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Cia Brasil Magazine February 2026 issu

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FILHOS BRASILEIROS AMERICANOS

MANTENHA VIVA A CULTURA DO BRASIL DENTRO DA SUA FAMÍLIA

Fevereiro de 2026
Ano 20. Nº 226

Raízes Brasileiras, Filhos Americanos

Fevereiro chega com aquele ritmo mais assentado do ano. Depois da pressa de janeiro, a gente começa a entender melhor o que ficou das resoluções e o que, de fato, merece continuar. E, se existe um caminho seguro para sustentar metas e decisões, ele passa por algo simples, mas poderoso: identidade, rotina e informação confiável.

A matéria de capa desta edição nasce desse lugar. Falamos sobre como ensinar a cultura brasileira aos nossos filhos, especialmente dentro de uma realidade imigrante, em que língua, hábitos e referências convivem com outra cultura todos os dias. Eu compartilho também um pedaço da minha própria história: ter crescido bilíngue e, ao longo da vida, falar português, inglês, francês e espanhol abriu portas na carreira e na vida pessoal de formas que eu não poderia ter previsto. E ver minhas filhas fluentes em português e inglês reforça, na prática, uma certeza que muitas famílias já sentem no coração: língua é vínculo, é pertencimento, é ferramenta para o futuro. Este texto é um convite para que a gente pare de tratar a cultura como algo “opcional” e passe a enxergá-la como herança viva, que se constrói em casa, com consistência e afeto. E, porque vida real também exige suporte, esta edição traz conteúdos pensados para o dia a dia. Em Saúde e Bem-estar, entramos em temas atuais que impactam famílias, corpo e mente, com orientações educativas e linguagem clara. No Informativo, seguimos com pautas que ajudam a comunidade a se organizar e a tomar decisões com mais consciência. Em Finanças, falamos de imposto de

renda e planejamento com foco em futuro, especialmente neste período em que muita gente começa a reunir documentos e colocar a vida financeira em ordem. Na Reflexão, trazemos um texto que inspira recomeços mais profundos, daqueles que acontecem por dentro, com fé, propósito e direção. E, na nossa coluna de cultura e cidade, seguimos apresentando Atlanta para quem quer viver mais do que a rotina, com curiosidade e conexão.

Obrigada por caminhar com a Cia Brasil Magazine. Obrigada aos leitores, anunciantes e parceiros que sustentam este trabalho. Seguimos firmes no compromisso de informar, inspirar e entreter com qualidade, respeitando a inteligência e a história da nossa comunidade. Boa leitura.

Com carinho,

PUBLISHER

Cia Brasil, LLC

DIREÇÃO EXECUTIVA

Cristiane Pope

EDIÇÃO E DIAGRAMAÇÃO

Cia Brasil Magazine

Danilo Lisboa

COORDENAÇÃO DE CONTEÚDO

Cristiane Pope

Marisa Andrade

Juliana D. Silva

Thaynara C. Silva

COORDENAÇÃO DE EVENTOS

Marisa Andrade

REVISÃO

Cia Brasil Magazine - Redação

COLUNISTAS

Fernanda Noronha

Thaynara Silva

Jô Carine Molina

Tathiana Schulze

Katcha Mochitta & The Mitchell Law Group

Dra. Stacey Pereira - OBGYN

Deborah Pereira - P.A.

Dr. Jefrey Berklich - Berklich Chiropractic Jairo Barreto

COLABORADORES

Consulado Geral do Brasil em Atlanta Ministério das Relações Exteriores Rotary Club Atlanta Brasil

CABI - Centro de Apoio ao Brasileiro Imigrante

FOTOGRAFIAS

Manoel Oliveira | Globo Photo & Video

Cristina Knipfer | Knipfer Photography

Cia Brasil Magazine - Thaynara C. Silva

PARA ANUNCIAR - ADVERTISE YOUR BUSINESS(770) 256-4524

magazine@ciabrasilatlanta.com

Cristiane Pope - CMO

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Mantenha viva a cultura do Brasil dentro da sua família.

Foto: O Brasileiro Nicholas Moschitta by Knipfer Photograph

No dia 8 de fevereiro de 2026, o país inteiro parou para ver o Super Bowl LX, no Levi’s Stadium, na Califórnia. No intervalo, o que chamou a atenção até de quem não acompanha futebol americano foi o recado cultural: Bad Bunny levou o espanhol para o centro do maior palco do entretenimento americano e reacendeu um debate que vai muito além da música. A cultura latina está presente, é relevante e, cada vez mais, está sendo enxergada como parte do “mainstream” dos Estados Unidos.

CAPA:

AGENDA

Fevereiro de 2026

Around the town

ComuNiDADE

► Eduardo Teruel – 03 de fevereiro

Parabéns ao querido Eduardo Teruel! Que este novo ano de vida seja marcado por saúde, boas conquistas e momentos que tragam orgulho e alegria. Que não faltem motivos para celebrar cada passo da sua caminhada. Um abraço carinhoso da equipe da Cia Brasil Magazine!

► Mario & Katcha Moschitta – 14 de fevereiro

No Dia do Amor, celebramos também o aniversário de casamento de Mario e Katcha Moschitta. Que a união de vocês continue sendo fortalecida pela fé, pelo companheirismo e pelo amor que inspira tantos ao redor. Que venham muitos anos de saúde, harmonia e felicidade compartilhada. Com carinho, os votos de toda a equipe da Cia Brasil Magazine!

►Feliz Aniversário

►Danielle Rocha – 14 de fevereiro

Fevereiro fica ainda mais especial com o aniversário da querida Dani Rocha! Que este novo ciclo traga leveza, saúde, conquistas e muitos momentos felizes ao lado da sua família. Que a vida continue sorrindo para você. Parabéns! Com carinho, da equipe da Cia Brasil Magazine!

Um parabéns mais que especial à Dra. Stacey Pereira, ginecologista tão querida pela comunidade brasileira de Atlanta. Que Deus continue abençoando sua vida, sua família e sua missão com amor, saúde e sucesso. Obrigado por cuidar de tantas mulheres com dedicação e humanidade. Com carinho, da equipe da Cia Brasil Magazine!

► Nicholas – 18 de fevereiro

O nosso modelo de capa da Cia Brasil Magazine também comemora aniversário em fevereiro! Nicholas, que este novo ano venha com muitas oportunidades, vitórias e crescimento pessoal. Continue irradiando essa energia positiva e inspiradora que tanto admiramos. Parabéns! Com carinho, da equipe da Cia Brasil Magazine!

Veja mais fotos em nossas Mídias Sociais:

Um parabéns especial para a nossa amiga e membro da equipe da Cia Brasil Magazine, Marisa Andrade, pela celebração de mais um ano de vida. Desejamos muita saúde e sucesso! São os votos de todos da equipe da Cia Brasil Magazine – Dia 12 de abril.

► Dra. Stacey Pereira – 14 de fevereiro

AGENDA Fevereiro de 2026

HAPPy B-DAy!

Parabéns para todos os nossos leitores aniversariantes de fevereiro. Muita paz, amor, saúde, bençãos e alegrias!

JESSICA LINAUSE 14 de fevereiro

DRA. JULIANA DE JESUS 05 de fevereiro MARIO MOSCHITTA 10 de fevereiro

► Estamos contratando!

A clínica Women’s Integrative OBGYN está com 2 vagas abertas para Assistentes Médicas em tempo integral, com início imediato nas unidades de Buckhead e Alpharetta, GA. Buscamos candidatas compassivas, de preferência bilíngues (inglês + português ou espanhol), com autorização legal para trabalhar nos EUA. Experiência prévia em ginecologia não é necessária — oferecemos treinamento completo. Envie seu currículo para info@wihobgyn. com ou ligue (404) 388-6219. Saiba mais: womensintegrativeobgyn.com

Próximos EvENtos

►Oportunidade: Seja um Fire Fighter no Condado de Cobb!

Se você sonha em fazer a diferença na comunidade, essa é a sua chance! O Departamento de Bombeiros e Serviços de Emergência do Condado de Cobb abrirá inscrições para novos candidatos entre os dias 11 e 20 de fevereiro. Os selecionados farão parte de uma equipe dedicada ao serviço e à excelência, com treinamento remunerado e escala de trabalho 24/48 (10 turnos por mês).

Para mais detalhes, entre em contato com o time de recrutamento do Cobb Fire.

1595 County Services Pkwy, Marietta, GA 30008 | Informações: (470) 756-5001

E-mail: JoinCobbFire@cobbcounty.org

JADE TAYLOR 13 de fevereiro

ADRIANA FALEIRO 14 de fevereiro

STELLA DI LORETO 18 de fevereiro

ADRIANA FALEIRO 14 de fevereiro

►Você tem um chamado para o voluntariado?

SEJA UM VOLUNTRIO E SPONSOR DO CABI! Participe!

1378 Roswell Road, Suite 500, Marietta GA 30062

Acesse: CabiAtlanta.org ou Escaneie o QR Code acima.

Contato: CABI@cabiatlanta.org | cabiatlanta@gmail.com

Use o email para doações via Zelle: cabiatlanta@gmail.com

Para anunciar sua empresa ou evento no espaço para publicidade da nossa AGENDA AROUND THE TOWN, envie um email para: ciabrasil@live.com ou ligue 770.256.4524. Este espaço também está disponível para Homenagens, Avisos, Promoções e Agradecimentos.

A CULTURA LATINA NO SPOTLIGHT NOS ESTADOS UNIDOS

Fevereiro começou com um sinal que muita gente percebeu na hora, mesmo sem estar “procurando por isso”. No maior palco do entretenimento americano, a língua espanhola apareceu com força, estética e orgulho. No Super Bowl de 2026, o halftime show liderado por Bad Bunny trouxe referências diretas à identidade porto-riquenha e colocou a cultura latina no centro da conversa nacional, com um repertório majoritariamente em espanhol e uma energia que atravessou bolhas. Para alguns, foi apenas música. Para muitos outros, foi pertencimento em rede nacional.

E é aqui que essa conversa importa para nós, em Atlanta. Porque cultura não é só celebração. Cultura é termômetro. Ela mostra quem está sendo visto, ouvido e reconhecido. E, em um período de conflitos políticos e tensões em torno da imigração, ver a cultura latina ocupando o “spotlight” também funciona como um lembrete: existe uma parte grande do país que convive com a diversidade no cotidiano e, cada vez mais, se identifica com ela. Latino, hispânico e onde nós, brasileiros, entramos nessa história

Nos Estados Unidos, os termos “Latino” e “Hispanic” aparecem com frequência, mas não são

a mesma coisa. “Hispanic” costuma se relacionar a países de língua espanhola. “Latino” se conecta à América Latina de forma mais ampla. Por isso, muitos brasileiros se veem como latinos, mas não como hispânicos, já que nossa língua é o português.

Na prática, porém, a vida real é mais rica do que qualquer rótulo. Em cidades como Atlanta, a cultura latina não é uma linha reta. Ela é um mosaico. É México, Caribe, América Central, América do Sul, indígenas, afro-latinos, imigrantes de primeira geração e filhos nascidos aqui. E nós, brasileiros, fazemos parte dessa presença latino-americana que pulsa na gastronomia, na música, nos negócios, nas igrejas, nos festi-

vais e na rotina de quem está construindo vida com coragem. Quando a cultura vira assunto nacional, o país se olha no espelho

O que aconteceu no Super Bowl não surgiu do nada. É resultado de décadas de contribuição cultural, crescimento demográfico, força econômica e influência criativa. A cultura latina molda tendências de música, moda, linguagem, culinária e comportamento. Ela também movimenta mercados, cria empresas, gera empregos e amplia a conversa sobre identidade americana.

Quando um show em espanhol domina o horário mais valioso da TV, o recado é simples: isso já faz parte do mainstream. Não é “con-

teúdo para alguns”. É cultura para todos.

E esse reconhecimento tem peso especial hoje, quando o debate público sobre imigração segue intenso. A conversa nacional mistura leis, fronteiras, segurança, economia e política, mas, no meio disso tudo, existem pessoas reais. Famílias reais. Comunidades que trabalham, estudam, empreendem e participam da vida da cidade.

Ao mesmo tempo em que há medo e tensão em muitos ambientes, também existe um movimento visível de empatia e solidariedade. Em diferentes estados, e também na região de Atlanta, vemos cidadãos, organizações comunitárias e grupos religiosos se mobilizando, protestando, defendendo direitos civis e pedindo responsabilidade institucional. Nem sempre isso aparece com destaque. Mas acontece. E diz muito sobre um país em disputa entre narrativas.

Atlanta como cenário e símbolo

Atlanta sempre teve uma relação forte com cultura, diversidade e justiça social. É uma cidade que combina memória histórica com um presente vibrante e multicultural. E talvez por isso a presença latina aqui seja tão significativa: ela não é apenas numérica. Ela é cultural.

A cultura latina em Atlanta aparece no jeito de empreender, na estética dos eventos comunitários, no crescimento de pequenos negócios familiares, na música que toca nos carros, nos restaurantes cheios aos fins de semana, nas feiras e encontros de igreja, nos grupos de apoio, nas redes de mães e voluntários. Ela aparece na forma como as comunidades se protegem e se organizam.

E, para nós brasileiros, isso é uma oportunidade e um chamado. Como brasileiros podem participar dessa cultura em expansão com respeito e intenção

Participar não precisa ser um gesto grande. O que muda o clima de uma cidade é o acúmulo de gestos pequenos.

1) Apoie negócios latinos e hispânicos locais

Consumo é permanência. Quando você escolhe um restaurante, um mercado, uma empresa de serviços, um artista, você ajuda a manter a comunidade forte, especialmente em períodos de incerteza.

2) Vá além do estereótipo

A cultura latina não é uma coisa só. Ela é plural, diversa e cheia de camadas. Conhecer essa complexidade é um ato de respeito. Ler autores, assistir a filmes, ouvir músicas de origens diferentes, visitar exposições, ir a apresentações culturais. Tudo isso educa o olhar e reduz preconceitos.

3) Use a língua como ponte, não como barreira

Português e espanhol são diferentes, mas se conversam. Para brasileiros, existe uma chance bonita de aproximação. Não precisa falar perfeito. Basta falar com intenção, humildade e abertura.

4) Transforme simpatia em ação concreta

Em tempos tensos, informação correta e rede de apoio fazem diferença. Doar para organizações comunitárias, voluntariar, ajudar com tradução, apoiar eventos informativos, acolher novos imigrantes, combater desinformação, promover convivência respeitosa no trabalho e na escola. Tudo isso é cultura também.

5) Proteja a dignidade no dia a dia

A cultura latina no spotlight é celebrada nos palcos, mas é testada nas ruas. No trânsito, no atendimento, no ambiente de trabalho, na escola do seu filho. A forma como respondemos a comentários preconceituosos, como defendemos alguém em silêncio ou como acolhemos um vizinho é o que realmente constrói o espírito de uma cidade.

Cultura como pertencimento e como resistência

Talvez essa seja a mensagem mais importante para este mês: celebrar a cultura latina nos Estados Unidos não é “tomar partido” no sentido raso da palavra. É tomar posição a favor da humanidade. É reconhecer a contribuição de milhões de pessoas que movem este país todos os dias e lembrar que imigração, antes de ser pauta política, é história humana.

Quando um show em espanhol vira o assunto nacional, isso pode ser entretenimento. Mas também pode ser um símbolo de algo maior: o país está mudando, quer queira ou não. E, em meio ao barulho, existe um movimento real de convivência, de simpatia e de apoio aos imigrantes, especialmente quando a comunidade se organiza e mostra sua cara com dignidade.

Atlanta, como cidade plural, tem um papel importante nessa conversa. E nós, brasileiros latinos também.

Porque no fim, cultura não é só o que a gente consome. É o que a gente protege!

Da redação

POR QUE MUITAS GESTANTES SÓ SÃO ATENDIDAS

APÓS 8 A 10 SEMANAS DE GRAVIDEZ?

O início do pré-natal nos EUA segue protocolos diferentes dos brasileiros. Saber o porquê dessa espera traz calma, clareza e uma experiência mais positiva para futuras mamães imigrantes.

A Jornada do Pré-natal nos Estados Unidos

Entendendo cada etapa da gestação com cuidado, clareza e acolhimento

A descoberta da gravidez é um dos momentos mais marcantes na vida de uma mulher. Para muitas brasileiras e latinas vivendo nos Estados Unidos, esse momento também vem acompanhado de dúvidas sobre como funciona o sistema de saúde americano. É normal comparar com o Brasil, onde o pré-natal costuma começar muito cedo e inclui uma série de consultas e ultrassons desde as primeiras semanas. Aqui, a experiência pode parecer diferente e até gerar insegurança no início. Nosso objetivo é explicar cada etapa dessa jornada, trazendo informação clara e acolhedora para que você se sinta segura e bem acompanhada do começo ao fim.

Por que a primeira ultrassom costuma acontecer entre 8 e 10 semanas

Uma das perguntas mais comuns é porque a primeira ultrassom de pré-natal normalmente é marcada após a oitava semana de gestação. Para muitas mulheres, isso parece um longo período de espera, especialmente quando a ansiedade e a emoção estão à flor da pele.

A razão é clínica e baseada em evidências. Nas primeiras semanas, o desenvolvimento do embrião ainda está em formação e as informações obtidas em um ultrassom precoce podem ser limitadas. A partir de 8 a 10 semanas, o exame se torna mais confiável para confirmar batimentos cardíacos, calcular a idade gestacional com maior precisão e avaliar a viabilidade da gestação.

Antes disso, resultados inconclusivos podem gerar preocupação desnecessária.

Ainda assim, isso não significa que você está sozinha. Em nossa clínica, incentivamos que a paciente entre em contato assim que descobrir a gravidez. Na sua primeira consulta presencial, orientamos sobre cuidados iniciais, suplementação, sinais de alerta, estilo de vida, e colhemos exames de sangue para otimizar a fase inicial da gestação. Informação e acolhimento fazem parte da experiência desde o início.

O que acontece na primeira consulta de pré-natal

A primeira visita é uma das mais importantes do processo. Nela, revisamos seu histórico médico, obstétrico e familiar, além de conversarmos sobre sintomas,

hábitos de vida e expectativas. Também realizamos exames laboratoriais essenciais para avaliar fatores como anemia, imunidade para certas doenças, infecções e possíveis riscos que possam influenciar na gestação.

Esta consulta é o momento de esclarecer todas as dúvidas. Nenhuma pergunta é simples demais. Como OBGYNs, nós acreditamos que a gestante bem informada é mais confiante e preparada para viver sua maternidade com tranquilidade.

A importância dos ultrassons e por que eles têm momentos específicos

Outra diferença cultural sentida por muitas brasileiras e latinas é a frequência de ultrassons. No Brasil, realizar diversos ultrassons ao longo da gestação

é comum. Nos Estados Unidos, o calendário costuma seguir protocolos precisos para equilibrar segurança, evidências científicas e necessidade clínica.

Os principais ultrassons são:

• Ultrassom de viabilidade, geralmente entre 8 e 10 semanas

• Ultrassom morfológico, entre 18 e 22 semanas

• Ultrassons adicionais quando há indicação médica, como acompanhamento de crescimento ou condições específicas

Mesmo com menos ultrassons obrigatórios, garantimos acompanhamento contínuo e cuidadoso. Quando necessário, solicitamos exames extras para a segurança da mãe e do bebê.

Testes genéticos e rastreios: o que esperar

O acesso a testes genéticos no início da gestação é uma das grandes vantagens do sistema americano. A partir de 10 semanas, é possível realizar exames de sangue que avaliam risco para condições genéticas e identificam o sexo fetal. Também discutimos opções de rastreios complementares conforme a história familiar e preferências da gestante.

Esses testes não são obrigatórios. Nosso papel é explicar cada opção com clareza para que você possa tomar decisões alinhadas às suas expectativas e valores.

Consultas ao longo da gestação: um cuidado contínuo

O pré-natal é estruturado para acompanhar cada fase da gestação com atenção especial às mudanças do corpo materno.

• Do início até 28 semanas: consultas mensais

• De 28 a 36 semanas: consultas quinzenais

• Após 36 semanas até o parto: consultas semanais

Durante as consultas, monitoramos sua saúde e a do bebê, oferecemos educação sobre nutrição, atividade física, sono, saúde mental e preparo para o parto. A gestante encontra apoio integral, incluindo espaço para falar sobre medos, alegrias e inseguranças. Cuidar envolve muito mais do que medir pressão e escutar batimentos.

Um olhar sensível para quem vive longe do seu país

Sabemos que a experiência de gestar fora do Brasil ou do país de origem traz desafios únicos.

A saudade da família, as barreiras culturais e, em alguns casos, linguísticas podem intensificar a sensação de vulnerabilidade. Por isso, nossa clínica oferece atendimento em português, inglês e espanhol. Queremos que você se sinta compreendida, respeitada e cuidada em sua própria língua, com espaço para expressar dúvidas que talvez não surgissem em outro idioma.

Nos Estados Unidos, a gestante desempenha papel fundamental no processo de cuidado. Isso significa participação ativa, decisões compartilhadas e maior autonomia. Também significa que cada orientação deve ser oferecida com clareza, empatia e tempo para perguntas. Essa é a base do nosso modelo de atendimento.

Preparando-se para o parto e o pós-parto

À medida que a gestação avança, conversamos sobre sinais de trabalho de parto, plano de parto, analgesia, amamentação e o que esperar nas primeiras semanas com o bebê. Cada mulher tem seu próprio ritmo, preferências e necessidades. O pré-natal é a oportunidade de construir essa relação de confiança para que você chegue ao parto com segurança e tranquilidade.

O pós-parto também recebe atenção especial. Acompanhamos sua recuperação física e emocional e estamos sempre disponíveis para orientar sobre lactação, sono, contracepção e saúde mental materna.

Conheça o nosso “Green Plan”: cuidado completo, transparente

e acolhedor

Para facilitar a vida das gestantes e garantir previsibilidade financeira, criamos o “Green Plan”, nosso pacote especial de pré-natal. Ele inclui todas as consultas e ultrassons necessários para o acompanhamento da gestação, com preço transparente e acessível. O parto não está incluído, pois depende do hospital onde ocorrerá e dos valores do obstetra de plantão, mas todo o cuidado durante a gravidez é organizado para que você se sinta apoiada e segura ao longo de toda a jornada.

O “Green Plan” é ideal para mulheres que não possuem seguro de saúde, possuem planos com franquias altas ou buscam uma alternativa mais econômica sem abrir mão de atendimento individualizado e humanizado.

Quer saber mais?

Se você está grávida, pensando em engravidar ou quer entender melhor como funciona o pré-natal nos Estados Unidos, nossa equipe terá prazer em conversar com você. A gestação é uma experiência única e merece cuidado atencioso, informação clara e acolhimento verdadeiro. Estamos aqui para caminhar ao seu lado.

Agende sua consulta e conheça mais sobre o “Green Plan”. Sua maternidade começa com cuidado, e nós estaremos aqui em cada etapa.

Texto por Dra. Stacey Pereira MD, Obstetrics & Gynecology, e Deborah Pereira, Physician Assistant, Women’s Integrative OBGYN, Health & Wellness.

QUANDO A IDENTIDADE VIRA DISPUTA: COMO PROTEGER NOSSOS FILHOS NA ERA DA INFORMAÇÃO

Uma das coisas que amo é separar algumas horinhas no domingo de manhã para estar na igreja, em comunhão com amigos, ouvindo uma Palavra relevante para a minha vida e para a minha família. Em um desses domingos, enquanto ouvia o pastor falar, fui profundamente tocada por uma reflexão sobre a geração atual e as que ainda virão.

Ele explicou como diferentes eras moldaram a forma como as pessoas construíam sua identidade. Na era agrícola, a identidade vinha, principalmente, da família. O sobrenome era um cartão de visita. Era comum alguém se apresentar dizendo de qual família vinha, com quem era casado, de onde era. Não por formalidade, mas porque pertencer a uma família era questão de honra. Por isso, para nossos avós e bisavós, manter o nome da família “limpo” era algo sério, quase sagrado.

Depois veio a era industrial. Aos poucos, a identidade começou a se ligar mais ao que a pessoa fazia do que ao sobrenome que carregava. A pergunta mudou. Passou a ser: “O que você faz?” E muita gente aprendeu a respon-

der: “Eu sou médico”, “Eu sou engenheiro”, “Eu sou jornalista”, como se a profissão definisse o valor e o lugar daquela pessoa no mundo.

Só que hoje não vivemos mais nenhuma dessas realidades. Estamos na era da informação. Em poucos segundos, nossos filhos têm acesso a quase tudo. E, paradoxalmente, é justamente isso que tem deixado tanta gente sem chão. Eles conhecem de tudo, mas não se sentem parte de nada. O

resultado é uma crise que tem se tornado cada vez mais visível: a crise de identidade.

Muitos jovens já não constroem sua identidade nem pela família, nem pelo que fazem. Eles se veem cercados por referências demais e raízes de menos. E quando a vida perde sentido, a dor vira um espaço perigoso. Alguns tentam anestesiar essa angústia com prazer imediato, com drogas, com grupos que parecem oferecer pertencimento, ou até com práticas

autodestrutivas. O que está por trás de muitas dessas escolhas é a mesma pergunta não respondida: “Quem eu sou?” e “Por que eu existo?”

Isso também aparece na forma como a fama passou a ser enxergada. A celebridade, hoje, muitas vezes não é consequência de uma trajetória, de esforço, de uma construção. Para muitos, ela vira o objetivo em si. O importante não é o que se conquistou, mas ser visto. Ser notado. Ser validado. E, nesse cenário, nós pais enfrentamos um desafio enorme: ajudar nossos filhos a construírem identidade e propósito antes que o mundo tente fazer isso por eles.

Creio que a urgência está em criarmos nossos filhos de forma intencional. Não dá para educar no improviso quando o que está em jogo é caráter, direção, valores e futuro. Aquela filosofia de “deixa a vida me levar” não combina com pais que desejam formar homens e mulheres que façam diferença na sua geração. Todos os dias, pelas nossas atitudes e palavras, estamos ajudando a construir a identidade dos nossos filhos.

Identidade é o reconhecimento de que o indivíduo é um ser próprio. É o conjunto de características que o tornam único. Nome, história, valores, referências, pertencimento, propósito. Em linguagem simples, nossos filhos precisam saber quem são e, principalmente, precisam entender que existe um sentido para estarem aqui.

E isso é ensinado no cotidiano. Na forma como falamos com eles. Na forma como os tratamos. Na maneira como fazemos com que se sintam parte da família,

com direitos e responsabilidades. Nossos filhos precisam crescer com a certeza de que são únicos, amados e valorizados. Precisam saber que pertencem a um grupo que acolhe, sustenta e também corrige quando necessário. Precisam entender que não estão vagando sem direção, indo para onde a vida os empurrar.

Li algo interessante recentemente. Um pai, antes de deixar o filho na escola, dizia: “Filho, você é parte da família Smith, e nós ajudamos e amamos as pessoas sozinhas e feridas.” Uma frase simples, mas poderosa. Aquele menino cresceu sabendo que pertencia a uma família, que tinha valores claros, que existia um padrão de conduta e que ele também carregava uma missão. Ele não era um acaso. Ele tinha raízes e propósito.

Eu não sei você, mas eu estou cansada de ouvir tantas notícias de jovens em colapso emocional. Jovens com depressão, crise de ansiedade, jovens ferindo outros e tirando a própria vida. Jovens cheios de talento, energia e futuro, perdidos por não saberem quem são e por não enxergarem propósito. Durante toda a história, o inimigo tentou destruir gerações inteiras. Creio que uma das armas mais fortes usadas contra esta geração é destruir sua identidade.

Está na hora de nos levantarmos como pais, como líderes, como igreja e como sociedade. Está na hora de investir nessa nova geração. Está na hora de ajudá-los a acreditar nos sonhos, nos propósitos de Deus para a vida deles, e caminhar ao lado deles nessa descoberta. Existe um preço a pagar, sim. Mas ele é muito menor do que assistir uma

geração perecer por não saber quem é.

A Bíblia está cheia de verdades que nos ajudam a reafirmar a identidade dos nossos filhos. Ela nos lembra que Deus nos criou com intenção, que nada foi acidental.

“Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe. Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável.” (Salmos 139)

“Antes de formá-lo no ventre eu o escolhi; antes de você nascer, eu o separei.” (Jeremias 1:5)

“Criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” (Gênesis 1:27)

“Aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus.” (João 1:12)

“Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus.” (1 Pedro 2:9)

“Eu sei os planos que tenho para vocês, diz o Senhor. Planos de bem, e não de mal.” (Jeremias 29:11)

Como pai e mãe, somos responsáveis por construir a identidade dos nossos filhos. É nosso papel declarar, dia após dia, que eles são amados, importantes e que não são fruto do acaso. Deus tem um plano e um propósito para a vida deles. E quando essa verdade cria raízes no coração, ela se torna uma proteção silenciosa em um mundo que tenta, o tempo todo, dizer o contrário.

PAGAR IRS OU PAGAR IRA?

Quando a tax season chega e o imposto de renda bate à porta, muita gente tem a mesma sensação: trabalhar o ano todo e, no fim, ver uma parte importante do resultado ir direto para o IRS. É justamente nesse momento que vale fazer uma pausa e olhar para uma decisão que pode mudar o jogo, não apenas neste ano, mas no longo prazo: pagar o máximo possível ao IRS agora ou direcionar parte desse valor para uma estratégia que pode reduzir a sua renda tributável e fortalecer sua aposentadoria.

Uma opção bastante usada

nesse cenário é o Traditional IRA (Individual Retirement Account, ou Conta de Aposentadoria Individual Tradicional). Em termos simples, ele é um tipo de conta de aposentadoria que permite contribuir com valores que, em muitos casos, podem ser dedutíveis no imposto de renda. Na prática, isso significa que você pode reduzir sua renda tributável no ano em que faz a contribuição. Menos renda tributável, em geral, significa menos imposto a pagar agora. Ao mesmo tempo, o dinheiro dentro da conta cresce com diferimento de imposto, ou seja, os rendimentos não são tributados

enquanto permanecem no IRA. Esse detalhe faz diferença porque o crescimento ao longo dos anos tende a ser mais eficiente quando não há tributação anual interrompendo o efeito dos juros compostos. Em vez de pagar imposto sobre ganhos ano a ano, você posterga esse pagamento para o momento da retirada, o que normalmente acontece na aposentadoria.

Por que investir em um Traditional IRA pode ser uma boa decisão no período do imposto?

A pergunta que muitos investidores fazem é: “Por que colocar dinheiro em uma conta de apo-

sentadoria justamente quando eu estou preocupado com o imposto deste ano?” A resposta está no efeito duplo dessa ferramenta.

Primeiro, o Traditional IRA pode ajudar a reduzir o imposto no presente, já que a contribuição pode diminuir a renda tributável, especialmente para quem está em uma faixa de imposto mais alta. Segundo, ele cria uma disciplina de construção de patrimônio de longo prazo. Ou seja, você não está apenas “fugindo do imposto”, você está transformando parte do que iria embora agora em um passo concreto para o seu futuro.

Em outras palavras, em vez de olhar o imposto como um custo inevitável, você passa a enxergar esse período como uma janela estratégica. Um momento do ano em que escolhas certas podem trazer alívio

fiscal e, ao mesmo tempo, fortalecer seus planos de aposentadoria. O ponto mais importante: planejamento antes do prazo

Muitas pessoas só pensam nessas alternativas quando já estão correndo contra o relógio, próximas do deadline. A verdade é que decisões financeiras eficientes tendem a acontecer com planejamento. Quando você entende suas possibilidades com antecedência, você evita decisões apressadas e consegue avaliar com clareza o que faz sentido para a sua realidade.

Se você ainda não conhece bem esse tipo de conta, ou se não sabe como ela se encaixa no seu cenário, é exatamente o tipo de conversa que vale ter durante a tax season. É nessa época que tudo fica mais claro: sua renda do ano, seus impostos, seus objetivos e o que pode ser ajus-

tado para o próximo ciclo. Espero que estas informações lhe ajudem a tomar uma decisão alinhada com seus objetivos e, como sempre, seja diligente e não espere que os problemas aconteçam para pedir ajuda, pois pode ser tarde demais. Faça uma consulta gratuita comigo.

Este conteúdo é apenas para fins informativos e não deve ser interpretado como conselhos legais, fiscais, de investimentos, financeiros ou outros. Nada contido neste artigo é uma solicitação, recomendação, endosso ou oferta de Jairo Barreto para comprar ou vender quaisquer valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros.

Texto por Jairo Barreto Financial Expert –Licensed Principal

CRIANÇAS E ADDICTION”:“SCREEN QUANDO O “SÓ MAIS CINCO MINUTINHOS”

VIRA SINAL DE ALERTA

Você já viu a cena: a criança larga o celular a contragosto, o humor muda em segundos, e a casa inteira parece entrar em modo de conflito. Em muitas famílias, isso virou rotina, principalmente depois que telas passaram a ocupar o espaço do “tempo morto” do dia a dia: no carro, na sala de espera, na hora do jantar, antes de dormir. Mas existe uma linha importante entre uso frequente e uso problemático. E, quando falamos de crianças, essa linha costu-

ma aparecer menos no relógio e mais no comportamento.

A expressão “screen addiction” ganhou força nas redes e em conversas de pais. Tecnicamente, porém, “vício em tela” não é um diagnóstico único e oficial para todo tipo de uso digital. O que os especialistas vêm enfatizando é o conceito de uso problemático de mídia/tecnologia: quando a tela deixa de ser uma ferramenta e passa a “mandar” na rotina, com prejuízos reais para sono, humor, escola, vínculos e saúde. A própria

Academia Americana de Pediatria propõe sair do foco exclusivo em “quantas horas” e observar contexto, conteúdo e impactos, com ferramentas práticas para guiar decisões dentro de casa. Por que é tão difícil “desligar”?

Não é fraqueza de caráter, nem “falta de limite” no sentido moral. O cérebro infantil está em desenvolvimento, e a autorregulação é uma habilidade que amadurece com o tempo, treino e ambiente. Ao mesmo tempo, muitas plataformas e jogos são

desenhados para prolongar a permanência: rolagem infinita, recompensas variáveis, notificações e autoplay. A orientação de pediatras é objetiva: vale desativar autoplay e notificações, justamente porque esses recursos foram feitos para manter a criança engajada por mais tempo do que ela pretendia.

A consequência, em algumas crianças, é um ciclo previsível: tela para acalmar, tela para ocupar, tela para evitar tédio, tela para “desligar” emoções fortes. Com o tempo, isso pode reduzir o repertório de estratégias de autocontrole, sono e convivência. É aí que a família começa a perceber o que muitos descrevem como “dependência”.

Sinais de alerta: o que observar na prática

Nem toda birra na hora de guardar o tablet significa um problema maior. O alerta acende quando existe padrão, persistência e prejuízo. Alguns sinais comuns:

• Irritabilidade intensa ou ansiedade quando a tela é retirada, fora do esperado para a idade

• Preocupação constante com a próxima chance de usar, dificuldade de se envolver em outras atividades

• Perda de interesse por brincadeiras, esporte, leitura, amigos, atividades ao ar livre

• Mentiras, “uso escondido” ou negociações exaustivas que dominam a dinâmica da casa

• Queda no rendimento escolar ou aumento de conflitos familiares por causa do uso

• Sono desregulado (ir dormir mais tarde, acordar cansado, despertares), especialmen-

te com telas à noite

• Uso da tela como único calmante, com pouca tolerância ao tédio, frustração ou espera

Em adolescentes, soma-se um ponto sensível: quando muito tempo de tela (especialmente fora do contexto escolar) se associa a pior rotina de sono, menos atividade física e mais sintomas de ansiedade e depressão em recortes populacionais analisados. Isso não significa que “tela causa tudo”, mas reforça a importância de olhar o conjunto da vida. Idade importa: o que é referência hoje

Para crianças pequenas, as recomendações internacionais são bastante conservadoras porque a prioridade é movimento, interação e sono.

A Organização Mundial da Saúde orienta que, para menores de 1 ano, tempo de tela não é recomendado; para 1 ano, também não; para 2 a 4 anos, no máximo 1 hora por dia de tela sedentária, e “menos é melhor”, com preferência por leitura e atividades com um cuidador.

Para crianças maiores e adolescentes, a conversa evoluiu: mais do que impor um número único, a orientação é construir limites coerentes com o desenvolvimento e observar o que a tela está “expulsando” da rotina.

A Academia Americana de Pediatria resume isso de forma didática nas “5 letras C”: Criança, Conteúdo, Calma, Crowd out (o que a tela está substituindo) e Comunicação.

O teste mais honesto: o que a tela está substituindo?

Uma pergunta simples muda tudo: o que a tela está tomando do seu filho?

Se ela está substituindo sono, movimento, refeições em família, leitura, conversa e brincadeira livre, há um custo escondido, mesmo quando o conteúdo parece “inofensivo”.

Um ponto especialmente bem documentado é o sono. Estudos e revisões sobre hábitos de tela mostram que o uso noturno desloca a hora de dormir e reduz tempo total de descanso, principalmente quando a criança “estica” o conteúdo até mais tarde. E o sono não é detalhe: a Academia Americana de Medicina do Sono recomenda, por exemplo, 9–12 horas para crianças de 6 a 12 anos e 8–10 horas para adolescentes de 13 a 18 anos, associando sono adequado a melhor atenção, humor e aprendizado.

Quando vira “transtorno”? Um cuidado com o termo “vício”

No campo clínico, o reconhecimento formal de um quadro de comportamento adictivo ligado ao digital é mais restrito do que o senso comum imagina. A Associação Americana de Psiquiatria descreve critérios para Transtorno de Jogo pela Internet (Internet Gaming Disorder) como condição em estudo, com exigência de prejuízo significativo e um conjunto de sinais como abstinência, tolerância e perda de controle. Isso não engloba automaticamente “uso geral de internet” ou redes sociais.

Traduzindo para a vida real: nem toda criança que ama desenho, jogo ou YouTube está “viciada”. Mas toda família pode se

beneficiar de olhar para controle, prioridade e consequência. Um plano possível para famílias reais

A boa notícia é que você não precisa “guerra às telas” para retomar o equilíbrio. Precisa de estratégia, consistência e, principalmente, previsibilidade. Abaixo, um roteiro prático inspirado nas recomendações pediátricas.

1) Faça um “mapa da tela” por 3 dias

Anote horários, momentos de maior conflito, e quais necessidades a tela está atendendo (cansaço dos pais, transição de rotina, birra, ansiedade, espera).

2) Defina zonas e horários sem tela

Comece pelo que dá mais retorno: mesa do jantar, lição de casa e 30–60 minutos antes de dormir. A AAP sugere “zonas sem tela” e a regra “uma tela por vez” para reduzir distração.

3) Troque “cortar” por “substituir”

Se a tela ocupava o fim da tarde, substitua por algo viável: parque, bicicleta, jogo de tabuleiro, cozinha em família, biblioteca. O cérebro aceita melhor limites quando existe alternativa clara.

4) Ajuste o ambiente digital

Desative autoplay e notificações. Use controles parentais. Remova apps que são gatilho de conflito por algumas semanas. Menos tentação, menos negociação.

5) Co-use e converse

Assistir junto, jogar junto, perguntar “o que você gostou aqui?” transforma tela em vínculo e também aumenta o senso crítico. Comunicação frequente é uma das chaves da orientação

pediátrica.

6) Ensine “calma sem tela”

Crie uma “caixa de calmaria”: massinha, desenho, fone com música, livro curto, respiração guiada, caminhada com o cachorro. A criança precisa de repertório para regular emoções. Quando buscar ajuda profissional

Considere conversar com o pediatra ou um profissional de saúde mental quando houver: prejuízo escolar persistente, isolamento social, alterações marcantes de humor, brigas diárias intensas, ou quando a tela vira o único modo de funcionar sem crise. Se a família está esgotada, isso também é motivo válido para apoio: cuidado com crianças é trabalho emocional, especialmente em contexto de imigração, adaptação cultural e rotina acelerada.

A discussão sobre telas, aliás, não é só “assunto de casa”. Autoridades de saúde pública nos EUA chamam atenção para preocupações com ambientes digitais e bem-estar emocional de crianças e adolescentes, reforçando que ainda há lacunas de pesquisa e necessidade de medidas de proteção.

No fim, o objetivo não é criar crianças “sem tela”. É criar crianças com autonomia, sono protegido, brincadeira viva, corpo em movimento e conexão humana suficiente para que a tecnologia ocupe o lugar certo: o de ferramenta, não de comando.

Fontes: American Academy of Pediatrics. • WHO • CDC • American Academy of Sleep Medicine • American Psychiatric Association • U.S. Department of Health and Human Services.

Da redação

COMPARTILHE COM SEUS FILHOS OS VALORES E TRADIÇÕES DO BRASIL.

No dia 8 de fevereiro de 2026, o país inteiro parou para ver o Super Bowl LX, no Levi’s Stadium, na Califórnia. No intervalo, o que chamou a atenção até de quem não acompanha futebol americano foi o recado cultural: Bad Bunny levou o espanhol para o centro do maior palco do entretenimento americano e reacendeu um debate que vai muito além da música. A cultura latina está presente, é relevante e, cada vez mais, está sendo enxergada como parte do “mainstream” dos Estados Unidos.

CAPA
Nicholas Moschitta

Para muitas famílias brasileiras, a sensação foi imediata: se o país está abrindo espaço e discutindo a força da cultura latina em rede nacional, por que dentro de casa, às vezes, a nossa cultura vai ficando em segundo plano?

Essa pergunta ecoa principalmente quando ouvimos adolescentes e adultos jovens dizendo, com frustração: “Meus pais nunca me ensinaram português. Eu queria ter aprendido. Eu queria ter conhecido mais do Brasil.”

Nesta edição, na coluna Atlanta Superbacana, falamos sobre a cultura latina em evidência. Aqui, na capa, o convite é outro: transformar o orgulho em prática. Como passar adiante o que somos para filhos que nasceram ou cresceram aqui e que são, ao mesmo tempo, profundamente americanos e profundamente nossos?

Brasileiros-americanos: não é só onde nasceram. É como pertencem

A cultura dos brasileiros que não cresceram no Brasil costuma ser construída em camadas. De um lado, a escola, as amizades, o idioma dominante e os códigos sociais americanos. Do outro, a casa, as histórias, os temperos, o humor, a fé, as músicas e os afetos brasileiros, quando isso é cultivado.

E aqui está um ponto essencial: a absorção da cultura americana acontece com força semelhante para crianças nascidas aqui e para crianças que chegaram pequenas. O que muda, muitas vezes, não é a capacidade da criança. É o ambiente linguístico e cultural que ela encontra dentro de casa.

Os números ajudam a entender o contexto. Estimativas oficiais brasileiras apontam cerca de 1,9 milhão de brasileiros vivendo nos Estados Unidos. E o multilinguismo já faz parte do cotidiano americano: no período 2017–2021, cerca de 22% das pessoas com 5 anos ou mais falavam em casa um idioma diferente do inglês. O português aparece com força nessa paisagem, com estimativas de centenas de milhares de pessoas falando português em casa nesse mesmo período. Em outras palavras: criar uma casa bilíngue não é exceção. É parte da experiência contemporânea americana.

A ciência do cérebro bilíngue e por que isso é um presente

A pergunta que muitos pais fazem é direta: “Se eu falar português em casa, meu filho vai atrasar no inglês? Vai ter problemas na escola?”

A resposta científica e clínica mais honesta é: não. Crianças bilíngues não são mais propensas do que crianças monolíngues a ter dificuldades de linguagem ou atrasos por causa do bilinguismo. O que costuma confundir

Katcha & Nicholas Moschitta
Katcha & Nicholas Moschitta
Estela Young & Beatriz Savioli

não é a existência de duas línguas, e sim o estresse e a pressão emocional em torno delas.

Outro ponto que tranquiliza muitas famílias: misturar línguas no começo (o famoso “mistura inglês com português”) é comum. Isso não é sinal de fracasso, é sinal de repertório em construção.

Sobre “vantagens do cérebro bilíngue”, existem pesquisas que associam bilinguismo a benefícios como flexibilidade cognitiva e controle executivo, embora especialistas também reconheçam que os resultados podem variar conforme contexto, estímulos e consistência. Mas, para quem cria filhos, o ponto prático costuma ser maior do que qualquer debate acadêmico: bilinguismo amplia acesso.

Acesso ao quê? À conversa com avós sem tradução. À história da família. À cultura sem legenda. Ao pertencimento inteiro.

Mitos que ainda atrapalham e como desmontar sem culpa

Algumas frases repetidas por décadas continuam travando pais bem-intencionados. Vale encarar com serenidade e firmeza.

“Bilinguismo confunde a criança.”

O que confunde a criança é a mensagem emocional. Se português vira bronca, vergonha ou “prova”, a criança rejeita. Se vira vínculo, ela se aproxima.

“Se meu filho tem atraso de fala, preciso parar o português.”

Se existe um atraso real, ele tende a aparecer nas duas línguas. O caminho recomendado é avaliação adequada, de preferência com profissionais que entendam o desenvolvimento bilíngue, em vez de abandonar a língua de herança por medo.

“Para dar certo, tem que ser 50/50 perfeito.”

Na vida real, raramente é. O que pesa é exposição consistente e significativa, dentro do que a rotina permite.

Uma conversa franca, do jeito que acontece em casa

Se você já tentou falar português e ouviu “English, please”, respire. Você não está sozinho. Muitos pais vivem esse momento. O que funciona, quase sempre, tem menos cara de “aula” e mais cara de convivência.

A língua precisa ser associada a afeto. A criança aprende português quando o português mora na rotina, nas risadas e nos rituais. E isso se constrói com pequenas escolhas repetidas.

Alguns caminhos simples, quando colocados em prá-

Cristiane Pope & Thaynara
Cristiane Pope & Rebecca
Thaynara & Rebecca

tica com constância, mudam tudo:

Falar português em momentos previsíveis do dia, como manhã, hora de dormir ou refeições. Contar histórias da própria infância com detalhes, nomes, lugares, cheiros. Colocar música brasileira no carro e cantar junto. Cozinhar com a criança e nomear ingredientes em português. Assistir a desenhos e filmes com áudio em português, sem forçar nada. Fazer o Brasil aparecer com naturalidade, e não só em “ocasiões especiais”.

E tem uma dica que vale ouro: troque correção por continuidade. Se a criança falou errado, continue a conversa. A correção pode vir depois, com leveza, ou nem precisa vir se a mensagem foi entendida. O objetivo é língua viva, não performance.

Quando só um dos pais é brasileiro e o português vira “minoria”

Esse é um cenário comum nas famílias com crianças brasileiras-americanas. E ele exige estratégia, não heroísmo.

Quando o pai ou a mãe brasileiro tenta carregar tudo sozinho, o português vira esforço individual. O jogo muda quando o outro cuidador apoia a cultura como valor da família, mesmo sem falar fluentemente. Às vezes, esse apoio começa com frases simples, “boa noite”, “parabéns”,

“eu te amo”, “vamos lá”. Quando a criança percebe que a casa respeita o português, ela entende que aquilo importa.

Bilinguismo não é perfeição. É prioridade.

Mamães que decidiram não deixar o Brasil virar lembrança

E para completar a nossa matéria de capa, não poderíamos deixar mencionar algumas histórias de famílias da nossa comunidade que viveram e ainda vivem esse processo.

Katcha Moschitta e Nicholas

Casada com americano e mãe de filho único, Katcha decidiu cedo que o português faria parte da rotina. Ela cantava para o filho Nicholas, conversava, contava histórias, mantinha o vínculo com a família no Brasil. Nicholas cresceu ouvindo sobre avós, tios, primos, e foi ao Brasil várias vezes. Hoje, aos 22 anos, e o nosso modelo de capa da Cia Brasil Magazine deste mês, transita com naturalidade entre a comunidade americana e a brasileira e está terminando a faculdade em Administração.

Cristiane Pope: duas filhas, duas fases, uma lição

Cristiane é casada com um americano e tem duas filhas: Thaynara, de 24 anos, e Rebecca, de 11. Ela

conta que a diferença de idade entre as duas ajudou a ajustar rotas. Thaynara fala, lê e escreve português. No high school, foi colunista da Cia Brasil Magazine na coluna “Espaço Teen”, escrevendo sobre a vida como brasileira-americana, e isso fortaleceu o idioma e a identidade. Hoje, ela cursa Comunicação e Marketing.

Com Rebecca, o processo exigiu mais intenção. Thaynara ajudou a ensinar a irmã. Rebecca aprendeu sobre a história da família, participa de pesquisas da árvore genealógica e faz voluntariado na escola, em Cobb County, ajudando crianças recém-chegadas do Brasil a traduzir do inglês para o português e a se sentirem mais acolhidas em uma escola nova onde elas não entendem o idioma. Ela faz isso com orgulho. “Quando eu vejo que uma criança não está entendendo, eu tento ajudar até elas passarem pelo ESOL e aprenderem a falar o inglês”, conta, orgulhosa, a jovem Rebecca.

A prática de tradução silmultânea ajudou Rebecca não apenas a treinar o português, mas também a ganhar agilidade nos estudos, inclusive em matemática e química. Depois de ajudar com tradução, o boletim tem chegado com quase todas as notas “A”. Quando a cultura vira missão, ela deixa de ser “peso” e vira orgulho.

Flavia & Henry Marcia, Flavia & Henry

Flavia Leticia e o pequeno Henry

Henry tem 3 anos, filho único de mãe brasileira e pai americano. Ele já aprendeu a falar português e Flavia já traçou um plano contínuo para português e cultura, e Henry tem um diferencial importante: a avó atua como professora particular de português em Atlanta. Quando mais de um adulto sustenta a língua, o português deixa de ser “uma luta de uma pessoa só” e vira ambiente.

Danielle Rocha: irmãos com idades diferentes, apoio diário

Danielle vive um cenário comum: grande diferença de idade entre os filhos. Mathew, hoje com 22 anos, ajudou a ensinar português ao irmão Daniel de 8, que ainda mantém sotaque americano ao falar português. Isso não é problema, é parte do caminho. Danielle resume com simplicidade: “Eu tive muita ajuda da minha mãe e do Mathew, que conversa com ele em português diariamente.”

Estela Young e Beatriz: o português que ficou com sotaque e com amor

Beatriz tem 24 anos e se graduou na faculdade. Ela veio para os Estados Unidos com 6 e assimilou rápido a língua e a cultura americanas.

Ainda assim, o português permaneceu. Hoje, ela fala com seu charmoso sotaque carioca, lembrando uma verdade que alivia muitos pais: não precisa soar perfeito. Precisa soar verdadeiro.

Cultura também é saúde emocional

Existe um lado psicológico que muitos pais só percebem tarde: quando a criança não fala a língua da família, ela pode perder acesso a partes importantes de pertencimento. Isso pode aparecer como vergonha, irritação, distância dos avós ou a sensação de “não ser de lugar nenhum”.

E aqui entra um cuidado: se a criança está vivendo ansiedade, isolamento, conflitos de identidade ou bullying, vale considerar acompanhamento psicológico com alguém que entenda contexto multicultural. Isso não é exagero. É prevenção.

Recursos na Geórgia: você não precisa fazer sozinho

Nossa comunidade tem um recurso precioso: o CAEBA (Centro de Arte e Educação Brasil Atlanta), uma non-profit com a missão de levar português e cultura brasileira para crianças na Geórgia. O CAEBA oferece aulas e funciona como ponto de encontro comunitário. Saiba mais em

www.caeba.org.

Além disso, existe um caminho que cabe em quase toda rotina: ligações curtas e frequentes com familiares no Brasil, leitura de historinhas por vídeo, áudios contando histórias da família, uma “caixa de memórias” com fotos e narrativas, livros em português quando disponíveis na biblioteca, e viagens ao Brasil com pequenas “missões” para a criança, como entrevistar um avô ou aprender uma receita.

Seu filho pode ser 100% americano e 100% brasileiro. Mas isso não acontece sozinho. A cultura que não é praticada vira lembrança distante.

A boa notícia é que quase sempre dá para recomeçar. Comece pequeno e com constância: uma conversa por dia em português, uma história por semana, um ritual por mês. Criar filhos bilíngues não é uma meta de perfeição. É um ato de amor repetido, do jeito possível, dentro da vida real.

Da redação

Capa: Nicholas Moschitta Fotos por Cristina Knipfer Photography

Danielle, Mathew & Daniel
Danielle, Mathew & Daniel

ANIVERSÁRIO DE NICHOLAS MOSCHITTA

No dia 18 de fevereiro o brasileiro Nicholas Moschitta celebra mais um ano de vida. A fotógrafa Cristina Knipfer registrou este momento com um animado ensaio fotográfico.

Photos by Knipfer Photography Contato:
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VOCÊ SABIA QUE SUAS ROUPAS PODEM REGULAR SUAS EMOÇÕES SEM VOCÊ PERCEBER?

Você sabia que as cores podem influenciar suas emoções?

Já reparou que em alguns dias tudo o que você quer é vestir preto, enquanto em outros bate vontade de tons claros, suaves ou vibrantes? Isso não é acaso, nem apenas preferência estética. As cores têm impacto no nosso sistema emocional, e a forma como nos vestimos pode funcionar como uma ferramenta discreta de autorregulação.

Como terapeuta e consultora de imagem, eu costumo dizer que a roupa é o primeiro diálogo emocional que temos com o mundo e com nós mesmas, todos os dias. Antes mesmo da fala, o corpo já está comunicando, sentindo e reagindo.

A cor como estímulo emocional

O cérebro responde às cores rapidamente. Elas podem ativar memórias, sensações físicas e estados emocionais. Não existem regras fixas, mas existem tendências que aparecem com frequência, sempre atravessadas pela nossa história pessoal.

Na moda, a roupa muitas vezes fala de desejo, status e construção de imagem. Aqui, ela fala de cuidado emocional. Vestir-se com consciência não é obedecer códigos, e sim reconhecer como você está por dentro.

Há dias em que o corpo pede recolhimento. Em outros, pede expansão. A escolha da cor pode acompanhar esse movimento sem alarde, como um ajuste delicado do nosso estado interno. Não para corrigir sentimentos, mas para ervosa -los.

Uma imagem saudável não precisa performar felicidade e nem esconder vulnerabilidade. Ela ampara. Protege. E, às vezes, revela.

Quando usamos uma determinada cor, ela pode:

• Acalmar o ervosa ervosa

• Trazer sensação de segurança

• Estimular energia e ação

• Facilitar introspecção

• Reforçar limites emocionais

Vestir-se pode deixar de ser automático e se tornar um

ato consciente de cuidado. Na maioria das vezes, nós já sabemos quais cores nos favorecem. O ponto está em buscar equilíbrio entre o sentimento do dia e a cor que faz você se sentir mais radiante.

A seguir, um guia para entender o que cada cor costuma despertar emocionalmente.

Azul: segurança e regulação

O azul está associado à calma, à confiança e à estabilidade. Ele ajuda a desacelerar pensamentos acelerados e pode trazer sensação de controle interno.

Funciona bem em dias de ansiedade, excesso de estímulo ou quando você precisa se sentir segura, centrada e mais objetiva.

Verde: equilíbrio e restauração

O verde conversa com o corpo quando estamos emocionalmente cansadas. É ligado à sensação de equilíbrio, recuperação e recomeço.

É uma boa escolha para

momentos de transição, períodos de desgaste, fases em que você sente que precisa “voltar para o eixo” e recuperar fôlego com gentileza.

Branco e tons claros: clareza e recomeço

O branco amplia e traz sensação de espaço interno. Em muitos casos, transmite leveza e limpeza mental. Em outros, pode gerar vulnerabilidade, justamente por “deixar tudo à mostra”.

Funciona bem em fases de recomeço ou quando você quer simplificar a mente, desde que você não esteja em um dia emocionalmente exposto demais.

Preto: proteção e contenção

Ao contrário do que muita gente pensa, preto não é ausência de emoção. Para muitas pessoas, preto é proteção. Ele aparece em momentos de luto, introspecção, cansaço emocional ou quando precisamos de limites mais claros.

É uma cor que ajuda a con-

ter, organizar e colocar uma espécie de “casca” ao redor de você, especialmente em fases em que o mundo parece invasivo.

Vermelho: vitalidade e presença

O vermelho ativa energia, força e impulso. Pode empoderar, mas também pode sobrecarregar, dependendo do seu momento emocional.

Ele costuma funcionar quando há apatia, baixa autoestima ou necessidade de se posicionar. Mas pede escuta interna: se você já está acelerada, talvez seja melhor dosar em detalhes, em vez de usar como protagonista.

Amarelo: estímulo e criatividade

O amarelo é ligado à mente, à comunicação e à expansão. Em equilíbrio, ele estimula alegria, leveza e criatividade. Em excesso, pode aumentar agitação e ansiedade.

É uma boa aposta para dias de ideias, encontros, aulas, reuniões e movimento social. Se você estiver no limite, talvez valha escolher versões mais suaves.

Tons terrosos: acolhimento e pertencimento

Bege, marrom, caramelo e terracota trazem sensação de chão. São cores que comunicam estabilidade e conforto emocional.

Perfeitas para momentos de instabilidade, insegurança, saudade, ou quando você quer se sentir “em casa” no próprio corpo. Elas ajudam a ancorar. Vestir-se como ferramenta de cuidado

Quando escolhemos cores com consciência, não estamos forçando um estado emocional. Estamos dialogando com ele. A pergunta muda: em vez de “qual cor está na moda?”, vale perguntar:

O que eu preciso sentir hoje

para atravessar o dia com mais gentileza comigo mesma?

Às vezes, a cor que nos atrai revela exatamente o que está faltando. Em outras, ela mostra o que estamos tentando proteger.

Na terapia e na consultoria de imagem, eu observo que o armário é um mapa emocional vivo. Ele guarda fases, expansões, dores e silêncios. Aprender a usar as cores a seu favor é uma forma prática de escuta emocional aplicada ao cotidiano.

O cuidado com a imagem precisa ser aliado, não cobrança. Usar cores como apoio não é fingir felicidade e nem vestir uma máscara social. É escolher um suporte, como quem ajusta a rota do próprio dia.

Da próxima vez que você for se vestir, experimente trocar a pergunta “o que vão pensar?” por:

O que meu corpo está pedindo hoje?

Essa cor me acolhe ou me pressiona?

Estou me vestindo para me proteger, me expandir ou descansar?

A moda pode ser muito mais do que estética. Ela pode ser linguagem emocional, autocuidado e presença. E quando a imagem nasce desse lugar, ela deixa de ser superficial e passa a ser profundamente significativa.

Texto por Jô Carine Molina www.jocarine.com

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EDINHO, MANGARÁ: UM ÁLBUM QUE FLORESCE DA VIDA REAL

Em Mangará, Edinho entrega um dos trabalhos mais consistentes e sensíveis de sua trajetória. Fundador e principal idealizador do Sarau do Adinho, o artista apresenta um álbum autoral que nasce do cotidiano, da escuta do que acontece ao redor e da maturidade de quem transforma experiência em linguagem musical.

O disco se constrói como um território de afetos, observações e delicadezas. Reúne faixas inéditas que reafirmam uma identidade artística coerente, refinada e profundamente conectada à vida real. Em cada canção, há a assinatura de um compositor atento às sutilezas do existir, capaz de traduzir em melodia e poesia aquilo que, tantas vezes, passa despercebido na rotina.

Entre os momentos mais emblemáticos do álbum está “Dente de Leão”, gravada em parceria com o consagrado Filó Machado. O encontro entre os dois artistas atravessa gerações e estéticas, resultando em uma interpretação de grande densidade poética, harmônica e emocional. Embora seja a única faixa que não nasce como composição inédita, a nova gravação dialoga plenamente com a atmosfera de Mangará e se integra de forma orgânica à proposta do projeto.

Além desse encontro mar-

cante, o álbum apresenta outras faixas que evidenciam a força autoral de Edinho, como “Acordei” e a faixa-título “Mangará”, que sintetiza o espírito estético e conceitual do disco. Todas as canções são assinadas por Edinho, algumas em parceria com Patrícia Gonçalves, revelando um processo criativo íntimo, coeso e guiado por vivências pessoais, observações do cotidiano e reflexões sensíveis sobre o existir.

Musicalmente, Mangará se insere no universo da MPB contemporânea com um caráter eclético e elegante. A identidade baiana do artista aparece em nuances rítmicas e melódicas que dialogam com o Nordeste, enquanto o repertório também se permite atravessar por atmosferas mais pop e por arranjos que valorizam harmonias elaboradas, melodias bem desenhadas e uma escuta generosa. Nada soa excessivo. O álbum encontra equilíbrio, apuro estético e uma musicalidade que convida tanto à contemplação quanto à escuta atenta.

Como desdobramento especial do projeto, Edinho aproveitou o processo criativo para registrar sua primeira canção autoral de temática natalina, em parceria com a Camerata de Jundiaí, sob regência do maestro Felipe Gadioli, em colaboração com o Instituto Cardim. A grava-

ção amplia o alcance artístico do trabalho ao unir a canção popular a uma formação orquestral, criando um diálogo sensível e simbólico entre universos sonoros distintos.

Gravado no próprio estúdio do artista, Mangará preserva um caráter intimista, presente tanto no resultado musical quanto no material audiovisual que acompanha o lançamento. Parte da produção foi viabilizada por meio do edital Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), com apoio da Secretaria de Cultura de Vargem Grande Paulista e do Governo Federal do Brasil. A outra parte foi realizada com recursos próprios, evidenciando o comprometimento e a autonomia artística de Edinho na concretização do projeto.

Mais do que um lançamento fonográfico, Mangará se apresenta como um convite à escuta desacelerada, à reflexão sobre a vida como ela se apresenta e ao encontro com canções que brotam diretamente do chão da experiência humana. Um álbum que floresce com verdade, delicadeza e identidade própria.

Para saber mais sobre o artista, acompanhar novidades e conhecer detalhes sobre o álbum Mangará, acesse @saraudoedinho (Instagram).

Nota: As informações apresentadas neste texto foram concedidas a partir do resumo do artista, fornecido por sua assessoria de imprensa, via Patrícia Gonçalves.

Foto: divulgação

ANSIEDADE PODE ACELERAR O SEU ENVELHECIMENTO?

O que

os telômeros mostram sobre estresse crônico

e por que seu corpo pode estar pagando essa conta sem você perceber.

Você já teve a sensação de que sua mente não desliga? O corpo cansa, o sono não “recarrega” e até pequenas preocupações parecem enormes. Muita gente descreve isso como viver no modo alerta. O que a ciência vem mostrando é que esse estado não fica só na cabeça. Ele também se reflete no corpo, inclusive em estruturas microscópicas ligadas ao envelhecimento celular: os telômeros.

Telômeros são como “capi-

nhas protetoras” nas pontas dos cromossomos. A cada divisão celular, eles tendem a ficar um pouco menores. Com o passar dos anos, telômeros muito curtos se associam a maior vulnerabilidade do organismo, porque as células passam a ter mais dificuldade para se renovar com eficiência. Por isso, o comprimento dos telômeros é estudado como um marcador biológico relacionado ao envelhecimento. Importante: quando você vê frases como “dano ao DNA”, na prática, mui-

tos conteúdos estão se referindo a esse desgaste celular e ao encurtamento dos telômeros (que são parte do DNA), não a uma “quebra” direta do DNA no sentido popular do termo.

O que um estudo de Harvard observou

Em 2012, pesquisadores do Brigham and Women’s Hospital (instituição afiliada à Harvard Medical School) analisaram dados de 5.243 mulheres entre 42 e 69 anos, participantes do Nur-

ses’ Health Study. As voluntárias responderam a um questionário validado para medir ansiedade do tipo fóbica (um padrão de ansiedade persistente, com medos intensos e preocupações que tendem a se repetir), e os pesquisadores mediram o comprimento relativo dos telômeros em células do sangue.

O achado chamou atenção: mulheres com níveis mais altos de ansiedade fóbica apresentaram telômeros mais curtos. A diferença observada foi semelhante ao que se vê, em média, entre mulheres com cerca de seis anos a mais de idade.

Aqui vai um ponto essencial: esse tipo de estudo mostra associação, não prova causa e efeito. Os próprios autores destacam que não dá para afirmar o que veio primeiro, a ansiedade ou os telômeros mais curtos. Ainda assim, o estudo é relevante porque conecta um tipo comum de estresse psicológico a um mecanismo biológico plausível relacionado ao envelhecimento.

Por que a ansiedade pode acelerar o desgaste do corpo

Quando o cérebro interpreta ameaça, ele aciona uma resposta automática de sobrevivência. No curto prazo, isso é útil. O problema é quando essa resposta fica ligada por semanas ou meses. É como manter o motor acelerado o dia inteiro.

1. Hormônios do estresse em excesso

Cortisol e adrenalina elevados por longos períodos podem afetar sono, apetite, foco, memória e imunidade. O corpo passa a “economizar” energia do que não é prioridade no modo

alerta e isso cobra um preço. 2. Inflamação e estresse oxidativo

A literatura científica sobre telômeros aponta que o estresse crônico pode aumentar processos inflamatórios e oxidativos. E os telômeros são particularmente sensíveis a esse tipo de desgaste.

3. Sono fragmentado

Dormir mal reduz a capacidade do organismo de regular emoções e recuperar tecidos. O ciclo vira uma roda: ansiedade piora o sono e sono ruim piora a ansiedade.

4. Hábitos que parecem aliviar, mas aumentam a carga

Excesso de cafeína, álcool para “desligar”, sedentarismo e alimentação ultraprocessada podem oferecer alívio momentâneo, mas mantêm o sistema nervoso mais reativo e dificultam a recuperação.

O que você pode fazer na prática para proteger sua saúde a longo prazo

A boa notícia é que intervenções simples, repetidas com consistência, podem ajudar a reduzir a carga fisiológica do estresse. Pense em estratégia, não em perfeição.

1. Treine o corpo a sair do modo alerta

Uma técnica rápida é a respiração com expiração mais longa: inspire pelo nariz contando até 4 e expire contando até 6. Repita por 2 a 3 minutos. Isso pode ajudar o sistema nervoso a migrar para um estado mais calmo.

2. Movimento diário, mesmo que pouco

Caminhadas, alongamentos e exercícios leves ajudam a regular hormônios do estresse, melhoram circulação e favorecem o sono. O melhor exercício é o que você consegue manter.

3. Trate o sono como prioridade de saúde

Horário regular para dormir e acordar, luz baixa à noite, menos telas antes de deitar e cafeína só até o início da tarde. Se o sono está cronicamente ruim, vale conversar com um profissional de saúde.

4. Estabilidade alimentar para um cérebro mais estável

Proteínas, fibras e gorduras boas ajudam a evitar picos e quedas bruscas de energia. Hidratação também conta. Oscilações intensas de glicose podem amplificar irritabilidade e sensação de ansiedade.

5. Reduza “microameaças” do dia a dia

Notificações constantes, multitarefa e excesso de notícias mantêm o cérebro em vigilância. Experimente horários definidos

para redes sociais e notícias, e silencie alertas que não são essenciais.

6. Apoio profissional quando necessário

Terapias baseadas em evidências podem ajudar a quebrar padrões de preocupação e reatividade. Em alguns casos, medicação é indicada e pode ser parte importante do tratamento.

7. Cuide do corpo para ajudar a mente

Dor crônica, tensão muscular e limitação de mobilidade podem manter o organismo em estado de estresse. Para muitas pessoas, melhorar postura, movimento e reduzir desconfortos físicos ajuda a dormir melhor e a “baixar o volume” do sistema nervoso. A quiropraxia, quando indicada e realizada por profissional qualificado, pode integrar um plano de cuidado conservador voltado para função, mobilidade e bem-estar geral, em conjunto com outros cuidados de saúde.

Quando é hora de acender o sinal amarelo

Se a ansiedade começa a in-

terferir no trabalho, nos relacionamentos, no apetite, no sono ou na sua capacidade de aproveitar a vida, não normalize isso. Ansiedade tem tratamento. E quanto mais cedo você cuida, menor tende a ser o impacto cumulativo no corpo.

Se você ou alguém próximo estiver em sofrimento intenso ou com pensamentos de autoagressão, procure ajuda imediata (nos EUA, ligue 988 ou 911).

Envelhecer é inevitável, mas viver sob estresse constante não precisa ser. Seu corpo está sempre conversando com a sua mente. A ciência dos telômeros é mais uma forma de lembrar que saúde emocional e saúde física caminham juntas.

Quer saber mais?

Visite o Berklich Chiropractic Center em Alpharetta e agende sua avaliação com a equipe. Se você sente que o estresse está “morando” no seu corpo, com tensão no pescoço, dores nas costas, cefaleias ou dificuldade para relaxar, podemos ajudar a construir um plano de cuidado conser-

vador, seguro e individualizado, integrado à sua rotina de saúde.

Fontes e leituras recomendadas

• Okereke OI, et al. High Phobic Anxiety Is Related to Lower Leukocyte Telomere Length in Women. PLOS ONE (2012).

• National Institute on Aging (NIH). Materiais sobre biologia do envelhecimento, telômeros e senescência celular.

• Shalev I. Stress and Telomere Biology: A Lifespan Perspective. Revisão científica (PMC).

• Brigham and Women’s Hospital. Comunicado científico sobre ansiedade fóbica e telômeros (2012).

• Chang SC, et al. Estudo prospectivo sobre sintomas e variação de telômeros ao longo do tempo (2018).

Texto por Dr. Jeffrey D Berklich CEO do Berklich Chiropractic Center Alpharetta, GA | (770) 475-2225 Agendamentos disponíveis em português e inglês.

Conheça o Dr. Jeffrey D Berklich

DC MPH DABCO - Board Certified Chiropractic Orthopedist

Dr. Berklich é um ortopedista quiroprata certificado pelo Conselho de Medicina Americano, com mestrado em Saúde Pública pela Tulane University, Escola de Saúde Pública e Medicina Tropical em Ciências Ambientais, Saúde Ocupacional e Gestão de Segurança. É um especialista em tratamento da coluna vertebral com credenciamento em Engenharia Biomecânica da Coluna, Patologia do Trauma da Coluna e MRI Spine, Universidade Estadual de Nova York em Buffalo, Escola de Medicina e Ciências Biomédicas Jacobs. Praticando medicina há mais de 30 anos como quiropraxista ortopédico, Dr. Berklich vem tratando dores nas costas e pescoço, hérnias de disco e se especializando no diagnóstico e tratamento de lesões relacionadas a acidentes de automóveis.

No dia 28 de Janeiro de 2026 Cristina conquistou a sua cidadania americana. Neste dia ela fez o juramento da bandeira na cerimônia de naturalização no USCIS acompanhada de familiares e amigos.

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RESTAURANTES

COPA BISTRO - 2628 PIEDMONT RD NE, ATLANTA, GA 30324 (NO PRÉDIO BUCKHEAD EATS)...................................................(470) 983-0370

SABOR DO BRASIL RESTAURANT - 2858 Delk Rd SE Suite 120, Marietta, GA, 30067............(770) 541-2625

RIO STEAKHOUSE AND BAKERY 1275 Powers Ferry Rd ste 230, Marietta, GA 30067

FOGO DE CHÃO BRAZILIAN STEAKHOUSE: 3101 Piedmont Rd NE, Atlanta, GA 30305

PASSADOR BRAZILIAN STEAKHOUSE:2355 Mansell Rd, Alpharetta, GA 30022 ..................(770) 837-3919

GOIANÃO RESTAURANT: 1475 Terrell Mill Rd Ste 103 Marietta, GA 30067.................... (678) 888-9135

SAMBA STEAKHOUSE: 5690 Cumming Hwy NE, Sugar Hill, GA 30518............................(678) 541-5277

PORTO BRASIL RESTAURANT: 7887 Roswell Rd Ste D- Sandy Springs, GA 30350 ............. (678) 580-1904

MINAS GRILL: 2555 Delk Rd Ste B4, Marietta, GA 30067

PADARIAS & CAFÉS

BRAZILIAN BAKERY CAFÉ

1260 Powers Ferry Rd # A, Marietta, GA 30067

IG:@brazilianbakerycafe ........... (770) 818-0088

BRAZILIAN BAKERY TOO - SANDY SPRINGS

8363 Roswell Road, Sandy Springs, GA 30350

GOIANÃO BAKERY: 1475 Terrell Mill Road SE, Marietta, GA 30067...........................(770) 984-9191

ROSE'S BRAZILIAN BAKERY: 3349 Canton Rd suite 219, Marietta, GA 30066........... (678) 744-2459

IPANEMA BRAZILIAN BAKERY: 4005 Old Milton Pkwy. Ste. 104 Alpharetta, GA 30005..(678) 867-2115

TASTY BAKERY CAFÉ: 840 Ernest W Barrett Pkwy NW, Ste. 356, Kennesaw, GA 30144....(678) 398-9146

MARIETTA COFFEE COMPANY - 1598 Roswell Rd, Marietta, GA 30062...........................(678) 765-8885

LA CLINICA DEL NIÑO:

BODYZILIAN WAX, LLC: 5211 Peachtree Blvd., St 1110, Chamblee, GA 30341.............404.444.8095

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RELAX & WAX AUTHENTIC BRAZILIAN WAX & SUGARING: 2980 Cobb Pkwy #136, Atlanta, GA 30339 ................................................(770) 575-4944

PAULA'S BRAZILIAN WAX HAIR REMOVAL: 2211 Roswell Rd. Suite 158 - Marietta, GA 30062 (404) 924-5124

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BELLA WAX CENTER | BRAZILIAN WAX & LASER HAIR REMOVAL: 2355 Cumberland Pkwy SE, Atlanta, GA 30339.....................(678) 884-9966

ALE BEAUTY SPA: 2550 Cobb Pkwy SE Suite 202, Smyrna, GA 30080.........................(678) 401-4950

BRAZILIAN BODYWAX + SPA: 1860 Atkinson Rd NW, Lawrenceville, GA 30043.........(404) 781-1538

BODY WAX SALON: 2550 Sandy Plains Road #141, Marietta, Georgia 30066.................(770) 241-1639

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WOMEN’S INTEGRATIVE OB/GYN

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Gynecologic Surgeon Women's Integrative OBGYN, Health & Wellness. ♦ 3280 Howell Mill Rd NW, SUITE 304, Atlanta, GA 30327 ♦ 401 South Main, Suite B-3, Alpharetta, GA, 30009..............................................(404) 388-6219

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ARTS OF HEALING ACUPUNTURA: 1709 Ridgeway Avenue NW, Atlanta, GA 30318 Atlanta Midtown e Sandy Springs.........................(404) 355-1662

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INJECTABLES AT WOMEN'S INTEGRATIVE OBGYN & WELLNESS - BOTOX & FILLERS | MEDICAL COSMETICS (LABIAPLASTY) | Dra. Stacey Pereira .....................(404) 388-6219

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HILL BEAUTY & LASER

IGREJAS

NEW ALLIANCE MISSIONARY CHURCH | Pastores Mauricio e Renata Silva. 975 Cobb Pl Blvd NW Suite 101, Kennesaw, GA 30144.

RESTORING LIVES CHURCH

Pastores Marcos e Luciane Muniz. 636 Roswell St NE, Marietta, GA 30060 - ..................404.948.7928

EASTSIDE BRAZILIAN CHURCH

Pr. Lindolfo Santos

2450 Lower Roswell Rd, Marietta, GA 30068

FOUNTAIN OF LIFE CHURCH

ATLANTA | 2852 Delk Rd SE suite 208, Marietta, GA 30067

MSBN CHURCH ATLANTA 505 Commerce Park Dr SE STE A, Marietta, GA 30060

SHALOM ASSEMBLY OF GOD | 1166 Franklin Gateway SE, Marietta, GA 30067

SHALOM CHURCH | 7878 Roswell Rd UNIT I, Sandy Springs, GA 30350

ASSEMBLEIA DE DEUS MINISTÉRIO DO BELÉM | 35 Leader Rd SW, Marietta, GA 30008

IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO: 4061 Kings Springs Rd., Smyrna, GA 30082 | 678.581.0471.

AGAPE INTERNATIONAL CHURCH 840 Park Dr. SE, Marietta, GA 30060

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PRESBYTERIAN BRAZILIAN CHRISTIAN CHURCH | 505 Powers Ferry Rd, Marietta, GA 30067

IGREJA UNIVERSAL |470 Franklin Gateway SE #103, Marietta, GA 30067

IGREJA PENTECOSTAL DEUS É AMOR | 1842 Terrell Mill Road SE, Marietta, GA 30067

ASSEMBLÉIA DE DEUS DO BRÁS EM ATLANTA | 1800 Roswell Rd Marietta, GA 30062

LIFE WAY CHURCH | 1991 Davis Ln, Marietta, GA 30067

NOVA CHURCH ATLANTA | 2030

Powers Ferry Rd Se, Atlanta, GA

30339 – Building 500 Suite 540

ICC ATLANTA CHURCH | 1240

Powers Ferry Rd, Marietta, GA 30067

IGREJA DO DEUS VIVO | 1698 Sands Place, Marietta, GA 30067

IGREJA NEWLIFE ATLANTA | 7740 Roswell Rd, Ste 700, Atlanta, Georgia

LAGOINHA ATLANTA CHURCH | 2060 Lower Roswell Rd, Marietta, GA 30068 - Pastor Leo

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