Ano V - Número 257
15 de março de 2013
Notícias Maristas Irmãos Maristas - Casa General - Roma
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Habemus Papam Annuntio vobis gaudium magnum
A
chaminé da Capela Sistina, após um pouco de incerteza, parece indicar com clareza a eleição do Papa: a fumaça é branca. No Vaticano, são 19:06 de 13 de março de 2013. As pessoas se dirigem para a Praça São Pedro. É a curiosidade que as leva a ultrapassar a fronteira simbólica com a Itália: o desejo de ver o novo Papa. Às 20:20 os aplausos, seguidos de gritos de alegria, depois de o Cardeal Jean-Louis Tauran pronunciado a célebre fórmula: Annuntio vobis gaudium magnum: habemus Papam. A preocupação e a perplexidade estão visíveis no rosto de todos quando o cardeal, continuando a pronunciar a fórmula, diz: Eminentissimum ac Reverendissimum Dominum, Dominum Georgium Marium Sanctae Romanae Ecclesiae Cardinalem Bergoglio qui sibi nomen imposuit Franciscum. Peçamos a Deus que o nosso novo Papa Francisco (Cardeal Jorge Mario Bergoglio) possa conduzir com sabedoria a Igreja e que o Espírito Santo lhe ilumine nessa missão como pastor do Povo de Deus.
Uma responsabilidade comum O Ir. Emili Turú opina sobre a atualidade do momento histórico da Igreja
C
omo se realçou nestas últimas semanas, a figura do papado tem um caráter simbólico muito importante. Por isso, não é irrelevante o conteúdo que se dá a essa função, nem tampouco a pessoa que a assume. É evidente que o papa João XXIII marcou uma nova época na historia da Igreja, convidando a um retorno ao essencial e a um profundo aggiornamento, que produziu uma onda de esperança em muitas pessoas. Entretanto, não sou tão ingênuo de pensar
que a Igreja será mais evangélica simplesmente com uma mudança de papa. Dizem que as expectativas são frustrações premeditadas, assim que procuro recordar-me que a Igreja se constrói no dia a dia por milhares de pessoas que procuram viver sua fé com autenticidade. E repito para mim que devo ser uma dessas pessoas. Sim, sonho com uma Igreja simples; contemplativa; acolhedora sem condições; servidora de todos, especialmente das pessoas mais vulneráveis; aberta ao diálogo; realmente comunitária;