CONSULTÓRIO ELECTROTÉCNICO
revista técnico-profissional
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o electricista IXUS, Formação e Consultadoria, Lda.
consultório electrotécnico A equipa do “Consultório Electrotécnico” continua a responder às questões sobre Regras Técnicas, ITED e Energias renováveis. O e-mail consultoriotecnico@ixus.pt também disponível no sítio www.ixus.pt está ao dispor. Aguardamos as vossas questões. Nesta edição publicamos as questões que nos colocaram entre Maio e Julho. P1: Estou a construir uma moradia, cujo licenciamento camarário data de finais de 2004, inícios de 2005. Na altura apenas foi incluído o projecto RITA nas especialidades, dado que segundo informação do projectista, o projecto de electricidade não era obrigatório por parte da câmara. Neste momento o electricista está na obra e surgiram várias dúvidas: › A obra está abrangida pelas novas Regras Técnicas, ou pelas válidas à altura do licenciamento? › É sempre necessário entregar previamente o projecto na CERTIEL, ou apenas solicitar a inspecção? Se não, em que condições é que necessária a apresentação? › O quadro eléctrico necessita de ser realizado por um quadrista? R1: Se a licença de obras é de 2004 ou 2005, ainda pode reger-se pelo DL 740/74. No entanto aconselha-se a realização da instalação pelas Regras Técnicas. Apenas tem de colocar um quadro por piso, protecção diferencial de 30 mA para a casas de banho, condutor de protecção em todos os circuitos e mais alguns pormenores que demos no curso e que está na documentação distribuida. Relativamente ao projecto, presume-se que a potência não seja superior a 50 kVA, e por isso não é obrigatório. O quadro deveria ser construído e certificado por quadrista, mas pode ser feito alguém que realize os ensaios e o construa correctamente, com equipamentos certificados. P2: Estando, actualmente, bastante difundido o processo automático de rega de zonas ajardinadas utilizando programadores e electroválvulas em ambiente exterior bastante agressivo, molhado ou húmido, pretendo saber se está regulamentado o nível de tensão, tipo e característica das protecções eléctricas a utilizar para executar correctamente tal tipo de instalações eléctricas. R2: Os programadores são normalmente equipamentos associados a electroválvulas (as mais vulgares alimentadas a pilhas) ou então usam-se interruptores horários que comandam as electroválvulas. As regras a utilizar, serão estudadas caso a caso, mas poderão utilizar-se as regras descritas para ambientes hú midos e molhados descritas nas secções 702 (piscinas e lagos e fontes) das Regras Técnicas. P3: É obrigatória a colocação de tomada de estática em parques de gases medicinais (em ambiente hospitalar) de forma a que, durante o abastecimento de Oxigénio, a viatura-cisterna aí seja ligada através de cabo apropriado? (em caso afirmativo, qual o Regulamento ou norma que o prescreve e qual o valor mínimo da Terra estática?) R3: Não conhecemos nenhum regulamento ou norma que obrigue a tal. Nas
Regras Técnicas não encontramos nada relacionado. O Oxigénio não é um gás inflamável ou explosivo, pelo que não vemos a razão para tal procedimento de segurança. No entanto poderão existir normas que imponham algumas regras relativamente a essa questão. P4: Tenho que elaborar o projecto de um edifício, em que no rés-do-chão existem três lojas sem qualquer tipo de utilização definida. Gostaria de saber como classifico, dentro das 92 possibilidades, as referidas áreas? Sou obrigado a projectar a instalação eléctrica ou posso fazer referencia que estas serão alvo, a posteriori, de um projecto de acordo com a sua utilização? As lojas são um rectângulo com os WC’s no fundo. R4: De acordo com o estipulado na regulamentação actual deverá analisar os factores de influência externa locais e classificá-los em conformidade. De referir que actualmente é comum executar uma tabela com todas as influências externas e colocar lá a Classe (algarismo) que entender de acordo com as regras técnicas. Naqueles que considerar normal deverá colocar a classe 1 (excepto na “Temperatura Ambiente” e nas “Condições climáticas” em que o “normal” é a classe 4). Nas outras coloca as que achar pertinentes. Se for mesmo espaço fechado, as classificações deverão ser todas normais. No WC é que já deverá usar outra classificação em da existência, ou não de banheira ou chuveiro. Relativamente à alimentação das lojas convém não esquecer que deverão possuir ramais independentes. Estes ramais deverão ser dimensionados para prevenis futuras alimentações de potência significativa. A maior possível dentro dos limites do bom senso. Deverá também projectar uma instalação que contemple os “serviços mínimos” caso não saiba o destino final das mesmas. P5: Vou instalar módulos fotovoltaicos de 175Wp, 20 unidades deste equipamento. Os módulos estão ligados 10 a 10 em serie e as fileiras em paralelo pois o inversor é o Sunny Boy 3300 (Pot. Nominal de 3300W), onde tenho um limite max de 500 V de tensão e 20A corrente max. Potência nominal 175 Wp | Tensão nominal 23.9 V | Corrente nominal 7.32 A 10 x 23.9 = 239 V | 2 x 7.32 =14.64 A Logo as questões são as seguintes: 1› A secção que estou a utilizar até ao inversor para uma queda de tensão de 1% é de 4 mm2 até 16 m e 6 mm2 superior. O que pretendo saber é se com esta queda de tensão de 1% estou a dimensionar bem o meu sistema ou tenho que efectuar os cálculos com uma queda superior? Já agora o que me aconselhava fazer para uma ligação ao inversor superior a 20 m? 2› Para a protecção da instalação CC estou a dimensionar um interruptor para 240V e 16A, é a melhor solução?