Bad plastics Oceanos livres de plástico: participar na mudança
Guião do professor Elisabete Linhares1,2 elisabete.linhares@ese.ipsantarem.pt
Bento Cavadas1,3 bento.cavadas@ese.ipsantarem.pt
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Instituto Politécnico de Santarém / Escola Superior de Educação UIDEF – Unidade de Investigação e Desenvolvimento em Educação e Formação do IE -UL 3 Centro de Estudos Interdisciplinares em Educação e Desenvolvimento da Universidade Lusófona 2
Aceite para publicação em 30 de janeiro de 2018.
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Índice
1.
Introdução..................................................................................................................................3
2.
Conhecimentos, capacidades e atitudes a desenvolver..............................................................4
3.
Enquadramento curricular..........................................................................................................4
4.
Enquadramento didático............................................................................................................6
5.
Bibliografia de apoio ao trabalho................................................................................................6
6.
Gestão das aprendizagens..........................................................................................................8
6.1.
Sugestões globais para a exploração da atividade..................................................................8
6.2.
Engage. O que sabe sobre a problemática do plástico nos oceanos?.....................................8
6.3.
Exchange 1. Midway...............................................................................................................8
6.4.
Explore 1. Troubled waters _ Oceanos de plástico..................................................................8
6.5.
Exchange 2. Troubled waters _ Oceanos de plástico...............................................................9
6.6.
Explain 1. Saber mais sobre a problemática do plástico.........................................................9
6.7.
Exchange 3. Partilhe o que aprendeu sobre a problemática dos plásticos............................12
6.8.
Explore 2. Trabalho Outdoor – Plásticos nas praias ou praias nos plásticos?.......................12
6.8.1.
Explore 2.1. Pré-saída.......................................................................................................12
6.8.2.
Explore 2.2. Saída.............................................................................................................13
1.ª Tarefa. Diálogo com habitantes locais sobre a poluição costeira.............................................13 2.ª Tarefa: Registo de informação do local de recolha..................................................................13 3.ª Tarefa. Recolha de resíduos de plástico...................................................................................13 6.8.3.
Explore 2.3. Pós-Saída.......................................................................................................16
1.ª Tarefa: Organizar, classificar e contabilizar os resíduos...........................................................16 2.ª Tarefa: Atividade laboratorial sobre microplásticos................................................................17 6.9.
Exchange 4. Microplásticos...................................................................................................21
6.10.
Elaborate 1. Os microplásticos..........................................................................................21
6.11.
Elaborate 2. O tempo de degradação dos resíduos de plástico.........................................22
6.12.
Empowerment. Atividade de sensibilização da comunidade............................................23
6.13.
Evaluate. O que aprendeu sobre a problemática do plástico nos oceanos?.....................24
Grelha de avaliação......................................................................................................................25 Referências.......................................................................................................................................27 Ficha técnica.....................................................................................................................................28
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1. Introdução Esta atividade Inquiry, designada Bad plastics | Oceanos livres de plástico: Participar na mudança, foi concebida no âmbito do CreativeLab_Sci&Math do Instituto Politécnico de Santarém/Escola Superior de Educação de Santarém (IPS/ESES). O CreativeLab_Sci&Math é um projeto didático do Departamento de Matemática e Ciências Naturais da IPS/ESES que visa, entre outros objetivos, a criação, implementação e avaliação de atividades relacionadas com o ensino das Ciências Naturais e da Matemática em ambientes de aprendizagem inovadores. Os oceanos constituem, atualmente, um desafio global e uma prioridade de ação para muitas nações do mundo, entre as quais os países da união europeia, sendo considerado como uma chave do futuro (Comissão Europeia, 2016). O potencial dos oceanos é reconhecido no setor da economia, como impulsionador do crescimento, emprego e inovação. Enquanto elemento fundamental na regulação do clima, fonte de alimentos, energia, minerais, saúde, lazer e transporte do qual dependem milhões de pessoas, a preservação do oceano é essencial para o futuro bem-estar e prosperidade da humanidade (OCDE, 2016). Para além disso, os oceanos albergam ecossistemas onde ocorre uma significativa parte da biodiversidade do Planeta. Por conseguinte, a Comissão Europeia (2016, p.2) colocou na agenda internacional que se devem desenvolver ações consertadas para que os oceanos sejam “seguros, limpos e geridos de forma sustentável” (Comissão Europeia, 2016, p.2). Os perigos que os oceanos enfrentam são inúmeros, começando pela sua sobrexploração, as alterações climáticas, a sua acidificação, o declínio da biodiversidade e a poluição, nomeadamente com plásticos. De acordo com Eriksen (2014), existem mais de cinco triliões de peças de plástico a flutuar no oceano, com um peso aproximado de 250 000 toneladas, distribuídas pelos diferentes oceanos (Tabela 1). Tabela 1. Distribuição do número e peso de fragmentos de plástico pelas diferentes bacias oceânicas (adaptado de Eriksen, 2014). Dimensões Contage m
Peso
0.33 – 1.00 mm 1.01– 4.75 mm 4.76 – 200 mm >200 mm Total 0.33 – 1.00 mm 1.01– 4.75 mm 4.76 – 200 mm >200 mm Total
O. Pacífico Norte 68.8
O. Atlântico Norte 32.4
O. Pacífico Sul 17.6
O. Atlântico Sul 10.6
O. Índico
Total
45.5
Mar Mediterrâneo 8.5
116.0 13.2 0.3 199.0 21.0
53.2 7.3 0.2 93.0 10.4
26.9 4.4 0.1 49.1 6.5
16.7 2.4 0.05 29.7 3.7
74.9 9.2 0.2 130.0 14.6
14.6 1.6 0.04 24.7 14.1
302.0 38.1 0.9 525.0 70.4
100.0 109.0 734.0 964.0
42.1 45.2 467.0 564.7
16.9 17.8 169.0 210.2
11.7 12.4 100.0 127.8
60.1 64.6 452.0 591.3
53.8 57.6 106.0 231.5
285.0 306.0 2028.0 2689.4
183.0
Contagem total estimada (n x 10 10 fragmentos) e peso (g x 10 8 g; g x 102 toneladas) de fragmentos de plástico em bacias oceânicas. As estimativas foram calculadas após correção da distribuição vertical dos microplásticos.
A escola é um dos intervenientes com um papel crucial na consecução dos objetivos estabelecidos na Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável. Deste modo, justifica-se o surgimento desta proposta de atividades, procurando contribuir para o Objetivo 14 da referida Agenda:
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Conservar e usar de forma sustentável os oceanos, os mares e os recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável (United Nations, 2015).
Assim, a escola tem um importante papel na formação de cidadãos com literacia oceânica (do inglês Ocean Literacy), ou seja, com conhecimentos e competências necessárias à compreensão da importância do oceano para a humanidade. Por outro lado, pretende-se que os futuros cidadão ativos possuam capacidade para comunicar sobre o tema de forma significativa, bem como de tomar decisões informadas e responsáveis em relação ao oceano e aos seus recursos (Sea Change, 2015). A atividade Bad Plastics visa consciencializar os estudantes para o facto de os fragmentos de plástico causarem uma contaminação dos recursos naturais dos oceanos, degradando significativamente o meio ambiente. O presente guião encontra-se organizado nos seguintes momentos de ensino: Engage, Explore, Explain, Elaborate, Exchange, Empowerment e Evaluate, adotadas do modelo dos 7E do módulo português do projeto IRRESISTIBLE (Reis & Marques, 2016). Para dar resposta à questão “Oceanos livres de plástico – Como posso contribuir para a mudança?”, sugere-se que os alunos realizem um conjunto de tarefas organizados nos diferentes momentos de ensino 7E. 2. Conhecimentos, capacidades e atitudes a desenvolver No final desta atividade pretende-se que o aluno seja capaz de: Compreender a complexidade da problemática associada à presença de plásticos nos oceanos; Identificar e caracterizar diferentes tipos de resíduos de plástico; Distinguir e classificar os objetos que estão na origem dos plásticos existentes nos oceanos; Formular hipóteses, realizar pesquisas, analisar e interpretar dados e resolver problemas; Relacionar esta problemática com os seus impactos em diversos setores da sociedade e identificar formas de intervenção nesta área; Utilizar as tecnologias de informação e comunicação; Trabalhar em equipa, revelando capacidades de liderança, iniciativa, autonomia e cooperação; Mobilizar e integrar os conhecimentos científicos relevantes para tomar decisões informadas, mudar as suas atitudes e intervir na comunidade com vista à redução dos plásticos nos oceanos.
3. Enquadramento curricular A presente atividade adequa-se aos conteúdos de Biologia do 12.º ano, Unidade 5 – Preservar e recuperar o meio ambiente. Esta unidade visa dar resposta ao seguinte problema “Que soluções para os efeitos da atividade humana sobre o ambiente?”. Na tabela seguinte, apresentam-se os objetivos de aprendizagem desta unidade passíveis de consecução através desta atividade (Tabela 2).
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Tabela 2. Conteúdos e objetivos de aprendizagem da Unidade 5 - Preservar e recuperar o meio ambiente (Mendes, Rebelo & Pinheiro, 2004, p.30). Conteúdos concetuais
Que soluções para os efeitos da atividade humana sobre o ambiente?
12.º ano de Biologia Objetivos de aprendizagem
Unidade 5 – Preservar e recuperar o Meio Ambiente. 2. Poluição e degradação de recursos 2.1 Contaminantes da atmosfera, solo e água e seus efeitos fisiológicos 2.2 Tratamento de resíduos.
Compreender as consequências que advêm da existência de contaminantes em ecossistemas (bioampliação). • Recolher e organizar dados sobre sistemas utilizados para tratamento de resíduos. • Discutir os impedimentos e alternativas possíveis à reciclagem de produtos residuais (contaminação com materiais tóxicos). • Analisar criticamente a informação veiculada pelos media e aplicar conhecimentos para interpretar problemáticas com impacte social. • Conceber e executar trabalhos experimentais sobre contaminação de recursos naturais. Refletir e desenvolver atitudes críticas conducentes a tomadas de decisões fundamentadas sobre problemas ambientais causados pela atividade humana. Consciencializar relativamente às vantagens da reciclagem e reutilização de materiais como modo de evitar a contaminação. Valorizar os avanços científico-tecnológicos na preservação do meio ambiente. Desenvolver posturas interventivas responsáveis de forma a contribuir para a alfabetização científica dos membros da comunidade educativa sobre questões de impacte social para a comunidade local e/ou nacional.
Esta atividade possui possibilidades de articulação com outras disciplinas do currículo, nomeadamente:
o Português, pelas pesquisas, leituras, comunicação e partilha de ideias;
a Língua Estrangeira (Inglês), devido à análise de textos redigidos nessa língua;
a Geografia, através da compreensão da distribuição dos plásticos nos oceanos, do clima e das atividades económicas;
a Matemática, devido ao tratamento estatístico dos resíduos de plásticos, à sua classificação em categorias e ao cálculo do índice de limpeza da costa (CCI); 6
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as Aplicações Informáticas, pela utilização de recursos digitais diversos ao longo de todas as etapas, envolvendo o registo na aplicação Clean Swell e conceção de produtos multimédia para partilha e divulgação de informação.
4. Enquadramento didático A adoção do Inquiry nesta proposta de atividade procura dar resposta às recomendações presentes no relatório da Comissão Europeia apresentado por Rocard (2007). Nesse relatório, um dos problemas apontados ao ensino das ciências pelo grupo de peritos liderado por Rocard (2007), remete para o reduzido número de jovens que se interessam por esta área. Segundo Osborne e Dillon (2008) a introdução do modelo pedagógico IBSE (Inquiry-Based Science Education) nas aulas de ciências contraria essa tendência e permite aumentar o interesse dos alunos pela ciência e pelo seu ensino. O Inquiry é uma estratégia de ensino que permite captar o espírito da investigação científica e o desenvolvimento do conhecimento sobre o mundo natural (Bybee, 2006). No livro publicado sobre Inquiry, o National Research Council (2009) destaca algumas características que devem estar presentes no ensino e na aprendizagem com recurso a esta estratégia de ensino. Bybee (2006), ao analisar as mesmas características, destaca o aluno como sendo o elemento central desta abordagem, a qual deve partir de questões relacionadas com o conhecimento científico atual, integrando ainda momentos de justificação e comunicação. A abordagem ao Inquiry pode ser realizada através do modelo de ensino dos 7E. No esquema seguinte, apresentam-se e descrevem-se as etapas desse modelo (Figura 1).
Figura 1. Apresentação e descrição das etapas do modelo dos 7E (Adaptado de Reis & Marques, 2016, pp. 25-27). 5. Bibliografia de apoio ao trabalho Infografia do Jornal Público Impacto dos plásticos nos oceanos Mapa distribuição plásticos
Um oceano de plástico: https://acervo.publico.pt/multimedia/infografia/umoceano-de-plastico-210 http://ce3c.ciencias.ulisboa.pt/fotos/publicacoes/1482316861.pdf http://visao.sapo.pt/ambiente/aguaeresiduos/revelado-o-primeiro-mapa-
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oceanos e Artigo relativo à costa portuguesa Relatório International Coastal Cleanup 2017 Report Artigo científico Marine Policy The next Wave Investment strategies for Plastic Free Seas Impactos dos detritos marinhos
Blog – Ocean Conservancy
Ocean Action – Lixo marinho Youtube | Boyan Slat | TEDxDelf Notícia do Jornal Público
Sea Change I Our ocean I Our Health Documentário
global-do-lixo-plastico-nos-oceanos=f789746 http://www.pnas.org/content/early/2014/06/25/1314705111.full.pdf+html http://www.cbma.bio.uminho.pt/files/residuos.pdf https://oceanconservancy.org/wpcontent/uploads/2017/06/2017_ICC_Report_.pdf Using expert elicitation to estimate the impacts of plastic pollution on marine wildlife: https://oceanconservancy.org/wp-content/uploads/2017/05/2016-threat-rankreport.pdf https://oceanconservancy.org/wp-content/uploads/2017/05/the-next-wave.pdf http://www.debrisfreeoceans.org/marine-debris https://www.publico.pt/2011/07/10/ciencia/noticia/golfinhos-e-baleias-naoconseguem-digerir-plasticos-a-deriva-nos-oceanos-1502175 http://seashepherd.org.br/plasticos-sufocam-oceanos-e-baleias/ How Dangerous is Ocean Plastic? Insights From Global Experts on the Greatest Threat to Marine Wildlife: https://oceanconservancy.org/blog/2016/01/12/how-dangerous-is-oceanplastic/ Tempo de degradação dos diferentes plásticos: https://oceanconservancy.org/blog/2016/01/12/how-dangerous-is-ocean-plastic/
Como os oceanos se podem limpar sozinhos: https://www.youtube.com/watch? v=ROW9F-c0kIQ Peixes confundem plástico com comida e introduzem-no na cadeia alimentar: https://www.publico.pt/2017/08/16/ciencia/noticia/peixes-confundemplastico-com-comida-e-introduzemno-na-cadeia-alimentar-1782471 How to make a Sea Change in the kitchen, bathroom, supermarket, office, on the commute, and when eating on the go: http://www.seachangeproject.eu/ouroceanourhealth/ocean-literacy-resources Nome do documentário: A Plastic Ocean Ao descobrir que os oceanos estão cheios de resíduos plásticos, um realizador de documentários decide investigar o impacto ambiental da poluição. https://www.youtube.com/watch?v=6zrn4-FfbXw Documentário: Plasticized https://www.youtube.com/watch?v=dfcRW7sIrPI
Lixo marinho, giros, microplásticos
https://www.rtp.pt/noticias/especial-informacao/o-mundo-esta-cada-vez-maiscontaminado-por-plasticos_n841198 https://www.eea.europa.eu/pt/sinais-da-aea/sinais-2014/em-analise/o-lixonos-nossos-mares
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Microplásticos
Revista: Marine Pollution Bulletin - The plastic in microplastics: A review (2017); A large-scale investigation of microplastic contamination: Abundance and characteristics of microplastics in European beach sediment (2017); Dissertação sobre microplásticos: https://run.unl.pt/bitstream/10362/5824/1/Martins_2011.pdf
6. Gestão das aprendizagens 6.1. Sugestões globais para a exploração da atividade Sugere-se que esta atividade seja implementada ao longo de algumas aulas para possibilitar o envolvimento e a construção progressiva de aprendizagens pelos alunos sobre a problemática dos plásticos. O trabalho a desenvolver pressupõe atividades realizadas em sala de aula bem como trabalho autónomo realizado fora da sala de aula. As tarefas envolvem trabalho individual e em grupo e poderão ser adaptadas pelo professor em função do seu contexto de intervenção e dos objetivos que pretenderá alcançar com os alunos. Cada grupo de trabalho deverá ter um computador com acesso à Internet. O documento para o aluno é disponibilizado em formato word, para que o professor o possa alterar. Esse documento pode, caso o professor assim o entenda, após preenchimento pelos alunos, ser enviado em formato word para feedback.
6.2. Engage. O que sabe sobre a problemática do plástico nos oceanos? Sugere-se que cada aluno jogue individualmente na plataforma Ocean Action1 para aferir o seu nível de conhecimentos sobre a problemática do plástico. Caso o aluno erre duas respostas, não consegue transitar para o nível seguinte. A cada nova jogada no mesmo nível (jogar de novo), a ordem das perguntas e das opções são alteradas e podem surgir novas questões. Caso o aluno apenas erre uma questão ou tenha todas as respostas corretas, sugere-se passar para o próximo nível. No final da realização de todas as tarefas desta etapa sugere-se que o aluno jogue novamente para avaliar se conseguiu construir mais conhecimentos.
6.3. Exchange 1. Midway Esta tarefa visa despertar o interesse e a consciencialização dos alunos quanto à problemática dos plásticos, através da visualização de dois vídeos sobre a morte de animais (albatrozes) devido à ingestão de resíduos de plástico. Pretende-se gerar a necessidade de os estudantes construírem mais conhecimento sobre este tema para uma participação responsável e eficaz na resolução do problema.
1 Fonte: http://oceanaction.pt/jogos
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6.4. Explore 1. Troubled waters _ Oceanos de plástico Sugere-se que nesta tarefa os alunos trabalhem em grupo. Cada grupo deve escolher 2 das seguintes categorias, que surgem no canto inferior direito do documentário interativo, e realizar diferentes paragens no percurso de aprendizagem sugerido:
Boas práticas; Design; Reciclar e reutilizar; Zero resíduos; A vontade das pessoas; Decisões políticas; Responsabilidade industrial; Barcos, portos e pesca; Resíduos em terra; Resíduos no mar.
O professor poderá assegurar-se que cada grupo escolha categorias diferentes para que a etapa seguinte, de partilha de conhecimentos, seja mais enriquecedora e, possibilite efetivamente, a construção de conhecimento colaborativo. Em função do tempo de aula disponível para esta exploração, o professor poderá estabelecer um número idêntico de paragens percorridas, em cada categoria, para que todos os grupos analisem o mesmo número de paragens. Pretende-se que cada grupo de trabalho reflita sobre as problemáticas e soluções apresentadas para, posteriormente, partilhar as principais ideias do percurso realizado. Com esta tarefa os alunos irão apropriar-se de mais informações em relação ao tema em estudo, compreendendo que existem diversas formas de minimizar o problema, bastando para isso, um envolvimento ativo e informado dos cidadãos. O slogan, a elaborar, deve ser sugestivo, claro e conciso, despertar curiosidade e incitar ao envolvimento dos cidadãos.
6.5. Exchange 2. Troubled waters _ Oceanos de plástico Neste momento, cada grupo de trabalho deve partilhar o que aprendeu com os restantes grupos, relativamente aos percursos realizados. O professor poderá explorar as opiniões de cada grupo e as suas preocupações face às problemáticas ambientais apresentadas no recurso Troubled waters. Poderá ainda acontecer que, mesmo que cada grupo escolha categorias distintas, existam paragens comuns a diferentes percursos. Esta situação permite, assim, aos grupos comparar diferentes perspetivas sobre o mesmo problema analisado.
6.6.
Explain 1. Saber mais sobre a problemática do plástico.
Depois de proceder à pesquisa e seleção de informação em diversas fontes sobre a problemática dos plásticos, cada grupo deve construir um cartaz digital para resumir o que aprendeu sobre as causas, consequências, soluções e medidas de remediação do problema. Para familiarizar os alunos com os suportes digitais que poderão utilizar para o efeito, será importante o apoio do professor na
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exploração das suas funcionalidades. Para tal, e caso os alunos não consigam usar autonomamente esses recursos, sugere-se que o professor:
explore em aula essas ferramentas, como por exemplo o Glogster, Picktochart ou Padlet; solicite a colaboração de um professor de TIC.
Apresentam-se, na tabela seguinte, alguns tópicos com a informação que os alunos poderão integrar nos cartazes.
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Tabela 3. Sugestões de tópicos que os alunos podem integrar nos cartazes digitais sobre a problemática do plástico nos ecossistemas 2. Causas (origem) do Problema
Consequências
Elevada densidade populacional Danos na saúde do ambiente e dos seres vivos. e má gestão dos resíduos. Mais de 80% da poluição Animais marinhos: marinha provem das atividades Ingestão: plásticos confundidos com alimento – envenenamento, danos no humanas desenvolvidas em terra aparelho digestivo e sua obstrução, e chega aos oceanos de forma má nutrição e fome; acidental ou deliberada: os resíduos depositados à superfície Enredamento/emaranhamento: são levados pelas águas das presos em redes de pesca, o que pode chuvas ou pelo vento, chegando causar afogamento, lesões e morte aos rios e destes ao mar. (podem ser sufocados ou os plásticos provocarem deformações). Corredores de navegação de barcos de pesca: as artes de pesca (redes, armadilhas, linhas Ecossistemas: com anzóis, etc.) abandonadas Intoxicação de diversas espécies por ou perdidas, que ficam à deriva ingerirem plásticos com compostos ou presas nos fundos, continuam químicos que ficam nos tecidos dos a ser uma ameaça e a capturar animais e são transferidos ao longo da organismos. teia alimentar – acumulação de metais
Soluções/Medidas de mitigação
Curiosidades
Cada indivíduo pode: reutilizar recipientes; reduzir o uso de embalagens de plástico e/ou recicla-las; colocar os cotonetes no lixo e não na sanita (não são retidos nas ETAR); não utilizar produtos de higiene com microsferas (ver rótulo); usar plásticos ecológicos (biodegradáveis ou recicláveis); evitar a utilização de balões em geral; acondicionar de forma adequada os resíduos plásticos para que não sejam transportados pelo vento e pela água; não depositar plástico no chão (usar caixotes do lixo, de preferência com tampa) nem deixar resíduos nas praias, incluindo pontas de cigarro; ajudar a sensibilizar os nossos amigos
Todos os anos acumulam-se nos oceanos 5 a 13 milhões de toneladas de plásticos, de acordo com um estudo publicado na revista Science com dados de 192 países costeiros.
2 Fontes:
Foram identificadas milhões de partículas de plástico que flutuam e se acumulam à volta dos cinco grandes giros existentes nos oceanos mundiais (Atlântico Norte, Atlântico Sul, Oceano Índico, Pacífico Norte e Pacífico Sul), criados por correntes oceânicas circulares, que fazem os detritos ora concentrarem-se no seu centro ora serem expelidos e gravitarem nas zonas adjacentes. O plástico apresenta vários problemas em termos ambientais, incluindo o gasto de grande quantidade de petróleo para a sua produção, a adição de várias substâncias tóxicas no seu
https://acervo.publico.pt/multimedia/infografia/um-oceano-de-plastico-210 http://ce3c.ciencias.ulisboa.pt/fotos/publicacoes/1482316861.pdf http://visao.sapo.pt/ambiente/aguaeresiduos/revelado-o-primeiro-mapa-global-do-lixo-plastico-nos-oceanos=f789746 http://www.cbma.bio.uminho.pt/files/residuos.pdf http://oceanaction.pt/poluicao https://oceanconservancy.org/wp-content/uploads/2017/05/the-next-wave.pdf https://www.publico.pt/2017/08/16/ciencia/noticia/peixes-confundem-plastico-com-comida-e-introduzemno-na-cadeia-alimentar-1782471
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pesados e outros produtos químicos (ex: PCB, PBDE, PAH, etc.); Impactos na biodiversidade devido à introdução de espécies invasoras/exóticas – permitem a dispersão de microrganismos, algas, invertebrados e peixes, podendo contribuir para a introdução de espécies não-nativas, e potencialmente invasoras, em outras regiões. Prejuízos económicos: decréscimo das pescas.
devido
ou familiares; participar em ações de limpeza de praias.
A nível político/governamental e industrial: monitorização e aplicação de legislação; investir em soluções alternativas ao plástico; Apoiar o projeto de Boyan Slat de utilização de plataformas ao autossustentáveis nos oceanos para recolha dos resíduos de plástico.3
fabrico (como o Bisfenol-A e os falatos, com consequências graves para a saúde pública), a grande dificuldade na sua degradação natural (calcula-se que alguns materiais possam ficar na natureza por vários séculos) e a enorme capacidade de agregação de poluentes. Já foi encontrado plástico em sal de cozinha.
3 Segundo Boyan Slat seriam apenas necessários cinco anos para limpar a grande mancha de lixo do Pacífico através da colocação de barreiras flutuantes para cobrir uma vasta área. A ideia não é as barreiras recolherem os detritos, mas desviá-los. As redes têm uma malha apertada que possibilita a recolha de partículas pequenas e, como os organismos se podem mover sob as barreiras, podem-se eliminar 99,98% das capturas não intencionais. Outro dos problemas dos plásticos é absorverem PCB e, quando são ingeridos, essa substância entra na teia alimentar. Contudo, de acordo com Boyan Slat, a absorção de PCB pelos plásticos tem um lado positivo – ao retirarmos o plástico eliminamos, simultaneamente, os poluentes orgânicos persistentes (POP) do ambiente marinho. E os custos? Aproveitar o movimento das correntes para captar o lixo entre plataformas autossustentáveis (energia do sol, correntes e ondas) em formato de raia. Se se vender o plástico dos cinco giros que existem nos oceanos conseguir-se-ia gerar 500 milhões de dólares, uma quantia bastante superior à que seria necessária para implementar este projeto. (Adaptado de: https://www.youtube.com/watch?v=ROW9F-c0kIQ).
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Os microplásticos Os microplásticos são partículas de plástico com tamanho inferior ou igual a 5 mm (0,5 cm), resultam da ação da luz solar e da água que degradam plásticos de maiores dimensões. O plástico sofre uma degradação fotoquímica, isto é a ação direta do sol resseca este material e a movimentação das ondas leva ao seu fracionamento em partículas cada vez menores. Existem ainda microesferas plásticas (usadas como agentes esfoliantes) em produtos de higiene e cosmética (pasta de dentes, gel de banho, detergentes) que vão parar aos esgotos e, como não conseguem ser filtradas ao nível das ETAR, acabam por ir parar ao mar. Quanto menores são as partículas de plástico, mais contaminantes são utilizados no seu fabrico (como o bisfenol-A e os falatos), os quais são libertados para a água. Contudo, quanto menores forem as partículas de plástico, maior é a capacidade de absorção dos contaminantes do meio (como pesticidas, dioxinas, metais pesados, etc.). Calcula-se que uma partícula de plástico possa absorver até 1 milhão de vezes mais contaminantes do que a água envolvente. Neste sentido, os microplásticos configuram-se como vetores muito importantes no transporte, transferência e exposição dos organismos marinhos a contaminantes de elevada toxidade.
6.7. Exchange 3. Partilhe o que aprendeu sobre a problemática dos plásticos Depois da pesquisa realizada e da elaboração do cartaz ou mural, cada grupo deve partilhar o que aprendeu com a turma. Através da apresentação realizada por cada grupo poderão emergir novas questões ou aspetos que ainda precisem de ser discutidos e clarificados.
6.8. Explore 2. Trabalho Outdoor – Plásticos nas praias ou praias nos plásticos? Neste trabalho outdoor pretende-se, através da recolha e posterior classificação dos resíduos de plástico encontrados numa praia, desencadear uma atitude crítica e de intervenção sobre esta problemática ambiental. 6.8.1. Explore 2.1. Pré-saída Na fase de preparação da saída outdoor pretende-se que os alunos façam um levantamento dos recursos que serão necessários para realizar o trabalho de recolha e identificação de resíduos de plástico numa praia, bem como da recolha da areia e água do mar. Sugere-se, que iniciem esta tarefa pela localização da praia no Google Earth e consultem a tabela das marés porque a recolha deve ser efetuada, preferencialmente, durante a baixa-mar (maré baixa). A altura das marés deverá ser registada na tabela disponibilizada para o efeito no guião do aluno. O equipamento, vestuário e os cuidados de segurança a ter em campo devem ser também relembrados e acautelados nesta fase. De modo a envolver ativamente os alunos como cidadãos responsáveis num processo mais global, devem realizar o registo dos resíduos de plástico que irão recolher na aplicação Clean Swell da ONG Ocean Conservancy. Nesta fase, os alunos devem ser informados que devem instalar essa aplicação no seu smartphone.
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6.8.2. Explore 2.2. Saída Neste trabalho outdoor pretende-se, através da recolha e posterior classificação dos resíduos de plástico encontrados numa praia, desenvolver nos alunos uma melhor compreensão e consciencialização da problemática. Pretende-se, igualmente, proporcionar-lhes oportunidades de desenvolver competências relacionadas com o trabalho outdoor e desencadear uma atitude crítica e de intervenção em prol da preservação do ambiente.
1.ª Tarefa. Diálogo com habitantes locais sobre a poluição costeira. Como o conhecimento dos habitantes locais é fundamental, durante a atividade outdoor sugere-se que os alunos entrevistem até três pessoas que encontrem na praia e que sejam da zona de intervenção do estudo. As informações destes habitantes poderão confirmar ou completar o conhecimento construído até ao momento. As questões poderão ser previamente pensadas e formuladas na aula de preparação da saída outdoor. É importante que procedam ao registo das respostas dos entrevistados, que poderá ser por escrito, no guião, ou utilizando o gravador de um telemóvel, desde que devidamente autorizado. Devem registar o sexo e a idade do entrevistado.
2.ª Tarefa: Registo de informação do local de recolha. Na saída de campo, os alunos deverão registar a data, hora de início e de conclusão da atividade, identificar a praia, caracterizar a maré, o local e os resíduos encontrados. Para o efeito, os alunos deverão;
atender às condições meteorológicas (precipitação ou não, vento, sol, etc.); determinar se o local sofre a influência de um rio ou ribeiras; identificar o declive da praia (médio-alto, médio ou baixo); determinar a exposição da praia (aberta ou protegida, com arribas, rochosa ou arenosa); identificar se existe nas proximidades algum porto de recreio ou outras atividades; indicar a granulometria do sedimento (grosso, médio ou fino).
Relativamente aos resíduos, devem identificar, na generalidade a sua existência ao longo da extensão da praia, a forma como se distribuem, etc. A análise mais detalhada será realizada pormenorizadamente nas tarefas seguintes.
3.ª Tarefa. Recolha de resíduos de plástico. Os alunos devem amostrar três áreas distintas na praia (Figura 2).
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0,5 m 2m
0,5 m
2m A determinar em função do limite da costa (m)
10 m Figura 2. Esquema das áreas de amostragem. [10x10]m O transecto a marcar deverá envolver trabalho de equipa de cada grupo para delimitar a área de amostragem a considerar para o estudo (Figura 3). Este trabalho de campo permite também desenvolver diversas competências procedimentais, investigativas e atitudinais.
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Figura 3. Exemplo da marcação de um transecto. É fornecido a cada grupo um protocolo com a indicação dos procedimentos e materiais necessários, contudo, todas estas fases podem ser determinadas em conjunto com a turma ou ainda solicitando a cada grupo para criar o seu próprio plano de investigação. Os dados que os alunos poderão recolher permitirão reforçar o conhecimento construído até esta etapa do trabalho ou ainda, acrescentar novos dados. Cada grupo deve organizar-se de forma a atribuir tarefas aos diversos elementos para facilitar a concretização das tarefas. Por exemplo, cada grupo poderá dividir a área do transecto de amostragem a meio e cada subgrupo contar e registar na grelha de registo os resíduos e recolhê-los para sacos do lixo. No final, os dois subgrupos devem reunir-se para somar os resíduos por tipologia e, finalmente, proceder ao registo da totalidade de resíduos encontrados na aplicação Clean Swell. [2x2]m Os grupos deverão, posteriormente, proceder à medição de um novo quadrado de amostragem, no interior do transecto maior, agora com [2x2m] (Figura 4). Nessa área devem utilizar os crivos de malha fina para recolher os fragmentos de plástico de pequenas dimensões para posterior análise em laboratório.
Figura 4. Exemplo da marcação de uma área de amostragem [2x2]m no interior do transecto [10x10]m. [0,5x0,5]m
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Para ser possível aferir a existência ou não de microplásticos, cada grupo deverá ainda recolher areia superficial de um quadrado de amostragem [0,5 x 0,5]m para, posterior analise em laboratório ( Figura 5).
Figura 5. Exemplo da recolha da areia superficial numa área de amostragem [0,5 x 0,5]m no interior do transecto [10x10]m. Nesta fase, os grupos não se podem esquecer de levar água do mar para ser misturada, no laboratório, com a areia recolhida nesta última recolha.
6.8.3.
Explore 2.3. Pós-Saída
1.ª Tarefa: Organizar, classificar e contabilizar os resíduos. No laboratório, cada grupo deverá organizar, classificar e contabilizar os resíduos recolhidos na praia e fotografá-los. A fotografia deve ser colocada no guião (Figura 6).
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Figura 6. Exemplo de organização e classificação dos resíduos. Seguidamente, os dados obtidos deverão ser tratados estatisticamente e apresentados sob a forma de gráficos e tabelas. Cada grupo deverá ainda interpretar os dados obtidos e apresentar conclusões que poderão partilhar na turma. Essa partilha permite comparar e confrontar resultados entre os grupos. Recorrendo ao Índice de limpeza da costa (CCI), os alunos poderão ainda determinar se se trata de uma praia muito ou pouco limpa e relacionar o valor do índice com os resíduos encontrados.
2.ª Tarefa: Atividade laboratorial sobre microplásticos Nesta tarefa é fornecido um protocolo, contudo, em função do tempo disponível e dos objetivos de trabalho, o professor poderá solicitar aos alunos que concebam o seu próprio protocolo. A questão inicial “O que sabe sobre microplásticos? Como se podem apresentar estes poluentes?”, visa verificar quais os conhecimentos já construídos pelos alunos sobre microplásticos para se confrontarem com algumas dúvidas que poderão aprofundar nas tarefas que se propõem a seguir. Com esta atividade laboratorial pretende-se que investiguem se existem microplásticos na areia da praia. Para tal, devem misturar a areia recolhida na praia com a água salgada e agitar a mistura para que os fragmentos de plástico, menos densos, flutuem (Figura 7).
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Figura 7. Mistura da areia com água salgada, na qual se pode observar fragmentos de plástico a flutuarem à superfície. Os fragmentos de plástico em suspensão na mistura da areia com a água salgada e observáveis a olho nu devem ser recolhidos com um coador (Figura 8).
Figura 8. Recolha de fragmentos de plástico em suspensão na mistura de areia com água salgada.
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Caso existam dúvidas na classificação de um resíduo como um fragmento de plástico, sugere-se que se avalie com uma lamparina se o fragmento derrete ou queima sob a ação da chama (Figura 9).
Figura 9. Verificação, sob ação do calor, se um resíduo é um fragmento de plástico. Posteriormente, devem ser dispostos na folha de registo de fragmentos de plástico e fotografados (Figura 10).
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Figura 10. Registo dos fragmentos de plástico. Para identificar a presença de microplásticos não observáveis a olho nu existentes na areia, e caso o laboratório disponha dos materiais necessários para a consecução desta atividade laboratorial, os alunos deverão filtrar a água com as partículas em suspensão num sistema de filtração (bomba de vácuo + mangueira + kitasato) (Figura 11).
A. Sistema montado.
de
filtração
B. Pipetagem da suspensão mistura de água salgada com a areia.
C. Passagem da mistura pipetada para o sistema de filtração.
D. Recolha de partículas no filtro após filtração.
E. Retira-se o filtro com auxílio de uma pinça.
F. Coloca-se o filtro numa placa de Petri para posterior observação ao M.O.
Figura 11. Esquema ilustrativo dos procedimentos laboratoriais realizados para obtenção das partículas a observar ao microscópio ótico.
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Caso o laboratório da escola não disponha destes materiais, a filtração pode ser realizada simplesmente fazendo atravessar a mistura por ação da gravidade através de um filtro, embora esta técnica seja mais demorada. Posteriormente, os alunos devem observar ao microscópio ótico o conteúdo do filtro. Devem registar, através de fotografias, colocando o smartphone junto à ocular, os microplásticos que observam, em diferentes ampliações (Figura 12).
Figura 12 Exemplo de observações ao microscópio (Ampliação: 10 x 20x) com microplásticos visíveis (fibras e fragmentos de plásticos de cor verde).
A observação e a identificação de fragmentos de plásticos ao microscópio pode ser um processo moroso, sendo necessário observar toda a amostra filtrada para conseguir observar alguns microplásticos e distingui-los de outras partículas. Os resultados desta tarefa deverão ser registados em tabelas e gráficos, seguindo-se a interpretação dos resultados e conclusões (a registar no guião).
6.9. Exchange 4. Microplásticos. No final da atividade laboratorial, os alunos devem discutir e partilhar os resultados procurando responder à questão: “Que medidas devem ser adotadas para evitar a contaminação da água com microplásticos?”. Durante a discussão, é provável que surjam algumas dúvidas e imprecisões que deverão ser esclarecidas na etapa seguinte, através de uma pesquisa mais aprofundada e especificamente orientada para a problemática atual sobre os microplásticos.
6.10. Elaborate 1. Os microplásticos. As informações obtidas sobre as medidas a tomar para evitar a contaminação da água com microplásticos cruzam-se com as dos outros resíduos de plástico porque os primeiros resultam da fragmentação de plásticos maiores, à exceção daqueles que já entram na constituição de alguns produtos usados no quotidiano.
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Assim, algumas soluções/medidas podem passar por 4:
Reduzir o consumo de produtos descartáveis e de embalagens de plástico, por exemplo, através da implementação de medidas dissuasoras do consumo desse tipo de embalagens;
Melhorar a gestão de resíduos (redução da sua produção; monitorização e acompanhamento de perdas indesejáveis de produtos, resíduos plásticos e poluentes adsorvidos para o ambiente, reciclagem); Requer o envolvimento da indústria, da população e do governo, uma vez que o problema é transversal: proposta tecnológica que consiste num sistema de recolha formado por barreiras flutuantes, ancoradas no leito do mar, para capturar os resíduos flutuantes e os concentra numa plataforma (projeto premiado como Melhor Projeto Técnico da Universidade de Tecnologia Delf, contudo 70% dos resíduos de plástico encontram-se nos fundos oceânicos); É necessário uma cooperação internacional e medidas globais implementadas a nível local para resolver este problema; Melhorar a aplicação das políticas de prevenção e redução de resíduos: a nível das políticas e legislação da EU destinadas a melhorar a gestão de resíduos, reduzir os resíduos de embalagens e aumentar as taxas de reciclagem (sobretudo de plásticos), melhorar o tratamento das águas residuais e, em geral, utilizar os recursos com mais eficiência. Também existem diretivas para reduzir a poluição proveniente dos navios e dos portos; Apostar na investigação em plásticos biodegradáveis e bioplásticos – contudo degradam-se até à dimensão de microplásticos como os plásticos convencionais e a sua degradação em aterro está condicionada e não é fácil a sua reciclagem em comparação com a dos plásticos convencionais - investigar e investir na sua degradação e na produção de novos plásticos; Investigação do impacte dos microplásticos a nível ecológico e social; Maior consciencialização e participação pública dos cidadãos, envolvendo-os em ações de limpeza das praias, em projetos de monitorização e em campanhas de sensibilização.
6.11. Elaborate 2. O tempo de degradação dos resíduos de plástico. Para a consecução desta etapa, é necessário consultar a Figura 13 e as informações disponibilizadas sobre este tópico no guião dos alunos, bem como mobilizar o conhecimento recentemente construído para completar a grelha de registo dos resíduos de plástico (coluna “tempo de degradação estimado”). Assim, pretende-se consciencializar os alunos sobre o tempo de persistência dos diferentes tipos de plásticos no ambiente.
4 Fontes:
https://www.rtp.pt/noticias/especial-informacao/o-mundo-esta-cada-vez-mais-contaminado-por-plasticos_n841198 https://run.unl.pt/bitstream/10362/5824/1/Martins_2011.pdf
https://www.youtube.com/watch?v=dfcRW7sIrPI
https://www.eea.europa.eu/pt/sinais-da-aea/sinais-2014/em-analise/o-lixo-nos-nossos-mares
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Figura 13. Tempo de degradação dos resíduos de plástico.5
6.12. Empowerment. Atividade de sensibilização da comunidade. Esta etapa é fundamental porque se pretende que a turma partilhe com a comunidade escolar e local o que aprendeu, fundamentando a sua opinião e preocupações sobre a problemática em causa. Esta dimensão visa capacitar os alunos a uma cidadania ativa com vista a alertar e educar a comunidade para a resolução do problema. O professor poderá propor a elaboração de um documentário sobre a forma de vídeo, com a duração aproximada de 10 min, relativo a todo o trabalho e principais conclusões. O recurso digital sugere-se que seja divulgado:
no grupo turma (apresentação e discussão do documentário realizado); nas redes sociais e à comunidade educativa através de organização de um pequeno evento (exposição, campanha de sensibilização, etc.); num evento científico ou cultural local. Cada grupo de trabalho deverá fazer um vídeo.
5 Fonte: https://acervo.publico.pt/multimedia/infografia/um-oceano-de-plastico-210
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A partilha dos resultados da investigação com a comunidade também poderá ser feita através da redação de uma proposta de artigo para jornal local e/ou notícia para a newsletter da escola (máx. de 1 página). Para o efeito, poderá funcionar como forma de campanha que apela à ação coletiva dos cidadãos para responder à ação 9 da Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável: Lutar contra o lixo marinho e o «mar de plástico» . 6.13.
Evaluate. O que aprendeu sobre a problemática do plástico nos oceanos?
Com o objetivo de verificar os conhecimentos construídos sobre a problemática do plástico, os alunos deverão voltar a aferir os seus conhecimentos na plataforma Ocean Action. Cada aluno deverá registar os resultados alcançados no guião e comparar com o nível obtido na etapa Engage. Sugere-se que o professor vá fornecendo informação qualitativa aos alunos do trabalho desenvolvido ao longo da atividade, em função dos trabalhos produzidos pelos grupos de trabalho, da participação, do empenho e das aprendizagens realizadas, e que, no final, avalie globalmente o percurso realizado através da grelha de avaliação. A autoavaliação é, também, uma etapa fundamental do processo de avaliação, sendo que o professor poderá obter mais dados relativos ao desempenho dos alunos e compreender o impacto que a atividade poderá ter tido na aprendizagem e consolidação de conhecimentos. Assim, no final da atividade, o professor poderá fornecer aos alunos a grelha de autoavaliação apresentada no guião do aluno e, posteriormente, analisar o modo como estes se autoavaliaram relativamente a atividade.
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Grelha de avaliação Sugere-se que a classificação desta atividade, que pode alcançar um máximo de 52 pontos, seja convertida numa escala de 0 a 20 valores. Os critérios de avaliação, foram elaborados a partir das áreas de competências do perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória (ME, 2017), são os seguintes: ÁREAS DE COMPETÊNCIAS A AVALIAR
A. Linguagens e Texto
B. Informação e comunicação
C. Raciocínio e resolução de problemas
D. Pensamento crítico e criativo
CLASSIFICAÇÃO 1
2
Expressão escrita e oral confusa. Linguagem não adequada ao contexto a que se destinam os recursos
Expressão escrita e oral clara, mas pouco objetiva. Linguagem pouco adequada ao contexto a que se destinam os recursos.
O trabalho desenvolvido nas diferentes tarefas baseou-se em poucas fontes de informação fidedignas. Não conseguiu transformar a informação em conhecimento. A(s) estratégia(s) e os materiais de comunicação não são adequados nem pertinentes para o fim a que se destinam. Sem capacidade de suscitar interesse. Não conseguiu interpretar informação, planear e conduzir as pesquisas adequadas ao trabalho. Não evidenciou capacidade de tomada de decisão para resolver problemas. Não construiu produtos de conhecimento usando recursos diversificados. Não evidenciou formas de pensamento lógicas, de matriz científica, com vista a uma argumentação fundamentada. Não desenvolveu ideias e soluções inovadoras.
O trabalho desenvolvido nas diferentes tarefas baseou-se em algumas fontes de informação fidedignas. Conseguiu transformar alguma informação em conhecimento. A(s) estratégia(s) e os materiais de comunicação têm alguma pertinência, mas não são adequados ao público-alvo. Com pouca capacidade de suscitar interesse. Revelou alguma capacidade de interpretar informação, planear e conduzir as pesquisas adequadas ao trabalho. Evidenciou alguma capacidade de tomada de decisão para resolver problemas. Construiu produtos de conhecimento, contudo usou recursos pouco diversificados. Evidenciou algumas formas de pensamento lógicas, de matriz científica, com vista a uma argumentação fundamentada. Desenvolveu algumas ideias e soluções inovadoras.
3
4
Expressão escrita e oral muito clara e objetiva. Linguagem muito adequada ao contexto a que se destinam os recursos. O trabalho desenvolvido nas diferentes tarefas baseou-se em fontes diversificadas de O trabalho desenvolvido nas diferentes tarefas informação fidedignas. Para além das fontes baseou-se em várias fontes de informação de informação sugeridas, foram consultadas fidedignas, mas pouco diversificadas. outras fontes de informação pertinentes. Conseguiu transformar a maioria da informação Foram consultadas várias fontes em língua em conhecimento. não portuguesa. As estratégias e os materiais de comunicação Conseguiu transformar a totalidade da são razoavelmente adequados ao público-alvo e informação em conhecimento. com alguma pertinência. Com capacidade de Estratégia(s) e materiais de comunicação suscitar interesse pertinentes e adequados ao público-alvo. Com elevada capacidade de suscitar interesse e dinâmica. Revelou capacidade de interpretar informação, Revelou uma elevada capacidade de planear e conduzir as pesquisas adequadas ao interpretar informação, planear e conduzir as trabalho. pesquisas adequadas ao trabalho. Evidenciou capacidade de tomada de decisão Evidenciou uma elevada capacidade de para resolver problemas. tomada de decisão para resolver problemas. Construiu produtos de conhecimento e usou Construiu produtos de conhecimento e usou recursos diversificados. recursos muito diversificados. Evidenciou formas de pensamento lógicas, de Evidenciou formas de pensamento lógicas, de matriz científica, com vista a uma matriz científica, com vista a uma argumentação fundamentada e aprofundada. argumentação fundamentada. Desenvolveu ideias e soluções muito Desenvolveu ideias e soluções inovadoras. inovadoras. Expressão escrita e oral clara e objetiva. Linguagem adequada ao contexto a que se destinam os recursos.
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E. e F. Autonomia e relacionamento interpessoal
G. Bem-estar, saúde e ambiente
I. Saber científico, técnico e tecnológico
Normas APA
Gestão do tempo
Não revelou autonomia na tomada de decisões. Não colaborou e interagiu com os outros, partilhando e dividindo responsabilidades. Não aceitou pontos de vista diferentes dos seus.
Revelou alguma autonomia na tomada de decisões. Colaborou e interagiu algumas vezes com os outros, partilhando e dividindo responsabilidades. Aceitou parcialmente pontos de vista diferentes dos seus.
Revelou autonomia na tomada de decisões. Colaborou e interagiu com os outros, partilhando e dividindo responsabilidades. Aceitou pontos de vista diferentes dos seus.
2
4
8
Não manifestou consciência e responsabilidade ambiental.
Manifestou pouca consciência e responsabilidade ambiental.
Manifestou consciência e responsabilidade ambiental.
Não revelou a compreensão dos conceitos e fenómenos científicos associados ao trabalho. O trabalho produzido não revela qualidade científica nem se adequa ao público-alvo. Não revelou capacidade de manipulação e manuseamento de materiais, não realizou devidamente processos científicos e recursos digitais diversificados para criar os produtos associados ao trabalho. 1 Não incluiu referências das fontes de informação consultadas nos produtos concebidos. Todas as referências bibliográficas foram mal elaboradas, de acordo com as normas APA. As tarefas solicitadas não foram concluídas dentro do prazo estipulado e o grupo adiou a entrega dos produtos solicitados.
Revelou alguma compreensão dos conceitos e fenómenos científicos associados ao trabalho. O trabalho produzido revela pouca qualidade científica, mas adequa-se ao público-alvo. Revelou alguma capacidade de manipulação e manuseamento de materiais e recursos digitais diversificados para criar os produtos associados ao trabalho.
Revelou muita autonomia na tomada de decisões. Colaborou e interagiu com os outros, evidenciando capacidade de liderança e partilhando e dividindo responsabilidades. Aceitou pontos de vista diferentes dos seus e explicou com clareza e assertividade a sua argumentação. 12 Manifestou consciência e responsabilidade ambiental e trabalhou em colaboração para o bem comum, com vista à construção de um futuro sustentável.
Revelou compreensão da totalidade dos Revelou compreensão da maioria dos conceitos conceitos e fenómenos científicos associados e fenómenos científicos associados ao trabalho. ao trabalho. O trabalho produzido revela qualidade científica O trabalho produzido revela muita qualidade e adequa-se ao público-alvo. científica e adequa-se ao público-alvo. Revelou capacidade de manipulação e Revelou uma elevada capacidade de manuseamento de materiais e recursos digitais manipulação e manuseamento de materiais e diversificados para criar os produtos associados recursos digitais diversificados para criar os ao trabalho. produtos associados ao trabalho.
2 Apresentou as referências de algumas das fontes consultadas nos produtos concebidos, mas de forma incorreta. A maior parte das referências bibliográficas foram mal elaboradas, de acordo com as normas APA.
3 Apresentou as referências de todas as fontes consultadas nos produtos concebidos, mas algumas de forma incorreta. A maior parte das referências bibliográficas foram bem elaboradas, de acordo com as normas APA.
…
…
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4 Apresentou as referências de todas as fontes consultadas nos produtos concebidos e de forma adequada. Todas as referências bibliográficas foram bem elaboradas, de acordo com as normas APA. O grupo geriu bem o tempo e assegurou a conclusão das tarefas dentro do prazo.
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Ficha técnica Título
CreativeLab_Sci&Math | Bad plastics _ Oceanos livres de plástico: Participar na mudança Elisabete Linhares | IPS/Escola Superior de Educação de Santarém bento.cavadas@ese.ipsantarem.pt
Autores Bento Cavadas | IPS/Escola Superior de Educação de Santarém bento.cavadas@ese.ipsantarem.pt
Imagens
Figuras 1 a 12: Autores. Figura 13: https://acervo.publico.pt/multimedia/infografia/um-oceano-de-plastico-210
Publicação:
Aceite para publicação em 30 janeiro 2018
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