Entrevista a Vitor Carvalho, presidente da APLOG "Ainda há muito a fazer na logística em Portugal"

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Entrevista a Vitor Carvalho, presidente da APLOG

“AINDA HÁ MUITO A FAZER NA LOGÍSTICA EM PORTUGAL” “A logística torna as empresas altamente competitivas, permitindo-lhes chegar mais longe”, esta é a convicção do presidente da APLOG. Victor Carvalho só lamenta que a maioria das pequenas e médias empresas ainda não tenha percebido isso e continue a ver a logística como uma componente dispensável do seu desenvolvimento.“

Para Victor Carvalho, os grandes marcos da APLOG foram, “a vontade e o voluntarismo dos fundadores que puseram a associação de pé e a realização de alguns eventos, como congressos de logística, incluindo o EUROLOG – a reunião europeia da Logística”. Com a mudança para as novas instalações e a criação das tais condições inovadoras, a associação decidiu começar a organizar uma série de eventos – seminários workshops, congressos –, com o intuito de “elevar o nível dos participantes, oradores e conteúdos”, sublinha Victor Carvalho.

HISTORIAL DA ASSOCIAÇÃO A Associação Portuguesa de Logística, nasceu em 1991 por um grupo de profissionais de logística, que pertenciam às empresas mais evoluídas a nível de implementação de técnicas logísticas modernas. DE acordo com o presidente da associação, Victor Carvalho, “deu um grande salto qualitativo há cerca de 5 anos, quando saiu de umas instalações precárias e se transferiu para a Alameda António Sérgio, em Miraflores”. Foram as novas instalações que permitiram à associação “criar novas condições para o desenvolvimento de outro tipo de actividades, que no anterior contexto não eram possíveis”, reiterou o presidente. A criação do sítio na Internet também foi determinante.

Já se notam alterações significativas nas empresas que aderiram à APLOG, face às que ainda não aderiram? Sim, claro. Nos seminários temos discutido o assunto e demonstrado isso mesmo. Hoje estamos em condições de mostrar às empresas portuguesas o que de melhor se faz em logística a nível europeu ou a nível mundial. É isso que temos feito nos seminários que temos organizado. E

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“Acabámos por conseguir fazer um up-grade de visibilidade e impacto na comunidade ligada à logística. Isto quer dizer que, para além de termos aumentado o número de associados nestes últimos cinco anos, fizemos também muitas acções de formação, desenvolvemos um conjunto de estudos que são importantes para um melhor conhecimento da logística, mas sobretudo, transformámos a APLOG numa plataforma de divulgação de boas práticas logísticas e de conhecimentos, por forma a que as empresas portuguesas vejam na APLOG uma entidade que as pode, efectivamente, ajudar naquilo que elas mais precisam, que é saber como é que se trabalha bem em termos de logística. Esse é o nosso grande objectivo”, explica satisfeito o presidente. De uma forma geral, actualmente estão na APLOG “as grandes empresas industriais da distribuição, consultoria, operadores logísticos. Há depois algumas médias empresas, mas penso que ainda não temos como associados as empresas que mais têm a beneficiar com tudo o que se faz na APLOG: as pequenas e médias empresas, o universo esmagadoramente maioritário em Portugal”, lamenta o responsável.

neste aspecto, as empresas que já aderiram à APLOG têm beneficiado muito do contributo que a APLOG é capaz de recolher a nível internacional, uma vez que somos representantes das associações congéneres internacionais. Fazendo essa divulgação junto das empresas portuguesas, naturalmente que aquelas que mais participam nas actividades da APLOG ficam melhor preparadas que as restantes empresas.

O nosso objectivo é contribuir para o desenvolvimento das empresas, fazendo-as ver a logística como uma componente fundamental do negócio. Se nos derem ouvidos, tenho a certeza que estamos a contribuir para uma maior competitividade das empresas portuguesas, para ajudar na implementação de tudo aquilo que possa ser importante para a melhoria das condições operacionais dessas mesmas em-

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