Dossier
F.Fonseca SA Eng.º Tiago Carvalho – Gestor de Produto Tel.: +351 234 303 900 · Fax: +351 234 303 910 ffonseca@ffonseca.com · www.ffonseca.com
Segurança de Nova Geração – Interfaces e Redes O período que antecede a Revolução Industrial é caracterizado por uma actividade produtiva sobretudo manual. Nesse contexto, um artesão era, muitas vezes, responsável por todo o processo produtivo – desde a obtenção da matéria-prima até à comercialização do produto final, sendo que o uso de máquinas no processo de produção era muito reduzido. Esta visão foi completamente alterada com o surgimento da era industrial. A máquina foi substituindo o trabalho humano, aumentando exponencialmente em funcionalidade e complexidade. Como consequência, o risco de acidentes aumentou também vertiginosamente. Deste modo, muitos operários arriscavam as suas vidas diariamente, os acidentes eram frequentes e, sem a existência de uma legislação que protegesse o operário, as medidas levadas a cabo para incrementar a segurança das máquinas eram praticamente inexistentes.
res. Inicialmente, os métodos de segurança passavam pelo uso de sistemas passivos, que na maioria apenas vedava o acesso dos operários às zonas não seguras das máquinas. Obviamente, estes métodos diminuíram, de facto, os acidentes de trabalho, não sendo menos verdade que a produtividade foi também atingida por estas medidas. Estes constrangimentos levaram ao aparecimento de sistemas de protecção activos que visavam, sobretudo, o aumento da produtividade da máquina, reduzindo o tempo em que a mesma se encontrava inoperacional, mantendo, porém, todos os requisitos de segurança para o operário. A legislação de construção de máquinas foi-se adensando, incidindo particularmente na protecção dos operadores, levando a um desenvolvimento constante e inovador dos equipamentos de segurança. São disso exemplo o surgimento das primeiras barreiras ópticas, relés e interruptores de segurança. As exigências legislativas e do próprio mercado obrigam a uma constante evolução destes produtos. Os sistemas clássicos de segurança são sistemas centralizados, muito eficazes a solucionar problemas específicos e bem determinados. Sistemas mais complexos são solucionados interligando vários relés de segurança, com esquemas eléctricos complexos e, muitas vezes, sem certezas absolutas no que se refere ao cumprimento integral das directivas de segurança.
Aplicação Scanners a laser que combinam know how e experiência com a conveniência e a máxima performance.
A insatisfação crescente da classe operária e o aparecimento de leis que previam indemnizações compensatórias, em caso de acidente, alteraram o rumo dos acontecimentos, obrigando o patronato a inverter a crescente taxa de sinistros. Neste contexto, surgiram os primeiros mecanismos de protecção dos trabalhado-
Sistema de controlo seguro por rede – Design de máquinas flexíveis e interligadas Flexi Link.
Estes sistemas são, contudo, demasiado rígidos e complexos para algumas das aplicações actuais, surgindo inclusive necessidades às
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