Dimensionamento e seleção de sistemas de movimento linear

Page 1

Dimensionamento e seleção de sistemas de movimento linear

'266,(5 $&,21$0(1726 ,1'8675,$,6

movimento linear. Qual a capacidade de carga do sistema? Com que velocidade se poderá mover? Qual a geometria economicamente mais vantajosa? Um erro frequente ao dimensionar e selecionar módulos lineares é negligenciar requisitos críticos de funcionamento do equipamento, o que pode resultar na necessidade de intervenções e alterações dispendiosas após o arranque da máquina. De igual modo a sobrevalorização de algum requisito funcional pode também resultar no sobredimensionamento ineficiente e economicamente indesejado. Muitas das variáveis importantes a considerar podem ser resumidas num acrónimo (covariantes) que auxilia o engenheiro ou projetista na recolha das informações necessárias para dimensionar e selecionar módulos de movimento linear para qualquer aplicação: Carga: pesos, forças ou momentos aplicados ao sistema; Orientação: posição relativa no espaço e posição de montagem; Velocidade: taxa de mudança da posição com o tempo; Aceleração: taxa de mudança da velocidade com o tempo; compRImento: distância extrema da direção do movimento do eixo linear;

Para se alcançar um bom desempenho global, cada uma destas variáveis deverá ser analisada individualmente e em combinação com as restantes. Na tarefa de seleção do sistema linear mais adequado, a relação entre todas as variáveis nunca deverá ser descurada. Por exemplo: uma massa em movimento normalmente impõe mais esforços aos patins lineares durante a aceleração rápida do que durante o movimento com uma velocidade constante.

UREËWLFD

À medida que os fabricantes se familiarizam com a flexibilidade e simplicidade de sistemas modulares de movimento linear – quer sejam de um, dois ou três eixos cartesianos – aumenta o número destas soluções nas áreas de produção. Um módulo linear é composto fundamentalmente por uma estrutura, um ou mais guiamentos e por um acionamento mecânico. Normalmente surgem como opção proteções mecânicas, limitadores de curso, acionamentos elétricos e interfaces de fixação. As geometrias possíveis variam conforme se pretenda uma elevada modularidade, sistemas compactos, eixos de elevada precisão ou mesas rígidas. Com tantas soluções disponíveis é fácil ficar-se confuso quando confrontado com a tarefa de selecionar um sistema de

AmbieNTe: as condições físicas e químicas nas quais o sistema vai funcionar; Exatidão: grau de aproximação da posição, velocidade ou força dos valores pretendidos; Serviço: a quantidade de tempo durante o qual o sistema trabalha dentro de um certo período de tempo total. Mário Lindo Diretor Técnico Equinotec – Soluções de Engenharia, Lda. Tel.: +351 229 350 755 · +351 218 400 850 comercialnorte@equinotec.com · comercialsul@equinotec.com www.equinotec.com · www.brp.pt · /Equinotec

Virtualmente todos os processos de fabrico incorporam algum tipo de movimento linear.

À medida que cada vez mais soluções de movimento linear passam da junção de vários componentes independentes para a utilização de módulos lineares integrados ou mesmo sistemas pré-concebidos de vários eixos, as interações entre os diferentes componentes como patins, guias, fusos ou correias dentadas, tornam-se mais complexas e selecionar o equipamento correto tornase tecnicamente mais desafiante. Seguir os passos indicados pelo acrónimo COVARIANTES pode ajudar os projetistas a evitar erros, simplesmente ao lembrar quais os fatores a considerar durante o desenvolvimento e seleção do sistema linear. Segue uma descrição de cada um dos fatores bem como as questões chave a considerar durante o dimensionamento e seleção de um sistema de movimento linear.


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook