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«A GLOBALIZAÇÃO GERADA NO RAMO DE PRODUÇÃO IRÁ RETROCEDER»
NA EUROPA, TOCA A MÚSICA DO FUTURO «Na China, é muito mais barato» – era, até há pouco, o argumento principal das empresas europeias quando tentavam justificar a transferência da sua produção para a Ásia, sobretudo para a China. Principalmente as pequenas e médias empresas aqui estabelecidas tiveram de lutar, no passado, com a enorme concorrência do Extremo Oriente. «A Europa ocultou as suas capacidades por demasiado tempo»», entende Markus Krieg, Director do Departamento de Semicondutores da Rutronik. «Como distribuidor europeu, consideramos ser uma das nossas mais importantes tarefas manter a competitividade da Europa como centro económico e de produção – também futuramente» », constata Markus Krieg. «Apresentamos aos nossos clientes soluções viáveis que lhes permitem conservar ou recuperar as suas unidades de produção na Europa de forma eficiente do ponto de vista económico.» A Rutronik confia nas oportunidades de mudança que o momento actual nos oferece: a China, que parecia até há pouco um centro de produção com preços sem concorrência, é, entretanto, nitidamente menos procurada. «O surto de investimentos de empresas estrangeiras – sobretudo europeias – está a decair. O país tem de fazer frente ao nítido aumento dos encargos salariais, ao enorme encarecimento dos custos de transporte, à falta de protecção da propriedade intelectual e à deficiente qualidade dos produtos, assim como à escassez de água e de energia», explica Markus Krieg a situação actual. Não é, portanto, de admirar que os europeus estejam literalmente «fartos»: por um lado, houve empresas que foram fielmente copiadas e, por outro, as contribuições obrigatórias para o seguro social, assim como as férias obrigatoriamente pagas, provocaram um aumento dos encargos salariais de aproximadamente 25 por cento. Simultaneamente, o governo chinês deseja desembaraçar-se conscientemente da imagem de «país barato». A China vai perdendo a atractividade como centro de produção mais barato. «A globalização gerada ao longo de anos no ramo de produção, irá retroceder», prevê Krieg. A lista de «retornados» é longa: desde o magnata de bonecos de peluche até ao fabricante de tubagens. «Em 2006, os problemas de direitos de autor resultantes da localização mundial também não nos passaram despercebidos», conta Krieg. «Os fornecimentos de substitutos revelaram ser falsificações de má qualidade. Estes componentes só acabaram por não dar entrada no mercado pelo menos, não através de nós – graças aos extensos testes realizados na nossa casa.»
A EUROPA TEM CAPACIDADE DE CONCORRÊNCIA «Somos solicitados a apresentar aos nossos clientes europeus soluções globais adequadas, a fim de os ajudar a recuperar as suas unidades de produção no continente.»» Não é a primeira vez que a Rutronik tem êxito em tais «re-tran-
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robótica
sacções»: «Retransferimos da Ásia para a Europa a produção de uma aplicação para contadores, de um dos nossos clientes.»» Foi possível fazêlo graças a um pacote económico global que compreende a selecção de produtos com preços optimizados, a selecção de um subcontratante adequado dentro da Europa, assim como uma solução rentável para as áreas de transporte e logística. «Especialmente as viagens de ida e volta, necessárias para o transporte, são, do ponto de vista económico e ecológico, um absurdo.»
realizar uma aplicação de forma económica, sem prejuízo do grau de qualidade.» Com uma quota de mercado de aproximadamente 25 por cento na Europa, o ramo de distribuição tem competência para expressar uma opinião fudamentada sobre a situação actual. «Na verdade, a Europa não tem necessidade nenhuma de se esconder, quando as suas inovações são comparadas com as da Ásia ou de qualquer outra região do mundo. Como distribuidor, queremos contribuir de forma decisiva para que continue a ser assim. O nosso objectivo é dar um apoio global aos nossos clientes, recrutados entre as pequenas e médias empresas europeias, de forma a que possam concentrar-se na sua principal competência: o desenvolvimento de inovações. Preparamos-lhes, por assim dizer, o solo em que as suas ideias inovadoras poderão crescer.»
NOVAS ESTRELAS DE PRODUÇÃO NO FIRMAMENTO ASIÁTICO?
da Rutronik.
tituir a China, é o Vietname. Mas também aqui Krieg se mostra céptico: «Daqui a 3-5 anos já tudo passou à história»», é a sua tese. Krieg vê os principais motivos no entendimento cultural radicalmente diferente de ambos os continentes: Na China, o acto de plagiar – ou seja, juntar as competências alheias às competências próprias – é considerado como honesto; um entendimento que é completamente alheio a um europeu.
Markus Krieg esclarece, ao mesmo tempo, que não se trata de desacreditar os fabricantes asiáticos. «Os nossos parceiros de «franchising» compreendem perfeitamente as nossas dúvidas respeitantes à produção. Na qualidade de distribuidor de peças e acessórios, movimento-me, evidentemente, de forma global e não tenho nada contra componentes de alta qualidade produzidos por fabricantes asiáticos. A nossa função é escolher, dos múltiplos produtos existentes no mercado, os componentes que permitam
Na opinião de Krieg, a Índia também não representa qualquer concorrência para a Europa em termos de produção. «A produção de equipamentos electrónicos ainda não desempenha, aí, um papel importante. As infra-estruturas são piores do que na China e uma boa produção só pode realizar-se numa infra-estrutura apropriada.»» Também não se deve esquecer que, no que respeita à formação técnica, a Índia dá mais valor ao software e do que ao hardware. Além disso, com a subida contínua dos preços do petróleo,
Markus Krieg, Director do Departamento de Semicondutores