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SISTEMAS DIGITAIS DE AQUISIÇÃO DE IMAGENS VISÍVEIS, INFRAVERMELHOS E HIPERESPECTRAIS 1ª PARTE
INTRODUÇÃO A utilização de câmaras digitais de captação de imagens tem sido amplamente utilizada no mundo da arte desde o aparecimento dos primeiros modelos, no início dos anos 80. A evolução da tecnologia de visão digital foi rápida e constante, permitindo não só o arquivamento das imagens das obras de arte em formato digital para efeitos de documentação, como também se revelou uma técnica muito eficaz nos processos de conservação e restauração. A possibilidade de utilizar a Internet como uma janela aberta, dos museus para o mundo, aumentou ainda mais, quando aplicável, a necessidade de digitalizar todas as obras de arte com a maior resolução possível, para poder oferecer, tanto ao público em geral, como a especialistas espalhados por todo o planeta, a reprodução do mais ínfimo pormenor de uma obra, com um simples clique no seu computador.
Figura 1a · Sensor CCD matricial.
No presente artigo é exposta uma breve introdução da tecnologia de captação digital, do seu estado actual e da sua evolução. Por outro lado, pretende-se abrir uma porta para uma nova tecnologia que terá, sem qualquer dúvida, uma enorme importância no mundo da arte nos próximos anos. Esta tecnologia é a espectroscopia de imagem hiperespectral, tanto visível como em infravermelhos. Embora apenas alguns institutos de restauração e museus utilizem esta tecnologia, a diversidade de potenciais aplicações que pode ter fazem dela uma ferramenta fundamental no futuro, tanto para a restauração como para estudar as técnicas, processos e materiais que os artistas utilizaram na criação das suas obras.
CÂMARAS MATRICIAIS E CÂMARAS LINEARES Um artigo como este apenas proporciona a oportunidade de apresentar uma breve descrição da tecnologia mais avançada disponível actualmente no que diz respeito aos sistemas de captação digital. Sem entrar em pormenores acerca das câmaras, é conveniente mencionar que a tecnologia actual se baseia em duas categorias de sensores: CCD (Charge Coupled Devide - dispositivo de carga acoplada) e CMOS (Complementary Metal Oxide Semiconductor - semicondutor de óxido metálico complementar). Em ambos os casos estes sensores são compostos por elementos foto-sensíveis que convertem a luz em diferenças de potencial e, finalmente, em bits para formar uma imagem digital. Os primeiros sensores que apareceram foram os CCD e, mais recentemente, foram desenvolvidos os CMOS.
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Figura 1b · Corpo de câmara matricial Dalsa de 22 megapixéis (www.dalsa.com).
Embora estes últimos estejam a evoluir de forma muito rápida e no futuro provavelmente se utilizem em praticamente todas as situações em que seja necessária uma captação de imagem, a sua qualidade ainda não é comparável à dos sensores CCD. Para aplicações em que se exijam as mais elevadas prestações, como no caso da captação de obras de arte, continua a recomendar-se a utilização de câmaras com sensores CCD (Fig. 1a). A resolução máxima utilizada actualmente em câmaras comercializáveis é de 22 megapixéis (Fig. 1b), embora recentemente estejam disponíveis, de modo experimental, as primeiras câmaras que permitem captar imagens de até 50 megapixéis. À partida, para a maioria das obras de arte, as resoluções mencionadas anteriormente seriam suficientes para alcançar excelentes resultados. Uma câmara de 50 megapixéis tem uma resolução aproximada de