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Fase: estudos e projectos de uma empresa de referência

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PUBLI-REPORTAGEM - FASE

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o electricista

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FASE

{ESTUDOS E PROJECTOS DE UMA EMPRESA DE REFERÊNCIA}

A Fase Estudos e Projectos S.A., fundada em 1979, é actualmente uma das maiores empresas nacionais de engenharia, cujos serviços abrangem a Consultoria e Assistência ao Dono da Obra, a Elaboração de Estudos e Projectos Multidisciplinares, assim como todas as actividades inerentes à Gestão e Fiscalização de Empreendimentos. A empresa conta já no seu currículo com um vasto leque de obras mediáticas, o que representou apenas uma das razões pelas quais “o electricista” decidiu entrevistar José Rocha de Almeida, administrador da Fase e engenheiro electrotécnico de formação. Às já referidas obras, junta-se a abordagem a outros temas pertinentes, tais como o modo como o Estado tem organizado os concursos de projectos, a conjuntura actual do mercado da construção nacional, a eficiência energética e, ainda, as adaptações que a empresa teve que fazer para ir ao encontro das novas entidades e regulamentações. Forneça-nos um breve resumo do historial da Fase. A Fase tem 29 anos, e nasceu nas áreas mais técnicas de especialidade: electricidade e mecânica, onde se afirmou de imediato como uma das empresas de referência a nível nacional e a partir daí alargou o seu âmbito de intervenção às construções civis, arquitectura e, mais tarde, à gestão e fiscalização de empreendimentos. Cresceu de modo consistente e hoje temos quase 300 colaboradores. Este é o historial por etapas. Quanto à área da electrotecnia, ao longo do tempo, e apesar das mudanças do mercado, esta foi sempre uma área de referência da Fase. Actualmente a Fase está organizada em quatro Unidades de Negócio, sendo duas delas focalizadas nas áreas específicas da

Indústria e Águas e Ambiente, duas mais gerais correspondentes ao Projecto e Gestão de Empreendimentos e uma Direcção de Negócios Internacional. A Fase é uma empresa que se tem imposto no panorama nacional como uma das principais nas áreas de projecto e gestão de empreendimentos. A que se deve este sucesso? Deve-se principalmente a muito trabalho e rigor na compreensão e satisfação das necessidades dos nossos clientes, juntamente com os esforços que envidamos, constantemente, para manter a empresa na linha da frente em áreas, tais como a adopção de novas tecnologias, o desenvolvimento de novas metodologias de trabalho, a formação dos recursos humanos e a certificação de qualidade. Relativamente a esta última, adianto que a Fase foi também uma das pioneiras do País. Estamos, actualmente, certificados em Qualidade, Ambiente e Segurança onde fomos mesmo os primeiros a nível nacional a obter a tripla certificação nesta área de serviços. Penso que estes têm sido os principais pilares do sucesso da empresa. A pluralidade da oferta da Fase exige uma

grande cooperação entre equipas multidisciplinares. Como é feita a ligação entre os diferentes departamentos? Nas várias Unidades de Negócio temos uma estrutura interna organizada por competências técnicas, cada uma com um responsável próprio, assim como a figura do Director de Projecto, cujo trabalho se inicia antes da elaboração do projecto em si mesmo, já que faz a recolha da informação e dos requisitos do cliente e das várias áreas técnicas, reunindo todos os elementos necessários para a elaboração da proposta. Uma vez ganha a proposta e colocada a encomenda, o Director de Projecto passa a ser o elemento agregador junto das várias equipas multidisciplinares, o que facilita bastante o diálogo, pois reduz o número de interlocutores com os quais o cliente tem que lidar ao longo do projecto. É um elemento muito importante, pois é o responsável pela coordenação das várias actividades, assim como pela definição e cumprimento dos prazos, tomando sempre em atenção as necessidades mais objectivas do cliente. Qual a opinião que tem dos concursos organizados pelo Estado? Não muito boa, efectivamente. Considero um


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diferente e cada um implica preocupações e desafios específicos.

“Estamos muito activos internacionalmente e temos feito um grande esforço nesse sentido.“

e Casino em Chaves, para a Solverde e um Parque de Tancagem de Combustíveis em Aveiro, para a Martifer. No Funchal aguarda início de obra o Museu da Tecnologia e Inovação. Em curso de projecto estão também uma nova Máquina de papel para a Portucel em Setúbal, o Novo Hospital Maria Pia e duas Centrais de Biomassa.

A Fase está em vários mercados, e mesmo tendo em conta apenas um, o de electrotecnia, existem vários mercados segmentados. Podemos falar de edifícios, onde a Fase tem historial e presença, da indústria, onde também temos uma forte presença desde o início, a área das infra-estruturas/comunicações em que também estamos presentes, entre várias outras. Quanto a obras de referência para a empresa, posso destacar algumas, tais como o complexo do Europarque, onde existe um grande auditório para todas as valências (incluindo ópera) que, é um dos melhores do país. O complexo BCP no Tagusparque que tem hoje 12 edifícios e dois grandes centros informáticos, dos quais o primeiro era o mais avançado em termos tecnológicos na altura em que foi construído, chegando mesmo a constituir uma referência internacional que atraiu visitantes estrangeiros, alguns dos quais vindos da Alemanha e de Espanha. Externamente, e resultado do alargamento que temos feito ao mercado internacional, também projectámos o Centro Cultural de Macau e o Museu Camões, e fizemos a remodelação do Banco Nacional de Angola, que é um ícone da baía de Luanda. Na vertente externa, temos actualmente em curso, igualmente em Macau, a Gestão e Fiscalização de um edifício mediático correspondente a um grande Centro de Ciência e Tecnologia. Outra situação que destacaria foi a revisão de projecto e gestão e fiscalização da Igreja da Santíssima Trindade, inaugurada recentemente. Actualmente, temos em curso de projecto e assistência técnica à obra um grande complexo administrativo para a Agros em Vila do Conde, e em conclusão de obra um Hotel

Duas obras de referência da Fase: Centro de Ciência de Macau e o novo Museu de Tecnologia e Inovação, no Funchal

O interesse mediático gerado por estas obras é importante para a empresa? É importante pois as obras com valor mediático, para além do seu valor intrínseco e do próprio gozo que o seu desenvolvimento dá aos projectistas, acarretam um valor acrescentado para as empresas que as desenvolvem, que advém não só do seu mediatismo mas fundamentalmente da valorização em termos de conhecimento que sempre trazem consigo. Na época de desenvolvimento dos estádios, fizemos a revisão do projecto e gestão global do empreendimento do Estádio do Dragão e do Estádio de Aveiro. Foram, também, obras marcantes e que continuam hoje a ser referências do historial da empresa nesta área, acabando por cimentar e reforçar a nossa posição no mercado. No caso do estádio do Dragão tivemos uma tarefa que é pouco comum em Portugal, o controlo de custos visando atingir o que se designa por PMG – Preço Máximo Garantido.

A Fase acompanhou o projecto desde o seu início, de modo a que os preços atingíveis se enquadrassem dentro de uma determinada fasquia. É preciso que haja nas etapas iniciais alguém que acompanhe o projecto e as opções a tomar que condicionam o custo do empreendimento. Este foi um processo de diálogo feito em paralelo com os projectistas numa fase inicial, e que contribuiu logo à partida para que fossem adoptadas as soluções que melhor se enquadrassem nos custos que se pretendiam atingir. Quais os principais desafios que se colocam daqui para frente? O que perspectiva para o futuro da Fase? Para o futuro espero que possamos, pelo menos, fazer tão bem quanto temos feito até agora. Temos de estar muito atentos aos desafios relativos à integração de novas tecnologias nas nossas operações diárias. Pensamos que o futuro pode ser favorável, e neste momento julgamos que o mercado melhorou um pouco. Estamos presentemente muito activos internacionalmente e temos feito um grande esforço nesse sentido. Aliás, um dos nossos grandes objectivos futuros é o de que uma parcela considerável do nosso trabalho passe a vir dos mercados internacionais. Almejamos conseguir que entre 25 a 30% da nossa facturação advenha de trabalhos para o estrangeiro. Temos neste momento participação numa empresa de Angola, e noutra em Macau. Para além destas presenças mais directas, estamos activos em países como a Argélia, Moçambique e, pontualmente, no Brasil. Somos da opinião que estes últimos 29 anos nos forneceram lastro suficiente, assim como a dimensão crítica necessária, para podermos avançar para estes novos desafios.

Para mais informações

FASE – ESTUDOS E PROJECTOS S.A. Tel.: +351 226 191 400 | Fax: +351 226 108 055 geral@fase.pt | www.fase.pt


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