Gestão de processos

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Martins R. Gonçalves Director de Área de Negócios ruimartins@antoniomoutinho.pt

GESTÃO DE PROCESSOS ÂMBITOS Monitorização | Controlo | Registo PALAVRAS CHAVE: Competitividade 1. INTRODUÇÃO Recuando aos tempos de ténue concorrência, ou nichos específicos de mercado, a competitividade não era alvo primordial na estratégia empresarial, já que o essencial passaria pela resposta às encomendas monopolizadas dos clientes. Actualmente, a situação é utópica, devendo a diferenciação ser foco principal no posicionamento constante das indústrias no mercado, relativamente à concorrência; à capacidade de diferenciação designo de competitividade. Mas em quê ser diferente? Inovação do produto, desenvolvimento de soluções para novas necessidades, investigação, qualidade?... No entanto, por evidente que seja a diferenciação, toda e qualquer empresa somente evolui se gerar lucro, sendo este directamente indexado à capacidade de venda e/ ou capacidade de rentabilização e gestão de recursos. Mediante estes conceitos, o objectivo é enquadrar a importância da Gestão de Processos na linha de produção ou prestação de serviços como controlo e ferramenta de rentabilização de custos associados através da monitorização e análise preventivas das não conformidades nos processos.

2. DESENVOLVIMENTO Mas, o que se entende por processo? Na realidade o conceito é lato, mas tangível. Genericamente podemos designar por processo o conjunto de meios corpóreos e não corpóreos que relacionados por disciplinas e metodologias bem definidas levam ao cumprimento de um determinado objectivo. Às metodologias e ferramentas de observação designamos de monitorização, análise e decisão, controlo, e suporte, registo.

Com o crescendo dos mercados e necessidades, assim como a natural evolução tecnológica e mesmo os imperativos de qualidade e normalização, observou-se o desenvolvimento de equipamentos mais pequenos, versáteis e com potencialidades de monitorização diferentes dos até então usados. O nome do resultado da evolução, Datalogger. Equipamento electrónico, controlado por software para tratamento de dados e registo em memória volátil, como a RAM de um vulgar PC. De multi-entradas (termopar, termo-resistiva e analógica linear DC, em corrente e tensão), saídas de alarme configuráveis, visor local para configuração e monitorização, tornaram-se o fiel substituto dos tradicionais registadores.

Para descrever os primórdios da monitorização e registo teremos de reportar ao tempo em que os processos eram observados por equipamentos de sufixo “grafo”; termo-manógrafos (registo de temperatura e pressão), termo-higrógrafos (registo de temperatura e humidade), entre outros. A componente comum entre todos eles era (é) o registo em papel quadriculado devidamente dividido, em que o sistema de controlo de tempo tinha por base um mecanismo de precisão quartzo alimentado a pilhas. Para alem da utilização exclusivamente local, estes equipamentos tinham como desvantagens o desgaste mecânico, manutenção dispendiosa, susceptibilidade de manuseamento e transporte. Nestes sistemas de monitorização o registo era fiável, mas susceptível às condições ambientais envolventes. Os registadores, ainda utilizados, construídos em série, de base de funcionamento pouco tecnológica e de evolução praticamente nula, funcionam ainda alicerçados em elementos bimetálicos ou a expansão de gás inerte concatenado a um tubo de bourdon, no caso da temperatura, ou características de expansão e contracção de cabelo (ou fibra) na situação de medição de humidade.

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Com a utilização destes sistemas integrados torna-se possível a visualização de vários pontos do processo em simultâneo, ou vários pontos de vários processos no mesmo patamar de tempo. O registo torna-se possível em duas modalidades distintas: On-line quando a monitorização é contínua em real-time e a intervenção exigida no processo é imediata; Off-line quando o objectivo da monitorização é primordialmente fazer registo. Os softwares de trabalho focalizam dois objectivos principais, sendo a configuração do hardware, tal


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