interessante onde podemos também aprender muito sobre a grande variedade e as características desta família botânica e sobre os habitats portugueses onde estas proliferam
Para além de uma boa descrição de cada espécie e de alguns híbridos naturais, este livro completa-se com detalhes botânicos (características fisiológicas e reprodução), informações de genética (variações cromáticas, anomalias e híbridos), com Chaves de Identificação de géneros, com tabelas de épocas de floração, com informações sobre as condições de risco de extinção das espécies e a sua proteção, bem como um bom leque de fotografias a cores, que ilustram cada espécie, ajudando assim a quem no campo, gosta de identificar as orquídeas que vai encontrando
Um livro escrito de forma cuidada e acessível a todos, mesmo quando fala de conceitos de botânica ou da geologia do nosso país. Um livro de leitura e aprendizagem mas também um guia prático para nos acompanhar em passeios no campo.
Livro à venda nos Jardins Sintra ou pedindo diretamente ao autor: jbritesmonteiro@gmail.com
O NOSSO DESDOBRÁVEL
Informamos a todos os associados, que temos disponíveis panfletos desdobráveis com informação sobre orquídeas e sobre o nosso Clube, para serem divulgados em locais onde possam ter interesse em orquídeas e onde possamos angariar novos associados para o Clube.
Aos interessados em distribuir pelas vossas áreas de residência, por favor contactem-nos que Vos enviaremos alguns exemplares.