Automação de máquinas e processos industriais

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DOSSIER Luís Cristóvão (Instalcontrol, Lda.) Weidmüller – Sistemas de Interface, S.A. Tel.: +351 214 459 190 . Fax: +351 214 455 871 weidmuller@weidmuller.pt . www.weidmuller.pt

AUTOMAÇÃO DE MÁQUINAS E PROCESSOS INDUSTRIAIS Uma das condições fundamentais para se poder dar início à automação de uma máquina, de um sistema, de uma solução é conhecer a necessidade dos movimentos da máquina. No caso dos sistemas e das soluções deveremos conhecer perfeitamente a função de cada equipamento e de cada máquina integrada no processo para que possamos atingir o máximo rendimento da automatização.

Se considerarmos a automação de uma fábrica de aglomerados de madeira por exemplo MDF, temos um conjunto de processos que se complementam uns aos outros. Como por exemplo destroçadores, desfibradores, sistema de dosagem de produtos químicos, sistema de dosagem de colas, sistema de preparação e dosagem de tintas, central de produção de vapor, ciclones para transporte de fibra, prensas, arrefecedores, calibradoras e, por fim, as serras de corte. Para que a interligação das várias máquinas que compõem os vários processos seja eficaz deveremos reduzir ao máximo a probabilidade de falha de comunicação entre eles, para tal deveremos recorrer a um tipo de comunicação que no futuro não nos venha a limitar na possibilidade de integrar outros processos, podendo ser eles do tipo Ethernet, Profibus, Devicenet, Profinet, ou ainda redes exclusivas de algumas marcas existentes no mercado. É claro que ao utilizarmos redes exclusivas estaremos a limitar o nosso processo a uma única marca, pelo que é recomendável a utilização de sistemas abertos.

independentemente dos Plc`s poderem ter as entradas e saídas isoladas galvanicamente. Os equipamentos de corte de potência para os accionamentos deveram ter uma atenção especial em função do número de manobras por minuto a que os mesmos estarão sujeitos. Neste conjunto de sistemas e máquinas poderemos utilizar os seguintes equipamentos para corte de potência de accionamento: variadores de velocidade que nos permitem controlar rampas de aceleração e desaceleração, controlar a velocidades em função da necessidade do processo. Quando temos velocidades fixas e necessitamos apenas de arranques e paragens suaves deveremos utilizar arrancadores progressivos que nos permitem controlar apenas as rampas, transístores de potência trifásicos quando temos um regime elevado de arranques e paragens evitando, assim, a fadiga mecânica, ou ainda os tradicionais contactores motores.

Ontem versus hoje

No conjunto de equipamentos e máquinas em cada um dos processos deverão ser criadas barreiras de protecção entre os equipamentos de campo e os quadros eléctricos de distribuição e comando. Essas barreiras deverão proteger todos os sinais, quer sejam do tipo analógico ou digital,

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robótica

Os equipamentos de campo responsáveis pela informação de todo o estado e posições do sistema deverão ser de grande fiabilidade, para tal considera-se fundamental que os mesmos não sejam sujeitos a golpes mecânicos. Assim sendo deveremos utilizar em substituição dos tradicionais fins de curso sistemas do tipo indutivo quando de uma aproximação de materiais ferrosos e capacitivos quando há uma aproximação de metais não ferrosos ou até mesmo de outros materiais.


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