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Manual de Operações de Combate a Incêndios Estruturais

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Regimento de Sapadores Bombeiros Manual do Sapador Bombeiro

Manual Operações de Combate a Incêndios Estruturais


OPERAÇÕES DE COMBATE A INCÊNDIOS ESTRUTURAIS

Lisboa, 2023


FICHA TÉCNICA

Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa

Edição

Câmara Municipal de Lisboa Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa Escola do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa Ano 2023 Local Lisboa Título Operações de Combate a Incêndios Estruturais Coleção Manual do Sapador Bombeiro n.º 13 Autores

Almerindo José Gonçalves Ferreira | Chefe de 1.ª Classe Mário Jorge Figueiredo Ferreira | Subchefe Principal José Miguel Maximiano Gonçalves Ferreira | Subchefe de 1.ª Classe Coordenação editorial

Almerindo José Gonçalves Ferreira Fotografias

Almerindo José Gonçalves Ferreira Departamento de Marca e Comunicação/CML Conceção de imagem e paginação

Isilda Marcelino Revisão gráfica

Carlos Vilela Revisão de texto

Ana Loureiro Impressão e acabamento

Imprensa Municipal ISBN

978-989-54922-7-5 Tiragem

500 ex. Depósito legal

517289/23 Preço de capa conforme tabela de preços em vigor © Regimento de Sapadores Bombeiros | 2023 É expressamente proibida a reprodução da presente obra, no todo ou em parte, sem autorização do Regimento Sapadores de Bombeiros de Lisboa, de harmonia com a lei em vigor.

OPERAÇÕES DE COMBATE A INCÊNDIOS ESTRUTURAIS


PREFÁCIO Os incêndios em estruturas, de igual modo designados por incêndios estruturais, continuam a ocorrer em grande número nos grandes centros urbanos cuja densidade populacional e o estado de conservação do edificado são aspetos críticos no combate ao incêndio. Na maioria das vezes, a ocorrência destes incêndios é resultante da ação humana, provocada grande parte pela ignorância, imprudência ou negligência na utilização de equipamentos elétricos de aquecimento e nos atos de fumar e cozinhar. Com maior incidência no tempo frio, ocorrem durante a noite ou de madrugada, altura de difícil deteção, tendo em conta que a maioria das pessoas se encontra a dormir, podendo causar sérios danos. Para que o combate ao incêndio seja eficaz, é importante que a atuação dos bombeiros seja organizada e executada no mais curto espaço de tempo com foco, em primeira instância, na proteção e salvamento de vidas humanas e, por último, na proteção de bens materiais. O Manual de Operações de Combate a Incêndios Estruturais visa ser um instrumento pedagógico, de apoio à formação do bombeiro profissional, constituindo-se um guia de atuação nas diversas fases das operações de combate ao incêndio, bem como na definição de estratégias e procedimentos de segurança das equipas de socorro.

Tiago Baptista Lopes Cor Eng. | Comandante do RSB

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Operações de Combate a Incêndios Estruturais


INTRODUÇÃO Em qualquer incêndio, seja qual for a sua dimensão, é importante intervir no mais curto espaço de tempo e de forma organizada. No combate ao incêndio, uma boa organização visa, em primeiro lugar, a proteção e salvamento de vidas humanas e, por último, a proteção de bens materiais. Com vista à eficácia de toda a operação de combate ao incêndio, os bombeiros obedecem à Marcha Geral das Operações (MGO), a qual estabelece uma linha orientadora das equipas de socorro constituída por oito fases. Ao Comandante das Operações de Socorro (COS) compete definir a estratégia para o combate ao incêndio e elaborar um plano de trabalhos, que permita a definição dos objetivos a atingir e as táticas a utilizar no cumprimento dos mesmos. O não estabelecimento de um plano de trabalhos eficaz pode colocar em risco toda a operação, conduzindo a situações perigosas e confusas. O plano de trabalhos deve ser seguido de forma escrupulosa, não devendo dar início a um procedimento sem que os anteriores estejam finalizados. As equipas de socorro devem informar o superior hierárquico direto de todas as tarefas concluídas, e este, por sua vez, deve inteirar o COS de toda a situação. É crucial que o sistema de comunicações no teatro de operações (TO) funcione de forma eficaz e eficiente, de maneira a que todas as informações/ordens circulem de forma rápida e ordenada.

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Operações de Combate a Incêndios Estruturais

Operações de Combate a Incêndios Estruturais

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MARCHA GERAL DAS OPERAÇÕES FASES DO COMBATE AO INCÊNDIO A Marcha Geral das Operações (MGO) é um conjunto de fases que correspondem às operações executadas durante o combate a um incêndio. Umas são complementares, outras realizadas em simultâneo e algumas permanentes. No total, a MGO é composta por oito fases (ver guia de comando – pág. 98): 1. Reconhecimento; 2. Busca e salvamento; 3. Estabelecimento dos meios de ação; 4. Ataque e proteção; 5. Rescaldo; 6. Descontaminação; 7. Vigilância; 8. Limpeza, recondicionamento e higiene.

FASE 1 - RECONHECIMENTO REGRAS DE SEGURANÇA DURANTE O RECONHECIMENTO Num incêndio em edificado, a estrutura fica, à partida, afetada. No caso de deteção de qualquer problema estrutural durante o reconhecimento, que possa colocar o edifício em risco de colapso, o COS deve tomar medidas de segurança que salvaguardem as equipas de socorro presentes no local bem como a população. Neste caso, os veículos e equipamentos de socorro devem ficar posicioALTURA nados a uma distância mínima de segurança igual a uma vez e meia a altura do edifício. ALTURA X 1,5 8

Operações de Combate a Incêndios Estruturais


OBJETIVOS DO RECONHECIMENTO O reconhecimento deve ser permanente e completo e tem como objetivos explorar todos os lugares ameaçados pelo incêndio e avaliar situações de perigo como:

[RP] . PROCEDIMENTOS VOE

Se existem vítimas em perigo iminente; n Se existem exposições em perigo; n Outras situações de perigo iminente. n

VER

n A presença de vítimas;

n

n O tipo de estrutura e danos visíveis; n As caraterísticas do incêndio;

OUVIR EXECUTAR

n Os riscos de propagação; n Os pontos de ataque; n Entre outras.

Reações imediatas

n

Pedidos de socorro; Testemunhas no local.

Salvamento de vítimas; n Ataque de transição; n Proteção de exposições; n Corte de gás, eletricidade e outros fluidos; n Outras reações imediatas perante situações que se apresentem potencialmente perigosas. n

FASES DO RECONHECIMENTO [RP] MENSAGEM FLASH

O reconhecimento permite ao COS obter informações sobre o incêndio. É o momento preponderante do desenvolvimento de toda a ação de modo a controlar e a dominar o incêndio. Além de permanente e completo, deve ser sistemático, metódico e deve obedecer a quatro fases: 1. Reconhecimento Primário [RP]; 2. Reconhecimento Intermédio [RI]; 3. Reconhecimento Secundário [RS]; 4. Reconhecimento Final [RF].

Concluída esta fase, o COS deve comunicar a primeira parte de socorro para a central de comunicações. Esta comunicação, denominada mensagem Flash, deve incidir em quatro pontos: O que VÊ

Descrever, de forma muito sintética, o que observa no momento.

O que PREVÊ

Prever a possível evolução do incêndio, quer favorável, quer de agravamento.

O que mandou EXECUTAR Reportar as reações imediatas em curso. O que NECESSITA

Efetuar o pedido de reforços, se necessário.

[RP] RECONHECIMENTO PRIMÁRIO

O reconhecimento primário deve ser efetuado de forma rápida na procura de informações relevantes. Este permite ao COS identificar o tipo de sinistro e os riscos que representam para a segurança de pessoas, de bens e do meio ambiente. Nesta fase, o COS deve executar os procedimentos V OE que correspondem a três ações: Ver/Ouvir/Executar, e colocar em prática as reações imediatas de modo a controlar os riscos. 10

Marcha Geral das Operações . Operações de Combate a Incêndios Estruturais

[RI] RECONHECIMENTO INTERMÉDIO

O reconhecimento intermédio assenta na inspeção de toda a área de sinistro não verificada no reconhecimento primário. Tem como objetivos identificar zonas de perigo e de propagação do incêndio e antecipar a colocação de meios nesses pontos críticos. Operações de Combate a Incêndios Estruturais . Marcha Geral das Operações

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Para que o reconhecimento seja completo, o COS deve efetuá-lo a 360o. Nas estruturas em linha, a abordagem à fachada tardoz nem sempre é possível no tempo desejável. Neste caso, o COS deve proceder ao reconhecimento em toda a fachada principal e nomear um elemento graduado para efetuar o reconhecimento à fachada tardoz.

n Locais de evacuação e de progressão; n Vias de entrada e saída da zona de sinistro; n Condições atmosféricas no local, em especial, a velocidade e a direção do vento; n Existência de mananciais de água; n Entre outros.

[RI] ANÁLISE DO INCÊNDIO

A análise do incêndio visa determinar a sua dinâmica através da leitura do fogo e os seus efeitos na estrutura do edifício, nas exposições adjacentes e na população.

360º

A leitura do fogo ajuda a compreender o desenvolvimento do incêndio e as mudanças que podem ocorrer durante a sua evolução e auxilia o COS na escolha da estratégia e táticas de combate a implementar. Esta leitura tem por base quatro indicadores: n Fumo; n Fluxo de gases;

Este reconhecimento [RI] assenta em três pontos fundamentais: 1. Observação da zona de sinistro; 2. Análise do incêndio; 3. Plano de trabalhos.

[RI] OBSERVAÇÃO DA ZONA DE SINISTRO

A observação da zona de sinistro permite identificar fatores que influenciam diretamente a evolução do incêndio, bem como os recursos essenciais para as operações de combate: n O tipo de imóvel e de construção do edifício sinistrado e dos edifícios contíguos; n Os pontos de ataque; n Os moradores presentes no edifício sinistrado;

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n Calor; n Chamas.

FUMO

A observação e a interpretação das caraterísticas do fumo, em certa medida, dão a noção sobre o posicionamento do incêndio, a sua magnitude e a possível ocorrência de certos fenómenos extremos do fogo. Estas informações são colhidas pela observação da saída do fumo para o exterior através das aberturas estruturais. A leitura do fumo deve incidir nas seguintes caraterísticas: Cor e densidade; Pressão e velocidade;

PN Posicionamento do plano neutro; Pulsações.

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COR E DENSIDADE O fumo pode ter várias cores que podem estar relacionadas com o material combustível, o tipo de combustão e o nível de gases de pirólise. A cor do fumo identifica também a fase em que se encontra o incêndio: Fumo negro escuro – quando o comburente na zona afetada pelo incêndio é insu-

do incêndio no interior da estrutura. A visualização de um plano neutro horizontal numa abertura sugere que o incêndio não está próximo dessa abertura. Quanto mais distante estiver o foco de incêndio, mais tempo o fumo leva a percorrer o espaço que o separa da abertura. Neste espaço de tempo, o fumo vai arrefecendo e estabiliza-se, concentrando-se na zona de pressão positiva, saindo para o exterior da estrutura de forma laminar, deixando livre parte da abertura.

ficiente para uma combustão completa e a potência térmica do fogo é bastante elevada, o fumo assume uma cor negra, escura. Esta cor indica que o fumo tem grandes quantidades de carbono e outros produtos libertados pela combustão parcialmente queimados que são suscetíveis de atuar como combustível, inflamando-se. Fumo amarelado – indica grande libertação de gases de pirólise e elevada tem-

PN

peratura na zona afetada pelo incêndio. Os gases de pirólise são altamente inflamáveis. A densidade do fumo indica a magnitude do incêndio e está relacionada com a presença de vários produtos libertados pela combustão, nomeadamente o carbono. Fumo com densidade alta tem dificuldades em flutuar. É caraterístico na fase inicial do incêndio e o risco de inflamação é reduzido. Fumo com densidade baixa flutua com facilidade e indica altas temperaturas na zona afetada pelo incêndio. É caraterístico na fase de propagação do incêndio e o risco de inflamação é bastante elevado. PRESSÃO E VELOCIDADE

As diferenças de pressão existentes no compartimento, associadas a elevada temperatura e ao fluxo de gases existentes, obrigam a que se forme um plano neutro transversal. Isto significa que o foco de incêndio está localizado nesse compartimento e o seu posicionamento é coincidente com o lado de saída do fumo. PN

A pressão e a velocidade são outros fatores importantes na observação do fumo. A temperatura faz subir a pressão, o que é determinante na velocidade de saída do fumo para o exterior. Quanto maior a temperatura, maior a pressão e maior a velocidade do fumo. Quando se observa uma saída rápida e turbulenta é um indicador de que o fogo está perto dessa saída. PN POSICIONAMENTO DO PLANO NEUTRO As diferentes formas de saída do fumo pelas aberturas estruturais, janelas e portas, dão indicações bastante relevantes sobre o possível posicionamento

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FLUXO UNIDIRECIONAL

PULSAÇÕES A observação de pulsações durante a saída do fumo é um indicador de que existem variações de pressão na zona afetada pelo incêndio devido à redução de oxigénio disponível para a combustão. FLUXO DE GASES

O fluxo de gases é o movimento que estes formam durante um incêndio perante a existência de aberturas na estrutura. Este movimento consiste na entrada de comburente (ar frio) para o interior em direção ao fogo e na saída de gases quentes libertados pela combustão em direção ao exterior. Os gases movimentam-se dos lugares mais baixos para os mais altos (gases quentes sobem, ar frio desce) cuja dinâmica corresponde a dois tipos de fluxo: Fluxo bidirecional

O fluxo unidirecional forma-se quando existem pelo menos duas aberturas de ventilação, uma de entrada e outra de saída, com alturas bem diferenciadas. Pelo efeito termodinâmico, os gases quentes libertados pela combustão sobem e saem pela abertura superior. O comburente entra pela abertura inferior deslocando-se para o fogo, alimentando-o. Neste tipo de fluxo, o comburente (ar frio) e os gases quentes libertados pela combustão entram e saem por aberturas de ventilação distintas, tendo como resultados: n Maior velocidade de entrada e saída dos gases; n Maior fluxo de comburente em direção ao fogo; n Maior quantidade de gases quentes libertados para o exterior da estrutura.

Fluxo unidirecional

FLUXO BIDIRECIONAL

Gases quentes

O fluxo bidirecional forma-se quando existe uma ou mais aberturas de ventilação ao mesmo nível. Neste tipo de fluxo, o comburente (ar frio) e os gases quentes libertados pela combustão disputam o mesmo espaço, tendo como resultados: n Menor velocidade de entrada e saída dos gases;

Comburente

n Menor fluxo de comburente em direção ao fogo; n Menor quantidade de gases quentes libertados pela combustão para o exterior

da estrutura.

ALTERAÇÃO DE FLUXO BIDIRECIONAL

PARA UNIDIRECIONAL

Durante o combate ao incêndio pode acontecer uma alteração de fluxo bidirecional para unidirecional. Isto verifica-se quando há uma ventilação não planeada. Imagine uma vivenda de dois pisos com incêndio ativo no piso zero e sem aberturas no piso superior. Se a porta de entrada for a única abertura de ventilação e, por Gases quentes

Comburente

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sua vez, no piso superior um vidro de uma janela se quebrar devido à temperatura a que está sujeito ou uma janela for aberta por elementos das equipas de socorro, automaticamente o fluxo altera-se para unidirecional, pois são criadas duas aberturas em alturas bem diferenciadas.

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A elaboração do plano de trabalhos compreende pontos fundamentais como:

CALOR

O calor é outro dos elementos a considerar na análise do fogo, cuja observação de alguns sinais é de registar: n Janelas enegrecidas devido à presença de carbono; n Vibração das janelas devido ao calor e a subpressão interna; n Calor percetível ao toque e radiação aquando da aproximação de portas e janelas

SITUAÇÃO

Descrever de forma breve, a situação em que se encontra o incêndio e as ações implementadas nas reações imediatas.

OBJETIVOS

Informar quais os objetivos que pretende atingir.

MANOBRAS

Expressar, de forma clara e breve, quais as manobras para atingir os objetivos definidos.

EXECUÇÃO

Distribuir pelos chefes de guarnição as diferentes tarefas a executar para o cumprimento da missão.

ou da estrutura. CHAMAS

As chamas longas e lentas são indicadoras de um incêndio controlado pela ventilação. Nos incêndios controlados pelo combustível verifica-se a saída de grandes quantidades de chamas curtas e rápidas. A cor das chamas é também um indicador a observar: Chamas amarelas indicam a presença de quantidade suficiente de comburente,

disponível para combustão; Chamas vermelhas alaranjadas indicam presença reduzida de comburente,

SEGURANÇA

Definir quais as medidas de segurança individuais e coletivas a aplicar no combate ao incêndio.

COMANDO

Distribuir os canais táticos e setoriais.

[RI] MENSAGEM INTERMÉDIA Concluído o plano de trabalhos, o COS entrega as ordens de trabalho aos chefes de guarnição que não estão envolvidos nas reações imediatas. De seguida, efetua a mensagem intermédia, que deve assentar em quatro pontos:

disponível para combustão. [RI] PLANO DE TRABALHOS Com os dados recolhidos na observação da zona de sinistro e da análise do incêndio, o COS deve responder a cinco questões de modo a elaborar o plano de trabalhos: 1. Quais os objetivos a atingir? 2 . Qual a estratégia de ataque a aplicar?

1

Evolução do incêndio

2

Salvamento de vítimas

3

Estratégia

4

Meios de ação

[RS] RECONHECIMENTO SECUNDÁRIO

5. Que meios, humanos e materiais, são necessários para a operação?

O reconhecimento secundário tem como objetivos verificar a eficácia das ações de combate ao incêndio, a necessidade do seu reajustamento, a necessidade de reposicionamento dos meios envolvidos e, ainda, a eficiência da estratégia aplicada.

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3. Quais as manobras a efetuar para atingir os objetivos? 4. Quais os acessos para os pontos de ataque?

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[RF] RECONHECIMENTO FINAL

FASE 2 - BUSCA E SALVAMENTO

O reconhecimento final é efetuado depois do rescaldo e antes da retirada dos meios humanos e materiais para os aquartelamentos e tem como objetivo verificar se a área afetada pelo sinistro permanece em segurança, sem perigo para a população e meio ambiente.

BUSCA A busca de potenciais vítimas no interior da estrutura depende, principalmente, do desenvolvimento do incêndio e deve ser posta em prática apenas se estiverem garantidas as condições de segurança para as equipas de busca. Em primeiro lugar, deve ser elaborado um plano de trabalhos que tenha em conta as seguintes variáveis: n Fase do desenvolvimento do incêndio; n Número, localização e estado das vítimas;

RF

RP

Reconhecimento FINAL [RF]

n Prioridades.

Reconhecimento PRIMÁRIO [RP]

Reconhecimento SECUNDÁRIO [RS]

ontrolo d c e

REAÇÕES IMEDIATAS

ações as

Análise

RS

Reconhecimento INTERMÉDIO [RI]

RI

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O ataque inicial ao incêndio deve ser efetuado de modo a apoiar e facilitar as operações de busca e salvamento, com controlo das escadas e dos corredores, isolando as vítimas do fumo, chamas e gases quentes. Pretende-se assim, garantir que as chamas e fumos não impeçam a evacuação das vítimas. A busca deve ter início no local onde o perigo é maior para as potenciais vítimas, ou seja, junto ao fogo, ou no piso imediatamente acima, para onde o fumo, o calor e os gases quentes se propagam de forma natural pelo efeito de convecção.

Mensagem FLASH

Mensagem INTERMÉDIA ORDENS DE TRABALHO

n Meios disponíveis;

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SALVAMENTO O objetivo principal de uma operação de salvamento é proteger, resgatar e salvar as vítimas. O salvamento deve ser realizado o mais rápido possível, sendo, por vezes, necessário a implementação paralela de meios de extinção. Caso o salvamento seja efetuado pelo interior da estrutura ou em local onde possa existir o risco de propagação do incêndio, a equipa de salvamento deve munir-se de meios hidráulicos de forma a garantir, em simultâneo, a sua segurança e a da vítima. Deve ser considerada a utilização do capuz de sobrevivência para colocação na vítima de modo a protegê-la dos gases e fumos.

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O COS deve garantir a segurança das equipas de salvamento e procurar acalmar as vítimas que, em pânico, ameacem atirar-se da estrutura enquanto o salvamento não é efetuado. Em algumas situações, quando não é possível proceder ao salvamento de imediato, a melhor opção é colocar a vítima em local seguro e executar esta ação logo que oportuno. A ordem de prioridades no salvamento das vítimas é estabelecida consoante os riscos a que estão sujeitas: 1.º Pessoas em perigo iminente; 2 .º Grupos numerosos de pessoas (possibilidade de pânico coletivo); 3.º Pessoas que permanecem no edifício em chamas; 4.º Pessoas em edifícios sujeitos ao efeito de radiação das chamas.

Esta ordem de prioridades serve de base ao planeamento das operações após se terem equacionado os meios humanos e materiais disponíveis. As tomadas de decisão devem ter em consideração a segurança e a eficácia do salvamento.

TIPO DE VÍTIMAS O COS, ao chegar ao local do sinistro, pode deparar-se com três tipos de vítimas: n Vítimas visíveis e móveis; n Vítimas visíveis e presas; n Vítimas não visíveis.

VÍTIMAS VISÍVEIS E MÓVEIS

Estas vítimas são aquelas que conseguem sair do edifício pelos seus próprios meios. Por vezes, encontram-se no exterior do edifício antes da chegada dos bombeiros. Neste caso, o COS deve de imediato definir um ponto de encontro para onde as vítimas devem ser encaminhadas e providenciar o apoio médico, se necessário.

Esta fase da MGO pode implicar um conjunto de operações coordenadas, como:

VÍTIMAS VISÍVEIS E PRESAS

n Colocação adequada de estabelecimento de mangueiras para proteção;

Estas são as vítimas que não conseguem sair do edifício pelos seus próprios meios e, geralmente, encontram-se nas varandas, janelas ou telhados a pedir socorro. O COS deve tentar acalmá-las, dando-lhes orientações através de megafone. O salvamento pode ser efetuado através de escadas manuais, veículos escada, salvamento expedito, entre outros meios possíveis.

n Colocação de escadas manuais no exterior do edifício; n Colocação do veículo escada [VE] com ângulo favorável para o arvoramento; n Escalada do edifício até ao piso do salvamento; n Abertura de acessos; n Entre outras que possam ser necessárias.

Na impossibilidade de se efetuar o salvamento pelo exterior da habitação, é preferível iniciar o ataque ao incêndio e só depois efetuar o salvamento pelo interior da habitação. Resgatar a vítima, sem primeiro controlar o incêndio, pode

Cada salvamento é um caso particular, o que torna difícil definir situações-tipo. É, sim, muito importante traçar uma estratégia de ação eficaz com vista ao sucesso da operação.

resultar numa operação sem sucesso com vítimas mortais.

Em sinistros de grande dimensão, o COS deve nomear coordenadores pela busca e salvamento em áreas específicas. É da sua responsabilidade definir das vítimas e, acima de tudo, a segurança das equipas de busca e salvamento.

As vítimas não visíveis são as que se encontram no interior do edifício e não conseguem sair pelos seus próprios meios para o exterior. O salvamento das vítimas implica a entrada das equipas de salvamento no interior da habitação que, após a análise do incêndio, decidem quais as ações a efetuar.

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as prioridades na ordem dos salvamentos, o método mais seguro de salvamento

Marcha Geral das Operações . Operações de Combate a Incêndios Estruturais

VÍTIMAS NÃO VISÍVEIS

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TOMADA DE DECISÃO

FASE 3 - ESTABELECIMENTO DOS MEIOS DE AÇÃO

A tomada de decisão do COS, perante um salvamento, deve responder às seguintes questões:

O estabelecimento dos meios de ação consiste na montagem de todo o equipamento necessário para a execução do plano de trabalhos previamente definido, bem como o desenvolvimento de manobras auxiliares. Um plano de trabalhos corresponde, geralmente, à distribuição de um certo número de manobras por cada um dos veículos de combate a incêndio. No entanto, podem existir manobras cuja realização, em simultâneo, não seja possível.

Que tipo de vítima?

Visível e móvel; Visível e presa; Não visível.

As vítimas estão em perigo imediato?

SIM. Deve proceder-se ao salvamento; NÃO. Deve efetuar-se uma salvaguarda.

Quais os acessos disponíveis?

Comunicações interiores da estrutura; Acessos exteriores.

Quais os recursos disponíveis?

Veículo escada; Escadas manuais; Outros recursos. 1.º Pessoas em perigo iminente; 2.º Grupos numerosos de pessoas

Quais as prioridades?

(possibilidade de pânico coletivo); 3.º Pessoas que permanecem no edifício em chamas; 4.º Pessoas em edifícios sujeitos ao efeito das chamas.

O chefe de guarnição, que recebe o plano de trabalhos, faz o escalonamento das manobras em função do grau de urgência, de modo a ser exequível o desenvolvimento da ação, conforme delineado pelo COS. As ordens à guarnição serão sucessivas para cada manobra. As equipas, após a execução de cada uma das manobras, comunicam ao chefe de guarnição, ficando a aguardar novas ordens. Durante a sua execução, o chefe de guarnição deve observar, em especial, as de maior responsabilidade e as mais perigosas. A ordem, a calma e a rapidez são condições indispensáveis para um eficaz estabelecimento dos meios de ação, permitindo a execução de um ataque ao incêndio em segurança. O COS, durante o reconhecimento intermédio, deve verificar os meios disponíveis no edifício para efetuar os estabelecimentos de mangueiras para trabalho que podem ser através de: n Coluna seca/húmida; n Bomba da caixa de escada; n Caixa de escada.

n Garantir a proteção das vítimas após o salvamento.

O COS deve ter presente que na utilização de uma coluna seca, o seu enchimento requer um volume elevado de água. A escolha do meio de passagem do estabelecimento de mangueiras baseia-se na rapidez de execução e na preservação do potencial físico dos elementos da equipa, de modo a facilitar a fase do combate. Outro fator a ter em atenção nos estabelecimentos de mangueiras, refere-se à antecipação de uma possível evolução do incêndio, deixando lanços de reserva para a realização de possíveis prolongamentos.

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Com base nas respostas a estas questões, o COS deve tomar decisões como: n Escolher o acesso à vítima; n Decidir o método de salvamento; n Garantir a segurança durante as operações de salvamento;

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FASE 4 - ATAQUE E PROTEÇÃO ATAQUE O ataque ao incêndio tem como objetivo principal o combate às chamas de forma a evitar a propagação aos espaços adjacentes e a redução da sua intensidade até à completa extinção através da aplicação de técnicas de combate adequadas. O ataque deve ser efetuado de forma eficaz e em total segurança. Para isso, a equipa deve ser portadora de equipamentos hidráulicos que confiram segurança durante a operação e de um sistema de comunicações que permita a comunicação direta entre a equipa de ataque e o superior direto. Como regra de segurança deve existir uma segunda equipa, com uma linha de ataque/proteção pronta a intervir no incêndio quando a situação assim o exigir. O COS, com base no plano de trabalhos, seleciona os pontos de ataque, o tipo de estabelecimentos a utilizar, o percurso por onde o ataque deve ser conduzido, entre outras ações. Caso o incêndio atinja elevadas proporções que impossibilite o ataque a todos os focos em simultâneo, o COS deve orientar o combate para os pontos estratégicos, considerando, no entanto, a necessidade de solicitar reforços. Em todas as ações, o COS deve transmitir as suas ordens aos chefes de guarnição de uma forma clara e objetiva e de acordo com o plano de trabalhos, assim como deve registar e atualizar os acontecimentos durante o combate ao incêndio. FASES DO ATAQUE AO INCÊNDIO No caso particular de um incêndio, o ataque compreende três fases: Circunscrição do incêndio; Domínio do incêndio; Extinção do incêndio.

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CIRCUNSCRIÇÃO DO INCÊNDIO A circunscrição de um incêndio verifica-se quando o ataque é organizado de modo a confiná-lo dentro de uma determinada área, impedindo-o assim de progredir para fora da zona afetada. Deste modo, a circunscrição caracteriza-se pela delimitação de fronteiras do sinistro. A rápida circunscrição de um incêndio depende, nomeadamente, da correta escolha das posições de ataque e da rapidez de montagem e utilização do material. DOMÍNIO DO INCÊNDIO Delimitada a área do incêndio e impedida a propagação, os meios de ataque, sem abrandar a vigilância a que a circunscrição obriga, passam a incidir, em plena força, sobre o incêndio. A intensidade das chamas diminui de forma visível e o fumo passa a cor esbranquiçada devido à presença de vapor de água. Quando um incêndio cede à ação dos meios de ataque, diz-se que está dominado. EXTINÇÃO DO INCÊNDIO O incêndio considera-se extinto quando os seus principais focos se mantêm a arder, quase sem chama, havendo somente pequenos detritos que na operação de rescaldo devem ser extintos.

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AÇÕES DE SUPORTE AO ATAQUE – ENTRADAS FORÇADAS Durante o combate ao incêndio, sempre que exista uma obstrução que impeça a passagem do bombeiro, pode haver necessidade de efetuar entradas forçadas.

Podem existir portas com fechaduras de alta segurança. Regra geral, estas fechaduras têm uma tranca que ao fechar encaixa num orifício metálico resistente fixado na soleira da porta e no piso do compartimento.

As técnicas de entrada devem ser executadas de forma a causar menor dano possível e a evitar ao máximo o arrombamento. Antes da abertura

Para verificar a existência de tranca, a porta deve ser forçada na parte superior

de portas e janelas que dão diretamente para o interior da habitação afetada pelo incêndio, deve estar pronto um estabelecimento de mangueiras em carga.

resistência. Para a sua abertura, pode-se recorrer à utilização de uma motosserra

e inferior do lado da fechadura. Na presença de tranca, estes pontos oferecem de bombeiro e efetuar cortes ao centro da porta. No caso de não existência de fechadura de alta segurança, emprega-se uma alavanca que deve ser colocada

PORTAS

entre a porta e a ombreira, na direção da fechadura, de modo a efetuar um mo-

A abertura de uma porta requer cuidados redobrados. Uma abertura precipitada pode terminar num grave incidente para as equipas de ataque, pois existe a possibilidade de ocorrência de fenómenos extremos do fogo como o backdraft e flashover induzido pela ventilação.

vimento para fora, forçando-a.

Antes da abertura deve verificar se a porta está destrancada, evitando deste modo graves prejuízos. Os elementos executantes devem tomar uma posição de segurança de modo a ficarem protegidos pela alvenaria.

No caso da porta possuir dobradiças à vista, devem ser cortadas com o empre-

Portas metálicas

go de uma motosserra de disco. Caso contrário, devem ser efetuados cortes na folha em volta da fechadura.

Portas de madeira

As portas podem abrir para fora ou para dentro do compartimento. O sentido de abertura pode ser verificado pela visualização das dobradiças e dos batentes. Uma porta abre para dentro do compartimento quando as dobradiças não são visíveis.

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Marcha Geral das Operações . Operações de Combate a Incêndios Estruturais

Operações de Combate a Incêndios Estruturais . Marcha Geral das Operações

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Portas de vidro

REABASTECIMENTO DOS VEÍCULOS DE COMBATE A INCÊNDIO

Os vidros colocados nas portas podem ser comuns ou temperados, oferecendo resistências diferentes.

O reabastecimento dos veículos de combate a incêndio no TO é fundamental para o sucesso das operações. Em cada veículo deve haver um bombeiro responsável por essa tarefa, devendo ser efetuado logo após a chegada ao local do sinistro, preferencialmente, através de marcos de incêndio com estabelecimentos de mangueiras de 70mm.

Vidro comum: este tipo de vidro é usado para embelezar a porta pelo que

a sua área é pequena. Neste caso, este deve ser quebrado ao centro, devendo baixar a viseira do capacete para proteger o rosto da projeção de pequenos pedaços.

As manobras de reabastecimento podem ser consultadas no Manual do Sapador Bombeiro n.º 9 – Manobras com Material Hidráulico.

Vidro temperado: antes de partir um vidro temperado deve-se tentar utilizar

outros métodos de entrada forçada. Primeiro, verificar se é possível forçar a fechadura com uma chave de grifos. Na impossibilidade, deve partir o vidro com uma pancada próxima das dobradiças e da fechadura. JANELAS

As janelas podem ter uma armação de madeira ou de alumínio com vidro e os cuidados a ter nas entradas forçadas, bem como as técnicas de abertura a aplicar são as mesmas descritas para as portas. Porém, se as janelas tiverem grades de proteção devem ser cortadas com recurso a uma motosserra de disco. As janelas podem ainda estar protegidas por estores de plástico, devendo, nesse caso, ser forçados de modo a recolherem. Na impossibilidade de os manter recolhidos, devem ser arrancados, cortando a folha mais alta no sentido horizontal com a utilização de uma serra de disco. PAREDES E PISOS

As paredes dos edifícios, geralmente de alvenaria, podem ser interiores ou exteriores. Os pisos podem ser de betão armado ou de madeira. Qualquer abertura deve ser objeto de ponderação e de autorização do COS. As aberturas nas paredes e pisos de betão armado são efetuadas com martelos pneumáticos, martelos demolidores, motosserra de disco e berbequins perfuradores. Em pisos de madeira são utilizadas motosserras de bombeiro ou de corrente.

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PROTEÇÃO Em paralelo com as operações de combate ao incêndio, devem ser efetuadas ações de proteção de modo a minimizar os estragos resultantes da ação do incêndio pela água utilizada no combate, assim como deve ser assegurada a proteção das exposições interiores e exteriores. A proteção, na fase do ataque ao incêndio, está dividida em duas frentes: n Proteção de bens; n Proteção de exposições.

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PROTEÇÃO DE BENS

FASE 5 - RESCALDO

A proteção de bens tem como objetivo limitar os estragos efetuados pelo calor, fumo e pela ação da água empregue no combate ao incêndio. No final do combate, é natural que no interior dos edifícios ou de outras estruturas exista muita água, considerando que é o principal agente extintor utilizado pelos bombeiros.

O rescaldo inicia-se após a extinção do incêndio. O objetivo principal é evitar reacendimentos. O objetivo secundário é deixar o local o mais seguro possível para que possa vir a ser ocupado de modo parcial ou total.

Numa primeira fase, a proteção de bens deve decorrer em simultâneo com as operações de combate ao incêndio, de modo a minimizar os danos provocados pelo incêndio e pela água. Esta proteção é feita, principalmente, pela cobertura dos bens com lonas impermeáveis como salvaguarda de possíveis detritos, cinzas, fumos e água. Devem ser protegidos, com prioridade, os bens que se encontrem em maior risco de serem danificados pela água. Na maioria dos casos, os bens a proteger encontram-se no andar imediatamente abaixo do piso do incêndio. A proteção pode também ser efetuada pela deslocação dos bens para locais seguros. O escoamento de água usada no combate ao incêndio ou proveniente de rotura de canalização é feito através de uma abertura num local criteriosamente escolhido. PROTEÇÃO DE EXPOSIÇÕES

Durante um incêndio existem locais que podem ser afetados pela sua energia, nomeadamente, pelas várias formas de propagação de calor. Estes locais, interiores ou exteriores, designam-se por Exposições. O grau de exposição deve ser avaliado e, se necessário, devem ser tomadas medidas de proteção adequadas.

Nas operações de rescaldo pode ser necessário levar a cabo ações complementares como a drenagem de água utilizada no combate ao incêndio, o escoramento da estrutura, a remoção de escombros e a busca de vítimas. O rescaldo deve obedecer aos seguintes procedimentos: n Reconhecimento; n Elaboração do plano de trabalhos; n Execução dos trabalhos.

RECONHECIMENTO O reconhecimento tem como objetivo verificar as condições de segurança da estrutura. A extensão do reconhecimento será em função da dimensão do fogo. Numa pequena área afetada, basta proceder à inspeção do compartimento sinistrado e dos espaços contíguos. Pelo contrário, num incêndio com maiores proporções, todas as equipas devem ser retiradas do local e o COS deve: n Efetuar uma inspeção prévia onde vai desenrolar as operações de rescaldo

(reconhecimento à área afetada); n Proceder à setorização da área quando esta for significativa e nomear graduados

para efetuarem o reconhecimento nos respetivos setores. A avaliação da segurança deve ter em consideração fatores como: n Dimensão do incêndio; n Quantidade de água utilizada no combate; n Tipo de construção do edificado; n Idade do edifício; n Estragos causados.

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O reconhecimento deve incidir nas áreas e elementos estruturais com maior risco para as equipas empenhadas na operação de rescaldo, tais como: n Pavimentos e escadas enfraquecidos ou aluídos;

NOMEAÇÃO DE EQUIPAS As equipas que efetuaram o combate ao incêndio não devem, se possível, fazer parte das operações de rescaldo em virtude destas exigirem muito esforço físico.

n Pilares e traves de suporte em colapso;

A sua nomeação pode implicar riscos causados pela fadiga resultantes do combate

n Canalizações de água e gás danificadas;

ao incêndio.

n Cablagens queimadas, descarnadas ou partidas; n Tetos e divisórias falsos fissurados; n Telhado enfraquecido; n Escombros.

Todos os elementos estruturais, enfraquecidos ou destruídos, que coloquem em perigo as equipas que vão efetuar o rescaldo, devem ser: n Sinalizados;

Não devem ser autorizadas ações de elementos isolados. As ações a desenvolver durante o rescaldo devem ser efetuadas por equipas. As equipas constituídas para efetuar o rescaldo devem ser alertadas sobre os perigos existentes, informadas sobre as tarefas a desempenhar e dos setores onde vão atuar. SEGURANÇA DAS EQUIPAS

n Iluminados;

As ações de rescaldo devem ser planeadas com especial atenção às seguintes regras:

n Vedados.

n Utilizar equipamento de proteção individual;

Após o reconhecimento, os graduados devem reunir-se com o COS, que, por sua vez, deve analisar as informações fornecidas e elaborar um plano de trabalhos para execução em cada setor.

n Utilizar equipamento de comunicações;

ELABORAÇÃO DO PLANO DE TRABALHOS O plano de trabalhos deve ter em conta toda a informação recolhida pelo reconhecimento e deve conter três pontos: n Setores de trabalho; n Nomeação de equipas; n Segurança das equipas.

n Caminhar tão próximo quanto possível das paredes em edifícios danificados.

EXECUÇÃO DOS TRABALHOS A principal tarefa a realizar durante o rescaldo é a extinção de focos de incêndio (brasas, fogos ocultos) que não tenham sido completamente extintos durante a fase de combate. Com base nas informações obtidas no reconhecimento, pode ser necessário desenvolver ações complementares de proteção de bens e do edifício como: n Escoramento de estruturas; n Remoção de escombros para fora do edifício ou, se tal for impraticável, para

SETORES DE TRABALHO

local onde não prejudique as operações em curso;

Sempre que a área ardida é de grande dimensão, deve efetuar-se a setorização do espaço e a nomeação de chefes de setor.

n Remoção de pesos suportados por barrotes de madeira, vigas, mobiliário

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e afins, antes do seu colapso.

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Como proteção do edifício pode ser necessário efetuar escoramentos em pavimentos, paredes ou outras estruturas que ameacem ruir e ainda fechar todas as aberturas existentes. Nas ações de rescaldo deve ser usada apenas a água essencial para a efetiva extinção de modo a evitar outros danos para além do incêndio. A quantidade de água introduzida num edifício durante o combate ao incêndio e não escoada, pode causar danos irreparáveis, como: n Danos em bens móveis, não cobertos com lonas protetoras; n Danos no pavimento devido à formação de poças; n Colapso de pavimentos ou do edifício.

Em estruturas fragilizadas pela ação do calor existe o perigo de derrocadas e aluimentos, pelo que se exige especial atenção às fissuras que possam surgir na base das paredes e aos possíveis desabamentos, devido ao peso dos próprios escombros. Não só a ação do fogo causa danos como também a água utilizada na extinção danifica seriamente o edifício transformando-o num local extremamente perigoso.

O peso da massa de água usada no combate ao incêndio representa uma sobrecarga para a estrutura enfraquecida do edifício resultante da ação do fogo. A água deve ser escoada com a máxima rapidez e, de seguida, deve-se proceder ao arejamento do local para que os danos causados sejam reduzidos. A água pode ser encaminhada e removida para o exterior de forma expedita e eficaz com utilização de vassouras e rodos através das varandas. Na impossibilidade do encaminhamento da água por este método, deve-se recorrer a métodos mais complexos:

As operações devem decorrer durante o dia com aproveitamento da luz natural. Caso ocorram à noite deve ser garantida uma boa iluminação no local, pois a combinação de extensos danos causados pelo fogo a somar à fraca visibilidade é particularmente perigosa. Em caso de adiamento das operações para o dia seguinte devem ficar no local apenas as equipas necessárias à vigilância e ao combate de qualquer eventual reacendimento.

Remoção de água pela casa de banho

Deve ser reforçada a proteção de bens, quer no piso do incêndio, quer nos pisos inferiores, com a aplicação de lonas sobre os bens mais expostos. O afastamento dos bens para locais seguros e protegidos é uma alternativa. Os objetos retirados do edifício durante as operações de combate ou de rescaldo devem voltar, se possível, aos seus lugares de origem. Caso não haja condições de permanência no interior do edifício, devem os objetos ser cobertos por oleados ou lonas.

Aberturas em paredes

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A água pode, de igual modo, ser removida pela casa de banho, devendo para isso ser retiradas as louças sanitárias e proceder ao escoamento pela canalização de esgoto. Caso não haja problemas de entupimento, esta canalização pode ser utilizada para drenagem rápida de água das áreas contíguas às casas de banho.

Outra forma possível de drenagem da água é efetuar uma abertura numa parede. Neste método, há que evitar danos em paredes estruturais e instalações técnicas. Este tipo de operação deve ser efetuado apenas em condições de extrema necessidade de drenagem e sob a ordem do COS.

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PRESERVAÇÃO DE VESTÍGIOS A preservação de vestígios não afetados pelo fogo ou parcialmente danificados são de extrema importância para a investigação das causas de um incêndio. Embora o apuramento das causas seja da competência dos órgãos de investigação criminal, os bombeiros podem ter um papel importante no seu contributo. Os vestígios ou indícios devem ser preservados no local onde se encontram sob pena de serem destruídos ou ocultados durante as operações de rescaldo. Na impossibilidade de os preservar no local, devem ser identificados, removidos em segurança e entregues às autoridades competentes.

materiais e equipamentos utilizados. O bombeiro, equipado com o EPI, deve passar por uma zona de duche para a remoção de grande parte dos agentes contaminantes. Em seguida, e de acordo com o protocolo definido, o equipamento é retirado, colocado dentro de um saco e arrumado no veículo, fora da zona da cabine da guarnição.

FASE 7 - VIGILÂNCIA

Durante as operações de rescaldo, é absolutamente proibida a presença de qualquer pessoa estranha no local, com exceção das autorizadas pelo COS, e acompanhadas por um bombeiro.

A vigilância visa a deteção de possíveis reacendimentos após a partida dos bombeiros para o aquartelamento. Consoante a área afetada pelo incêndio e a gravidade dos danos causados, o número de bombeiros empenhados nesta ação deve ser o mais reduzido possível. No mínimo, no local deve ficar posicionado um veículo de combate a incêndio.

FASE 6 - DESCONTAMINAÇÃO

FASE 8 - LIMPEZA, RECONDICIONAMENTO E HIGIENE

A descontaminação é efetuada no local do sinistro antes do regresso ao aquartelamento. O objetivo é eliminar a maior quantidade possível de agentes contaminantes depositados nos equipamentos de proteção individual, bem como nos

A fase final da MGO é efetuada no aquartelamento e tem como objetivos a limpeza profunda, a inspeção e o recondicionamento dos materiais e equipamentos nos veículos de socorro, assim como a substituição dos equipamentos inoperacionais. Após o recondicionamento, segue-se a higiene pessoal dos elementos intervenientes no sinistro.

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DESENVOLVIMENTO DO INCÊNDIO INCÊNDIO VENTILADO ECLOSÃO Na fase inicial do incêndio uma pequena quantidade de material combustível entra em combustão e o comburente disponível no local é suficiente para o alimentar. As caraterísticas do material combustível e a sua disposição no compartimento vão determinar a evolução da combustão, assim como a propagação das chamas. Pelos efeitos da radiação, o calor é transmitido aos combustíveis próximos do foco inicial que pirolisam e inflamam, aumentando a área de incêndio.

PROPAGAÇÃO A propagação do incêndio acontece com o aumento da sua potência levando a que mais materiais combustíveis entrem no processo de combustão. Os gases libertados pelos combustíveis acumulam-se na parte superior do compartimento. A temperatura aumenta e a densidade dos gases diminui fazendo com que flutuem e comecem a espalhar-se. A capa de gases posicionada na parte superior do compartimento aumenta de temperatura e começa a irradiar calor para os combustíveis posicionados na zona baixa que, em pouco tempo, entram em combustão aumentando a intensidade do incêndio. Nesta fase, verifica-se a formação de duas zonas distintas: n Zona superior ou de pressão positiva, formada pelos gases libertados pela

combustão que sobem devido à sua menor densidade. Nesta zona a pressão é superior à existente no exterior do compartimento; n Zona inferior ou de pressão negativa, formada por ar frio e denso. A pres-

são nesta zona é inferior à existente no exterior do compartimento. A divisão das zonas é efetuada pelo denominado plano neutro PN , limite horizontal onde as pressões são idênticas à do exterior do compartimento.

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Operações de Combate a Incêndios Estruturais . Desenvolvimento do Incêndio

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FLASHOVER

INCÊNDIO INFRAVENTILADO

Com o desenvolvimento do incêndio, o fumo na zona superior é cada vez mais quente e espesso. O calor é insuportável e começa a irradiar no sentido descendente. Os combustíveis virgens começam a pirolisar, libertando mais gases de pirólise que se misturam com o fumo existente na zona superior. A capa de gases existente no compartimento entra no seu campo de inflamabilidade, originando a inflamação de todos os combustíveis existentes no compartimento, fenómeno que se designa por flashover, que corresponde a uma transição repentina de um incêndio em propagação para uma combustão generalizada.

O comportamento de um incêndio infraventilado é idêntico ao incêndio ventilado até à fase de propagação, ou seja, é controlado pelo combustível. A diferença em relação ao incêndio ventilado reside na redução de comburente disponível para o processo de combustão.

COMBUSTÃO GENERALIZADA

n Extinção do incêndio por falta de combustível;

Nesta fase, a combustão provoca um consumo extraordinário de comburente. A sua redução drástica leva a que o incêndio passe a ser controlado pela ventilação (ICV). A duração desta fase está condicionada pelo combustível existente e pela reposição gradual de comburente. DECLÍNIO DAS CHAMAS No declínio das chamas a potência do incêndio e a necessidade de comburente diminuem. O que significa que o incêndio volta a estar controlado pelo combustível (ICC).

0

C

Eclosão

Propagação

Durante a fase de propagação, sempre que as aberturas sejam insuficientes para a renovação de comburente em tempo útil, o perfil de ventilação é alterado, passando o incêndio a ser controlado pela ventilação (ICV). Neste caso pode ocorrer uma de três situações:

Combustão Declínio generalizada das chamas

n Extinção do incêndio por falta de comburente; n Desenvolvimento do incêndio pelo fornecimento adicional de comburente.

O fornecimento adicional de comburente pode surgir devido à quebra de vidros de janelas que estão sujeitas a temperaturas elevadas ou pela entrada desordenada das equipas de ataque, ação extremamente perigosa pela possibilidade de desencadeamento de um flashover induzido pela ventilação ou um backdraft.

0

C

Eclosão

Propagação

Combustão Declínio generalizada das chamas

800

800 Flashover

400

200

200

V

400

Incêndio ventilado

42

IC

600 C/ IC

600

Tempo

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Incêndio infra ventilado

Tempo

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ESTRATÉGIAS DE COMBATE AO INCÊNDIO As condições de um incêndio determinam se o combate pode ser executado de uma forma agressiva e ofensiva pelo interior do edifício ou de uma forma defensiva pelo exterior. Estas duas atuações designam-se por estratégia ofensiva e estratégia defensiva.

ESTRATÉGIA OFENSIVA A estratégia ofensiva é aplicada quando a dimensão do incêndio e as condições de segurança do edifício permitem a entrada das equipas de ataque no seu interior. O objetivo é evitar a propagação do incêndio aos compartimentos adjacentes e efetuar a busca e o salvamento de potenciais vítimas. MUDANÇA DE ESTRATÉGIA Durante o ataque ao incêndio, caso se verifique o descontrolo, pode haver necessidade de mudança de estratégia. A mudança de estratégia é da responsabilidade do COS e deve ser transmitida aos chefes de guarnição que, por sua vez, devem comunicar às respetivas guarnições, assegurando-se de que todos os elementos tomam conhecimento.

APLICAÇÃO DA ESTRATÉGIA OFENSIVA ORGANIZAÇÃO DA ZONA DE SINISTRO O COS, ao chegar ao local, deve implementar duas zonas de segurança: n Zona de segurança para as equipas de intervenção (ZSEI):

30m em redor do edifício. n Zona de segurança para a população (ZSP):

A partir do limite da ZSEI. 44

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IMPLEMENTAÇÃO DE ÁREAS ESPECÍFICAS NA ZSEI

ZONA DE SEGURANÇA PARA A POPULAÇÃO

Dentro da ZSEI são implementadas duas áreas específicas:

A zona de segurança para a população (ZSP) é delimitada com fita sinalizadora a 30 metros do edifício sinistrado, vedando o acesso da população à zona de segurança para as equipas de intervenção (ZSEI).

n Área de trabalho; n Área de apoio.

Área de trabalho: implementada em redor do edifício, com uma extensão cerca de 20 metros, demarcada no seu limite exterior com cones de sinalização. Nesta

área interna ficam posicionados os veículos de combate a incêndio. Área de apoio: implementada a seguir à área de trabalho, com uma extensão cerca de 10 metros, demarcada no seu limite exterior com fita de balizamento.

É composta por quatro locais identificados através de lonas colocadas no pavimento com as cores vermelho, verde, azul e amarelo:

Local de equipamentos inoperacionais (LEI)

Este local é destinado à colocação de equipamentos específicos que fiquem inoperacionais durante as ações de combate ao incêndio, assim como a receção de garrafas dos aparelhos respiratórios isolantes de circuito aberto (ARICA) para recarregamento.

ZONA DE SEGURANÇA PARA AS EQUIPAS DE INTERVENÇÃO 30m

população

Amarelo = local de descontaminação (LD).

de na Zo

Azul = local de descanso do pessoal (LDP);

LEI

Zon ad es eg ur an LEO ç LDP

a ara ap

Verde = local de equipamentos operacionais (LEO);

segurança pa ra a

Vermelho = local de equipamentos inoperacionais (LEI);

LD

ção ula p po

ÁREA DE TRABALHO 20m

ÁREA DE APOIO 10m

Local de equipamentos operacionais (LEO)

Destinado à colocação de equipamentos específicos que estão operacionais, designadamente garrafas carregadas para os ARICA, entre outros. Local de descanso do pessoal (LDP)

Destinado à recuperação física dos operacionais envolvidos nas operações de combate ao incêndio. Local de descontaminação (LD)

CORTE DE ENERGIA, GÁS E OUTROS FLUIDOS Antes do início do ataque ao incêndio num edifício, deve-se proceder ao corte de energia, gás e outros fluidos. A não execução deste procedimento pode resultar em acidentes mortais.

Reservado à descontaminação dos operacionais envolvidos nas operações de combate ao incêndio.

Em caso de rotura da canalização de água no interior do edifício, que possa colocar em risco a segurança de pessoas e bens, deve-se proceder ao fecho da água na torneira de suspensão.

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ORDENS DE TRABALHO Após o reconhecimento intermédio, o COS elabora o Plano de Trabalhos e distribui aos chefes de guarnição as Ordens de Trabalho. Estes, por sua vez, distribuem as tarefas pelas respetivas equipas presentes no local do incêndio. O número de elementos de cada equipa determina a quantidade de tarefas possível de execução em simultâneo.

ESTABELECIMENTOS DOS MEIOS DE AÇÃO O posicionamento dos veículos de combate a incêndio é efetuado na área de trabalho. O VE deve ficar posicionado em frente da fachada principal do edifício de modo a possibilitar os vários movimentos de escada, em toda a extensão da fachada. Os restantes veículos devem posicionar-se nas laterais do edifício de modo a garantir espaço livre em frente à fachada principal para a execução das várias manobras necessárias ao combate.

A aglomeração indiscriminada de veículos é extremamente perigosa. No posicionamento dos veículos deve existir uma via de fuga para o caso de qualquer saída de emergência. Na área de trabalho deve ser implementado um ou mais pontos de controlo de entrada e saída das equipas de intervenção. De um modo geral, estes pontos de controlo ficam posicionados na entrada de acesso ao edifício afetado pelo incêndio. Na estratégia ofensiva, as equipas de ataque estão sujeitas aos vários fenómenos do fogo que podem, em poucos segundos, desencadear comportamentos extremos do fogo. Estas situações podem ser evitadas se as equipas fizerem uso de equipamento hidráulico que permita, por um lado, efetuar um controlo absoluto sobre o incêndio e, por outro, conferir a proteção adequada no caso de perda do controlo. De modo a atingir estes objetivos, as agulhetas a trabalho devem ser de 45 mm, pois conferem uma absorção térmica que permite a proteção necessária das equipas no interior da habitação. ESTABELECIMENTOS DE MANGUEIRAS PARA TRABALHO Os estabelecimentos de mangueiras para trabalho devem estender-se até à proximidade possível do foco de incêndio. Os lanços que compõem a linha de ataque devem ficar nesse local para que os bombeiros não necessitem de os arrastar por longas distâncias perante a necessidade de avançar em direção ao fogo.

LD

LINHA DE ALIMENTAÇÃO LEI LEO

20m

LDP

ÁREA DE TRABALHO ÁREA DE APOIO 10M

Zona de segurança da população 48

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A linha de alimentação deve ser de 70 mm, garantindo um maior caudal de água e menos perdas de carga até ao piso do incêndio. Esta tem início no veículo de combate a incêndio e termina num disjuntor que deve ficar próximo do local do incêndio, geralmente no último patamar de escada antes do piso do incêndio. O posicionamento do disjuntor próximo do piso do incêndio garante as seguintes montagens: n Montagem de duas linhas de ataque;

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n Montagem de uma linha de ataque e uma linha para busca no interior

da habitação; n Montagem de uma linha de ataque e de uma linha de segurança para a equipa

de ataque ou para a proteção da caixa de escada ou do piso superior; n Montagem de quatro linhas para rescaldo (25 mm).

Nas operações de combate ao incêndio, quando se utiliza a coluna húmida ou seca do edifício, a linha de alimentação sai do veículo de combate e termina na entrada ou entradas de alimentação existentes na respetiva coluna, designada como ponto de alimentação da coluna.

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LINHA DE ATAQUE

A linha de ataque tem como objetivo o transporte de água com a pressão adequada desde o disjuntor até às agulhetas a trabalho. É efetuada com lanços de mangueira de 45 mm que conferem à equipa de ataque maior segurança e um ataque mais eficaz.

No caso de utilização da coluna seca/húmida do edifício, a linha de ataque inicia-se na boca-de-incêndio existente no piso imediatamente inferior ao do incêndio.

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ESTABELECIMENTOS PELO INTERIOR DO EDIFÍCIO O COS, durante o reconhecimento intermédio, deve verificar os meios disponíveis no interior do edifício para os estabelecimentos de mangueiras para trabalho, podendo estes serem efetuados através dos seguintes meios: n Coluna seca/húmida; n Bomba da caixa de escada; n Caixa de escada.

Coluna seca/húmida

A utilização da coluna seca/ /húmida é o método mais rápido para colocar em trabalho uma linha de ataque ao incêndio, mas requer uma inspeção rápida à operacionalidade do sistema. A falta de manutenção ou vandalismo podem tornar o sistema inoperacional, resultando na perda de tempo das equipas de ataque e em estragos materiais provocados por inundação.

Caixa de escada

A utilização da caixa de escada para a montagem da linha de alimentação implica o uso de mais lanços de mangueira. Por norma, um lanço de mangueira estendido pela escada alcança dois pisos.

Bomba da caixa de escada

A montagem da linha de alimentação pela bomba da caixa de escada é bastante rápida. De um modo geral, um lanço de mangueira estendido alcança o piso 6. Durante o reconhecimento intermédio, o COS deve verificar se o guarda-corpos da bomba da caixa de escada é de alvenaria ou de gradeamento, de modo a que a suspensão da linha de alimentação seja garantida. 52

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ESTABELECIMENTOS PELO EXTERIOR DO EDIFÍCIO

Cálculo de um lanço de mangueira de 70 mm:

Os estabelecimentos de mangueiras para trabalho pelo exterior do edifício

Fórmula

podem ser efetuados através de escadas manuais, veículo escada (VE), veículo plataforma (VP), entre outros equipamentos. A execução e os cuidados a considerar estão descritos no Manual do Sapador

Bombeiro n.º 9 – Manobras com Material Hidráulico.

70 mm de diâmetro = 0,7 dm em que o raio é de 0,35 dm (Ø 0,7 dm 1 metro = 10 dm 1 litro = 1 dm3

r=0,35 dm).

O volume (V) é igual ao produto de Pi (π=3,14) multiplicado pelo raio da mangueira ao quadrado (0,35 dm)2 e por 1 metro de mangueira (10 dm). V = π x r2 x C = 3,14 x (0,35 dm)2 x 10 dm = 3,84 litros

O volume total (Vt) é igual ao volume (V) multiplicado pelo comprimento (C) da mangueira (20 m). Vt = V x C = 3,84 x 20 = 76,8 litros

Cálculo de um lanço de mangueira de 45 mm: Fórmula

45 mm de diâmetro = 0,45 dm em que o raio é de 0,225 dm (Ø 0,45 dm r= 0,225 dm). CAPACIDADE DAS MANGUEIRAS No combate ao incêndio existe uma quantidade residual de água nos lanços de mangueira. À chegada do primeiro veículo ao TO, perante a não existência de hidrantes para o reabastecimento, é de extrema importância calcular de forma simples e rápida a quantidade de água residual existente no estabelecimento de mangueiras a efetuar.

1 metro = 10 dm 1 litro = 1 dm3 O volume (V) é igual ao produto de Pi (π =3,14) multiplicado pelo raio da mangueira ao quadrado (0,225 dm)2 e por um 1 metro de mangueira (10 dm). V = π x r2 x C = 3,14 x (0,225 dm)2 x 10 dm = 1,59 litros

Um litro de água ocupa o volume de 1dm3. Ao calcular o volume de um metro

O volume total (Vt) é igual ao volume (V) multiplicado pelo comprimento (C) da mangueira (20 m).

de mangueira de 70 mm em dm3 obtém-se a quantidade residual de água em litros.

Vt = V x C = 1,59 x 20 = 32 litros

O mesmo se aplica às mangueiras de 45 mm.

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EXPOSIÇÕES INTERIORES Na estratégia ofensiva, as exposições a proteger situam-se no interior da estrutura e da habitação afetada pelo incêndio. Deve-se, por isso, ter sempre o cuidado de verificar se existem exposições em risco e atuar em conformidade.

A exposição com maior probabilidade de ser afetada pelo incêndio, de forma direta ou através das correntes de convecção, fumo e gases quentes libertados pela combustão, situa-se acima do piso do incêndio. Se necessário, deve ser colocada uma agulheta de prevenção no piso ou no interior da habitação exposta. Nos incêndios em edifícios de construção antiga, tipo pombalino, a exposição abaixo do piso do incêndio requer vigilância apertada.

Exposições no interior da estrutura

No interior da estrutura existem duas exposições: n Acima do piso do incêndio; n Abaixo do piso do incêndio.

Exposições no interior da habitação

No interior da habitação existem quatro áreas de exposição que estão localizadas por ordem de perigo, face ao sentido de propagação das chamas: n À frente, no sentido de maior propagação horizontal; n À esquerda, em relação ao sentido de maior propagação horizontal; n À direita, em relação ao sentido de maior propagação horizontal; n Atrás, no sentido oposto ao de maior propagação horizontal.

ACIMA

DIREITA

FRENTE

ATRÁS

ESQUERDA

ABAIXO

A proteção das exposições no interior da habitação tem como objetivo evitar a propagação do incêndio aos compartimentos adjacentes. A proteção pode ser efetuada utilizando as agulhetas a uso no combate ou com posicionamento de outras em prevenção.

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PROTOCOLO DE SEGURANÇA ANTES DA ENTRADA NA HABITAÇÃO Antes da entrada na habitação os elementos da equipa de ataque devem efetuar uma inspeção cruzada entre si, verificando se todo o equipamento de proteção individual (EPI) está colocado de forma correta. De salientar que além do EPI, os bombeiros devem usar luvas de nitrilo por baixo das luvas de combate ao fogo, limitando a exposição das mãos a elementos contaminantes. Deve ser retirado o ar do estabelecimento de mangueiras para trabalho e o débito de água na agulheta deve ser regulado entre os 100 e os 150L/min.

De modo a evitar a alteração do perfil de ventilação, deve ser efetuado o controlo de fluxo de gases. Este controlo é efetuado colocando na porta uma cortina bloqueadora de fumos. A sua colocação na porta de entrada da habitação também permite a avaliação

ABERTURA DA PORTA DE ACESSO À HABITAÇÃO

do padrão de ventilação com a possível observação de três situações:

Ao efetuar uma abertura desordenada da porta de acesso à habitação, há um aumento de entrada de comburente que pode alterar o perfil de ventilação no interior da habitação. Esta alteração tem impacto no desenvolvimento do incêndio ao ponto de progredir para um flashover ou backdraft. Também durante a abertura, os fumos e gases quentes da combustão saem para o exterior, entram em contacto com o comburente e podem inflamar-se.

n Se a cortina se deslocar para o interior da estrutura, mantendo-se nessa po-

De modo a evitar a ocorrência destes fenómenos extremos do fogo, a equipa de ataque, antes da abertura da porta de acesso, deve efetuar o protocolo de entrada, visando a prevenção da inflamação espontânea de gases, o controlo de fluxo de gases, uma análise rápida das condições no interior da habitação e criação de uma zona de segurança após a entrada.

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sição, significa que existe uma segunda abertura de ventilação com um fluxo de gases bidirecional; n Se a cortina se mover para fora da estrutura por um período curto, aproximada-

mente 3 segundos, e retomar novamente à sua posição inicial, estabilizando, indica que não existe qualquer abertura na estrutura para além da abertura de acesso; n Se a cortina se deslocar para fora da estrutura e se se mantiver nesse local, in-

dica que aquele ponto está a funcionar como ponto de saída dos gases, o que significa que existe uma abertura de entrada de comburente em outro local da habitação, formando-se um fluxo de gases unidirecional. A razão deste fluxo

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está relacionada com o vento forte no exterior que, entrando pela abertura, não deixa sair o fumo (incêndio dominado pela ventilação – ICV). Geralmente, nesta situação existe saída de fumo por baixo da cortina. Em alternativa, este controlo pode ser efetuado pelo ajudante posicionado na porta de entrada da habitação, mantendo-a quase fechada, ficando somente o espaço ocupado pelo lanço de mangueira.

Para completa análise das condições de segurança, deve-se proceder a uma leitura do fogo, cujos indicadores a analisar são: n Fumo; n Chamas; n Calor.

FUMO A análise do fumo deve incidir, principalmente, na sua cor e posicionamento. Fumo de cor clara indica que o incêndio se encontra na sua fase inicial, liber-

tando gases de pirólise devido ao aumento de temperatura no interior da habitação. Fumo de cor escura remete para um incêndio em propagação com grande

libertação de carbono devido a combustão incompleta. À medida que o incêndio se desenvolve, o plano neutro desce e a densidade dos gases inflamáveis aumenta. Um plano neutro muito elevado indica que o incêndio está na fase inicial. Uma descida gradual do plano neutro indica uma acumulação de gases e o aumento da potência do incêndio.

ANÁLISE DAS CONDIÇÕES DE SEGURANÇA E LEITURA DO FOGO

Uma descida brusca do plano neutro indica uma rápida intensificação do incêndio que pode desencadear um flashover.

A segurança da equipa e o sucesso no ataque ao incêndio depende da capacidade de análise das condições de segurança e leitura do fogo. A equipa de ataque deve ter a capacidade de identificar e analisar as várias situações de perigo, avaliar os riscos e atuar de acordo com essa análise. Após a entrada na habitação, devem ser inspecionados os elementos estruturais, como tetos, paredes e piso da habitação. A inspeção deve incidir num conjunto de sinais como fissuras, deformação dos elementos, reboco solto, entre outras anomalias. Tais sinais indicam fragilidade das estruturas pelo que a sua observação deve ser contínua e permanente.

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Um plano neutro baixo indica que o incêndio está controlado pelo comburente, existindo o perigo de ocorrer um backdraft ou um flashover induzido pela ventilação. Uma subida rápida do plano neutro indica que houve mudança do perfil de ventilação com o perigo de ocorrer um flashover induzido pela ventilação ou um backdraft.

Chamas amarelas indicam que existe comburente disponível no comparti-

mento para o processo de combustão. As cores laranja e vermelho indicam uma diminuição de comburente disponível e um aumento de produtos libertados pela combustão incompleta. CALOR Um aumento repentino do calor é um sinal indicativo de que poderá existir inflamação de gases na zona de pressão positiva. É um indicador importante que remete para a iminência de um backdraft ou flashover. A equipa de ataque deve possuir uma câmara de imagem térmica para verificação da temperatura dos gases na zona de pressão positiva. A leitura dos indicadores (fumo, chamas e calor) deve ser efetuada durante toda a fase de progressão e extinção do incêndio.

CHAMAS A cor das chamas é um indicador importante sobre o desenvolvimento do incêndio. A quantidade e a qualidade de oxigenação influenciam a cor das chamas, o que, por sua vez, permite avaliar a intensidade do fogo.

Após análise das condições de segurança e leitura do fogo, a equipa de ataque deve tomar uma de duas atitudes: n Atitude ofensiva; n Atitude defensiva.

Na tomada de uma atitude ofensiva , a equipa de ataque deve avançar no interior da habitação, caso estejam garantidas as seguintes situações: n Se a rota de fuga entre a equipa de ataque e o exterior estiver em condições

de ser utilizada a qualquer momento, com todos os sinais de incêndio extintos e os gases da combustão arrefecidos; n Se não existirem na habitação sinais de iminência de um flashover ou de

um backdraft; n Se o incêndio não estiver a desenvolver na zona de pressão positiva; n Se a equipa de ataque estiver a controlar o incêndio; n Se a equipa de ataque não estiver sujeita aos efeitos do calor extremo.

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Na tomada de uma atitude defensiva , a equipa de ataque deve retirar-se do interior da habitação, quando:

Uma câmara de imagem térmica é fundamental como parte do equipamento para

n O incêndio não estiver controlado;

ção da equipa dentro de um ambiente enfumado, com visibilidade reduzida ou

n Os elementos da equipa de ataque estiverem sujeitos aos efeitos do calor extremo; n O incêndio estiver a desenvolver-se na zona de pressão positiva; n E se existirem na habitação sinais de iminência do comportamento extremo do fogo.

a segurança da equipa de ataque. Este equipamento, além de facilitar a deslocanula, permite, ainda, que seja efetuada a leitura da temperatura do fumo e gases libertados pela combustão. A equipa de ataque deve delinear uma rota de fuga e não deve avançar mais que 1,5 metros sem efetuar uma nova análise das condições de segurança. Paredes, móveis e outros objetos devem ser aproveitados como proteção du-

PROGRESSÃO NO INTERIOR DA HABITAÇÃO

rante a progressão para o incêndio. Os corpos destes objetos podem evitar

No interior da habitação os níveis de temperatura diferem, sendo que o mais elevado situa-se na zona superior, designada de zona de pressão positiva.

que a equipa de ataque seja atingida pelo calor libertado pela radiação. Deve,

A equipa de ataque deve evitar o calor radiante libertado pelo fumo e gases da combustão, deslocando-se no interior da habitação numa posição baixa, de joelhos ou agachada com um joelho no chão. O fumo é menos denso junto ao piso pelo que a absorção de energia através do EPI é reduzida, a visibilidade é maior, o foco de incêndio pode ser rapidamente localizado, assim como a deteção de potenciais vítimas.

de igual modo, ser efetuado o arrefecimento do fumo e gases quentes libertados pela combustão, bem como de todo o combustível sólido que esteja em pirólise ou em combustão viva. As portas interiores abertas devem ser fechadas após a verificação do interior do compartimento. As condições de segurança devem ser avaliadas de forma continua e sistemática. A visualização de línguas de fogo isoladas no interior do fumo (rollover) indica que o comportamento do fogo está próximo do limite de um fenómeno extremo, o que significa que alguns gases atingiram o seu ponto de autoinflamação. Outro indicador, de grande fiabilidade, é o aumento rápido de temperatura percetível pelos elementos da equipa de ataque causado pelo repentino aumento de energia na zona de pressão positiva. Na presença destes indicadores a ação a desencadear é o arrefecimento do fumo e gases libertados pela combustão.

Zona extremamente quente

A diminuição da sensação térmica de calor durante a atuação sobre a capa de gases

Zona muito quente

é um indicador positivo de controlo do incêndio. A persistência ou o aumento da sensação térmica é indicador de não controlo e de evolução para os fenómenos

Zona moderamente quente

do comportamento extremo do fogo. A equipa de ataque deve retirar-se de imediato sem nunca descurar o arrefecimento dos gases.

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BUSCA E SALVAMENTO DE VÍTIMAS Num incêndio em uma estrutura, as vítimas não visíveis que se encontram no interior da habitação e não conseguem sair pelos seus próprios meios para o exterior, podem encontrar-se numa das seguintes situações: 1. A vítima mantém-se consciente dentro de um compartimento fechado, onde

Durante a ação de busca, o incêndio continua a evoluir diminuindo as hipóteses de sobrevivência das vítimas e escasseando a cada segundo as condições de segurança dentro da estrutura, com possibilidade de evolução para os vários comportamentos extremos do fogo, tornando o ambiente hostil.

existe alguma ventilação, garantindo algum tempo de sobrevivência;

O combate ao incêndio, em primeiro lugar

2 . A vítima fica inconsciente devido a inalação de fumos podendo entrar em para-

O combate ao incêndio, em primeiro lugar, faz reduzir a potência térmica, dimi-

gem cardiorrespiratória com probabilidade de sobrevivência praticamente nula;

nuindo a libertação de calor e os gases quentes libertados pela combustão. Após

3. Estar em paragem cardiorrespiratória.

A equipa de ataque perante a informação da existência de vítimas não visíveis, após a análise do incêndio deve decidir qual das seguintes ações a tomar: n A busca e salvamento das vítimas, em primeiro lugar; n O combate ao incêndio, em primeiro lugar; n O combate ao incêndio e a busca e salvamento das vítimas, em simultâneo.

baixar a intensidade da combustão deve ser iniciada a ventilação do local e as operações de busca e salvamento. Com a saída de fumo e gases quentes, estas operações podem ser executadas em condições mais favoráveis, aumentando as hipóteses de sobrevivência das vítimas. O combate ao incêndio e a busca e salvamento de vítimas, em simultâneo Esta ação é a mais desejável, conseguindo-se realizar o ataque ao incêndio como acima descrito e o salvamento de vítimas em condições mais favoráveis. O ponto crítico desta operação reside no número de bombeiros presentes

A busca e salvamento das vítimas, em primeiro lugar

no local nos primeiros momentos da intervenção.

Num incêndio em uma estrutura, os produtos libertados pela combustão espalham-se pelo espaço dificultando rapidamente a visão e a respiração de potenciais vítimas que se encontrem no interior.

Em todas estas ações deve estar sempre garantida, em primeiro lugar, a segu-

O fator tempo tem um papel crucial. Quando o incêndio ainda se encontra na fase inicial e o plano neutro está bastante elevado, a equipa de busca tem uma janela

uma equipa de segurança pronta a intervir em caso de necessidade.

de oportunidade podendo deslocar-se na zona de pressão negativa. Caso contrário,

TÉCNICAS DE EXTINÇÃO NO INTERIOR DA HABITAÇÃO

se os produtos da combustão tiverem ocupado toda a estrutura, qualquer tenta-

rança das equipas de socorro. Estas equipas devem ser portadoras de um estabelecimento de mangueiras pronto a utilizar, assim como, sempre que possível,

tiva de busca e salvamento vai ser de difícil de execução, quer pelas condições

Após a deteção do foco de incêndio, o porta-agulheta deve analisar em que

desfavoráveis existentes no interior da estrutura, quer pelo desconhecimento da

fase se encontra e, com base na análise, deve aplicar a técnica de extinção

configuração do espaço.

adequada. Durante a extinção deve observar, sistematicamente, se a técnica

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é eficaz. Em caso negativo, deve parar, analisar e aplicar outra técnica de extinção. São quatro as técnicas de extinção: n Técnica de extinção direta; n Técnica de extinção indireta; n Técnica de extinção combinada; n Técnica de extinção gás/sólido.

Técnica de extinção direta A técnica de extinção direta consiste na aplicação da água sobre as superfícies em combustão, podendo a aplicação ser efetuada de uma forma direta ou indireta. O débito deve situar-se entre os 100 e os 300L/min e na sua projeção deve ser utilizado o jato direto na fase inicial, para não alterar o ambiente térmico no interior da estrutura. Na segunda fase deve-se aplicar o jato difuso de ataque.

Aplicação direta

A aplicação direta tem como objetivo colocar uma grande massa de água sobre as superfícies combustíveis sem alterar o ambiente térmico no interior da estrutura. A abertura da agulheta deve ser executada de forma suave até a água atingir o combustível a extinguir. Esta aplicação pode ser efetuada de três formas: n Sem varrimento; n Com varrimento; n Em ziguezague.

Aplicação sem varrimento

A água é colocada diretamente nos combustíveis sólidos em combustão sem efetuar qualquer movimento com a agulheta.

O jato direto permite uma maior distância de atuação, colocando a equipa de ataque sob proteção do calor radiante do incêndio. Desta forma, obtém-se também uma maior penetração da água (efeito mecânico) nos materiais afetados pelo incêndio. O tempo de aplicação do jato é de curta duração seguido de um compasso de espera para recuperação do equilíbrio térmico no compartimento. O tempo de espera também serve para verificar a eficácia da aplicação da água e a necessidade de ajustar os parâmetros da aplicação seguinte. Para evitar a dispersão da água no impacto com o combustível sólido em combustão, a válvula de abertura e fecho da agulheta deve ser aberta somente o suficiente para que a água atinja o foco de incêndio. A abertura é efetuada lentamente de modo a garantir uma grande massa de água com pouca pressão e com gotas de água bastante grossas. Estas gotas de água têm a capacidade de atravessar o calor emitido por radiação e atingir as superfícies combustíveis sólidas em combustão, arrefecendo-as.

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Aplicação com varrimento

Aplicação indireta

A aplicação da água é efetuada com um movimento suave da agulheta em varrimento da direita para a esquerda ou vice-versa.

A aplicação indireta é efetuada quando existe obstáculos entre a equipa de ataque e o foco de incêndio, o que impossibilita a aplicação direta. Neste caso, a água deve ser projetada contra o teto do compartimento, de modo a que o jato de água seja quebrado e atinja diretamente as superfícies combustíveis do lado contrário. Neste tipo de aplicação, a válvula de abertura e fecho da agulheta deve ser aberta na totalidade durante a projeção da água.

Aplicação em ziguezague

A aplicação da água é efetuada com um movimento suave da agulheta em ziguezague a partir do topo da superfície até à sua base.

Objetivos

TÉCNICA DE EXTINÇÃO DIRETA Arrefecimento dos combustíveis sólidos em combustão; Interrupção da pirólise;

Extinção. Débito 100 a 300 L/min. Tipo de jato Direto/difuso de ataque Tempo de aplicação do jato Curta duração Ponto de aplicação do jato Aplicação direta = Combustível sólido em combustão; Aplicação indireta = Teto do compartimento.

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Técnica de extinção indireta A técnica de extinção indireta deve ser aplicada quando o incêndio é muito intenso e a temperatura no interior do compartimento bastante elevada, não estando garantidas as condições de segurança para a aplicação da técnica de extinção direta. Esta técnica tem como objetivo a produção de vapor de água de forma controlada, ocupando o volume do compartimento e atuando sobre o incêndio pelo efeito de abafamento. A aplicação da água é efetuada a partir do exterior do compartimento do fogo utilizando o jato difuso de ataque (20 0 a 30 0), com um tempo de aplicação de curta duração e um débito entre 100 a 300 L/min. O jato de água deve ser dirigido para o teto do compartimento do fogo, zona onde a temperatura é mais elevada. A válvula de abertura e fecho da agulheta deve ser aberta na totalidade durante a projeção da água. Após a aplicação do jato, a porta do compartimento deve ser fechada e efetuado um tempo de espera que permita a atuação do vapor de água no seu interior. De seguida, para visualização do efeito da aplicação da água sobre o fogo no interior do compartimento, deve abrir-se a porta e, se necessário, efetuar nova aplicação.

TÉCNICA DE EXTINÇÃO INDIRETA Objetivos

Criação de vapor de água; Extinção.

Débito

100 a 300 L/min.

Tipo de jato

Difuso de ataque (200 a 300)

Tempo de aplicação do jato

Curta duração

Ponto de aplicação do jato

Teto do compartimento

Técnica de extinção combinada A técnica de extinção combinada consiste na associação dos efeitos da extinção direta e indireta e tem como objetivo a criação de grande quantidade de vapor de água. Esta técnica só deve ser aplicada quando há garantia da existência de um ponto de saída do vapor e a porta de acesso ao compartimento do fogo esteja operacional. É aplicada na fase de combustão contínua em que a produção de chamas e a temperatura interior no compartimento são bastante elevadas. Na aplicação desta técnica deve ser utilizado o jato difuso de ataque com um cone de abertura entre 300 e 450, com débito máximo e com um tempo de aplicação do jato de curta duração. O porta-agulheta, posicionado à entrada do compartimento, deve projetar a água em direção ao topo da parede à sua frente, junto ao teto. Com a agulheta, deve efetuar um de três movimentos, de modo a desenhar uma das seguintes letras: Z, O ou T. Concluído um dos movimentos, a porta de acesso ao compartimento deve ser fechada para que o vapor de água atue sobre a combustão por abafamento e para que o excesso de vapor e gases quentes saiam para o exterior. Após um compasso de espera, a porta deve ser aberta lentamente para que se possa verificar o efeito da extinção. Se necessário, deve efetuar nova aplicação. Em situações mais complexas, com vista ao aumento da eficácia da extinção, a aplicação do jato pode ser realizada duas vezes seguidas sem fechar a agulheta.

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Movimento em Z

O movimento em Z é efetua-

TÉCNICA DE EXTINÇÃO COMBINADA 20/30m2

Objetivos

do por um varrimento horizon-

Criação de vapor de água; Extinção.

tal na zona de pressão positiva com início de um extremo ao outro do topo da parede junto

Débito

Máximo

Tipo de jato

Difuso de ataque (300 a 450)

ao teto, baixando na diagonal

Tempo de aplicação do jato Curta duração

até ao pavimento onde se efe-

Ponto de aplicação do jato

tua outro varrimento na horizontal em direção ao extremo oposto da parede.

Parede e combustíveis sólidos em combustão

É um movimento utilizado em compartimentos com áreas entre os 20 a 30 m2. Técnica de extinção Gás/Sólido

Movimento em O

No movimento em O, a agulheta 10/20m deve ser movimentada de forma a descrever um círculo. A projeção da água deve iniciar ao centro da parede, no seu topo junto ao teto, na zona de pressão positiva. O movimento circular de projeção da água deve abranger as extremidades da parede e do piso, finalizando no ponto inicial. Este movimento é utilizado em compartimentos com áreas entre os 10 a 20 m2. 2

A técnica de extinção gás/sólido é aplicada nos incêndios em compartimentos fechados ou semifechados. Consiste no arrefecimento do combustível gasoso, baixando o seu campo de inflamabilidade e atuando sobre o combustível sólido em combustão. Para o arrefecimento do combustível gasoso é utilizado o jato difuso de controlo de flashover com o tempo de aplicação de pulsação e um cone de abertura entre os 450 a 600, dependendo da largura do espaço a arrefecer. Para a extinção do combustível sólido é utilizado o jato direto com o tempo de aplicação de curta duração. O débito a utilizar deve situar-se entre os 100 e os 150L/min.

Movimento em T

No movimento em T é efetuado um varrimento horizontal na zona de pressão positiva, de um extremo ao outro do topo da parede junto ao teto, regressando ao meio e, de seguida, baixando na vertical até ao pavimento. É um movimento utilizado em compartimentos com áreas até 10 m2. 74

≤10m2

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TÉCNICA DE EXTINÇÃO GÁS/SÓLIDO Objetivos

Extinção sem alteração do equilíbrio térmico

Débito

Máximo de 150L/min.

Tipo de jato

Difuso de controlo de flashover > Combustível gasoso;

para que o equilíbrio térmico seja recuperado no compartimento e o excesso de vapor de água saia para o exterior. O procedimento de aplicação de água é repetido sempre que o incêndio volte a ter intensidade, mas em pontos diferentes do teto de forma a que as gotas de água atinjam zonas diferentes no interior do compartimento.

Direto > Combustível sólido. Tempo de aplicação do jato

Pulsação/curta duração

Ponto de aplicação do jato

Combustível gasoso/combustível sólido

TÉCNICA DE ATAQUE NO EXTERIOR DA HABITAÇÃO ATAQUE DE TRANSIÇÃO O ataque de transição é aplicado quando as equipas de socorro chegam ao local do incêndio e observam a saída de chamas pelas janelas. O objetivo da técnica não é a extinção do incêndio, mas sim a redução da sua intensidade antes da entrada da equipa de ataque no interior da habitação. Deste modo, são garantidas melhores condições de segurança, quer para a equipa

ATAQUE DE TRANSIÇÃO

de ataque, quer para potenciais vítimas não visíveis, assim como, em simultâneo, a proteção das exposições no interior da habitação e do edifício.

Objetivos

Redução da potência do incêndio; Melhoria das condições de segurança no interior da habitação.

Esta técnica consiste na aplicação de água em jato direto com o débito entre 300 a 500 L/min., a partir do exterior da habitação através das janelas por onde saem as chamas, de modo a não alterar a saída de fumo e gases de incêndio. O porta-

Débito

300 a 500L/min.

-agulheta deve aplicar água em jato direto, sem varrimento, atingindo um ponto

Tipo de jato

Direto

fixo no teto do compartimento. O tempo de aplicação do jato é de curta duração, até ao aparecimento de vapor de água. De seguida, a agulheta deve ser fechada e efetuado um tempo de espera

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Tempo de aplicação do jato Curta duração Ponto de aplicação do jato

Teto do compartimento

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ATUAÇÃO NO EXTERIOR DA HABITAÇÃO

EXISTÊNCIA DE VÍTIMAS

As equipas de intervenção não envolvidas diretamente no combate ao incêndio no

O salvamento de vítimas é prioritário sobre todas as outras operações. Se a vítima

interior da habitação devem garantir o apoio necessário à eficácia do combate.

estiver exposta às chamas deve ser protegida durante o salvamento através de um

Os bombeiros, através de ordens emanadas pelos respetivos chefes de guarnição,

estabelecimento de mangueiras.

executam várias manobras de apoio como ventilação, abertura de acessos, prote-

Podem existir situações de perigo em que a melhor opção no salvamento é dar

ção às exposições, proteção de bens, reabastecimentos, entre outras consideradas

indicações às vítimas para que estas se desloquem para local seguro, procedendo,

necessárias. Terminadas as tarefas, os bombeiros devem comunicar aos chefes

em seguida, ao salvamento em segurança.

de guarnição a conclusão dos trabalhos, ficando a aguardar novas ordens. CONDIÇÕES DE SEGURANÇA DA ESTRUTURA

ESTRATÉGIA DEFENSIVA

Durante o reconhecimento, o COS deve avaliar as condições de segurança

A estratégia defensiva é aplicada sempre que a dimensão do incêndio e as condi-

da estrutura, com base na verificação de anomalias presentes:

ções de segurança do edifício não permitam a entrada das equipas de ataque no

n Desprendimento de ladrilhos das fachadas e muros;

seu interior. O objetivo é evitar a propagação do incêndio aos edifícios adjacentes.

n Ruídos no interior da estrutura;

Nesta estratégia, o COS deve priorizar três aspetos:

n Estruturas fora da verticalidade (e.g. chaminés inclinadas, caixa de escadas);

n Segurança e proteção (operacionais e população);

n Fachadas abauladas ou com rachas;

n Controlo do incêndio (a não progressão do incêndio);

n Movimento de pisos e tetos; n Entre outras anomalias.

n Conservação e proteção da propriedade (pública e privada).

No reconhecimento, a observação e análise do incêndio deve incidir em pontos importantes como: n Existência de vítimas; n Condições de segurança da estrutura;

ANÁLISE DO INCÊNDIO Na análise do incêndio devem ser considerados dois pontos-chave: o sentido de propagação das chamas e a energia libertada pelo incêndio. O sentido de propagação das chamas é de fácil perceção, o que não acontece com a energia libertada pelo incêndio. Neste ponto-chave deve ser considerada

n Análise do incêndio;

a energia libertada por condução e convecção, duas formas de propagação

n Exposições;

de calor que afetam de forma direta os edifícios contíguos.

n Mananciais de água existentes e seus caudais.

Na existência de exposições, o COS deve procurar realizar em simultâneo duas

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operações, desde que existam elementos e equipamentos suficientes para a sua execução: n O ataque ao incêndio; n A proteção de exposições.

Porém, se a energia libertada pelo incêndio estiver a afetar de forma significativa as exposições e o número de elementos e equipamentos disponíveis não forem os suficientes para efetuar as duas operações em simultâneo, o ataque deve ser abandonado em detrimento da proteção.

MANANCIAIS DE ÁGUA No local do incêndio, é crucial a verificação da existência de mananciais de água para um rápido e correto reabastecimento dos veículos de combate a incêndios. Na sua ausência deve ser efetuado de imediato o pedido de reforço de veículos tanque táticos urbanos (VTTU).

EXPOSIÇÕES EXTERIORES As exposições exteriores a considerar são quatro e a numeração tem como referência a fachada principal do edifício afetado pelo incêndio: n Edifício posicionado em frente à fachada principal corresponde à exposição n.º 1; n Restantes edifícios numerados de 2 a 4, no sentido dos ponteiros do relógio.

A numeração mantém-se mesmo que não exista alguma das exposições. Em edifícios com várias fachadas principais, a numeração é iniciada a partir da fachada onde ocorre o incêndio, seguindo no sentido dos ponteiros do relógio.

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CAUDAL DE ÁGUA PARA UM COMBATE EFICAZ O combate a um incêndio de grande intensidade requer um equilíbrio entre a potência térmica libertada pelo incêndio e o caudal de água disponível para baixar essa potência. Se após 15 a 20 minutos de combate ao incêndio a intensidade continua igual ou superior, significa que o caudal de água utilizado não é o suficiente para o seu controlo efetivo. Existem várias fórmulas de cálculo para determinar o caudal de água necessário para combater com eficácia um incêndio. É indicada uma dessas fórmulas:

da a partir do edifício afetado pelo incêndio, com uma extensão igual a uma vez e meia a sua altura, acrescida de mais 30 metros. n Zona de segurança para a população (ZSP) – Implementada a partir

do limite do ZSEI.

IMPLEMENTAÇÃO DE ÁREAS ESPECÍFICAS NA ZSEI Devem ser implementadas três áreas específicas: Área de colapso | Área de trabalho | Área de apoio.

Fórmula

Comprimento x Largura = y x 13,5 = x Litros/minuto

Área de colapso

Multiplicar o comprimento do edifício pela largura. O resultado da multiplicação é, por sua vez, multiplicado pela constante 13,5.

Área implementada em redor do edifício afetado pelo incêndio com uma extensão igual a uma vez e meia a sua altura, demarcada no limite exterior por cones de sinalização. É proibida a presença de pessoal operacional nesta área, bem como o posicionamento de veículos de combate a incêndio.

Exemplo: Vivenda com 40 metros de largura e 30 metros de comprimento

40x30= 1200 m2

1200 m2 x 13,5 = 16 200 L/min

Efetuado o cálculo e obtido o resultado do caudal de água necessário para o combate ao incêndio, o COS, com base no conhecimento da quantidade de água existente nos veículos, deve calcular e verificar se a mesma é aproximada da quantidade mínima para um combate eficaz. Em caso de insuficiência de água, deve providenciar o reforço de veículos para o local.

ORGANIZAÇÃO DA ZONA DE SINISTRO Na presença de anomalias na estrutura do edifício que evidenciem o seu colapso, o COS deve tomar de imediato medidas de segurança para as equipas de intervenção presentes no local, para os moradores e população em geral.

Área de trabalho

Área implementada a seguir à área de colapso com uma extensão de cerca de 20 metros, demarcada no seu limite exterior com cones de sinalização. Nesta área devem ser posicionados os veículos de combate ao incêndio. Área de apoio

Área implementada a seguir à área de trabalho com uma extensão de cerca de 10 metros, demarcada no seu limite exterior com fita de balizamento. É composta por quatro locais identificados com lonas colocadas no pavimento de cor vermelho, verde, azul e amarelo: Vermelho = local de equipamentos inoperacionais (LEI); Verde = local de equipamentos operacionais (LEO);

Devem ser implementadas duas zonas de segurança:

Azul = local de descanso do pessoal (LDP);

n Zona de segurança para as equipas de intervenção (ZSEI) – Implementa-

Amarelo = local de descontaminação (LD).

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Na ausência de anomalias significativas na estrutura do edifício, o COS deve implementar duas áreas específicas: n Área de trabalho condicionado; n Área de apoio.

Área de trabalho condicionado – área implementada a partir do edifício afetado

pelo incêndio, com uma extensão igual a uma vez e meia a sua altura, acrescido de mais 20 metros. A implementação desta área permite uma maior aproximação das equipas de intervenção e dos veículos ao edifício afetado pelo incêndio. Os veículos e operacionais a trabalho nesta área devem ser reduzidos ao mínimo essencial a fim de evitar acidentes fatais. Área de apoio – obedece ao descrito na página n.º 83.

POSICIONAMENTO DOS VEÍCULOS DE COMBATE AO INCÊNDIO POSICIONAMENTO DOS VEÍCULOS DE COMBATE AO INCÊNDIO Os VE e VP devem ser os primeiros a serem posicionados tendo em conta a potência de combate e a segurança do operador, procurando, sempre que possível, posicionar-se alinhados com as esquinas do edifício afetado pelo incêndio. Neste posicionamento o combate ao incêndio é efetuado numa zona de menor risco com a possibilidade de se efetuar a proteção de exposições exteriores.

O posicionamento de veículos de combate ao incêndio e de operacionais na área de trabalho condicionado devem ser objeto de uma avaliação de vantagens e riscos. Nenhum risco é aceitável onde não exista vítimas para salvamento. A avaliação de risco é um processo contínuo durante as operações de combate ao incêndio. Se se verificar a alteração das condições de segurança e houver um aumento dos riscos, a estratégia e a tática devem também ser alteradas. O posicionamento dos veículos é idêntico aos atrás descritos quando existir uma área de colapso. Porém, neste caso, efetuada a avaliação de risco, existe a possibilidade de os veículos e os operacionais intervirem mais próximo do edifício. É igualmente prioritário a nomeação de um oficial de segurança para verificar se os trabalhos de combate ao incêndio estão a ser realizados de forma segura, se a área de colapso ou de trabalho condicionado estão a ser implementadas, se a estabilidade da estrutura está comprometida pelo incêndio, entre outros aspetos a observar no local.

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deve ser rigorosa na zona de sinistro, cabendo aos chefes de guarnição a responsabilidade de as fazer cumprir. Altura

LD

LEI LEO LDP

(1,5m x Alt)+Alt

O ataque ao incêndio deve iniciar-se de forma agressiva, em alto débito, durante um curto espaço de tempo, reduzindo o débito para reabastecimento do veículo. As equipas de ataque devem estar em permanente comunicação com o motorista de forma a saber quais os momentos para aumento e redução do débito. Numa primeira fase, as equipas de ataque devem utilizar o jato direto face à grande energia libertada pelo incêndio. A utilização de jato difuso não garante que o ponto de aplicação seja atingido devido à vaporização da água.

DO ÁREA DE TRABALHO CONDICIONA

ÁREA DE APOIO

10M

Zona de segurança da população

ATUAÇÃO A PARTIR DO PISO TÉRREO As equipas de ataque a operar no piso térreo podem utilizar equipamentos de combate ao incêndio como:

ESTABELECIMENTO DOS MEIOS DE AÇÃO Na estratégia defensiva o equipamento hidráulico a usar no combate ao incêndio deve ser de grande débito, agulhetas de 70 mm e monitores. O VE e o VP devem ter em exclusivo um VUCI a alimentar os monitores a trabalho de modo a tirar

n Monitores fixos nos VE e VP; n Monitores fixos nos alçados dos veículos; n Monitores amovíveis; n Agulhetas de alto débito.

o máximo partido da potência de combate destes equipamentos. O reabastecimento dos veículos é de extrema importância e a sua prontidão deve ser imediata, pois os caudais de água no combate ao incêndio devem ser elevados. Os reabastecimentos devem ser efetuados através de marcos de incêndio ou, se o caudal destes não for o desejável, deve-se recorrer aos VTTU presentes no local. O reforço de VTTU deve ser efetuado logo à chegada ao TO.

ATUAÇÃO DAS EQUIPAS A atuação das equipas de ataque tem como principal objetivo a circunscrição do incêndio no mais curto espaço de tempo possível, baixando a sua intensidade e evitando assim a propagação aos edifícios adjacentes. A segurança das equipas

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Na projeção de água a partir do exterior do edifício, os monitores amovíveis

antes de atingir o ponto de aplicação. Se, durante a operação de combate ao

tem vantagem em relação às agulhetas de alto débito. As agulhetas necessitam

incêndio, o porta-agulheta verificar que o seu posicionamento não favorece

da permanência de um operacional ao contrário dos monitores que podem ser

um ataque eficaz deve transmitir essa informação ao chefe de guarnição para

colocados na área de colapso, libertando os operacionais para local seguro.

que sejam aplicadas medidas corretivas, nomeadamente o reposicionamento

Os jatos de água projetados por estes equipamentos devem ser direcionados

do VE.

através das aberturas estruturais do edifício de forma a atingirem o seu ponto de aplicação.

ATUAÇÃO A PARTIR DE COBERTURAS DE EDIFÍCIOS ADJACENTES

ATUAÇÃO A PARTIR DE VEÍCULOS ESCADA

O posicionamento de equipas de ataque e proteção nas coberturas dos edifícios adjacentes permite não só um ataque eficaz, mas também a proteção desses edifícios.

O combate ao incêndio a partir de um VE requer regras de segurança rigorosas. Assim, sempre que o arvoramento da escada seja superior a 450 deve ser instalada uma linha de vida de modo a garantir a segurança dos elementos nela posicionados. Nos VE, o tipo de jato de água a aplicar no início do combate deve ser o direto e deve incidir diretamente nos focos de incêndio visíveis. A aplicação do jato difuso, nesta fase do combate, faz com que a água passe ao estado de vapor

O acesso a uma cobertura pode efetuar-se pelas escadas do edifício, por acesso ao sótão, com desmontagem de telhas ou por meio de um VE. Antes do posicionamento das equipas, deve ser efetuada uma análise à cobertura para verificação da sua estabilidade. Alguns sinais como telhas rachadas, sons caraterísticos de materiais a quebrar e aquecimento extremo são indicadores de que a estrutura pode estar comprometida. Para deteção do posicionamento do foco de incêndio abaixo da cobertura deve ser projetada água em jato direto e de curta duração para diferentes zonas do telhado. A zona onde exista maior libertação de vapor de água corresponde à zona mais quente, considerada zona de perigo. A deslocação sobre uma cobertura é bastante perigosa e requer implementação de uma linha de vida fixa a um ponto resistente. A deslocação perpendicular sobre um telhado deve ser efetuada pelas telhas passadiças ou, na sua ausência, deve ser colocada uma escada sobre as telhas, permitindo a deslocação com o auxílio deste equipamento. A empena do telhado pode ser utilizada para deslocação longitudinal. O bombeiro deve sentar-se na empena com uma perna para cada lado, arrastando-se com as mãos no sentido da deslocação. A deslocação nunca deve ser efetuada sobre algerozes, pois estes não oferecem estabilidade necessária.

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PROTEÇÃO DE EXPOSIÇÕES EXTERIORES Os edifícios adjacentes ao do incêndio estão expostos ao perigo de propagação do calor, por condução através das paredes, por convecção através das janelas ou outras aberturas e ainda por radiação. A proteção das exposições deve ser efetuada utilizando agulhetas de grande débito ou monitores amovíveis com projeção de água em jato direto na fachada do edifício exposto. Esta ação visa molhar as superfícies expostas, uma vez que a formação de uma cortina de água entre os edifícios não é suficiente para garantir a proteção dos efeitos da propagação do calor por radiação e convecção. REFORÇO DE PESSOAL A necessidade de reforço de pessoal no TO pode ocorrer: n Após a chegada ao local; n Durante as operações de combate ao incêndio.

À medida que os elementos de reforço vão chegando ao TO, devem ser informados das tarefas a executar e do local de execução. Quando o incêndio dá sinal de cedência às ações de ataque, o número de elementos no TO começa a ser superior às necessidades. Estes elementos devem ser constítuidos como reserva tática de meios humanos.

combate ao incêndio e dos objetivos a atingir. Em todos os incêndios, especialmente no caso de edifícios ou outros espaços confinados, deve existir um controlo efetivo das equipas envolvidas na ação. REFORÇO DE EQUIPAMENTOS Para um combate eficaz ao incêndio é importante que as informações prévias acerca do mesmo sejam detalhadas e completas de forma a possibilitar uma maior capacidade de seleção dos equipamentos necessários. As necessidades de reforço de equipamentos podem ocorrer em situações idênticas às de reforço de pessoal. O contrário pode ocorrer quando o incêndio cede às ações de ataque começando a haver equipamento excedente. Este deve ser colocado em local onde não dificulte as ações de combate, passando a ser uma reserva tática de meios e equipamentos. O COS, com base nas informações fornecidas pelos chefes de guarnição, deve efetuar uma listagem do equipamento, procedendo à sua atualização.

Os elementos que se encontram mais expostos ao calor estão sujeitos aos efeitos da chamada fadiga térmica, o que pode colocar em risco as suas vidas durante a ação de combate no interior da habitação. No caso de exposição prolongada ao calor do incêndio, deve ser providenciada de imediato a rendição dos elementos das equipas. Outro fator que determina a rendição do pessoal é a fadiga causada pelo próprio esforço desenvolvido durante as operações de combate. Caso exista disponibilidade de pessoal em número suficiente, a rendição deve ser feita por equipas completas, nunca por elementos isolados. O pessoal para rendição deve ser informado das condições de atuação no

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INCÊNDIOS EM EDIFÍCIO DE CONSTRUÇÃO ANTIGA O combate a incêndios em edifícios de construção antiga requer dos bombeiros procedimentos muito especiais e uma atenção redobrada. O desenvolvimento de um incêndio neste tipo de edificado é bastante rápido, pelo que se deve ter especial atenção à proteção das exposições interiores e exteriores. O incêndio toma caraterísticas muito próprias resultantes do material de construção altamente combustível, como é o caso da madeira. A rapidez na montagem do estabelecimento de mangueiras para trabalho é fundamental para um célere controlo e extinção do incêndio. Além do estabelecimento de mangueiras para o combate direto ao incêndio, outros devem ser colocados de imediato no piso superior, assim como na cobertura do edifício, garantindo de forma eficaz a não propagação do incêndio.


FOGOS ENCOBERTOS EM PAVIMENTOS Os pavimentos de madeira são formados por uma série de caixas com vigas divisórias onde é frequente a existência de anteparas e outros desperdícios de madeira entre as vigas, além de lixos e poeiras acumulados. Normalmente, o fogo fica confinado nesta área. Os fogos em pavimentos são, de um modo geral, provenientes de roturas nas chaminés, por atravessamento de condutas de fumo e de vapor, má instalação de fogões de aquecimento e em instalações elétricas devido a mau isolamento dos condutores. Os fogos encobertos em pavimentos denunciam-se pelo cheiro a queimado, pelo fumo e calor nas zonas afetadas pelo incêndio. Os pontos por onde o fumo sai no pavimento nem sempre fornecem indicações seguras sobre o local do fogo. O fumo corre ao longo do vigamento e vai sair em pontos distantes, numa fenda ou junta mais larga. Para a descoberta do fogo, não devem despregar-se as tábuas do pavimento em qualquer ponto, mas sim na zona de maior aquecimento, colocando à vista o ponto em que o fogo se desenvolve, atacando-o de seguida. Na maior parte das vezes, convém desforrar o teto no andar inferior para pôr a descoberto os pontos em combustão. Após a extinção, descobrem-se as vigas do pavimento até se alcançar a zona ainda não atingida, verificando toda a sua extensão com o maior cuidado para garantia de que o fogo fica totalmente extinto. De modo a evitar prejuízos no levantamento parcial dos sobrados, as tábuas não devem ser partidas sem que seja absolutamente necessário. Deve ser utilizada a quantidade indispensável de água para a extinção do fogo descoberto.

dos paramentos. Nos tabiques à francesa, com enchimento de aparas de madeira, os fogos tomam rápido desenvolvimento e podem transmitir-se com facilidade aos pavimentos a que se ligam. No caso em que os tabiques são em estuque, há que descoser com cuidado a camada de estuque que os reveste, pois muitas vezes pelos primeiros buracos abertos irrompem grandes chamas. Desta forma, põe-se a descoberto a estrutura de madeira na extensão necessária para visualização do fogo.

FOGOS NO MADEIRAMENTO DAS COBERTURAS Os fogos no madeiramento das coberturas são combatidos pelo exterior do edifício, pelos telhados ou pelo seu interior consoante a dimensão do fogo e a facilidade de acesso. Deve-se, em todas as circunstâncias, procurar utilizar as escadas interiores do edifício, aproveitando-as, sempre que tal seja possível, para o estabelecimento dos meios de ataque. Caso contrário, devem estes ser montados com recurso a técnica de escalada, VE ou por acesso aos telhados dos prédios contíguos. A extinção do fogo no madeiramento da cobertura é uma operação delicada. Esta deve iniciar-se pelo ataque nos pontos de ligação das diferentes peças de madeira que asseguram a solidez do conjunto construtivo. De seguida, deve-se refrescar as asnas, os frechais, as madres e o pau de fileira. É importante efetuar desde logo a proteção das exposições exteriores. Para a deteção do fogo em coberturas devem ser levantadas as telhas unicamente na zona atingida pelo fogo, efetuando o combate através dessa abertura. Quaisquer

FOGOS EM TABIQUES DE MADEIRA

outras aberturas podem facilitar o desenvolvimento do incêndio. A ação do vento favorece os fogos de madeiramento razão pela qual o ataque

Os fogos em tabique ou em outras estruturas de madeira, com origens idênticas às referidas para os pavimentos de madeira, denunciam-se pelo aquecimento

se deve desenvolver com maior potência de meios do lado oposto de onde o vento

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Operações de Combate a Incêndios Estruturais . Incêndios em edifício de construção antiga 95

sopra para limitar a sua propagação.


RESCALDO O rescaldo deve seguir procedimentos bem definidos. O fogo pode propagar-se através do madeiramento e reacender noutros locais do edifício, inclusive em edifícios contíguos. Todo o edifício deve ser alvo de uma minuciosa inspeção a fim de ser detetado qualquer indício de fogo. Deve-se tatear os elementos construtivos, verificando o aquecimento das paredes e tetos, observar se existe saída de fumos pelas brechas nas paredes através de ruídos caraterísticos, estalos de materiais queimados, entre outras situações anómalas. A inspeção deve estender-se aos edifícios contíguos de forma exaustiva.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BÉPOIX, Pierre. (2015). Les phénomènes thermiques – Analyse du feu et recueil d`expériences, Éditions Carlo Zaglia. FERREIRA, A.J.G. et al. (2018). Manual do Curso de Controlo de Flashover (Nível I), Col. Manual do Sapador Bombeiro n.º 8, Imprensa Municipal/CML/RSB, Lisboa. FERREIRA, A.J.G., FERREIRA, M.J.F (2013). Manual de Manobras com Material Hidráulico, Col. Manual do Sapador Bombeiro n.º 9, Imprensa Municipal/CML/RSB, Lisboa.

Adobe Stock #491108876

GRIMWOOD, Paul (2008). Euro Firefighter, West Yorkshire: Jeremy Mills Publishing.

96 Incêndios em edifício de construção antiga . Operações de Combate a Incêndios Estruturais

Operações de Combate a Incêndios Estruturais . Referências bibliográficas

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ÍNDICE Introdução ............................................................................................................

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Marcha Geral das Operações ...........................................................................

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Fases do combate ao incêndio ......................................................................

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Fase 1 - Reconhecimento ............................................................................

9

Fase 2 - Busca e Salvamento ..................................................................... 21 Fase 3 - Estabelecimento dos Meios de Ação ......................................... 25 Fase 4 - Ataque e Proteção ........................................................................ 26 Fase 5 - Rescaldo ........................................................................................ 33 Fase 6 - Descontaminação ........................................................................ 38 Fase 7 - Vigilância ....................................................................................... 39 Fase 8 - Limpeza, Recondicionamento e Higiene ................................... 39 Desenvolvimento do incêndio ............................................................................ 41 Incêndio Ventilado ............................................................................................... 41 Incêndio Infraventilado ....................................................................................... 43 Estratégias de Combate a Incêndios ................................................................. 45 Estratégia Ofensiva .......................................................................................... 45 Aplicação da Estratégia Ofensiva ............................................................ 45 Estabelecimentos dos Meios de Ação ...................................................... 48 Protocolo de Segurança antes da Entrada na Habitação ......................... 58 Análise das Condições de Segurança e Leitura do Fogo ............................ 60 Progressão no Interior da Habitação ........................................................ 64 Técnicas de Extinção no Interior da Habitação ....................................

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Técnicas de Ataque no Exterior da Habitação ........................................ 76 Estratégia Defensiva ........................................................................................ 78 Organização da zona de sinistro .............................................................. 82 Estabelecimentos dos Meios de Ação ..................................................... 86 Atuação das equipas ................................................................................. 86 Incêndios em Edifícios de Construção Antiga .................................................. 93 Fogos Encobertos em Pavimentos ................................................................. 94 Fogos em Tabiques de Madeira ..................................................................... 94 Fogos no Madeiramento das Coberturas ..................................................... 95 Rescaldo ........................................................................................................... 96 Referências Bibliográficas .................................................................................. 97


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