ÁGUAS DA MOEDA






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Esta cartilha apresenta uma síntese da atualização do Plano Diretor de Recursos Hídricos (PDRH) da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas. Iniciado em 2012, a partir de uma demanda do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Rio das Velhas), o PDRH levou três anos para ser concluído. A verba que custeou a atualização do documento é proveniente da cobrança pelo uso da água na Bacia.
O principal objetivo do PDRH é viabilizar ações sustentáveis sobre a gestão das águas superficiais e subterrâneas da Bacia e garantir o uso múltiplo e racional dos recursos hídricos.
O PDRH do Rio das Velhas adota um conjunto de oito componentes, integrados por programas. Além disso, abrange várias ações que representam o esforço para enfrentamento das dificuldades atuais, buscando o cenário futuro de uma bacia revitalizada, equilibrada e conservada.
Os principais desafios do PDRH são a implementação dos programas previstos de forma hierarquizada e consistente e a comunicação do conjunto de ações propostas.
A atualização do PDRH do Rio das Velhas está disponível no portal do CBH Rio das Velhas (www.cbhvelhas.org.br/planodiretor), onde podem ser encontrados todos os relatórios parciais e finais do estudo.
O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas foi instituído em 1998, com composição paritária de representantes do poder público, usuários de água e organizações da sociedade civil. O CBH Rio das Velhas tem como objetivo a gestão participativa e descentralizada dos recursos hídricos de seu território, por meio da implementação dos instrumentos técnicos de gestão, negociação de conflitos e promoção dos usos múltiplos da água.
A criação do Comitê foi fundamentada na Lei das Águas - Lei Federal nº 9.433/1997. Tal lei trouxe fundamentos inovadores para a gestão do território, sendo: bacia hidrográfica como base do espaço territorial de gestão; política de gestão compartilhada e participativa; Plano Diretor de Recursos Hídricos como documento legal de planejamento e gestão; enquadramento dos corpos d’água com base na qualidade de suas águas; outorga, cobrança pelo uso da água e banco de informações georreferenciadas. Estes fundamentos são a base para a gestão das águas.

A Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas está localizada na região central de Minas Gerais, ocupa uma área de 29.173 km² e seu rio principal tem extensão de 801 km. O Rio das Velhas nasce no município de Ouro Preto e deságua no Rio São Francisco, em Barra do Guaicuí, distrito de Várzea da Palma. A Bacia abrange 51 municípios, com uma população estimada em 4,5 milhões de habitantes. A região hidrográfica do Rio das Velhas possui contextos ambientais e naturais muito diferentes e é dividida em alto, médio e baixo cursos.
É importante conhecer as limitações do Sistema de Recursos Hídricos na Bacia do Rio das Velhas para avaliar quais ações devem ser adotadas. São três os principais aspectos limitadores:
• Escassa integração entre a gestão de recursos hídricos e a gestão ambiental;
• Falta de um sistema de informações atualizado, integrado e acessível para gerar as informações gerenciais necessárias para a tomada de decisões;
• Implementação apenas parcial, especialmente nos aspectos técnicos, da Agência de Bacia.
01. Ouro Preto
Caeté
Sabará
Belo Horizonte
Contagem 10. Esmeraldas 11. Ribeirão das Neves 12. São José da Lapa 13. Vespasiano 14. Santa Luzia 15. Taquaraçu de Minas 16. Nova União 17. Jaboticatubas
18. Lagoa Santa 19. Confins
Pedro Leopoldo
Matozinhos
Capim Branco
Sete Lagoas
Prudente de Morais 25. Funilândia 26. Baldim 27. Santana do Riacho 28. Jequitibá 29. Araçaí
30. Paraopeba 31. Cordisburgo 32. Santana de Pirapama 33. Congonhas do Norte 34. Conceição do Mato Dentro
35. Presidente Kubitschek 36. Datas
37. Gouveia
38. Presidente Juscelino 39. Inimutaba 40. Curvelo 41. Morro da Garça 42. Corinto 43. Santo Hipólito
44. Monjolos
45. Diamantina
46. Augusto de Lima
47. Buenópolis
48. Joaquim Felício
49. Lassance
50. Várzea da Palma
51. Pirapora



Minas Gerais, Bacia do Rio São Francisco e Bacia do Rio das Velhas
Minas Gerais, Bacia do Rio São Francisco e Bacia do Rio das Velhas
EXTENSÃO DO RIO: 801 km ÁREA: 29.173 km2
POPULAÇÃO: cerca 4,5 milh
A Deliberação Normativa 01/2012 do CBH Rio das Velhas define 23 Unidades Territoriais Estratégicas para a gestão sistêmica e estruturada da Bacia. A definição leva em conta prerrogativas geográficas da Lei das Águas, as características de cada área, bem como sua extensão; número de afluentes diretos; quantidade de municípios; distribuição da população e existência de mais de uma prefeitura na sua composição.
O PDRH do Rio das Velhas adota as UTEs como unidade de estudo e planejamento das metas e ações para gestão dos recursos hídricos da Bacia do Rio das Velhas. Cada UTE prevê a implantação de um subcomitê composto pelos três segmentos sociais: poder público, usuários de água e sociedade civil. Os subcomitês têm o importante papel de articuladores das entidades existentes na Bacia e possuem funções públicas relacionadas às questões ambientais, sociais e educacionais. A criação de subcomitês é importante para a descentralização da gestão das águas.
Águas da
O Subcomitê Águas da Moeda foi instituído em 12 de maio de 2006, composto pelos municípios de Itabirito, Nova Lima, Raposos, Rio Acima e Sabará.


A Bacia do Rio das Velhas e a divisão por UTE
Rio
Afluentes
Limite
1) UTE Nascentes
2) UTE Rio Itabirito
3) UTE Águas do Gandarela
4) UTE Águas da Moeda
5) UTE Ribeirão Caeté / Sabará
6) UTE Ribeirão Arrudas
7) UTE Ribeirão Onça
8) UTE Poderoso Vermelho
9) UTE Ribeirão da Mata
10) UTE Rio Taquaraçu
11) UTE Carste
12) UTE Jabó / Baldim
13) UTE Jequitibá
14) UTE Peixe Bravo
15) UTE Ribeirões Tabocas e Onça
16) UTE Santo Antônio / Maquiné
17) UTE Rio Cipó
18) UTE Rio Paraúna
19) UTE Ribeirão Picão
20) UTE Rio Pardo
21) UTE Rio Curimataí
22) UTE Rio Bicudo
23) UTE Guaicuí
O PDRH do Rio das Velhas apresenta relatórios por UTE, onde são abordados o diagnóstico ambiental, bem como proposição de metas, ações e orçamentos específicos. Além disso, é estruturado para possibilitar a compreensão dos principais problemas relacionados aos recursos hídricos e tem informações organizadas da seguinte forma:
Unidade Territorial Estratégica Águas da Moeda
• Caracterização hidrológica e populacional;
• Mapeamento de uso e cobertura do solo;
• Caracterização física;
• Caracterização biótica;
• Caracterização socioeconômica e cultural;
• Caracterização do setor de saneamento;
• Estudos de disponibilidade hídrica superficial e subterrânea;
• Demandas hídricas;
• Balanço hídrico;
• Análise integrada;
• Metas estratégicas específicas;
• Plano de investimentos e gastos.

A Unidade Territorial Estratégica Águas da Moeda localiza-se no Alto Rio das Velhas e é composta pelos municípios de Itabirito, Nova Lima, Raposos, Rio Acima e Sabará. A UTE possui uma área de 544,32 km² e sua população chega a 89, 5 mil habitantes. Os rios principais da UTE Águas da Moeda são: Rio do Peixe, Ribeirão dos Marinhos, Ribeirão Congonhas, Córrego Padre Domingos e Córrego Água Limpa, com extensão de 42,36 Km dentro da área delimitada para a Unidade Territorial.
A UTE Águas da Moeda teve, entre 2000 e 2010, uma taxa de crescimento de 2,2% ao ano e sua taxa de urbalização é de 97,3%.

Rios principais: Rio do Peixe, Ribeirão dos Marinhos, Ribeirão Congonhas, Córrego Padre Domingos e Córrego Água Limpa
Área da Bacia: 544,32 Km2
Extensão do rio: 42,36 Km
Vazão média de longo período: 10,70 m3/s
Vazão mínima (Q7,10): 3,36 m3/s
Volume outorgado: 419.000 (1.000 m3/ano)
Volume explotável: 88.100 (1.000 m3/ano)
Qualidade da água - IIQ (Índice Integrado de Qualidade): 67,8
Classe da água do rio principal: Classe 1
Municípios componentes: Itabirito, Nova Lima, Raposos, Rio Acima e Sabará
População urbana: 87.159 habitantes
População rural: 2.389 habitantes
População total: 89.548 habitantes
Principal atividade econômica: Mineração
Uso do Solo e Suscetibilidade Erosiva
Na UTE Águas da Moeda a cobertura natural representa 88,3% da superfície, sendo representada por áreas de cerrado (54,3%) e formações florestais (27,1%).
Quanto à suscetibilidade erosiva, a UTE apresenta 68,16% de seu território com forte fragilidade à erosão e 28,79% com média fragilidade.
A agropecuária ocupa 3,97% (21,61 Km²) da área da UTE. Saneamento Ambiental
Na UTE Águas da Moeda ocorre captação de água nos córregos Fechos e Mutuca para abastecimento de Nova Lima (4%) e Belo Horizonte (2%). O complemento do abastecimento de Nova Lima é feito pelo sistema Rio das Velhas.
O Córrego do Enforcado e alguns poços localizados na UTE Águas da Moeda tem uma participação de 29% no abastecimento do município de Rio Acima, com sede fora da UTE.
A UTE Águas da Moeda apresenta o segundo maior consumo per capita na Bacia do Rio das Velhas (172,00 L/ hab.dia), atrás somente da UTE Ribeirão Jequitibá (275,1 L/hab. dia).
O município de Nova Lima não possui Plano Municipal de Saneamento Básico, sendo apenas 6% do esgoto coletado e tratado.
Quanto aos resíduos sólidos do município de Nova Lima, a destinação final é o aterro sanitário, o qual é caracterizado por adequada disposição do lixo no solo, sob controle técnico e operacional permanente.
Qualidade das Águas
As principais interferências identificadas na qualidade das águas na UTE Águas da Moeda são frutos das seguintes formas de uso e ocupação do solo:
• Atividade minerária – minerais metálicos e extração de pedras preciosas;
• Carga difusa;
• Esgoto doméstico;
• Suscetibilidade à erosão;
• Efluente industrial;
• Densidade viária;
• Expansão urbana.
Na UTE Águas da Moeda a situação é de alerta em relação à disponibilidade e demanda de água superficial. Quanto às águas subterrâneas, a situação é crítica devido aos volumes outorgados serem maiores do que a disponibilidade.
Quanto melhor é a qualidade das águas mais usos ela tem. Quanto pior é sua qualidade menos usos ela tem e mais caro é seu tratamento.
Classe mandatória de Unidades de Conservação de proteção integral - Consumo humano após desinfecção
Consumo humano após tratamento simplificado
Consumo humano após tratamento convencional
Consumo humano após tratamento convencional ou avançado
A UTE possui vazão média de retirada de 1,803 m3/s e vazão mínima de 3,36 m3/s.
A vazão mais restritiva define a quantidade máxima de captação superficial na região. O limite, em Minas Gerais, é de 30% da menor vazão registrada no período de dez anos ao longo de sete dias consecutivos (Q7,10).
Unidades de Conservação
CLASSE 4
Navegação
Legenda:
A área de abrangência da UTE Águas da Moeda compreende 12 estações de amostragem de qualidade das águas operadas pelo IGAM.
Preservação dos ambientes aquáticos
Abastecimento para consumo humano
Recreação de contato primário (natação, esqui-aquático, mergulho)
Preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas
As águas do Rio das Velhas nas estações Lagoa Grande, represa das Codornas, Rio do Peixe, Córrego da Barragem, Ribeirão Água Suja e Córrego Mina D’água estão enquadradas na Classe 2. Já o Ribeirão Macacos é Classe 1 e as barragens do Ribeirão dos Fechos e Mutuca são Classe Especial. .
O estudo mostra que os principais agentes de degradação das águas superficiais na UTE Águas da Moeda devem-se, sobretudo, aos lançamentos de esgotos domésticos e ao aporte de carga difusa. Existe uma piora no nível de qualidade das águas do Rio das Velhas no sentido do seu percurso.
Recreação de contato secundário
Dessedentação de animais
Navegação
Aquicultura
Harmonia paisagística
Fonte: Resolução Conama 357 e ANA.
A UTE Águas da Moeda possui sete Unidades de Conservação (UC) inseridas parcial e integralmente em seu território, representando 88,2% de sua área total. A totalidade da área da UTE Águas da Moeda é considerada, quanto à sua prioridade, Especial para conservação.
Atividades Econômicas
A UTE Águas da Moeda é fortemente marcada pela atividade industrial, que concentrou, em 2010, um PIB superior a R$ 2,6 bilhões. No segundo plano aparece o setor de serviços com PIB de R$ 1,4 bilhões.
O estudo analisa a realidade atual da Bacia e faz simulações dos cenários futuros para prever suas demandas de água e em cada UTE.
A análise integrada é usada quando se tem um volume grande de informação. No caso do PDRH, ela foi utilizada para apontar as relações de causa e efeito entre os temas levantados no diagnóstico e identificar potencialidades, vulnerabilidades e fragilidades no contexto da gestão de recursos hídricos.
Para se obter a descrição e o resumo das principais atividades e características da Bacia, os temas relevantes são reunidos em cinco grupos, que
Agenda Cinza - Mineração
Agenda Laranja - Agropecuária
Agenda Marrom - Urbanização*
Agenda Verde - Áreas Verdes**
são nomeados “agendas temáticas”. Cada agenda apresenta parâmetros para a classificação das UTEs.
As agendas comportam variáveis que informam a condição diferenciada das UTEs em relação aos temas. Os parâmetros foram avaliados em grau de 0 a 2, de acordo com os critérios adotados.
A agenda azul possui quatro parâmetros para análise (balanço hídrico, índice de qualidade de água, volume outorgado e pesquisa de percepção ambiental) e se relaciona com as atividades e situações descritas nas demais agendas.
Porcentagens das áreas com minerações na UTE
Porcentagens das áreas com uso agropecuário
Participação do PIB agropecuário da UTE no PIB agropecuário da Bacia
Participação da UTE na população da Bacia e no PIB municipal da Bacia
Porcentagens de áreas remanescentes e áreas protegidas
Agenda Azul - Recursos Hídricos Balanços hídricos, qualidade das águas, relação volume outorgado e volume explotável e percepção ambiental da comunidade da UTE
* Urbanização avaliada é associada ou não ao processo da industrialização ** Unidades de
formalizadas e áreas remanescentes relevantes
Área de uso agropecuário inferior a 15% da área total da UTE
Área de uso agropecuário entre 27% a 56% da área total da UTE e média participação do PIB Agropecuário da UTE na composição do PIB Agropecuário da Bacia (de 1,1% a 6,1%)
Área de remanescentes inferiores a 35% da UTE, com ou sem a presença de áreas protegidas Agenda Laranja Agropecuária
2 Área de uso agropecuário entre 59% e 75% da área total da UTE (com exceção da UTE Guaicuí com 42,8%) e média ou grande participação do PIB Agropecuário da UTE na composição do PIB Agropecuário da Bacia (de 5,2% a 16,3%)
Área de remanescentes inferiores a 60% sem a presença de áreas protegidas ou remanescentes entre 35% a 50%, com ou sem a presença de áreas protegidas
Cada UTE é avaliada frente às agendas, gerando cinco resultados. Para obter um resultado único em cada Unidade, as cinco agendas são somadas. A soma das agendas permite o ordenamento comparativo das UTEs em termos de sua relevância e o conhecimento do nível de degradação em relação aos recursos hídricos.
O quadro abaixo mostra o resultado da Análise Integrada por agendas para a UTE Águas da Moeda. Os valores numéricos dos critérios traduzem os níveis de importância das agendas. O valor 2 indica que a atividade foco da agenda é relevante e demanda prioridade. O valor 1 indica que a atividade da agenda é existente, porém não é preponderante. O valor 0 indica que a atividade é inexistente ou pouco relevante.
UTE Águas da Moeda
Valor critério
Critério
Agenda Cinza 2 Área de mineração maior que 10% da área total da UTE
Agenda Laranja 0 Área de uso agropecuário inferior a 15% da área total da UTE
Agenda Marrom 2
Participação entre 1,8% e 10,3% da população da Bacia e entre 2,8% a 6,8% do PIB municipal da Bacia
Agenda Verde* 2 Área de remanescentes superior a 50% da UTE com presença de áreas protegidas
Agenda Azul 2
Integração
Fator Populacional 1 (160,12 hab/km2) apenas UTE Arrudas e Onça possuem fator diferenciado
Valor Síntese** 6 Uso da equação do somatório das agendas: Al+Az+Av+(AmxFP)+Ac = Vs Grupo DP*** Valores síntese entre 6 e 8. Agenda Azul e uma ou mais agendas preponderantes
A UTE Águas da Moeda apresenta valor preponderante na Agenda Cinza, Marrom e Azul. Trata-se de uma pauta diversificada e crítica em diversas agendas, não definindo um perfil especializado. Quanto à integração da Agenda Azul, a UTE registra pontuação máxima em tres critérios, o que resulta em valor 2.
Integração Agenda Azul 0 1 0 1 Balanços hídricos de alerta IIQ**** de 18,9 a 45,9 Quando o volume outorgado é menor que o volume armazenado no aquífero Resultados da pesquisa de percepção
* Para o cálculo do valor síntese que representa o grau de criticidade do ponto de vista dos riscos e pressões sobre os recursos hídricos das UTEs, o valor da agenda verde foi invertido pois esta agenda reflete uma situação contrária ao aplicado às demais agendas, uma vez que trata justamente do grau de proteção e/ou conservação das UTEs.
** O Valor Síntese é o grau de criticidade da UTE
*** Apresenta preponderância ou importância em diversas agendas, não definindo um perfil especializado.
****Índice integrado da Qualidade (IIQ)
O cenário e o prognóstico são resultantes do cruzamento das variáveis: efetividade na gestão dos recursos hídricos e fatores de crescimento de demandas.
Grupo DP: Diverso Preponderante

Mapeamento da Análise Integrada por Agendas
A partir das agendas temáticas foi feito um cálculo sintetizado nos mapas que informam a condição geral da Bacia. O valor síntese obtido por este procedimento possibilita o entendimento do “grau de criticidade” da UTE, ou seja, o nível de degradação ambiental da área e a identificação de alguns grupos de perfil das UTEs.
Urbanização (U)
Mineração (M)
Agropecuária (A)
Diverso Preponderante (DP)
Diversificado (D)
Síntese da Análise Integrada
Grandes demandas de abastecimento humano e diluição de esgotos Agenda Azul preponderante
Atividade minerária preponderante Agenda Azul preponderante e intermediária
Criticidade variável nas agendas Verde e Azul Agenda Laranja preponderante
Valores síntese entre 6 e 8. Agenda Azul e uma ou mais agendas preponderantes
Apresenta importância intermediária em diversas agendas, não definindo um perfil especializado.
Agenda Azul intermediária ou sem importância (valores 1 e 0)

Valor síntese: 8
Valor síntese: 9
Valor síntese: 2
Valor síntese: 4
Valor síntese: 5
Valor síntese: 1
Valor síntese: 2
Valor síntese: 5
Valor síntese: 6
Valor síntese: 7
Valor síntese: 6
Valor síntese: 7
Valor síntese: 8
Valor síntese: 2
Valor síntese: 3
Valor síntese: 6
Legenda
Rio das Velhas UTE
Fonte: Atualização PRDH (2015)

Plano de Ação
As metas do Plano Diretor de Recursos Hídricos da Bacia do Rio das Velhas são fixadas a partir do cenário desejado, em acordo com as necessidades e possibilidades da Bacia. Foram levantadas as expectativas e aspirações acerca do futuro e a visão de Bacia revitalizada e sustentável. Sendo assim, foram estabelecidos oito grandes componentes ou temas referenciais da Bacia em relação aos quais são propostos e organizados programas e ações.
de Carga Poluidora
Recuperação de Áreas Degradadas
Controle de Processos Erosivos
Uso Racional de Água na Indústria
O conjunto de metas tem papel articulador e estruturador, além de orientar os programas e ações previstas. As metas contribuem de forma importante, mas não única, para as iniciativas e articulações com outras instituições que não respondem ao comando direto do Sistema de Recursos Hídricos.
Existem metas que dependem de investimentos de outras instituições, especialmente as que correspondem ao saneamento e qualidade dos recursos hídricos. Todas têm sua
Recomposição de APPs
Planejamento de Ações de Educação Ambiental,
de Ações de Educação Ambiental, Comunicação e Mobilização
Uso Racional de Água na Agricultura
Planejamento e Gestão de Território Rural
realização prevista dentro do período de planejamento do Plano de Ação (2015-2030).
As metas executivas do PDRH Rio das Velhas foram categorizadas em função da relevância e urgência que apresentam, de forma a possibilitar sua hierarquização.
A prioridade das ações na UTE Águas da Moeda será definida pelo CBH Rio das Velhas, em conjunto com o Subcomitê Águas da Moeda.
de Fóruns de Gestão 8.8 Acompanhamento
Agendas Estratégicas para o PDRH
Da mesma forma que o trabalho de diagnóstico da Bacia utiliza as agendas temáticas, o plano de ação também adota esta organização. A sistemática por agendas utilizadas na atividade de análise integrada é retomada. As agendas estratégicas são o desdobramento, em termos de planejamento, dos problemas e oportunidades identificadas na análise integrada do diagnóstico.
Os investimentos previstos para a Bacia do Rio das Velhas foram estimados a partir do desenvolvimento do Programa de Ações, com vistas a alcançar as metas estabelecidas. Foram identificadas as principais fontes de recursos disponíveis para tornar as ações possíveis e apresentar de forma clara e sintética o orçamento por componente, agenda e UTE.
Prioridade Orçamentária
O estudo de prioridades e estabelecimento de metas realizado para o PDRH do Rio das Velhas identificou a necessidade de saneamento como a que exigirá maiores investimentos na UTE Águas da Moeda. Deverão ser fomentados investimentos em programas para elaboração de planos de saneamento, implantação de estações de tratamento de esgoto, disposição adequada de resíduos sólidos, controle de cargas difusas e recuperação de áreas degradadas; além de medidas de conservação, educação ambiental, gestão da oferta de água e ações para o fortalecimento dos instrumentos de gestão.
O principal desafio do PDRH do Rio das Velhas é tornar a gestão de recursos hídricos eficiente. A gestão integrada dos recursos hídricos será alcançada por meio de instrumentos que orientem as concessões de novas outorgas, revisão do enquadramento, critérios de cobrança, além do monitoramento e atualização do PDRH.
A UTE Águas da Moeda apresenta perfil de ocupação majoritariamente urbano. Portanto, as ações de saneamento e o controle da poluição gerada pelo processo de urbanização devem ser tidos como prioridade de ação. A elaboração do Plano M unicipal de Saneamento e o tratamento integral do esgoto em Nova Lima são urgentes.
Ações de conservação ambiental e gestão da oferta de água também são importantes na UTE Águas da Moeda. A situação das águas subterrâneas é crítica, uma vez que são permitidas outorgas com grandes volumes de captação para mineração, o que provoca o rebaixamento do lençol freático. As ações para a revitalização do Rio das Velhas contam com uma
Divisão Orçamentária dos Componentes de Ações em Percentual para a UTE Águas da Moeda
Divisão das Agendas Estratégicas na UTE Águas da Moeda
base de dados e informações sobre os recursos hídricos completa, integrada e transparente para subsidiar a tomada de decisões. As diretrizes normativas e as ações fiscalizadoras do uso dos recursos hídricos fortalecem o Sistema de Recursos Hídricos, seu órgão gestor e o Comitê de Bacia Hidrográfica.
É fundamental que o Comitê e os subcomitês tenham grande capacidade de articulação, sensibilização, mobilização e relacionamento. Os subcomitês do Rio das Velhas têm papel fundamental na descentralização e consolidação de ações. A formação de novos subcomitês e estreitamento da relação entre eles é importante para o gerenciamento da B acia.
A participação efetiva da população na tomada de decisões sobre o gerenciamento dos recursos hídricos é uma consequência natural do processo de educação ambiental, comunicação e mobilização previstas no PDRH da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas.
No portal do CBH Rio das Velhas estão disponíveis as informações sobre o Plano Diretor de Recursos Hídricos (PDRH) e as 23 Unidades Territoriais Estratégicas (UTE). O PDRH é um instrumento de planejamento previsto na Lei de Recursos Hídricos que norteia as ações do CBH Rio das Velhas. Também está no portal o mapa das UTEs com a localização de cada uma; os membros dos Subcomitês da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas divididos entre usuários de água, poder público e sociedade civil; notícias sobre as sub-bacias e um acervo fotográfico das Unidades. Acesse o portal e fique por dentro!
Cartilha Plano Diretor de Recursos Hídricos Unidade Territorial Estratégica Águas da Moeda/2016
Dados e informações retirados do PDRH Rio das Velhas 2015 (Plano Diretor de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas), desenvolvido pelo Consórcio Ecoplan/Skill Engenharia
Portal: www.cbhvelhas.org.br
CBH Rio das Velhas
Diretoria
Presidente: Marcus Vínicius Polignano
Vice-presidente: Ênio Resende de Souza
Secretário: Valter Vilela
Diretoria Ampliada Sociedade Civil Inst. Guaicuy - Marcus Vinicius Polignano
CONVIVERDE - Cecília Rute Andrade Silva
Usuários de Água
COPASA - Valter Vilela
FIEMG - Wagner Soares Costa
Poder Público Estadual
EMATER - Ênio Resende de Souza
ARSAE MG - Matheus Valle de Carvalho Oliveira
Poder Público Municipal
Prefeitura Municipal de Jaboticatubas
Lairto Divino de Almeida
Prefeitura Municipal de Belo Horizonte
Weber Coutinho
Agência de Bacia AGB Peixe Vivo
Diretora Geral: Célia Fróes
Diretora de Integração: Ana Cristina da Silveira
Diretor Técnico: Alberto Simon
Diretora de Administração e Finanças: Berenice Coutinho
Esta cartilha é um produto do Programa de Comunicação do CBH Rio das Velhas. Contrato nº 02/2014. Ato convocatório 001/2014
Contrato de gestão IGAM nº 002/2012
Produzido pela Assessoria de Comunicação do CBH Rio das Velhas Tanto Expresso (Tanto Design LTDA.)
Direção: Rodrigo de Angelis / Paulo Vilela / Pedro Vilela
Coordenação Geral de Jornalismo: Natália Fernandes Nogueira Lara - Mtb nº 11.949/MG
Redação e consultoria técnica: Natália Ulhôa
Revisão: Câmara Técnica de Educação, comunicação e Mobilização do CBH Rio das Velhas
(Procópio de Castro e Lylla Ayres)
Produção cartográfica: Izabel Nogueira
Fotografia:
Acervo Tanto Expresso
Bianca Aun, Michelle Parron e Lucas Nishimoto
Acervo CBH Rio das Velhas
Michelle Parron
Acervo Projeto Manuelzão / Instituto Guaicuí
Marcelo Andrê
Projeto Gráfico: Guilherme Fassy / Ho Chich Min
Produção e Logística: Marcelo Silveira
Portal: Lucas Baeta
Impressão: Gráfica Atividade
Tiragem: 1.000 unidades
Direitos reservados. Permitido o uso das informações desde que citada a fonte.
Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas
Rua dos Carijós, 150 – 10º andar - Centro Belo Horizonte - MG - 30120-060 (31) 3222-8350 - cbhvelhas@cbhvelhas.org.br

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