

FICHA TÉCNICA
TÍTULO
Encontro UniverCidades - Ideias para Lisboa | Resumos
EDIÇÃO
Câmara Municipal de Lisboa
Centro de Informação Urbana de Lisboa
COORDENAÇÃO
Ana Marçal (CML)
Carla Duarte (CML)
COMISSÃO CIENTÍFICA
Ana Magalhães (FAAUL)
Carlos Ferreira (FA-UL)
Cristóvão Pereira (FBA-UL)
Eduarda Marques da Costa (IGOT-UL)
Helena Botelho (FAAUL)
Isabel Loupa Ramos (IST-UL)
José António Tenedório (NOVA-FCSH)
Manuela da Fonte (FA-UL)
Maria Matos Silva (ISA-UL)
Nuno Soares (NOVA-FCSH)
Raúl Cunca (FBA-UL)
Roberto Falanga (ICS-UL)
Teresa Marat-Mendes (ISCTE-IUL)
Teresa Santos (NOVA-FCSH)
DESIGN GRÁFICO
Manuela Gonçalves (CML)
ISBN 978-972-8877-21-7
Dezembro 2025
ACRÓNIMOS
CIUL – Centro de Informação Urbana de Lisboa
CML – Câmara Municipal de Lisboa
FAAUL– Faculdade de Arquitectura e Artes da Universidade Lusíada de Lisboa
FA-UL – Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa
FBA-UL – Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa
ICS-UL – Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa
IGOT-UL – Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa
ISA-UL – Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa
ISCTE-IUL - ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa
IST-UL – Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa
NOVA-FCSH – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa
INTRODUÇÃO
Aberto ao público desde 2001, o Centro de Informação Urbana de Lisboa (CIUL) foi criado, sob a alçada do Pelouro do Urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa (CML), para dar resposta ao crescente interesse dos cidadãos por informação sobre urbanismo, arquitetura e cidade.
Dotado de um espaço multifuncional, assume-se, desde a sua génese, como plataforma de divulgação de informação especializada, desempenhando um papel central na promoção de atividades que visam a reflexão, o debate e a produção de conhecimento sobre o urbanismo de Lisboa.
Ao longo dos anos o CIUL tem vindo a expandir a sua ação, explorando novas linhas de trabalho e diferentes formas de relacionamento com o exterior, de forma a atender aos desafios que se colocam hoje a quem pensa e desenha cidade. Planear um território, na sua multiplicidade de áreas, é, cada vez mais, um processo para o qual concorrem diversas valências e participam diferentes atores. É essencial identificar parceiros, congregar forças e construir redes que, de forma concertada e complementar, possam contribuir para o desenvolvimento local.
Consciente desta oportunidade, a CML tem procurado estreitar laços com a Academia, reconhecendo nela um aliado fundamental para a análise dos fenómenos urbanos e para a construção de bases teóricas que apoiem a tomada de decisões mais consubstanciadas.
É com este enquadramento que, em 2015, o Pelouro do Urbanismo consolida, através do estabelecimento de protocolos, diversas parcerias com Faculdades e Institutos de Lisboa, no sentido de potenciar a investigação desenvolvida na Academia e de alinhar, estrategicamente, a investigação desenvolvida por aqueles que refletem sobre questões urbanas, com as ações levadas a cabo por decisores e técnicos, responsáveis pelo planeamento e pela gestão da cidade.
O CIUL desempenha, neste quadro, o papel de interlocutor, assegurando a implementação e o acompanhamento destas parcerias que, em linhas gerais, preveem o estudo de temas considerados estratégicos para o Pelouro do Urbanismo da CML, a cedência mútua de informação e a organização conjunta de iniciativas que valorizem e divulguem conhecimento sobre urbanismo e cidade.
Dessa parceria surge, em 2019, o Encontro UniverCidades - Ideias para Lisboa, um evento que reúne trabalhos realizados por alunos e investigadores de entidades parceiras sobre o território de Lisboa, considerando as grandes questões e os desafios urbanos contemporâneos. Trata-se de um espaço onde a Academia, a autarquia e a sociedade civil se congregam para o debate de ideias, a reflexão conjunta, a criatividade e a possibilidade de encontrar soluções inovadoras para os territórios urbanos, abrindo portas para novas formas de pensar e de fazer cidade, trazendo o sonho que a Academia permite, para a realidade que a autarquia implementa.
A edição de 2025 contou com um conjunto de 22 trabalhos que abordam temáticas urbanas em torno do projeto urbano e de espaço público, do ambiente/riscos e cidade saudável, da mobilidade, da ação social e dos espaços comunitários, dos processos participativos, refletindo alguns dos desafios e das grandes questões das cidades contemporâneas.
PAINEL 1
PROJETO URBANO I
UM ESTUDO PARA A ESTRUTURAÇÃO
URBANA DO VALE DO RIO SECO
Mariana Gomes Marques (FAAUL )
DE VIA CENTRAL A PARQUE URBANO
- UM TECIDO ABERTO EM CHELAS
Saminah Monteiro (FA-UL)
O DISCURSO DA CIDADE: COSE,
INTEGRA E PROMOVE UMA NOVA
URBANIDADE NO VALE DE CHELAS
Tomás Moreira (FA-UL)
ESPAÇO NATURAL OU CIDADE?
PROPOSTAS PARA A INVERSÃO DE UM PROCESSO | REQUALIFICAÇÃO E RENATURALIZAÇÃO DO VALE DE SANTO ANTÓNIO
Luís Marques; Maria Casella; Madalena Ferreira; Antonella Duarte (FA-UL)
Moderador
Paulo Pardelha (Departamento de Planeamento Urbano, CML)
Debate
Ana Magalhães (FAAUL)
Cristóvão Valente Pereira (FBA-UL)
UM ESTUDO PARA A ESTRUTURAÇÃO URBANA
DO VALE DO RIO SECO
Autor
Mariana Gomes Marques
Professor/Orientador
Ana Magalhães; Bernardo Manoel
Instituição de Ensino
Faculdade de Arquitectura e Artes da Universidade Lusíada de Lisboa
Curso Arquitetura
Grau Mestrado
Cadeira/Projeto Projeto II
Ano
2023/2024
Palavras-Chave grelha; território; estrutura aberta; adaptação; jardim urbano

Resumo
O vale do Rio Seco permanece como um vazio urbano: desníveis acentuados, acessibilidade difícil e usos fragmentados que separam bairros e afastam a vida quotidiana. A proposta responde com uma grelha flexível que, longe de impor rigidez, se adapta à morfologia, à geologia e às relações visuais, organizando o território e convertendo-o num jardim habitado. Esta malha funciona como regra de construção para estruturas abertas e programaticamente diversas - habitação, estufas e pérgulas, mobiliário urbano, quiosques, fontes, campos de jogo e pequenos comérciosenquanto uma rede contínua de percursos, escadas e elevadores cose as cotas, ligando a Travessa da Ferrugenta à Travessa José Fernandes e a um miradouro, transformando a barreira em infraestrutura pública.
Como se habita a escarpa?









Estudo conceptual da proposta
Estudo conceptual da proposta
Maquete da proposta 1/100
DE VIA CENTRAL A PARQUE URBANO - UM TECIDO ABERTO EM CHELAS
Autor
Saminah Monteiro
Professor/Orientador
Ana Beja da Costa; João Rafael Santos
Instituição de Ensino
Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa
Curso
Mestrado Integrado em Arquitetura
Perfil de Especialização em Arquitetura
Integrada
Grau
Mestrado
Cadeira/Projeto
Projeto Integrado I – 4º ano
Ano
2024/2025
Palavras-Chave
parque urbano; espaço público; espaço doméstico; esquina; Chelas
Resumo

Partindo do desafio de reimaginar o espaço da via central de Chelas como elemento de articulação urbana, quer na sua relação longitudinal com o vale de Chelas, como na relação transversal entre os bairros dos Lóios e das Amendoeiras, a proposta urbana estrutura-se em torno de um novo parque linear. Este parque é acompanhado por um conjunto de quarteirões abertos, permitindo a ativação das ruas laterais, conferindo-lhes escala e atividades, ao mesmo tempo que estabelecem uma relação mais porosa entre o espaço público e o espaço doméstico.
Como exploração mais detalhada da proposta urbana, o conjunto edificado posiciona-se numa área de charneira e de esquina urbana, da qual tira partido através de um sistema de passagens entre as ruas perimetrais e o logradouro interno virado ao parque. Uma métrica tridimensional configura a lógica estrutural, tipológica e compositiva, pontuada por momentos de exceção e transição nas esquinas.
Planta de localização


Planta à cota 92
Planta da solução urbana
Alçado sul
Corte EE’
O DISCURSO DA CIDADE: COSE, INTEGRA E PROMOVE
UMA NOVA
URBANIDADE NO VALE DE CHELAS
Autor
Tomás Moreira
Professor/Orientador
Hugo Farias
Instituição de Ensino
Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa
Curso
Mestrado Integrado em Arquitetura
Perfil de Especialização em Arquitetura
Integrada
Grau
Mestrado
Cadeira/Projeto
Projeto Integrado I – 4º ano
Ano 2024/2025
Palavras-Chave urbanidade; espaço público; habitação; Chelas Resumo

A proposta surge do desafio de criar uma nova articulação entre partes dispersas do Bairro de Chelas, separadas pelo vale de mesmo nome que atravessa o território. Essa articulação baseia-se na sobreposição de duas malhas ortogonais de 36x36m e nas possibilidades espaciais geradas por essa interação: criação de espaços para habitação, comércio e outros usos; organização da circulação e das áreas verdes públicas. Para o aprofundamento da proposta, foi escolhida uma área privilegiada em relação à estrutura urbana de Lisboa, próxima à Avenida Marechal Gomes da Costa e à Avenida Santo Condestável, onde as inter-relações entre as duas malhas permitem uma exploração formal mais abrangente. À escala do edifício, a proposta articula habilmente as métricas adotadas com as características do terreno, nomeadamente a topografia e a orientação solar, proporcionando uma solução flexível, eficiente e altamente competente na adaptação ao programa.
Vista axonométrica do edifício


Planta de coberturas
Maquete
ESPAÇO NATURAL OU CIDADE? PROPOSTAS PARA A INVERSÃO DE UM PROCESSO | REQUALIFICAÇÃO E
RENATURALIZAÇÃO DO VALE DE SANTO ANTÓNIO
Autor
Luís Marques; Maria Casella; Madalena Ferreira; Antonella Duarte
Professor/Orientador
Nuno Mateus
Instituição de Ensino
Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa
Curso
Mestrado Integrado em Arquitetura
Perfil de Especialização em Arquitetura
Integrada
Grau Mestrado
Cadeira/Projeto Projeto Integrado III – 5º ano
Ano 2024/2025
Palavras-Chave requalificação urbana; renaturalização; Vale de Santo António; modularidade; habitação
Resumo
O Vale de Santo António, localizado em Lisboa entre a freguesia da Penha de França e a freguesia de São Vicente, trata-se de uma zona conflituosa e desafiante, por ser uma área de colmatação entre estas freguesias e pela sua topografia marcante. No entanto, é evidente o seu grande potencial ecológico e agrícola. Através da renaturalização e revitalização do Vale através de um parque Urbano, procura-se desencadear um equilíbrio entre a densidade de construção proposta, de 2400 fogos, e o natural. Assim, no parque são propostas áreas diversas, nomeadamente de cultivo e produtivas, no Vale, e de lazer, trazendo as áreas desportivas para a frente ribeirinha, permitindo uma vivência diferente do rio, sem interferir com a linha natural da água do Vale.
O plano urbano propõe um sistema edificado em barra, tipicamente modernista, permitindo um melhor sistema de vistas. No entanto, apesar da regularidade marcada pela modularidade dos pisos de habitação, o plano do piso térreo revela-se extremamente orgânico, tanto ao nível dos edifícios de comércio e serviços, como ao nível da escolha de pavimentos.
Partindo de um embasamento de betão, os edifícios desenvolvem-se num sistema construtivo de madeira, nomeadamente com vigas e pilares em glulame e lajes de CLT, optando por uma construção com um menor impacto ambiental e de baixa pegada carbónica, e uma cobertura ajardinada, aumentado o teor de humidade das cidades e a redução da temperatura do edifício. Adicionalmente, a modularidade do edifício permite criar espaços de convivência e contacto com o exterior nos diversos pisos de habitação.
Planta geral do parque

Planta geral do parque
Hardscape
Softscape


Distribuição de áreas/Quarteirão

Intenção urbana de circulação pedonal

Tipologias de pavimentos/Quarteirão
CIDADE SAUDÁVEL
A
EXPERIÊNCIA DE PESSOAS
CEGAS NA PERCEÇÃO DA PAISAGEM MULTISSENSORIAL
Tiago Rafael Anjo Rocha (ISA – UL)
MODELAÇÃO DA MORBILIDADE POR
DOENÇAS CARDIOVASCULARES NA
ÁREA METROPOLITANA DE LISBOA
João Reis (IGOT-UL)
DESENVOLVIMENTO DE UMA
METODOLOGIA DE MAPEAMENTO E MONITORIZAÇÃO DAS COBERTURAS
VERDES DE LISBOA COM BASE EM IMAGENS DE SATÉLITE
WORLDVIEW-2 E SENTINEL-2
Joana Marta Silva Pernes (IST - UL)
Moderador
Maria Aragão (Associação Portuguesa de Arquitetos Paisagistas)
Debate
Roberto Falanga (ICS-UL)
Teresa Santos (NOVA-FCSH)
A EXPERIÊNCIA DE PESSOAS CEGAS NA PERCEÇÃO DA PAISAGEM
MULTISSENSORIAL
Autor
Tiago Rafael Anjo Rocha
Professor/Orientador
Pedro Miguel Ramos Arsénio
Instituição de Ensino
Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa
Curso
Mestrado em Arquitetura Paisagista
Grau Mestrado
Cadeira/Projeto Dissertação
Ano
2024
Palavras-Chave cegueira; perceção da paisagem; representação espacial; perceção da paisagem pelos cegos; jardins sensoriais
Resumo
O presente trabalho explora a experiência de pessoas cegas na perceção da paisagem na escala parque-jardim de forma a entender a paisagem além da tendência, em parte involuntária, em parte consciente, ocular centrista, latente no ato da conceção, resultando em paisagens carentes de sensações e exclusivas socialmente.
As entrevistas elaboradas a doze participantes que possuíam cegueira e baixa visão, permitiram compreender as suas dificuldades na paisagem, bem como a relação intrínseca entre os sentidos, a orientação e a formulação do espaço. Estes apreciam a paisagem através de uma estrutura percetiva constituída fundamentalmente por quatro elementos: caminhos, limites, pontos de referência e zonas distintas. Esta estrutura surge das características apreendidas pelos sentidos invisuais. Isto significa, por exemplo, que concebem a distância entre os objetos da paisagem pela propagação dos ecos ou contraste pela variação de temperatura, aromas ou texturas, percecionando assim a dimensão invisível da paisagem.
Através da descoberta da semelhança destes elementos com os elementos estruturais visíveis analisados por Kevin Lynch, sobre a perceção da paisagem visível, desenvolveram-se, como ponto de partida, diretrizes de projeto de arquitetura paisagista, com base nesta estrutura percetiva universal em que as características sensitivas da paisagem não se sobrelevam, mas antes harmonizam-se num todo, concebendo a paisagem inclusiva.
Com isto, este trabalho demonstra que, os pontos de vista são pensados também como pontos acústicos. Que os ritmos são pensados tanto em cores, como em aromas, variações de temperatura, de texturas e de sons. Que os volumes surgem da luz e sombra, como da reverberação do som ou das brisas. Há nisto a transmutação do traço no desenho, a passagem do observador sem corpo, para a centralidade do corpo, para a união entre a função de orientação com a apreciação estética.


MODELAÇÃO DA MORBILIDADE POR DOENÇAS CARDIOVASCULARES
NA ÁREA METROPOLITANA DE LISBOA
Autor
João Pedro Marques Reis
Professor/Orientador
Paulo Alexandre Morgado Sousa; Fernando Jorge Pedro da Silva Pinto da Rocha
Instituição de Ensino Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa
Curso
Mestrado em Sistemas de Informação Geográfica e Modelação Territorial aplicados ao Ordenamento
Grau Mestrado
Cadeira/Projeto Dissertação
Ano 2024
Palavras-Chave análise de risco; doenças cardiovasculares; modelação espacial; saúde; sistemas de informação geográfica
Resumo
As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte à escala mundial, europeia e portuguesa, estando associadas a fatores modificáveis e não-modificáveis. Estes indicadores variam de local para local, sendo essencial a identificação dos padrões de prevalência da doença, e causas associadas. O presente trabalho divide-se em dois principais tópicos. Primeiramente, procurou-se, através de uma revisão estruturada da literatura académica e cinzenta, nacional e internacional (aplicando a metodologia PRISMA 2020 na análise), identificar os principais indicadores, métodos, e limitações apontadas na academia alusivas à temática das doenças cardiovasculares, assim como as principais políticas definidas pelas entidades governamentais e não-governamentais. As conclusões retiradas desta análise constituirão na base para a localização, na Área Metropolitana de Lisboa, das áreas geográficas com maior risco cardiovascular. Para tal, foram desenvolvidos dois modelos de análise (correlação por quartis LISA, e análise de risco aplicando uma Análise Multicritério) à escala do hexágono. Na revisão estruturada, foram identificados 24 fatores de risco, associados a diferentes fatores (estilo de vida individual; fatores sociodemográficos; fatores ambientais). Foi também denotada quer uma presença reduzida de artigos com componente analítica espacial, como também a existência de uma larga percentagem de artigos com unidades de análise pouco detalhadas. Considerando alguns dos indicadores identificados na revisão estruturada, foram analisadas cerca de 50 variáveis, adotando diferentes métodos analíticos para avaliar a distribuição das variáveis e a sua relação, modelando o respetivo risco de incidência. Os resultados das análises evidenciam não só uma diferença urbano-rural no grau de risco, como também uma maior incidência de risco na zona sul do território. As conclusões permitem avaliar o risco cardiovascular ao nível de unidades territoriais muito reduzidas, disponibilizando dados finos, às entidades públicas e privadas, para a tomada de decisões no território com maior rigor, reduzindo a morbilidade e mortalidade por doenças cardiovasculares nas áreas geográficas de maior risco.
Principais fatores de risco na literatura académica


DESENVOLVIMENTO DE UMA METODOLOGIA DE MAPEAMENTO E MONITORIZAÇÃO DAS COBERTURAS VERDES DE LISBOA COM BASE EM IMAGENS DE SATÉLITE WORLDVIEW-2 E SENTINEL-2
Autor
Joana Marta Silva Pernes
Professor/Orientador
Maria Cristina de Oliveira Matos Silva; Ana Paula Martins Falcão Flor
Instituição de Ensino
Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa
Curso
Engenharia Geológica e de Minas
Grau Mestrado
Cadeira/Projeto -
Ano 2025
Palavras-Chave coberturas verdes; NDVI, Faster R-CNN; Lisboa; Worldview-2; Sentinel-2
Resumo
As soluções baseadas na natureza têm sido apresentadas como soluções importantes para reagir à adaptação climática e contribuir para a regeneração e resiliência urbana. Em situações de pouco espaço urbano disponível, as coberturas verdes (CV) surgem como uma alternativa competitiva para aumentar a área verde da cidade e otimizar as soluções baseadas na natureza. A metodologia consiste no cálculo de índices radiométricos e classificação de imagem via aprendizagem profunda para mapear e monitorizar CVs, constituindo um avanço, pois a maioria dos estudos anteriores utiliza dados de deteção remota para mapear e monitorizar o Greenness apenas em coberturas verdes ao nível dos telhados. Com o crescimento das cidades e a redução das áreas disponíveis para construção, a geometria das construções tem sido alterada para padrões de um conjunto de edifícios com garagens comuns cobertas com espaços verdes e de lazer ao nível do solo. A identificação destas coberturas verdes é mais difícil, pois são confundidas com espaços verdes, do ponto de vista espectral. Este problema é intensificado pela inexistência de informação espacial sobre as formas e localização das estruturas subterrâneas ao nível da cidade.
A metodologia foi aplicada à cidade de Lisboa e os resultados identificaram 200 edifícios com CV. A metodologia proposta pode ser aplicada a outras cidades, uma vez que não depende de propriedades únicas de Lisboa. Além disso, como o algoritmo de aprendizagem profunda requer uma quantidade considerável de amostras de treino, para cidades de maiores dimensões com CV, espera-se um melhor desempenho.

NDVI da Serie temporal das coberturas verdes do jardim da Gulbenkian com duração de 1 ano

Coberturas verdes do Jardim da Gulbenkian localizadas no topo dos edifícios. Adaptado de Imperalum, 2015; Fundação Calouste Gulbenkian, 2021 e Fundação Calouste Gulbenkian, n.d
PAINEL 3 MOBILIDADE
CRIAÇÃO DE ROTAS ADEQUADAS
AO ACESSO DE CRIANÇAS EM BICICLETA À ESCOLA: ALGORITMO
COMSIG
Francisco Malveiro Lino (IGOT-UL)
VIVER O CATUJAL E CONECTÁ-LO
A LISBOA: MOBILIDADE E INFRAESTRUTURAS
Beatriz Manso; Emma Brans; Iliana Papadaki; Mafalda Roque; Maria Miguel Santos; Maria do Mar Rafael; Paraskevi Tsamadou; Patrícia Veríssimo; Rebeca Nunes (ISCTE-IUL)
CONECTAR LISBOA E OS SEUS SUBÚRBIOS. ZAMBUJAL – PROGRAMA CAR E PROPOSTA DE INTERVENÇÃO
Alina Romina; Carolina Camacho; Diogo Oliveira; Ela Dogan; Marta Catela; Pedro Franco; Teodora Alexa (ISCTE-IUL)
Moderador
Fernando Rosa (Divisão de Estudos e Planeamento da Mobilidade, CML)
Debate
Cristóvão Valente Pereira (FBA-UL)
CRIAÇÃO DE ROTAS ADEQUADAS AO ACESSO DE CRIANÇAS EM BICICLETA À ESCOLA: ALGORITMO COMSIG
Autor
Francisco Malveiro Lino
Professor/Orientador
Nuno Marques da Costa; Rosa Félix
Instituição de Ensino
Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa
Curso
Mestrado em Sistemas de Informação Geográfica e Modelação Territorial aplicados ao Ordenamento
Grau
Mestrado
Cadeira/Projeto
Dissertação - 2º ano
Ano 2025
Palavras-Chave comboios de bicicleta; sistemas de informação geográfica; mobilidade; bicicleta; crianças
Resumo
Em 2022, 51,9% das crianças matriculadas no 1º Ciclo do Ensino Básico em Lisboa iam para a escola de automóvel e apenas 1,3% de bicicleta, skate ou patins (CML, 2022). Apesar da residência dos alunos estar habitualmente a uma distância que estes possam cobrir em modos ativos, este valor está longe de acompanhar esse pressuposto, desafiando os esforços de promoção da mobilidade sustentável e da saúde infantil, inscritas nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, e as metas de utilização da bicicleta defendidas na Estratégia Nacional da Mobilidade Ativa Ciclável. Para contrariar esta tendência, têm sido criados programas de mobilidade ativa escolar como os Comboios de Bicicleta (grupo de crianças que se desloca para a escola de bicicleta, acompanhadas de monitores). No entanto, o planeamento destes programas não tem sido executado de forma automática e generalizável a qualquer escola. Acrescente-se que os algoritmos de planeamento de percursos em bicicleta têm sido desenvolvidos para um público-alvo diferente de uma criança (normalmente adultos, para viagens de lazer ou utilitárias), que têm necessidades diferentes. Pretende-se com esta dissertação aprofundar o estudo de um algoritmo de planeamento de rotas adaptadas para crianças em bicicleta, com base em fatores de ponderação como a segurança e o conforto. Através do uso de ferramentas de Sistemas de Informação Geográfica (SIG) é possível sintetizar o processo de criação de rotas, considerando os locais de residência dos alunos, através da ponderação dos fatores que melhor se adequem à circulação de crianças em bicicleta. O algoritmo criado, denominado ComSIG, automatiza o processo de criação de rotas para crianças em bicicleta e expande-se para a criação de rotas para todos os alunos de uma escola. Os resultados desta dissertação servirão para informar o planeamento otimizado de rotas seguras para as escolas, apoiando a transição da mobilidade escolar para modos ativos.


Sobreposição da rede de rotas com a rede ciclável em Telheiras
Declive das rotas dos Olivais
VIVER O CATUJAL E CONECTÁ-LO A LISBOA:
MOBILIDADE E INFRAESTRUTURAS
Autor
Beatriz Manso; Emma Brans; Iliana Papadaki; Mafalda Roque; Maria Miguel Santos; Maria do Mar Rafael; Paraskevi Tsamadou; Patrícia Veríssimo; Rebeca Nunes
Professor/Orientador
Teresa Marat-Mendes; Sara Silva Lopes; Rui del Pino Fernandes; João Borges
Instituição de Ensino
ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa
Curso
Mestrado Integrado em Arquitetura
Grau
Mestrado
Cadeira/Projeto Urbanismo III – 4º ano
AnoPalavras-Chave mobilidade; eixo de centralidades; infraestruturas; comunidade; requalificação
Resumo
Este trabalho resulta de uma análise aprofundada do Catujal, desenvolvida no âmbito do curso de Urbanismo II. Em Urbanismo III foi realizada uma investigação através da análise SWOT (Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças) da área de estudo, representado de forma gráfica e exagerada, através de colagens que ilustram as características presentes e ausentes no território.
O estudo revelou que, apesar da melhoria na qualidade de vida após a construção e legalização de habitações SAAL e Cooperativa Moinho de Vento do Catujal, existem desafios urbanos significativos. A tipologia habitacional apresenta pouca flexibilidade para responder às necessidades em mudança da população, como o envelhecimento dos residentes. Além disso, a falta de um plano urbano estruturado, resulta numa distribuição dispersa e desorganizada de comércio e serviços, dificultando a rotina diária dos habitantes.
A localização próxima ao Aeroporto de Lisboa impõe restrições à construção, sendo que o grande jardim público se encontra numa zona de risco (CRASH Zone), onde não são permitidas novas edificações. A topografia acentuada do bairro torna a mobilidade pedonal desafiadora, especialmente para idosos. Além disso, a existência de SLOAPS (Spaces Left Over After Planning) subutilizados pode resultar em problemas como insegurança ou degradação da paisagem.
A análise identificou dois problemas principais: a insuficiência de transportes públicos que liguem Catujal a Lisboa e a falta de serviços acessíveis a curta distância. Como solução, propõe-se a extensão das linhas amarela e vermelha do Metro de Lisboa até Loures, com a linha vermelha a passar pelo Catujal. Esta melhoria reforçaria a ligação à Capital, aumentando a acessibilidade da população.
Após a extensão do metro, foi estudada a implementação de uma linha de elétrico que atravessa o Catujal, facilitando a mobilidade interna e mitigando as dificuldades impostas pelo relevo acentuado. A definição do trajeto do elétrico teve em conta a localização dos serviços essenciais e a distância pedonal até às paragens, assegurando que estas ficassem a cinco minutos a pé das infraestruturas chave.
O projeto propõe ainda a criação de novas centralidades ao longo do percurso do elétrico, promovendo uma distribuição equilibrada dos serviços e espaços comunitários. A estação de metro, situada num ponto estratégico, articula-se com a morfologia do terreno e integra espaços verdes requalificados. No extremo oeste da linha de elétrico, prevê-se um mercado aberto multifuncional, enquanto junto às habitações SAAL e Cooperativa é introduzida uma estrutura que combina paragem de elétrico, quiosque e um parque público reabilitado.
Com estas intervenções, o Catujal ganha novas áreas de convívio e comércio, facilitando o acesso a bens e serviços essenciais. A transformação de SLOAPS em jardins e espaços públicos, aliada a uma rede de transportes mais eficiente, melhora significativamente a mobilidade e a qualidade de vida da população. O projeto reforça a identidade comunitária, criando um Catujal mais acessível, sustentável e integrado.



Diagrama de propostas
Planta de expansão da linha de metropolitano
Planta de transportes
CONECTAR LISBOA E OS SEUS SUBÚRBIOS. ZAMBUJAL – PROGRAMA
CAR E PROPOSTA DE INTERVENÇÃO
Autor
Alina Romina; Carolina Camacho; Diogo Oliveira; Ela Dogan; Marta Catela; Pedro Franco, Teodora Alexa
Professor/Orientador
Teresa Marat-Mendes; Sara Silva Lopes; Rui del Pino Fernandes; João Borges
Instituição de Ensino
ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa
Curso
Mestrado Integrado em Arquitetura
Grau Mestrado
Cadeira/Projeto
Urbanismo III – 4º ano
AnoPalavras-Chave espaços verdes; mobilidade; comunidade; água; habitação
Resumo
A nossa intervenção foca-se em quatro áreas principais: desenvolvimento de infraestruturas, incluindo elétricos/tram e passagens pedonais, um jardim central com parque infantil, lojas, café e um centro de saúde e estabelece orientações para a expansão do Bairro do Zambujal.
O Bairro do Zambujal está dividido em duas partes distintas, a Cidade antiga situada acima e a área de refugiados localizada abaixo. O centro da cidade, com uma forma quase oval, estende-se para o sul ao longo da rua da República, interligadas por estradas que a concitam às áreas circundantes. O layout da cidade evoluiu a partir de assentamentos dispersos no Oeste, com casas tradicionais de um andar na área montanhosa ao norte. As ruas são sinuosas e irregulares, com alguns quarteirões construídos tradicionalmente com paredes de pedra basáltica. A expansão a sul deu-se com a construção de edifícios residenciais, a nascente, dando origem a edifícios de habitação clandestinos, e os pátios foram ocupados. A expansão do século XX estabilizou as ruas e os muros de contenção. O traçado do século XIX é marcado por uma sinuosa essência arquitetural da época. A arquitetura do séc. XIX capta a arquitetura da encosta norte, remontando à história das moradias térreas da Quinta da Abelheira. O traçado urbano reflete a orgânica do Chafariz e um pavilhão de música dos Bombeiros Voluntários, tendo como ponto central o antigo quartel do Largo António Sérgio, nas encostas leste e noroeste. O centro da entrada sul dos Bombeiros Voluntários do Norte, ligando a Rua da República e a Rua dos Bombeiros, incluindo o eixo norte-sul. A vila é intersectada por uma estrada linearmente a sul, ao longo da Rua da República, de forma aproximadamente oval.
Em suma, a nossa proposta procura intervir ao nível dos espaços verdes, criando uma conexão entre três áreas do Bairro; ao nível da mobilidade com a proposta de um tram que conecta os espaços verdes, área da comunidade e zonas de habitação; ao nível da comunidade, criando novas áreas comunitárias; propomos um pequeno lago no jardim que resultou do estudo das linhas de água e ao nível da habitação definimos diretrizes para a expansão habitacional no bairro, visto ser um tema da atualidade e extremamente necessário.












Loures Camarate
Santa Iria
Habitação
Plano de 3 etapas
PAINEL 4
AMBIENTE / RISCOS
A INFLUÊNCIA DA MORFOLOGIA
URBANA NO AGRAVAMENTO DO CONFORTO TÉRMICO EM LISBOA
DURANTE A OCORRÊNCIA DE ONDAS DE CALOR
Diogo Miguel Oliveira Braz (IGOT - UL)
THIRD PARTY RISK AROUND AN AIRPORT. LISBOA CASE STUDY
Duarte Ferro Lopes (IST - UL)
LISBOA EM PERSPETIVA - UMA COMPARAÇÃO COM
OUTRAS CAPITAIS EUROPEIAS
Marta Catela (ISCTE- IUL)
Moderador
Cláudia Pinto (Equipa de Projeto ReSist, CML)
Debate
Teresa Marat-Mendes (ISCTE-IUL)
A INFLUÊNCIA DA MORFOLOGIA URBANA NO AGRAVAMENTO DO CONFORTO TÉRMICO EM LISBOA DURANTE A OCORRÊNCIA DE ONDAS DE CALOR
Autor
Diogo Miguel Oliveira Braz
Professor/Orientador
António Manuel Saraiva Lopes; João Viljoen de Vasconcelos
Instituição de Ensino
Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa
Curso
Mestrado em Geografia Física e Ordenamento do Território
Grau
Mestrado
Cadeira/Projeto
Dissertação – 2º ano
Ano 2024
Palavras-Chave calor extremo; climatopo, UTCI; densidade urbana; população vulnerável
Resumo
Na atualidade, os fenómenos de calor extremo e as ondas de calor são uma das principais preocupações nas áreas urbanas devido ao seu impacto na população, especialmente nas pessoas mais vulneráveis. Na presente dissertação foi realizada uma caracterização detalhada do calor extremo com componentes de morfologia urbana em Lisboa, através do estudo dos impactos dos episódios de calor extremo nos diferentes climatopos de Lisboa. Foram utilizados dados meteorológicos provenientes da estação meteorológica do Instituto Geofísico D. Luís, da base de dados Copernicus Climate Change Service – Climate Data Store, bem como dados de morfologia urbana referentes aos climatopos. Realizou-se um estudo com os indicadores de calor extremo e de ondas de calor e analisou-se o impacto de uma onda de calor no conforto térmico, através do estudo do UTCI durante um evento de onda de calor de 5 a 11 de julho de 2013. Verificou-se que os climatopos que parecem estar mais expostos ao calor são os que apresentam a densidade urbana elevada, a frente ribeirinha da Baixa e o Parque das Nações. As áreas que aparentam estar menos sujeitas ao calor são Monsanto e a área norte da cidade, sendo que os fatores que mais contribuem para estes resultados são a ventilação, a morfologia urbana e a vegetação. Quanto à população, compreendeu-se que a população idosa faz parte de um dos grupos mais vulneráveis ao calor extremo e que muitas vezes residem em habitações nas áreas mais densas que, devido à elevada idade, podem ser habitações pouco adaptadas para o calor. Por fim, esta temática tem uma grande relevância para o futuro, sendo desejável prosseguir esta investigação para possibilitar a determinação do risco e a criação dum índice de resposta ao calor da cidade.

Esquema de climatopos utilizados no estudo


Cruzamento das áreas mais suscetíveis ao calor com a população idosa
THIRD PARTY RISK AROUND AN AIRPORT.
LISBOA CASE STUDY
Autor
Duarte Ferro Lopes
Professor/Orientador
Alexandre Bacelar Gonçalves; Pedro da Graça Tavares Álvares Serrão
Instituição de Ensino
Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa
Curso
Mestrado em Engenharia Aeroespacial
Grau Mestrado
Ano 2024
Palavras-Chave risco de terceiros; aeroporto de Lisboa; sistema de informação geográfica; risco individual; risco social
Resumo
O Risco para Terceiros é definido como o risco colocado por acidentes aéreos à saúde e à segurança de pessoas em terra. Apesar de não serem considerados uma questão tão importante como o ruído e a qualidade do ar, estes riscos constituem um dos principais impactes ambientais criados pelos aeroportos e pelo tráfego aéreo. Assim, compreendê-los melhor promove um processo de tomada de decisão mais informado no que diz respeito à política de Risco para Terceiros. Dado que o tráfego aéreo se agrega em torno de um aeroporto e que a maioria dos acidentes acontece durante as fases de descolagem e de aterragem, Lisboa, cujo aeroporto está localizado numa área urbana, está especialmente exposta ao impacte de Riscos para Terceiros, o que motiva a sua avaliação em redor do aeroporto de Lisboa.
Esta dissertação pretende identificar modelos de Risco para Terceiros e escolher o mais adequado ao cenário de Lisboa. O modelo selecionado é utilizado para determinar o Risco Potencial Terrestre (RPT), indicador do Risco Individual, ao longo da Área Metropolitana de Lisboa (AML), recorrendo a ferramentas de Sistemas de Informação Geográfica, sugerindo-se também um método para calcular o Risco Social na AML.
Os resultados confirmam que os valores mais elevados do RPT se concentram junto do aeroporto de Lisboa. Outras regiões de maior risco estão localizadas perto do aeroporto de Cascais e das Bases Aéreas Nº1 e Nº6 da Força Aérea Portuguesa. Observou-se, ainda, que as regiões de maior risco circundam as rotas de aproximação ao aeroporto de Lisboa.

de risco obtidos a partir dos pontos com MFL entre 20 e 30 (01/05/2023)

de risco obtidos a partir dos pontos com MFL entre 20 e 30 (17/06/2024)

de risco obtidos a partir dos pontos com MFL entre 70 e 80 (17/06/2024)
Valores
Valores
Valores
LISBOA EM PERSPETIVA
- UMA COMPARAÇÃO COM OUTRAS CAPITAIS EUROPEIAS
Autor
Marta Catela
Professor/Orientador
Ricardo Mendes Correia
Instituição de Ensino
ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa
Curso
Mestrado Integrado em Arquitetura
Grau Mestrado
Cadeira/Projeto Gestão Urbana – 5º ano
Ano 2024/2025
Palavras-Chave planeamento urbano; mobilidade sustentável; espaços Verdes; infraestrutura ciclável; cidade dos 15 minutos
Resumo
Lisboa, Madrid e Amesterdão são três capitais europeias de grande relevância cultural, económica e social, refletindo dinâmicas urbanas distintas. Apesar das suas particularidades, partilham desafios e oportunidades comuns no âmbito do planeamento urbano sustentável, da mobilidade e da qualidade de vida dos seus habitantes. Este estudo pretende explorar as especificidades destas cidades através de uma análise baseada em dados geográficos abertos e mapas produzidos no software de informação geográfica QGIS. O principal objetivo é compreender de que forma os elementos geográficos e urbanos se interligam e impactam a vivência urbana nestes territórios.
As características topográficas de Lisboa, Madrid e Amesterdão influenciam diretamente o planeamento urbano, a mobilidade e o uso dos espaços públicos. Lisboa, com as suas colinas, apresenta desafios significativos em termos de acessibilidade, enquanto Madrid tem um relevo menos acentuado e Amesterdão é conhecida por ser uma cidade quase plana. Os níveis de ruído urbano variam consideravelmente, afetando a qualidade de vida. Lisboa enfrenta desafios intensos devido à densidade do trânsito e à posição central do aeroporto, enquanto Amesterdão beneficia de um planeamento focado na redução de ruído em áreas residenciais. Madrid apresenta maior concentração de ruído em zonas comerciais e de tráfego intenso. A disponibilidade de infraestruturas cicláveis também varia, com Lisboa enfrentando desafios ligados ao relevo acidentado e alguma falta de planeamento, enquanto Amesterdão lidera como modelo de mobilidade ciclável. Madrid encontra-se num ponto intermédio, com boas infraestruturas, mas ainda não tão amplamente utilizadas. A distribuição e área das áreas verdes são cruciais para a sustentabilidade urbana e bem-estar. Lisboa apresenta uma distribuição desigual, Madrid destaca-se pelo Parque do Retiro e outras áreas bem distribuídas, enquanto Amesterdão integra espaços verdes em praticamente toda a cidade.
Apesar dos avanços no planeamento urbano, Lisboa ainda luta para integrar eficazmente infraestruturas cicláveis e espaços verdes. O relevo acidentado e a falta de coesão no planeamento resultam em rotas cicláveis desconectadas e frustrantes. Além disso, a acessibilidade a grandes espaços verdes como Monsanto é limitada, e a cidade carece de áreas verdes bem estruturadas, especialmente no centro e nas zonas ribeirinhas. Esta lacuna destaca a necessidade de melhor integração das ciclovias e espaços verdes para criar corredores ecológicos que sirvam como zonas de lazer e alternativas de transporte sustentável.
O objetivo principal deste estudo é analisar os elementos geográficos e urbanos de Lisboa, Madrid e Amesterdão para compreender o seu impacto na vida urbana.
Foram aplicadas diversas técnicas no QGIS para desenvolver os mapas utilizados, incluindo heatmaps, extração de linhas de contorno a partir de dados raster e hipsometrias graduadas. Estas ferramentas permitiram visualizar as diferenças entre as cidades e criar um suporte analítico para entender as dinâmicas subjacentes. O estudo foca-se na análise topográfica, mapeamento sonoro urbano, infraestrutura ciclável, distribuição de áreas verdes e ocupação temporária do espaço público por comércio local.
Os resultados iniciais indicam que Amesterdão é um exemplo bem-sucedido de integração entre mobilidade sustentável, planeamento urbano e qualidade de vida. Lisboa e Madrid apresentam áreas de potencial melhoria, especialmente na relação entre topografia, acessibilidade e áreas verdes. O estudo destaca as forças e fraquezas de cada cidade e oferece considerações valiosas para políticas urbanas mais inclusivas e sustentáveis. A abordagem descentralizada de Amesterdão contribui para a sua alta qualidade de vida, enquanto Lisboa precisa melhorar a integração de infraestruturas e descentralizar atividades urbanas como o comércio local.



Lisboa - Rede ciclável, áreas verdes e a sua relação de simbiose
Lisboa - Análise topográfica
PAINEL
5
ESPAÇO PÚBLICO
O
ESPAÇO PÚBLICO EM
CHELAS
E O NOVO HOSPITAL CENTRAL DE LISBOA
Maria Dores; Jacinta Correia (FBA - UL)
SENTAR E ORIENTAR NA CIDADE – SISTEMA DE DESCANSO E WAYFINDING PARA LISBOA
Beatriz Alves; Hannah Geisler; Neuza Silva (FBA - UL)
O BECO. PROPOSTAS PARA O BECO
POENTE DA TV. ARTUR LAMAS
Ana Sofia Cortiça; Arina Garshenina; Rodrigo Cruz (FAAUL)
ESPAÇOS SENSORIAIS: QUANDO A
ARQUITETURA ENVOLVE TODOS OS SENTIDOS NA VIVÊNCIA URBANA
Maíra Alexandra Figueiredo do Rosário (ISCTE- IUL)
Moderador
Vasco Martins (Departamento de Espaço Público, CML)
Debate
Cristóvão Valente Pereira (FBA-UL)
Manuela Fonte (FA-UL)
Teresa Marat-Mendes (ISCTE-IUL
O ESPAÇO PÚBLICO EM CHELAS
E O NOVO HOSPITAL CENTRAL DE LISBOA
Autor
Maria Dores; Jacinta Correia
Professor/Orientador
Raúl Cunca; Cristóvão Valente Pereira
Instituição de Ensino
Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa
Curso
Mestrado em Design de Equipamento – Especialidade em Design Urbano e de Interiores
Grau Mestrado
Cadeira/Projeto
Design Urbano e de Interiores I - 1º ano
Ano 2024/2025
Palavras-Chave design urbano; espaço público; saúde; conectividade; inclusão Resumo


A clareira como espaço de transição e luminosidade
Apresenta-se uma proposta de intervenção nos espaços junto do futuro Hospital de Todos os Santos, em Chelas, para onde se propõe uma zona verde com um programa que procura ir além do habitual. No contexto da especificidade deste bairro e dos seus desafios, consideram-se, a par das solicitações e necessidades dos seus moradores, eventuais usos dos diferentes grupos de utilizadores deste novo equipamento da cidade. Define-se um espaço urbano inclusivo e convidativo que, beneficiando a comunidade local, é também uma alternativa ao ambiente hospitalar para os profissionais de saúde, os utentes ou os visitantes.
O montado que acolhe a pausa e o silêncio


O bosque, mais denso e intimista
A orla que conecta o hospital ao bairro
Encontro
SENTAR E ORIENTAR NA CIDADE – SISTEMA DE DESCANSO E WAYFINDING PARA LISBOA
Autor
Beatriz Alves; Hannah Geisler; Neuza Silva
Professor/Orientador
Raúl Cunca; Cristóvão Valente Pereira
Instituição de Ensino
Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa
Curso
Mestrado em Design de Equipamento – Especialidade em Design Urbano e de Interiores
Grau Mestrado
Cadeira/Projeto
Design Urbano e de Interiores I - 1º ano
Ano 2024/2025
Palavras-Chave mobiliário urbano; descanso; wayfinding; sinalética, identidade local Resumo


Apresenta-se o projeto para um sistema abrangente de sinalética e assentos desenvolvido especificamente para a cidade de Lisboa. O sistema foi concebido para melhorar a navegação e o conforto dos peões tendo em conta todas as diferentes exigências de cada freguesia e bairro da cidade, desde zonas históricas como Alfama e Baixa até bairros modernos como o Parque das Nações.
Wayfing


Bancos
Bancos e wayfing
O BECO. PROPOSTAS PARA O BECO
POENTE DA TV. ARTUR LAMAS
Autor
Ana Sofia Cortiça; Arina Garshenina; Rodrigo Cruz
Professor/Orientador
Pedro Silva; Rui Dias
Instituição de Ensino
Faculdade de Arquitectura e Artes da Universidade Lusíada de Lisboa
Curso Design
Grau Licenciatura
Cadeira/Projeto Design II – 2º ano
Ano 2024/2025
Palavras-Chave
design para a inovação social; design de ambientes urbanos; placemaking; espaço público; espaço comunitário


Resumo
A proposta para o beco poente da Tv. Artur Lamas, procura dar resposta a uma solicitação dos moradores do bairro delimitado pela Rua da Quinta do Almargem, Rua Artur Lamas, Rua Pinto Ferreira e Rua Alexandre O’Neil, situado entre Belém e Alcântara, e junto do qual se encontra a Universidade Lusíada de Lisboa, um bairro carente de espaços e equipamentos públicos para descanso, lazer ou encontros. O beco, atualmente utilizado para o estacionamento desregrado de viaturas, é um local previamente identificado e considerado adequado para valorização urbana, no qual já foram realizados alguns eventos e encontros promovidos pelos moradores do bairro.
Recorrendo a estratégias de design para a inovação social e de design de ambientes urbanos/placemaking, a proposta propõe um espaço verde, dotado de equipamento modular intermutável, multifuncional e inclusivo, deixando em aberto a participação dos moradores na sua manutenção, ou mesmo na sua, potencial, reconfiguração.
Proposta
Proposta


Planta
Proposta
ESPAÇOS SENSORIAIS: QUANDO A ARQUITETURA ENVOLVE TODOS OS SENTIDOS NA VIVÊNCIA URBANA
Autor
Maíra Alexandra Figueiredo do Rosário
Professor/Orientador
Alexandra Cláudia Rebelo Paio
Instituição de Ensino
ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa
Curso
Mestrado Integrado em Arquitetura
Grau Mestrado
Cadeira/Projeto
Projeto Final de Arquitetura – 5º ano
AnoPalavras-Chave espaço público; cidade sensorial; neurodiversidade; Galinheiras/Ameixoeira
Resumo
O Projeto Final de Arquitetura (PFA) insere-se no LabTur 2.0 - Laboratório de Ensaio de Metodologias de Intervenção na Cidade Existente, com o objetivo central de articular o conceito de cidade sensorial com os princípios da regeneração urbana e dos processos participativos.
Esta abordagem visa não apenas melhorar a qualidade do ambiente urbano, mas também promover a coesão social e o empoderamento das comunidades locais, incentivando a sua participação ativa nos processos de transformação do seu território. Ao fomentar um sentido de pertença e uma maior conexão com o espaço público, especialmente com a rua, as intervenções urbanas podem contribuir para a criação de ambientes urbanos mais inclusivos e sustentáveis.
O objeto de estudo deste projeto é a freguesia de Santa Clara, especificamente as áreas das Galinheiras e Ameixoeira, um território urbano caracterizado por diversos desafios estruturais e sociais. O estudo surge da pergunta: Como a implementação de uma cidade sensorialmente acessível, pode promover a inclusão social e o desenvolvimento integral das crianças, com especial enfoque nas neurodivergentes, nas áreas urbanas vulneráveis? Para se conseguir responder a esta pergunta foram efetuadas analises da envolvente; um plano de ações de imediato, médio e a longo prazo; um jogo para a realização do processo participativo; e por fim um guia de boas práticas para desenvolver uma rua sensorial.
O projeto propõe repensar a regeneração urbana do espaço público ao longo do percurso do território em estudo de forma a favorecer o desenvolvimento das crianças, estimulando as suas capacidades sensoriais, motoras, cognitivas e sociais. Para tal, estão previstas intervenções que promovem uma cidade sensorialmente acessível a todos os seus utilizadores, incentivando a inclusão e a interação com o ambiente.
A intervenção é planeada de forma a integrar diferentes zonas que estimulem os sentidos, proporcionando experiências que promovam o bem-estar físico e mental. Estas são projetadas para contribuir para o crescimento das crianças num ambiente inclusivo, acessível e estimulante.
O projeto assume a rua como um espaço de desenvolvimento. A rua que é tradicionalmente dominada por veículos automóveis, é neste projeto repensada para que consiga oferecer várias oportunidades para o crescimento.
É criado um percurso sensorial pedonal que conecta vários pontos estratégicos do bairro, com o intuito de reduzir a dependência dos automóveis e promover a mobilidade suave. Este percurso organiza o ambiente de forma clara e cria espaços que ajudam a controlar/ativar os estímulos, proporcionando espaços que correspondem às necessidades dos neurodivergentes.
Objetivo é facilitar a orientação e a previsibilidade dos espaços, permitindo que todas as pessoas consigam experienciar o espaço de forma confortável. Todo o projeto foi pensado como um conjunto de zonas sensoriais, onde cada uma tem o seu papel específico.


Axonometria do projeto
Perspetiva da zona social
AÇÃO SOCIAL E ESPAÇOS COMUNITÁRIOS
O PROCESSO DE FORMAÇÃO E INSERÇÃO PROFISSIONAL DA POPULAÇÃO IMIGRANTE EM SITUAÇÃO DE SEM-ABRIGO
EM PORTUGAL
Susana Gouveia (NOVA - FCSH)
Moderador
Jorge Mourão (Departamento Para os Direitos Sociais, CML)
Debate
Eduarda Marques da Costa (IGOT-UL)
Roberto Falanga (ICS-UL)
O PROCESSO DE FORMAÇÃO E INSERÇÃO PROFISSIONAL DA
POPULAÇÃO IMIGRANTE EM SITUAÇÃO DE SEM-ABRIGO EM PORTUGAL
Autor
Susana Gouveia
Professor/Orientador
Dulce Pimentel; Cláudia Pereira
Instituição de Ensino
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa
Curso
Mestrado em Migrações, Inter-etnicidades e Transnacionalismo
Grau Mestrado
Cadeira/Projeto -
Ano -
Palavras-Chave imigrantes; inserção profissional; Lisboa; sem-abrigo; redes sociais; integração
Resumo
Esta apresentação aborda o processo de formação e inserção profissional da população imigrante em situação de sem-abrigo em Lisboa, com base no estágio curricular realizado no Centro Pedro Arrupe do Serviço Jesuíta aos Refugiados. A análise explora os desafios enfrentados por esta população, bem como as oportunidades e estratégias que podem facilitar a sua integração no mercado de trabalho.
Através de uma abordagem qualitativa, o estudo inclui entrevistas com os residentes e um focus group com os técnicos do Centro, permitindo compreender de forma aprofundada as barreiras à empregabilidade enfrentadas por estes imigrantes. Entre estas estão a desvalorização das qualificações, as dificuldades linguísticas e os entraves burocráticos. Para além disso, é destacada a importância das redes de apoio no processo de inclusão social.
Dado o crescimento desta população e a escassez de estudos recentes sobre o tema em Portugal, esta reflexão pretende contribuir para um debate mais amplo sobre políticas de integração, propondo medidas que possam promover oportunidades dignas e ajustadas às competências dos imigrantes. Com um olhar crítico e baseado em experiências reais, a apresentação convida à reflexão sobre os desafios e potencialidades da inserção profissional desta população em Lisboa e visa contribuir para o debate sobre a inclusão social e justiça migratória na cidade.



Encontro
PROCESSOS PARTICIPATIVOS
ESPAÇO CONTESTADO:
CRIATIVIDADE ENQUANTO
RESISTÊNCIA À MERCANTILIZAÇÃO DO ESPAÇO PÚBLICO
João Amorim (ICS - UL)
DESIGN DE PLATAFORMAS
PARTICIPATIVAS DIGITAIS: LISBOA PARTICIPA E DECIDIM
Mariana Rosa (ICS – UL)
Moderador
Filipe Casimiro (Divisão de Participação, CML)
Debate
Eduarda Marques da Costa (IGOT-UL)
Encontro
ESPAÇO CONTESTADO: CRIATIVIDADE ENQUANTO
RESISTÊNCIA À
MERCANTILIZAÇÃO DO ESPAÇO PÚBLICO
Autor
João Amorim
Professor/Orientador
Roberto Falanga
Instituição de Ensino
Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa
Curso
Mestrado em Estudos Urbanos
Grau Mestrado
Cadeira/Projeto
Projeto INSPIRE - Intersectional Spaces of Participation: Inclusive, Resilient, Embedded
Ano 2025
Palavras-Chave mercantilização do espaço público; atos criativos; direito à cidade; participação social; Lisboa Resumo


Este artigo examina a interseção entre a mercantilização do espaço público, os processos de participação social e o potencial de atos criativos enquanto formas de resistência a um desenvolvimento urbano desigual. Com um foco em Lisboa, a investigação analisa a forma como a turistificação, a gentrificação e a privatização têm transformado o espaço público, priorizando funções de consumo em detrimento da participação social e do direito coletivo à cidade. Argumenta-se que, através de atos criativos, é possível contestar estas dinâmicas, permitindo que cidadãos e comunidades recuperem e redefinam o espaço público, desafiando a sua lógica mercantilizada. Conclui-se com uma reflexão acerca das potencialidades e desafios destes atos criativos na construção de espaços urbanos mais inclusivos e participativos.
Pelo Direito ao Sentar
Banco Após Renovação e Intervenção da IP


Marcos Borga / Visão (2018) - Quiosque em Lisboa
Casa de Banho no Cais do Sodré
DESIGN DE PLATAFORMAS PARTICIPATIVAS DIGITAIS: LISBOA
PARTICIPA E DECIDIM
Autor
Mariana Rosa
Professor/Orientador
Roberto Falanga
Instituição de Ensino
Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa
Curso
Mestrado em Design para a Sustentabilidade
Grau Mestrado
Cadeira/Projeto Projeto INSPIRE - Intersectional Spaces of Participation: Inclusive, Resilient, Embedded
Ano 2025
Palavras-Chave espaços digitais; democracia participativa; cidadania digital; design de interfaces; design para a democracia
Resumo
A sociedade contemporânea é marcada pelo rápido avanço das tecnologias digitais e pela recente emergência da inteligência artificial acessível. Estas mudanças tecnológicas redefiniram a forma como os designers trabalham para abordar questões sociais, desde a crescente polarização até à persistente marginalização de comunidades (Amatullo et al., 2022). Neste contexto, as plataformas participativas digitais servem como campo de ação para os designers, através dos quais proporcionam um espaço seguro não só para reunir comunidades sub-representadas (Bussu et al. 2024), mas também para estabelecer pontes entre os cidadãos e as autoridades.
Este artigo examina como os designers moldam a participação pública em plataformas de democracia digital, analisando o Decidim, uma iniciativa catalã de código aberto (Barandiaran et al., 2024), em comparação com o Lisboa Participa, a plataforma de participação cidadã de Lisboa. Esta análise comparativa reflete sobre a forma como diferentes abordagens de design em contextos urbanos influenciam o envolvimento cidadão e a governança participativa. O estudo pretende entender como o designer concilia escolhas de acessibilidade e estratégias de envolvimento, navegando pelos enquadramentos institucionais e pelas exigências dos cidadãos. O presente artigo contribui para as discussões sobre o papel dos designers na assemblagem destes espaços digitais que pretendem facilitar o envolvimento dos cidadãos nos processos de tomada de decisão das cidades.

Aplicação das estratégias de Design Participativo (Silva et al., 2024) em cada plataforma. Tabela da autora adaptada de Franzato (2014); Björgvinsson (2008); DiSalvo & Meng (2021).
PAINEL 8
PROJETO URBANO II
A CIDADE DOS COMUNS:
UMA CONTRA- CAUSA, UMA NOVA
LISBOA DEPOIS DO AEROPORTO
Diana Bettencourt; Manuel Gabellieri; Margarida Terras; Lena Arnedo; Sara Marçal (FA – UL)
INVESTIMENTOS HOTELEIROS E MUDANÇA URBANA EM LISBOA (2010-2022): O CASO DA AVENIDA
ALMIRANTE REIS
Rodrigo Goulart de Ávila Amaral (IGOT - UL)
Moderador
Rosário Salema (Divisão de Gestão de Projetos de Espaço Público, CML)
Debate
Carlos Ferreira (FA-UL)
Maria Matos Silva (ISA-UL)
A CIDADE DOS COMUNS: UMA CONTRA- CAUSA, UMA NOVA LISBOA
DEPOIS DO AEROPORTO
Autor
Diana Bettencourt; Manuel Gabellieri; Margarida Terras; Lena Arnedo; Sara Marçal
Professor/Orientador
Tiago Mota Saraiva
Instituição de Ensino
Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa
Curso
Mestrado Integrado em Arquitetura
Perfil de Especialização em Arquitetura
Integrada
Grau Mestrado
Cadeira/Projeto Projeto Integrado III – 5º ano
Ano 2024/2025
Palavras-Chave direito à cidade; espaço público; habitação cooperativa; interação social; flexibilidade
Resumo
Com a desativação do Aeroporto Humberto Delgado, Lisboa terá a oportunidade de repensar a maior área expectante da cidade. Procurando responder a uma carência habitacional, esta proposta conta com 19 523 fogos de habitação, primordialmente cooperativa, oferecendo habitação para 53 245 habitantes.
A Cidade dos Comuns busca criar as condições para que a vivência urbana seja o mais coletiva possível. O projeto começa pela reforçada conexão com envolvente, com o intuito de solidificar e integrar esta nova realidade na rede urbana já existente.
O desenho da cidade é concebido a partir do espaço público. O edificado dialoga diretamente com este espaço através de um desenho complementar estratégico de elementos como centros culturais, mercados, escolas e bibliotecas, que funcionam como catalisadores de vida coletiva, promovendo uma interação mais aberta entre os cidadãos e fortalecendo o envolvimento direto na dinâmica urbana.
O piso térreo das habitações interliga-se a partir duma rede porosa e continua, ativada a partir de espaços coletivos e serviços, incentivando a interação social e a apropriação do espaço público de forma fluida.
Este modelo surge como uma possibilidade de recuperação do espaço urbano por parte dos cidadãos, sugerindo uma vivência mais democrática e identitária da cidade.

































































Plano urbano
Planta de nolli
Enquadramento
INVESTIMENTOS HOTELEIROS E MUDANÇA URBANA EM LISBOA
(2010-2022): O CASO DA AVENIDA ALMIRANTE REIS
Autor
Rodrigo Goulart de Ávila Amaral
Professor/Orientador
Eduardo Manuel Dias de Brito-Henriques
Instituição de Ensino
Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa
Curso
Mestrado em Geografia Humana: Globalização, Sociedade e Território
Grau Mestrado
Cadeira/Projeto
Dissertação – 2º ano
Ano
2024
Palavras-Chave hotéis; mudança urbana; paisagem urbana; reabilitação; renovação
Resumo
Esta dissertação investiga o impacto dos investimentos hoteleiros na mudança urbana ocorrida em Lisboa durante o período de 2010 a 2022. O crescimento do turismo foi acompanhado por um aumento notável do número de empreendimentos hoteleiros na capital portuguesa. Esta investigação analisa de que modo, os investimentos hoteleiros contribuíram para a transformação da paisagem urbana de Lisboa. Além disso, examina como essa mudança urbana foi sentida pela comunidade local, tomando como caso particular de estudo as transformações no edificado da Avenida Almirante Reis. Metodologicamente, a dissertação pauta-se por uma abordagem interdisciplinar, combinando uma análise de dados quantitativos, através de uma base de dados onde constam os 125 hotéis que se fixaram em Lisboa desde 2010 e a cartografia digital onde estão representados os novos hotéis do concelho de Lisboa, com uma análise qualitativa onde estão inseridas as entrevistas realizadas a 30 residentes da freguesia de Arroios e 2 representantes locais. As entrevistas realizadas sugerem que o sentido de pertença e apego ao lugar por parte da comunidade local foi impactado com a presença dos novos hotéis, modificando a frequência e os ritmos de vida do bairro. Muitos entrevistados referiram notar um incremento considerável do número de turistas estrangeiros a circularem pelas ruas. No entanto, verifica-se um misto de emoções. Alguns entrevistados concordam com os processos de reabilitação e renovação conduzidos pela hotelaria, pois estes beneficiaram a paisagem urbana da Avenida Almirante Reis, que ficou com um aspeto mais cuidado e prestigiado, por outro lado, outro grupo de inquiridos revelaram-se insatisfeitos, uma vez que estas mudanças intensificam os problemas habitacionais que afetam a freguesia. É evidente, ainda assim, que a maior parte dos entrevistados entende o crescimento dos empreendimentos hoteleiros de forma mais benevolente do que o aumento do alojamento local.

hotéis por tipo de intervenção no município de Lisboa (2010-2022). Fonte: Autor
HOTÉIS EM INVESTIGAÇÃO




Novos
(2023)
Wc by the beautique hotels, 2009. Fonte: Google Maps (s.d.)
Czar Lisbon Hotel, 2009. Fonte: Google Maps (s.d.)
Wc by the beautique hotels, 2022. Fonte: Google Maps (s.d.)
Czar Lisbon Hotel, 2022. Fonte: Google Maps (s.d.)