PUBLI-REPORTAGEM - ABB
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o electricista Carlos Dias
ABB
{O ESTADO DE ARTE DAS SOLUÇÕES EFICIENTES E ECOLÓGICAS}
No ano em que a ABB decidiu reorganizar as suas áreas de negócio, a revista "o electricista" aproveitou este facto para entrevistar Ascensão Lopes, administrador da ABB S.A. com o pelouro na área de Automação e dar a conhecer um pouco mais deste gigante que se assume como líder na automação industrial a nível mundial. INTRODUÇÃO O grupo ABB nasceu em 1988 da fusão entre dois grandes grupos da área de electrotecnia, a ASEA de origem Sueca e a Brown Boveri da Suíça. Estes dois grupos actuavam principalmente nas áreas de produção, transporte e distribuição de energia, automação e também em outras áreas e transporte ferroviário. Em meados dos anos 90 a ABB mudou de estratégia desinvestindo na produção de equipamento pesado para grandes centrais de energia eléctrica e material circulante ferroviário. Do encaixe financeiro que a ABB realizou, adquiriu o grupo Elsag Bailey, constituído por uma série de empresas que estavam nas áreas de instrumentação e automação (Bailey, Hartmann&Braun, Sensycon, Fisher&Porter etc..). A partir desta altura a ABB tornou-se o maior fornecedor mundial de soluções e sistemas de automação industriais, expandindo-se rapidamente desde 1999, com novos desenvolvimentos na aplicação das Tecnologias de Informação, soluções baseadas em software, comércio electrónico, infra-estruturas para telecomunicações e, de uma forma geral, transformando-se num grupo baseado no conhecimento e nos serviços. A culminar esta tendência da ABB de se basear na aplicação do conhecimento e nos
serviços, ela tornou-se pioneira da chamada Industrial IT - a integração em tempo real e em uma única arquitectura dos software de todos os sistemas operativos e de gestão global de empresas ou grupos, qualquer que seja o número e a localização geográfica dos seus estabelecimentos, algo que foi possibilitado pela Internet junto com o íntimo conhecimento da ABB dos vários processos industriais e com a sua posição de líder em automação industrial. Em Janeiro de 2006, o grupo reorganizou-se tendo constituído cinco áreas de negócio: Produtos de Energia, Sistemas de Energia, Produtos de Automação, Automação de Processos e Robótica. O grupo ABB está presente em cerca de 100 países e emprega mais de 100.000 pessoas em todo o mundo. Em 2005 a ABB, teve um resultado líquido de 735 milhões de USD, 1,7 mil milhões de EBIT correspondente a 7,8% das vendas e 23,6 mil milhões de USD de encomendas recebidas, confirmando assim o óptimo desempenho do Grupo. A ABB em Portugal emprega cerca de 500 pessoas e têm um volume de negócios na ordem dos 100 milhões de Euros.
APOSTA NUMA GESTÃO SUSTENTADA A sustentabilidade tem um papel central e estratégico em todas as actividades da ABB. Neste sentido, a visão da ABB é a criação de valor para os clientes, tornando-os mais
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Quando um cliente compra um produto ABB está a comprar um equipamento actual, que apenas a ABB ou poucas empresas o possuem, estamos aqui a falar basicamente em termos de performance, rendimento energético e limitação do CO2 para a atmosfera. Se um cliente quer comprar o equipamento mais barato que existe no mercado, então de certeza que não é um cliente ABB."
Aliado a esta situação, a ABB oferece aos seus clientes a formação necessária para que estes possam tirar o máximo proveito dos seus equipamentos através de um conceito denominado ABB University. Os condicionalismos para integração neste conceito estão centralizados nos Centros de Excelência, onde se encontram técnicos formados para poder formar outras pessoas. O objectivo final é a transferência de conhecimentos para o cliente: "A nível de grupo a formação é fundamental em tudo. Nós periodicamente levamos a nossa equipa de técnicos lá fora, onde lhe são conferidos graus de formação e de aptidão. A partir do momento em que os nossos técnicos estão formados integramo-los dentro do conceito ABB University. Daí em diante, o que nós fazemos em Portugal é transferir esses conhecimentos para os nossos clientes e outros colaboradores da ABB. Actualmente em Portugal, este conceito funciona na área dos Accionamentos e na área da Robótica", explica-nos Ascensão Lopes.
FUTURO ENCARADO COM MUITO OPTIMISMO E o futuro? Sempre difícil de perspectivar, sobretudo no momento menos bom que o país atravessa, não assusta o administrador da ABB, porque o objectivo para 2006 é claro: "continuar a crescer como temos crescido". O nosso mercado industrial está em recessão e no sector da construção os investimentos são praticamente uma raridade. Apesar disso, Ascensão Lopes está optimista: "Em Portugal temos vindo a crescer a uma média de 2 dígitos por ano, na área de produtos de baixa tensão e automação, claro que não estamos a falar de 90%, mas é mais do que 9%. Foi o crescimento que registámos de 2003 para 2004 e de 2004 para 2005. Em 2006 pensamos que será também um ano de crescimento para nós, não sei se serão 2 dígitos ou não, nós prevemos que sim. Isso deve-se essencialmente a um trabalho muito profissional que a ABB tem vindo a desenvolver junto dos principais clientes em Portugal, influenciando o nosso produto perante o cliente mais profissional. Temos vindo a demonstrar que a opção pela ABB, ainda que seja um pouco mais cara, apresenta vantagens claras, nomeadamente no que diz respeito à poupança energética, à qualidade de energia e à preocupação com o ambiente. Esta mensagem tem passado nos clientes e é isso que permitiu o nosso sucesso, porque temos vindo a cimentar cada vez mais a relação com os nossos actuais clientes.“ No que respeita à indústria, a instabilidade governativa e a recessão são as principais razões apontadas por Ascenção Lopes para o abrandamento verificado nos investimentos em termos industriais, porque são investimentos que necessitam de uma perspectiva de médio-longo prazo. "Neste momento, estamos a verificar que em 2006 estão a começar alguns desenvolvimentos de investimentos industriais que poderão ser benéficos para a ABB. A Cimpor está a investir, não em Portugal, mas investiu agora no Egipto. Nós temos uma boa parceria com a Cimpor a nível de equipa-
mentos eléctricos na área de energia e isso já se traduziu em várias encomendas para nós ABB Portugal. Ao nível da Pasta e Papel nós somos os principais parceiros da Soporcel/Portucel em termos de produtos de energia, nomeadamente motores e variação de velocidade. O último grande investimento que este grupo fez, a máquina de papel da Figueira da Foz - uma das maiores máquinas da Europa - toda a parte de accionamento da máquina é ABB, no fim de linha a manipulação de papel conta com robots ABB. O cliente está satisfeito, já conhece os nossos produtos e sabe que quando está a comprar o produto ABB está a comprar a última tecnologia e é isso que tem sido apanágio da Soporcel/ Portucel em comprar o estado e arte em termos de equipamento." Os investimentos estrangeiros também são muitos importantes, porque o grupo ABB tem diversas parcerias estabelecidas a nível internacional para a aquisição preferencial de equipamentos ABB, alguns exemplos disso são: Celbi, Repsol, Dow, Solvay, York, Atlas Copco, etc. "Essas empresas quando vêm para Portugal, ou se já se encontram no nosso mercado mantêm os acordos internacionais com a ABB e nós estamos cá para os servir dentro desse âmbito", diz-nos Ascensão Lopes. Em termos do grupo e depois de passado aquele período de turbulência que se verificou em 2000, devido às várias questões de reestruturação e de objectivos do grupo, que se prendiam com a definição do seu caminho e da sua estratégia a médio-longo prazo, a ABB hoje em dia vem mantendo os objectivos que foram traçados a médio prazo, que passam por ter uma empresa altamente rentável a nível internacional e com uma vertente de crescimento. 2004 e 2005 provaram essa situação e 2006 aponta nesse sentido. para mais informações:
Tel. +351 214 256 000 | Fax +351 214 256 247 www.abb.pt