REPORTAGEM Texto: Martha Mendes Fotografia: DEI | Escola de Engenharia | Univ. do Minho RoboParty Tlm: +351 919 315 631 URERSDUW\#VDURERWLFD SW f ZZZ URERSDUW\ RUJ
ROBOPARTY NA UNIVERSIDADE DO MINHO UMA FESTA PEDAGÓGICA Os robôs e a tecnologia foram o pretexto para uma festa que durou um fim-de-semana na Universidade do Minho, em Guimarães. Juntou pais e filhos, professores e alunos, amigos e colegas. Para aprenderem mais sobre Robótica.
A ideia é original e a adesão foi grande: fazer uma festa dedicada aos robôs. Miúdos e graúdos, famílias, turmas de secundário, colegas de faculdade, alguns especialistas e até escuteiros juntaram-se durante um fim-de-semana, em Guimarães, em nome da Robótica. Denomina-se RoboParty, repete-se há três anos sob a alçada e organização da Universidade do Minho (UM) e pela SAR – Soluções de Automação e Robótica, e tem cada vez mais adeptos.
quer ser “treinadora de golfinhos”, a criança de cabelo longo assegura que também “gosta muito de máquinas”, e por isso, para o ano espera poder regressar. Pedro Areias tem 29 anos e é economista. Apesar da sua vida “passar ao lado dos robôs”, o chefe de equipa dos “Aventureiros” quis vir “matar a curiosidade” com alguns elementos do seu grupo de escuteiros. “Ouço falar da RoboParty desde que surgiu e tive sempre muita vontade de vir ver se era capaz de fazer um robô”, contou, acrescentando que “em alguns miúdos já se nota uma aptidão natural para as tecnologias”. Foi também para aguçar a aptidão dos alunos da Escola Técnica e Profissional de Mafra, que o professor Cesário Garcia trouxe até Guimarães os alunos do curso técnico de Gestão de Equipamento Informático. Cláudio Martins, 19 anos, era um desses alunos e explicou o porquê de participar na RoboParty: “era uma oportunidade para exercitar algumas coisas, como a programação ou a soldadura.” Foi “para aprender mais” que formaram a equipa “Team of Jah”, que veio à UM representar a escola dos arredores lisboetas. “Vejo este fim-de-semana como uma outra forma de dar uma aula”, sublinhou Cesário Garcia, acrescentando uma novidade que deixou os alunos felizes: “A partir do ano que vem, a RoboParty vai ser incorporada no planeamento anual da escola e vai ser paragem obrigatória dos alunos desta área, todos os anos.”
PARA BRINCAR E APRENDER Estela Bicho tem 40 anos, é professora do Departamento de Electrónica Industrial da UM, e já participa na RoboParty há duas edições como organizadora porque, como garantiu, “divirto-me muito.” Vestida com a t-shirt da organização, era frequentemente interrompida por vários alunos que chegavam ao pavilhão desportivo da UM, onde decorreu o evento, felizes por encontrá-la. Este ano levou os dois filhos, o Lucas e a Luísa. Apesar de só ter dois anos e meio, ao colo da progenitora, Luísa observou muito atenta a mãe a soldar as peças, numa alegria de quem está a despertar para novas descobertas. Vir com os filhos à RoboParty, explicou Estela, “é uma forma de passar tempo de qualidade com eles, mas também de educação. Estas iniciativas são muito importantes para a formação dos miúdos, para lhes despertar a atenção para as novas tecnologias, e até para a gestão de grupo e o funcionamento em equipa”, frisou. O motivo que leva a docente a querer continuar a fazer parte desta festa é a adesão das pessoas, que se envolvem muito. “Os participantes respondem muito bem ao desafio; o meu filho por exemplo há vários dias que não dormia, ansioso, à espera que chegasse o dia”, contou, sorridente. Também Beatriz Freitas, de oito anos, uma das participantes, adorou a vinda à RoboParty, onde esteve pela primeira vez este ano. “É muito divertido, principalmente construir o robô”, contou, vestida com uma t-shirt da organização, de tamanho XL. Apesar de confessar que “quando for grande”
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robótica
A ideia inicial era “fazer uma festa ligada ao mundo da robótica, mas com uma vertente mais educativa, pedagógica”, explicou Nino Pereira, 32 anos, engenheiro electrónico e membro da organização do evento desde