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Sistemas de captação de descargas atmosféricas

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DOSSIER

revista técnico-profissional

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o electricista Alexandre Cruz (Eng.) Coordenador do Departamento Técnico da OBO BETTERMANN

sistemas de captação de descargas atmosféricas A captação de descargas atmosféricas é um dos pontos do projecto electrotécnico mais descurado pela maioria dos projectistas. Exige, na pior das hipóteses, coordenação com o projecto de estruturas, arquitectónico e civil. É moroso na sua definição e no seu traçado. Verifica-se uma total ausência de espírito crítico na escolha dos sistemas a aplicar, deixando o marketing de sistemas milagrosos e de fácil instalação sobrepor-se à real função da engenharia. O sistema de captação O objectivo de um sistema de captação é interceptar uma descarga atmosférica, conduzir a corrente de forma segura, através de baixadas, e por último dissipar as correntes através do sistema de terras. Tem, como finalidade, a protecção de vidas, edifícios e bens. O IEC (Comité Electrotécnico Internacional) sob a norma IEC 62305 define de forma clara e objectiva todas as premissas para a realização de um sistema de captação de descargas atmosféricas. Em ponto algum encontramos referências a pára-raios com dispositivos ionizantes não radioactivos. Podemos reflectir sobre a existência de uma NP 4426, baseada numa norma espanhola (UNE 21186:1986) que por sua vez é uma tradução de uma norma francesa (NF C 17-102:1995) que tutela a utilização de dispositivos ionizantes não radioactivos e que é baseada na norma IEC61024, entretanto retirada.

O confronto normativo Um pára-raios activo, segundo vários fabricantes, apresenta um raio de protecção de 60m, com um mastro de 3 m de altura. A

norma IEC 62305 considera um pára-raios activo uma simples haste captora Franklin (ponta de ferro), em que o raio de protecção é dado pelo método do ângulo (uma haste com 3m apresenta cerca de 12 m de raio de protecção). Ficará o engenheiro descansado ao preconizar para um sistema que segundo o IEC tem apenas um raio de protecção de 12m quando necessita de um raio de protecção mais elevado?

A reflectir 1. Sendo Portugal um dos membros do IEC, não deverá zelar para que as normas definidas e desenvolvidas em conjunto se sobreponham às normas nacionais, muitas vezes impostas e definidas por lobbies de fabricantes? 2. Será a classe de engenharia suficientemente criteriosa na escolha e definição dos sistemas, que têm por objectivo primário a protecção de vidas humanas?

COMO SE DEFINE UM SISTEMA DE CAPTAÇÃO? 1› Os Pontos de captação › Hastes captoras (inclui todas as pontas metálicas sobrelevadas à cobertura) › Cabos em catenária › Condutores emalhados

2› Posicionamento dos pontos de captação Os métodos aceitáveis, para determinar o posicionamento dos pontos de captação, são os seguintes: › O método da esfera fictícia pode ser utilizado em todos os edifícios › O método do ângulo é intuitivo mas limitado para edifícios com alturas elevadas, como se pode comprovar na Figura 2. › O emalhado é utilizado para proteger edifícios com cobertura plana.


o electricista

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PROTECÇÕES DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS 101

Material

Km

Ar

1

Betão, Tijolo

0.5

lhado em que o material a considerar é o betão.

Cálculo do coeficiente Kc: Se se tratar de uma ponta de captação isolada Kc = 1 (Tabela C.1 62305-3 IEC:2006). Se o sistema for um emalhado o coeficiente Kc traduz-se da seguinte forma:

c n h

Distância entre prumadas número total de prumadas altura entre o sistema de terras e a captação.

Segue-se um exemplo de cálculo para um sistema com uma ponta captora e um ema-

› Sinopse Um projecto de captação de descargas atmosféricas é bastante complexo. Todas as indicações e premissas acima descritas são superficiais e devem ser alvo de um estudo mais aprofundada. n = 4 ; c = 15 m ; h = 7,5 m Nível de protecção = III Kc1 = 1 l1 = 6 m l2 = 7,5 + 7,5 = 15 m

A OBO BETTERMANN disponibiliza-se, através de uma equipa multidisciplinar, a auxiliar na definição do projecto e na instalação das soluções em obra. Mais rigorosos e actuais, sempre de acordo com as normas europeias. PUB


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