Como nasce um lubrificante

Page 1

Especial Lubrificantes

Sintética Tel.: +351 256 588 188 · Fax: +351 256 582 055 info@sintetica.pt · www.rocol-sintetica.com

Como nasce um lubrificante Criar um novo lubrificante é um processo longo e dispendioso. Uma ampla escolha de produtos de base permite produzir lubrificantes muito eficientes. Uma necessidade para responder a exigências cada vez mais severas.

O DESENVOLVIMENTO DE UM LUBRIFICANTE Porquê um novo lubrificante? Quando uma empresa produtora de lubrificantes decide desenvolver um novo produto, baseia-se geralmente num estudo de mercado que demonstra a existência de uma nova necessidade por parte dos consumidores. A decisão terá também em conta outros elementos, tais como: - A estratégia comercial da empresa; - As acções inovadoras da concorrência; - A identificação de um componente ou de uma propriedade original; - Considerações económicas e ecológicas; - A necessidade de utilizar preferencialmente componentes disponíveis na empresa.

zação dos lubrificantes. A estas exigências técnicas juntam-se as relativas à protecção do ambiente e dos utilizadores, assim como o aumento generalizado do tempo de serviço dos óleos para automóveis e veículos industriais. Todas estas exigências levaram a criar novos óleos de base que permitem fabricar lubrificantes sensivelmente mais fluidos a baixas temperaturas, menos voláteis e mais eficientes que os formulados a partir dos óleos minerais clássicos.

O exemplo da composição de um lubrificante para veículos automóveis Um lubrificante para automóvel compõe-se principalmente por um óleo de base, ou uma mistura de óleos de base que constituem a própria estrutura do produto final. Este óleo de base deve ter características físico-químicas tão próximas quanto possível do lubrificante desejado. A esta base acrescentam-se aditivos para reforçar ou acrescentar certas propriedades. Na selecção dos aditivos a utilizar, é necessário assegurar que estes não exercem entre si efeitos antagónicos prejudiciais à qualidade do produto acabado. Um lubrificante para motor de "topo de gama" pode ser constituído por quatro óleos de base diferentes, aos quais se acrescentam por vezes até cerca de quinze aditivos diferentes e que representam, em certos casos, cerca de um quarto do volume do lubrificante. Apresentamos seguidamente uma síntese da extensa gama de óleos de base e de aditivos para a produção de lubrificantes.

O caderno de encargos Uma vez tomada a decisão de criar um novo lubrificante, é necessário estabelecer um caderno de encargos destinado ao centro de investigação, onde são descritas as características do novo produto. O estabelecimento deste caderno de encargos obriga a conhecer as classificações e especificações editadas por vários organismos. Em primeiro lugar, ter-se-ão em conta as últimas exigências dos construtores de automóveis ou de equipamentos industriais, geralmente expressos nas especificações publicadas ou, na sua falta, obtidas após discussão com os especialistas. Seguidamente, far-se-á o ponto da situação sobre a evolução previsível das principais especificações internacionais a que o produto deverá imperativamente responder à data da sua comercialização.

Exigências sempre mais severas As tendências actuais que visam reduzir o peso dos materiais utilizados e aumentar as potências específicas transmitidas, traduzem-se num aumento generalizado das temperaturas de utili-

78 · MANUTENÇÃO

OS ÓLEOS DE BASE Actualmente, a grande maioria dos lubrificantes produzem-se a partir de 4 categorias diferentes de óleos de base.

1. As bases minerais convencionais Estes produtos obtidos pela refinação clássica caracterizam-se por um teor relativamente elevado de hidrocarbonetos com uma estrutura química "isoparafínica", o que lhes confere uma propriedade reológica muito apreciada na lubrificação, a saber uma fraca variação de viscosidade com a temperatura (índice de viscosidade elevado: 95-105). As bases minerais contêm uma proporção de compostos aromáticos relativamente importante mas tolerável, assim como fracas quantidades de produtos sulfatados e azotados. A sua vasta gama de viscosidades e o seu baixo custo de produção são vantagens determinantes na sua utilização para a preparação dos lubrificantes mais correntes.


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook