Calor: competĂŞncias essenciais Michael Fowler Calor, Temperatura, Calor EspecĂfico, Trabalho O primeiro termĂłmetro (o de Galileu) usava a expansĂŁo de um gĂĄs com a temperatura: nĂŁo era muito fiĂĄvel porque nĂŁo levava em conta a variação da pressĂŁo atmosfĂŠrica. MercĂşrio em vidro tornou-se a escolha padrĂŁo, e permitiu a descoberta da Lei Zero da Termodinâmica: Se dois objectos estĂŁo em equilĂbrio tĂŠrmico com um terceiro, entĂŁo estĂŁo em equilĂbrio tĂŠrmico entre si. (O “terceiro corpoâ€? numa situação prĂĄtica ĂŠ o termĂłmetro.) A unidade de calor: 1 caloria ĂŠ o calor necessĂĄrio para aumentar em 1 grau Celsius 1 grama de ĂĄgua. MAS as Calorias usadas nos produtos alimentares sĂŁo QUILOcalorias: o calor necessĂĄrio para aquecer em 1 grau 1 quilograma de ĂĄgua. O calor especĂfico de uma substância ĂŠ o calor, em calorias, necessĂĄrio para elevar a temperatura de 1 grama do material em 1 grau Celsius. Conhecer o resultado de Dulong e Petit, de que para uma sĂŠrie de elementos o produto do peso atĂłmico pelo calor especĂfico ĂŠ o mesmo, e o seu significado em termos de capacidade calorĂfica por ĂĄtomo. Calor latente: saber o que ĂŠ. Coeficientes de expansĂŁo: saber valores tĂpicos para metais, e ser capaz de provar que o coeficiente volĂşmico ĂŠ o triplo do linear, e saber que a ĂĄgua contrai ao ser aquecida entre os zero e os quatro graus. Saber como varia a pressĂŁo com a temperatura na maioria dos gases, e compreender que daĂ decorre uma escala natural de temperatura e que, juntando a Lei de Boyle, se obtĂŠm a Lei dos Gases đ?‘ƒđ?‘ƒđ?‘ƒđ?‘ƒ = đ?‘›đ?‘›đ?‘›đ?‘›đ?‘›đ?‘›. Deve saber o que ĂŠ uma mole de gĂĄs, o que significa o nĂşmero de Avogadro e qual o seu valor (aprox.).
Saber que a Teoria Calórica, que trata o calor como um fluido como a electricidade, då previsþes correctas do modo como o calor flui entre dois corpos, e falha apenas quando o calor Ê convertido em trabalho ou o trabalho em calor, e que quando isso acontece, a energia total Ê conservada: por outras palavras, o trabalho realizado Ê igual à quantidade de calor que desapareceu, sendo a equivalência dada por 1 caloria = 4.2 Joules aproximadamente. Não faça confusão com as quilocalorias nas conversþes!
Esta Ê a: Primeira Lei da Termodinâmica: a energia total (incluindo calor) Ê conservada.
Teoria CinĂŠtica dos Gases ���2 /3đ?‘‰đ?‘‰ considerando as sucessivas reflexĂľes de uma molĂŠcula nas Ser capaz de deduzir que đ?‘ƒđ?‘ƒ = đ?‘ đ?‘ đ?‘ đ?‘ đ?‘Łđ?‘Ł paredes de uma caixa, e juntamente com a Lei dos Gases đ?‘ƒđ?‘ƒđ?‘ƒđ?‘ƒ = đ?‘›đ?‘›đ?‘›đ?‘›đ?‘›đ?‘› e a constante de Boltzmann đ?‘˜đ?‘˜ = đ?‘…đ?‘…/đ?‘ đ?‘ relacionar a temperatura com a energia cinĂŠtica molecular: �������� 1 3 ��� đ??¸đ??¸đ?‘?đ?‘? = đ?‘šđ?‘šđ?‘Łđ?‘Ł 2 = đ?‘˜đ?‘˜đ?‘˜đ?‘˜. 2 2
Compreender o espaço de velocidades na descrição do estado instantâneo de um gås. Saber que a �� ��2
ďż˝âˆ’
ďż˝
distribuição das velocidades moleculares ĂŠ đ?‘“đ?‘“(đ?‘Łđ?‘Ł) âˆ? đ?‘Łđ?‘Ł 2 đ?‘’đ?‘’ 2đ?‘˜đ?‘˜đ?‘˜đ?‘˜ , ser capaz de a esboçar (muito aproximadamente, qual ĂŠ o ser valor mĂĄximo?) e ter uma ideia de como varia com a temperatura. đ?‘šđ?‘šđ?‘šđ?‘š ℎ
Compreender da Lei dos Gases porque ĂŠ que đ?œŒđ?œŒ = đ?œŒđ?œŒ0 đ?‘’đ?‘’ −đ??śđ??śđ??śđ??śâ„Ž = đ?œŒđ?œŒ0 đ?‘’đ?‘’ − đ?‘˜đ?‘˜đ?‘˜đ?‘˜ .
Graus de liberdade de uma molĂŠcula: translaccional (isto ĂŠ, movimento numa direcção), rotacional, possivelmente vibracional. Termodinâmica do GĂĄs Ideal: Calor especĂfico, IsotĂŠrmicas, AdiabĂĄticas 3
3
Para um gĂĄs monoatĂłmico (sem energia rotacional) đ??¸đ??¸đ?‘–đ?‘–đ?‘–đ?‘–đ?‘–đ?‘– = 2 đ?‘˜đ?‘˜đ?‘˜đ?‘˜ Ă— đ?‘ đ?‘ đ??´đ??´ = 2 đ?‘…đ?‘…đ?‘…đ?‘…. Logo đ??śđ??śđ?‘‰đ?‘‰ =
3 đ?‘…đ?‘…. 2
Ser capaz de deduzir a relação de Mayer đ??śđ??śđ?‘ƒđ?‘ƒ = đ??śđ??śđ?‘‰đ?‘‰ + đ?‘…đ?‘…. 5
Saber que đ??śđ??śđ?‘‰đ?‘‰ (đ?‘‚đ?‘‚2 ) = 2 đ?‘…đ?‘…, ter uma ideia do porquĂŞ, e saber a definição de đ?›žđ?›ž: đ??śđ??śđ?‘ƒđ?‘ƒ = đ?›žđ?›ž. đ??śđ??śđ?‘‰đ?‘‰
GrĂĄficos PV e MĂĄquinas TĂŠrmicas As propriedades de uma quantidade fixa de um gĂĄs ideal sĂŁo completamente determinadas por đ?‘ƒđ?‘ƒ e đ?‘‰đ?‘‰, dado que đ?‘‡đ?‘‡ decorre da Lei dos Gases. Um cilindro contendo um gĂĄs quase ideal ĂŠ o mecanismo central de quase todas as mĂĄquinas tĂŠrmicas. O fluxo de energia calorĂfica para energia mecânica ĂŠ analisado
traçando a trajectĂłria do gĂĄs no plano đ?‘ƒđ?‘ƒ, đ?‘‰đ?‘‰.
GrĂĄficos simples tĂŞm segmentos dos seguintes tipos: (Importante! Isto compreende-se melhor seguindo o fluxo de energia.) 1. IsotĂŠrmicas, temperatura constante, logo energia interna constante. Portanto ao longo de uma isotĂŠrmica o trabalho realizado ĂŠ exactamente igual ao calor recebido. 2. AdiabĂĄticas: sem trocas de calor. Consequentemente, o trabalho realizado ĂŠ igual Ă variação da energia interna, e para um gĂĄs ideal ĂŠ simplesmente đ??śđ??śđ?‘‰đ?‘‰ (đ?‘‡đ?‘‡1 − đ?‘‡đ?‘‡2 ).
3. Volume constante: nĂŁo hĂĄ trabalho realizado, portanto calor absorvido = variação da energia interna. 4. PressĂŁo constante: trabalho realizado = đ?‘ƒđ?‘ƒ(đ?‘‰đ?‘‰2 − đ?‘‰đ?‘‰1 ) = đ?‘›đ?‘›đ?‘›đ?‘›(đ?‘‡đ?‘‡2 − đ?‘‡đ?‘‡1 ). O Ciclo de Carnot Ser capaz de deduzir que đ?‘‰đ?‘‰
trabalho realizado isotermicamente = đ?‘›đ?‘›đ?‘›đ?‘›đ?‘›đ?‘› ln đ?‘‰đ?‘‰đ?‘?đ?‘? . đ?‘Žđ?‘Ž
Saber esboçar o ciclo de Carnot no plano đ?‘ƒđ?‘ƒ, đ?‘‰đ?‘‰, e ser capaz de explicar o que acontece em cada segmento. đ?‘‡đ?‘‡
Saber capaz de deduzir que đ?‘Šđ?‘Š = đ?‘„đ?‘„đ?‘„đ?‘„ − đ?‘„đ?‘„đ??šđ??š = ďż˝1 − đ?‘‡đ?‘‡ đ??šđ??š ďż˝ đ?‘„đ?‘„đ?‘„đ?‘„ , e daqui que o rendimento = đ?‘„đ?‘„
đ?‘Šđ?‘Š
đ?‘„đ?‘„đ?‘„đ?‘„
��
= 1 − đ?‘‡đ?‘‡ đ??śđ??ś . đ??ťđ??ť
Segunda Lei da Termodinâmica: ĂŠ impossĂvel construir uma mĂĄquina que funcione ciclicamente, extraindo calor de uma fonte fria para uma fonte quente ao mesmo tempo que realiza trabalho mecânico. Compreender como ĂŠ que esta Lei conduz Ă conclusĂŁo de que nenhuma mĂĄquina pode ser mais eficiente do que o ciclo de Carnot.
Entropia Saber a definição de entropia de um gĂĄs ideal no plano đ?‘ƒđ?‘ƒ, đ?‘‰đ?‘‰,
(đ?‘ƒđ?‘ƒ ,đ?‘‰đ?‘‰ ) đ?‘‘đ?‘‘đ?‘‘đ?‘‘
đ?‘†đ?‘†(đ?‘ƒđ?‘ƒ2 , đ?‘‰đ?‘‰2 ) = đ?‘†đ?‘†(đ?‘ƒđ?‘ƒ1 , đ?‘‰đ?‘‰1 ) + âˆŤ(đ?‘ƒđ?‘ƒ 2,đ?‘‰đ?‘‰ 2) 1 1
��
(ao longo de um caminho reversĂvel)
e ser capaz de provar que ĂŠ a mesma ao longo de qualquer caminho reversĂvel. Terceira Lei da Termodinâmica: um sistema Ă temperatura do zero absoluto tem entropia nula. (Primeiro era um postulado, adivinhado, e sĂł foi provado posteriormente com a mecânica quântica.) Para um gĂĄs perfeito: đ?‘†đ?‘†(đ?‘ƒđ?‘ƒ2 , đ?‘‰đ?‘‰2 ) − đ?‘†đ?‘†(đ?‘ƒđ?‘ƒ1 , đ?‘‰đ?‘‰1 ) = đ??śđ??śđ?‘‰đ?‘‰ ln
��2 ��2 + ���� ln . ��1 ��1
Isto significa que a variação da entropia depende apenas dos estados inicial e final, mesmo que o caminho seja irreversĂvel. đ?‘‰đ?‘‰
Variação de entropia num gås expandindo-se no våcuo: ���� ln ��2 . 1
Entropia ĂŠ uma medida do nĂşmero de estados acessĂveis ao sistema a uma dada energia. A entropia aumenta sempre no mundo real.
Tradução/Adaptação Casa das Ciências 2009