20 anos robótica

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ESPECIAL

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anos

“Quando ter 20 Anos é muito mais que maioridade!” Pois! Ei-la: crescida, forte, madura!... 20 anos de vida constitui um marco na existência de uma pessoa. Mas não é a uma pessoa que me refiro; é, isso sim, à Revista “Robótica” que, deste modo, constitui um exemplo de longevidade no nosso panorama editorial. A “Robótica e Automatização” (assim foi baptizada) foi concebida à mesa de um café nas redondezas da Praça Marquês de Pombal, no Porto, pelo seu Editor, Engº António Malheiro, e por mim próprio, para servir de director, sob o vaticínio de que iria ser um meio de difusão das ideias da robotização que fervilhavam na altura nos meios académicos, e que se pretendia serem transferidas para as Empresas. E ela aí está, cumprindo os desígnios dos seus fundadores! Talvez pelo “apadrinhamento” que teve… Na verdade, tivemos o privilégio de ter sentados á volta de uma mesa as pessoas mais sabedoras, à época, dos temas de robotização e automatização, quer do meio académico quer do meio industrial; sem menosprezar os restantes, lembro, pela sua posição destacada na sociedade civil e académica dos nossos dias, o Senhor Professor Doutor Marques dos Santos, Magnífico Reitor da Universidade do Porto, e o Senhor Professor Victor Correia dos Santos, Ilustre Presidente do Instituto Politécnico do Porto. Nessa mesa-redonda, completamente reproduzida no primeiro número da Revista “Robótica e Automatização”, publicada em Junho de 1989, se fez o ponto da situação e se lançaram desafios às Escolas e à Indústria no sentido da implementação da automatização e robotiza-

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robótica

ção dos processos como meio de melhoria de qualidade e competitividade. As palavras entusiastas dos Engº Domenico Casella e Victor Cardial, pessoas que à época eram consideradas as mais credenciadas ao serviço da Indústria, nas áreas da Automatização (Armazenagem Automática) e da Robótica, foram incentivo, seguramente, para que muitos outros se lançassem na investigação e implementação de medidas e técnicas, facilmente absorvidas pelas Empresas técnica e ideologicamente mais avançadas. Em simultâneo, Empresas Comerciais e de Serviços, algumas das quais, desde a primeira hora, anunciaram (e anunciam...) os seus produtos e serviços na Revista “Robótica”, apostando no futuro e beneficiando do alargamento de mercado que a integração europeia proporcionou, apoiavam todas as iniciativas, quer académicas quer industriais, colocando à disposição os equipamentos e tecnologias de ponta que permitiram um desenvolvimento inusitado das capacidades e do conhecimento científico nas áreas citadas da Robótica e da Automatização. Foi um passo de gigante que o País deu nesse domínio. E a Revista “Robótica” pode orgulhar-se e congratular-se com os seus Amigos por ter sido motora e ter participado activamente nesse processo de crescimento. É pena que, agora, em pleno naufrágio provocado pela crise económico-financeira mundial em curso, algumas Empresas de méritos reconhecidos se vejam em dificuldades, apesar dos

processos e tecnologias avançados que usam. Sirva, pelo menos, de oportunidade de melhoria para aquelas que conseguirem sobreviver, expurgando algum método ou tecnologia mais arcaico, apostando sobretudo em tecnologias limpas e energeticamente eficientes. Certamente que a Revista “Robótica” está de alma e coração com todos os Empresários que, de forma séria e honesta, lutam para manter o seu “barco” a navegar... Porque estar ao lado das Empresas é também a missão da “Robótica”! Graças aos seus Directores, a “Robótica” tem conseguido atingir os seus objectivos e manterse fiel aos seus estatutos fundacionais. Fazendo votos para que assim continue, prestando o seu inestimável serviço de divulgação científica e informação especializada, cumprimento todos aqueles que se sintam a ela mais ligados: leitores, anunciantes, editor e todos aqueles que nela trabalham, com especial relevo para o seu presente Director. Também aqui desejo deixar um sincero voto de ânimo e persistência para todos aqueles que acreditam que a Indústria Portuguesa tem e merece um lugar digno no contexto mundial, que não apenas europeu! Lourenço Pinho


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