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GESTÃO, EXPLORAÇÃO E TRATAMENTO EFICIENTES DOS RECURSOS HÍDRICOS De acordo com o Programa de Monitorização Conjunto WHO/UNICEF para o abastecimento de água e saneamento (JMP), 2,5 mil milhões de pessoas não têm acesso a instalações sanitárias e 900 milhões não têm acesso a água potável. Inúmeras doenças que têm a sua origem em condições sanitárias deficientes, como a diarreia, são a terceira causa de morte a nível mundial, mais do que o HIV/SIDA, afectando principalmente crianças com menos de 5 anos. Estas mortes podem ser prevenidas com o aumento das condições sanitárias ou até com a adopção de melhores hábitos de higiene, como, por exemplo, o simples acto de lavar as mãos.
Juntamos a este panorama a disponibilidade do recurso em questão. O volume total de água no nosso planeta é cerca de 1,4 mil milhões de km3. O recurso de água potável é de 35 milhões de km3, ou seja, cerca 2,5 por cento, em que 70 por cento está na forma de gelo ou neve em regiões montanhosas, no Árctico e Antárctica. Quase 30 por cento está no subsolo e apenas 0,3 por cento em lagos e rios, totalizando 105.000 km3. Outro factor importante a referir é a explosão demográfica a que assistimos. Cerca de 60 por cento das cidades europeias com mais de 100 mil habitantes utilizam água a um ritmo mais rápido do que ela consegue ser restabelecida. Em 2025, 1.800 milhões de pessoas irão viver em países com escassez de água e dois terços da nossa população vão viver em situação de stress hídrico.
aplicadas membranas de micro ou ultra-filtração, finalizando o tratamento com osmose inversa e UV, com o consumo total energético de 0,8 Khw/m3. Em 2011, espera-se que esta tecnologia responda directamente a 30 por cento das necessidades de consumo de água potável de Singapura (superando o objectivo inicial de 15 por cento). Como vimos anteriormente, é necessária uma mudança na abordagem tecnológica convencional aos conceitos de saneamento e abastecimento nos países industrializados. As diferentes formas de oferta de água, condições climatéricas, sociais e infraestruturais requerem uma adaptação regional, sobretudo nas tecnologias para gestão do abastecimento e saneamento da água, bem como reutilização, desinfecção e dessalinização da água do mar. Independentemente do processo de tratamento, é ainda importante ter em conta a gestão energética destas soluções e o impacto ambiental que têm, como a produção de dióxido de carbono. A contribuição da tecnologia em termos electrónicos para uma verdadeira gestão é frequentemente subestimada. Automação, accionamentos e distribuição de energia oferecem um potencial de optimização elevado, devido ao facto do ciclo de vida de uma instalação ser de 40 anos. Para os operadores de uma instalação, a estabilidade e manutenção mantêmse como os critérios de operação mais importantes, mas é fundamental ter em atenção a optimização do processo. Por exemplo, a utilização de motores eficientes (novas classes de eficiência IE1 – IE3) reduz os custos operacionais, os consumos energéticos, (97 por cento do custo total do equipamento está relacionado com a energia que consome), e as emissões de CO2, o que permite alcançar uma rápida amortização do custo do equipamento. Numa instalação, 66 por cento da emissão de carbono está relacionada directamente com a energia consumida e apenas 33 por cento é proveniente de CH4 e N20 relacionados com o processo, nomeadamente no tratamento e descargas.
Tanto o balanço hídrico como a situação sanitária actuais sugerem um cenário catastrófico. Para o evitar devem ser disponibilizadas elevadas quantidades de água com qualidade, de uma forma sustentada pelas infra-estruturas adequadas. Situação que a Singapura presentemente vive, e onde se encontrou uma solução com água reciclada de elevada qualidade produzida através da filtração por membranas, a Newater. No final do processo de tratamento biológico por lamas activadas, no tanque final de sedimentação, são
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robótica
A FORMA MAIS EFICIENTE DE POUPAR CUSTOS Os accionamentos representam cerca de 2/3 do consumo da energia eléctrica industrial. As más notícias: os custos energéticos continuam a subir. As boas notícias: para cada instalação, isto representa um enorme potencial em termos de poupança de custos que presentemente não é alcançado, que pode representar até 70 por cento na poupança de energia, no caso das indústrias intensivas.