ARTIGO TÉCNICO
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o electricista
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Mário Jorge de Andrade Ferreira Alves Dep. de Engenharia Electrotécnica Instituto Superior de Engenharia do Porto
ABC do osciloscópio
{3.ª PARTE › COMANDOS FUNDAMENTAIS}
(continuação da última edição)
Os comandos e funcionalidades dependem muito de marca para marca e de modelo para modelo. Os osciloscópios de amostragem normalmente apresentam um conjunto mais alargado de comandos e funcionalidades.
1› CONSIDERAÇÕES INICIAIS Este ponto descreve os comandos fundamentais dos osciloscópios analógicos e de amostragem. Note-se que os osciloscópios de amostragem normalmente apresentam um conjunto mais alargado de comandos e funcionalidades. Estes não são endereçados tendo em consideração: › o objectivo introdutório deste documento, salientando apenas os comandos e funcionalidades encontrados na generalidade dos osciloscópios, no sentido de ajudar o leitor a iniciar-se na sua utilização; › que estes comandos e funcionalidades dependem muito de marca para marca e de modelo para modelo; › que a grande facilidade de utilização da maior parte dos osciloscópios de amostragem, apoiada muitas vezes por sistemas de ajuda interactiva (on-line help), torna relativamente simples a aprendizagem do seu funcionamento “à medida que se vão utilizando”. A Figura 1 apresenta os blocos de comandos do osciloscópio HITACHI V-312 ([1]), cujo painel frontal se apresenta na Figura 2. Utiliza-se aqui este osciloscópio como exemplo por ser representativo de um osciloscópio analógico clássico. Seguidamente apresenta-se uma descrição mais detalhada deste comando.
Figura 1 . Blocos de comandos do osciloscópio HITACHI V-312 [1].
2› COMANDOS FUNDAMENTAIS 2.1› Comandos do ecrã Embora os comandos do ecrã variem um pouco dos osciloscópios analógicos para os de amostragem alguns deles são comuns, nomeadamente: › Comando de Intensidade (INTENSITY) Este comando permite ajustar a intensidade (brilho) do traço. É natural que à medida que se aumenta a velocidade de varrimento, haja necessidade de aumentar a intensidade do traço (maior velocidade implica menor persistência do feixe de electrões).
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correcto. Alguns osciloscópios analógicos e quase todos os osciloscópios de amostragem têm características especiais para facilitar esta tarefa. Uma das funcionalidades mais interessantes é o tempo de espera do disparo, que é um período de tempo ajustável durante o qual o osciloscópio não pode disparar. Esta característica é útil quando pretendemos analisar formas de onda complexas, de modo a que o osciloscópio apenas dispara no primeiro ponto de disparo após o tempo de espera. A Figura 9 mostra um exemplo da utilidade do tempo de espera de disparo para a visualização adequada de um sinal. Saliente-se que, mesmo para os osciloscópios analógicos sem esta opção (o ajuste do tempo de espera), existe um tempo mínimo de espera que corresponde à duração do sinal em dente de serra. Isto significa que durante o tempo, enquanto o qual o osciloscópio efectua o varrimento e se prepara para um novo varrimento o sistema de sincronismo está desabilitado. Acrescente-se ainda que alguns osciloscópios de amostragem têm funcionalidades do sistema de sincronismo extremamente avançadas, podendo definir-se “padrões” para o comparador, nomeadamente o disparo quando se verificam determinadas transições do sinal ou o disparo quando se verifica uma dada sequência lógica de bits (para analisar sinais digitais).
REFERÊNCIAS [1] Hitachi Denshi Ltd., “Model V-212/211 Oscilloscope Operation Manual”. edição disponível em http://www.tek.com; [2] Imagens obtidas a partir de uma ferramenta de simulação de osciloscópio desenvolvida no âmbito de um trabalho académico. Note-se que as imagens foram obtidas efectuando a desfocagem do feixe de forma a proporcionar uma melhor visibilidade do traço no documento impresso; [3] Tektronix, “XYZs of Oscilloscopes”, versão de 1995, actualmente numa nova edição disponível em http://www.tek.com. (continua na próxima edição) PUB