Instrumentação e controlo em foco na 1.ª conferência da ISA Portugal

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Texto: Helena Paulino

R E P O RTAG E M

ISA Portugal Tel.: +351 269 810 110 · Fax: +351 269 630 888 www.isa-portugal.org info@isa.org · www.isa.org

INSTRUMENTAÇÃO E CONTROLO EM FOCO NA 1.ª CONFERÊNCIA DA ISA PORTUGAL A 1.ª Conferência Técnica de Instrumentação e Controlo foi promovida e marcou o início da actividade da secção portuguesa da ISA, The Internacional Society of Automation. O evento contou com a participação de muitos profissionais ligados à automação, instrumentação industrial e sistemas de controlo de processo em actividades que promovam o seu desenvolvimento técnico e pessoal.

O encontro realizado no Hotel Olissippo Oriente, em Lisboa, contou com a presença de José Alexandre Pereira, Presidente da ISA Portugal, Nelson Ninin, Presidente eleito da ISA que apresentou a associação, e Eva Franco, Presidente da ISA espanhola. Ainda teve a participação de Kees Kemps da Honeywell que apresentou os sistemas instrumentados de segurança, José María Amezága da Petronor que abordou a instrumentação ocorrida em atmosferas explosivas, e Pedro Ramos da CUF Químicos Industriais e José Monteiro da Portucel Soporcel debateram-se sobre as redes de campo e comunicações industriais.

A ISA nasceu oficialmente como Instrument Society of America a 28 de Abril de 1945 nos EUA pela mão de Richard Rimbach e de 18 associações de instrumentação. Esta é uma organização não lucrativa, que apoia os seus mais de 30.000 membros. O seu sucesso fica provado por um ano após a sua fundação já possuir 900 membros, e 8 anos depois quase 7.000. Com sede na Carolina do Norte, organiza a maior conferência de automação do hemisfério ocidental, e é a fundadora da The Automation Federation (www.automationfederation.org). Pretende desenvolver normas técnicas, certificar os profissionais da indústria através de formação e treino adequado, publicação de livros e artigos técnicos, e organização de conferências e exposições, tudo em prol do desenvolvimento da capacidade de liderança e resolução de problemas. Também desenvolve e fornece à comuni-

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robótica

dade global uma vasta variedade de produtos e serviços, de elevado valor acrescentado.

PROJECTO E FUTURO DA ISA PORTUGAL José Alexandre Pereira deu o mote para o evento com uma apresentação sobre o projecto e a realidade da ISA Portugal, referindo-se às normas e certificações vigentes, à formação e treino, publicações, conferências e exposições já em agenda. Relembrou que o primeiro encontro decorreu em Lisboa, a 13 de Outubro de 2006, numa reunião informativa com Francisco Díaz-Andreu e Manuel Bollaín, e a partir daí o número de sócios portugueses foi crescendo significativamente. A 1.ª Assembleia Geral decorreu no ISEL no ano seguinte, onde foram elaborados os estatutos numa Assembleia Geral de Sócios, e posteriormente a 25 de Setembro de 2009 houve uma escritura pública da Associação ISA Portugal. A ISA pretende ser o ponto de encontro da comunidade profissional portuguesa ligada à automação, instrumentação industrial e controlo de processos, incluindo os utilizadores finais, os fabricantes e fornecedores, as escolas e academias. Consequentemente será criada uma estrutura flexível mas consolidada, que assegura a continuidade da actividade da organização e a sucessão dos orgãos dirigentes. Para isso, fixaram para 2010 a fasquia de membros nacionais da ISA numa centena. José Alexandre Pereira terminou enumerando as entidades colaboradoras de apoio institucional e os patrocínios desta 1.ª Conferência Técnica de Instrumentação e Controlo.

PREVENÇÃO E DIAGNÓSTICO GARANTEM SEGURANÇA O engenheiro especialista em atmosferas explosivas da Petronor, José María Amézaga, recomendou uma análise detalhada da fábrica para descobrir se esta armazena ou manipula produtos inflamáveis (sejam líquidos, vapores, gases

inflamáveis, entre outros) e assim, as normas de certos organismos como o LOM, a INERIS e outros, ficam assegurados, tal como a segurança dos trabalhadores da fábrica. A Directiva 94/9/ CE do Decreto-Lei 112/96 de 5 de Agosto de 1996 é aplicada ao material eléctrico e electrónico e dita as normas para os fabricantes sobre os aparelhos, sistemas de protecção, componentes para utilização em atmosferas explosivas, e complementa a lei da Prevenção dos riscos laborais, ditando as disposições mínimas que devem ser aplicadas nas instalações, o que exige um Manual de Protecção contra Explosões antes do material ser colocado em serviço e antes de transformações ou ampliações. O desenho ou análise de uma instalação ATEX permite classificar as instalações perigosas segundo as fontes de escape, e a partir delas são determinadas as zonas perigosas. O sistema de segurança implica aparelhos de segurança, material eléctrico associado e aparelhos eléctricos simples, tudo com cabos de ligação e bus de campo. O material ATEX é válido para o utilizador de acordo com o DL 112-96, com a marcação CE.

Kees Kemps também falou sobre a segurança em sistemas instrumentados. A tecnologia nestes sistemas de segurança sofreu uma mutação com os sistemas pneumáticos e/ou hidráulicos, as soluções baseadas nas ligações com uma simples ligação: redundante em série e redundante com monitorização. O transístor possui um estado electrónico sólido, controladores lógicos programados, tudo isto baseado


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