A manutenção sendo implantada em uma pequena empresa do ramo de fabricação de dutos para ar‑condicio

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AndrĂŠ Lima Germano (CEFET/RJ), Engenheiro de Produção1 – CEFET/RJ, andrelimagermano@outlook.com Alessandro Magno Silva dos Santos (CEFET/RJ), Engenheiro de Produção1 – CEFET/RJ, magno.magno@gmail.com Gustavo da Silveira Pinheiro (CEFET/RJ), Engenheiro de Produção1 – CEFET/RJ, airguga@gmail.com Fernando Oliveira de Araujo (UFF), Doutor em Engenharia de Produção2

1 Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro 2 Universidade Federal Fluminense

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artigo cientĂ­ďŹ co

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A manutenção sendo implantada em uma pequena empresa do ramo de fabricação de dutos para ar-condicionado 1. INTRODUĂ‡ĂƒO

1.2. Objetivo

O objetivo geral deste trabalho ĂŠ o de propor um Sistema de

pequeno porte e micro empresas sĂŁo inĂşmeras, indo desde

Gestão de Manutenção, com baixo custo e fåcil gestão e que

a falta de recursos atĂŠ Ă falta de uma polĂ­tica governamen-

seja visto como uma ferramenta capaz de proporcionar um

tal apropriada, passando por problemas estruturais qua-

+ !

-

se sempre gerados pela falta de uma estrutura funcional

tando a disponibilidade dos equipamentos para a produção.

! " !# Nesse contexto encontra-se a empresa estudada que Ê uma organização de pequeno porte e produtora de dutos

2. REVISĂƒO DA LITERATURA

industriais, situada na cidade de Nova Iguaçu, no estado do

Este capĂ­tulo apresenta uma abordagem do referencial teĂł-

Rio de Janeiro (Brasil). A empresa apresenta problemas re-

rico das atividades relacionadas com o Sistema de Manuten-

lacionados com a ausência de uma Gestão de Manutenção.

ção, com ênfase nas etapas relacionadas com o controlo e

Esta visão equivocada por parte da direção da empresa que

gestão da manutenção.

não atribuiu à Gestão da Manutenção um caråter estratÊgico para o sucesso do empreendimento, na medida em que

2.1. A estratÊgia: Gestão da Manutenção

contribui de forma efetiva para o aumento da produtivida-

A importância da manutenção como estratÊgica pode ser

de, mantendo a maquinaria do parque fabril mais disponĂ­vel

compreendida atravĂŠs das ideias de Porter (1989), na qual

$

ele cita como vantagens competitivas – perante o cenårio ex-

Palavras-chave: Gestão de Manutenção; Preventiva; Corretiva e Preditiva.

terno – as estratĂŠgias de custos, a diferenciação e o enfoque. 0

+ 3 deve ser adotado pela empresa.

Manutenção 128, 1.o Trimestre de 2016

1.1. Descrição da situação-problema

4 5 67<<=' + + %"

A ausência de um Sistema de Gestão de Manutenção provo-

bens e serviços estå destinada a vårios grupos de consumi-

cou, durante muitos anos, a deterioração dos equipamen-

$ + -

tos que compþem o parque fabril, pois a única manutenção

vos que farĂŁo com que os pedidos sejam ganhos. Esta frase

na empresa era de carĂĄter corretivo, nĂŁo existindo nenhum

demonstra como a manutenção deve ser tratada de forma

tipo de controlo sobre este processo. As manutençþes

estratÊgica nos diversos grupos de produtos e serviços ofe-

ocorrem na medida em que as mĂĄquinas quebram. NĂŁo hĂĄ

recidos pela organização.

nenhum tipo de planeamento na årea da manutenção. O

NĂŁo hĂĄ possibilidade de se abordar os temas estratĂŠgi-

conceito de manutenção preventiva não Ê adotado em ne-

cos da produção ou planeamento da produção sem que seja

nhum dos equipamentos da empresa. A empresa possui no

inserida a questão da manutenção, uma vez que para Bran-

seu quadro de funcionĂĄrios, apenas um colaborador que de-

co (2008) ĂŠ possĂ­vel observar que, nas Ăşltimas trĂŞs dĂŠcadas,

sempenha funçþes ligadas à manutenção apesar de não ter

houve a evolução de diversos sistemas de planeamento,

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acompanhamento e controlo das atividades de uma GestĂŁo

experiência nas funçþes de manutenção corretiva de equi-

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pamentos de pequeno porte (furadeiras, lixadeiras, entre

rias na produtividade das empresas, uma vez que os equi-

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pamentos passaram a funcionar, cada vez mais, atravĂŠs da

nal nĂŁo consegue solucionar, o caso ĂŠ encaminhado para a

redução dos números de paragens por quebra.

assistĂŞncia tĂŠcnica. Este encaminhamento gera grandes problemas uma vez que a disponibilidade de um tĂŠcnico

2.2. Histórico da manutenção

para ir Ă fĂĄbrica nem sempre ĂŠ imediata. Outro fator pro-

Para Lafraia (2001) a Figura 1 ilustra a evolução da manuten-

blemĂĄtico ĂŠ o custo destas visitas porque a empresa paga

ção desde metade do sÊculo XX.

a vinda do tÊcnico (deslocamento, hotel, refeiçþes), alÊm

A manutenção tem evoluído ao longo dos anos com um

de ter de pagar altos valores referentes Ă hora de trabalho

comportamento bem diferente em cada perĂ­odo da histĂł-

do tĂŠcnico.

ria. Kardec e Nascif (1998) dividem a história da evolução da


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