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Jornal do orquidofilo Nr.0 2014

Page 1


DESTAQUE

Cymbidium em Cascata

Híbridos famosos e premiados que conquistamos corações dos apaixonados por este género. (Pág. 5e 6)

O CULTIVO

Trabalhos para Julho

Dendrobium loddigesii

Não deixe por fazer as principais tarefas no primeiro mês do Verão. (Pág. 10)

PASSEIOS

Rocha da Pena

Ophrys speculum

Orqui-notícias

E AINDA … Orquídeas

Silvestres

Como Fazer: Bolas de Musgo

Numa bonita paisagem algarvia, um pequeno grupo de orquidófilos foi encontrar algumas preciosidades botânicas do nosso país. ( Pág. 6)

Editorial Julho 2014

Volume 1 – Nr. 00

Julho de 2014

Propriedade do Clube dos Orquidófilos de Portugal®

Este jornal é distribuído a todos os sócios do Clube dez vezes por ano.

Excecionalmente este número de apresentação, o número zero, é de distribuição livre .

EDITOR

José M. M Santos

COLABORADORES

Américo Pereira

Ina Dias

Mário Couto

Bem Vindos!

Quando na natureza uma cápsula de sementes de orquídeas se abre, abre-se também um novo leque de possibilidades: Cada semente, das milhares que a cápsula guarda, é uma nova esperança, um novo começo, uma nova oportunidade de sucesso

É com esta metáfora que iniciamos também este nosso projeto, o C O P - CLUBE DOS ORQUIDÓFILOS DE PORTUGALe, tal como uma cápsula de orquídea, este é um projeto que encerra dentro de si muitas possibilidades de sucesso, de confraternização, de boa disposição, de amizade, de aprendizagem e de partilha Tudo isto apenas e só, no âmbito do prazer de ter ORQUÍDEAS

A cápsula abriu e as sementes foram transportadas pelo vento em todas as direções Algumas terão dificuldades, outras terão um caminho difícil para percorrer, mas muitas vingarão e vão originar bonitas plantas e flores de cores e perfumes maravilhosos Assim será o CLUBE DOS ORQUIDÓFILOS DE PORTUGAL, que terá projetos que correrão bem, outros que não serão tão bons, uns não passarão de ideias, outros serão realizados com grande sucesso Estamos cá para isso tudo!

clubeorquidofilosportugal @gmail.com

EMAIL MORADA

Calçada do Tojal, Nr. 58 RC D 1500-596 Lisboa 962835128

TELEMÓVEL

PÁGINA NA NET

http://clubeorquidofilos portugal.blogspot.com

Para começar agradeço todo o apoio e incentivos que recebi de tanta gente para avançar com este projeto Sem vocês, para o que der e vier, isto não era possível Em particular, deixo aqui em público o meu agradecimento aos outros pilares deste clube e que estão comigo desde o início na organização, com ideias e sugestões – Obrigado!

E agora as portas estão abertas, as sementes voam com o vento Estamos à vossa espera Juntem-se a nós Queremos fazer muito mas não o conseguimos sozinhos Façam-se sócios

Divulguem Participem Isto sem vocês não tem tanta piada E este é nosso jornal, que queremos que seja a face do Clube e ponto de encontro dos associados que temos por todo o país Espero que gostem deste número de arranque É só um início Não deixem de participar, enviem textos e fotos sobre o que vão cultivando nas vossas casas Todos gostamos de admirar as orquídeas dos outros sócios e trocar experiências!

Saudações Orquidófilas,

Espaço dos associados Julho 2014

Esclarecimentos

Este é o primeiro número do JORNAL DOS ORQUIDÓFILOS, ao qual chamámos de número zero pois vai funcionar como apresentação do que queremos fazer no futuro

Assim, este primeiro número irá ser, excepcionalmente, distribuído a todos, sócios e não sócios, o que já não irá acontecer nos próximos números. Queremos que este jornal seja mensal e por isso vamos trabalhar afincadamente para conseguir enviá-lo aos sócios a tempo O que encontram neste primeiro número, é um exemplo do que queremos fazer, mas é só a primeira experiência Teremos muito mais a apresentar, números especiais, rubricas fixas, muitas novidades

Normalmente o jornal não irá ter mais de 8 páginas, mas tudo dependerá do material e da colaboração que tenhamos, publicidades, etc.

O jornal será distribuído por email em formato digital, o que quer dizer que é um ficheiro, em formato pdf e que será fácil de abrir e ler em qualquer computador. Se alguém tiver algum problema a ver o jornal, por favor contacte-nos para ajudarmos na resolução desse assunto.

Se algum associado não tiver computador, o jornal irá ser enviado impresso, mensalmente pelo correio, no entanto, acreditamos que esta opção, além de ser mais económica, é também mais ecológica. E quem preferir ler em papel tem sempre a opção de imprimir o jornal na sua casa. Mas

aconselhamos a todos a abrirem uma pasta no vosso computador e irem, mensalmente, guardando os jornais nessa pasta Não ocupa espaço, não gastamos papel nem tinta e lêem-se muito bem no ecrã do computador E estão ali, sempre à disposição, guardadinhos no vosso computador e de fácil consulta

Têm surgido algumas dúvidas sobre o aparecimento deste nosso clube e as pessoas são naturalmente curiosas sobre o porquê, e principalmente depois de terem corrido alguns emails e opiniões em fóruns e redes sociais em que davam a entender que poderíamos estar associados a outras instituições.

O CLUBE DOS ORQUIDÓFILOS DE PORTUGAL é independente e não está ligado a nenhuma outra associação em particular. A ideia principal de formar este novo grupo surgiu pela insatisfação e desacordo com a maneira como a Associação Portuguesa de Orquidofilia estava a proceder em variados assuntos e a maneira como trata os seus associados O José Santos, também sóciofundador da A.P.O., resolveu reunir um novo grupo e fundar o C.O.P. - CLUBE DOS ORQUIDÓFILOS DE PORTUGAL onde pretende que as coisas funcionem de maneira diferente. Não pretendemos agradar a todos, tarefa sempre impossível, mas iremos mostrar a nossa perspectiva de associativismo e fomentar a partilha e o convívio entre os associados.

Assim, respondendo frontalmente a algumas questões:

“Não, não estamos de maneira nenhuma ligados à A P O nem temos, com a actual direcção, qualquer vontade de participar em projectos em comum Temos algumas ligações com associações internacionais com as quais faremos parcerias que serão uma mais valia para todos os nossos associados.

No entanto, concordamos que cada um deve fazer o que bem entender e não terá que haver uma escolha entre a A.P.O. e o nosso Clube. Não estamos a competir com ninguém e muitos dos nossos associados são sócios de outras associações., incluindo a A.P.O..

Esperamos não ter de voltar a este assunto. Cada um é livre de fazer o que bem entender e todos os nossos associados merecerão o nosso respeito e dedicação. Todos, com raras excepções, serão bem vindos.

Estamos na Internet em dois espaços A página oficial / blogue em http://clubeorquidofilosportugal.b logspot com e no Facebook com a página aberta ao público http://www.facebook.com/clubeo rquidofilosportugal

E o grupo C.O.P.-CLUBE DOS ORQUIDÓFILOS DE PORTUGAL, exclusivo e só visível para os associados. Esperemos que sejam locais do vosso agrado e úteis para as vossas plantas

O JORNAL
O CLUBE NA INTERNET

- notícias Julho

Nova Orquídea no Panamá

Katia Silvera e o seu pai caminhavam nos bosques da área central e montanhosa do Panamá quando colheram uma planta que acabou por se revelar uma nova espécie de orquídea. A flor de cor amarelo seco de pintas laranjadas foi batizada de Lophiaris silverarum, em homenagem à sua descobridora

No Panamá existem cerca de 1100 das cerca de 30000 espécies de orquídeas existentes no mundo. A nova espécie já foi descrita e confirmada nos meios científicos. Cresce somente na zona central do Panamá e floresce em Novembro. As flores duram cerca de um mês

Pertence à subtribo Oncidiinae e ao género Lophiaris, conhecidos popularmente como Oncidium de ‘orelhas-de-mula’, é parente próxima das Lophiaris crispiflora e das L carthagenensis

O pai de Katia Silvera, que possui um pequeno negócio de orquídeas está já a reproduzir esta espécie para ser introduzida no mercado de orquídeas e será, como qualquer novidade, muito procurada por colecionadores de todo o mundo.

Nova espécie de Paphiopedilum

O Paphiopedillum concolor var. longipetalum deixou este ano de ser uma variação dentro dos Paph Concolor e foi elevado ao estatuto de espécie recebendo o nome de Paphiopedilum josianae em honra da orquidófila francesa Josiane Guiard. Esta alteração foi proposta pelos cientistas Guido J. Braem e Kampanart Nimpoonsri na revista Richardiana e aceite no passado mês de Maio.

Orquídeas nos Açores

No início do mês de Junho um pequeno grupo de associados do Clube dos Orquidófilos de Portugal deslocou-se aos Açores, à ilha de S. Miguel para um fim de semana de passeio e convívio a convite da empresa ORQUIFLOR, pertencente ao nosso associado Mário Abreu, onde o José Santos deu um curso para um grupo de orquidófilos açorianos.

O tempo esteve maravilhoso e propício para visitar as maravilhosas paisagens de São Miguel e entre montanhas, lagoas e crateras de vulcões conseguimos observar, em dois locais diferentes , as orquídeas silvestres Platanthera pollostantha endémicas dos Açores que iniciavam as suas florações.

As orquídeas encontravam-se bastante visíveis, à beira dos caminhos e com as suas folhas verde claras em roseta de onde, no centro, saía a haste floral As flores, de tamanho diminuto e tonalidade verde amareladas formavam uma ‘espiga’ As plantas observadas mediam cerca de 30 cm de altura.

Fotos de José Santos

Foto de K. Silvera – Univ. da Califórnia
Foto de Montri Thanadkha

Tema de Capa Julho 2014 Cymbidium em Cascata

Florescem no início do ano, depois de todos os híbridos de flores maiores e de hastes verticais. Os Cymbidium de hastes pendentes têm geralmente flores mais pequenas mas que aparecem em cachos, pendentes, como cascatas de flores

Híbridos bastante conhecidos como o Cymbidium Sarah Jean ‘Ice Cascade’ ou o Cymbidium Dorothy Stockstill ‘Forgotten Fruit’ fazem as delícias dos colecionadores pois são muito generosos nas suas florações e em plantas maduras facilmente se consegue mais do que uma dezena de hastes Uma maravilha

Ambos são resultantes de cruzamentos consecutivos entre vários híbridos e espécies e o resultado não podia ser mais apelativo

Por vezes questionam-me sobre se existe alguma diferença entre o cultivo dos Cymbidium de hastes pendentes ou de hastes eretas? Realmente não Ambos podem ser cultivados no exterior e são bastante resistentes. As plantas variam no comprimento das folhas e no tamanho dos pseudobolbos mas o princípio é o mesmo. Substrato constituído por uma mistura de casca de pinheiro com turfa ou fibra de coco e leca (argila expandida) ou outro material pouco absorvente para aumentar a drenagem A leca é uma boa opção por ser leve mas podemos utilizar pedaços pequenos de carvão para o mesmo efeito

Talvez a opção mais diferente seja a escolha do vaso, neste caso também de barro ou plástico mas mais altos, para que as hastes florais não toquem no chão Os cestos ou vasos pendurados são também uma boa opção

No Verão devemos proteger as plantas do sol forte para não ficarmos com queimaduras nas folhas, e no Inverno a proteção deverá ser feita contra as geadas Assim, o melhor local para cultivar os Cymbidium é no

no exterior mas num local protegido do sol mais forte e das chuvas e geadas Um telheiro, uma rede de sombra ou a copa de uma árvore podem servir como abrigos perfeitos.

As regas deverão ser abundantes e espaçadas por alguns dias de intervalo de modo a que as raízes não estejam sempre molhadas com risco de apodrecerem A fertilização dependerá do tipo de fertilizante que utilizamos Se optarmos por um rico em Azoto para a estação de crescimento vegetativo, após a floração até ao Outono, teremos que mudar nessa altura para outro mais rico em Fósforo e Potássio a fim de estimular a floração A melhor opção será talvez o uso de um fertilizante equilibrado durante todo o ano ou um fertilizante em granulado de libertação lenta que se aplica 3-4 vezes por ano. Os reenvasamentos e as divisões devem ser feitas sempre após as florações e para um vaso ligeiramente maior Normalmente fazem-se de 2 em 2 anos

Por montes e vales Julho 2014

Na foto acima, um dos Cymbidium pendentes mais conhecidos, o Cymbidium

Sarah Jean ‘Ice Cascade’. Em baixo, um clone diferente, o Cymbidium

Sarah Jean ‘Karen’. Mais a baixo o Cymbidium Cliff Hutchings ‘New Horizon’.

Américo Pereira

Foto tirada em Condeixa-a-Nova

Planta esguia e alta, 20 a 60 cm, com várias folhas linear lanceoladas, dispostas a partir da base do caule, sendo as superiores mais pequenas. Inflorescência em espiga densa, inicialmente com forma cónica e posteriormente oblonga. Flores pequenas, geralmente rosa vivo, por vezes rosa claro e muito raramente brancas ou vermelhas; brácteas com tendência para o violáceo. As sépalas e as pétalas ovaladas lanceoladas, com as sépalas laterais estendidas para os lados e a sépala dorsal e as pétalas dispostas em forma de capuz O labelo apresenta forma cuneiforme, trilobado, com o lobo médio um pouco mais longo que os lobos laterais. Esporão filiforme, virado para baixo e não muito comprido (10 a 15mm)

Foto tirada na Serra da Arrábida

Espécie abundante em Portugal, distribuída por solos calcários, em locais ensolarados, sem ou com pouca vegetação Destacam-se como locais preferenciais de observação as Serras do Sicó, de Aire e Candeeiros e Arrábida, vários locais periféricos de Lisboa e o Algarve. Pode também ser encontrada noutros locais de origem calcária

A época de floração oscila de Abril a Junho, conforme as condições climáticas de cada região e a exposição solar.

Bibliografia: DELFORGE, P (2005) –Guide des Orchidées d’Europe, d’Afrique et du Proche-Oriente – 3e Edition Delachaux et Niestlé S AParis

Passeios Julho 2014

Rocha da Pena - Algarve

É um bonito percurso na região Algarvia do concelho de Loulé entre as freguesias de Salir e Benafim. O percurso pedestre teve a duração de cerca de duas horas e começou na povoação chamada Rocha (junto ao Bar da Gruta). Iniciámos com uma subida acentuada até ao planalto, que atinge os 479 metros de altitude.

A Rocha da Pena situa-se numa zona de transição entre o Barrocal e a Serra, pelo que apresenta especial diversidade biológica . Bosques mistos de azinheiras e zimbros, e espécies como o alecrim, a rosa albardeira, a roselha-grande, ou a palmeira anã, fazem parte da elevada diversidade de plantas desta paisagem protegida

Uma bonita paisagem do planalto onde o microclima particular é fresco e húmido e permite que a vegetação continue viçosa até mesmo no pico do Verão.

a abundância de Ophrys lutea é tanta que dificultava a passagem de quem por lá passeava. Existem tantas por entre as rochas e mesmo no meio do trilho, surgiam várias pequenas colónias.

Durante o percurso foi possível ver um conjunto muito significativo da fauna e flora típicas do Barrocal e da Serra algarvia A vista sobre extensas paisagens em redor é também é fascinante

Como atrativos deste percurso, podem ser facilmente encontradas algumas orquídeas, entre elas o Satirão-menor (Anacamptis pyramidalis), a Ervas-abelha (Ophrys scolopax / apifera, Ophrys lutea), a Ervaabelha-maior (Ophrys speculum subsp lusitanica) e a Erva língua (Serapia parviflora)

Surgem ao longo de praticamente todo o trilho, desde a encosta mais a Oeste até ao ponto mais alto, o miradouro Nessa zona,

É um passeio formidável, e apesar da ideia preconcebida das condições atmosféricas do planalto, asseguro-vos que a temperatura não é mais alta, nem o ar mais seco, pelo contrario, o microclima particular da Rocha da Pena é fresco e húmido, o que permite que a vegetação continue fresca e viçosa até mesmo no pico de Verão.

Se quiser fazer um passeio pela Rocha de Pena, pode facilmente faze-lo em qualquer altura no ano, mas para ver as n/preciosas orquídeas selvagens/autóctones, deverá ir entre o final de Fevereiro e o inicio de Abril.

Perfil de um Orquidófilo Julho 2014

Ina Dias

O mundo da Orquidofilia é sempre de aprendizagem mas tem que ser relaxante, divertido e apaziguador!

O meu interesse por orquídeas!

Tudo começou quando tive o prazer de conhecer o José Santos!

Antes, quando comprava as Phalaenopsis, e como muito boa gente fazia, eu também deitava fora quando as flores caíam e ficavam meses sem flor. Até que me disseram que voltavam a florir no ano seguinte.

Resolvi pesquisar em revistas num ou outro livro e na net e vi que havia um mundo de orquídeas e uma variedade enorme. Tentei começar a conhecer a diferença entre cada uma delas.

ALGUMAS ORQUÍDEAS DA INA DIAS

Fui dar ao blogue do José Santos o “Greeman” com muitas e variadas orquídeas, com conselhos sobre cada uma, a dar cursos e a fazer viagens a exposições de orquídeas.

Fiz com ele 2 cursos de orquídeas (Um bom orador, divertido e com sala cheia) e 1 sobre bolbos!

Fiz as primeiras viagens a exposições orquídeas e visitas a grandes jardins. Sempre viagens espectaculares e produtivas a nível de conhecimentos!

O bichinho cresceu cada vez mais e o interesse foi aumentando e conhecimento também, não só por orquídeas mas por plantas, bolbos e flores, etc

Um conhecimento pelo mundo botânico que adquiri. Mas em primeiro estavam as orquídeas

Cresci no mundo orquidófilo pela mão do José Santos, eu e muitas outras pessoas que com ele conviveram e que eu conheço e conheci nesta paixão por orquídeas.

Hoje tenho umas 300!

A semente ou bichinho desta paixão que ele passou para mim e a muitas outras pessoas resulta hoje no Clube dos Orquidófilos de Portugal que ele criou para continuarmos juntos a aprender, conviver e a partilhar ainda mais conhecimentos.

E o principal é que nos divertimos muito!

Pela minha parte fico contente por ter sido o causador da sua paixão pelas orquídeas É um hobby muito saudável e a partilha muito enriquecedora. Daí a criação do clube Obrigado José Santos

Conte-nos como descobriu a sua paixão pelas orquídeas. Envie-nos o seu testemunho e fotos das suas plantas. Gostaríamos de saber como chegou até aqui. Contacte-nos por email ou carta. Ficamos à sua espera!

Cultivo em Bolas de Musgo Como fazer Julho 2014

A bola de musgo é uma forma de montagem que permite simular o estado de algumas plantas na natureza. O objetivo é, criar uma bola de musgo, que não retenha demasiada humidade (para não provocar apodrecimento das raízes), mas que mantenha a humidade suficiente para a proliferação da planta. Uma vez montada, a adubação, aplicação de fungicida e lixiviação podem ser feitas sem problemas.

Neste caso vamos fazer uma bola de musgo para montar uma orquídea. Como é sabido, existem orquídeas terrestres e epífitas (entre outras), neste caso, vamos escolher uma orquídea epífita para cultivar, um keiki de um Dendrobium kingianum (espécie conhecida pela sua extrema resistência).

Material necessário:

Tesoura – corte; Linha fina – para fixar o musgo (vai ser absorvido pelo musgo)

Arame fino – para pendurar a bola de musgo

Arame suave – temporário

Argila expandida ou casca de pinheiro – substrato poroso

Musgo vivo ou seco – suporte

Rede fina – retenção do substrato

Canela em pó – fungicida natural

Preparação

Antes de se separar o keiki, ou mesmo começar a seguir algum passo, é fundamental que o material esteja desinfetado. A argila expandida, a rede, até mesmo os arames podem ser fervidos, a tesoura basta ser banhada com álcool, ou flamejada Após remoção do keiki, este deverá ser polvilhado com canela em pó na parte onde este estava ligado ao pseudobolbo originário. O musgo e o substrato podem ainda ser banhados em fungicida, ou igualmente polvilhados, para evitar o aparecimento de fungos.

1. Cria-se uma bola de substrato, com a ajuda da rede, esta poderá ser fechada com um arame fino, ou mesmo com o fio. Neste caso o substrato escolhido é a argila expandida, pelas suas propriedades porosas para retenção da humidade e por ser um material inerte, que não se vai degradar.

2. (Opcional) Para criar o suporte atravessa-se o arame fino pela bola de substrato, ficando uma ponta bem fixa à bola. Este arame vai depois ficar visível, para se poder pendurar a bola de musgo. Caso contrário, a bola pode ser disposta num prato de bonsai ou numa taça.

Como fazer (continuação) Julho 2014

PARCERIAS

O Clube dos Orquidófilos de Portugal fez algumas parcerias com algumas empresas que se disponibilizaram a oferecer vantagens aos nossos associados Assim:

JARDINS SINTRALDA

10% de desconto em todas as orquídeas e produtos para orquidofilia

MANIADAS PLANTAS

10% de desconto em quaisquer plantas e/ou produtos

MESTRE JARDINEIRO

10% de desconto em todas as plantas

WINGARDEN & HOME

10% de desconto em todas as orquídeas e produtos para orquídeas

3. Uma vez que a estrutura base já existe, procede-se ao revestimento da mesma com o musgo, este será amarrado com o fio, devem ser dadas várias voltas, sempre apertando e moldando o musgo até ficar uma bola perfeita.

4. Para fixar o Dendrobium ao musgo, deve-se recorrer a um arame macio. Este pode ser dobrado ao meio, onde envolve o pseudobolbo, ambas as pontas são depois fixas sob o musgo na estrutura de rede. As raízes devem ficar encostadas ao musgo o máximo possível, com a ajuda do arame macio, mas, não demasiado para não estalar o velame. Este arame será removido logo que o Dendrobium apresente sinais de já se ter fixado naturalmente.

Esta é uma forma de cultivo que, visualmente, fica muito bonita. Se experimentarem nas vossas casas, gostaríamos de ver os resultados.

O QUE É UMA PARCERIA

Qualquer empresa que se queira associar no CLUBE DOS ORQUIDÓFILOS DE PORTUGAL terá que se inscrever como Sócio Afiliado. Essa modalidade, só para empresas ou marcas comerciais terá direito a publicidade na nossa página / Blogue e neste jornal. Outra qualquer publicidade será paga à parte a preços a combinar.

Depois de associado, o sócio afiliado poderá fazer uma parceria com o Clube de modo a beneficiar os sócios de alguma maneira, como os exemplos ao lado, onde as empresas dão descontos quando os sócios, ao pagar, mostram o seu cartão de sócio.

Os sócios perderão os benefícios se não tiverem o cartão dentro da validade.

Tarefas para este mês Julho 2014

REENVASAR

Neste período, a principal tarefa é o reenvasamento de todas as plantas que o necessitem e que já floriram este ano ou ainda estão longe de florir. Por vezes não é necessário mudar para um vaso maior, basta que se substitua o substrato. Se utilizar o mesmo vaso, este deve ser lavado e desinfectado antes de ser reutilizado. Se pretender dividir a sua orquídea lembre-se que cada divisão deverá ter pelo menos 3 pés ou pseudobolbos para que se restabeleça rapidamente e não demore a florir.

EVITAR O CALOR EXCESSIVO

Outras das preocupações é como evitar o excesso de calor que nos atinge nos meses de Verão. Algumas orquídeas suportam bem o calor e essas podem até ser colocadas, nesta estação, no exterior, desde que não recebam luz solar direta que, provavelmente lhes iria provocar queimaduras nas folhas. O ideal é mesmo colocar as plantas no exterior, mas num local onde não apanhe sol ou utilizar uma rede de sombreamento que irá simular as condições onde as orquídeas crescem, onde a luz solar e luminosidade excessiva é filtrada pelas copas das árvores. Para diminuir a temperatura, molhe o chão da estufa, vaporize as folhas das plantas

pela manhã e use uma ventoinha para aumentar a circulação do ar.

FÉRIAS

Se vai de férias nesta altura, tenha cuidado em como deixa as suas orquídeas ou a quem deixa a responsabilidade de cuidar das suas plantas.

Se for pouco tempo, até uma semana, basta fazer uma boa rega antes de partir e deixa-las num local onde apanhem alguma luz (mais uma vez, não em demasia). Se se vai ausentar por um período mais longo, terá então que dar ‘formação’ a alguém que compreenda que uma orquídea se cultiva e rega de maneira diferente das plantas mais comuns. Se tiver um amigo ou familiar que também tenha orquídeas, tanto melhor.

EVITAR O CALOR EXCESSIVO

Com o aumento das temperaturas, praticamente todas as orquídeas estão em grande azáfama a florir ou a crescer produzindo novos rebentos. Podemos sempre ajudar com um bom fertilizante dissolvido na água de rega. Elas vão agradecer-lhe!..

BIBLIOTECA ORQUIDÓFILA

Um livro apenas disponível em formato digital (e-book) Muito completo e com bastante informação Os três autores fazem aqui uma apresentação praticamente completa do género Paphiopedilum Com imensas fotos e gravuras botânicas É um livro que agradará tanto aos experts como aos cultivadores amadores de “sapatinhos” O livro encontra-se à venda nos sites habituais, como a Amazon Custa cerca de 15,00€ Está prevista uma edição em papel mas com menos fotografias

Eventos Julho 2014

EXPOSIÇÕES INTERNACIONAIS

10 – 14 Setembro de 2014

21ª Conferência Mundial de Orquídeas

Joanesburgo, África do Sul

8 – 12Abril de 2015

Conferencia e Exposição

Europeia de Orquídeas Londres, Inglaterra (O José Santos irá realizar uma Greentrip para assistir a este importante evento. Detalhes num próximo número)

WORKSHOPS JARDINS SINTRA

19 de Julho de 2014

DENDROBIUM, por José Santos

30 deAgosto de 2014

SAPATINHOS (Paphiopedilum e Phragmipedium), por José Santos

Setembro de 2014

LAELIA, por José Santos

COMO SE ASSOCIAR NO CLUBE DOS ORQUIDÓFILOS DE PORTUGAL

WORKSHOPS WINGARDEN

12 de Julho de 2014

BULBOPHYLLUM, por Mário Couto

WORKSHOPS MANIA DAS PLANTAS

12 de Julho de 2014

PAIXÃO PELAS

ORQUÍDEAS, por José Santos

19 de Julho de 2014

PHALAENOPSIS,por Carla Mandaíl

A inscrição no CLUBE DOS ORQUIDÓFILOS DE PORTUGAL é muito simples. Basta preencher os seus dados. O clube compromete-se a não divulgar os seus dados a outros e a usa-los unicamente em comunicações com o associado De seguida escolha o seu tipo de associado e faça o pagamento por transferência bancária (NIB 0010 0000 51212280001 59), no multibanco , cheque ou vale postal. O processo de associação só ficará terminado após o pagamento da quota anual

TIPOS DE SÓCIOS:

Sócio Individual Jovem (até aos 16 anos) – valor da quota: 15,00€ / 12 meses

Sócio Individual Adulto (a partir dos 17 anos) – valor da quota: 20,00€ / 12 meses

Sócio Coletivo (quaisquer idades desde que tenham um grau familiar próximo tipo irmãos, pai e filho, avô e neto. Neste tipo de sócio só o primeiro titular tem direito a um voto na assembleia geral mas ambos beneficiam de todas as vantagens em igualdade) – valor da quota: 25,00€ / 12 meses

Nome 1:

Morada:

Código Postal e Localidade:

Data de nascimento:

Número BI ou Cartão de Cidadão: Contribuinte:

Contacto telefónico : Email:

Nome 2 (em caso de sócio coletivo)

Data de Nascimento:

Contacto telefónico:

Email:

Recorte e / ou envie os seus dados por email ou para a nossa morada postal.

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