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CSI na sala de aula: Hands-On ou Virtual-Hands?

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CSI NA SALA DE AULA: HANDS-ON OU VIRTUALHANDS Fraude Canina? Paula Castelhano e José Matos (OBio) – II EICC – Escola Superior de Engenharia do Porto


PORQUÊ Os professores de Biologia portugueses estão conscientes da importância e da relevância de ensinar Biotecnologia, no ensino básico e no secundário e muito interessados no trabalho prático experimental quer in situ quer virtual.

No entanto, a escassez de recursos educativos laboratoriais tem sido um dos principais problemas com que os professores se têm deparado. O ensino da Biologia deverá ser orientado numa perspetiva de literacia científica, não esperando que todos os alunos venham a ter carreiras profissionais nesta área, mas que sejam capazes de utilizar de uma forma útil o conhecimento científico. Os alunos deverão construir valores e atitudes conducentes à tomada de decisões fundamentadas relativas a problemas que envolvam interações Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente.


Se quiser aprender a nadar, nada mais prático do que começar a observar os nadadores e depois entrar na água para experimentar! E se quiser aprender a andar de bicicleta, irá precisar de uma. Até mesmo para cozinhar terá que conhecer os alimentos, os temperos e provar os seus sabores para os usar nas receitas. Pensa-se que na Ciência também é assim. Para se aprender Ciências é preciso interagir com o objeto de estudo, manipulá-lo, testá-lo para conhecê-lo mais e melhor.

A Ciência deve ser vivida para ser entendida. Estas experiências devem permitir que os alunos se envolvam diretamente na manipulação de objetos quotidianos e materiais de construção do mundo real. O Kit Experimental, ancora finalidades pedagógicas que revelam a sua importância, pois promove situações de ensino-aprendizagem e aumenta a construção do conhecimento, introduzindo atividades experimentais simples e cativantes, desenvolvendo a capacidade de iniciação, de ação ativa e motivação aos alunos para esta área do saber.


RED


Há condições a ser tida em conta e assegurada para que a prática de adoção de RED seja sustentada: .de ordem pedagógica (adequação aos propósitos dos professores e relevância de conteúdo, por exemplo) .de ordem atitudinal (atitude positiva dos professores em relação à reutilização e partilha de recursos, por exemplo) (Masterman e Wild, 2011). - O uso de RED está também fortemente relacionado com as orientações epistemológicas dos professores, com as suas crenças e perceções sobre o processo de ensinar e aprender (Hadjerrouit, 2010). É importante ressaltar que este processo deve sempre vir acompanhado de uma reflexão de ensino e consciência didática na relação professor-alunoconhecimento, pois é o emprego correto da tecnologia no ensino que torna atrativa e estimulante a interação do discente com o conteúdo, o que é essencial para a aprendizagem.


Para isso utilizou-se o Kit BioGénius (Extração de DNA genómico; Conformação de Plasmídeos; CSI: Fraude Canina) tendo por base a eletroforese em gel de agarose.

Centro de Aprendizagem em Ciência Genética da Universidade de Utah ( http://learn.genetics.utah.edu/content /)


Metodologia – estudo exploratório • 43 Alunos do 12ºano – Disciplina

de Biologia

• Sessões práticas experimentais

(turnos com + 11-12 alunos)

• Cada grupo de dois alunos tinha

um computador.

• Foi feita uma breve abordagem

teórica da técnica de Eletroforese em gel e aos conceitos inerentes ao tema.

. Inquérito por Questionário . Ficha Formativa


Kit Escolar_BioGénius

Na realidade, para a realização de todas as experiências deste kit, o professor necessita de +agua destilada, de um microondas ou de uma placa de aquecimento (dito fogareiro)

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Kit Escolar BioGĂŠnius


Conteúdos do kit

Kit Escolar_BioGénius

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O Kit inclui 3 experiências

Kit Escolar_BioGénius

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Kit Escolar_BioGénius

EXPERIÊNCIA 3:

CSI: FRAUDE CANINA

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Kit Escolar_BioGénius

Materiais (Solução de Agarose)

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Kit Escolar_BioGénius

Corante Nile Blue

Tampão TBE

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A treinar com as Micropipetas

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Colocar o pente no tabuleiro.

Deixar em repouso 30 min.

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Kit Escolar_BioGĂŠnius

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Retirar o pente do tabuleiro jĂĄ com a agarose solidificada

Retirar a fita-cola do tabuleiro.


Kit Escolar_BioGénius

Despejar o tampão TBE na Tina de Eletroforese

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Caixa com as Amostras de DNA

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Pipetar as Amostras

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Kit Escolar BioGénius

Colocar as Amostras nos poços


Kit Escolar BioGénius

Verificar as ligações dos cabos e ligar a eletroforese.

Após 3 horas!


Kit Escolar BioGénius

Colocação de corante do gel (Nile Blue)


Kit Escolar BioGénius

RESULTADO DE UMA ELETROFORESE


Kit Escolar_B ioGénius

O cão que o Sr. Alão comprou ao criador é ou não é filho do campeão Nacional?


Questões- Inquérito


Algumas considerações finais … O uso de simula-ções computacionais é coerente com a própria prática de investigação científica, que as utiliza cada vez mais. *oferecem a possibilidade ao aluno de desenvolver hipóteses, testá-las, analisar resultados e aperfeiçoar os conceitos. *fomentam o trabalho de grupo. *propiciam a interdisciplinaridade, uma vez que o ambiente representado pode ser transdisciplinar. A criação de um ambiente interativo de “aprender fazendo”, presente nas simulações, permite ao aluno estar mais envolvido e ter uma participação mais ativa na elaboração do conhecimento A realização de práticas experimentais no ensino de ciências não garantem por si só aprendizagens significativas e nem estabelece relações entre teoria e prática. Existem muitos professores que ainda hoje consideram que a função da atividade experimental é comprovar apenas os fenómenos científicos no laboratório.


Os alunos consideram que o que há de mais positivo no uso do recurso digital – Virtual Lab para a aprendizagem da ELETROFORESE é: -

mais simples e menos trabalhoso para a compreensão dos conceitos (pois podem-se visualizar e explorar novamente os recursos)

-

mais apelativo pelo facto da presença de imagens e de áudio desencadearem um maior grau de atenção e fomentarem a compreensão e, pelo facto de se sentirem mais cativados.

Os alunos consideram ainda que os professores deveriam utilizar mais vezes recursos digitais nas práticas pedagógicas. Segundo os alunos, as razões para que tal não acontece são: falta de ideias ou possibilidade de o fazer; os professores considerarem que o “quadro e giz” são recursos mais eficientes e ainda por comodismo e/ou falta de vontade dos professores para aprender.


Por outro lado, é importante es-tar consciente de que o uso de uma simulação, por si só, não cria a melhor situação de aprendizagem. A simulação deve ser vista como um complemento de outras estratégias de ensino. Caso contrário, não existe garantia de que a aprendizagem ocorra e de que o conhecimento possa ser aplicado à vida real.

Outra limitação à qual é necessário estar atento é a possibilidade do aluno poder formar uma visão distorcida a respeito do mundo, por exemplo, ser leva-do a pensar que o mundo real pode ser simplificado e controlado da mesma maneira que nos programas de simulação.


Todos os alunos reconheceram que ambos os recursos pedagógicos são importantes para a aprendizagem do tema científico “Eletroforese”, asseverando que não se substituem mas complementam-se, visto que a atividade experimental in situ permite manipular na realidade os materiais laboratoriais, adquirindo destreza prática, enquanto com o sistema virtual temos um guia que podemos consultar à medida que as etapas se vão sendo realizadas, esclarecendo possíveis dúvidas, como afirmou Pedro Constantino.

Entretanto, por outro lado, este tipo de simulação pode não demonstrar o grau de dificuldade envolvido no estudo prático do fenómeno científico e até mesmo fornecer a ideia de que a experimentação é sempre perfeita, o que na prática não ocorre nos laboratórios de ciência.


Referências Bibliográficas Ertmer, P. A., & Ottenbreit-Leftwich, A. T. (2010). Teacher Technology Change: How Knowledge, Confidence, Beliefs, and Culture Intersect. Journal of Research on Technology in Education, 42(3), 255–284. ISTE.(2007).National Educational Technology Standards for Students. Recuperado de http://www.iste.org/standards/nets-for-students/nets-student-standards-2007. Silva, L. H. e Zanon, L. B. (2000). Ensino de Ciências: fundamentos e abordagens. 1ed. São Paulo:UNIMEP.182p. Tenreiro-Vieira, C.; Vieira, R. M.(2011). Educação em ciências e em matemática numa perspectiva de literacia: desenvolvimento de materiais didáticos com orientação CTS/ pensamento crítico (PC). In W.L.P. Santos & D. Auler (Orgs.). CTS e educação científica: desafios, tendências e resultados de pesquisas. Brasília: Editora Universidade de Brasília. … e outros


MUITO OBRIGADA por estarem presentes in situ ou n達o!! paula.castelhano@ordembiologos.pt


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