A manipulação, um assunto habitualmente controverso em relação à segurança de máquinas

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Dossier

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A Manipulação, um Assunto Habitualmente Controverso em Relação à Segurança de Máquinas Resumo No ano de 2005, o Instituto de Segurança e de Saúde no Trabalho (BGIA, actualmente IFA) dirigiu um estudo representativo que mostrou que o equipamento de segurança de mais de um terço das máquinas e das instalações se encontra permanentemente ou temporariamente manipulado. Embora se tenham obtido algumas conclusões necessárias a partir deste estudo, pode afirmar-se que, hoje em dia, continua a existir manipulação. Contudo, este artigo demonstra que a manipulação pode ser evitada.

Embora o estudo do BGIA (actualmente IFA) quanto à “manipulação dos equipamentos de segurança” fosse feito há cinco anos, a sua leitura continua a valer a pena e também a sua actualização. Este estudo revelou que mais de um terço das máquinas estão manipuladas ou desactivadas permanentemente (14%) ou, no mínimo, temporariamente (23%) (Nota 1).

Razões plausíveis para manipular A questão principal abordada neste estudo é: Realmente, por que manipulam os operadores “as suas” máquinas, expondo-se, desta maneira, a um perigo? E por que se permite a manipulação por parte de tantos chefes ou responsáveis? As respostas a estas perguntas também são incluídas nos resultados do estudo: A manipulação é fácil para o operador e aparentemente “facilita” o funcionamento da máquina. Do ponto de vista do utilizador e do proprietário da máquina, manipular é, de facto, uma coisa completamente racional: se um dispositivo de segurança for desactivado, não é necessário respeitar tempos de espera incómodos, por exemplo, antes de se poder abrir uma protecção de segurança, o qual elimina consequências adversas no pagamento por produtividade. Frequentemente, a manutenção, a entrada em funcionamento ou a revisão da máquina são impossíveis ou difíceis de levar a cabo sem manipulação. Em outras ocasiões, é requerida uma clara visão geral do processo para evitar dificuldades durante a configuração da máquina ou a supervisão dos ciclos de funcionamento. E, para além disso, manipular não é uma coisa aparentemente difícil de efectuar: Nota 1: Relatório: Manipulação de equipamentos de segurança em máquinas; Hrsg.: Deutsche Gesetzliche Unfallversicherung DGUV (Associação Alemã de Seguros de Acidente), St. Augustin 2006; Descarregar em formato PDF (disponível apenas a versão alemã) em: www. hvbg.de/bgia, código web: 1855742

46 · MANUTENÇÃO

De acordo com o estudo do BGIA, aproximadamente 75% dos operadores de máquinas manipuladas declararam que o equipamento de segurança podia ser desactivado sem dificuldade.

Frequentemente, a manipulação é permitida Uma especial causa de preocupação é o facto dos operadores não estarem avisados sobre os riscos que envolve a manipulação de uma máquina. Não é surpreendente que, de acordo com os peritos, aproximadamente 25% de todos os acidentes que têm lugar com máquinas são devidos a tê-las manipulado. Especialmente alarmante é o facto de que o patrão do técnico de segurança não evite este risco de segurança: em 34% dos casos, a manipulação é permitida ou mesmo esperada. Um estudo dirigido na Suíça em 2008 pela Associação Suíça de Prevenção de Acidentes SUVA chegou a conclusões similares (Nota 2), e o mesmo aconteceu com uma investigação dirigida pela austríaca AUVA.

O diagrama de avaliação ajuda a identificar os pontos fracos Tanto o IFA como o SUVA formulam propostas específicas para evitar o risco de segurança associado à manipulação. O IFA desenvolveu um diagrama de avaliação mediante o qual é possível determinar as vantagens de uma operação de manipulação, de forma a poder identificar-se as possíveis tentativas de manipulação (Nota 3). As tentativas de manipulação são classificadas com um maior nível de gravidade se operações concretas como a configuração, as substituições de peças ou de equipamento ou as operações de limpeza forem realizadas na máquina de uma forma não autorizada Nota 2: Cf. www.suva.ch-> SuvaPro Nota 3: Pode descarregar-se em: www.suva.ch/home/suvapro/branchenfachthemen/ schutzeinrichtungen.htm


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