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Jornal do Orquidófilo Nr. 01 2014

Page 1


DESTAQUE

O nosso cartão de sócio

PASSEIOS

Chelsea Flower Show

A Dora Russo esteve no Chelsea Flower Show, em Londres, e conta-nos o que viu sobre orquídeas. ( Pág. 5)

PERFIL ORQUIDÓFILO

Américo Pereira

Fomos descobrir mais um pouco sobre este nosso associado e a sua maravilhosa coleção de orquídeas. ( Pág. 6)

CULTIVO

Tarefas para Agosto

Aproveite o Verão para se ocupar daquelas tarefas que há muito estavam por fazer e não tinha tempo. ( Pág. 10)

Editorial Agosto 2014

Volume 1 – Nr. 01

Agosto de 2014

Propriedade do Clube dos Orquidófilos de Portugal ®

Bem Vindos!

Este jornal é distribuído a todos os sócios do Clube dez vezes por ano.

EDITOR

José M. M Santos jose.santos.orquideas @gmail.com

COLABORADORES NESTE NÚMERO

Américo Pereira

Dora Russo

Luís Germano

Mário Couto

REVISÃO

PauloAssunção clubeorquidofilosportugal @gmail.com

EMAIL

Calçada do Tojal, Nr. 58 RC D 1500-596 Lisboa

962835128

PÁGINA NA NET

http://clubeorquidofilos portugal.blogspot.com

E aqui vos apresento o primeiro JORNAL DO ORQUIDÓFILO exclusivo para sócios do clube, depois do número de lançamento que foi distribuído e disponibilizado a toda a gente que o quis ler Deixem-me dizer-vos que a aceitação foi muito boa, que muita gente me escreveu a felicitar-nos pela iniciativa Contava que algumas pessoas torcessem o nariz por ser um jornal eletrónico, que é enviado por email e para ser lido no computador ou no Ipad, etc Mas não, ninguém se manifestou, compreenderam que era difícil para nós imprimirmos o jornal com o pouco dinheiro que ainda temos Muita gente até mencionou que preferia assim, que era mais ecológico e fácil de guardar no computador ou numa pen Resumindo, só tivemos reações positivas Esperemos que seja um sinal de que os leitores apreciaram o nosso trabalho

Este número, pedimos que não enviem para os vossos amigos Se eles o quiserem receber e ler, basta que se associem ao Clube

E o Clube cresce a olhos vistos Com cerca de 4 meses de idade, temos 75 associados Muito bom Estou muito satisfeito mas queremos muitos mais Infelizmente muito pouco se consegue fazer sem dinheiro e como as nossas receitas provém somente das quotas, quanto mais sócios, maior será o nosso fundo de maneio Mas não nos podemos queixar Estamos a ir muito bem Estamos a crescer muito rapidamente e nos próximos meses iremos, com certeza crescer ainda muito mais

Neste número escrevo sobre o Paphiopedilum callosum, a ‘imagem’ escolhida para o nosso cartão de sócio de 2014 A Dora Russo esteve no Chelsea Flower Show, em Londres, e contou-nos como estavam bonitos os expositores de orquídeas Fui visitar o nosso associado e colaborador neste jornal, Américo Pereira, meu amigo há já alguns anos e escrevi um texto biográfico sobre a nossa conversa sobre a sua paixão pelas orquídeas Por sua vez, ele apresenta-nos a orquídea Spiranthes aestivalis que pode ser encontrada nos nossos campos, basta saber onde procurar

E estes são os temas principais, há mais curiosidades, um passatempo e conselhos de cultivo Espero que gostem!

Saudações Orquidófilas,

Orqui - notícias

Agosto 2014

Novo “Sapatinho” descoberto no norte de Laos

Apesar dos novos híbridos que vão aparecendo todos os anos, a natureza também nos guarda algumas surpresas.

Um cultivador da Tailândia recebeu uma remessa de Paphiopedilum provenientes do norte de Laos (país vizinho) e qual não foi a sua surpresa quando, em Maio deste ano, eles começaram a florir e, entre eles, alguns davam flores que o cultivador nunca tinha visto Resolveu contactar dois especialistas de Paphiopedilum e ambos lhe confirmaram as suas suspeitas – estavam perante uma nova espécie até agora desconhecida.

Este Paphiopedilum é uma planta de pequeno porte, com folhas manchadas entre tonalidades verde e cinza e com a parte inferior das folhas de cor púrpura A flor é muito curiosa, muito bela e com características muito interessantes

A haste floral é curta, cresce na vertical ou ligeiramente inclinada e dá uma ou ocasionalmente, duas flores por haste floral

A flor tem entre 5 a 8 cm e é de cor púrpura escura com sublinhados

e ponta da sépala dorsal amarelo esverdeados As pétalas e sépalas estão cobertas de pequenas pilosidades O labelo tem a extremidade arredondada e a abertura em forma de V O interior é amarelo com veios avermelhados. Uma das características botânicas que o separa das outras espécies é a presença de quatro em vez das duas polinias habituais.

Esta espécie já foi apresentada ao mundo científico e foi-lhe dado o nome de Paphiopedilum rungsuriyanum

Acredita-se que já estejam em produção clones desta nova espécie para serem introduzidos no mercado e assim se evitar que a procura provoque a sua extinção. Não se sabe exatamente o número existente na natureza.

Agora são Brasiliorchis

O género Maxillaria era, para quem se interessa por taxonomia, dividido em vária ‘alianças’ em que se agrupavam várias espécies que tivessem características idênticas

Em 2007 os botânicos e investigadores Rodrigo B Singer, Samantha Koehler e Gérman Carnevali propuseram que a Aliança Maxillaria picta passasse a ser considerada um género à parte E assim aconteceu. As Maxillaria que pertencia a essa Aliança passaram a chamar-se Brasiliorchis, sendo a

espécie-tipo, a Brasiliorchis picta. Este novo género é caracterizado por ser primariamente endêmico do bioma Mata Atlântica, a Sul e Sudeste do Brasil, ter pseudobolbos bifoliados, sulcados a canaliculados, as flores serem campanuladas e duradouras Estudos de biologia molecular também serviram para apoiar a formação deste novo género onde outras Maxillaria mais conhecidas também foram inseridas como a negra schunkeana, a marginata ou a porphyrostele.

Tema de Capa O nosso cartão de sócio

Agosto 2014

Quando pensei em fazer um cartão de sócio bonito, lembrei-me das antigas gravuras botânicas a aguarela que, na época dos descobrimentos e quando ainda não haviam máquinas fotográficas, serviam para ilustrar e mostrar ao mundo como eram as plantas que se iam descobrindo. Era a única hipótese que muitos tinham de ver como era uma planta na realidade pois muitos exemplares não sobreviviam às longas viagens

marítimas e eram trazidas secas e prensadas, como material de herbário Essas gravuras são muito bonitas, com grande pormenor e achei que esta gravura do Paphiopedilum callosum incluída na obra Lindenia Iconographie des orchidées, publicada em 1886, era adequada para o nosso primeiro cartão Anualmente escolheremos uma gravura diferente para ilustrar os cartões de sócio do n/Clube.

Paphiopedilum callosum

Cresce nas rochas ou no solo florestal composto por folhas, cascas de árvore e outros detritos vegetais em decomposição a altitudes entre os 300 e os 2000 m O seu habitat é na Ásia, em países como o Camboja, Laos, Vietname ou Tailândia. São países cujas estações das chuvas são bastante longas, desde a Primavera ao Outono e com Invernos sujeitos a fortes nevoeiros Os locais onde crescem são protegidos da luz forte pelas copas das árvores e nós, em nossas casas devemos coloca-los onde as condições naturais possam ser imitadas.

As temperaturas devem ser intermédias, idealmente entre os 13 e os 30 graus centígrados podendo em muitas zonas de Portugal ser cultivado no exterior, desde que protegidos das geadas e do sol ou luz forte A colocação debaixo de uma árvore frondosa, de um telheiro ou com uma rede de sombra são ideais

O substrato deve estar sempre um pouco húmido. Deverá ser regada todos os 4-5 dias e adubada uma vez por mês. Na época de floração, Inverno / Primavera, devemos reduzir as regas para estimular a planta a florir.

As folhas deste Paphiopedilum são manchadas em tonalidades diferentes de verde e podem crescer até aos 30 cm. A flor é particularmente bonita, de formas elegantes e com umas pequenas calosidades escuras e peludas no rebordo superior das duas pétalas Essas pequenas “verrugas” deramlhe o nome, P. callosum. Uma espécie de cultivo relativamente fácil, generosa nas suas florações e que fica bem em qualquer coleção

Passeios Orquídeas no Chelsea Flower show

No passado mês de Maio realizou-se, em Londres, a 101ª edição do Chelsea Flower Show, a mais prestigiada exposição de flores organizada pela Royal Horticultural Society.

Como seria de esperar, as orquídeas estiveram bem presentes nesta mostra de tudo o que às flores e jardins diz respeito.

Dentro do Grande Pavilhão, ponto de visita obrigatória para os amantes de flores, tivemos o prazer de encontrar dois expositores inteiramente dedicados às orquídeas, o McBean’s Orchids e a Orchid Society of Great Britan.

O McBean’s Orchids é um famoso produtor de orquídeas cuja fundação remonta ao ano

de 1879 e que continua, nos dias de hoje, a ocupar um lugar de destaque no que se refere à hibridação de orquídeas. A apresentação do McBean’s Orchids ganhou uma medalha de prata (silver-gilt) no evento.

A Orchid Society of Great Britain foi fundada em 1951 e tem como objetivo ajudar os associados a aumentar o seu conhecimento sobre orquídeas. Entre os associados podemos encontrar iniciados na orquidofilia, alguns especialistas e diversos produtores.

A sua apresentação foi galardoada com uma medalha de ouro no evento.

Para verem as fotos que a Dora tirou destes dois expositores, basta irem ao nosso site em http://clubeorquidofilosportugal.blogspot.com. As fotos serão também colocadas no nosso grupo do Facebook.

Perfil de um Orquidófilo Américo Pereira

A sua paixão pelas orquídeas começou com a oferta de um Cymbidium (híbrido), feita por um vizinho e amigo, há cerca de 32 anos. Aí se iniciou o gosto e a sua curiosidade por esta vasta família de plantas Um ano ou dois depois fez a sua primeira viagem à ilha da Madeira e lá adquiriu as primeiras espécies (Cymbidium tracyanum, Cymb. lowianum, Zigopetalum mackaii, Coelogyne massangeana e Coelogyne cristata), bem como mais alguns híbridos de Cymbidium e a Sobralia Mirabilis, consolidando definitivamente a sua paixão por orquídeas. Tanto a sua primeira orquídea como as restantes vindas da Madeira ainda hoje fazem parte da sua coleção. Não tendo uma base de dados formal sobre as suas orquídeas, criou o seu blog para o ajudar a sistematizar a informação sobre a sua coleção que, cada vez mais, se

vai alargando. Adianta um número entre 600-700 plantas, distribuídas por mais de 70 géneros e 250 espécies diferentes e vários híbridos

As suas orquídeas são cultivadas em duas estufas distintas, cada uma com cerca de 28m2. Uma estufa temperada /quente (aquecida no Inverno) e uma estufa fria (sem qualquer aquecimento). A maioria dos Cymbidium híbridos e das Sobralia são cultivadas no exterior, com uma cobertura. Todo este espaço fica no extremo Norte de Portugal, no concelho de Terras de Bouro, bem perto da Serra do Gerês e a 22 Km de Braga.

Como suas favoritas escolhe o género Maxillaria e os Cymbidium “chineses”. Pela diversidade das formas e cores, pelo seu exotismo, pela durabilidade das flores e sobretudo por uma grande quantidade de espécies com perfumes intensos e muito agradáveis. Atualmente cultiva 26 espécies diferentes de Maxillaria

Na sua lista de “desejos” estão uma ou outra espécies de Cymbidium “chineses” que, nesta altura estão ainda a preços exorbitantes para “as nossas carteiras” No entanto, se hipoteticamente só pudesse ficar com uma planta não escolhia nenhuma das atrás mencionadas, optaria pela Neofinetia falcata, pela sua suavidade, delicadeza, exotismo, facilidade de cultivo e pelo seu perfume delicioso.

Outro dos seus interesses dentro da orquidofilia são as orquídeas silvestres. Estas não as cultiva, procura-as e fotografa-as Tudo começou quando há quinze anos observou nos prados relativamente perto da sua casa várias centenas de plantas floridas de Dactylorhiza ericetorum. A partir daí a curiosidade foi aumentando e a pesquisa e observação destas orquídeas passou a ser uma atividade mais a sério com a criação da AOSP (Associação das Orquídeas Silvestres - Portugal), à qual aderiu logo desde o início. Este ano já percorreu mais de 10000 km com o objetivo de pesquisar, observar e fotografar orquídeas silvestres, sobretudo em Portugal, mas também em Espanha e França O seu primeiro objetivo era conhecer, in loco, todas as orquídeas até à data conhecidas em Portugal, objetivo esse que já está quase 100% concluído.

Durante este trajeto, conjuntamente com outros elementos da AOSP, também já teve o privilégio de descobrir algumas novas espécies para o nosso país. Todas estas atividades são programadas ao longo do ano, percorrendo o país de Norte a Sul várias vezes, de acordo com o período de floração das diferentes espécies, destacando o Algarve, o Alentejo, as serras do Sicó, Aire e Candeeiros, da Arrábida, do Gerês e o Nordeste Transmontano. (continua na pág. seguinte)

Conte-nos como descobriu a sua paixão pelas orquídeas. Envie-nos o seu testemunho e fotos das suas plantas. Gostaríamos de saber como chegou até aqui. Contacte-nos por email ou carta. Ficamos à sua espera!

Por montes e vales

(continuação da página anterior)

A sua adesão ao Clube dos Orquidófilos de Portugal deveuse ao facto de este ter sido criado com o intuito de "unir" à volta de um objetivo comum todos aqueles que já cultivam orquídeas ou que, eventualmente, venham a cultivar, o de uma permanente evolução no domínio da orquidofilia, através de experiências partilhadas, aos mais diferentes níveis. Desta forma, considera que o COP poderá ter um papel relevante para todos os orquidófilos, como elemento agregador e propiciador de experiências (formação, informação, exposições, publicações, visitas, etc).

Concluindo a nossa conversa, refere que a orquidofilia tem sido uma experiência relevante na sua vida, ao longo destes últimos 30 anos, a vários níveis e em várias dimensões. Destaca os momentos mágicos passados no acompanhamento e evolução de cada planta em particular e de como, com esta atividade, evoluíram, de forma significativa, os seus conhecimentos sobre o mundo que o rodeia e sobre as várias matérias com ele relacionadas e, por último, não menos importante, a forma como lhe permitiu alargar a sua rede de relações sociais e desenvolver novas e importantes amizades.

Pode seguir as florações e passeios do Sr. Américo Pereira através do seu blog “Orquídeas Soltas” em http://orquideassoltas.blogspot.pt e no grupo do Clube dos Orquidófilos de Portugal no Facebook.

Agosto 2014

Américo Pereira

Fotos tiradas em Vila do Conde

Planta de pequeno porte, entre os 12 e os 30/35 cm, composta por 4 a 6 folhas basais, linear-lanceoladas, verde vivo e dispostas na vertical. O caule é piloso, verde amarelado, com brácteas estreitas e agudas, encimado por uma inflorescência solta, normalmente composta por 6 a 30 flores muito pequenas, distribuídas de forma helicoidal e na horizontal, de cor branca, com sépalas e pétalas dispostas em forma de tubo ou campânula e um labelo proeminente, oblongo e serrilhado na extremidade. Espécie muito rara em Portugal, com apenas algumas pequenas populações conhecidas, muito localizadas, uma no norte do país e outra na região centro, aparecendo depois mais a sul, em algumas ribeiras do Baixo Alentejo e Algarve, em solos

pouco ácidos e muito húmidos, muitas vezes alagados durante a maior parte do ano

Em regra geral, a época de floração ocorre sempre de Junho a Julho, podendo por vezes estender-se a Agosto, de acordo com as regiões de ocorrência e as condições climáticas. Para ser observada requer bastante atenção, devido ao seu pequeno porte e à dissimulação no meio ambiente

Bibliografia: DELFORGE, P. (2005) –Guide des Orchidées d’Europe, d’Afrique et du Proche-Oriente – 3e Edition. Delachaux et Niestlé S. A.Paris

Monteiro, José Alfredo Brites (2008) –Orquídeas Silvestres Beira LitoralCoimbra

Cultivo

Agosto 2014

O uso de vasos com água

É outra maneira de cultivar orquídeas, especialmente útil para as espécies epífitas originárias das florestas chuvosas e que gostam de humidades altas sem que as raízes sequem totalmente entre regas. As micro orquídeas também se adaptam bem a estes vasos que foram feitos para quem não tem muito tempo para regar e borrifar diariamente.

O que são?

São pequenos recipientes, chamemos-lhes de vasos, feitos de barro poroso. O seu tamanho e forma podem ser variáveis mas geralmente são cilíndricos ou com uma forma parecida. Podem ter a sua face exterior lisa ou pode ser rugosa ou sulcada propositadamente para que as orquídeas sejam montadas no exterior, com um bocadinho de musgo, tal e qual como faríamos numa pequena placa de cortiça.

Como se utiliza?

Depois de montada a planta no exterior do vaso (usa-se cordel ou um pedacinho de meia de vidro para amarrar a planta ao vaso. A utilizar arame, certifique-se que é antioxidante para não enferrujar), enche-se o vaso com água de rega. O vaso não tem buracos de drenagem. É estanque. Os únicos dois orifícios são para colocar um arame ou fio para pendurar o vaso.

Se já utilizou ou utiliza este tipo de vasos gostaríamos de saber a sua opinião sobre eles. Que plantas cultiva neles? Tem tido bons ou maus resultados?

Escreva para: clubeorquidofilosportugal@gmail.com

Como funciona?

Como o barro é poroso, a água impregna o barro e este parece “transpirar” mantendo o musgo e logo, as raízes da planta, húmidas. Assim, como o recipiente fica cheio de água, a planta fica regada por uns dias, até que a água seque Dependendo da espécie que montamos no vaso, podemos colocar mais ou menos água. Poderá também ser útil se nos ausentarmos por uns dias.

Passatempo

Agosto 2014

Se tem dificuldades em decorar os nomes das orquídeas, tente encontra-los nesta “sopa de letras”. Podem estar na vertical, horizontal, diagonal ou invertidas. Bom divertimento!!

PARCERIAS

O Clube dos Orquidófilos de Portugal fez algumas parcerias com as seguintes empresas que se disponibilizaram a oferecer vantagens aos nossos associados:

JARDINS SINTRALDA

10% de desconto em todas as orquídeas e produtos para orquidofilia

Se conhecer alguma empresa que possa querer publicitar os seus serviços ou produtos ou fazer uma parceria com o Clube, escreva-nos para o nosso email com a sua sugestão.

clubeorquidofilosportugal@gmail.com

MANIADAS PLANTAS

10% de desconto em quaisquer plantas e/ou produtos.

MESTRE JARDINEIRO

10% de desconto em todas as plantas.

WINGARDEN & HOME

10% de desconto em todas as orquídeas e produtos para orquídeas.

Tarefas para este mês

QUEIMADURAS

Acontece muitas vezes a quem tem plantas no exterior e elas acabam por apanhar sol ou demasiada luz. O primeiro sinal pode ser notado observando as folhas, quando há luz em demasia tendem a ficar com uma tonalidade mais clara e menos brilhante. Se a exposição solar for demasiada, pode mesmo causar queimaduras nas folhas (ver fig. 1). Estas normalmente acontecem a meio da folha e nota-se com facilidade que é uma queimadura. Infelizmente será impossível recuperar a folha. A única coisa a fazer é mudar a planta para um local mais protegido, onde a luz seja mais filtrada.

FOLHAS AMARELAS

Outra condição que engana muitos orquidófilos são as folhas que ficam amarelas por excesso de regas (fig 2) O aspeto da folha poderá dar a impressão de que a planta está desidratada e seca mas o que acontece é o oposto e se regamos mais, estamos a fazer ainda pior à planta. Observe as raízes, se a causa for excesso de água elas devem estar escuras e moles. Temos que limpar a planta o mais rapidamente possível e mudar o substrato. As raízes podres têm que ser cortadas cuidadosamente, mesmo que a planta fique com poucas raízes. Depois de limpa, deverá ser plantada num vaso

limpo com substrato novo. As regas seguintes deverão ser moderadas e se ficarem poucas raízes, podemos estimular o seu crescimento usando vitamina B (Tiamina) em pó e dissolvê-lo na água de rega (1g/litro).

O fim do Verão parece que chegou mais cedo e os Cymbidium estão já a produzir hastes florais. Chegou a altura de os colocar no local mais fresco da casa e dar-lhes um bom fertilizante na água de rega ou em granulado, próprio para orquídeas.

BIBLIOTECA ORQUIDÓFILA

Este livro é essencial para quem goste e queira cultivar os três géneros indicados pelo título. Um livro muito completo, com bons textos e boas fotos a ilustrar cada espécie. A história, a descrição dos géneros e das várias espécies e o seu cultivo é aqui colocado de forma muito cuidada e acessível. Poderá ser talvez demasiado técnico para alguns leitores mas a função deste livro, escrito como um guia essencial destes três géneros, é mesmo essa, aprofundar a informação. Apesar de, desde que foi publicado em 2008, já terem acontecido algumas modificações na classificação de algumas destas orquídeas continua a ser um livro de consulta muito útil e de excelente qualidade..

fig. 2
fig. 1

Eventos

EXPOSIÇÕES INTERNACIONAIS

10 – 14 Setembro de 2014

21ª Conferência Mundial de Orquídeas

Joanesburgo, África do Sul

8 – 12Abril de 2015

Conferência e Exposição

Europeia de Orquídeas

Londres, Inglaterra (O José Santos irá realizar uma nova Greentrip ao Reino Unido de 06-12 Abril, que abrangerá a visita a este importante evento.

Mais detalhes desta Viagem no próximo número!)

EXPOSIÇÕES NACIONAIS

5 de Setembro de 2014

Abertura de parte da Estufa de Orquídeas no Jardim Botânico de Coimbra

WORKSHOPS JARDINS SINTRA

30 deAgosto de 2014 SAPATINHOS (Paphiopedilum e Phragmipedium), por José Santos

28 de Setembro de 2014 LAELIA, por José Santos

WORKSHOPS WINGARDEN

13 de Setembro de 2014

FITOSSANIDADE, por Mário Couto

WORKSHOPS MANIA DAS PLANTAS

13 de Setembro de 2014

DENDROBIUM, por Carla Mandaíl

OBITUÁRIO

Queremos aqui deixar algumas palavras de pesar e tristeza pelo falecimento da orquidófila Fátima Sá Marques no passado dia 3 de Agosto. Não era sócia do Clube mas era uma assídua participante nos encontros nos Jardins Sintra.

Será com certeza sentida a sua falta, a sua participação, boa disposição e simpatia. Foi um privilégio a partilha dos bons momentos de convívio e esta paixão pelas orquídeas que tínhamos em comum.

A inscrição no C.O.P. - CLUBE DOS ORQUIDÓFILOS DE PORTUGAL é muito simples Basta enviar-nos um email para clubeorquidofilosportugal@gmail com com os dados pessoais (O clube compromete-se a não divulgar os seus dados a outros e a usa-los unicamente em comunicações com o associado.)

De seguida escolha o tipo de associado e faça pagamento por uma simples transferência bancária num multibanco: - NIB 0010.0000.5121.2280.0015.9, ou ainda por envio de cheque ou vale postal. (O processo de associação só será válido após o pagamento da quota anual)

TIPOS DE SÓCIOS:

Sócio Individual Jovem (até aos 16 anos) – valor da quota: 15,00€ / 12 meses

Sócio Individual Adulto (a partir dos 17 anos) – valor da quota: 20,00€ / 12 meses

Sócio Coletivo (quaisquer idades desde que tenham um grau familiar próximo tipo irmãos, pai e filho, avô e neto Neste tipo de sócio só o primeiro titular tem direito a um voto na assembleia geral mas ambos beneficiam de todas as vantagens em igualdade) – valor da quota: 25,00€ / 12 meses

ASSOCIE um AMIGO no CLUBE dos ORQUIDÓFILOS de PORTUGAL

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