

Orquidófilo

Jornal do

Sumário
Volume 3 – Nr. 11
1º Trimestre de 2016
Propriedade do Clube dos Orquidófilos de Portugal®

NOVAS ESPÉCIES
Paphiopedilum robinsonianum ………. 4
SOCIEDADE

Este jornal é distribuído a todos os sócios do Clube.
EDITOR
José M. M. Santos jose.santos.orquideas@gmail.com

Verdadeiras Joias ……………………………. 5
PERFIL DO ORQUIDÓFILO
Maria de Jesus Alexandre ………………. 6
ORQUÍDEAS PORTUGUESAS
Cephalanthera rubra ……………………... 8
ORQUÍDEAS
Género Psychopsis …………………………. 9
VIAGENS
Orquidário de Estepona ………….……. 13

Américo Pereira
Ina Dias
EMAIL REVISÃO
AS NOSSAS ORQUÍDEAS
Bulbophyllum e Zygopetalum ………. 16
Paulo Assunção
clubeorquidofilosportugal@gmail.com
Calçada do Tojal, Nr. 58 RC D 1500-596 Lisboa
COLABORADORES NESTE NÚMERO MORADA TELEMÓVEL
962835128
PÁGINA NA NET
http://www.clubeorquidofilosportugal.pt

A NOSSA PÁGINA NA NET
Artigos e Área de Sócios …………….. 17 CALENDÁRIO
Workshops e Exposições .……….…. 18
BIBLIOTECA ORQUIDÓFILA A Passion for Orchids ………………….. 19
Afiliados
Jornal do Orquidófilo
Bem Vindos!
No início de cada ano tenho o hábito não só de traçar alguns objetivos pessoais para o novo ano que começa, mas também de fazer um balanço do ano que finda. Aqui na C.O.P., como o Clube iniciou a sua atividade em Abril, teremos ainda tempo para o balanço final mas quero aproveitar aqui para mencionar já um aspeto que, na minha opinião, não correu bem: Este JORNAL DO ORQUIDÓFILO. Lamentavelmente não consegui fazer com que saísse pontualmente e todos os meses como pensava que conseguia.


Um aspeto positivo foi a nossa página oficial (http://www clubeorquidofilosportugal pt) ter começado a funcionar, e temos que agradecer a ajuda do Bernardo Chitas por se ter voluntariado para nos ajudar em toda a parte técnica. Na página foram colocados textos e fotos que não foram para o jornal mas ficaram logo disponíveis a todos.
Este mês vai entrar em funcionamento o espaço do nosso site reservado só a sócios – a ÁREA DE SÓCIOS – com conteúdos exclusivos e que só podem ser lidos pelos sócios.
Assim, o nosso JORNAL DO ORQUIDÓFILO passará a ser enviado trimestralmente mas em complemento, serão colocados conteúdos na página com maior regularidade. Para isto pedimos também a colaboração e participação ativa de todos.
Outra novidade para este ano é o nosso primeiro evento oficial, depois da participação na exposição “Camélias e Orquídeas em Sintra”, que se vai repetir este ano, estamos já a organizar a EXPO ORQUÍDEAS LISBOA 2016 que promete ter muito para ver, comprar e aprender sobre orquídeas.
Contamos com a colaboração e presença de todos. Por favor marquem nos vossos bonitos calendários as datas 8, 9 e 10 de Abril Será um evento a não perder.
Espero que gostem deste maior e renovado Jornal do Orquidófilo!
Saudações Orquidófilas!

Novas espécies
Paphiopedilum robinsonianum

Foi descrito em 2014 mas é ainda uma raridade no cultivo. O nome foi dado em honra do Dr. Alastair Robinson, um botânico expert em Nepenthes (plantas carnívoras) porque a nova espécie foi descoberta durante uma expedição eco-turística à ilha de Sulawesi, na Indonésia, para observar as carnívoras Nepenthes Ao serem publicadas fotos da expedição, onde mostravam também outras espécies, entre elas um bonito Paphiopedilum, um orquidófilo francês chamou a atenção do taxonomista William Cavestro que o Paphiopedilum em questão poderia ser uma nova espécie. E era verdade. Com a ajuda do Dr. Robinson foi feita a descrição desta nova espécie e o Paphiopedilum robinsonianum foi incluído na secção Barbata do género Paphiopedilum. É uma espécie com afinidades morfológicas com o Paphiopedilum javanicum mas a sépala dorsal é branca com o centro de um bonito verde-esmeralda. As margens das pétalas são torcidas e ciliadas (com pequenas pilosidades).
Esta espécie foi encontrada nas encostas das montanhas, em solos porosos de florestas de coníferas a altitudes de 1400m e com climas húmidos.✿

Um recanto do interior do Orquidário
Orquídeas - Verdadeiras Jóias
Casa Fouquet

Se para nós as orquídeas representam verdadeiras joias raras da natureza, foram muitos os joalheiros e artistas que também se deslumbraram com as orquídeas e nelas se inspiraram para as suas criações
As duas peças que mostramos no topo da página, um alfinete e um pendente claramente inspirado por um Paphiopedilum, foram duas peças criadas pela Casa Fouquet no início do século XX Fundada em 1862 pelo senhor Alphonse Fouquet, a empresa de joalharia teria no entanto a sua maior importância posteriormente com o filho Georges Fouquet (1852 –1957) e o neto, Jean Fouquet (1899 – 1994).
Para além destas e outras peças criadas à semelhança de orquídeas, esta família de joalheiros foram importantes e notáveis criadores de peças de Art Nouveau acompanhando depois a transição desse estilo, que predominava em França quando Georges tomou conta da empresa, para a Art Deco.
A Casa Fouquet esteve ligada a criadores de moda e ganhou inúmeros prémios em exposições e feiras de arte.
Georges criava cada joia como peça única acreditando que estas deveriam ajustar-se a personalidade de quem a usava e defendia que as joias deveriam ser consideradas como obras de arte
As muitas peças criadas pela Casa Fouquet, utilizando variados metais e pedras preciosas, são nos dias de hoje, valiosos exemplos representativos da Art Deco e o seu estilo é seguido por joalheiros e artistas da atualidade.✿

(À esquerda) Sabot de Venus, 1900
Excecional alfinete em ouro segurando uma pérola barroca. As pétalas e sépalas são em esmaltes translúcidos com nervuras em esmalte brilhante roxo
O coração é decorado com uma turmalina frisada fechada, rodeada de pérolas do Mississípi e pérolas que irradiam
Atualmente faz parte da coleção da The Anderson Collection of Art Nouveau, no Reino Unido.
(À direita) Pendente Orquídea, 1905
Uma conjunção magnífica de ouro, esmalte, diamantes e pérolas
Jóia criada por Georges Fouquet como uma ferta ao Dr. e Sra Joseph Sataloff.
Esta peça faz parte da coleção do Museum of Fine Arts de Boston, nos Estados Unidos da América
(A baixo) Outros dois exemplos de joalharia da Casa Fouquet inspirados em orquídeas.


Perfil do Orquidófilo Maria de Jesus Alexandre, sócia nº 5
Por Ina Dias
“Tudo começou com duas Phalaenopsis .”
No Algarve, visitámos a D. Maria de Jesus Alexandre, a sócia número 5, com quem conversámos sobre as suas orquídeas.

Como é que começou a se interessar por orquídeas?
Um recanto do interior do Orquidário
Tudo começou com duas Phalaenopsis que me foram oferecidas pelo meu marido Queria aprender mais e como gostava de plantas passei a comprar a revistas Jardins onde lia com grande interesse os artigos sobre orquídeas que José Santos escreve A partir daí comecei a minha coleção de orquídeas que dura já há algum tempo
Qual foi a sua primeira orquídea? Ainda a tem? Sim, foi uma Phalaenopsis branca e ainda está comigo.
Neste momento sabe quantas orquídeas tem?
Cerca de 500
Como e onde cultiva? Interior ou exterior?
Cultivo no exterior e interior. No exterior num local muito arejado, por causa das temperaturas algarvias, onde se dão muito bem. Aí ficam durante o ano todo as Stanhopea, as Gongora, Paphiopedilum de folhas verdes e alguns Dendrobium e Lycaste que no inverno vão para o interior. Para além destas últimas, ficam no interior várias Cattleya, Anguloa e mais alguns géneros O espaço já se encontra pequeno por isso já tenho um projeto de construção de uma estufa com melhores condições.


Cultivo as minhas orquídeas em vasos e cestos (por exemplo as Stanhopea e as Gongora) com casca de pinho, musgo de esfagno e em algumas perlite.
Prefere as orquídeas montadas ou em vaso? Porquê?
Prefiro em vaso, dá-me mais segurança em vaso. Tenho um certo receio com as montadas devido ao calor algarvio e da pouca humidade. Por essa razão não tenho muitas montadas.
Tem alguns géneros favoritos? Porquê?
As Lycaste e Anguloa. Acho as suas flores fascinantes.
Da sua coleção qual a sua preferida?
A Stanhopea tigrina. Gosto imenso da maneira como abre a flor e o seu perfume
Existe alguma orquídea que gostasse de ter na sua coleção e ainda não tem?
Sim, a Paphinia nuedeckeri. (Entretanto sabemos que já realizou este desejo)
Obrigado por nos ter recebido na sua casa, no Algarve e por nos ter mostrado as suas orquídeas.✿



Orquídeas Portuguesas
Por Américo Pereira
Cephalanthera rubra



Um recanto do interior do Orquidário
A Cephalanthera rubra é uma das duas orquídeas silvestres mais raras em Portugal, podendo apenas ser observada em dois locais do nordeste transmontano, no Distrito de Bragança. Num dos sítios é conhecida uma população com apenas cerca de uma dezena de plantas e no outro local uma população que raramente ultrapassa a dúzia e meia. Nos melhores anos, os exemplares floridos quase nunca ultrapassam o total de uma dezena Como as florações desta espécie são muito irregulares, há épocas em que é muito difícil encontrar apenas uma ou duas plantas em flor.
É uma planta relativamente alta, que pode atingir portes entre os 15 e os 50 cm, mais comumente entre os 20 e os 30 cm Ao longo da parte inferior do caule estão dispostas, de forma alternada, 2 a 8 folhas, ovaladas lanceoladas, agudas, de cor verde escura e com nervuras salientes, dispostas na longitudinal, por vezes de cor arroxeada. Possui ainda, na parte da inflorescência, brácteas frondosas, sendo as superiores mais curtas do que as flores As flores são por vezes pouco numerosas, geralmente entre 3 a 9, muito raramente mais, não abrindo na sua totalidade. Estas variam de um bonito rosa claro a um rosa roxo escuro Destaca-se ainda o seu longo labelo e o hipóquilo branco, com nervuras finas e amareladas.
É uma espécie de bosques de folhosas, predominantemente de carvalhos e castanheiros, mais ou menos densos, de solos calcários a um pouco ácidos, manifestando-se quase sempre à sombra ou meia sombra Em Portugal, a época normal de floração decorre na primeira metade de Junho, podendo estender-se até ao final deste mesmo mês ✿

Bibliografia: DELFORGE, P (2005) – Guide des Orchidées d’Europe, d’Afrique et du Proche-Oriente – 3e Edition Delachaux et Niestlé S A. - Paris
Fotos captadas no Parque Natural de Montesinho, concelho de Vinhais, distrito de Bragança

Por José Santos
O Género Psychopsis
As Orquídeas - borboleta
São somente cinco, as espécies que compõem o género Psychopsis, sendo a mais conhecida a Psychopsis papilio. As restantes são a Psychopsis krameriana, a P limminghei, a P sanderae e a P versteegiana. O género foi proposto por Rafinesque em 1838 mas descrito como Oncidium por Lindley. Ainda hoje se encontram em muitos livros e mesmo em vendedores, registos com a antiga nomenclatura, Oncidium, apesar de a mais atual e correta ser Psychopsis
São originárias da América do Sul sendo o Brasil o país com mais espécies (4) seguido do Panamá, Equador, Suriname, Venezuela, Colômbia, Peru, Costa Rica entre outros. Crescem agarradas aos troncos e ramos das árvores altas das florestas densas a altitudes médias, entre os 500 e os 1200m.
O nome sugere a semelhança da flor com uma borboleta
A planta tem crescimento simpodial, atingindo os 30cm de tamanho É constituída por pseudobolbos redondos ou ovais achatados lateralmente que crescem juntos no rizoma. São verdes com manchas avermelhadas e podem enrugar quando atingem a maturidade. Do topo dos pseudobolbos crescem as folhas, uma por cada pseudobolbo também verde escuras com manchas ou avermelhadas dos dois lados Uma folha pode atingir mais de 20cm de comprimento.
Da base dos pseudobolbos maduros nascem as inflorescências. Cada haste floral pode atingir 1,5m de comprimento e cresce na vertical Na ponta dá uma única flor de cada vez mas que vai sendo substituída por uma nova depois da anterior secar e cair. Há relatos de hastes florais com flores sucessivas durante anos, por isso só se corta a haste floral se esta secar. Uma flor adulta pode ter, no entanto, várias hastes florais em flor ao mesmo tempo
As flores são muito parecidas nas cinco espécies com tamanhos entre os 10 e os 15cm A sépala dorsal e as pétalas são finas e eretas, vermelhas ou púrpura e as sépalas laterais são mais largas e pendem lateralmente com riscas douradas ou amarelas O labelo é constituído por 3 lóbulos e pode atingir 3 a 4cm de comprimento e largura. Os dois lóbulos laterais são mais pequenos e o lóbulo central maior e com as

margens onduladas O labelo é mais amarelo ou alaranjado com as margens mais escuras, vermelhas ou castanhas. O labelo é achatado mas tem ao centro um calo rugoso e sulcado A coluna é ereta e com franjas laterais na espécie P. papilio e em alguns híbridos. Nas várias espécies as formas alba tem as flores mais claras onde predominam várias tonalidades de amarelo.
São plantas de climas quentes mas que, se for gradual e lenta, podem adaptar-se a climas temperados. Nunca devem ser deixados no exterior no nosso país nos meses mais frios ou com temperaturas mínimas abaixo dos 16 graus.
Gostam de regas abundantes e boa humidade no ar mas precisam de um bom arejamento para evitar que o substrato se mantenha molhado durante longos períodos Estas plantas podem apodrecer rapidamente devido ao desenvolvimento de fungos e estes proliferam em ambientes excessivamente húmidos.

margens onduladas. O labelo é mais amarelo ou alaranjado com as margens mais escuras, vermelhas ou castanhas. O labelo é achatado mas tem ao centro um calo rugoso e sulcado. A coluna é ereta e com franjas laterais na espécie P papilio e em alguns híbridos. Nas várias espécies as formas alba tem as flores mais claras onde predominam várias tonalidades de amarelo
São plantas de climas quentes mas que, se for gradual e lenta, podem adaptar-se a climas temperados Nunca devem ser deixados no exterior no nosso país nos meses mais frios ou com temperaturas mínimas abaixo dos 16 graus
Gostam de regas abundantes e boa humidade no ar mas precisam de um bom arejamento para evitar que o substrato se mantenha molhado durante longos períodos. Estas plantas podem apodrecer rapidamente devido ao desenvolvimento de fungos e estes proliferam em ambientes excessivamente húmidos.
Podem crescer em ambientes de luminosidade variada.
Com temperaturas altas, as plantas envasadas devem ser regadas a cada 2 ou 3 dias deixando a planta secar entre regas. Nas plantas montadas ou em cestos as

regas poderão ter que ser diárias ou até várias vezes por dias no pino do verão, quando as temperaturas forem mais altas e o ar mais seco. No inverno podemos diminuir a rega ou alternar as regas com uns borrifos matinais simplesmente para evitar que a planta desidrate.
O uso de um fertilizante próprio para orquídeas deverá ser semanal, tanto na estação de crescimento como na época de floração.
O substrato deverá reter a humidade das regas mas também permitir uma boa drenagem. Se for difícil manter a humidade nas plantas montadas, aconselha-se o uso de pequenas taças ou cestos de madeira pequenos com um substrato constituído por casca de pinheiro, leca ou pedaços de carvão misturados com fibra de coco, musgo de esfagno e perlite.
Se precisar de reenvasar a planta, faça-o na primavera quando se dá o crescimento das raízes. Depois de limpa pode colocar um antifúngico para prevenir o desenvolvimento de fungos e deve colocar a planta centrada no novo vaso ou cesto com o substrato firme de modo à planta não balançar. Nessa etapa modere as regas até ver as novas raízes a rebentar
Sendo um género com poucas espécies, existem alguns híbridos cujo cultivo pode ser mais fácil e mais aconselhável para orquidófilos menos experientes A Psychopsis Butterfly (P. papilio x P. sanderae), a Psychopsis Mendenhall (P. Butterfly x P. papilio), a

Psychopsis Kalihi (P. krameriana x P. papilio) e a Psychopsis Mariposa (P. papilio x P. Kalihi) são alguns exemplos Este último, um híbrido primário, é muito apreciado pelo maior tamanho das suas flores.✿
O Orchidarium de Estepona
Por José Santos
A nossa visita
Um recanto do interior do Orquidário

A curiosidade já era grande e quando soubemos que iria haver uma exposição e venda de orquídeas no Orchidarium de Estepona, decidimos que era uma boa oportunidade para conhecer este espaço, no sul de Espanha, dedicado às orquídeas.
Infelizmente não conseguimos adesões suficientes para alugar um autocarro e tivemos que aceitar só as primeiras cinco inscrições limitados aos lugares para uma carrinha que alugamos. Estepona fica a cerca de 7 horas de viagem Mas vale a pena
Situa-se na província espanhola de Andaluzia. É uma pequena localidade, muito bonita e que tem uma fantástica atração turística, o Orchidarium de Estepona. No número anterior já foi feita uma apresentação deste jardim botânico dedicado às orquídeas, mas será necessário dizer que o edifício é magnífico, moderno e muito bonito, assim como o jardim circundante e as belas fachadas dos prédios da
praça onde o Orchidarium se situa
Tem duas magníficas cúpulas, uma cascata e pequeno lago Interior e muitas plantas. O ambiente recriado é o de uma floresta tropical quente, e enquanto descemos pelos vários patamares até ao piso inferior, onde está o lago, vamos podendo observar várias orquídeas plantadas nos jardins verticais que ocupam as paredes, nas muitas montagens em cortiça e nos vários canteiros ocupados com orquídeas e outras plantas tropicais
Um espaço para ver devagar para não perder nenhuma floração. Um dos atrativos é o jardim de orquídeas-miniatura, mas há muito para descobrir, admirar e fotografar.
Será com certeza interessante observar a evolução deste espaço e o crescimento das plantas e introdução de novas espécies.
Será definitivamente um lugar a revisitar ✿




Bulbophyllum mearnsii
Bulbophyllum phalaenopsis
Keferstenia tolimensis
Acianthera (Pleurothallis) scalpricaulis

O Orchidarium de Estepona
As nossas orquídeas Os nossos
cultivos

Zygopetalum (híbrido)
Um recanto do interior do Orquidário
Um exemplar que já está comigo há uns cinco anos Foi uma divisão oferecida por uma tia que também gosta de flores Teve uns dois anos sem florir mas agora dá flores 2 ou 3 vezes por ano Está no exterior num local onde não apanha chuva nem sol direto mas tem boa luz As temperaturas oscilam desde os 5 graus no inverno e os trintas e tais no verão Rego com frequência, quando está calor 2 ou 3 vezes por semana e muito menos se estiver muito frio Fertilizo uma ou duas vezes por mês Está num vaso demasiado grande com mistura comercial de orquídeas, mas a planta está toda encostada a um lado Os novos rebentos são os que dão flores. É muito perfumada.✿
Bulbophyllum Louis Sander
Este Bulbophyllum foi bastante pontual. O ano passado fez a primeira floração em Janeiro e agora, passado um ano, voltou a repetir a proeza Esta foto é da primeira haste porque tem ainda uma segunda mais atrasada. É cultivado na estufa aquecida num vaso de plástico suspenso No inverno tento que as temperaturas não baixem dos 16 graus e as máximas chegam a passar os 30 no pico do verão. Tem boa luminosidade, apesar de filtrada por uma rede de sombra verde. O substrato que utilizo é uma mistura de 2/3 casca de pinheiro média e 1/3 de fibra de coco. É muito bonito mas tem um cheiro pouco agradável, como acontece em muitos Bulbophyllum. ✿

Agora é a sua vez! Envie-nos uma foto de uma orquídea cultivada por si e diga-nos como faz, onde a tem, qual o substrato, como a rega… enfim, o que achar que possa ser útil aos outros orquidófilos que tenham ou queiram vir a ter essa orquídea. Uma foto e dez linhas é o suficiente. Vejam os dois exemplos nesta página, escrevam e enviem tudo para o nosso email.
A nossa página na NET
http://www.clubeorquidofilosportugal.pt

ARTIGOS
Há já alguns meses que a nossa página está a funcionar e nela pode encontrar alguns artigos que podem ser úteis.
Na seção ORQUÍDEAS, os artigos estão divididos em três temáticas Em “Géneros” poderá encontrar os seguintes artigos:
- Cymbidium; - Phalaenopsis; - Zygopetalum; - Masdevallia; - Paphiopedilum; - Stanhopea; Em “Orquídeas Portuguesas” poderá ler sobre:
- Anacamptis pyramidalis;
- Spiranthes aestivalis; E em “Cultivo” poderá ler alguns textos mais práticos:
- E depois das Flores;
- Dificuldades com Orquídeas;
- Cultivar no Exterior;
- Estação Fria – Atividade ou dormência; Também na seção NOTÍCIAS, poderá ler alguns artigos sobre a atividade no Clube e no mundo orquidófilo.
Boas leituras! ✿
ÁREA DE SÓCIOS
No mês de Janeiro entrará em funcionamento a Área de Sócios onde os associados do Clube poderão ter acesso a conteúdos exclusivos e que só eles terão acesso Estarão também disponíveis os números antigos do JORNAL DO ORQUIDÓFILO.
Como aceder à ÀREA DE SÓCIOS?
Todos os sócios irão receber um email com um username e uma password que lhe dará acesso aos conteúdos exclusivos
Algumas regras:
Cada password é única e não deverá ser divulgada a ninguém A divulgação da password a estranhos poderá levar a interrupção do acesso ao sócio que desrespeitou esta regra.
A Área de Sócios só está disponível para sócios com as quotas em dia. Se deixar de pagar as suas quotas, deixa de ser sócio e perde o acesso à Área de Sócios. Um atraso nas quotas poderá levar à suspensão do acesso que será retomado assim que as quotas estiverem regularizadas.
A página na Net, assim como este jornal, está aberto à participação de todos. Entre em contato connosco e partilhe os seus conhecimentos.
WORKSHOPS
JARDINS SINTRA - SINTRA
Sábado, 23 de Janeiro, às 15h00 PHALAENOPSIS E DORITIS
Orientado por José Santos
Sábado, 27 de Fevereiro, às 15h00 DENDROBIUM
Orientado por José Santos
WINGARDEN - LAGOA
Sábado, 23 de Janeiro, às 15h00
Tema: DENDROBIUM NO EXTERIOR
Orientado por Mário Couto
O NOSSO DESDOBRÁVEL

Informamos a todos os associados que temos disponíveis panfletos desdobráveis com informação sobre orquídeas e sobre o nosso clube para serem divulgados em locais onde possam ter interesse em orquídeas e onde possamos angariar novos associados para o clube.
Aos interessados em distribuir pelas vossas áreas de residência, por favor contactemnos que vos enviaremos alguns exemplares
EXPOSIÇÕES
CAMÉLIAS E ORQUÍDEAS EM SINTRA
12 e 13 de Março de 2016
Em frente ao Palácio da Vila, Sintra
EXPOSIÇÃO DE ORQUÍDEAS
De 24 a 27 de Março de 2016
Orchidarium de Estepona, Espanha
RHS - LONDON ORCHID SHOW
1 e 2 de Abril de 2016
Londres, Inglaterra
EXPO ORQUÍDEAS LISBOA 2016
De 8 a 10 de Abril de 2016
Jardim Zoológico de Lisboa
WORLD ORCHID CONGRESS
De 8 a 12 de Novembro de 2017
Guayquil, Equador
Poster da nosso evento

PARCERIAS
O Clube dos Orquidófilos de Portugal tem parcerias com as seguintes empresas que se disponibilizaram a oferecer vantagens aos nossos associados:
JARDINS SINTRA LDA
10% de desconto em todas as orquídeas e produtos para orquidofilia.
LUSO BONSAI
20% de desconto em orquídeas, exceto botânicas, montadas e plantas sem flor.
MESTRE JARDINEIRO
10% de desconto em todas as plantas.
WINGARDEN & HOME
10% de desconto em todas as orquídeas e produtos para orquídeas.
BROMÉLIAS DO BREJO
Oferece 20% do valor de uma compra em plantas na loja online. Não aplicável em Feiras. Se conhecer alguma empresa que possa querer publicitar os seus serviços ou produtos ou fazer uma parceria com o Clube, escreva-nos para o nosso email com a sua sugestão.
A NOSSA WEBPAGE
Siga a nossa página e leia os artigos que vamos publicando.
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BIBLIOTECA ORQUIDÓFILA

A PASSION FOR ORCHIDS
Edição de 2002
Pela Prestel
Autor:
Jack Kramer
128 páginas
Escrito em inglês
Um bonito livro sobre orquídeas mas não só. O autor, o norte-americano Jack Kramer, é colecionador de livros antigos e este livro fala não só de orquídeas mas também de artistas que as retrataram em ilustrações.
Assim, o livro mostra-nos uma série de ilustrações botânicas nas páginas ímpares do livro e, nas páginas pares anteriores, o autor faz uma pequena descrição da planta, da sua história e do seu cultivo e também uma pequena biografia do artista que ilustrou essa orquídea na página seguinte.
É muito interessante tanto pela descrição botânica da planta como pela história da mesma e a história da gravura e dos seus autores.
Este livro oferece-nos ainda um resumo histórico do que as orquídeas representaram historicamente para a sociedade, uma lista dos livros antigos de onde foram retiradas as ilustrações botânicas e ainda algumas informações sobre os vários tipos de ilustrações e impressão.
É um livro sobre orquídeas mas também um bonito livro sobre história de arte botânica.





