Reabilitação/alteração de uso edifício na ribeira

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dossier sobre remodelação de antigas instalaçþes elÊtricas

reabilitação/alteração de uso edifício na ribeira Rui Manuel Torres de Sousa Marques Membro SÊnior da Ordem dos Engenheiros, Engenheiro EletrotÊcnico rui@sousa-marques.pt

O objetivo deste trabalho foi o viabilizar a reconversão dos dois edifícios devolutos estrategicamente localizados na zona da Ribeira do Porto num estabelecimento hoteleiro. Trata-se de um conjunto de dois edifícios interligados onde funcionaram os ArmazÊns do GrÊmio dos Armazenistas de Mercearia do Porto substituir os pavimentos atÊ então de madeira e ferro por uma estrutura de betão armado, sendo esta a última intervenção conhecida atÊ então. Apesar do bom estado geral dos dois edifícios, face à idade dos mesmos, as instalaçþes elÊtricas encontram-se perfeitamente obsoletas, não sendo por isso possível qualquer aproveitamento do existente.

Partindo do pressuposto que a alimentação necessåria poderia ser fornecida em Baixa Tensão (por comparação com outros trabalhos

" 4 7 as condiçþes de viabilidade de alimentação de energia elÊtrica uma vez que a disponibilidade de espaço para a instalação de um Posto de Transformação de Distribuição seria um entrave caso houvesse necessidade do mesmo. Assim, após uma visita às instalaçþes existentes, constatamos a existência de três entradas de energia distintas, uma para o conjunto dos dois edifícios e outras duas para outras tantas lojas sitas no rÊs-do-chão da entrada principal do edifício, uma das quais à data ainda em funcionamento. Este facto foi relevante como veremos a seguir, jå que no programa da reformulação em curso só seria necessårio uma entrada de energia, pois as lojas deixariam de existir, passando a ser a totalidade espaços da unidade hoteleira.

Figura 2. $OŠDGR SULQFLSDO

Figura 1. ,PSODQWDмR GRV HGLI¯FLRV

O programa de arquitetura prevê então a reconstrução dos dois edifí de 52 quartos, com o seguinte programa: R/C, comum aos dois edifícios, ocupado pela entrada, receção,

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A nossa estimativa foi que seria preciso uma potência na ordem dos 100 KVA para satisfazer as necessidades de todo o edifício, valor este obtido pela anålise do programa preliminar de arquitetura (a existência de cozinhas e bares, lavandaria, zonas tÊcnicas, elevadores e monta cargas, entre outros), por avaliação prÊvia das potências necessårias aos equipamentos de AVAC e por comparação com outros trabalhos idênticos. Estavamos, pois, em condiçþes de estabelecer contacto com o Operador de Rede (ORD) no sentido de analisar as condiçþes de fornecimento da potência necessåria. Após reunião preliminar com o ORD concluiu-se rapidamente que, por agregação da potência atÊ então disponível para as 3 entradas

7 = > ? TensĂŁo com recurso Ă s infraestruturas da rede existentes no local.


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