MOBILIDADE ELÉTRICA Guia Rápido para soluções de carregamento de Veículos Elétricos
Setor de Material Elétrico 1.ª Edição: dezembro de 2021 Editora Responsável: AGEFE Grupo de Trabalho de Mobilidade Elétrica - Setor de Material Elétrico da AGEFE Design, Edição de Imagem e Paginação: Creative Lemons Campo Grande, 28 - 10.º C, 1700-093 Lisboa Telf. (+351) 210 182 127 www.agefe.pt
Prefácio
pág. 3
Prefácio Vivemos num momento pivotal da evolução energética das
Entre todas as medidas previstas, destacam-se aquelas que
nossas sociedades.
se dedicam à implantação de formas de transporte público e privado mais limpas, mais baratas e mais saudáveis. Os
Com efeito, alicerçada no objetivo de assegurar a neutralidade climática até 2050, a União Europeia definiu,
transportes são responsáveis por cerca de 25% das emissões de gases com efeito de estufa na UE2.
no âmbito do Pacto Ecológico Europeu (“Green Deal”), um conjunto de metas ambiciosas para, até 2030, alcançar a
Com a publicação deste “Guia Rápido para soluções de
descarbonização dos vários setores da economia, com forte
carregamento de Veículos Elétricos”, a AGEFE pretende
impacto na origem e na forma de utilização da energia1.
ser um promotor ativo desta transformação: divulgando de forma simples o enquadramento regulamentar, apresentando
Este plano prevê os investimentos necessários e os instrumentos de financiamento disponíveis para que se atue em duas dimensões sincrónicas: a redução da poluição e das emissões de gases com efeitos de estufa e a preservação da
os conceitos técnicos subjacentes e posicionando os seus associados – empresas fabricantes, importadores, grossistas e distribuidores do Setor Elétrico –, enquanto atores centrais do desafio da eletromobilidade.
biodiversidade, por um lado; a dinamização de uma economia limpa e circular, por outro.
Lisboa, 2021
Comissão Europeia - Energia e Pacto Ecológico - acessível aqui
1
Comissão Europeia - Transportes e Pacto Ecológico - acessível aqui
2
Conselho Setorial de Material Elétrico da AGEFE
Índice 03
30 - 48
05 - 07
49 - 53
Prefácio
Introdução
08 - 10
O Veículo Elétrico
11 - 20
Modos de carga de Veículos Elétricos
21 - 29 Pontos de carregamento de Veículos Elétricos
Fichas Técnicas
Desenvolvimentos nas tecnologias de carregamento
54 - 57 Glossário
58 - 62
Legislação aplicável e informação complementar
Introdução
Introdução
pág. 5
Introdução
pág. 6
A transição energética pelo Veículo Elétrico é incontornável Em Portugal, o transporte rodoviário é o subsector com o
Ainda que a aceleração na adoção da tração elétrica e
maior consumo final de energia primária e, em particular, o
da digitalização constitua a base para uma verdadeira
maior responsável pelo consumo de produtos petrolíferos
transformação no ecossistema de transportes e mobilidade,
para fins energéticos1
contribuindo, de forma decisiva,
é necessário ter presente que o uso diário de Veículos
para a dependência energética do País. Por si só, o uso do
Elétricos depende, diretamente, da disponibilidade de
automóvel é responsável por perto de 60% das emissões
infraestruturas dwegamento simples, seguras e fiáveis.
do sector.2
Assim, o desenvolvimento da mobilidade
O sucesso e a rapidez na adoção do Veículo Elétrico devem
elétrica no nosso país contribui não apenas para objetivos
conjugar-se com políticas de ordenamento do território
ambientais, onde se destacam a redução das emissões de
que potenciem a articulação e a utilização do sistema de
CO2 e da poluição atmosférica, mas também para objetivos
transportes públicos e dos novos modelos de mobilidade
energéticos e económicos, com a redução da dependência
partilhada ou autónoma, entre outros, mas tendo por
energética externa e dos custos de mobilidade para famílias
condição necessária o fácil acesso a uma infraestrutura de
e empresas.3
carregamento segura e em bom estado de funcionamento.
1
APA - Ficha temática “Pegada energética e carbónica dos transportes”
2
APA - National Inventory Report 2020 Portugal
3
Regime Jurídico da Mobilidade Elétrica
Introdução
Por sua vez, uma operação de carregamento eficiente deve começar, antes de mais, com a avaliação precisa das necessidades e a seleção adequada das soluções, garantindo a segurança. Nesse sentido, o “Guia Rápido para soluções de carregamento de Veículos Elétricos” é um documento prático que, de forma sintética, procura apresentar os principais aspetos das infraestruturas de carregamento de Veículos Elétricos, apoiar a análise das necessidades dos utilizadores e orientar projetistas, instaladores e donos de obra nas suas escolhas. Tendo por aplicação os textos legais e regulamentares, tal como o respeito das disposições normativas relevantes, este Guia corporiza a vontade da AGEFE e das suas associadas em contribuir para o desenvolvimento da mobilidade elétrica e, desta forma, participar ativamente nos objetivos nacionais de transição energética.
pág. 7
O Veículo Elétrico
O Veículo Elétrico
pág. 8
O Veículo Elétrico
1.1. Que tipos de Veículos Elétricos existem??
1.2. Quais são os principais constituintes de um Veículo Elétrico a baterias?
Os Veículos Elétricos (VE) são veículos propulsionados por um motor elétrico alimentado por uma bateria recarregável ou por outros dispositivos portáteis de armazenamento de energia elétrica. A carga é feita por meio de uma fonte externa ao VE tal como uma rede de distribuição de energia elétrica, pública ou privada. Atualmente coexistem diversas tecnologias de VE, todavia, no âmbito deste guia, focamos a nossa abordagem nos dois tipos de VE, acima de 2 kVA, que utilizam a rede de distribuição
Figura 1- Veículo Elétrico a baterias
de energia elétrica para a sua carga:
• Veículo Elétrico a baterias – (Battery Electric Vehicle BEV) São veículos 100% elétricos, isto é, exclusivamente propulsionados a eletricidade.
A - O motor B - A bateria de acumuladores C - O carregador integrado D - O sistema de conexão
• Veículo Elétrico híbrido de recarregamento pela rede – (Plug-in Hibrid Electric Vehicle – PHEV) Funcionam como um veículo híbrido convencional, com um motor de combustão interna e um motor elétrico, dispondo de um ponto de conexão para o carregamento a partir da rede elétrica.
pág. 9
O Veículo Elétrico
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A - O motor Um veículo pode ser propulsionado por um ou mais motores
C - O carregador integrado
elétricos. Dependendo do tipo e da performance, a potência
O carregador integrado converte a corrente alternada
total do motor poderá variar mediante o modelo do veículo.
do ponto de carregamento em corrente contínua (CC) e
Exemplo: Para um utilitário de 4-lugares a potência do motor pode atingir 48
limita a corrente de carga ao máximo valor admissível pela
kW (65 cavalos), enquanto há outros veículos que podem atingir mais do que
combinação cabo de carga e posto de carregamento
500 kW.
páginas 11-20).
B - A bateria de acumuladores
D - O sistema de conexão
A bateria de acumuladores (bateria de tração) fornece a
O veículo é por norma equipado com uma ou duas tomadas,
energia necessária ao funcionamento do motor. O seu
dependendo do tipo de carregamento que é requerido:
carregamento ocorre durante a desaceleração do veículo (motor em modo gerador) ou durante a conexão a um ponto de carregamento. A capacidade da bateria também varia consoante o modelo. A autonomia do veículo depende da capacidade da bateria, bem como do estilo de condução, configuração da estrada e uso de acessórios (luzes, ar-condicionado, etc.).
(ver
• Pelo menos uma entrada para o carregamento “normal” ou “rápido” através da rede elétrica, em corrente alternada (CA). • Habitualmente existe uma segunda entrada para o carregamento numa estação de carregamento rápido (fast charger).
Modos de carga de Veículos Elétricos
Modos de carga de Veículos Elétricos
pág. 11
Modos de carga de Veículos Elétricos
2.1. Como posso carregar o meu Veículo Elétrico? Para o carregamento em corrente alternada (CA) existem 3 modos de carga (modo 1, 2 e 3) e para o carregamento em corrente contínua existe o modo 4. A cada modo de carregamento corresponde um nível de proteção e um tipo de tomada dedicada. Todos estes modos são apresentados neste documento. MODO 1 Tomada compatível com o carregamento de VE. MODO 2 Tomada compatível com o carregamento de VE com dispositivo de controlo integrado no cabo.
MODO 3 Ligação indireta do VE à rede através de um posto de carregamento em CA. MODO 4 Ligação indireta do VE à rede através de um posto de carregamento em CC.
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Modos de carga de Veículos Elétricos
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MODO 1 Tomada compatível com o carregamento de VE. Tomada monofásica de uso doméstico para VE. — Conexão direta do VE à tomada de uso doméstico. — Cabo simples com condutores de fase e de terra. — Não se recomenda esta solução por questões de segurança. — Risco de sobreaquecimento.
Figura 2.1 - Modos de carregamento de Veículos Elétricos - Modo 1
Modos de carga de Veículos Elétricos
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MODO 2 Tomada compatível com o carregamento de VE com dispositivo de controlo integrado no cabo. Tomada monofásica para VE.
— Conexão indireta do VE à tomada de uso doméstico através de cabo que integra um dispositivo de controlo. — Cabo integra dispositivo com as funções base de controlo de carga. A intensidade da carga deve ser limitada a uma corrente inferior a 16 A, o que implica uma duração de carregamento mais longa. — As tomadas de contactos reforçados melhoram o desempenho do carregamento em Modo 2.
Figura 2.2 - Modos de carregamento de Veículos Elétricos - Modo 2
Modos de carga de Veículos Elétricos
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MODO 3 Ligação indireta do VE à rede através de um posto de carregamento em CA. Posto de carregamento monofásico ou trifásico.
— Ponto
de
alimentação
dedicado
incorporando
monitorização da carga. — Cabo específico (ligado ao posto de carregamento ou não).
Figura 2.3 - Modos de carregamento de Veículos Elétricos - Modo 3
Modos de carga de Veículos Elétricos
pág. 16
MODO 4 Ligação indireta do VE à rede através de um posto de carregamento em CC.
— Carregador externo de corrente direta com monitorização da carga. — Cabo fixo dedicado.
Figura 2.4 - Modos de carregamento de Veículos Elétricos - Modo 4
Modos de carga de Veículos Elétricos
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2.2. Porque devo evitar a utilização de uma tomada doméstica no carregamento de Veículos Elétricos? A carga normal de um Veículo Elétrico requer uma potência
Comparativamente,
os
equipamentos
de
potência
de 3,7 kW durante um período de cerca de 12h (uma noite
semelhante, tais como uma caldeira de aquecimento,
inteira).
são alimentados diretamente do quadro elétrico e são equipados com circuitos e proteções dedicadas.
As tomadas domésticas não são projetadas para estas
Ainda assim, alguns carros são fornecidos com um cabo
solicitações de forma tão intensiva e prolongada, sobretudo
compatível com uma tomada doméstica. Este cabo
para uma carga não linear como a de um Veículo Elétrico.
específico, que deverá incluir uma limitação de corrente de 8 A, só deve ser utilizado como recurso alternativo (tal como especificado no Guia Técnico das Instalações Elétricas de Alimentação de Veículos Elétricos da DGEG - Guia Técnico da DGEG).
Em suma, a utilização de tomadas domésticas na carga de VE deve ser entendida como uma situação de recurso, com um tempo de carga muito mais longo. Figura 3 - Tomada em sobreaquecimento Sobreaquecimento de uma tomada de tipo doméstico, visualizada em laboratório através de uma câmara termográfica, com uma intensidade de corrente de 16 A, após vários ciclos de carga diários
Modos de carga de Veículos Elétricos
pág. 18
2.3. Porque devo preferir o modo 3 ou 4 no carregamento de Veículos 100 % Elétricos? Porque os modos 3 e 4 são os que garantem maior segurança, uma carga otimizada e mais funcionalidade:
Figura 4 - Modos de carregamento 3 e 4
• Os modos 3 e 4 permitem estabelecer uma comunicação permanente entre o VE e a infraestrutura de carga. O modo 3 necessita de um conector e de uma tomada dedicada de tipo 1 ou tipo 2. No modo 4 o cabo está fixo no posto de carregamento. • Por questões económicas e de segurança é possível adaptar, em tempo real, a quantidade de energia atribuída a cada veículo, em função de parâmetros externos, tais como: — Número de veículos em carga simultaneamente;
— A corrente máxima que o posto de carregamento pode fornecer; — O consumo instantâneo da instalação, etc.
• São os únicos modos que permitem uma gestão de energia inteligente, tornando-se indispensáveis para a integração das infraestruturas de carga na rede de distribuição local e urbana.
Modos de carga de Veículos Elétricos
pág. 19
2.4. Qual a duração de um carregamento completo? A
duração
do
carregamento
varia
consoante
as
pelo “elo” mais fraco entre o veículo, o cabo ou modo de
características do Veículo Elétrico e o Modo de Carga
carga e o ponto de carregamento.
utilizado, sendo a capacidade de carga efetiva determinada
Exemplos da determinação da capacidade de carga efetiva:
Tabela 1 - Capacidade de carga efetiva - exemplos
Modos de carga de Veículos Elétricos
Exemplos4 da duração aproximada do carregamento de um Veículo Elétrico com uma bateria de 24 kWh:
Tabela 2 - Duração do carregamento – exemplos
Note que, no modo de carregamento 4, a carga máxima atinge-se em 30min.
Notas sobre o cabo de carga Um
condutor
piloto
permite
a
• Ligação ao veículo;
comunicação entre o carro e o
• Ligação de Terra apropriada;
carregador. A carga só é iniciada
• Indicação
quando os dados seguintes estiverem ok:
4
Dados variáveis em função do modelo do veículo.
da
máxima
potência
fornecida pelo carregador. Figura 5 - Cabo de carga
pág. 20
Pontos de carregamento de Veículos Elétricos
Pontos de carregamento de Veículos Elétricos
pág. 21
Pontos de carregamento de Veículos Elétricos
pág. 22
As taxas de utilização e distâncias médias percorridas,
relevantes no caso dos veículos híbridos recarregáveis,
consideravelmente baixas nos automóveis de passageiros,
que apresentam geralmente autonomias em modo elétrico
implicam
inferiores a 40 Km.
que
um
carregamento
normal,
durante
o
estacionamento em casa ou no local de trabalho, seja suficiente para estes veículos.
Os
postos
de
carregamento
rápido
dão
resposta
a necessidades específicas e estão localizados, em Nesse sentido, a rede de pontos de carregamento de acesso
consequência desse facto, em locais de aglomeração de
público deve incluir postos de carregamento normal e rápido
veículos, como o estacionamento intensivo de táxis e de
que permitam responder às necessidades dos utilizadores
veículos de mercadorias, e, em grandes rotas, nas estações
de VE que não dispõem de estacionamento próprio no seu
de serviço de autoestradas ou outros locais adequados a um
domicílio. Estes pontos de carregamento, presentes em
estacionamento de curta duração.
parques de estacionamento e locais de estacionamento na via pública, devem também tornar possível os complementos de carga durante o dia, especialmente junto das zonas de maior atividade como edifícios de escritórios, comércio, cultura e entretenimento.
Os complementos de carga, que têm frequentemente como objetivo conseguir autonomia para mais algumas dezenas de quilómetros em apenas algumas horas, são particularmente
Pontos de carregamento de Veículos Elétricos
3.1. Onde posso carregar o meu Veículo Elétrico?
1. Em Casa; 2. No local de trabalho; 3. Em parque de estacionamento; 4. No estacionamento na via pública; 5. Nas estações de serviço.
pág. 23
Pontos de carregamento de Veículos Elétricos
pág. 24
1 - Em Casa
4 - No estacionamento na via pública
A grande maioria dos carregamentos efetuados em VE
Em Portugal, a rede pública de postos de carregamento é
privados são feitos em casa. As situações dividem-se
gerida pela MOBI.E5. O carregamento carece de identificação
consoante se trate de edifícios unifamiliares ou edifícios
por cartão RFID obtido junto da entidade comercializadora
multifamiliares. (ver Fichas 1 e 2 – Páginas 31 a 38)
de energia para mobilidade elétrica (CEME) com quem o Utilizador de Veículo Elétrico (UVE) tenha efetuado contrato.
2 - No local de trabalho
(ver Ficha 4 – Páginas 45 a 48)
É cada vez maior o número de empresas a instalar postos de carregamento, tanto para as suas frotas de serviço e
5 - Nas estações de serviço
distribuição, como para os seus funcionários e clientes ou
Os postos de carregamento das estações de serviço
visitantes. (ver Ficha 3 – Páginas 39 a 44)
distinguem-se pelas características especiais da procura: visam corresponder à necessidade de carregamento
3 - Em parques de estacionamento Os parques de estacionamento estão a incluir cada vez mais
completo no menor tempo possível. Os carregadores são normalmente de carga muito rápida. (ver Ficha 4 – Páginas 45a 48)
zonas dedicadas ao carregamento de VE. Podemos distinguir duas soluções consoante sejam de acesso privativo/ uso exclusivo ou de acesso público. (ver Fichas 3 e 4 – Páginas 39 a 48)
5
Os pontos de carregamento em locais no domínio público, ou locais privados que permitam o acesso ao público em geral,
devem estar ligados à entidade gestora da rede de mobilidade elétrica (MOBI.E), ser instalados, disponibilizados, explorados e mantidos por operadores licenciados e cumprir com as demais especificações exigidas ao abrigo do Regulamento da Mobilidade Elétrica (para mais informação ver entrada “MOBI.E” na secção Legislação Aplicável e Informação Complementar).
Pontos de carregamento de Veículos Elétricos
pág. 25
3.2. Quero instalar um ponto de carregamento. Como escolho o posto de carregamento mais adequado? O que devo considerar? As necessidades do Utilizador de Veículos Elétricos (UVE) Um
posto
de
carregamento
requer
um
local
de
• Cargas normais / rápidas são adequadas aos espaços
estacionamento com uma instalação elétrica adequada e
de estacionamento em supermercados, centros de
deve responder às necessidades de quem o utiliza: o tempo
comerciais, parques públicos (interiores e exteriores) ou
previsto de estacionamento (tempo de carregamento), a
destinados a frotas automóveis de empresas;
autonomia do veículo e a altura do dia em que se efetua o
• As cargas ultrarrápidas são adequadas a zonas de serviço
carregamento (tarifa horária), não esquecendo, claro está, a
de abastecimento em estradas e autoestradas ou em
potência disponível para alimentar o posto de carregamento
grandes centros de parqueamento, como alternativa aos
(potência não alocada a outras utilizações).
carregamentos rápidos.
Cada utilizador tem um perfil de mobilidade específico, mas é possível antever algumas rotinas para certos locais de carregamento:
• Cargas lentas / normais são as adequadas e usadas maioritariamente em áreas residenciais ou em locais de trabalho (parqueamento para colaboradores);
Pontos de carregamento de Veículos Elétricos
pág. 26
Sugestão AGEFE para o nível de (de * a ***) entre locais e a potência do ponto de carregamento: Potência (kW)
Tabela 3 - Adequação entre locais e potência do ponto de carregamento
Topologia de instalação dos pontos de carregamento
3. Disposição
dos
postos
de
carregamento
-
1. No pavimento ou mural - Prefira sempre uma solução
preferencialmente devem ser colocados em ilha, ou juntos
mural, para minimizar custos e facilitar a instalação.
em linha, para minimizar os custos da instalação e para serem mais visíveis aos UVE. Quando existem postos de
2. Dimensionamento – preveja sempre a possibilidade de aumentar o número de pontos de carregamento quando
carregamento com mais do que uma potência, devem agrupar-se por níveis de potência.
conceber a infraestrutura de alimentação e controlo. A reserva de potência e uma readequação da instalação são os fatores
4. Sinalização - Os pontos de carregamento devem estar
mais críticos.
bem assinalados, com a sinalética prescrita na lei (DecretoLei n.º 39/2010).
Pontos de carregamento de Veículos Elétricos
pág. 27
A instalação elétrica e a segurança É fundamental executar uma instalação elétrica segura e, no
Por norma em Portugal a alimentação das instalações
caso de uma instalação já existente, é indispensável proceder
elétricas é efetuada em baixa tensão a 230 V em monofásico
à sua verificação e efetuar os trabalhos de adaptação
ou a 230/400 V em trifásico, num esquema de ligação à terra
necessários. Devido às potências envolvidas, cada ponto
designado por TT. No entanto, podem também ser utilizados
de carregamento deverá ser alimentado por um circuito
outros tipos de esquemas de ligação à terra. Recomenda-se
dedicado devidamente dimensionado.
a leitura do ponto 3.1.4 do Guia Técnico da DGEG.
As condições de segurança e a seleção dos equipamentos de proteção da instalação elétrica devem cumprir o que está disposto, respetivamente, nos capítulos 4 e 5 do Guia Técnico das Instalações Elétricas para a Alimentação de VE. Recomenda-se ainda que se sigam as instruções do fabricante do posto de carregamento.
Ligação à terra O correto carregamento do VE obriga a um circuito de terra em perfeitas condições de funcionamento, pois em caso contrário o VE pode não carregar.
Pontos de carregamento de Veículos Elétricos
pág. 28
3.3. Que requisitos existem quanto às infraestruturas de carregamento de Veículos Elétricos em edifícios? A par do desenvolvimento da mobilidade elétrica, existem
futura instalação de pontos de carregamento em parte / na
também requisitos, regras e normas técnicas aplicáveis
totalidade dos lugares de estacionamento;
às infraestruturas de carregamento de Veículos Elétricos integradas em edifícios. Em termos gerais, a legislação estabelece requisitos quanto aos edifícios novos ou objeto de grandes remodelações, que têm em vista prepará-los para uma futura instalação de pontos de carregamento de Veículos Elétricos.
Para os edifícios novos ou sujeitos a grandes remodelações, deve ser prevista uma infraestrutura de carregamento de Veículos Elétricos que cumpra, entre outros, com os seguintes requisitos:
dispor
as regras técnicas de instalações elétricas de baixa tensão, o disposto no Guia Técnico da DGEG e a restante legislação e normas nacionais ou comunitárias relevantes;
Ajustamento: devem garantir-se as boas condições de segurança e funcionamento destas infraestruturas através tarefas de teste e ajustamento;
Controlo: estas infraestruturas devem integrar sistemas de
Dimensionamento: os edifícios devem (consoante tipologia e.g. habitação, comércio e
Instalação: a instalação destas infraestruturas deve respeitar
a
serviços, misto)
de uma potência mínima a disponibilizar para o
carregamento de Veículos Elétricos, bem como do suporte, nomeadamente condutas e caminhos de cabos, para uma
contagem de energia e de controlo de carga, bem como, em casos particulares, ser passíveis de integrar num sistema de gestão técnica de energia.
Pontos de carregamento de Veículos Elétricos
Para além dos requisitos quanto à infraestrutura, a instalação de pontos de carregamento é obrigatória em determinados edifícios. A título de exemplo, a generalidade dos edifícios de comércio e serviços com mais de 20 lugares de estacionamento deve dispor, até 31 de dezembro de 2024, de pelo menos dois pontos de carregamento.
Para uma análise mais exaustiva das obrigações relativas às infraestruturas de carregamento de Veículos Elétricos integradas em edifícios, recomendamos a consulta do Decreto-Lei n.º 39/2010, do Decreto-Lei n.º 101-D/2020 e das portarias que os regulamentam (listados na secção Legislação Aplicável e Informação Complementar).
pág. 29
Fichas Técnicas
Fichas Técnicas
pág. 30
Ficha Técnica nº1: Moradia Unifamiliar
Ficha nº1 Moradia Unifamiliar
1. Posto de Carregamento (mural); 2. Quadro Elétrico.
pág. 31
Ficha Técnica nº1: Moradia Unifamiliar
Identificação das necessidades do utilizador Esta topologia refere-se à instalação de uma infraestrutura de carregamento para VE numa casa com garagem anexa ou lugar de estacionamento com um ponto de carregamento no exterior, próximo da casa. • Tipos de utilização: Carga noturna ou a qualquer momento. Escolha da solução de carregamento: — Tomada compatível com carga do VE, em Modo 2. — Posto de Carregamento em corrente alternada (AC) em Modo 3 (carga mais rápida do que o Modo 2). Solução recomendada.
• Estimativa da potência a instalar. • Potência disponível no ponto de carregamento limitada: — Pela potência contratada. — Pela potência disponivel no quadro elétrico (face a outros consumos).
• Regime de operação do ponto de carregamento - gestão particular (pelo detentor do local onde está instalado o ponto de carregamento) ou através de possível recurso a um operador licenciado. • Contrato com o fornecedor de energia elétrica - análise para eventual aumento de potência ou alteração de tarifário (bi ou tri-horária).
pág. 32
Ficha Técnica nº1: Moradia Unifamiliar
Esquema Genérico de Ligação
pág. 33
Condições Técnicas • Alimentação a partir do Quadro Geral da habitação ou de um Quadro Parcial. • Circuito dedicado com proteção diferencial e disjuntor. • Assegurar a secção adequada dos cabos a montante do ponto de ligação. • Garantir a seletividade das proteções no quadro parcial (QP) e no quadro de entrada (QE). • Ligação Wi-Fi ou LAN para gestão de carregamentos num aplicativo (ligar/desligar, tempo de carga e consumos). • Instalar opcionalmente um controlador de gestão de energia. • Ter em consideração o risco de descargas atmosféricas (RTIEBT
321.13)
e
instalação
recomendada
de
descarregador de sobretensão (DST). • Quando aplicável, prever o equipamento de contagem de energia elétrica e respetiva sinalização do circuito (ver esquemas no Guia Técnico DGEG).
Ficha Técnica nº2: Edifício multifamiliar
pág. 34
Ficha nº2
Edifício multifamiliar novo ou existente
1. Tomada compatível com o carregamento de VE; 2. Posto de Carregamento (mural); 3. Quadro Parcial; 4. Sistema de Controlo de Cargas; 5. Quadro Serviços Comuns; 6. Quadro de Entrada; A. Box individual; B. Parqueamento comum.
Ficha Técnica nº2: Edifício multifamiliar
pág. 35
Identificação das necessidades do utilizador Esta topologia refere-se à instalação de uma infraestrutura
• Número de pontos de carregamento: No caso de edifícios
de carregamento para VEs num edifício de apartamentos,
novos, a portaria 220/2016 e o Guia Técnico da DGEG
multifamiliar, com garagem mista de boxes individuais e/
definem o nº de pontos de carregamento obrigatórios na
ou open space, com lugares individualizados, mas sem
infraestrutura de parqueamento do edifício, assim como
separação física, no interior do edifício ou em parque exterior
a potência mínima contratada.
privado. • Tipos de utilização: carga noturna ou a qualquer momento. • Escolha da solução de carregamento: — Tomada dedicada em Modo 2 – carregamento mais lento. Não
• Potência disponível para o carregamento e no(s) quadro(s) elétrico(s) de alimentação. • Estimativa da potência a instalar por ponto de carregamento.
recomendado, exceptuando em box individual caso seja esta a
• Regime de operação do ponto de carregamento - gestão
opção do utilizador. Não permite uma gestão centralizada de
particular (pelo detentor do local onde está instalado o
consumos, nem o balanceamento de cargas, nem a identificação
ponto de carregamento) ou através de possível recurso a
do utilizador (sem limitação de acesso).
um operador licenciado.
— Posto de Carregamento, Modo 3 – carregamento mais rápido
• Análise do(s) contrato(s) de fornecimento de energia para
(limitado por vários fatores, nomeadamente pela potência
eventual aumento de potência, alteração de tarifário ou
contratada). Solução recomendada.
mesmo de comercializador.
— Posto de Carregamento em corrente contínua, Modo 4 – Carregamento rápido, mas requer investimento, níveis de potência e consumos mais elevados. Pode ser opção em zona de parqueamento comum, onde sejam necessários carregamentos mais rápidos.
Ficha Técnica nº2: Edifício multifamiliar
Esquema Genérico de Ligação
pág. 36
Ficha Técnica nº2: Edifício multifamiliar
pág. 37
Condições Técnicas • Alimentação a partir da rede BT, monofásica ou trifásica, nas seguintes alternativas: — Solução 1 - (só para o caso de construção nova) - Alimentação direta ao Quadro Geral do edifício. — Solução 2 – Criação de circuito elétrico dedicado para cada ponto de carregamento. — Solução 3 – Derivação de um circuito existente, através de uma
• Usar preferencialmente um sistema de controlo de cargas SCC (ex: DLM – dynamic load management). • Ter em consideração o risco de descargas atmosféricas (RTIEBT
321.13)
e
instalação
recomendada
de
descarregador de sobretensão (DST). • Autenticação dos utilizadores através de cartões ou identificadores (RFID).
nova coluna de distribuição destinada exclusivamente a esse fim.
• Quando aplicável, prever o equipamento de contagem
• Garantir o valor adequado da ligação à terra (ver Guia
de energia elétrica e respetiva sinalização do circuito (ver
Técnico). • Garantir a secção adequada dos cabos a montante do ponto de ligação. • Garantir que existem no Posto de Carregamento e a montante, as proteções adequadas para a segurança de pessoas e bens, de acordo com o Guia Técnico da DGEG e as instruções do fabricante do Posto de Carregamento. • Ligação Wi-Fi ou LAN para gestão de carregamentos num aplicativo (ligar/desligar, tempo de carga e consumos).
esquemas no Guia Técnico).
Ficha Técnica nº2: Edifício multifamiliar
pág. 38
Contexto regulamentar (edifício existente): É permitida a instalação, por qualquer condómino,
A potência mínima a considerar por ponto de conexão de VE
arrendatário ou ocupante legal, a expensas do próprio, de
não deve ser inferior a 3680 VA.
pontos de carregamento de veículos elétricos, nos locais de estacionamento de veículos dos edifícios já existentes. No caso de a instalação do ponto de carregamento ser efetuada
Deve ser considerado um número mínimo de lugares (N), com arredondamento para cima ao número inteiro mais próximo:
ou passar em local que integre uma parte comum do edifício,
N = 0,8 + 0,2 x n
a instalação carece sempre de comunicação escrita prévia
em que n é o número total de lugares de estacionamento
dirigida à administração do condomínio ou ao proprietário.
do parque, deduzido do número de boxes alimentadas diretamente das frações.
Contexto regulamentar (edifício novo): Os edifícios em regime de propriedade horizontal destinados à habitação (prédios de habitação multifamiliar) que disponham de locais de estacionamento de veículos, devem incluir uma infraestrutura elétrica adequada para o carregamento de veículos elétricos. Esta infraestrutura pode não estar totalmente executada antes da entrada em exploração do edifício, mas deve estar preparada para permitir a instalação de um ponto de carregamento em cada lugar do parque de estacionamento.
Ficha Técnica nº3: Edifício terciário/comercial
pág. 39
Ficha nº3 Edifício terciário/comercial
1. Posto de Carregamento (mural); 2. Posto de Carregamento (pavimento); 3. Sistema de Controlo de Cargas; 4. Quadro Elétrico.
Ficha Técnica nº3: Edifício terciário/comercial
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Identificação das necessidades do utilizador Esta topologia refere-se à instalação de uma infraestrutura de carregamento para VE num edifício com atividade terciária / comercial com lugar de estacionamento de acesso público (hotel, hospital, restaurante, lojas, etc.) ou acesso privativo (e.g. parque de estacionamento exclusivo para colaboradores ou visitantes autorizados) • Tipos de utilização: carregamento a qualquer momento, com carregamento normal ou rápido. • Escolha da solução de carregamento: — Tomada dedicada em Modo 2: carregamento mais lento. Não recomendado. Não permite uma gestão centralizada de consumos, nem o balanceamento de cargas, nem a identificação do utilizador (sem limitação de acesso).
• Prever zona(s) dedicada(s) para instalação dos Pontos de Carregamento. • Estimar número de Pontos de Carregamento, com os mínimos estabelecidos na lei e no Guia. • Ter informação sobre a potência disponível para o carregamento e no(s) quadro(s) elétrico(s) de alimentação. • Estimativa da potência a instalar por ponto de carregamento. • Regime de operação do ponto de carregamento: — estacionamento de acesso público: os pontos de carregamento devem estar ligados à entidade gestora da rede de mobilidade elétrica (MOBI.E) e ser instalados, disponibilizados, explorados e mantidos por operadores licenciados.
— Posto de Carregamento, Modo 3: carregamento mais rápido (limitado por vários fatores, nomeadamente pela potência contratada). Solução mais comum.
— estacionamento de acesso privativo: gestão particular (pelo detentor do local onde está instalado o ponto de carregamento) ou através de possível recurso a um operador licenciado.
— Posto de Carregamento em corrente contínua, Modo 4: Carregamento rápido, mas requer investimento, níveis de potência e consumos mais elevados. Pode ser uma opção onde sejam necessários carregamentos mais rápidos.
Ficha Técnica nº3: Edifício terciário/comercial
• Análise do(s) contrato(s) de fornecimento de energia para eventual aumento de potência, alteração de tarifário ou mesmo de comercializador. • Nos edifícios onde não existe potência disponível, será necessário prever aumento de potência ou utilização de um sistema de controlo de carga SCC (e.g. DLM – dynamic load management).
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Ficha Técnica nº3: Edifício terciário/comercial
Esquema Genérico de Ligação
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Ficha Técnica nº3: Edifício terciário/comercial
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Condições Técnicas • A infraestrutura a instalar bem como o equipamento dos
• Ligação a redes GSM para gestão de carregamentos por
pontos de conexão deve ser do tipo “Smart Charging”
parte de plataformas de serviço (backend), entre as quais a
(Carregamento Inteligente).
rede pública de mobilidade.
• Alimentação a partir do Quadro Geral ou Parcial do edifício.
Cargas.
• Circuito elétrico dedicado. • Garantir o valor adequado da ligação à terra (ver Guia Técnico). • Garantir a secção adequada dos cabos a montante do ponto de ligação. • Garantir que existem no Posto de Carregamento e a montante, as proteções adequadas para a segurança de pessoas e bens, de acordo com o Guia Técnico da DGEG e as instruções do fabricante do Posto de Carregamento. • Ter em consideração o risco de descargas atmosféricas (RTIEBT
321.13)
e
instalação
recomendada
de
descarregador de sobretensão (DST). • Ligação Wi-Fi ou LAN para gestão de carregamentos (ex: comandos e informações de funcionalidades e estado do carregamento, tais como desligar/ligar ou tempo de carga e consumos).
• Instalar opcionalmente um SCC – Sistema de Controlo de
• Quando aplicável, prever o equipamento de contagem de energia elétrica e respetiva sinalização do circuito (ver esquemas no Guia Técnico da DGEG).
Ficha Técnica nº3: Edifício terciário/comercial
Contexto regulamentar (edifício novo): Os parques de estacionamento de centros comerciais, hotéis, empresas, ou escritórios, devem possuir uma zona dedicada à instalação de Pontos de Carregamento e infraestrutura elétrica adequada ao carregamento de veículos elétricos. A potência mínima a considerar por ponto de conexão de VE não deve ser inferior a 3680 VA. Deve ser considerado um número mínimo de lugares (N), obtido pela aplicação da expressão a seguir indicada, com arredondamento para cima ao número inteiro mais próximo: N = 0,9 + 0,1 x n Em que n é o número total de lugares de estacionamento do parque. Nos parques de grandes dimensões N é limitado a 41.
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Ficha Técnica nº4: Exterior/Domínio Público
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Ficha nº4 Exterior/Domínio público
1. Posto de Carregamento (pavimento); 2. Quadro Elétrico.
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Identificação das necessidades do utilizador Esta topologia refere-se à instalação de uma infraestrutura de carregamento para VE na via pública ou em certas zonas privativas de acesso público. Os pontos de carregamento devem estar ligados à entidade gestora da rede de mobilidade elétrica (MOBI.E) e ser instalados, disponibilizados, explorados e mantidos por operadores licenciados. • Tipos de utilização: carregamento a qualquer momento, com limitação ao tempo de estacionamento. • Escolha da solução de carregamento: — Posto de Carregamento com cabo específico em Modo 3 – carregamento rápido. — Posto de Carregamento em corrente contínua Modo 4 – carregamento mais rápido. • Os pontos de carregamento devem ser instalados em zonas de acesso público indicadas pelo adjudicante. • Ter informação sobre a potência disponível no ponto de carregamento e no ramal dedicado.
• Estimar a potência a instalar por ponto de carregamento. • O ponto de carregamento tem que cumprir as especificações exigidas pela MOBI.E.
Ficha Técnica nº4: Exterior/Domínio Público
Esquema Genérico de Ligação
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Ficha Técnica nº4: Exterior/Domínio Público
Condições Técnicas • Alimentação a partir de um ramal dedicado desde a rede elétrica pública – BTE ou MT. • Circuito elétrico dedicado. • Garantir a seção adequada dos cabos a montante do ponto de ligação. • Ter em consideração o risco de descargas atmosféricas (RTIEBT
321.13)
e
instalação
recomendada
de
descarregador de sobretensão (DST). • Ligação GSM para gestão de carregamentos por parte da rede pública de mobilidade. • Garantir que se encontram no Posto de Carregamento ou a montante, as proteções adequadas para assegurar a segurança de pessoas e VE. • Garantir que o sistema de ligação à terra é o mais adequado (TN ou TT, ver Guia Técnico da DGEG). • Quando aplicável, prever o equipamento de contagem de energia elétrica e respetiva sinalização do circuito (ver esquemas no Guia Técnico da DGEG).
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Desenvolvimento nas tecnologias de carregamento
Desenvolvimento nas tecnologias de carregamento
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Desenvolvimento nas tecnologias de carregamento
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Com o crescimento do mercado de VE, temos assistido
potência fornecida aos pontos de carregamento individuais.
ao rápido desenvolvimento de várias tecnologias de
Isto permite que os veículos mais necessitados de carga se
carregamento, muitas destas sendo testadas e rapidamente
tornem prioritários ou que se efetue o carregamento em
disponibilizadas no mercado. A previsão das tecnologias que
períodos tarifários mais vantajosos e evitando sobrecargas
terão sucesso, ou não, está fora do âmbito deste documento,
na rede de distribuição elétrica.
todavia existem áreas que estando na ordem do dia, ou sendo emergentes, nos merecem alguma atenção. Destacam-se:
Os SGC também possibilitam carregamentos flexíveis, ou seja, o utilizador tem o controlo do carregamento
Carregamento inteligente (smart charging)
que lhe permite, em função de parâmetros predefinidos
O carregamento inteligente de Veículos Elétricos é possível
que refletem as suas necessidades, e com algum nível de
quando o ciclo de carga pode ser alterado por eventos
autonomia, efetuar uma pausa, aumentar ou diminuir o
externos baseados na gestão da carga da rede elétrica de
nível de carregamento e gerir o seu pico de carga, tendo
forma a compatibilizar e de acordo com a necessidade do
por retorno poupanças associadas à tarifa de eletricidade.
utilizador e da potência disponível. Consiste em, de forma eficiente, compatibilizar a necessidade do utilizador com a
Esta tecnologia, em estrita conexão com os contadores
potência disponível.
inteligentes (smart metering), poderá permitir aos clientes da rede elétrica o acesso, em tempo real, às leituras do seu
Neste quadro, um sistema de gestão de carga (SGC) monitoriza o estado da carga dos veículos conectados e em carregamento e efetua o ajustamento, em tempo real, da
consumo de energia.
Desenvolvimento nas tecnologias de carregamento
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Armazenamento de energia Quando os requisitos de carregamento excederem a
carregamento inteligente, o armazenamento também pode
capacidade da rede elétrica local, uma potencial alternativa
reduzir custos, pois evita o recurso à infraestrutura de energia
face à sua atualização poderá ser, de futuro, a instalação de
elétrica em períodos de pico tarifário.
uma solução de carregamento associada ao armazenamento de energia.
Alguns dos sistemas de armazenamento de energia também podem operar em “modo ilha”, podendo proporcionar a
Seja com recurso à rede pública de distribuição elétrica ou
continuidade da alimentação no caso de corte de energia.
a redes de fontes privativas, esta opção poderá oferecer
As soluções de armazenamento com baterias de VE em
um meio de armazenar a eletricidade para o carregamento
segunda vida, têm ainda o potencial de ajudar a resolver o
dos Veículos Elétricos, permitindo também incorporar a
problema do que fazer no final do ciclo de vida das baterias
gestão da carga e integrar com uma matriz de carregamento
dos Veículos Elétricos, quando a sua capacidade se esgota
inteligente, tal como ilustrado na figura 6. A capacidade de
abaixo de um nível considerado adequado para a sua
fornecimento de energia potenciada pelo armazenamento
utilização no veículo. As baterias nesta fase da sua vida ainda
em baterias pode permitir a expansão de uma frota de
mantêm suficiente capacidade para fornecer uma solução
Veículos Elétricos. Em conjunto com a gestão de carga e o
de armazenamento (transformar baterias de propulsão em baterias de armazenamento).
Figura 6 - Armazenamento de energia
Desenvolvimento nas tecnologias de carregamento
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Vehicle to grid (V2G) Outro avanço tecnológico é a tecnologia Veículo para a Rede
interface de comunicação bidirecional de carga/descarga
(Vehicle-to-Grid) (V2G), que parece e age de forma muito
dos Veículos Elétricos.
similar a uma instalação de carregamento standard, mas
O objetivo da norma é a criação de uma “Smart grid”,
que inclui inversores bidirecionais para que a energia venha
mas, para os veículos e carregadores que integrem esta
a fluir de e para o veículo. Com efeito, isto transforma um
funcionalidade, permite-lhes, desde logo, a identificação e
veículo numa bateria portátil que pode fornecer serviços
autorização automáticas via Plug&Charge, que em muito
para residências, empresas e redes como o armazenamento
simplificará o processo de carregamento de VE.
e resposta em frequência, e pode maximizar os benefícios do carregamento no momento do uso de tarifas. A tecnologia V2G está atualmente em teste para passar à fase de comercialização.
No entanto esta norma regula muitos outros aspetos relacionados com o carregamento de VE, que vão desde a identificação e autorização manuais (via RFID ou QR code), à transferência bidirecional de potência, que permite ao
ISO 15118: 2019
VE transferir energia para a rede, ou renegociar horários
A Norma ISO 15118 define os padrões de comunicação
de carregamento (consumo), reagindo a sobrecargas
entre os Veículos Elétricos e a rede (V2G) através duma
imprevistas na rede.
Figura 7 - Vehicle to grid (V2G)
Desenvolvimento nas tecnologias de carregamento
Plug & charge A funcionalidade prática e segura do Plug & Charge que vem com a ISO 15118 permite que um VE se identifique e autorize a sua carga, numa estação de carregamento, sem interferência do condutor, depois de este ter instalado o cabo de conexão ou mesmo em situações de carregamento sem fios. As informações adicionais, após identificação, trocadas entre o veículo e o carregador (estado da bateria, capacidade de carga vs. potência máxima disponível) evitam perdas de tempo e permitem uma gestão de cargas mais eficiente no local.
Carregamento indutivo O carregamento indutivo ou sem fios utiliza um campo eletromagnético para transferir energia entre um Veículo Elétrico e uma plataforma de carregamento através da indução eletromagnética. Esta é uma tecnologia que poderá revolucionar o uso dos Veículos Elétricos eliminando os cabos de carregamento.
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Glossário
Glossário
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Glossário
A AC ou CA
Amperes, unidade de medida da corrente elétrica. Corrente alterna
APA
Agência Portuguesa do Ambiente
BEV
Veículo 100% movido a baterias {Battery Electric Vehicle}
Carregamento lento
Associado à transferência de eletricidade para um VE com potência inferior a 3,7 kW.
Carregamento normal
Associado à transferência de eletricidade para um VE com potência igual ou superior a 3,7 kW e inferior a 22 kW.
Carregamento rápido
Associado à transferência de eletricidade para um VE com potência igual ou superior a 22 kW.
Carregamento ultrarrápido
Associado à transferência de eletricidade para um VE com potência superior a 50 kW.
CCS Combo 2
Tomada para carregamento DC, Adoção quase dominante em novos modelos
CEME CHAdeMO DC ou CC DGEG
Entidade Comercializadora de Energia para a Mobilidade Elétrica Tomada para carregamento DC, Adoção continuamente decrescente para novos modelos Corrente continua – Usado no carregamento em modo 4 Direção-Geral de Energia e Geologia
DLM
Usando OCPP, ou para certos modelos, localmente, torna-se possível gerir inteligentemente a potência disponível para um sistema de carregadores (Dynamic Load Management)
GSM
O GSM (Global System for Mobile Communications) é um sistema de comunicações móveis de segunda geração (2G) que possibilita a comunicação digital de dados.
kVA
Unidade de Potência aparente (Multiplicado pelo fator de potência dá o valor da potência)
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Glossário
kW
Unidade de potência elétrica
kWh
Unidade de energia gerada ou consumida ao fim de uma hora
LAN
Uma LAN, “Rede de área local” (Local Area Network), é uma rede de dispositivos de hardware e software conectados, que existem num local específico, para permitir a troca de informações e recursos entre esses mesmos dispositivos.
MOBI.E
É uma empresa pública que, por indicação da tutela assegura a gestão dos fluxos energéticos e financeiros resultantes das operações da rede de mobilidade elétrica.
Modo 1
Tomada compatível com o carregamento de VE - carregamento lento, inseguro.
Modo 2
Tomada compatível com o carregamento de VE com dispositivo de controlo integrado no cabo - carregamento lento.
Modo 3
Ligação indireta do VE à rede através de um posto de carregamento em CA carregamento normal a rápido.
Modo 4
Ligação indireta do VE à rede através de um posto de carregamento em CC carregamento normal a ultrarrápido.
Monofásico OCPP OPC PHEV
Carregamento doméstico é normalmente monofásico devido às instalações elétricas tipicamente presentes nas casas, limitado a 7,4 kW (AC) Open Charge Point Protocol é um protocolo para a comunicação entre estações de carregamento de Veículos Elétricos e um sistema central de gestão Operador de Ponto de Carregamento – Responsável pela manutenção e gestão física Plug-in Hybrid electric vehicle
QE
Quadro elétrico de entrada
QP
Quadro elétrico parcial
RFID Smart Charging
Radio Frequency Identification, Presente em cartões (entre outros) dedicados para a identificação de utilizadores (Cartões usados para os transportes públicos usam RFID) Termo geral que indica uma maior partilha de dados entre o Ponto de C. e o veículo
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Glossário
Tomada Tipo 1
Nome técnico SAE J1772, tipicamente presente em modelos antigos de carros japoneses
Tomada Tipo 2
Standard dominante para novos carros, especialmente no mercado europeu
Trifásico
Instalações Trifásicas permitem o carregamento até 22 kW AC
UVE
Utilizador de Veículos Elétricos. É também o nome da Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos em Portugal.
V2G
Usado para descrever carros com a capacidade de comunicar com a rede elétrica e até de abastecer a mesma usando a carga presente no veículo
VE
Veículo Elétrico {EV – Electric Vehicle}
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Legislação aplicável e informação complementar
Legislação aplicável e informação complementar
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Legislação aplicável e informação complementar
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Diplomas Nacionais Decreto-Lei n.º 39/2010, de 26 de abril — Regime jurídico da mobilidade elétrica, aplicável à organização,
Resolução do Conselho de Ministros n.º 88/2017
acesso e exercício das atividades relativas à mobilidade elétrica,
— Aprova o Quadro de Ação Nacional para o desenvolvimento do
bem como as regras destinadas à criação de uma rede piloto
mercado de combustíveis alternativos no sector dos transportes
de mobilidade elétrica (alterado pela Lei n.º 64-B/2011, e pelos Decreto-Lei n.º 170/2012 e Decreto-Lei n.º 90/2014).
Decreto-Lei n.º 60/2017, de 9 de junho — Estabelece o enquadramento para a implantação de uma infraestrutura para combustíveis alternativos; — Transpõe a Diretiva n.º 2014/94/UE.
Resolução do Conselho de Ministros n.º 49/2016 — Estabelece as 1.ª e 2.ª Fases da Rede Piloto MOBI.E.
Portaria n.º 138-I/2021, de 1 de julho — Regulamenta os requisitos mínimos de desempenho energético relativos à envolvente dos edifícios e aos sistemas técnicos e a respetiva aplicação em função do tipo de utilização e específicas características técnicas.
Decreto-Lei n.º 101-D/2020, de 7 de dezembro — Estabelece os requisitos aplicáveis a edifícios para a melhoria do seu desempenho energético e regula o Sistema de Certificação Energética de Edifícios, transpondo a Diretiva (UE) 2018/844 e parcialmente a Diretiva (UE) 2019/944.
Legislação aplicável e informação complementar
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Portaria n.º 231/2016, de 29 de agosto — Estabelece a cobertura, as condições e o capital mínimo do seguro obrigatório de responsabilidade civil por danos causados no exercício das atividades de comercialização de eletricidade para
Portaria n.º 252/2015, de 19 de agosto — Alteração às Regras Técnicas das Instalações Elétricas de Baixa Tensão (RTIEBT) - adaptação à norma HD 60364-7-722.
a mobilidade elétrica e de operação de pontos de carregamento. Portaria n.º 241/2015, de 12 de agosto Portaria n.º 222/2016, de 3 de agosto — Estabelece os termos aplicáveis às licenças de utilização privativa do domínio público, para a instalação de pontos de carregamento
— Requisitos técnicos a que fica sujeita a atribuição de licença para operação de pontos de carregamento da rede de mobilidade elétrica.
de baterias de veículos elétricos em local público de acesso público no domínio público.
Portaria n.º 221/2016, de 10 de agosto — Estabelece as regras, em matéria técnica e de segurança, aplicáveis
Portaria n.º 240/2015, de 12 de agosto — Valor das taxas devidas pela emissão das licenças de comercialização de eletricidade para mobilidade elétrica, operação de pontos de carregamento e inspeções periódicas.
à instalação e ao funcionamento dos pontos de carregamento de baterias de veículos elétricos.
Portaria n.º 220/2016, de 10 de agosto — Estabelece as potências mínimas e as regras técnicas a que devem satisfazer as instalações de carregamento de veículos elétricos em edifícios e outras operações urbanísticas.
Regulamento n.º 854/2019, de 4 de novembro — Regulamento da Mobilidade Elétrica (alterado pelo Regulamento n.º 103/2021).
Legislação aplicável e informação complementar
Despacho n.º 24/2019, de 14 de junho
MOBI.E
— Relativo aos procedimentos para certificação / inspeção de
Página oficial da MOBI.E
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pontos de carregamento de veículos elétricos ligados à rede MOBI.E.
Regra Técnica Nº 1/MOBI.E/2019 — Protocolo de Comunicação dos Equipamentos de Medição dos
Despacho n.º 8809/2015, de 29 de julho
Pontos de Carregamento Integrados na Rede de Mobilidade
— Aprova o Plano de Ação para a Mobilidade Elétrica
Elétrica, com o Sistema de Gestão da EGME. Regra Técnica Nº 2/MOBI.E/2020
Despacho n.º 6826/2015, de 11 de junho — Determina que a atividade da entidade gestora da rede de mobilidade elétrica continue a ser assegurada pela sociedade
— Modelo e Formato de Dados Disponibilizado pela EGME a CME, OPC, DPC e CSE - Dados referentes a consumos de mobilidade elétrica.
MOBI.E, S. A.
Outros documentos e ligações úteis Diplomas Europeus
Guia Técnico das Instalações Elétricas para a Alimentação de
Diretiva 2014/94/EU, de 22 de outubro
Veículos Elétricos (DGEG)
— Relativa à criação de uma infraestrutura para combustíveis
Guia de Medição, Leitura e Disponibilização de Dados do sector
alternativos.
elétrico (ERSE)
Legislação aplicável e informação complementar
Lista de Normas aplicáveis (no âmbito da Diretiva 2014/94/UE e conforme referido no artigo 14º do Decreto-Lei n.º 101-D/2020): — EN 61851-22:2002 - Electric vehicle conductive charging system - Part 22: AC electric vehicle charging station — EN 61851-1:2011 - Electric vehicle conductive charging system Part 1: General requirements — EN 61851-23:2014 - Electric vehicle conductive charging system - Part 23: DC electric vehicle charging station — EN 62196-1:2014 - Plugs, socket-outlets, vehicle connectors and vehicle inlets - Conductive charging of electric vehicles - Part 1: General requirements — EN 61851-21-1:2017 - Electric vehicle conductive charging system - Part 21-1: Electric vehicle on-board charger EMC requirements for conductive connection to an AC/DC supply.
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