Dimensionamento e seleção de sistemas de movimento linear Mà RIO LINDO, EQUINOTEC
A utilização de arrancadores suaves na proteção de motores e måquinas RUI DIAS, F.FONSECA
Fator de potência em acionamentos industriais ANTÓNIO VARANDAS, SCHNEIDER ELECTRIC PORTUGAL
Utilização de conversores de frequência na indústria LU�S REIS NEVES, SEWEURODRIVE PORTUGAL
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As mĂĄquinas industriais, comerciais e ou mesmo domĂŠsticas sĂŁo, geralmente, constituĂdas por uma sĂŠrie de componentes (mecânicos, eletrĂłnicos, entre outros) que, em conjunto com uma fonte externa de acionamento, realizam as funçþes para as quais foram concebidas. Assim, e para que esta fonte externa possa transmitir Ă mĂĄquina a sua potĂŞncia mecânica, necessitarĂĄ de um sistema de transmissĂŁo que, atravĂŠs de um simples sistema de acoplamento direto ou de um complexo redutor ou multiplicador de velocidades de engrenagens, de correias, hidrĂĄulico, e outros, a possa colocar em movimento. Por outro lado, nas instalaçþes industriais, tendo em conta a existĂŞncia dos mais variados tipos de mĂĄquinas, poderemos encontrar os mais diversos tipos de acionamento que poderĂŁo distribuir-se desde o tradicional motor elĂŠtrico ou tĂŠrmico, passando pelos sistemas de movimentação linear atĂŠ Ă s turbinas a vapor ou a gĂĄs.
Os sistemas de acionamento, quer sejam constituĂdos por redutores, variadores, motores, assim como conversores de frequĂŞncia ou servomotores, deverĂŁo ser corretamente selecionados e dimensionados de acordo com as exigĂŞncias do processo nomeadamente no que se refere Ă precisĂŁo, Ă s cargas, Ă s velocidades e aceleraçþes, Ă ďŹ abilidade e manutenção tendo em mente a maior expectativa de vida Ăştil. Neste sentido, a seleção e o dimensionamento de um qualquer acionamento encontra-se intimamente liga-
do ao processo a automatizar pelo que a aplicação de um motorredutor trifĂĄsico de velocidade constante ou de pĂłlos comutĂĄveis se enquadrarĂĄ, perfeitamente, em acionamentos que exijam uma ou duas velocidades. No entanto, nĂŁo poderĂĄ ser aplicado a sistemas que requeiram mais de dois estĂĄgios de rotação ou que necessitem de uma variação contĂnua de velocidade, situação em que os variadores de frequĂŞncia se enquadrarĂŁo perfeitamente. Deveremos ainda considerar que neste processo de acionamento quer
de mĂĄquinas industriais, comerciais ou mesmo domĂŠsticas, o acionamento ĂŠ, fundamentalmente, realizado por motores elĂŠtricos, monofĂĄsicos ou trifĂĄsicos, com Altas e/ou Baixas TensĂľes obtidas por transformação, onde as maiores cargas consumidas se traduzem em energia reativa indutiva. As cargas indutivas necessitam de campos eletromagnĂŠticos e, por isso, requerem uma potĂŞncia ativa, kW, e reativa, kvar. A correção destes fatores ĂŠ feita instalando-se capacitores, tendo como objetivo a conservação de energia e a relação custo/benefĂcio, e/ou pelo controlo da aceleração e desaceleração dos motores, utilização de arrancadores suaves, eliminando a necessidade de compensação do Fator de PotĂŞncia, diminuindose as quedas de tensĂŁo elĂŠtrica bruscas na rede de alimentação. Para alĂŠm da poupança de energia e do arranque e paragens suaves, os golpes de ariete podem ser controlados, eliminando-se tambĂŠm os choques mecânicos e, consequentemente, protegem-se os motores e as mĂĄquinas. Adriano A. Santos