Consultório electrotécnico

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CONSULTÓRIO ELECTROTÉCNICO 189

revista técnico-profissional

o electricista IXUS, Formação e Consultadoria, Lda.

consultório electrotécnico O “Consultório Electrotécnico” continua a responder às questões sobre Regras Técnicas, ITED e Energias renováveis que nos têm sido colocadas. O e-mail consultoriotecnico@ixus.pt está também disponível no sítio www.ixus.pt está ao dispor. Aguardamos as vossas questões. Nesta edição publicamos as questões que nos colocaram entre Janeiro e Abril de 2009. P1: Estou a realizar um projecto ITED de uma Moradia e na entrada da CEMU ao ATI tenho 82m, a canalização terá de ser enterrada num caminho privado da moradia (entrada privada) que vai dar à garagem e os tubos de ligação entre a CEMU e o ATI devem ter diâmetros mínimos interiores de 32mm e 25mm, estes tubos podem ser do tipo VD? Ou de outro tipo? Em relação às caixas de passagem terei de utilizar caixas NR_, certo? De que tipo? E a distância entre as caixas qual deverá ser? R1: Em resposta ao solicitado para o consultório técnico vamos aqui tentar ajudar a esclarecer algumas situações que nos colocou. Em relação à distância entre a CEMU e o ATI (82 mts), não é obrigatório qualquer tipo de caixa, só em caso da necessidade dos enfiamentos, como neste caso é uma grande distância, então aconselho que aumente a dimensão dos diâmetros dos tubos, para tentar reduzir o nº. De caixas aplicar, (em linha recta +/- 25 mts). Em relação aos tubos VD, alerto que não se podem utilizar em valas (enterrados), para isso deverá consultar os requisitos mínimos do ponto 3.5.5.2 do manual de ITED, pag.30. P2: A regra indicada na secção 801.2.1.1.1 das R.T.I.E.B.T. significa que os circuitos acessíveis ao público têm de ser protegidos por diferenciais e disjuntores diferentes dos locais não acessíveis ao público, ou podem apenas ficar em disjuntores separados no mesmo diferencial? R2: Efectivamente devem ser os circuitos alimentados de forma que os comandos e as protecções sejam independentes para aqueles casos. Devem ser protegidos por interruptores diferenciais diferentes. Porém, para a iluminação normal nos estabelecimentos recebendo público de 1ª, 2ª, 3ª e 4ª categorias não permitido o uso de um único diferencial (se for essa a protecção de pessoas) para todos os circuitos (ver 801.2.1.5.2) P3: Efectuei recentemente um aditamento de um projecto licenciado em Novembro de 2006 de acordo com a legislação em vigora na altura dec-lei 740/74. Após alterações introduzidas pelo D. de Obra, como sejam aumento significativo das potências dos 90 Apartamentos no

valor total instalado de 2323.331kVA. Dado que os cabos previstos no projecto de 2006 para estas potencias a considerar não cumpririam o estipulado no art. 25 RSICEE, foi utilizado neste aditamento os coeficientes da RTIEBT visto serem mais realistas, tendo menores custos para o dono da obra e menores calibres de protecções. Assim sendo a questão que coloco é se neste aditamento poderei considerar os coeficientes das RTIEBT em vez dos considerados no art. 25 RSICEE. R3: Se o projecto obedece ao DL 740/74 (RSIUEE), deve ser coerente e todos os cálculos ser realizados de acordo com aquele regulamento. Não deve misturar regras ou conceitos. Pensamos que deve usar os factores de simultaneidade do RSIUEE. P4: Tenho uma dúvida em relação às canalizações de iluminação de segurança que é se esta deve ser resistentes ao fogo, ou seja, por exemplo para a alimentação de blocos autónomos deve-se usar cabo resistente ao fogo? Esta situação aplica-se a todos os tipos de estabelecimento, os recebendo público e os restantes edifícios? Se a alimentação dos blocos autónomos for garantida pela rede normal de energia é necessário o referido cabo resistente ao fogo? E se for garantida por fonte central? R4: Relativamente às questões colocadas, pelo que se depreende das RTIEBT (Ref.ª 801.2.1.2.2 – a)), as canalizações das INTALAÇÕES DE SEGURANÇA, devem ser resistentes ao fogo, não excluindo qualquer situação. Também em “Generalidades” (Ref.ª 801.2.1.2.1), considera que ”As instalações de segurança são as instalações que devem ser ligadas ou mantidas em serviço para garantir ou para facilitar a evacuação do público em caso de emergência”. P5: Na sequência do curso Projecto de Sistemas Fotovoltaicos, iniciei um projecto em ilha, fotovoltaico, com baterias de apoio, em que todos os consumidores são alimentados a 230 Vac. Para tal procurei um inversor adequado mas arrancam com tensões mínimas muito acima da tensão de baterias que se pretende 24 ou 48 Vdc. Por exemplo o SMA Sunny Island SI4248 necessita una tensão DC


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