Carta do
Superior Geral Carta do Irmãos Maristas
Brasas
Superior Geral
ardentes,
testemunhas da
Fé
6 de junho de
Irmãos Maristas
2013
Queridos maristas de Champagnat, Por ocasião da festa de nosso fundador, neste ano de 2013, quis unir a tradicional mensagem enviada nestas datas com a comunicação da alegre notícia da iminente beatificação dos Irmãos Crisanto, Aquilino, Cipriano José e 65 companheiros (dois dos quais, Leigos), mártires na Espanha entre os anos 1936 e 1939. Nosso grupo de mártires faz parte de um total de 524 pessoas, testemunhas da fé e mártires na Espanha no século XX, que serão beatificados em Tarragona (Espanha), no domingo 13 de outubro de 2013. Esta celebração coincidirá com o encerramento do ano da fé, inaugurado pelo Papa Bento XVI em Roma, em outubro de 2012, no início do Sínodo sobre a Nova Evangelização. Por isso mesmo, como Instituto marista, quisemos sublinhar essa dimensão de profundidade que animava nossos mártires, qualificando-os de testemunhas da fé. A palavra mártir, proveniente do grego, significa testemunha ainda hoje nesta língua. Não é isto o que foi cada um dos membros desse grupo numeroso de 68 mártires? De idades que oscilam entre os 19 e os 63 anos (dois terços dentre eles tinham menos de 40 anos); de origens geográficas e familiares muito diversas (três deles eram franceses); com habilidades e capacidades distintas; Irmãos e Leigos… O que tinham em comum era uma fé profunda que deu sentido a suas vidas e, chegado o momento, também a suas mortes. Inspirados por Maria, seguidores de Champagnat, hoje interpelam a nós, que vivemos na aurora do século XXI. É verdade que sua memória está longe no tempo, e talvez não compreendamos bem os processos de beatificação e canonização, porém, de fato, eles nos surpreendem com uma mensagem totalmente atual. A seguir encontramos a lista dos que vão ser beatificados. Nela se detalha o nome de religioso (naquela época se mudava o nome na tomada de hábito); o nome de família; o lugar de origem e a idade que tinham quando foram assassinados.
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Como Instituto marista, quisemos sublinhar essa dimensão de profundidade que animava nossos mártires, qualificandoos de testemunhas da fé.