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Festival Cidnay Vale do Ave | 6.ª edição

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CIDNAY VALE DO AVE FESTIVAL 6a EDIÇÃO

10—26.09.2026 FAMALICÃO SANTO TIRSO TROFA

CONCERTOS MASTERCLASSES OFICINAS CONVERSAS VISITAS


CIDNAY VALE DO AVE FESTIVAL 2026

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PROGRAMA MENSAGENS CONCERTOS ACADEMIA DO VALE DO AVE OFICINAS, CONVERSAS, VISITAS E OUTROS MOMENTOS MUSICAIS ARTISTAS INFORMAÇÕES ÚTEIS

06 08 14 42 44 48 70

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PROGRAMA CONCERTOS QUI 10.09

21:30

Mosteiro de São Bento — Escola Agrícola, Santo Tirso

CONCERTO DE ABERTURA WENTING KANG & JOÃO BARRADAS

SEX 11.09

21:30

Casa das Artes de Famalicão

JOÃO BARRADAS TRIO FEAT. JONATHAN KREISBERG

SÁB 12.09

21:30

Casa das Artes de Famalicão

ELEGIA PARA O INFINITO ROTHKO CHAPEL COLETIVO CONTEMPORÂNEO DO VALE DO AVE & CORO DA CASA DA MÚSICA

23:59

Museu Internacional de Escultura Contemporânea, Santo Tirso

À NOITE NO MUSEU — NOVEMBER SHANE VAN NEERDEN

16:00

Mosteiro de São Bento — Igreja Matriz de Santo Tirso

A SOLO: TIMOTHY RIDOUT

21:30

Hotel Cidnay, Santo Tirso

SOIRÉE MUSICAL I SHANE VAN NEERDEN

SEG 14.09

18:00

CCAM do Médio Ave, Famalicão

JOVENS TALENTOS VIOLA

TER 15.09

18:00

Auditório Pe. António Vieira (ARTAVE), Santo Tirso

JOVENS TALENTOS PERCUSSÃO

QUI 17.09

21:30

Paços do Concelho da Trofa

LUGAR DE PARTIDA MÁTÉ SZŰCS & ISOLDA CRESPI

SEX 18.09

21:30

Mosteiro de São Miguel de Vilarinho, Santo Tirso

FESTA KLEZMER TRIO DOR & LUCIE HORSCH

DOM 13.09

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06:45

Santuário de Nossa Senhora da Assunção, Santo Tirso

ACORDAR LUCIE HORSCH

21:30

Igreja Matriz Antiga de Famalicão

HERANÇA E REINVENÇÃO LUCIE HORSCH & JUSTIN TAYLOR

DOM 20.09

16:00

Jardim D. Maria II, Famalicão

CIDNAY VAI À VILA FAMART ENSEMBLE

TER 22.09

21:30

Hotel Cidnay, Santo Tirso

SOIRÉE MUSICAL II SARA AREAL MARTÍNEZ, NIKA TOŠKAN, DAGMAR KORBAR & ALEXANDER WARENBERG

QUA 23.09

18:00

Centro de Arte Alberto Carneiro, Santo Tirso

JOVENS TALENTOS VIOLONCELO E CONTRABAIXO

21:30

Centro de Estudos Camilianos, Famalicão

NOITE TRANSFIGURADA MOHAMED HIBER, RAQUEL AREAL MARTÍNEZ, JANO LISBOA, HAYANG PARK, TORLEIF THEDÉEN & ALEXANDER WARENBERG

QUI 24.09

21:30

Hotel Cidnay, Santo Tirso

SOIRÉE MUSICAL III JOSÉ TRIGO, NUNO OSÓRIO & DOMINGOS RIBEIRO

SEX 25.09

21:30

Teatro Narciso Ferreira, Famalicão

FUTURO: TEMPO PRESENTE METAMORFOSES ORQUESTRA FESTIVAL DO VALE DO AVE

SÁB 26.09

21:30

Fábrica de Santo Thyrso

SÁB 19.09

Informação sobre Masterclasses, Oficinas, Conversas, Visitas e Outros Momentos Musicais nas páginas 42 a 47. 7


Vila Nova de Famalicão afirma-se como um território onde a cultura desempenha um papel central na promoção da cidadania, da coesão social e da qualidade de vida. Este dinamismo resulta de uma estratégia municipal consistente, mas também do trabalho das associações, instituições e agentes culturais que enriquecem diariamente a vida do nosso concelho. É neste contexto que o Festival Cidnay Vale do Ave se apresenta como um projeto cultural que envolve diferentes públicos e agentes do território, quer em Famalicão, quer em Santo Tirso e na Trofa. O Festival chega à sua sexta edição, consolidando um percurso marcado pela excelência artística, pela valorização da música erudita e contemporânea e pela aproximação da cultura às comunidades. Destacam-se os programas de formação de jovens músicos, as iniciativas de mediação cultural e os projetos de inclusão social, desenvolvidos em colaboração com diversos espaços e instituições do concelho. A capacidade do Festival Cidnay para cruzar gerações, promover novos talentos e unir tradição e inovação contribui para afirmar o Vale do Ave como um território culturalmente dinâmico e aberto ao mundo. Felicito a FAMART Plataforma Artística, os parceiros e todos os que tornam possível esta edição do festival. O seu empenho tem sido fundamental para o crescimento de um projeto que prestigia Famalicão e reforça a atratividade cultural do nosso território. Convido todos a participarem nesta programação e a celebrarem a cultura como uma força transformadora que enriquece as nossas comunidades e projeta o nome de Vila Nova de Famalicão muito para além das suas fronteiras.

Mário Passos Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão CIDNAY VALE DO AVE FESTIVAL 2026

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O Festival Cidnay Vale do Ave assume-se, hoje, como uma marcante iniciativa cultural do nosso concelho, afirmando Santo Tirso como um território capaz de acolher, valorizar e projetar a excelência artística nas suas mais diversas expressões. Nascido de uma iniciativa de natureza formativa, o Festival percorreu um caminho de crescimento e afirmação, conquistando progressivamente um lugar de destaque no panorama da música clássica e erudita. A qualidade da sua programação, a presença de reconhecidos intérpretes e a dimensão internacional que alcançou são reflexo de uma visão ambiciosa e de um compromisso permanente com a criação artística e a valorização da cultura. O Festival Cidnay Vale do Ave representa a concretização de um projeto com identidade própria, impulsionado por uma geração de jovens profundamente ligada ao território e que, através da cultura, demonstra a sua capacidade de intervir, criar e acrescentar valor à comunidade onde nasceu e cresceu. A cultura desempenha um papel essencial na afirmação dos territórios, na aproximação das pessoas e na construção de comunidades mais qualificadas e abertas ao mundo. É neste contexto que o Município de Santo Tirso reconhece a importância deste Festival e o seu contributo para a dinamização cultural do concelho e para a projeção da região do Vale do Ave. Continuaremos, com todo o gosto, a apoiar o projeto, valorizando uma iniciativa que alia rigor artístico, formação, inovação e uma profunda ligação ao território.

Alberto Costa Presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso MENSAGEM INSTITUCIONAL

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A cultura afirma-se como um dos pilares fundamentais do desenvolvimento da humanidade. É neste contexto que o Festival Cidnay Vale do Ave se tem afirmado como um projeto de referência na nossa região. Através de uma programação de excelência, da presença de artistas de reconhecido mérito e da aposta na formação de jovens músicos, o Festival tem aproximado a música erudita da população em geral, alargando o seu público. É, por isso, com enorme satisfação que o Município da Trofa se associa à 6.ª edição deste projeto, que une diferentes territórios em torno do objetivo comum de reforçar a produção artística e criativa do Vale do Ave. Esta dimensão colaborativa constitui um dos grandes méritos deste Festival e um exemplo de como a cooperação entre municípios pode, e deve, enriquecer a vida cultural do nosso país. Para esta edição, lanço o repto a todos os Trofenses para que participem ativamente neste Festival e desfrutem de uma programação que, estou certo, continuará a marcar pela diferença e pela capacidade de nos inspirar.

Sérgio Araújo Presidente da Câmara Municipal da Trofa CIDNAY VALE DO AVE FESTIVAL 2026

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BEM-VINDOS À 6.ª EDIÇÃO DO FESTIVAL CIDNAY VALE DO AVE

Há futuros que não pertencem a um tempo distante. Começam agora, nas escolhas que fazemos, nos encontros que provocamos e na forma como decidimos olhar e escutar o mundo. É a partir desta convicção que nasce a 6.ª edição do Festival Cidnay Vale do Ave — Futuro: Tempo Presente. Ao longo de 17 dias, recebemos mais de 50 artistas de diferentes gerações e geografias. Oriundos de 17 países, uns são já parte da história do Festival, outros encontram-se pela primeira vez com o Vale do Ave. Dedicamos as próximas páginas a cada um deles, aos que convidamos e recebemos com a hospitalidade característica deste território a Norte. Entre aqueles que este ano descobrem o Vale do Ave pela primeira vez, permito-me destacar a presença do aclamado violetista britânico Timothy Ridout e, para o já emblemático Acordar — ao nascer do sol no topo do Monte de Nossa Senhora da Assunção —, da virtuosa flautista neerlandesa Lucie Horsch. Dois momentos a solo, íntimos e sem artifícios, que dialogam diretamente com cada um dos ouvintes e com a atmosfera que os envolve. A música de câmara volta a assumir um papel central no programa, dando lugar a encontros inéditos e reencontros muito especiais. Wenting Kang e João Barradas abrem a programação num diálogo delicado entre a viola e o acordeão; Lucie Horsch e Justin Taylor conjugam e reinventam a herança musical da flauta de bisel e do cravo; Torleif Thedéen, Mohamed Hiber, Raquel Areal Martínez, Jano Lisboa, Hayang Park e Alexander Warenberg sobem a palco para dar vida a duas obras maiores do repertório para sexteto de cordas.

MENSAGEM INSTITUCIONAL

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O reencontro de Máté Szűcs e Isolda Crespi, num recital de viola e piano, transporta-nos simbolicamente para o lugar que ocuparam em 2021 — o ponto de partida do nosso Festival. Assim escolhemos celebrar a chegada do Cidnay Vale do Ave ao Município da Trofa, num momento que consolida o caminho percorrido e nos reaproxima enquanto comunidade. As estreias nacionais mantêm igualmente um lugar de destaque. Rothko Chapel, de Morton Feldman, ouvese pela primeira vez em Portugal, reunindo o Coletivo Contemporâneo do Vale do Ave e o Coro da Casa da Música, sob direção de Henrique Constância; November, de Dennis Johnson, interpretada ao piano por Shane van Neerden, convida-nos para uma experiência artística transformadora e fora do habitual: atravessar a noite no Museu Internacional de Escultura Contemporânea de Santo Tirso. A música de tradição klezmer conduz-nos até ao Mosteiro de São Miguel de Vilarinho, na localidade mais oriental do Município de Santo Tirso. Ao regresso do Trio Dor, soma-se a participação especial de Lucie Horsch, numa celebração de um universo musical que se faz também de improvisação, festa e partilha. Porque o Presente é o Tempo das primeiras vezes, a 6.ª edição abre ainda espaço ao jazz, alargando as geografias sonoras que habitam a sua programação. João Barradas Trio encontra-se com o guitarrista Jonathan Kreisberg, num diálogo transatlântico entre duas das mais influentes vozes do jazz contemporâneo. A programação encerra com um dos momentos mais simbólicos desta edição, a estreia da Orquestra Festival do Vale do Ave. Com 23 músicos de 9 nacionalidades, esta formação inédita materializa aquilo que está na essência do Festival — o encontro efémero entre culturas e perspetivas, através da música como lugar comum. A par destes destaques, durante quase três semanas, multiplicam-se outros caminhos de escuta, fruição e envolvimento. Oficinas musicais, visitas dançadas, conversas e concertos de proximidade criam diferentes portas de entrada para a música, convocando todos ao Vale do Ave para momentos de descoberta, participação e encontro.

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A dimensão formativa, que já atraiu ao Vale do Ave jovens músicos provenientes de mais de 25 países, volta a ocupar um lugar central, com a maior oferta desde a fundação do Festival. Este ano, João Barradas, Wenting Kang, Agostinho Sequeira, Timothy Ridout, Torleif Thedéen e Nuno Osório partilham técnica, experiência e inspiração com uma nova geração de intérpretes, num intercâmbio que culmina nos concertos Jovens Talentos. Chegamos à 6.ª edição com a mesma convicção com que começámos: a de que um festival deve criar relações entre pessoas e lugares, transformar a maneira como olhamos um território e oferecer-nos tempo para aquilo que tantas vezes nos falta — parar, escutar e estar verdadeiramente presentes. Talvez seja este o nosso maior desejo para o Futuro: Tempo Presente: durante 17 dias, não procurem adivinhar o que virá, mas prestem atenção àquilo que já está a acontecer. Porque, afinal, o futuro começa sempre agora. Sintam-se convidados a vivê-lo connosco.

Com entusiasmo, João Álvares Abreu Diretor Artístico

MENSAGEM INSTITUCIONAL

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SANTO TIRSO

CONCERTO DE ABERTURA WENTING KANG & JOÃO BARRADAS

QUI 10 SETEMBRO 21:30 MOSTEIRO DE SÃO BENTO — ESCOLA AGRÍCOLA WENTING KANG CHN VIOLA JOÃO BARRADAS POR ACORDEÃO

DURAÇÃO: 60 minutos Seguido de beberete. BILHETEIRA: cidnayfestival.bol.pt

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AKIRA NISHIMURA (1953–2023) Fantasia sobre El Cant dels Ocells (2005) PAU CASALS (1876–1973) El Cant dels Ocells ASTOR PIAZZOLLA (1921–1992) Cuatro Estaciones Porteñas (1965–1970) I. Otoño Porteño II. Invierno Porteño III. Primavera Porteña IV. Verano Porteño ISAAC ALBÉNIZ (1860–1909) Tango en Re mayor, Op. 165, n.º 2 (1890) ASTOR PIAZZOLLA (1921–1992) Histoire du Tango (1985) I. Bordel 1900 II. Café 1930 III. Nightclub 1960 IV. Concert d’aujourd’hui

NOTA AO PROGRAMA Wenting Kang e João Barradas convidam o público para uma viagem entre as paisagens sonoras da Catalunha e de Buenos Aires. O programa inicia-se com o canto da viola em Fantasia sobre El Cant dels Ocells de Akira Nishimura — recriação contemporânea de uma das mais emblemáticas melodias da tradição catalã. Reconhecida internacionalmente através da interpretação de Pau Casals, que a adotou como símbolo de paz, liberdade e identidade cultural, El Cant dels Ocells (O Canto dos Pássaros) inspira o compositor japonês a criar uma paisagem sonora de grande riqueza tímbrica, transformando a melodia tradicional num núcleo espiritual em torno do qual se desenvolvem texturas evocativas do canto das

CONCERTOS

aves e da vastidão do mundo natural. A versão de Pau Casals apresenta a canção tradicional na sua forma mais íntima e contemplativa, preservando a simplicidade expressiva que a tornou universal. Com João Barradas, seguem-se as Cuatro Estaciones Porteñas de Astor Piazzolla, compostas entre 1965 e 1970 — uma visão profundamente argentina das estações do ano. Inspiradas pela cidade de Buenos Aires e pelo seu universo musical, refletem a linguagem do Nuevo Tango criada por Piazzolla, na qual convivem elementos da tradição popular, do jazz e da música erudita. Através do diálogo íntimo entre a viola e o acordeão, escuta-se o Tango en Re mayor de Isaac Albéniz. Embora frequentemente associado ao nacionalismo musical espanhol, Albéniz procurou desenvolver uma linguagem pessoal inspirada nas cores, ritmos e atmosferas da sua terra natal. Distante da intensidade apaixonada do tango argentino, esta página revela uma elegância refinada e nostálgica, evocando os ambientes cosmopolitas da Europa finissecular. O programa encerra com Histoire du Tango, uma das mais célebres composições de Piazzolla. Escrita em meados da década de 1980, descreve a evolução do tango ao longo do século XX através de quatro cenários distintos: o ambiente animado dos bordéis de início do século, a melancolia dos cafés dos anos 1930, a sofisticação urbana dos clubes noturnos da década de 1960 e, por fim, a entrada do tango na sala de concerto contemporânea. Embora cada andamento evoque um período temporal distinto, todos refletem a voz singular de Piazzolla e a sua capacidade de reinventar uma tradição sem nunca perder a sua identidade.

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FAMALICÃO

JOÃO BARRADAS TRIO FEAT. JONATHAN KREISBERG

SEX 11 SETEMBRO 21:30 GRANDE AUDITÓRIO DA CASA DAS ARTES DE FAMALICÃO JOÃO BARRADAS POR ACORDEÃO ANDRÉ ROSINHA POR CONTRABAIXO BRUNO PEDROSO POR BATERIA JONATHAN KREISBERG EUA GUITARRA

Coprodução Festival Cidnay Vale do Ave / Casa das Artes de Famalicão DURAÇÃO: 60 minutos BILHETEIRA: casadasartesvnf.bol.pt

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NOTA AO PROGRAMA O encontro entre o acordeonista português João Barradas e o guitarrista norte-americano Jonathan Kreisberg representa um diálogo privilegiado entre duas das vozes mais criativas do jazz contemporâneo. Reconhecido internacionalmente pela forma singular como expande as possibilidades do acordeão entre a tradição clássica e a improvisação, João Barradas tem afirmado uma linguagem profundamente pessoal, marcada pela liberdade, pelo virtuosismo e por uma constante procura de novos territórios sonoros. Ao lado do seu trio, composto por André Rosinha (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria), e de Jonathan Kreisberg — referência incontornável da guitarra jazz das últimas décadas, admirado pela sofisticação harmónica e pela expressividade do seu discurso improvisado —, Barradas propõe uma viagem musical em que composição e improvisação se fundem naturalmente. O resultado é uma música de grande intensidade lírica e rítmica, que cruza influências do jazz moderno com uma abordagem aberta, contemporânea e profundamente comunicativa.

CONCERTOS

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FAMALICÃO

ELEGIA PARA O INFINITO ROTHKO CHAPEL COLETIVO CONTEMPORÂNEO DO VALE DO AVE & CORO DA CASA DA MÚSICA

SÁB 12 SETEMBRO 21:30 GRANDE AUDITÓRIO DA CASA DAS ARTES DE FAMALICÃO COLETIVO CONTEMPORÂNEO DO VALE DO AVE WENTING KANG CHN VIOLA AGOSTINHO SEQUEIRA POR PERCUSSÃO SHANE VAN NEERDEN EUA/NED CELESTA

Coprodução Festival Cidnay Vale do Ave / Casa das Artes de Famalicão DURAÇÃO: 65 minutos BILHETEIRA: casadasartesvnf.bol.pt

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CORO DA CASA DA MÚSICA EVA BRAGA SIMÕES POR SOPRANO * RITA VENDA POR SOPRANO ÂNGELA NEVES POR SOPRANO JOANA GUIMARÃES POR CONTRALTO MARIA JOÃO GOMES POR CONTRALTO JOANA VALENTE POR CONTRALTO * ANDRÉ LACERDA POR TENOR FERNANDO GUIMARÃES POR TENOR NUNO MENDES POR BAIXO RICARDO TORRES POR BAIXO

HENRIQUE CONSTÂNCIA POR DIREÇÃO MUSICAL PEDRO TEIXEIRA POR MAESTRO DO CORO NUNO JACINTO POR APRESENTAÇÃO PRÉ-CONCERTO

* solistas Rothko Chapel

CONCERTOS

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PHILIPPE MANOURY (1952–) Le Livre des Claviers (1987–1988) IV. Solo de Vibrafone THOMAS TALLIS (c. 1505–1585) As Lamentações do Profeta Jeremias (c. 1560) I. Primeira Lição (Lectio Prima) Aleph Beth II. Segunda Lição (Lectio Secunda) Gimel Daleth He IGOR STRAVINSKY (1882–1971) Elegia para viola solo (1944) MORTON FELDMAN (1926–1987) Rothko Chapel (1971) estreia nacional

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NOTA AO PROGRAMA À escuta do tempo, da ressonância e do silêncio, o Coletivo Contemporâneo do Vale do Ave e o Coro da Casa da Música convidam o público a habitar o espaço sonoro como lugar de reflexão interior. O programa inicia-se com um solo de vibrafone extraído de Le Livre des Claviers de Philippe Manoury, obra que explora as possibilidades tímbricas e ressonantes dos instrumentos de teclado. A escrita do compositor francês atribui ao vibrafone uma subtil riqueza sonora, capaz de criar paisagens de grande delicadeza e profundidade. Seguem-se As Lamentações do Profeta Jeremias de Thomas Tallis — momento culminante da polifonia inglesa do século XVI. Baseadas em textos bíblicos que evocam a destruição de Jerusalém, as páginas

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de Tallis unem intensidade expressiva e refinamento contrapontístico, construindo uma atmosfera de profunda comoção, recolhimento e meditação. A breve Elegia para viola solo de Igor Stravinsky, composta em 1944, revela a faceta mais intimista do compositor. Longe da exuberância rítmica frequentemente associada à sua música, desenvolve um discurso concentrado e introspectivo, explorando as qualidades expressivas da viola através de uma escrita depurada e evocativa. O programa culmina com a estreia nacional de Rothko Chapel, de Morton Feldman — uma das mais singulares composições do século XX. Composta para a capela homónima em Houston, nos Estados Unidos — espaço idealizado para pessoas de todas as religiões

CONCERTOS

e também para quem não professa qualquer fé —, Rothko Chapel foi concebida como uma experiência de contemplação silenciosa. Solos de viola, intervenções subtis de percussão e de celesta, e acordes corais suspensos sucedem-se num fluxo sonoro contínuo, dissolvendo progressivamente a perceção do tempo e convidando a uma escuta profundamente contemplativa.

O Festival Cidnay Vale do Ave agradece à Fundação Casa da Música e à ARTAVE pela cedência dos instrumentos de percussão e celesta utilizados neste concerto.

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SANTO TIRSO

À NOITE NO MUSEU NOVEMBER SHANE VAN NEERDEN

SÁB 12 SETEMBRO 23:59 MUSEU INTERNACIONAL DE ESCULTURA CONTEMPORÂNEA SHANE VAN NEERDEN EUA/NED PIANO

DURAÇÃO: Aproximadamente 7 horas BILHETEIRA: cidnayfestival.bol.pt Política de Preço Flexível – cada espetador decide quanto quer pagar pelo bilhete de acesso a este concerto.

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DENNIS JOHNSON (1938–2018) November (1959) estreia nacional

NOTA AO PROGRAMA Da quietude da madrugada ao romper da aurora, Shane van Neerden propõe uma viagem entre o silêncio e a vigília pelas origens do minimalismo musical. Composta em 1959, November, de Dennis Johnson, é hoje reconhecida como uma das obras precursoras deste movimento. Durante décadas permaneceu praticamente desconhecida, sobrevivendo apenas através de materiais fragmentários, até ser reconstruída e redescoberta no início do século XXI. Escrita para piano solo e concebida numa escala temporal invulgar, a obra desenvolvese a partir de materiais extremamente simples: pequenos motivos melódicos que regressam, se transformam e se expandem gradualmente ao longo do tempo. No lugar de uma narrativa musical tradicional, Johnson propõe um processo contínuo de transformação quase impercetível, no qual a repetição, a ressonância e a duração assumem um papel central. Associado ao círculo de jovens compositores experimentais da Califórnia no final da década de 1950, Johnson antecipou procedimentos que viriam a marcar profundamente a obra de figuras como La Monte Young e o desenvolvimento do minimalismo norte-americano. Em November, a atenção do ouvinte desloca-se do acontecimento musical para a própria experiência da escuta, num espaço sonoro onde a mais pequena variação adquire significado pela sua subtileza. Sustentada por uma evolução lenta e contemplativa, November constitui uma reflexão sobre o tempo que convida a uma escuta profunda, transformando a sua passagem em matéria artística e revelando uma das experiências mais singulares da música do século XX. CONCERTOS

Concerto-performance duracional. É permitida a entrada após o início do concerto, assim como sair e regressar, com o mesmo bilhete de acesso. O público pode circular livremente durante o decorrer do concerto, ou desfrutar confortavelmente nos sofás e almofadas disponíveis no espaço, deixar-se embalar pelo som do piano e adormecer. Encoraja-se a visita ao espólio do Museu Internacional de Escultura Contemporânea / Museu Municipal Abade Pedrosa, durante o decorrer do concerto. O bilhete inclui acesso a serviço de cafetaria e confeitaria durante todo o concerto. O Festival Cidnay Vale do Ave agradece a Nicholas Horvath e Kyle Gann pelo apoio na preparação deste concerto.

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SANTO TIRSO

A SOLO: TIMOTHY RIDOUT

DOM 13 SETEMBRO 16:00 MOSTEIRO DE SÃO BENTO — IGREJA MATRIZ DE SANTO TIRSO TIMOTHY RIDOUT RU VIOLA BENJAMIN BRITTEN (1913–1976) Elegia para viola solo (1930) GEORG PHILIPP TELEMANN (1681–1767) Seleção de Fantasias para viola solo (1735)

DURAÇÃO: 70 minutos ENTRADA GRATUITA. RESERVAS: cidnayfestival.eventbrite.com

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JOHANN SEBASTIAN BACH (1685–1750) Sonata n.º 1 em sol menor, BWV 1001 (c. 1720) I. Adagio II. Fuga. Allegro III. Siciliana IV. Presto

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PAUL HINDEMITH (1895–1963) Sonata para viola solo, Op. 25 n.º 1 (1922) I. Breit. Viertel II. Sehr frisch und straff (Viertel) III. Sehr langsam IV. Rasendes Zeitmaß. Wild. Tonschönheit ist Nebensache V. Langsam, mit viel Ausdruck JOHANN SEBASTIAN BACH (1685–1750) Suite n.º 3 em dó maior, BWV 1009 (c. 1717–1723) I. Prelúdio II. Allemanda III. Corrente IV. Sarabanda V. Bourrées I e II VI. Giga

NOTA AO PROGRAMA Entre música de Britten, Telemann, Bach e Hindemith, Timothy Ridout celebra a viola em todo o seu esplendor. Composta em 1930 e estreada apenas em 1984, a Elegia para viola solo de Benjamin Britten revela já a sensibilidade melódica e expressiva que viria a caracterizar a sua obra. Violetista de formação, o compositor inglês explora as possibilidades idiomáticas do instrumento e antecipa o interesse pela composição para instrumentos de cordas a solo, que encontraria plena expressão nas célebres Suites para violoncelo compostas nas décadas seguintes. Seguem-se as Fantasias de Georg Philipp Telemann, publicadas em Hamburgo na década de 1730. Entre danças, passagens de carácter improvisado e engenhosos jogos contrapontísticos, Telemann demonstra como um único instrumento pode sugerir uma surpreendente riqueza de texturas e vozes em diálogo. Estruturada segundo o modelo da sonata da chiesa barroca, a Sonata n.º 1 em sol menor, CONCERTOS

BWV 1001, de Johann Sebastian Bach desenvolve-se em quatro andamentos: Adagio, Fuga, Siciliana e Presto. O Adagio inicial e a extensa Fuga evidenciam a extraordinária capacidade do compositor para sugerir múltiplas vozes num único instrumento. Após a serenidade da Siciliana, o Presto final encerra a obra com um andamento de grande energia e impulso rítmico. Com a Sonata para viola solo, Op. 25 n.º 1, escrita em 1922, Paul Hindemith expandiu decisivamente os horizontes técnicos e expressivos da viola. Ao longo dos seus cinco andamentos, Hindemith explora uma linguagem que combina energia rítmica, concisão formal e um lirismo contido, características frequentemente associadas à estética da Nova Objetividade alemã. O resultado é uma obra de grande exigência interpretativa que amplia significativamente as possibilidades do instrumento enquanto meio de expressão autónomo. O programa regressa a Johann Sebastian Bach e encerra com a luminosa e expansiva Suite n.º 3 em dó maior, BWV 1009. Beneficiando da ressonância natural da tonalidade, a obra explora amplamente as cordas soltas e os acordes, conferindo ao instrumento uma sonoridade particularmente rica e aberta. Do célebre Prelúdio inicial à energia das Bourrées e da Gigue final, Bach transforma uma sucessão de danças barrocas num percurso musical de notável variedade expressiva, conciliando clareza estrutural, invenção melódica e uma extraordinária riqueza contrapontística.

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QUI 17 SETEMBRO 21:30 PAÇOS DO CONCELHO DA TROFA MÁTÉ SZŰCS HUN VIOLA ISOLDA CRESPI ESP/POR PIANO

TROFA

LUGAR DE PARTIDA MÁTÉ SZŰCS & ISOLDA CRESPI

DURAÇÃO: 75 minutos ENTRADA GRATUITA. RESERVAS: cidnayfestival.eventbrite.com

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ROBERT SCHUMANN (1810–1856) Três Romances para oboé e piano, Op. 94 (1849) I. Nicht schnell II. Einfach, innig III. Nicht schnell Sonata n.º 1 para violino e piano, Op. 105 (1851) I. Mit leidenschaftlichem Ausdruck II. Allegretto III. Lebhaft intervalo CÉSAR FRANCK (1822–1890) Sonata para violino e piano em Lá maior (1886) I. Allegretto ben moderato II. Allegro III. Ben moderato: Recitativo–Fantasia IV. Allegretto poco mosso

NOTA AO PROGRAMA Cinco anos volvidos, Máté Szűcs e Isolda Crespi regressam ao lugar de partida. Compostos em dezembro de 1849, os Três Romances, op. 94, de Robert Schumann foram originalmente concebidos para oboé e piano, embora tenham rapidamente encontrado lugar no repertório de outros instrumentos. Marcados por uma escrita de aparente simplicidade e por um lirismo profundamente vocal, as três peças exploram diferentes matizes de uma mesma intimidade expressiva. O primeiro Romance, Nicht schnell (não rápido), desenrola-se num ambiente contemplativo, sustentado por uma linha melódica de caráter elegíaco. O segundo, Einfach, innig (simples, íntimo), acentua a dimensão cantabile e recolhida, contrastada por uma secção central com maior movimento. No terceiro, novamente Nicht schnell, a escrita ganha maior impulso e variedade de carácter, alternando momentos mais enérgicos CONCERTOS

com outros de maior contenção, antes de conduzir o ciclo ao seu desfecho. Segue-se a Sonata n.º 1 para violino e piano do mesmo compositor, escrita em 1851 durante o período em que o compositor dirigia a vida musical de Düsseldorf. Concebida em poucos dias, a obra distingue-se pela sua frescura e intensidade. O primeiro andamento é marcado por um impulso apaixonado e incessante; o segundo assume a forma de uma canção tripartida constantemente transformada por rápidas mudanças de humor, tonalidade e andamento; e o final constrói-se a partir de um tema em movimento perpétuo, conciliando energia, lirismo e subtileza harmónica. O programa encerra com a Sonata para violino e piano de César Franck, composta em 1886 como presente de casamento para o violinista Eugène Ysaÿe. Assente num princípio cíclico, tornou-se uma das obras-primas do repertório camerístico, onde os temas reaparecem transformados ao longo dos quatro andamentos. Ao lirismo sereno do Allegretto ben moderato sucede um Allegro impetuoso e dramático. O Recitativo–Fantasia funciona como momento de reflexão livre sobre o material anterior, antes de o final apresentar um luminoso tema em cânone, conduzindo a obra a uma conclusão de jubilosa exaltação..

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SANTO TIRSO

FESTA KLEZMER TRIO DOR & LUCIE HORSCH

SEX 18 SETEMBRO 21:30 MOSTEIRO DE SÃO MIGUEL DE VILARINHO TRIO DOR VLAD WEVERBERGH BEL CLARINETE MÁTÉ SZŰCS HUN VIOLA MICHEL LAMBERT BEL ACORDEÃO IOAN BARANGA ROU CONTRABAIXO Participação especial

LUCIE HORSCH NED FLAUTA DE BISEL DURAÇÃO: 60 minutos Seguido de beberete. ENTRADA GRATUITA. RESERVAS: cidnayfestival.eventbrite.com

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NOTA AO PROGRAMA Com uma sonoridade íntima e delicadamente lapidada, o Trio Dor conduz o público até ao coração das tradições musicais da Europa Central, Oriental e Balcânica — não como mero repositório de memórias, mas como matéria viva e em constante reinvenção. A sua música nasce de histórias antigas que ganham uma nova voz, contadas num contexto de escuta contemporâneo. Inspirando-se nos legados sonoros da Roménia, Bulgária, Hungria e dos Balcãs, o agora quarteto constrói um repertório que cruza melancolia e exaltação, virtuosismo técnico e profundidade expressiva. As interpretações que propõe transcendem a simples evocação folclórica e resultam da investigação das práticas performativas e da

escuta atenta das raízes culturais, afirmando uma linguagem própria na qual a improvisação ocupa um lugar central. A participação especial de Lucie Horsch acrescenta uma nova dimensão tímbrica e expressiva a este universo sonoro. O encontro entre a flauta de bisel e o quarteto amplia as possibilidades de diálogo e reforça a ponte entre diferentes tradições musicais europeias, revelando afinidades inesperadas entre repertórios, estilos e formas de expressão. Em palco, o Trio Dor afirma-se como um espaço de encontro entre tempos e geografias, onde tradição e inovação não se opõem, mas dialogam, convidando o público a mergulhar num universo em que cada melodia transporta séculos de memória e cada interpretação abre caminho à descoberta.

A participação de Vlad Weverbergh e Ioan Baranga conta com o apoio de:

A participação de Lucie Horsch conta com o apoio de:

CONCERTOS

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SANTO TIRSO

ACORDAR LUCIE HORSCH

SÁB 19 SETEMBRO 06:45 SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO LUCIE HORSCH NED FLAUTA DE BISEL

JACOB VAN EYCK (1590–1657) Daphne, de Der Fluyten Lust-Hof (c. 1644–1649)

DURAÇÃO: 40 minutos Seguido de pequeno-almoço. ENTRADA LIVRE

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JOHANN SEBASTIAN BACH (1685–1750) Partita, BWV 1013 (c. 1722–1723) I. Allemande II. Corrente III. Sarabande IV. Bourrée anglaise

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JACOB VAN EYCK (1590–1657) Engels Nachtegaeltje (Rouxinol Inglês), de Der Fluyten Lust-Hof (c. 1644–1649) CLAUDE DEBUSSY (1862–1918) Syrinx (1913) BENJAMIN BRITTEN (1913–1976) de Six Metamorphoses after Ovid, Op. 49 (1951) I. Pan IGOR STRAVINSKY (1882–1971) Peça n.º 3, de Three Pieces for Clarinet (1919) GEORG PHILIPP TELEMANN (1681–1767) Fantasia n.º 5, TWV 40:6 (c. 1732–1733) I. Presto II. Allegro III. Allegro JACOB VAN EYCK (1590–1657) Boffons, de Der Fluyten Lust-Hof (c. 1644–1649)

NOTA AO PROGRAMA Ao nascer do sol, enquanto a luz ainda hesita em revelar plenamente o dia, Lucie Horsch assume o papel de narradora de uma viagem sensorial pela natureza. Em Dafne, Jacob van Eyck transforma uma melodia popular do século XVII numa brilhante sequência de variações para flauta de bisel. Integrada na coleção Der Fluyten Lust-Hof, a obra revela a extraordinária criatividade e o virtuosismo do compositor neerlandês, explorando com elegância e imaginação as possibilidades expressivas do instrumento. Seguese a Partita em Lá menor, BWV 1013 de Johann Sebastian Bach. Estruturada em quatro andamentos — Allemande, Corrente, Sarabande e Bourrée anglaise —, a obra combina o refinamento das danças barrocas

CONCERTOS

com uma notável riqueza técnica e expressiva. A diversidade de caráteres entre os andamentos, aliada à subtileza do discurso musical, faz desta Partita uma peça central do repertório flautístico e um testemunho singular da arte de Bach. De forma semelhante, a Fantasia n.º 5 de Georg Philipp Telemann explora contrastes de discurso, alternando momentos de brilho virtuosístico com passagens de maior introspeção. Nestas obras barrocas, a flauta surge já como um instrumento capaz de evocar afetos, paisagens e estados de espírito, antecipando a dimensão evocativa que atravessa o restante programa. Embora separadas por quase dois séculos, as obras de Claude Debussy, Benjamin Britten e Igor Stravinsky prolongam esta procura de novas possibilidades expressivas. Em Syrinx, Debussy abandona a lógica discursiva tradicional a favor de uma escrita livre e evocativa, inspirada no universo da mitologia grega e nas inflexões da voz humana. A mesma referência ao mundo clássico surge em Pan, a primeira das Six Metamorphoses after Ovid de Britten, onde a figura do deus dos bosques é retratada através de uma melodia aparentemente improvisada, contemplativa e inquieta. Por fim, a terceira das Three Pieces for Clarinet de Stravinsky apresenta uma linguagem mais concisa e fragmentada, assente na constante transformação de pequenos gestos musicais.

O Festival Cidnay Vale do Ave convida-o a trazer a sua manta e a desfrutar confortavelmente da música sob o céu aberto. Este concerto conta com o apoio de:

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FAMALICÃO

HERANÇA E REINVENÇÃO LUCIE HORSCH & JUSTIN TAYLOR

SÁB 19 SETEMBRO 21:30 IGREJA MATRIZ ANTIGA DE FAMALICÃO LUCIE HORSCH NED FLAUTA DE BISEL JUSTIN TAYLOR FRA CRAVO JOSEPH BODIN DE BOISMORTIER (1689–1755) Sonata em Sol maior, Op. 91 n.º 3 (c. 1734) I. Lentement II. Gayement III. Lentement IV. Vivement

DURAÇÃO: 55 minutos ENTRADA GRATUITA. RESERVAS: cidnayfestival.eventbrite.com

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GEORG PHILIPP TELEMANN (1681–1767) Fantasia n.º 7, TWV 40:8 (c. 1732–1733) I. Alla francese II. Presto

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CALLIOPE TSOUPAKI (1963–) A Song for You (2024) GYÖRGY LIGETI (1923–2006) Continuum (1968) LOUIS ANDRIESSEN (1939–2021) Ende (1981) JOHANN SEBASTIAN BACH (1685–1750) Sonata em Si menor, BWV 1030 (c. 1736) I. Andante II. Largo e dolce III. Presto

NOTA AO PROGRAMA Lucie Horsch e Justin Taylor convidam o público para uma viagem que percorre mais de três séculos de criação musical, num diálogo entre tradição e inovação. O programa abre com Joseph Bodin de Boismortier, um dos primeiros compositores do período barroco a trabalhar de forma independente, sem o apoio de um mecenas. Graças a uma licença real especial concedida pela corte de Versalhes, Boismortier pôde publicar e comercializar a sua própria música. Ao ouvir o virtuosismo das partes de flauta e cravo — incluindo a técnica então inovadora do cruzamento das mãos no teclado — torna-se fácil compreender como conseguiu alcançar um enorme sucesso comercial e uma considerável fortuna através da venda das suas obras. Ao estilo francês, segue-se a Fantasia n.º 7 em Ré maior, TWV 40:8 de Georg Philipp Telemann, que combina elegância, brilho e contraste. Integrada no célebre conjunto das Doze Fantasias para Flauta sem Baixo (1732–1733), a obra abre com uma majestosa Alla francese, evocando o caráter nobre da abertura francesa barroca, antes de dar lugar a um Presto de grande vivacidade e virtuosismo. Nesta fantasia, Telemann explora de forma imaginativa os recursos expressivos da flauta, criando uma notável riqueza musical através de uma única linha CONCERTOS

melódica. Encomendada por Lucie Horsch e Olga Pashchenko e estreada em 2024, A Song for You de Calliope Tsoupaki estabelece a ponte entre tradição e contemporaneidade. A compositora greco-neerlandesa explora uma linguagem depurada e intimista, onde o diálogo entre os instrumentos se desenvolve com naturalidade e subtileza, privilegiando a clareza do gesto e a intensidade expressiva. Neste encontro entre instrumentos historicamente associados ao repertório barroco e uma voz criativa dos nossos dias, a obra revela a vitalidade e a permanente capacidade de reinvenção da flauta de bisel e do cravo. Continuum, de György Ligeti, cria a ilusão de um movimento sonoro contínuo através da sucessão vertiginosa de pequenas células musicais, explorando os limites da perceção auditiva. Já Ende, do compositor neerlandês Louis Andriessen — professor de Calliope Tsoupaki —, foi concebida como um breve encore para um intérprete que toca simultaneamente duas flautas de bisel. Embora distintas na linguagem e na estética, ambas as obras expandem os horizontes expressivos do instrumento e testemunham a sua surpreendente relevância na criação musical contemporânea. O programa culmina com a célebre Sonata em Si menor, BWV 1030 de Johann Sebastian Bach, cuja dimensão arquitetónica, riqueza contrapontística e profundidade expressiva testemunham de forma exemplar o génio incomparável do compositor, encerrando o percurso num dos pontos mais altos de todo o repertório para flauta e cravo. O Festival Cidnay Vale do Ave agradece à Fundação Casa da Música pela cedência do cravo utilizado neste concerto. A participação de Lucie Horsch conta com o apoio de:

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NOITE TRANSFIGURADA

QUA 23 SETEMBRO 21:30 AUDITÓRIO DO CENTRO DE ESTUDOS CAMILIANOS

FAMALICÃO

MOHAMED HIBER FRA VIOLINO RAQUEL AREAL MARTÍNEZ ESP VIOLINO HAYANG PARK KOR VIOLA JANO LISBOA POR VIOLA TORLEIF THEDÉEN SWE VIOLONCELO ALEXANDER WARENBERG NED VIOLONCELO

DURAÇÃO: 80 minutos ENTRADA GRATUITA. RESERVAS: cidnayfestival.eventbrite.com

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JOHANNES BRAHMS (1833–1897) Sexteto de Cordas n.º 1 em Si♭ maior, Op. 18 (1860) I. Allegro ma non troppo II. Andante, ma moderato III. Scherzo: Allegro molto IV. Rondo: Poco allegretto e grazioso intervalo ARNOLD SCHÖNBERG (1874–1951) Verklärte Nacht, Op. 4 (1899)

NOTA AO PROGRAMA Neste encontro inédito, Mohamed Hiber, Raquel Areal Martínez, Hayang Park, Jano Lisboa, Torleif Thedéen e Alexander Warenberg reúnem-se para interpretar duas das mais brilhantes pérolas do repertório camerístico

CONCERTOS

romântico. O Sexteto de Cordas n.º 1 foi a primeira obra de Johannes Brahms a conquistar uma reação verdadeiramente entusiástica por parte do público. Composto em 1860, explora uma formação então pouco comum — dois violinos, duas violas e dois violoncelos — cuja sonoridade ampla e calorosa contribui para o carácter luminoso da partitura. O primeiro andamento apresenta um tema expansivo e cantabile, desenvolvido numa atmosfera de serenidade e confiança. Segue-se um conjunto de variações sobre um tema em ré menor, onde Brahms alia clareza clássica e riqueza expressiva, evocando a herança de Haydn, Mozart, Beethoven e Schubert. O Scherzo, de inspiração rústica e vigorosa, recorda o universo beethoveniano, enquanto o final, de elegância descontraída e espírito sereno, reafirma o carácter

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quase serenata de uma obra que alia uma aparente espontaneidade a uma extraordinária mestria composicional. Composta em 1899, Verklärte Nacht (Noite Transfigurada) de Arnold Schönberg assinala um momento decisivo no desenvolvimento da linguagem do compositor. Inspirada no poema homónimo de Richard Dehmel, a obra descreve o encontro entre um casal durante uma caminhada noturna — ao confessar estar grávida de uma relação anterior, da qual se arrepende, a mulher desencadeia um conflito emocional que é transformado pela resposta compassiva do companheiro, confiante de que o amor entre ambos é garantia de uma «transfiguração» da criança, tornando-a também sua. A obra segue de perto a estrutura narrativa do poema, mas transcende a simples ilustração literária. Schönberg combina a tradição da

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música absoluta herdada de Brahms com a expressividade e o simbolismo associados a Wagner, criando uma linguagem profundamente cromática e intensamente emocional. O resultado é uma partitura de grande unidade orgânica, na qual os temas se transformam continuamente, espelhando o processo de transfiguração sugerido pelo título. Entre o romantismo tardio e a modernidade emergente, Verklärte Nacht permanece uma das obras mais marcantes e poéticas do repertório para cordas.

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DURAÇÃO: 70 minutos BILHETEIRA: 25.09 tnf.bol.pt 26.09 cidnayfestival.bol.pt

CONCERTOS

SEX 25 SETEMBRO 21:30 TEATRO NARCISO FERREIRA Coprodução Festival Cidnay Vale do Ave / Teatro Narciso Ferreira

FAMALICÃO

FUTURO: TEMPO PRESENTE METAMORFOSES ORQUESTRA FESTIVAL DO VALE DO AVE

SÁB 26 SETEMBRO 21:30 FÁBRICA DE SANTO THYRSO VIOLINO STELLA ZAKE LAT AMELIE WALLNER GER SARA AREAL MARTÍNEZ ESP NIKA TOŠKAN SLO HANNAH SOLVEIJ GER MĂLINA CIOBANU ROU MIGUEL ROCHA POR MANUEL DE ALMEIDA-FERRER POR ALFONSO PINTO-RIBEIRO POR TIAGO SOARES SILVA POR

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VIOLA JANO LISBOA POR HAYANG PARK KOR SARA MOREIRA POR DAGMAR KORBAR CRO MARIA INÊS MONTEIRO POR VIOLONCELO ALEXANDER WARENBERG NED GONÇALO LÉLIS POR LUÍS CRUZ POR HUGO PAIVA POR TIAGO AZEVEDO E SILVA POR CONTRABAIXO JOSÉ TRIGO POR NUNO OSÓRIO POR DOMINGOS RIBEIRO POR BÉLA BARTÓK (1881–1945) Divertimento para Orquestra de Cordas, Sz. 113, BB 118 (1939) I. Allegro non troppo II. Molto adagio III. Allegro assai intervalo

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RICHARD STRAUSS (1864–1949) Metamorphosen, TrV 290 (1945)

NOTA AO PROGRAMA A Orquestra Festival do Vale do Ave reúne-se pela primeira vez para interpretar duas obras-primas do repertório para cordas. Composto em apenas duas semanas durante o verão de 1939, o Divertimento para Cordas de Béla Bartók ocupa um lugar singular na produção musical do compositor. Escrita num período de aparente tranquilidade nos Alpes suíços, pouco antes da eclosão da Segunda Guerra Mundial, a obra contrasta com a atmosfera sombria que marcaria as suas criações imediatamente posteriores, combinando leveza e sofisticação com a linguagem profundamente pessoal de Bartók. A obra recupera o princípio do antigo concerto grosso, alternando entre o conjunto e pequenos grupos de solistas. O primeiro andamento revela a energia

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característica do compositor, com ritmos incisivos e melodias inspiradas nos modos da música tradicional da Europa de Leste. O Molto adagio conduz-nos a um universo mais inquietante, próximo da atmosfera noturna e misteriosa dos quartetos de cordas, através de cromatismos subtis, sonoridades veladas e uma intensa progressão dramática. O final, em forma de rondó, recupera um espírito mais luminoso e rústico, impulsionado por ritmos de dança e um virtuosismo orquestral brilhantemente explorado. Composta em 1945 para 23 cordas solistas, Metamorphosen de Richard Strauss constitui uma das mais profundas meditações musicais do século XX. Concebida nos últimos meses da Segunda Guerra Mundial, a obra nasceu do choque provocado pela destruição dos grandes teatros de ópera alemães, símbolos de uma tradição cultural que Strauss considerava irremediavelmente perdida. Construída como um vasto tecido polifónico, a partitura desenvolve e transforma

CONCERTOS

continuamente um pequeno conjunto de ideias temáticas. Nos minutos finais emerge uma clara alusão à Marcha Fúnebre da Sinfonia Heróica de Beethoven, assinalada pelo compositor com a inscrição In Memoriam. Mais do que um lamento pelo património destruído, Metamorphosen ergue-se como uma elegia à cultura europeia que lhes deu sentido. A participação de Stella Zake conta com o apoio de:

A participação de Nika Toškan conta com o apoio de:

em colaboração com o Consulado Honorário da República da Letónia em Portugal

A participação de Miguel Rocha conta com o apoio de:

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ACADEMIA DO VALE DO AVE

MASTERCLASSES DE ACORDEÃO JOÃO BARRADAS POR QUI 10 — SEX 11 SETEMBRO CENTRO DE ARTE ALBERTO CARNEIRO, SANTO TIRSO ACADEMISTA ACORDEÃO Pedro Fernandes POR

MASTERCLASSES DE VIOLA WENTING KANG CHN TIMOTHY RIDOUT RU SEX 11 — SEG 14 SETEMBRO EDIFÍCIO SOCIAL DA CCAM DO MÉDIO AVE, FAMALICÃO ACADEMISTAS VIOLA Aimar Herrera ESP Nicole Gedler ESP Diogo Pimentel POR Ingrid Odé FIN Declan Wick RU Annabel Cullington-Doss RU

ISOLDA CRESPI ESP/POR piano/correpetição CONCERTO JOVENS TALENTOS — VIOLA SEG 14 SETEMBRO 18:00 EDIFÍCIO SOCIAL DA CCAM DO MÉDIO AVE, FAMALICÃO Coprodução Festival Cidnay Vale do Ave / Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Médio Ave — programação para a comunidade. Entrada gratuita. Reservas: cidnayfestival.eventbrite.com

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MASTERCLASSES DE VIOLONCELO TORLEIF THEDÉEN SWE SEG 21 — TER 22 SETEMBRO CENTRO DE ARTE ALBERTO CARNEIRO, SANTO TIRSO MASTERCLASSES DE PERCUSSÃO AGOSTINHO SEQUEIRA POR DOM 13 — TER 15 SETEMBRO AUDITÓRIO PE. ANTÓNIO VIEIRA (ARTAVE), SANTO TIRSO ACADEMISTAS PERCUSSÃO Matilde Coelho POR Classe de Percussão ARTAVE POR

CONCERTO JOVENS TALENTOS — PERCUSSÃO TER 15 SETEMBRO 18:00 AUDITÓRIO PE. ANTÓNIO VIEIRA (ARTAVE), SANTO TIRSO Entrada gratuita. Reservas: cidnayfestival.eventbrite.com

ACADEMISTAS VIOLONCELO Alex Lavine RU Joseph Reynolds RU Bernadette Kehrer AUT Leonor Claro POR Clara Hope Simpson RU Luís Cruz POR

ISOLDA CRESPI ESP/POR piano/correpetição MASTERCLASSES DE CONTRABAIXO NUNO OSÓRIO POR SEG 21 — QUA 23 SETEMBRO CENTRO DE ARTE ALBERTO CARNEIRO, SANTO TIRSO ACADEMISTAS CONTRABAIXO Constança Braga Fernandes POR Raquel Neto POR

ISOLDA CRESPI ESP/POR piano/correpetição CONCERTO JOVENS TALENTOS — VIOLONCELO E CONTRABAIXO QUA 23 SETEMBRO 18:00 CENTRO DE ARTE ALBERTO CARNEIRO, SANTO TIRSO Entrada gratuita. Reservas: cidnayfestival.eventbrite.com

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OFICINAS, CONVERSAS, VISITAS E OUTROS MOMENTOS MUSICAIS OFICINAS MUSICAIS HENRIQUE CONSTÂNCIA POR apresentação FAMART ENSEMBLE MIGUEL ROCHA POR violino VERONIKA TARABAN POR violino PEDRO MARQUES POR viola LUÍS CRUZ POR violoncelo PARA CRIANÇAS E SENIORES QUI 10 SETEMBRO 16:00 AUDITÓRIO ENG. EURICO DE MELO, SANTO TIRSO Participação gratuita. Inscrições: cidnayfestival.eventbrite.com

CONVERSAS ESCOLARES AGOSTINHO SEQUEIRA POR percussão TER 15 SETEMBRO ESCOLA BÁSICA DE SANTO TIRSO MANUEL DE ALMEIDA-FERRER POR violino SEG 21 SETEMBRO ESCOLA BÁSICA DE RIBEIRÃO Público escolar.

PARA SÉNIORES SEX 11 SETEMBRO CENTRO SOCIAL PAROQUIAL DE RIBEIRÃO, FAMALICÃO Público institucional.

PARA CRIANÇAS E FAMÍLIAS SEX 11 SETEMBRO 16:30 CENTRO COMUNITÁRIO DA TROFA Participação gratuita. Inscrições: cidnayfestival.eventbrite.com CIDNAY VALE DO AVE FESTIVAL 2026

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CIDNAY VAI À VILA CONCERTO AO AR LIVRE

SOIRÉES MUSICAIS

Coprodução Festival Cidnay Vale do Ave / The Village

SHANE VAN NEERDEN EUA/NED piano

FAMART ENSEMBLE MIGUEL ROCHA POR violino VERONIKA TARABAN POR violino PEDRO MARQUES POR viola LUÍS CRUZ POR violoncelo DOM 20 SETEMBRO 16:00 JARDIM D. MARIA II, FAMALICÃO Entrada livre.

DOM 13 SETEMBRO 21:30 HOTEL CIDNAY, SANTO TIRSO SARA AREAL MARTÍNEZ ESP violino NIKA TOŠKAN SLO violino DAGMAR KORBAR CRO viola ALEXANDER WARENBERG NED violoncelo TER 22 SETEMBRO 21:30 HOTEL CIDNAY, SANTO TIRSO JOSÉ TRIGO POR contrabaixo NUNO OSÓRIO POR contrabaixo DOMINGOS RIBEIRO POR contrabaixo QUI 24 SETEMBRO 21:30 HOTEL CIDNAY, SANTO TIRSO Entrada livre.

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VISITAS DANÇADAS INESA MARKAVA BLR/POR dança contemp. MARTA VILAÇA POR flauta MARIA RAPOSO E PINTO POR toy piano Música de CLAUDE DEBUSSY, EUGÈNE BOZZA, CARL PHILIPP EMANUEL BACH e MARIA RAPOSO E PINTO.

COLEÇÃO DO MUSEU INTERNACIONAL DE ESCULTURA CONTEMPORÂNEA PARA CRIANÇAS DOM 20 / SEG 21 SETEMBRO PARQUE SARA MOREIRA, SANTO TIRSO Itinerário KISHIDA KATSUJI Œuf du Vent (2012) PINO CASTAGNA Canyon (2012) ÂNGELA FERREIRA Sesriem (2008) MIQUEL NAVARRO Casa de Passo (2015)

PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA PARA CRIANÇAS TER 22 SETEMBRO JARDIM D. MARIA II, FAMALICÃO BORDALO II Musaranho (2023)

PARA CRIANÇAS TER 22 SETEMBRO JARDIM ESCULTURA ALBERTO CARNEIRO, TROFA Público institucional / escolar.

CARLOS NOGUEIRA Casa Comprida com Árvore Dentro (2012) WANG KEPING Duas Faces (2008) CIDNAY VALE DO AVE FESTIVAL 2026

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ENSAIOS ABERTOS

APRESENTAÇÃO DE LIVRO

MOHAMED HIBER FRA violino RAQUEL AREAL MARTÍNEZ ESP violino JANO LISBOA POR viola HAYANG PARK KOR viola TORLEIF THEDÉEN SWE violoncelo ALEXANDER WARENBERG NED violoncelo

A MÚSICA COMO MODO DE SER NO MUNDO AUTOBIOGRAFIA DE MARIA TERESA DE MACEDO

TER 22 SETEMBRO CENTRO DE ARTE ALBERTO CARNEIRO, SANTO TIRSO

SEX 25 SETEMBRO 11:00 CENTRO DE ARTE ALBERTO CARNEIRO, SANTO TIRSO Entrada gratuita sujeita à lotação da sala.

ORQUESTRA FESTIVAL DO VALE DO AVE

FESTA DE ENCERRAMENTO

QUI 24 SETEMBRO FÁBRICA DE SANTO THYRSO

SÁB 26 SETEMBRO 23:30 OTHIGAZ CAFÉ CULTURAL, SANTO TIRSO

Mais informações e reservas:

cidnayfestival.eventbrite.com Entrada livre.

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Wenting Kang Viola | China

Wenting Kang apresenta-se regularmente como solista com importantes orquestras internacionais, entre as quais a Orquesta Sinfónica de Madrid, a Malaga Philharmonic Orchestra, a Frankfurt Radio Symphony Orchestra e a Nagoya Philharmonic Orchestra, colaborando com maestros de renome como Ivor Bolton, Michiyoshi Inoue e José María Moreno. Estudou no Conservatório Central de Música de Pequim, no New England Conservatory de Boston e, posteriormente, frequentou o mestrado para jovens solistas na Kronberg Academy, na Alemanha. Ao longo da sua formação, trabalhou sob a orientação de prestigiados pedagogos, entre os quais Nobuko Imai, Kim Kashkashian, Garth Knox, Donald Weilerstein, Miriam Fried e Changhai Wang. Em setembro de 2024, Wenting Kang foi nomeada professora no New England Conservatory, em Boston, sucedendo a Kim Kashkashian. Desde 2016, desempenha funções como professora assistente ao lado da renomada Nobuko Imai na Escuela Superior de Música Reina Sofía, em Madrid. Mais recentemente, inaugurou a sua própria classe como professora na Escuela Superior de Música Forum Musikae, também em Madrid. Nos últimos anos, tem CIDNAY VALE DO AVE FESTIVAL 2026

ministrado masterclasses de viola e música de câmara em instituições de prestígio, como o Conservatorium van Amsterdam e a Franz Liszt Academy of Music, bem como em diversos festivais na Europa e na Ásia. Depois do seu concerto no Carnegie Hall, Wenting Kang foi descrita pelo The New York Times como uma «excelente violetista» que «possui um som escuro e luminoso». A sua interpretação tem também sido elogiada como «elegante», «precisa», «pura» e «apaixonada no timbre sem nunca perder o sentido de controlo», segundo o Boston Musical Intelligencer. O seu álbum de estreia, Mosaic, gravado com o pianista Sergei Kvitko, foi lançado em 2022. A revista Gramophone destacou o seu «timbre dourado e luminoso» e a «subtileza das suas nuances», acrescentando que «a sua técnica é irrepreensível» e que se trata de «um programa magnífico em todos os aspetos». O disco recebeu a Medalha de Ouro como CD recomendado pela revista espanhola Melómano.

João Barradas

Acordeão | Portugal João Barradas destaca-se como um dos músicos mais criativos do panorama europeu do acordeão, movendo-se, simultaneamente, 48


entre a tradição clássica e a música improvisada. Foi o responsável pelos primeiros recitais de acordeão em programações tão distintas como as da Wiener Konzerthaus, da Fundação Calouste Gulbenkian ou do Festival d’Aix-en-Provence. Apresenta-se regularmente como solista com orquestras de prestígio, entre as quais a London Philharmonic Orchestra, a Tonhalle-Orchester Zürich, a Symphoniker Hamburg, a Orchestra della Toscana, a Cologne Chamber Orchestra, a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música e a Orquestra Metropolitana de Lisboa, sob a direção de prestigiados maestros como Edward Gardner, Alondra de la Parra, Sylvain Cambreling, Douglas Boyd, Christoph Poppen, Joana Carneiro e Pedro Neves. No universo do jazz, tem contribuído de forma decisiva para afirmar a presença do acordeão, colaborando com alguns dos mais importantes improvisadores da atualidade, entre os quais Mark Turner, Peter Evans, Aaron Parks, Jonathan Kreisberg, Maria Schneider, Aka Moon, Greg Osby, Mike Stern, Rufus Reid, David Binney, Gil Goldstein, Perico Sambeat, Christian Lillinger, Tineke Postma, bem como com formações de maior dimensão, como a Brussels Jazz Orchestra. Em 2019, foi distinguido como ECHO Rising Star pela European Concert Hall Organisation. Em 2024, foi Artista em Residência na Casa da

Música e foi galardoado na Alemanha com o prestigiado Sir Jeffrey Tate Award. Assente numa linguagem que cruza composição e improvisação, o João Barradas Trio — que reúne o acordeonista português com André Rosinha (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria) — explora um universo sonoro onde convivem influências do jazz contemporâneo, da música erudita e da improvisação. A formação apresenta sobretudo música original de João Barradas, com destaque para Aperture, projeto desenvolvido no âmbito da sua residência artística na Casa da Música e distinguido com o Prémio Play para Melhor Álbum Jazz em 2026.

Jonathan Kreisberg

Guitarra | Estados Unidos Jonathan Kreisberg tem vindo a afirmar-se como um dos mais cativantes compositores e intérpretes do jazz contemporâneo. Combinando um sentido melódico intemporal com linhas e texturas inovadoras, desenvolveu uma linguagem musical própria que lhe conquistou um público fiel em todo o mundo. Apresenta-se regularmente em digressão internacional e grava tanto com os seus próprios grupos como com artistas de renome, entre os quais Dr. Lonnie Smith, 49


que o descreveu como «um músico apaixonado, com uma grande visão artística, e constantemente numa busca ardente pela inovação». Nascido em Nova Iorque, cresceu num ambiente profundamente marcado pela música. Aos 16 anos foi admitido na New World School of the Arts, onde iniciou uma formação intensiva em jazz. A sua dedicação à guitarra levou-o a ser destacado nas revistas Guitar Player e DownBeat ainda na adolescência. Mais tarde, recebeu uma bolsa para a Universidade de Miami, onde integrou a prestigiada Concert Jazz Band, realizando digressões pelo Brasil e atuando ao lado de músicos como Joe Henderson, Michael Brecker e Red Rodney. Após concluir os estudos, desenvolveu uma intensa atividade artística, participando em projetos de jazz, música contemporânea e rock progressivo. Interpretou obras do século XX com a New World Symphony, sob a direção de Michael Tilson Thomas, e integrou o grupo Third Wish, com o qual gravou e atuou extensivamente, incluindo concertos de abertura para Steve Vai e Yngwie Malmsteen. Foi também fundador da primeira formação do Jonathan Kreisberg Trio, que realizou várias digressões pela costa leste dos Estados Unidos. No início dos seus vinte anos regressou a Nova Iorque para aprofundar a sua exploração do jazz acústico contemporâneo, desenvolvendo uma linguagem cada vez mais centrada na riqueza melódica e harmónica. Desde então, colaborou com alguns dos mais destacados nomes do jazz internacional, incluindo Lee Konitz, Joe Locke, Stefano Di Battista, Ari Hoenig, Jane Monheit e Yosvany Terry. Paralelamente, liderou diversos projetos próprios e desenvolveu uma relevante atividade pedagógica, orientando masterclasses e workshops em escolas de música e universidades. Hoje é amplamente reconhecido como uma das vozes mais originais e influentes da guitarra jazz da sua geração.

Coletivo Contemporâneo do Vale do Ave Portugal / Internacional

O Coletivo Contemporâneo do Vale do Ave é um agrupamento musical de geometria variável, formado por músicos portugueses e estrangeiros de reconhecida excelência CIDNAY VALE DO AVE FESTIVAL 2026

artística. Sob a direção artística de João Álvares Abreu, conta com a curadoria musical do premiado percussionista Agostinho Sequeira — Jovem Músico do Ano do Prémio Jovens Músicos e vencedor do 1.º Prémio do TROMP International Percussion Competition. Enquanto plataforma de encontro entre artistas de referência e espaço de criação dedicado à música dos séculos XX e XXI, o coletivo estreou-se a 14 de setembro de 2025, no Parque Urbano Sara Moreira, em Santo Tirso, no âmbito da 5.ª edição do Festival Cidnay Vale do Ave, com a interpretação de Inuksuit, de John Luther Adams, uma das mais emblemáticas obras de grande escala do repertório contemporâneo para percussão. A sua primeira residência reuniu 21 percussionistas, entre os quais Bonnie Whiting, intérprete que participou na estreia mundial da obra, realizada no Banff Centre for Arts and Creativity (Canadá), sob a direção artística do próprio compositor. Em 2026, o Coletivo Contemporâneo do Vale do Ave abre-se a novas colaborações, integrando na sua segunda residência músicos como Wenting Kang (viola, China) e Shane van Neerden (piano/celesta, EUA– Países Baixos). No âmbito da 6.ª edição do Festival Cidnay Vale do Ave, apresenta, em colaboração com o Coro da Casa da Música, a estreia nacional de Rothko Chapel, de Morton Feldman, sob a direção musical do maestro Henrique Constância, reafirmando o seu compromisso com a interpretação de obras marcantes do repertório dos séculos XX e XXI, raramente escutadas em Portugal.

Agostinho Sequeira Percussão | Portugal

Agostinho Sequeira nasceu em Almada, em 1998. Vencedor de vários prémios TROMP International Percussion Competition 2020 – o mais prestigiado concurso de percussão do mundo –, Agostinho vive a música de forma intensa e procura constantemente novas formas de a tornar acessível e envolvente para o público. As suas apresentações distinguem-se por uma naturalidade e pureza raras, recorrendo ao corpo como ferramenta expressiva, à semelhança de um ator ou de um bailarino. Tanto no repertório selecionado como na 50


improvisação, coloca sempre no centro da performance uma dimensão ritual e sensorial, explorando a beleza e o elemento de surpresa do som. O seu principal foco é o público: desenvolve as suas ideias musicais a partir da perspetiva do ouvinte, criando programas a solo com multipercussão que se estruturam em torno de um tema central, conferindo-lhes um forte sentido narrativo e impacto emocional. Entre os seus projetos destacam-se Revolution 19, que explora as relações entre os Beatles e compositores como Cage, Stockhausen e Bach, e In Touch, uma performance sobre a ligação entre a persona social e o eu interior. Apresentouse em recitais a solo em salas e festivais como a Muziekgebouw Amsterdam, a Muziekgebouw Eindhoven, o Centro Cultural de Belém, o IPEA Shanghai Percussion Festival, o Bach Festival Dordrecht e o Wonderfeel Festival. A componente social e multicultural das suas performances reflete as suas origens familiares, que cruzam raízes indianas e portuguesas. A sua inspiração provém de diversas fontes musicais, que vão da ópera e da bossa nova aos Pink Floyd e ao trance. Como solista, colaborou com a Dutch Ballet Orchestra, a Orquestra Gulbenkian e a Orquestra Metropolitana de Lisboa. Foi distinguido com o 1.º Prémio e o título de Jovem Músico do Ano no Prémio Jovens Músicos / Antena 2, em 2016. Em 2024, aos 25 anos, foi convidado a integrar o corpo docente do Conservatório de Amesterdão, onde leciona multipercussão a solo.

Shane Van Neerden

Piano | Estados Unidos / Países Baixos Shane van Neerden destaca-se como solista e músico de câmara, apresentando-se em importantes salas de concerto na Alemanha, Países Baixos, Inglaterra, Itália, Portugal, Áustria, França e Estados Unidos. Em 2024, conquistou o Dutch Classical Talent Award, depois de uma digressão de catorze concertos pelas mais prestigiadas salas dos Países Baixos. O crítico Marnix Bilderbeek, do jornal NRC, destacou «o seu toque aveludado, a sensibilidade do fraseado e a calorosa paleta tímbrica». Em 2025, estreou-se como solista com a Orquestra Filarmónica da Rádio dos Países Baixos, apresentando-se ARTISTAS

no TivoliVredenburg e na Concertgebouw, tendo ainda realizado uma digressão com a orquestra PHION, interpretando o Concerto para Piano n.º 1 de Prokofiev sob a direção de Michał Nesterowicz. Em fevereiro de 2026 lançou o seu primeiro álbum a solo pela 7 Mountain Records, com a Concord Sonata de Charles Ives, Gaspard de la Nuit de Maurice Ravel e a Sonata para Piano n.º 2 de Sergei Rachmaninoff. O disco recebeu cinco estrelas no jornal NRC. Nesse mesmo ano foi protagonista de um documentário produzido pela iAmsterdam, recomendado pela Concertgebouw, e apresentou um recital-conferência integrado na série Jonge Nederlanders, com obras de Carl Maria von Weber, Ludwig van Beethoven, Charles Ives e Samuel Barber, tendo ainda participado no concerto de abertura do célebre Prinsengracht Concert, em Amesterdão. Em 2027, interpretará o Concerto para Piano n.º 1 de Tchaikovsky com a Symfonieorkest Musica, em Haia, seguindo-se a sua estreia na Polónia com a Arthur Rubinstein Philharmonic, sob a direção de Michał Nesterowicz. Comprometido com a criação contemporânea, Shane van Neerden encomenda regularmente novas composições. Tem colaborado de forma próxima com Rick van Veldhuizen, estreará uma nova obra de Celia Swart no Grachtenfestival e trabalha atualmente numa nova composição para piano de Amarante Nat. Após estudar com Carl Cranmer entre os 12 e os 18 anos, ingressou no Conservatório de Amesterdão, na classe de Frank Peters. Concluiu a licenciatura em 2022 com classificação máxima (10 cum laude), tendo terminado o mestrado com a mesma distinção.

Coro da Casa da Música Portugal

Fundado em 2009, o Coro Casa da Música tem uma formação base de 18 cantores, que se alarga a dimensão média ou sinfónica em função dos programas apresentados. Contou com Paul Hillier como maestro titular, até 2019, e tem sido dirigido por outros nomes prestigiados no âmbito da música coral, como Martina Batič, Simon Carrington, Nicolas Fink, Antonio Florio, Robin Gritton, Sofi Jeannin, Andrew Parrott, Marco Mencoboni, Kaspars Putniņš, 51


Nacho Rodríguez, Gregory Rose, Nils Schweckendiek, Léo Warynski e James Wood, além do seu maestro adjunto Pedro Teixeira. Em 2025, trabalhou pela primeira vez com Florian Helgath e Peter Dijkstra. A interpretação de obras corais-sinfónicas leva-o a colaborar com os maestros Martin André, Stefan Blunier, Douglas Boyd, Baldur Brönnimann, Olari Elts, Leopold Hager, Michail Jurowski, Michael Sanderling, Christoph König, Peter Rundel, Vassily Sinaisky e Takuo Yuasa, destacando-se ainda os programas de música antiga com especialistas como Laurence Cummings, Paul McCreesh e Hervé Niquet.

Henrique Constância

Direção Musical | Portugal Natural da ilha de São Miguel, Açores, Henrique Constância destaca-se pela versatilidade e pela energia que coloca nas suas interpretações, abrangendo repertórios que vão do barroco à música contemporânea. Formou-se em direção de orquestra no Conservatorium van Amsterdam, onde estudou com Ed Spanjaard e Antony Hermus, prosseguindo o aperfeiçoamento na Italian Conducting Academy, em Milão, com Gilberto Serembe. Iniciou o seu percurso musical como violoncelista, tendo estudado com Paulo Gaio Lima na Academia Nacional Superior de Orquestra e com Gideon den Herder no Conservatorium van Amsterdam. Apresenta-se como maestro convidado com formações como a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra do Algarve, Orquestra Filarmonia das Beiras, Sinfonietta de Braga, Orquestra Clássica do Centro e Orquestra Clássica da Madeira. Entre os solistas com quem colaborou destacam-se o percussionista Pedro Carneiro, a soprano Silvia Sequeira, a pianista Ásta Dóra Finnsdóttir e o guitarrista Carlos Gallén. Foi maestro assistente da Orquestra de Câmara Portuguesa e da Jovem Orquestra Portuguesa, tendo-se apresentado na Konzerthaus de Berlim, no festival Young Euro Classic. Com a JOP, dirigiu ainda a estreia portuguesa de Between Trees (2021), de Kristine Tjøgersen. Integrou as celebrações do centenário CIDNAY VALE DO AVE FESTIVAL 2026

de Iannis Xenakis, dirigindo Plëiades com o grupo de percussão da OCP, e dirigiu A Sagração da Primavera, de Igor Stravinsky, com a Orquestra de Câmara Portuguesa e a Companhia Nacional de Bailado, com coreografia original de Vaslav Nijinsky. No domínio da música contemporânea, entre outras participações, colaborou com o ensemble Score Collective, apresentando-se em várias salas dos Países Baixos e realizando a estreia europeia de Twin Spaces – Intertwined, de Antony Cheung. É adjunto de programação e mediação do Festival Cidnay Vale do Ave, certame que reúne músicos de referência nacional e internacional e promove a excelência artística e a formação de jovens intérpretes. Desde 2026, é membro do Dirigentforum, prestigiado programa de elite do Dirigentløftet na Noruega, dedicado ao desenvolvimento de novas gerações de maestros.

Timothy Ridout Viola | Reino Unido

Reconhecido como um dos mais destacados violetistas da sua geração, Timothy Ridout desenvolve uma intensa atividade como solista e músico de câmara nos principais palcos e festivais internacionais. Apresentou-se nos festivais de Verbier, Lanaudière, Salzburgo, Rosendal, Festspiele Mecklenburg-Vorpommern e Ryedale, onde foi Artista Residente. Em março de 2026 assumiu o cargo de diretor artístico convidado do Festspiele Frühling Mecklenburg-Vorpommern, onde apresentou 17 programas. Prossegue igualmente a sua residência de três anos no ciclo Junge Wilde, em Dortmund, e interpreta três programas distintos no Wigmore Hall, em Londres. Na Ásia, participou na primeira edição do Verbier Festival Shenzhen, no Beare’s Premiere Music Festival, em Hong Kong, e no NSO International Chamber Music Festival, em Taipé. Entre os seus parceiros musicais contam-se Janine Jansen, Isabelle Faust, Vilde Frang, Pablo Ferrández, Denis Kozhukhin e Klaus Mäkelä. Entre os destaques recentes da sua carreira orquestral figuram atuações com a TonhalleOrchester Zürich, Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunks, Philharmonia 52


Orchestra, Tokyo Metropolitan Symphony Orchestra, hr-Sinfonieorchester, Hamburger Symphoniker, WDR Sinfonieorchester, Mozarteum Orchester Salzburg e Chamber Orchestra of Europe, colaborando com maestros como Sakari Oramo, Sir András Schiff, Riccardo Minasi, David Zinman e Kazuki Yamada. Detentor de uma discografia amplamente elogiada, grava regularmente para a editora Harmonia Mundi. Em 2025 recebeu o prémio Opus Klassik – Jovem Instrumentista do Ano pelo seu primeiro álbum a solo para viola, com obras de Telemann, Bach, Britten e Caroline Shaw. Em 2023 conquistou um Gramophone Award na categoria de Concerto. Timothy Ridout venceu os concursos internacionais Lionel Tertis e Cecil Aronowitz, foi distinguido como BBC New Generation Artist, recebeu uma bolsa da Borletti-Buitoni Trust e foi galardoado com o Royal Philharmonic Society Young Artist Award em 2023. Timothy Ridout toca numa viola construída entre 1565 e 1575 por Peregrino di Zanetto, gentilmente cedida por um patrono da Beare’s International Violin Society.

Máté Szűcs

Viola | Hungria

Ilja Gringolts, Vladimir Mendelssohn, László Fenyő, Kristóf Baráti, István Várdai, Camille Thomas, Kirill Troussov e Julien Quentin. Além das suas apresentações como solista com a Berliner Philharmoniker, apresentou-se com orquestras como a Royal Flemish Philharmonic, a Bamberger Symphoniker, a Sächsische Staatskapelle Dresden, a Frankfurt Radio Symphony Orchestra e a Deutsche Kammerphilharmonie Bremen, onde desempenhou igualmente funções de viola principal. Paralelamente à sua atividade artística, desenvolve uma intensa carreira pedagógica. Desde 2006 integra regularmente o corpo docente do Thy Chamber Music Festival, na Dinamarca, e lecionou no Britten-Pears Festival, em Aldeburgh, entre 2012 e 2014. Foi professor na Universidade de Música de Saarbrücken, na Karajan Akademie, na Hochschule für Musik Hanns Eisler Berlin e na Academia de Música de Budapeste. É frequentemente convidado para orientar masterclasses em todo o mundo, incluindo em Nova Iorque, Los Angeles, Londres, Berlim, Bruxelas, Xangai, Taipé, Seul e Tóquio. Desde 2018, é professor na Haute École de Musique de Genève, na Suíça.

Isolda Crespi

Piano | Espanha / Portugal O violetista húngaro Máté Szűcs construiu uma carreira de excelência como solista, músico de câmara e instrumentista de orquestra, distinguida por diversos prémios internacionais. Entre 2011 e 2018, foi viola principal da Berliner Philharmoniker, período durante o qual se apresentou também como solista com a orquestra, interpretando o Concerto para Viola de Bartók. Aos dezassete anos trocou o violino pela viola e concluiu os estudos com a mais alta classificação no Conservatório Real de Bruxelas e no Conservatório Real da Flandres, em Antuérpia. Prosseguiu a sua formação na prestigiada Capela Musical Rainha Elisabeth, em Waterloo (Bélgica), onde se diplomou com a mais elevada distinção. Enquanto músico de câmara, integrou diversos agrupamentos, entre os quais o Mendelssohn Ensemble, o Con Spirito Piano Quartet, o Trio Dor, o Enigma Ensemble e o Ensemble Fragments. Colabora com artistas de renome internacional como Janine Jansen, Frank-Peter Zimmermann, Christian Tetzlaff, Vadim Repin, ARTISTAS

Natural de Barcelona, Isolda Crespi é licenciada em piano pelo Royal College of Music (Londres), na classe do Professor John Barstow. É mestre em ciências da educação, música, pela Universidade Católica Portuguesa, tendo publicado a tese intitulada “O Professor Invisível — A influência do pianista acompanhador na aprendizagem musical dos estudantes de instrumento” na editora Novas Edições Académicas. Atuou em Espanha, Portugal, França, Suíça, Reino Unido, Dinamarca, Países Baixos, Brasil, Itália e Coreia do Sul, tendo partilhado o palco com artistas internacionais como Catalin Rotaru, Máté Szűcs, Stefan Schulz e Vincent Lucas. Apresenta-se regularmente em festivais nacionais e internacionais, nomeadamente o Porto Flute Festival (Portugal), Flautissimo (Itália), Festival Cidnay Vale do Ave (Portugal) e Convenciones AFE (Espanha)l, tendo acompanhado masterclasses de Mischa Maisky, Nobuko Imai, Svetlin Roussev, Ramon 53


Ortega Quero, David Cohen, entre outros. Apresenta-se regularmente em concerto com a flautista Adriana Ferreira com, quem gravou três CDs. A sua discografia inclui ainda gravações com artistas para as editoras Numérica, Artway e NBB Records. Orientou cursos de aperfeiçoamento e masterclasses em Portugal e no Brasil, e apresentou-se a solo com a Orquestra Sinfónica ARTAVE e com a Orquestra de Guimarães. É membro fundador do Ibertrio, ensemble com o qual tem atuado em Portugal, Países Baixos, Espanha, França e Itália. Isolda Crespi é pianista colaboradora na ESART — Escola Superior de Artes Aplicadas em Castelo Branco, na Universidade do Minho e na ARTAVE — Escola Profissional Artística do Vale do Ave.

Trio Dor

o Trio Dor apresenta uma combinação cativante de melancolia, exuberância e virtuosismo. Inspirando-se nos tesouros musicais da Roménia, Bulgária, Hungria e de toda a região balcânica, o ensemble desenvolve uma linguagem própria, na qual a improvisação e a criação coletiva desempenham um papel central. Com paixão, excelência interpretativa e uma identidade artística distintiva, o Trio Dor conquistou um lugar de destaque na cena musical europeia. Os seus concertos conduzem o público numa viagem envolvente ao coração da Europa de Leste, onde memória e inovação, tradição e modernidade se encontram de forma natural e inspiradora.

Lucie Horsch

Flauta de Bisel | Países Baixos

Bélgica / Internacional Formado por Vlad Weverbergh (clarinete), Máté Szűcs (viola), Michel Lambert (acordeão) e Ioan Baranga (contrabaixo), o Trio Dor é um ensemble singular que estabelece uma ponte entre o património musical da Europa de Leste e a criação artística contemporânea. O nome «Dor», palavra romena de difícil tradução, evoca sentimentos de saudade, nostalgia e anseio — emoções profundamente enraizadas no universo sonoro que o grupo explora. Fundado pelo clarinetista Vlad Weverbergh, o ensemble reúne músicos que partilham uma visão artística comum: redescobrir e reinventar as fascinantes melodias, ritmos e sonoridades das tradições musicais do Leste europeu. Através de uma instrumentação íntima e refinada, o grupo privilegia a expressividade, a riqueza tímbrica e a profundidade emocional deste repertório. As suas interpretações transcendem a mera execução musical, transformando-se em narrativas sonoras que atravessam gerações. Cada concerto dá nova vida a histórias herdadas da tradição oral, recriadas num contexto estético contemporâneo sem perder a autenticidade das suas origens. Sustentado por um cuidadoso trabalho de investigação e por um profundo respeito pelas práticas performativas e pelas raízes culturais do repertório que interpreta, CIDNAY VALE DO AVE FESTIVAL 2026

Lucie Horsch é uma das mais destacadas intérpretes da sua geração e uma apaixonada embaixadora da flauta de bisel, instrumento ao qual tem vindo a conferir uma nova projeção artística através de uma abordagem criativa, versátil e inovadora. Na temporada 2026/27, é artista em destaque («Spotlight Artist») da Concertgebouw, apresentando uma série de concertos que reflete a diversidade da sua atividade artística, na qual combina as suas facetas de flautista de bisel, pianista e cantora, explorando simultaneamente novas colaborações musicais. Em 2020 tornou-se a mais jovem vencedora do Dutch Music Award, a mais elevada distinção atribuída pelo Ministério da Cultura dos Países Baixos a um músico clássico. Apresenta-se regularmente como solista com orquestras como a Royal Concertgebouw Orchestra, Tonhalle-Orchester Zürich, a Hong Kong Philharmonic Orchestra, a Los Angeles Chamber Orchestra, a Academy of Ancient Music, a Orchestra of the Eighteenth Century e a B’Rock Orchestra. É presença frequente em algumas das mais prestigiadas salas e festivais internacionais, entre os quais a Concertgebouw, o Wigmore Hall, a Konzerthaus de Viena, a Philharmonie de Paris, o KKL Luzern, o Schleswig-Holstein Musik Festival, o Rheingau Musik Festival e o Gstaad Menuhin Festival. Na temporada 2021/22 realizou a digressão europeia 54


ECHO Rising Stars, apresentando-se em importantes salas de concerto de todo o continente europeu. Artista exclusiva da Decca Classics, possui uma discografia amplamente aclamada pela crítica. O seu álbum de estreia, Vivaldi, recebeu o Edison Klassiek Award em 2017. Baroque Journey alcançou o primeiro lugar das tabelas britânicas e recebeu o Opus Klassik em 2019. O álbum Origins foi distinguido com o Edison Klassiek Audience Award em 2023, enquanto The Frans Brüggen Project, gravado com a Orchestra of the Eighteenth Century, recebeu um Edison Award em 2025. Lucie Horsch apresentase com instrumentos construídos por Seiji Hirao, Frederick Morgan, Stephan Blezinger e Francesco Li Virghi, entre outros construtores de referência.

Justin Taylor Cravo | França

Justin Taylor é um dos mais destacados cravistas da sua geração. A sua carreira internacional ganhou projeção em 2015, quando venceu o 1.º Prémio do Musica Antiqua Harpsichord Competition, em Bruges, distinguindo-se igualmente com o Prémio do Público, o Alpha Classics Prize e o EUBO Developing Trust Prize. Reconhecido pelas suas interpretações de grande virtuosismo, sensibilidade e imaginação, afirmou-se rapidamente como uma referência no panorama da música antiga. Em 2017 foi nomeado finalista na categoria de Revelação Solista Instrumental das Victoires de la Musique Classique e recebeu o Prémio Revelação Musical do Ano atribuído pela Associação de Críticos Profissionais de França. Apresenta-se regularmente em algumas das mais prestigiadas salas e festivais internacionais, incluindo a Philharmonie de Paris, o Auditori de Barcelona, o LSO St Luke’s, em Londres, o Théâtre des Champs-Élysées, o deSingel de Antuérpia, o Auditório do Louvre, o Festival de La Roque d’Anthéron e o Auditório da Radio France. Atua igualmente no Japão e nos Estados Unidos, tendo-se apresentado em cidades como Tóquio, Nova Iorque e Washington. Como solista, colaborou com orquestras como a Orchestre National d’Île-de-France, a Royal ARTISTAS

Chamber Orchestra of Wallonia, a Orchestre de Chambre de Genève, a Orchestre de Picardie, a Mannheimer Philharmoniker, a Duisburger Philharmoniker, Le Concert de la Loge e a Concerto Köln. Artista exclusivo da Alpha Classics, possui uma extensa discografia amplamente aclamada pela crítica internacional. Entre os seus projetos mais reconhecidos encontram-se La Famille Rameau, distinguido por diversas publicações especializadas, La Famille Forqueray, premiado com o Grand Prix da Académie Charles Cros e distinguido como Gramophone Editor’s Choice, Continuum, dedicado a Scarlatti e Ligeti, e a gravação do Concerto para Piano n.º 17 de Mozart em fortepiano com Le Concert de la Loge. Participou ainda na edição comemorativa BACH 333 da Deutsche Grammophon, dedicada à obra de Johann Sebastian Bach. É fundador do ensemble Le Consort, criado com os violinistas Sophie de Bardonnèche e Théotime Langlois de Swarte.

Torleif Thedéen Violoncelo | Suécia

Torleif Thedéen é amplamente reconhecido como um dos mais destacados violoncelistas da atualidade e uma das figuras mais influentes da música clássica nos países nórdicos. Vencedor do prestigiado Concurso Pablo Casals, desenvolve uma notável carreira internacional como solista, músico de câmara e pedagogo. É atualmente professor na Academia Norueguesa de Música, em Oslo, e professor convidado no Royal College of Music, em Londres. Ao longo de mais de quatro décadas de atividade artística, apresentou-se com algumas das mais prestigiadas orquestras do mundo, incluindo a Filarmónica Checa, a Filarmónica dos Países Baixos, a Filarmónica de Londres, a Deutsches SymphonieOrchester Berlin, a Sinfónica de Viena, a The Hallé Orchestra, a Filarmónica de Moscovo, a Orquestra Sinfónica da Cidade de Birmingham, a Filarmónica de Dresden, a Royal Philharmonic Orchestra e a BBC Philharmonic. Colaborou com maestros de referência como Esa-Pekka Salonen, Paavo Berglund, Vasily Petrenko, Neeme Järvi, Paavo Järvi, Franz Welser-Möst, Gennady Rozhdestvensky, Jukka-Pekka 55


Saraste, Osmo Vänskä, Mario Venzago e Leif Segerstam. Presença regular nos mais importantes festivais internacionais, participou no Festival da Primavera de Praga e no Festival de Verbier, bem como em inúmeros festivais de música de câmara, entre os quais SchleswigHolstein, Bordéus e Oslo. Como músico de câmara, atua frequentemente ao lado de artistas como Janine Jansen, Marianna Shirinyan, Julian Rachlin, Itamar Golan, Maxim Rysanov, Marc-André Hamelin, Lars Anders Tomter, Henning Kraggerud, Roland Pöntinen e Martin Fröst. As suas atuações levaram-no a algumas das mais prestigiadas salas de concerto do mundo, incluindo o Wigmore Hall de Londres, o Carnegie Hall de Nova Iorque, a Philharmonie de Berlim e a Concertgebouw de Amesterdão. A sua extensa discografia tem sido amplamente aclamada pela crítica internacional. Em 2018, recebeu o Prémio Edison pela gravação do Quatuor pour la fin du temps, de Olivier Messiaen, realizada com Martin Fröst, Lucas Debargue e Janine Jansen. A sua gravação dos Concertos para Violoncelo de Dmitri Shostakovich foi distinguida com um Cannes Classical Award, enquanto a interpretação das Suites para Violoncelo Solo de Johann Sebastian Bach foi selecionada como «Escolha do Mês» pela BBC Music Magazine. Torleif Thedéen toca num raro violoncelo Giovanni Battista Guadagnini de 1783, gentilmente cedido pela Fundação Dextra, da Noruega, instrumento que pertenceu anteriormente ao lendário violoncelista Mstislav Rostropovich.

Mohamed Hiber Violino | França

Nascido em Pantin, nos arredores de Paris, Mohamed Hiber desenvolve uma destacada carreira como solista, músico de câmara e líder de orquestra. É concertino da West-Eastern Divan Orchestra, sob a direção de Daniel Barenboim, e do Virtuosi Ensemble, dirigido por Anne-Sophie Mutter, tendo sido igualmente bolseiro da Fundação Anne-Sophie Mutter. É regularmente convidado para desempenhar funções de concertino em algumas das mais prestigiadas orquestras europeias, entre as quais a Münchner Philharmoniker, a CIDNAY VALE DO AVE FESTIVAL 2026

Royal Concertgebouw Orchestra, a Wiener Symphoniker, a Philharmonia Orchestra de Londres e a Orchestre de Paris. Ao longo da sua carreira, colaborou com maestros como Zubin Mehta, Daniel Harding, Klaus Mäkelä, András Schiff, Neeme Järvi, Nabil Shehata, Marie Jacquot, Frank Braley e Robert Farkas. Como solista, apresentou-se com a Orchestre Symphonique de Mulhouse, a Philharmonie Südwestfalen, a MDR Sinfonieorchester, a Danubian Orchestra, a Royal Chamber Orchestra of Wallonia, a Czech Philharmonic Orchestra, a London Symphony Orchestra e a Gstaad Festival Orchestra. Particularmente ativo no domínio da música de câmara, colabora regularmente com artistas como Daniel Barenboim, Anne-Sophie Mutter, Elena Bashkirova, Yuri Bashmet, Gautier Capuçon, Martha Argerich, Khatia Buniatishvili, Gérard Caussé, Kian Soltani, Daishin Kashimoto, Maxim Rysanov, Mihaela Martin, Frans Helmerson, François Leleux, Itamar Golan, Alexandre Tharaud, Amihai Grosz e Edgar Moreau, entre muitos outros. Apresenta-se regularmente em festivais de renome como o Festival de Lucerna, o Gstaad Menuhin Festival, o Beethovenfest Bonn, o Festival de Salzburgo, o Jerusalem International Chamber Music Festival, o Maiklänge Festival, o Rolandseck Festival, a série de música de câmara do Louisiana Museum of Modern Art, na Dinamarca, e o Festival da Páscoa de Aix-en-Provence. Estudou violino com Ana Chumachenco na Escuela Superior de Música Reina Sofía, em Madrid, prosseguindo posteriormente a sua formação na Hochschule für Musik und Theater München. Mohamed Hiber toca atualmente no violino Giovanni Battista Guadagnini “Ex Lidka”, construído em Turim em 1780, gentilmente cedido por um membro da Stretton Society.

Raquel Areal Martínez Violino | Espanha

Raquel Areal Martínez é violinista da Berliner Philharmoniker. Nascida em Tui, na Galiza (Espanha), em 1999, iniciou aí os seus estudos musicais. Em 2011, mudou-se para Portugal, prosseguindo a sua formação na ARTAVE – Escola Profissional Artística do Vale do Ave e na Escola Profissional de Música de Espinho. Formou-se na Escuela 56


Superior de Música Reina Sofía, onde estudou com Zakhar Bron e Yuri Volguin, e na Hochschule für Musik Hanns Eisler, em Berlim, na classe de Kolja Blacher. Foi membro do Quarteto Óscar Esplá de Asisa, sob a orientação de Heime Müller. Em 2018 venceu a Lipiński & Wieniawski International Violin Competition e, em 2019, recebeu o prémio da European Union of Music Competitions for Youth no Concurso Juventudes Musicales de España, na categoria de Música de Câmara. Ao longo da sua carreira, trabalhou com alguns dos mais destacados maestros e solistas da atualidade, entre os quais Kirill Petrenko, Sir Simon Rattle, Janine Jansen, Daniel Barenboim, Andris Nelsons, Jonas Kaufmann e Lisa Batiashvili. Como solista, possui um vasto repertório. Interpretou recentemente a Sinfonia Concertante de Mozart com Nobuko Imai, o Concerto Duplo de Brahms para violino e violoncelo no Auditorio Nacional de Madrid e o concerto para violino de Max Bruch com a HKBU Academy of Music Orchestra, em Hong Kong. Durante a temporada 2025/26, interpreta o Concerto para Violino n.º 2 de Sergei Prokofiev sob a direção de Baldur Brönnimann, com a Filarmonia da Galiza, e o Concerto para Violino de Brahms com a Orquestra do Algarve. Aos 22 anos, conquistou o lugar de primeiro violino tutti da Orquestra Nacional de Espanha. Participou igualmente em festivais como o XX Encuentro de Música y Academia de Santander (2021), o Eggenfelden Klassisch Festival Ensemble (2022), o Festival Pau Casals (2024) e o Festival Paax GNP (2024 e 2025). Foi membro da Karajan Akademie da Berliner Philharmoniker e, desde maio de 2025, integra a célebre orquestra alemã, tornando-se a primeira violinista galega a ingressar nesta instituição

Orquestra Festival do Vale do Ave Portugal / Internacional

Sob direção artística de João Álvares Abreu, a Orquestra Festival do Vale do Ave nasce como um espaço de encontro entre músicos provenientes de algumas das mais prestigiadas orquestras internacionais, entre as quais a West-Eastern Divan Orchestra, Berliner Philharmoniker, Kremerata Baltica, Netherlands Radio ARTISTAS

Philharmonic Orchestra, Münchner Philharmoniker, Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunks, Orchestre de la Suisse Romande, UAE National Orchestra, Orquestra Gulbenkian, Orquestra Sinfónica Portuguesa e Orquesta Sinfónica de Galicia. Apresentando-se em estreia absoluta na 6.ª edição do Festival Cidnay Vale do Ave, a orquestra reúne um corpo artístico constituído por 23 músicos de 9 nacionalidades — Alemanha, Coreia do Sul, Croácia, Eslovénia, Espanha, Letónia, Países Baixos, Portugal e Roménia — refletindo uma visão artística internacional assente na excelência interpretativa, capaz de fomentar o intercâmbio cultural e de estimular novas dinâmicas de colaboração orientadas para o futuro da música clássica.

Hayang Park

Viola | Coreia do Sul Atualmente radicada na Europa, a violista Hayang Park foi a primeira coreana a conquistar o 1.º Prémio do Concurso Internacional de Viola de Tóquio, em 2022. Como solista, apresentou-se com a Orquestra de Câmara de Württemberg, a Kyiv Virtuosi Symphony Orchestra, a Orquestra Filarmónica de Nagoya, a Orquestra Sinfónica de Gwangju, a Orquestra Filarmónica de Daejeon e a Orquestra Toho Gakuen. Foi convidada a participar em festivais de prestígio, entre os quais o Marlboro Music Festival, o Krzyżowa-Music Chamber Music Festival, o Festival de Verbier, o Seoul International Music Festival, o Tongyeong International Music Festival e o Kronberg Chamber Music Festival. Apresentou-se em salas de referência internacional, como o Victoria Hall, em Genebra, a Fondation Louis Vuitton, em Paris, e o Suntory Hall, em Tóquio. No âmbito da música de câmara, colaborou com artistas como os violoncelistas Steven Isserlis e Gary Hoffman, os violinistas Leonidas Kavakos e Christian Tetzlaff, e o violetista Antoine Tamestit. Recentemente, integrou a digressão norte-americana Musicians from Marlboro, apresentandose no Carnegie Hall, em Nova Iorque, e em diversas outras cidades dos Estados Unidos. Na temporada 2024/25, realizou recitais e concertos de música de câmara na Real 57


Academia de Belas-Artes de San Fernando, em Madrid, no Walt Disney Concert Hall, em Los Angeles, no Suntory Hall, em Tóquio, no Seoul Arts Center e no Daejeon Arts Center, na Coreia do Sul. Licenciou-se na Universidade Yonsei, em Seul, na classe de Sangjin Kim, prosseguindo a sua formação com Nobuko Imai na Escuela Superior de Música Reina Sofía, em Madrid, com o apoio da Fundación Albéniz. Durante este período, recebeu o Prémio de Excelência Sofía, atribuído por Sua Majestade a Rainha Sofía de Espanha. Concluiu posteriormente o mestrado e o Programa de Estudos Profissionais da Academia Kronberg, onde estudou com Nobuko Imai, beneficiando da Bolsa Ulla Minners / Lore Buscher.

Jano Lisboa

Recentemente, estreou-se como solista com a Orquestra Filarmónica de Munique. Como músico de câmara, é convidado regularmente para diversos festivais de música, onde tem partilhado o palco com grandes artistas como Lisa Batiashvili, Leif Ove Andsnes, Antje Weithaas, Jörg Widmann, Tabea Zimmermann, François Leleux, Maximilian Hornung, Christian Poltera, Peter Donohoe, o Endellion String Quartet, o Carmina Quartett e o Kuss Quartett. Participou, juntamente com Maximillian Hornung, Wen-Xiao Zheng, Johannes Strake e Jan-Erik Gustafsson, na gravação em CD de Souvenir de Florence de Tchaikovsky, por Sarah Christian, para a editora Berlin Classics.

Alexander Warenberg Violoncelo | Países Baixos

Viola | Portugal Jano Lisboa foi vencedor do 1.º prémio nas categorias de Viola e Música de Câmara no Prémio Jovens Músicos (Portugal), e laureado no Concurso Internacional de Viola Watson Forbes (Escócia, 2009), tendo ainda recebido o prémio pela melhor interpretação da obra encomendada a Sebastian Forbes. Venceu o Concurso Mozart Concerto Competition do New England Conservatory (Boston - EUA, 2006), e foi distinguido com a Medalha de Cidadão de Mérito de Viana do Castelo. Foi membro do Quatuor Benaïm, com o qual realizou digressões pela Europa, Japão e Israel. É atualmente 1.º Solista de Viola da Orquestra Filarmónica de Munique. Já atuou em salas de prestígio como a Philharmonie de Munique e Berlim, o Carnegie Hall em Nova Iorque, o Suntory Hall em Tóquio, o Mozarteum de Salzburgo, o Jordan Hall em Boston, o Royal Albert Hall, o Wigmore Hall e o Barbican Hall em Londres, o Herkulessaal em Munique e a Concertgebouw em Amesterdão. Jano Lisboa apresentou-se como solista com as principais orquestras portuguesas, como a Orquestra Gulbenkian (Concerto de Walton) e a Orquestra Metropolitana de Lisboa (Concerto Schwanendreher de Hindemith). Interpretou o Concerto para Viola de Takemitsu com Junichi Hirokami e a Orquestra Sinfónica Nacional da Letónia, e o Potpourri de Hummel com Christoph Poppen e a Orquestra de Câmara de Israel. CIDNAY VALE DO AVE FESTIVAL 2026

Nascido em Voorburg, nos Países Baixos, Alexander Warenberg cresceu numa família de músicos profissionais. Estudou com Monique Bartels no Conservatório de Amesterdão e concluiu, em 2023, o mestrado na Academia Kronberg, na classe de Frans Helmerson. Desde 2024, é Artista em Residência na Capela Musical Rainha Elisabeth, onde prossegue a sua formação com Gary Hoffman e Jeroen Reuling. Em 2024, foi distinguido com o 3.º Prémio no 73.º Concurso Internacional ARD, em Munique, recebendo ainda o Prémio Especial da Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunks pela sua performance na final do concurso. Ao longo do seu percurso, conquistou diversos prémios internacionais, incluindo o 1.º Prémio e o Prémio do Público no Concurso da Cello Biënnale de Amesterdão (2016), bem como primeiros prémios na Antonio Janigro International Cello Competition, na Dutch Britten Cello Competition, na National Competition for Young Musicians, no Prinses Christina Concours e na Agustín Aponte International Music Competition. Em 2021, recebeu ainda o Grachtenfestival Prize e o Elisabeth Everts Prize. Desenvolve uma intensa atividade como solista e músico de câmara, apresentando-se com diversas orquestras nos Países Baixos e um pouco por toda a Europa. No âmbito da música de câmara, colaborou com artistas como Janine Jansen, András Schiff, Menahem Pressler e Nobuko Imai. 58


Foi igualmente convidado para festivais como o International Chamber Music Festival Utrecht, o Festspiele MecklenburgVorpommern, o Grachtenfestival de Amesterdão, o Festival Bad Ragaz, na Suíça, a Cello Biënnale, o Rolandseck Festival, o CelloFest Finland e a Verbier Festival Academy. Alexander Warenberg toca num violoncelo Alessandro D’Espine, construído em Turim em 1832 e anteriormente pertencente a Paul Tortelier, gentilmente cedido por um membro da Stretton Society.

Stella Zake

Violino | Letónia A violinista letã Stella Zake iniciou o seu percurso musical desde muito cedo, crescendo numa família profundamente ligada à música. Juntamente com a sua irmã, a pianista Santa Zake, formou um duo que despertou o seu interesse duradouro pela música de câmara e pela prática musical colaborativa. Estudou no Conservatorium van Amsterdam, sob a orientação de Ilya Grubert e Liviu Prunaru, período durante o qual aprofundou o seu interesse pela música de conjunto, uma dimensão que permanece central na sua atividade artística. Atualmente é concertino da Kremerata Baltica, uma das mais prestigiadas orquestras de câmara europeias, destacando a estreita colaboração artística com músicos dos países bálticos. Desde 2023 integra a Orquestra Filarmónica da Rádio dos Países Baixos e, paralelamente, colabora regularmente com a Utopia Orchestra, sob a direção do maestro Teodor Currentzis. É frequentemente convidada enquanto concertino de diversas formações, entre as quais a Amsterdam Sinfonietta, a Haydn Philharmonie e a Sinfonieorchester Wuppertal. A música de câmara ocupa um lugar central no seu percurso artístico. Em 2021 lançou o seu primeiro álbum, Introspect, com o Quarteto Helikon, um projeto que evidencia a sua versatilidade interpretativa e o compromisso com uma expressão musical autêntica e pessoal. Stella Zake toca num violino construído em 1830 por Raffaele e Antonio Gagliano, gentilmente cedido pelo Dutch National Music Instrument Fund (NMF). ARTISTAS

Amelie Wallner Violino | Alemanha

Nascida em Munique em 1999, Amelie Wallner recebeu as primeiras aulas de violino aos quatro anos. Prosseguiu a sua formação musical como aluna do ensino pré-universitário na classe do Prof. Petru Munteanu, em Augsburgo, antes de estudar com a Prof.ª Nora Chastain na Universidade das Artes de Berlim, onde concluiu a licenciatura e frequenta atualmente o mestrado. Entre 2020 e 2025, integrou o Quarteto Leonkoro, com o qual recebeu numerosos prémios e distinções, entre os quais os primeiros prémios nos Concursos Internacionais de Quartetos de Cordas de Bordéus e do Wigmore Hall, em Londres, ambos em 2022, o Prémio de Música da Fundação Jürgen Ponto, o MERITO String Quartet Award, o Concertgebouw Amsterdam Young Talent Award e, em 2024, uma distinção do Borletti-Buitoni Trust. O trabalho do ensemble foi profundamente marcado pela colaboração com músicos de renome como Günter Pichler (Quarteto Alban Berg), Heime Müller, Eckart Runge e Gregor Sigl (Quarteto Artemis), bem como com o pianista Alfred Brendel. No outono de 2023, o quarteto lançou o seu álbum de estreia pela editora Mirare, que, apenas algumas semanas mais tarde, recebeu o Choc de Classica de l’année 2023. Em 2024, o ensemble iniciou uma colaboração com a prestigiada editora Alpha Classics. Com o quarteto, Amelie apresentou-se em importantes ciclos de concertos e festivais internacionais, entre os quais o Festival de Salzburgo, a Philharmonie Luxembourg, a Liederhalle Stuttgart, a Tonhalle Zürich, o BOZAR, em Bruxelas, a Concertgebouw de Amesterdão, a Pierre Boulez Saal e a Philharmonie de Berlim. As digressões levaram-na também ao Japão, à China e à América do Norte. Paralelamente à sua paixão pela música de câmara, Amelie Wallner apresenta-se regularmente como músico de orquestra, colaborando como convidada com a Deutsches SymphonieOrchester Berlin, a Kammerakademie Potsdam e a Orquestra Filarmónica de Berlim. Toca num violino de J. Gagliano, datado de 1742.

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Nika Toškan

Violino | Eslovénia A violinista eslovena Nika Toškan é membro da Orquestra Filarmónica da Rádio dos Países Baixos, apresentando-se regularmente em salas de referência como o TivoliVredenburg, em Utrecht, e a Concertgebouw de Amesterdão. Na temporada de 2023/2024 foi selecionada como jovem talento da Académie Jaroussky, em Paris, tendo atuado como solista com a Orchestre de la Garde Républicaine na La Seine Musicale. Formada no Conservatorium van Amsterdam, onde estudou com o conceituado violinista Ilya Grubert, concluiu a licenciatura em 2020 e o mestrado em 2022, ambos com distinção. Ao longo do seu percurso recebeu diversos prémios em concursos nacionais e internacionais, destacando-se o Primeiro Prémio no Concurso Internacional de Violino Emmanuel Durlet, em Antuérpia, em 2021. Reconhecida pela riqueza do seu som e pela forte presença em palco, apresenta-se regularmente como solista com a Orquestra de Câmara de Cordas da Filarmónica Eslovena, interpretando obras como o Concerto para Violino em Ré menor de Mendelssohn e a célebre sonata Il Trillo del Diavolo de Tartini. Paralelamente, é concertino do ensemble internacional The String Soloists, sediado em Amesterdão e dirigido por Lisa Jacobs, com o qual se apresenta regularmente em importantes salas de concerto nos Países Baixos e no estrangeiro, incluindo participações em transmissões de rádio e televisão. Participou em masterclasses orientadas por violinistas de renome internacional, entre os quais Nemanja Radulović, Mihaela Martin, Igor Ozim e György Pauk, e é presença frequente em festivais de música de câmara como o Zeeland Klassiek e o International Music Festival Goslar/Harz, colaborando com destacados músicos da cena europeia. Nika Toškan toca num violino construído em 1764 por Giovanni Battista Gabrielli, gentilmente cedido pelo Dutch National Music Instrument Fund (NMF).

Miguel Rocha

Violino | Portugal Natural de Vila Nova de Famalicão, Miguel Rocha iniciou o seu percurso musical na CIDNAY VALE DO AVE FESTIVAL 2026

ARTAVE – Escola Profissional Artística do Vale do Ave. Ao longo da sua formação, foi distinguido em diversos concursos internacionais, entre os quais o Concorso Ruggiero Ricci, o Convimus International Violin Competition, o Concurso Internacional de Guimarães e o Concurso Internacional Cidade do Fundão. Desempenhou funções de concertino em várias orquestras jovens em Portugal, sob a direção de maestros de renome, e, enquanto músico de câmara, partilhou o palco com artistas como Sharon Kam, Veronika Hagen, Esther Hoppe e Christian Poltéra. É membro fundador do Trio Callas, agrupamento constituído por três jovens músicos oriundos de Portugal, Japão-Brasil e França. Reconhecido pela sua identidade multicultural, o trio foi distinguido no Concurso FNAPEC, em Paris, e no Concurso Bacewicz. Em março de 2025 lançou o seu álbum de estreia, o primeiro volume da primeira gravação integral dos trios de Brahms e Mozart em áudio imersivo 3D. Sob a orientação de Cibrán Sierra Vázquez, membro do Cuarteto Quiroga, e com o apoio artístico de músicos como Mischa Maisky, o Trio Callas tem desenvolvido uma atividade marcada pela conjugação entre o grande repertório camerístico e projetos inovadores, incluindo colaborações com compositores contemporâneos, entre os quais o pianista e compositor brasileiro de jazz André Mehmari. Atualmente, Miguel Rocha frequenta a Universität Mozarteum Salzburg, na classe de Esther Hoppe, recebendo igualmente aconselhamento artístico de músicos como Maxim Vengerov, Chloë Hanslip, Miguel da Silva, Robin Wilson e Ani Schnarch.

Hannah Solveij

Violino | Alemanha Reconhecida pela versatilidade do seu percurso e pela constante exploração de novas linguagens musicais, Hannah Solveij Gramß desenvolve uma carreira que cruza o repertório clássico com projetos contemporâneos, de inspiração jazzística e multidisciplinares. Radicada em Amesterdão, estudou com Herwig Zack na Hochschule für Musik Würzburg, realizou um período Erasmus com Marianne Piketty no Conservatoire National 60


Supérieur de Musique et de Danse de Lyon e concluiu o mestrado no Conservatorium van Amsterdam, na classe de Tjeerd Top. Integrou a Royal Concertgebouw Orchestra como academista e colabora regularmente como músico convidada com diversas orquestras e ensembles, entre os quais a Royal Concertgebouw Orchestra, a Orquestra Filarmónica de Roterdão e a NDR Radiophilharmonie Hannover. Em 2026 tornou-se membro efetivo da Orquestra Filarmónica da Rádio dos Países Baixos, na secção de primeiros violinos. Apresentou-se igualmente como concertino convidada da NWD Orchestra, em Herford, e da Metropole Orkest, uma das mais prestigiadas orquestras de jazz da Europa. Hannah é também primeiro violino do Vision String Quartet, agrupamento internacionalmente reconhecido pelo seu repertório diversificado, que combina a tradição da música de câmara com projetos contemporâneos e interdisciplinares. Enquanto solista, destacou-se na interpretação do Concerto para Violino de Barber com a Noord Nederlands Orkest, bem como na apresentação de Loop Guts, concerto para violino solo, eletrónica ao vivo e orquestra, coassinado com o compositor australiano Gordon Hamilton. Esta obra foi apresentada com a Düsseldorfer Symphoniker, a Nürnberger Symphoniker, a Orchestre National de Lyon e a Tasmanian Symphony Orchestra, frequentemente em diálogo com repertório clássico. Entre as distinções que recebeu destacam-se o Prémio de Promoção das Artes da Baviera, atribuído em 2023, e nomeações em duas categorias dos Opus Klassik.

Mălina Ciobanu Violino | Roménia

Mălina Ciobanu afirma-se como uma das mais promissoras violinistas da sua geração, destacando-se pela expressividade lírica e pela maturidade artística das suas interpretações. Natural de Iași, iniciou os estudos musicais aos sete anos com Catargiu Calistrat. Prosseguiu a sua formação no Colégio Nacional de Artes de Iași, sob orientação de Bujor Prelipcean, antes de se mudar para Berlim para estudar com a reconhecida violinista Mihaela Martin, com quem concluiu a licenciatura. Após iniciar o mestrado na ARTISTAS

Hochschule für Musik und Tanz Köln, continuou os seus estudos em Berlim, onde frequenta atualmente o mestrado na classe de Rainer Honeck. Entre 2021 e 2023 integrou a prestigiada Academia da Staatskapelle Berlin, na Staatsoper Berlin. O seu percurso artístico foi enriquecido por masterclasses com personalidades como Daniel Barenboim, Igor Oistrakh, Zakhar Bron, Pierre Amoyal, Eszter Haffner, Ida Haendel e Arnold Steinhardt. Apresentou-se em festivais de referência, entre os quais o Festival George Enescu, o Lucerne Festival, o Salzburger Festspiele, o Intonations Chamber Music Festival e o Rheingau Musik Festival. Colabora regularmente com o Boulez Ensemble, trabalhando com maestros como Matthias Pintscher, François-Xavier Roth e Giedrė Šlekytė. Como membro da West-Eastern Divan Orchestra, participou em diversas digressões internacionais, incluindo concertos nos BBC Proms, em Londres, e em importantes salas de concerto da Europa e da Ásia. Enquanto músico de câmara, colaborou com artistas de renome internacional como Mihaela Martin, Clara-Jumi Kang, Denis Kozhukhin, Nobuko Imai, Madeleine Carruzzo, Frans Helmerson, Hansjörg Schellenberger, Janne Saksala, Eldar Nebolsin, Pascal Moraguès e Emily Beynon. Entre as várias distinções que recebeu destacam-se prémios nos concursos internacionais Kloster Schöntal, Andrea Postacchini e Concertino Praga, bem como o Grande Prémio dos concursos internacionais Remember Enescu e Paul Constantinescu, na Roménia. Recebeu ainda o Prémio Especial da Fundação Sergiu Celibidache. Mălina Ciobanu toca num violino Baldantoni, gentilmente cedido pela J&A Beare International Violin Society.

Sara Areal Martínez Violino | Espanha

Sara Areal Martínez é violinista da Orquestra Sinfónica da Galiza e docente na Universidade do Minho. Iniciou os seus estudos musicais na sua cidade natal, Tui (Galiza), e, em 2010, mudou-se para Portugal, onde prosseguiu a sua formação na ARTAVE – Escola Profissional Artística do Vale do Ave. Concluiu os seus estudos na Haute École de Musique de Lausanne, na classe de Svetlana Makarova, onde tocou 61


um violino Charles Jacquot (1857) cedido pelo Rotary Club de Lausanne. Estudou também na Escuela Superior de Música Reina Sofía, com Ana Chumachenko e Zoghrab Tadevosyan, e na Musik und Kunst Privatuniversität der Stadt Wien, com Pavel Vernikov. Colaborou com diversas orquestras, entre as quais a Orchestre de Chambre de Lausanne, a academia de verão da Orchestre de Paris, a Orquestra da Comunidade Valenciana (Les Arts), a Orquestra XXI, a Orquestra Filarmónica das Américas, a Orquestra de Câmara Galega e a Orquestra Imposible, no âmbito do festival PAAX GNP. Participou igualmente em orquestras jovens como a Spaincellence e a Joven Orquesta Sinfónica da Fundación Princesa de Asturias, tendo desempenhado funções de concertino na Orquestra Sinfónica da ARTAVE, na Orquestra Sinfónica Aproarte e na Joven Orquesta Sinfónica da Galiza. Como solista, destaca-se a interpretação do Concerto para Violino em Mi menor, op. 64, de Felix Mendelssohn, com a Real Filharmonía de Galicia, por ocasião dos Prémios Xosé Couso. Movida pelo interesse na formação de jovens músicos, leciona regularmente masterclasses e integrou a equipa de tutores de projetos como a Alto Minho Youth Orchestra, a Orquestra Jovem da Orquestra Sinfónica da Galiza e a Mondego International Music Academy. Desde 2023, participa ativamente no projeto de música de câmara Ecos de Breogán, gravado com a Poliédrica enquanto grupo residente do festival Música no Claustro. Recentemente, o seu projeto Poema Infinito foi selecionado como beneficiário das Ayudas Creación Joven 2025–2026, atribuídas pelo INJUVE.

Johannes Schlaefli, David Levi e Holly Choe e apresentando-se a solo com orquestras como a Orquestra Sinfónica Portuguesa e a Orquestra Clássica do Centro. Como músico de câmara, Manuel colaborou com o Hermes Ensemble, Karen Gomyo, Piotr Anderszewski, Daniel Rowland, Kyril Zlotnikov, Filipe Pinto Ribeiro e o Juventus Ensemble. É premiado em concursos em Inglaterra, Bélgica, Portugal, Itália, Andorra e Espanha, com destaque nacional para o Prémio Jovens Músicos (RTP-Antena 2) e o Concurso Vasco Barbosa. Foi bolseiro da Fundação Gulbenkian, Royal Academy of Music, JMI-Deutschland e FNAPEC-France. Apresentou-se em palcos como Wigmore Hall, TivoliVredenburg, Teatro São Carlos, Casa da Música, Muziekgebouw, l’Auditori e Auditorio Nacional de Música (Madrid). Músico de câmara dedicado, foi artista em formação na NSKA sob a direção de Marc Danel. Colabora regularmente com vários ensembles e tem-se apresentado em festivais como Schiermonnikoog Festival, Stift Festival, Festival dos Capuchos, Bragança MusicFest e Thy Chamber Music Festival. Entre os seus vários projetos, gravou três vezes para a Antena 2, contando também com gravações para a Linn Records como membro do RAM Soloists Ensemble e Trevor Pinnock, para a Da Vinci Records com o quinteto com piano de David Winkler, e para a banda sonora do documentário de Sergei Loznitsa, The Invasion, sobre a invasão russa da Ucrânia. Estudou com Marylin Brito e Gareguin Aroutiounian em Portugal, continuando com Alissa Margulis e Ilya Grubert nos Conservatórios de Antuérpia e Amsterdão, e Jack Liebeck na Royal Academy of Music.

Manuel de Almeida-Ferrer

Tiago Soares Silva

Violinista natural do Porto, Manuel de Almeida-Ferrer tem atuado em inúmeros palcos em países como o Reino Unido, Bélgica, Suécia, Alemanha e China. Estreouse a solo aos doze anos com a Orquestra Gulbenkian sob a batuta de Michael Zilm — não como violinista, mas como rapaz-soprano — e, desde então, tem-se apresentado como solista e músico de câmara, colaborando com maestros como

Jovem Artista da Britten Pears Foundation e do Southbank Centre, bem como Rising Star do Edinburgh International Festival, Tiago Soares Silva desenvolve uma intensa atividade como solista, músico de câmara e instrumentista de orquestra, apresentando-se regularmente em diversos países europeus. Apresentou-se recentemente nos Festivais de Sion, Lerici e Aldeburgh, bem como em salas e instituições de referência como o

Violino | Portugal

CIDNAY VALE DO AVE FESTIVAL 2026

Violino | Portugal

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Wigmore Hall, o The Hub (Edimburgo), o Linbury Theatre da Royal Opera House, o Barbican e o Southbank Centre, em Londres. Com o Slate Quartet, lançou um EP dedicado ao Quarteto de Cordas n.º 1 “Eclipse” de Brett Dean, editado pela Luminate Records. Gravou também Ceilidh for Four Violins, de Justin Connolly, com membros do Kreutzer Quartet e Muriel Oberhofer, integrado num álbum duplo lançado pela Divine Records, distinguido pela crítica especializada em publicações como a Gramophone, a British Music Society, a Classical Music Daily e a Brazen Head. Ao longo do seu percurso, colaborou com artistas como Nicola Benedetti, James Ehnes, Jo Knight e Hee-Young Lim. É membro do 97 Ensemble, agrupamento que colaborou com a Amnistia Internacional e com a Solace Women’s Aid e que procura dar visibilidade à criação musical feminina. Integra também o Quarteto Oleka, residente da Netherlands String Quartet Academy sob a orientação de Marc Danel, com o qual se apresentou na Fundação Louis Vuitton, em Paris, e alcançou a final da Royal Over-Seas League Competition. É membro fundador e Vice-Presidente da FAMART – Associação Cultural Artística Juvenil, contribuindo para a dinamização do panorama cultural do Norte de Portugal através da criação de oportunidades artísticas para jovens músicos, incluindo masterclasses, concertos, workshops educativos, gravações profissionais e transmissões para rádio e televisão. Concluiu a licenciatura e o mestrado no Royal College of Music e na Royal Academy of Music, em Londres, com distinção. Toca num violino Gand & Bernadel de 1885, gentilmente cedido pela Harrison-Frank Foundation.

Alfonso Pinto-Ribeiro Violino | Portugal

Alfonso Pinto-Ribeiro nasceu no Porto, em 2005. Teve as primeiras aulas de piano aos quatro anos com a sua mãe, a pianista Rosa Maria Barrantes, e iniciou os estudos de violino aos sete anos. Estudou na Academia de Música de Santa Cecília, em Lisboa, com Denis Stetsenko e Lígia Soares, continuando os seus estudos de violino no Conservatório Nacional de Lisboa, com Joana Cipriano. Atualmente, prossegue os seus estudos superiores na Universidade Mozarteum ARTISTAS

de Salzburgo, na Áustria, na classe da Professora Esther Hoppe. Foi laureado em vários concursos de violino, tendo recebido o 1.º Prémio no Concurso “Vechi Costa” em 2021 e o 1.º Prémio ex aequo no Festival Verão Clássico em 2025. Participou em várias masterclasses de violino com professores de referência internacional, como Ana Chumachenco, Mihaela Martin, Pavel Vernikov, Eszter Haffner, Svetlana Makarova e Jack Liebeck, entre outros. Estudou ainda com Mateja Marinkovic, em Belgrado, com Stephan Picard, em Berlim, e com Lily Francis, em Salzburgo. No âmbito da música de câmara, trabalhou sob a orientação de Lars Anders Tomter, Johanna Staemmler, Miguel da Silva e Cibrán Sierra Vázquez. Apresentou-se em diversos concertos e festivais, sendo de destacar a participação no Festival Verão Clássico, em Lisboa, no Festival Cidnay Vale do Ave, no Festival Bragança ClassicFest e no Festival de Musique de Prémery, em França. Alfonso toca um violino construído por Christian Bayon em 2020.

Sara Moreira Viola | Portugal

Sara Moreira iniciou os seus estudos musicais aos 13 anos na ARTAVE – Escola Profissional Artística do Vale do Ave, na classe de António Pereira e Teresa Correia. Posteriormente, concluiu a licenciatura na Universidade do Minho, onde estudou com Mateusz Stasto, e o Mestrado em Interpretação na Staatliche Hochschule für Musik und Darstellende Kunst Mannheim, na Alemanha. Foi distinguida com o 3.º Prémio no concurso Paços Premium (2012) e com o 2.º Prémio no Concurso de Música de Vila Verde, na categoria de trio de cordas. No ano letivo de 2020/2021, foi bolseira da Fundação GDA. Enquanto instrumentista de orquestra, colaborou com a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, a Orquestra XXI, a Orquestra de Câmara Portuguesa, a Jovem Orquestra Portuguesa, a Orquestra de Guimarães, a Sinfonietta de Braga, a Orquestra Clássica do Centro, a Orquestra da Costa Atlântica, a Orquestra Clássica de Espinho, a Deutsches Kammerorchester Berlin, a Joven Orquesta Nacional de España, a Royal 63


Concertgebouw Orchestra, a Orchestre de Picardie, a Nürnberger Symphoniker, a Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunks e a WDR Sinfonieorchester, entre outras. Desde setembro de 2023, é membro efetivo da Orquestra Gulbenkian. É igualmente membro fundador do Quarteto Euterpe.

bolsas atribuídas pela Jeunesses Musicales Deutschland e pela International Summer Academy da Universidade de Música e Artes Performativas de Viena (mdw).

Maria Inês Monteiro Viola | Portugal

Dagmar Korbar Viola | Croácia

Nascida em Zagreb, Dagmar Korbar iniciou os estudos de viola aos cinco anos de idade, tornando-se a mais jovem estudante de viola da Croácia. Entre 2021 e 2024 foi viola principal da Netherlands Philharmonic Orchestra e, desde outubro de 2024, integra o corpo docente da Academia de Música de Zagreb como professora assistente. Em 2013 ingressou na Academia de Música de Zagreb, onde estudou com o Professor Milan Čunko, prosseguindo posteriormente a sua formação no Conservatorium van Amsterdam sob a orientação de Marjolein Dispa e da prestigiada violetista Nobuko Imai, concluindo a licenciatura em 2022. Ao longo do seu percurso artístico participou em masterclasses orientadas por destacados músicos internacionais, entre os quais Bruno Giuranna, Tabea Zimmermann, Thomas Riebl e Miguel da Silva. Vencedora de numerosos prémios nacionais e internacionais, destacou-se com o Primeiro Prémio do Concurso Papandopulo para Jovens Músicos, em Zagreb, em 2024, e com o Primeiro Prémio do 6.º Concurso Nacional de Viola dos Países Baixos, em 2019. Foi ainda distinguida com os Prémios do Reitor e do Diretor da Universidade de Zagreb pelo seu excecional mérito artístico. Dagmar Korbar integra o Ensemble Esperanza, formado por bolseiros da Academia Internacional de Música do Liechtenstein, e desenvolve uma intensa atividade como músico de câmara. Apresentou-se em festivais como o Festival Next Generation (Bad Ragaz), :alpenarte Festival, Mozartfest Würzburg, Delft Chamber Music Festival, Grachtenfestival, Korkyra Baroque Festival, Ostinato Chamber Music Festival e Ohrid Summer Festival. Em junho de 2018 realizou a sua estreia como solista com a Filarmónica de Zagreb, interpretando o Concerto para Viola de William Walton na Sala Vatroslav Lisinski. Ao longo da sua formação, beneficiou ainda de CIDNAY VALE DO AVE FESTIVAL 2026

Maria Inês Monteiro iniciou os seus estudos musicais com Dírio Alves no Conservatório de Música de Braga. Posteriormente, concluiu a licenciatura na Escola Superior de Música de Lisboa, na classe de Pedro Muñoz. Bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, prosseguiu a sua formação na Haute École de Musique de GenèveNeuchâtel, onde concluiu o mestrado na classe de Máté Szücs. Frequentou ainda o Diploma de Estudos Avançados em Prática Orquestral (DAS), em colaboração com a Orchestre de la Suisse Romande. Foi distinguida em diversos concursos nacionais, entre os quais o Concurso Nacional de Viola de Ourém e Fátima, o Concurso Nacional Paços Premium e o Concurso Nacional de Cordas Vasco Barbosa. Apresentou-se como solista com a orquestra do estágio do Conservatório de Música de Braga e com a Orquestra Sinfónica da Escola Superior de Música de Lisboa. Ao longo do seu percurso artístico, colaborou com a Orquestra de Guimarães, o Ensemble Contrechamps e a Camerata Atlântica. Integrou igualmente a Mediterranean Youth Orchestra e foi membro da Verbier Festival Orchestra. Na temporada 2023/2024, reforçou o naipe de violas da Orquestra Gulbenkian. Teve a oportunidade de trabalhar com violetistas como Nobuko Imai, Jano Lisboa, Ana Bela Chaves, Frédéric Kirch, Wilfried Strehle, Andreas Willwohl, Robert Turner, Désirée Elsevier, Sheila Browne, Eddy Malave, Mateusz Stasto, Ricardo Gaspar, Bárbara Friedhoff e JeanLoup Lecomte, entre outros. Atualmente, é viola tutti da Orquestra Sinfónica Portuguesa do Teatro Nacional de São Carlos.

Gonçalo Lélis

Violoncelo | Portugal Natural de Aveiro, Gonçalo Lélis é um dos mais destacados violoncelistas portugueses da sua geração. Músico versátil, desenvolve 64


a sua atividade artística nos domínios do repertório a solo, da música de câmara e da atividade orquestral, com especial interesse pela música contemporânea. Iniciou os seus estudos musicais com Isabel Boiça no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Aveiro, prosseguindo posteriormente a sua formação com Natalia Shakhovskaya e Ivan Monighetti na Escuela Superior de Música Reina Sofía, em Madrid. Concluiu a licenciatura em 2017 na Universidade do Minho, sob a orientação de Pavel Gomziakov. Prosseguiu os seus estudos na Hochschule für Musik Detmold, na classe de Xenia Jankovic, onde concluiu o mestrado e o programa de Konzertexamen com a mais alta distinção. Durante o seu percurso académico, foi bolseiro da Fundación Carolina, da Fundación Albéniz e da Fundação Calouste Gulbenkian. Foi distinguido em diversos concursos nacionais e internacionais, entre os quais o Prémio Jovens Músicos (1.º Prémio e Prémio EMCY, 2015), o Concurso Vasco Barbosa (1.º Prémio, 2016), o Concurso Internacional Cidade do Fundão (1.º Prémio, 2017) e o Concurso Internacional Agustín Aponte (1.º Prémio, 2018). Como membro do Trio Ramales, foi igualmente laureado no Concurso Ecoparque de Trasmiera (1.º Prémio) e no Concurso Antón García Abril (2.º Prémio). Como solista, colaborou com a Orquestra das Beiras, a Orquestra Sinfónica Portuguesa, na interpretação do Concerto n.º 1 de Shostakovich, com a Orquestra Gulbenkian e a Orquestra Clássica da Madeira. No âmbito da música de câmara, apresentou-se em salas como o Auditorio Nacional de Madrid, o Palau de la Música Catalana, em Barcelona, o Palacio de Festivales de Santander, o Wigmore Hall, em Londres, e o Weill Recital Hall do Carnegie Hall, em Nova Iorque. Entre 2022 e 2025 integrou a Orquestra Gulbenkian, desempenhando funções de Tutti e de Solista A. Desde 2021, é violoncelista do ensemble de música contemporânea ars ad hoc, com o qual tem colaborado com compositores como Beat Furrer, Oscar Bianchi, José Manuel López López e Clara Iannotta.

Luís Cruz

Violoncelo | Portugal Natural de Guimarães, Luís Cruz iniciou os seus estudos de violoncelo aos cinco anos ARTISTAS

na Academia de Música José Atalaya, sob a orientação de Oxana Chvets. Licenciou-se em Música na Escola Superior de Música de Lisboa, onde estudou com Levon Mouradian, e concluiu o Mestrado em Performance no Royal College of Music, em Londres, como bolseiro da Leverhulme Trust e RCM Scholar, na classe de Alexander Chaushian. Foi distinguido com o 1.º Prémio em diversos concursos nacionais e internacionais, entre os quais o Concurso Nacional de Cordas Vasco Barbosa (2017), o Concurso Cidade de Vigo (2017 e 2024), o Concurso para Jóvenes Violoncellistas de España y Portugal, em León (2018), o Prémio Jovens Músicos (2018), o Concurso Paços Premium (2019), o Concurso Internacional de Violoncelo À Corda (2022) e o Prémio Paulo Gaio Lima (2025). Ao longo da sua formação, frequentou masterclasses com violoncelistas como Claudio Bohórquez, Frans Helmerson, Grigory Alumyan, Kyril Zlotnikov, Lluís Claret, Marc Coppey, Maria Macedo, Pavel Gomziakov, Paulo Gaio Lima, Sung-Won Yang, Tsuyoshi Tsutsumi e Zuzanna Sosnowska. Colaborou com diversas orquestras, entre as quais a Orquestra Sinfónica Ensemble, a Jovem Orquestra Portuguesa, a Joven Orquesta Nacional de España, através do programa MusXchange, a Orquestra de Câmara Portuguesa, a Sinfonietta de Braga e a Orquestra Filarmónica Portuguesa. Apresentou-se como solista com a Camerata Atlântica, a Jovem Orquestra Portuguesa, a Orquestra de Câmara Portuguesa, a Orquestra de Repertório da Escola Superior de Música de Lisboa e a Orquestra Gulbenkian. Apresenta-se regularmente em recital e em concertos de música de câmara.

Hugo Paiva

Violoncelo | Portugal Hugo Paiva iniciou os seus estudos musicais na ARTAVE – Escola Profissional Artística do Vale do Ave, na classe de violoncelo da professora Petia Samardjieva. Ao longo da sua formação, teve a oportunidade de trabalhar com violoncelistas como Paulo Gaio Lima, Jed Barahal, Anatoli Krastev, Márcio Carneiro, Ilia Laporev, Pieter Wispelwey, Xavier Gagnepain, Maria de 65


Macedo, Xavier Phillips, Daniel Grosgurin, Jeroen Reuling, Nobuko Yamazaki, Eric-Maria Couturier, Gary Hoffman, Frans Helmerson, Marc Coppey, Claudio Bohórquez e Tsuyoshi Tsutsumi, entre outros. Em 2013 concluiu a licenciatura na Academia Nacional Superior de Orquestra, na classe de Paulo Gaio Lima. Posteriormente, ingressou no Master Concert da Haute École de Musique de Genève, onde estudou com Daniel Grosgurin e Ophélie Gaillard, frequentando igualmente a classe de música de câmara de Gábor Takács-Nagy. Em 2022 concluiu o Mestrado em Música de Câmara na Hochschule für Musik und Theater «Felix Mendelssohn Bartholdy», em Leipzig. Em junho de 2014 obteve o 3.º Prémio no Concurso de Santa Cecília da Cidade do Porto. Em setembro de 2015 recebeu o 3.º Prémio no Prémio Jovens Músicos – Antena 2, na categoria de Violoncelo (Nível Superior). Nesse mesmo ano participou na gravação do álbum Alvorada, de Ophélie Gaillard, e ingressou na International Menuhin Music Academy (IMMA), sob a direção de Maxim Vengerov, na classe de violoncelo de Pablo de Naverán, integrando o Ensemble Menuhin Academy Soloists. Apresentou-se em diversos festivais e salas de concerto, entre os quais o Istanbul Music Festival, o Ohrid Festival, o Gstaad Menuhin Festival, o Pietrasanta in Concerto Festival, o Festival du Printemps du Violon de Paris, o Ensemble de Violoncelos de Santa Cristina, o Crans Montana Classics e o Lockenhaus Festival. Em 2018 fundou o Duo Litanei com a pianista Mrika Sefa.

Rohmann. No âmbito da música de câmara, fundou em 2019 o Opus Duo, juntamente com o guitarrista Francisco Berény. O duo tem-se apresentado regularmente em importantes salas de concerto em Portugal, Itália, França e Suíça, encontrando-se atualmente a preparar a gravação do seu primeiro álbum, com lançamento previsto para 2026. É também membro do Ensemble Pessoa, do Cello Express Ensemble e do Trio Luz, ao lado do clarinetista Joel Cardoso e da pianista Lucrezia Liberati. Desde 2022, desempenha funções de Diretor Artístico do Porto Cello Festival, em conjunto com Teresa Soares. Em 2020 fundou a associação Sorrisos d’Arte, um projeto de voluntariado com impacto social através da arte, do qual é presidente. Desenvolve uma intensa atividade orquestral, colaborando regularmente com a Orquestra de Câmara Portuguesa e com a Zücker Kammerphilharmonie. Dedica-se igualmente à interpretação historicamente informada, integrando com frequência o agrupamento barroco Moços do Coro, sediado no Porto. Ao longo do seu percurso artístico, participou em numerosos festivais e masterclasses, tendo trabalhado com destacados violoncelistas como Xavier Gagnepain, Edgar Moreau, Maria de Macedo, Paulo Gaio Lima, Martti Rousi, Mats Lidström, Boris Andrianov, László Fenyö, Claudius Herrmann, Ole Eirik Ree, Daniel Grosgurin, Orlando Theuler, Anja Lechner e Jeroen den Herder, entre outros.

Tiago Azevedo e Silva

Contrabaixo | Portugal

Violoncelo | Portugal

Tiago Azevedo e Silva iniciou os seus estudos musicais na Academia de Música de Lisboa, sob a orientação de Ricardo Mota, prosseguindo a sua formação na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, onde concluiu a licenciatura com distinção máxima na classe de Filipe Quaresma. Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, encontra-se atualmente a concluir o mestrado na Hochschule Luzern, na Suíça. Estudou com Guido Schiefen e Claudius Herrmann, trabalhando mais recentemente com Christian Poltéra e Ditta CIDNAY VALE DO AVE FESTIVAL 2026

José Trigo

Natural de Mirandela, José Trigo iniciou os seus estudos musicais na ARTAVE – Escola Profissional Artística do Vale do Ave, na classe de contrabaixo de Alexandre Samardjiev. Ao longo da sua formação integrou duas das mais prestigiadas orquestras de jovens da Europa, a Orquestra de Jovens da União Europeia e a Gustav Mahler Jugendorchester. Na temporada 2018/19, foi academista da WDR Sinfonieorchester Köln e da Chamber Orchestra of Europe. Reconhecido como um dos mais destacados contrabaixistas da sua geração, José Trigo é laureado em diversos concursos internacionais de referência. Entre as 66


suas distinções contam-se o 1.º Prémio no Concurso Galicia Graves, o 1.º Prémio no Concurso Internacional Serge Koussevitzky (2016), o 2.º Prémio (sendo o 1.º não atribuído) no Concurso Internacional Giovanni Bottesini (2019), o 2.º Prémio e o Prémio do Público no Concurso Internacional Johann Matthias Sperger (2022), o 1.º Prémio no Concurso Internacional de Markneukirchen (2023) e o 3.º Prémio no prestigiado Concurso Internacional ARD de Munique (2023). Concluiu a licenciatura em 2019 na Staatliche Hochschule für Musik und Darstellende Kunst Mannheim, na classe de Petru Iuga, prosseguindo os seus estudos de mestrado com Dorin Marc, em Nuremberga, concluídos em 2022. Desde 2019, integra a Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunks como Solista B e, desde 2021, exerce funções como professor assistente na Universidade de Mannheim.

Nuno Osório

como solista. Em 2017, apresentou-se com o Kurpfälzisches Kammerorchester na interpretação do Concerto para Fagote de Mozart, numa versão para contrabaixo. Em 2021, interpretou o Concerto para Contrabaixo de Serge Koussevitzky com a Orchestre de Chambre de Lausanne e gravou o álbum The Soul of the Double Bass em colaboração com a pianista Yukiko Tanaka. Foi distinguido em diversos concursos nacionais e internacionais, destacando-se o 1.º Prémio no Galicia Graves International Competition (2016), o 2.º Prémio no Concurso Vasco Barbosa (2015) e o 2.º Prémio no Prémio Jovens Músicos (2017). Atualmente, é Professor Principal de Contrabaixo na Haute École de Musique de Lausanne, conciliando a atividade pedagógica com uma intensa carreira artística a nível internacional.

Domingos Ribeiro

Contrabaixo | Portugal

Contrabaixo | Portugal Natural de Vila Nova de Famalicão, Nuno Osório iniciou os seus estudos musicais na ARTAVE – Escola Profissional Artística do Vale do Ave, onde estudou com Rui Fontes entre 2009 e 2015. Prosseguiu a sua formação na Alemanha, na Hochschule für Musik und Darstellende Kunst Mannheim, concluindo a licenciatura sob a orientação de Petru Iuga e Konstanze Brenner (2015– 2019). Entre 2019 e 2021, frequentou a Haute École de Musique de Lausanne, na Suíça, onde obteve o Mestrado Solista na classe de Petru Iuga e Gabriel Vacariu. Ao longo do seu percurso, colaborou com algumas das mais prestigiadas orquestras europeias, entre as quais a NDR Radiophilharmonie Hannover, a European Union Youth Orchestra, a Gustav Mahler Jugendorchester, a Luzerner Sinfonieorchester, a Royal Scottish National Orchestra, a Sinfonie Orchester Biel Solothurn, a Orchestre de Chambre de Lausanne, o Kurpfälzisches Kammerorchester e a Orquestra de Câmara Portuguesa. Desde 2021, integra a Orchestre de la Suisse Romande, em Genebra, inicialmente como músico tutti e, desde 2025, como co-solista da secção de contrabaixos. Paralelamente à sua atividade orquestral, desenvolve uma carreira ARTISTAS

Domingos Ribeiro concluiu a licenciatura na Escola Superior de Música de Lisboa, na classe de Manuel Rêgo, prosseguindo posteriormente os seus estudos na Escuela Superior de Música Reina Sofía, em Madrid, sob a orientação de Duncan McTier e Antonio García Araque. Durante este período, foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundación Albéniz. Foi academista da Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunks, complementando a sua formação com músicos de referência internacional, entre os quais Philipp Stubenrauch, Wies de Boevé, Heinrich Braun, Alexandra Scott, Janne Saksala, Matthew McDonald, Rinat Ibragimov e Cătălin Rotaru. Ao longo da sua carreira, colaborou com algumas das mais prestigiadas orquestras europeias, incluindo a Mahler Chamber Orchestra, a Budapest Festival Orchestra, a NDR Radiophilharmonie Hannover, a Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunks, a Orquesta Nacional de España, a Lahti Symphony Orchestra, a Orquestra Sinfónica Portuguesa, a Orquestra Metropolitana de Lisboa e a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música. Trabalhou sob a direção de maestros como Mariss Jansons, Bernard Haitink, Sir Simon Rattle, Kirill Petrenko, 67


Daniel Harding, Herbert Blomstedt, Yannick Nézet-Séguin, Franz Welser-Möst, Iván Fischer e Riccardo Muti. No âmbito da música de câmara, colaborou com artistas de renome como Maria João Pires, Gyula Stuller, Lou Yung-Hsin Chang, António Meneses e Sérgio Pires, apresentando-se igualmente com agrupamentos como o Ensemble Méditerranéen e o Ensemble Darcos. Como solista, venceu o 1.º Prémio do Concurso Vasco Barbosa, apresentando-se posteriormente no Centro Cultural de Belém com a Camerata Atlântica, num concerto gravado para a RTP Antena 2. Em 2019, foi distinguido com o 2.º Prémio e o Prémio do Público no Concurso de Interpretação do Estoril, bem como com o 1.º Prémio do Festival Verão Clássico. Apresentou-se ainda como solista com a Orquestra Gulbenkian, no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, bem como com a Orquestra Sinfónica da Escola Superior de Música de Lisboa, a Camerata Gareguin Arantounian e a Sinfonietta de Braga. Desde 2017, é Chefe de Naipe (Solista A) da Orquestra Gulbenkian e, desde 2019, integra o corpo docente da Escola Superior de Música de Lisboa.

O FAMART Ensemble é um agrupamento musical de geometria variável, criado em dezembro de 2020 por membros fundadores da FAMART Plataforma Artística. Adaptando a sua formação a diferentes repertórios e contextos, conta ainda com a participação regular de músicos convidados.

Concertos para Bebés. No âmbito destes projetos, participou em diversos festivais internacionais, tendo dançado nos palcos da Orquestra Filarmónica de Bilbao, Teatro de Antuérpia (Festival Laus Polyphonia), Mercat de les Flors (Barcelona), Festival Gulbenkian (Kent), Graz Arts Festival, Filarmónica do Luxemburgo (Festival do Atlântico), Le Théâtre de la Ville (Festival Chantiers d’Europe, Paris), entre outros. Em 2018, foi convidada a assumir a direção artística do Festival Musicalmente | 20 anos de Concertos para Bebés. Em 2021, concluiu o Doutoramento em Arte Contemporânea no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, defendendo a tese intitulada “Território entre. A dança no espaço expositivo”. Entre 2021 e maio de 2022, assumiu a direção artística dos espetáculos inaugurais de 13 exposições, no âmbito do projeto “Museu na Aldeia”, que foi premiado com o European Heritage Awards. Em abril de 2022 e maio de 2023, trabalhou com o Guggenheim Bilbao, onde dinamizou workshops e visitas performativas para famílias. Também em 2023, no âmbito do Festival Abril Dança, criou uma visita dançada para o Convento São Francisco, Coimbra. Em outubro de 2023, na Philharmonie do Luxemburgo, co-criou o concerto “Uirapuru”. Em 2024, iniciou um projeto de visitas dançadas com o Museu das Artes de Sintra, em parceria com a companhia Musicalmente. Desde 2024, trabalha como Professora Convidada para o programa intensivo “Mediação Artística em Dança” do Mestrado em Composição Coreográfica e Práticas Profissionais da Escola Superior de Dança de Lisboa.

Inesa Markava

Marta Vilaça

Inesa Markava nasceu na Bielorrússia, onde iniciou os seus estudos em dança e música. Em 2002, ingressou na Universidade de Cultura e Artes, em Minsk. Foi na Universidade que a paixão pela dança começou a ganhar forma, nomeadamente pela dança contemporânea e novas linguagens coreográficas. Em 2005, mudou-se para Portugal, acabando por se fixar na cidade de Leiria. Trabalhou na Escola de Artes da SAMP e no projeto

Marta Vilaça é uma artista vilacondense de 26 anos, com um percurso que cruza diferentes linguagens e contextos musicais. Diretora artística e membro fundador da OFF LIMITS ORCHESTRA, apresentou, em 2025, o seu primeiro projeto a solo, Devaneios, um EP constituído por composições originais. Membro do Linus Trio e do BEYRA Ensemble, colabora regularmente com diversas formações do panorama nacional, entre as quais a

FAMART Ensemble Portugal

Dança contemporânea | Bielorrússia

CIDNAY VALE DO AVE FESTIVAL 2026

Flauta | Portugal

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Banda Sinfónica Portuguesa, a Orquestra do Norte, a Orquestra de Câmara Portuguesa, a Orquestra Filarmonia das Beiras e a Orquestra da Ópera na Academia e na Cidade. Atua ainda regularmente com o artista O Marta e com o grupo de música tradicional transmontana Os Burricos. Iniciou os seus estudos musicais aos oito anos, na Academia de Música de S. Pio X, ingressando, em 2014, no Conservatório de Música do Porto, na classe de Daniela Anjo. Concluiu a licenciatura em Performance no Conservatorium van Amsterdam, na classe de Kersten McCall, e o mestrado em Ensino da Música na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo. Atualmente, é professora na Escola de Música de Esposende.

Maria Raposo e Pinto Toy piano | Portugal

Maria Raposo e Pinto iniciou os estudos musicais de piano com o professor André Silvestre, aos 4 anos de idade. Desde então, tem participado em vários concursos nacionais para a sua idade, sendo premiada em todos eles. De destacar, em 2025 , os primeiros prémios que venceu no Concurso internacional de Piano de Orbetello, em Itália, e no Concursos Musicais de Vila Verde. Para além do piano, a Maria desenvolve uma grande atividade artística, nomeadamente, na prática da flauta transversal com a professora Catarina Santos e do ballet na Artis - Academia de Bailado de Vila Nova de Famalicão, com a professora Ana Filipa Costa. Desde setembro de 2025, integra, como coralista, o reputado Coro de Pequenos Cantores de Esposende, com direção coral de Helena Venda Lima. A Maria é uma menina muito divertida, comunicativa e muito exigente consigo mesma. Tem obtido excelentes resultados quer no âmbito académico quer nas ocupações que complementam a sua formação. É uma menina feliz!

EQUIPA Diretor Artístico e Executivo João Álvares Abreu Diretora de Produção Mia Falcão Adjunto de Programação e Mediação Henrique Constância Curadoria — Coletivo Contemporâneo Agostinho Sequeira Produção Georges Pereira Gil Fesch Leonor Mendes Mariana Marques Coelho Técnica André Silvestre João Robim Marcelo Oliveira Fotografia João Fitas Vídeo Adriana Romero Design Gráfico Z Assessoria de Imprensa Susana Monteiro Inês Valente Maria Borges Gestão de Comunidade Digital André Reis

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Não é permitido filmar, gravar ou fotografar durante os concertos. O uso de telemóveis e outros dispositivos eletrónicos deve ser evitado, por constituir perturbação para intérpretes e público.

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