Skip to main content

Curiosidades Históricas - RSB

Page 1

caderno

1

1


FICHA TÉCNICA Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa | 2026 caderno 1 | A Proteção Divina no Socorro São Marçal | Dep. legal n.º 562260/26 caderno 2 | De Nobre a Santo São Francisco de Borja | Dep. legal n.º 562261/26 coleção Curiosidades Históricas tiragem 500 exemplares coordenação Carlos Pereira textos Ana Loureiro . Luisa Rodrigues revisão Ana Loureiro design Isilda Marcelino capa | Painel de azulejo de São Marçal e São Francisco de Borja, Museu de Lisboa

A coleção “Curiosidades históricas” visa dar a conhecer figuras históricas que direta ou indiretamente estão relacionadas com a História do Socorro e dos bombeiros na cidade de Lisboa. 2


A PROTEÇÃO DIVINA NO SOCORRO SÃO MARÇAL

3


4


SÃO MARÇAL É curioso pensar que, desde tempos imemoriáveis, as populações em momentos de grande aflição pedem auxílio a entidades divinas ou santidades proferindo expressões como “Oh, meu Deus”, “Deus me ajude”, “São Marçal me valha” ou até mesmo “São Francisco me acuda”, invocando proteção. Estas expressões apresentam-se como manifestações de fé que denotam a religiosidade popular, puramente emocional e espontânea e faz-nos a questionar que extraordinários poderes caracterizam os santos protetores que leva as pessoas a reclamar pelo seu auxílio e proteção? As populações reconhecem os santos como mediadores na relação com o divino, figuras cuja presença conecta a existência terrena com o que está para além desta, rogando-lhes proteção contra males externos que, de forma natural e racional, acreditam ser impossível de obter. Há santos que guiam os seus fiéis devotos pelos caminhos da fé, outros pelos labirintos da História, e nestes encontramos São Marçal, o santo padroeiro e protetor dos bombeiros. Sobre a vida de São Marçal pouco se conhece, pois os dados biográficos que chegaram até à atualidade são parcos. Existem muitas histórias e lendas em torno de São Marçal conferindo-lhe uma aura mística. Sabe-se que viveu 5


no tempo em que Cristo esteve na Terra e que terá sido o primeiro bispo de Limoges (na Aquitânia, França), tendo-lhe sido atribuída a fundação da Sede Episcopal de Limoges. Um dos seus grandes milagres está representado num dos frescos do palácio dos Papas de Avignon, onde se pode observar São Marçal a usar o seu báculo para ressuscitar o Conde Sigiberto. Foi este acontecimento que originou a invocação deste santo como padroeiro e protetor dos bombeiros.

São Marçal com o báculo, Palácio de Avignon

Os frescos da Capela de São Marçal são de autoria de Matteo Giovanetti, à época com 40 anos de idade, revelam a sua criatividade, através do uso de cores vivas e expressividade no rosto das figuras representadas.

6


Um dos milagres em que participou, ocorreu ainda era criança, quando Jesus tomou das suas mãos o peixe e os pães, multiplicando-os e servindo de alimento a cinco mil homens no deserto (João 6:11). Participou também na última ceia de Cristo, ao ajudar a lavar os pés dos apóstolos, segurando na toalha (João 13:1-15) e, de igual modo, marcou presença na ressurreição de Lázaro. Consta, de igual modo, na Bíblia que foi batizado por São Pedro aos 15 anos, por ordem de Jesus e que depois do batismo, São Pedro entregou a São Marçal o seu báculo mágico ou cajado com poderes mágicos. Após a ressurreição e ascensão de Jesus, São Marçal tornou-se discípulo de São Pedro, acompanhando-o na missão de evangelização até ao dia em que é enviado para pregar em França. Neste processo de evangelização que contou com Conversão do povo, Palácio de Avignon 7


72 discípulos, foram enviados cada dois discípulos a todas as cidades e lugares com a missão de pregar as profecias de Jesus. Crê-se que São Marçal conseguiu converter 12 mil pessoas num só dia. Há registos de que este santo tenha sido chicoteado e preso por repreender adoradores de imagens. Reza a história que quando estava na cela uma luz divina, muito intensa, incidiu sobre aquele espaço, libertando-o e com ele todos os que ali estavam. Nesse mesmo instante, um raio matou todos os seus carcereiros. Naquela época, este acontecimento teve um enorme impacto, levando milhares de pessoas que ali estavam a querer ser batizadas de imediato. Graças aos numerosos milagres a si atribuídos, tais como ter ressuscitado um morto, curado paralíticos e apagado incêndios, este santo passa a ser invocado como protetor e padroeiro dos bombeiros, tornando-se uma figura muito popular. Na verdade, nunca foi canonizado pela Igreja Católica, todavia, foi venerado como santo por aclamação popular e culto no século VI. Após o grande terramoto de 1755, os habitantes da cidade de Lisboa passaram a colocar painéis de azulejos com a imagem de São Marçal nas fachadas das casas como forma de proteção. Nesses azulejos votivos, este é representado como guardião contra o fogo, refletindo a crença popular de que pela sua presença as habitações estariam protegidas dos incêndios. Essa tradição consolidou São Marçal como figura querida entre os bombeiros bem como entre aqueles que temem o fogo, reforçando a sua fama de santo protetor dos bombeiros. 8


Nos dias de hoje, ainda podemos encontrar estes painéis de azulejo, com a figura de São Marçal a azul e branco, fabrico típico do século XVIII, colocados na fachada, entre janelas ou sobre a porta de entrada de alguns edifícios, com o objetivo de invocar proteção contra incêndios.

Rua da Atalaia n.º 209 9


10


Outro destes painéis de azulejo pode ser observado na arcada principal, de entrada no Quartel do Comando do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, localizado na Avenida Dom Carlos I. São Marçal é, habitualmente, representado com o báculo mágico, cedido por São Pedro, um manto e uma mitra. A sua mão direita está em sinal de bênção e a sua mão esquerda segura o báculo. No cenário de fundo é quase sempre representado uma casa a arder e um pinhal. A atribuição do seu nome como topónimo é revelador da importância e da devoção popular. Já em 1769, a rua de São Marcos passou a designar-se rua de São Marçal, artéria que liga a rua da Cruz dos Poiais à rua da Escola Politécnica. Crê-se que a atribuição de nomes de santos a topónimos aconteceu porque Lisboa era uma cidade onde ocorria muitos incêndios, a água era escassa e as suas gentes invocavam proteção a este santo de devoção. Era uma cidade com ruas labirínticas, nada ordenadas e as construções eram feitas com materiais combustíveis, o uso do fogo era diário em todas as habitações para cozinhar, iluminar e aquecer, razão por que ocorriam muitos incêndios. São Marçal em azulejo, Quartel Dom Carlos I [à esquerda] 11


Este santo protetor, de natureza misericordiosa, reúne uma aura de santo milagreiro, guardião contra os incêndios, considerado um dos santos que dedicou a vida a combater o fogo e a proteger os bombeiros quando chamados para socorro. O dia de celebração de São Marçal é a 30 de junho, data em que várias corporações de bombeiros realizam cerimónias religiosas, demonstrando a devoção que até hoje permanece. Destaca-se que, oficialmente, desde 1982, São Marçal é reconhecido como padroeiro dos bombeiros portugueses, bem como São Francisco de Borja.

12


caderno

2

13


FICHA TÉCNICA Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa | 2026 caderno 1 | A Proteção Divina no Socorro São Marçal | Dep. legal n.º 562260/26 caderno 2 | De Nobre a Santo São Francisco de Borja | Dep. legal n.º 562261/26 coleção Curiosidades Históricas tiragem 500 exemplares coordenação Carlos Pereira textos Ana Loureiro . Luisa Rodrigues revisão Ana Loureiro design Isilda Marcelino capa | Painel de azulejo de São Marçal e São Francisco de Borja, Museu de Lisboa

A coleção “Curiosidades históricas” visa dar a conhecer figuras históricas que direta ou indiretamente estão relacionadas com a História do Socorro e dos bombeiros na cidade de Lisboa. 14


DE NOBRE A SANTO SÃO FRANCISCO DE BORJA

15


São Marçal em azulejo na entrada do Quartel do Comando do RSBL, na Av. Dom Carlos I. 16


SÃO FRANCISCO DE BORJA Quer São Marçal quer São Francisco de Borja são protetores dos bombeiros. Se São Marçal personifica a proteção contra o fogo, São Francisco de Borja representa a proteção de grandes catástrofes e calamidades. Ao contrário da vida de São Marçal que pouco se sabe, existem registos biográficos de São Francisco de Borja. A sua vida revela mais do que a simples história de um homem, revela poder e humildade, numa constante busca pelo verdadeiro significado significado da existência humana, o que vai além das aparências e das posses, com foco no que é eterno e divino. Lugar de nascimento | Palácio Família Borja

17


Batismo na Igreja Colegiada Insigne de Gandia

São Francisco de Borja nasceu na Gália a 28 de outubro de 1510 e morreu em Limoges (França) a 30 de setembro de 1572, com 62 anos. Filho de João Bórgia e de Joana de Aragão, família de Nobres e Papas, batizado muito cedo na Igreja da Colegiada Insigne de Gandia, bisneto do rei Fernando II de Aragão (conhecido como Fernando, o Católico) e também bisneto do papa Alexandre VI, ganhou fama pela sua profunda devoção religiosa. Ainda jovem, com apenas 17 anos, serviu na corte do imperador Carlos V, onde graças à sua inteligência e virtude rapidamente se torna um dos favoritos da corte, na qual é nomeado vice-rei da Catalunha e 4.º Duque de Gandia, (Valência). 18


Leonor de Castro Melo e Menezes, Esposa

A Imperatriz concedeu-lhe a sua dama preferida, Leonor de Castro Melo e Menezes, uma nobre portuguesa, muito virtuosa, para casamento. Mesmo depois de casado, Francisco, manteve uma dedicação religiosa exemplar, que poderia servir de modelo a todos os príncipes cristãos. Francisco não tolerava hábitos mundanos como o jogo, não permitindo que os seus servos jogassem, dizendo: “O jogo é acompanhado de grandes perdas: perda de dinheiro, de tempo, de devoção e de consciência”. Outra aversão era a leitura de livros frívolos, mesmo que não fossem imorais. Tinha prazer na leitura de livros devotos e dizia: “A leitura dos livros devotos é o primeiro passo para uma vida melhor”. Nesta época os grandes divertimentos da classe mais abastada era a caça e a música, atividades que Francisco não se 19


abstinha por completo, mas nessas ocasiões, tentava elevar o seu pensamento para o divino. Com a morte da Imperatriz, em 1539, Francisco acompanhou o caixão até ao jazigo real de Granada, onde foi aberto, e nesse momento, perante a visão terrível da outrora bela Imperatriz, que desfigurada, exalava um mau cheiro, a consciência sobre a fragilidade humana majorou e nele se dá uma grande transformação espiritual.

A morte da Imperatriz, em 1539

Esta morte mudou completamente a vida de Francisco e diante de um crucifixo exclamou: “Não, não, meu Deus! De agora em diante não terei nenhum mestre que a morte possa tirar de mim”. Fez o voto de entrar numa ordem religiosa, caso vivesse mais do que a sua consorte. Dizia muitas vezes: “A morte da Imperatriz despertou-me para a vida”. Ao regressar de Granada, foi nomeado vice-rei da Catalunha, pelo Imperador, mas apesar de assumir o novo título, continuou a levar uma vida mais religiosa do que mundana. Dedicava quatro ou cinco horas à oração, jejuava quase todos os dias 20


e flagelava-se até sangrar. Assistia à missa e comungava todos os dias, era muito paternal com os seus súditos e bondoso com os pobres. Com a morte do seu pai, em 1543, foi-lhe imposta a administração de vastas propriedades, mas o seu modo de vida não foi alterado. Pouco tempo depois adoeceu a sua consorte, acabando por falecer em 1546. Francisco, por sua vez, quis cumprir o voto feito anteriormente e escreveu a Santo Inácio para ser admitido na Companhia de Jesus, na qual foi aceite com alegria. Para resolver a situação dos negócios da melhor forma, foi obrigado a permanecer com os seus cargos durante mais quatro anos e, depois com a autorização do Imperador, entregou os seus bens ao filho mais velho, vestiu o hábito a tempo inteiro e partiu para Roma. Santo Inácio recebe a S. Francisco, Roma 1550 21


Pintura Domingos da Cunha, Museu São Roque

Após quatro meses em Roma, foi informado de que o Papa queria elevá-lo a cardeal, mas esse não era o seu desejo e, por isso, decidiu voltar para Espanha, tendo sido ordenado sacerdote, celebrando a sua primeira missa na Capela do Castelo de Loyola, onde permaneceu alguns anos a pregar e a instruir o povo. Mais tarde, foi convocado a comparecer em Roma, contra a sua vontade, para ser eleito como superior geral da Companhia de Jesus. Nessa sua nova missão, fundou colégios em várias cidades e enviou missionários a todas as partes do mundo para que os pagãos fossem convertidos. Francisco de Borja, como superior geral da Companhia de Jesus, fazia os trabalhos mais simples de casa, desde cozinhar para dar comida aos pobres que passavam na porta, varria a casa e levava pão e outros alimentos aos indigentes. Após estar sete anos na ordem dos Jesuítas, foi enviado pelo Papa a França, a Portugal e a Espanha para tratar de assuntos importantes da Igreja. Ao realizar estas viagens adoece, entretanto regressa a Roma. 22


Ao chegar a Roma, já bastante doente, foram realizados os preparativos para os últimos sacramentos. Durante o restante tempo de vida, São Francisco deixou de receber visitas, tanto de Bispos como de Cardeais, alegando que só tinha coisas a tratar com Deus, acabando por falecer em 1572. Mas, perguntará o leitor, porque está este santo associado aos bombeiros como santo protetor? A ligação de São Francisco de Borja com os bombeiros e a proteção contra desastres tem raízes num contexto histórico marcante de Portugal. Depois do terramoto de Lisboa em 1755, que devastou a capital e causou incêndios catastróficos, o rei D. José I procurou um santo padroeiro que intercedesse pela proteção do reino contra grandes calamidades. Por influência da Companhia de Jesus (e possivelmente pelo facto de D. José ser descendente distante de Borja) São Francisco de Borja é escolhido como patrono espiritual de Portugal contra os terramotos. Em 1756, o Papa Bento XIV emitiu inclusive um breve papal atendendo ao pedido de D. José I, declarando São Francisco de Borja “padroeiro principal e protetor dos reinos e domínios de Portugal contra os terramotos”. A este santo jesuíta foi oficialmente atribuído o papel de protetor do país perante os sismos – o que, implicitamente, abrangia também a ideia de proteção contra os incêndios e destruição consequente dos terramotos. Como parte dessa devoção nacional, foi trazida para Lisboa uma importante 23


relíquia do santo (segundo os relatos, um dos seus braços foi colocado na Igreja de São Roque em Lisboa), sinalizando a confiança de que São Francisco de Borja seria um guardião nas horas de grande calamidade. Embora a veneração a São Francisco de Borja não se tenha tornado tão popular e duradoura no imaginário coletivo quanto a de outros santos (como São Marçal ou mesmo Santo António, figura religiosa muito venerada em Lisboa), permanece ainda assim uma figura de grande significado histórico-religioso no contexto nacional. A designação como padroeiro contra terramotos marca a união simbólica entre a fé e a necessidade de proteção coletiva numa época de tragédia. Para os bombeiros profissionais, que atuam na linha da frente em qualquer calamidade, quer seja sismo, incêndio ou inundações, São Francisco de Borja representa essa diS. Francisco de Borja, Igreja de S. Roque 24


mensão de proteção em larga escala, um santo associado à esperança de que, mesmo diante de forças destruidoras da natureza, a ajuda divina pode intervir. Além disso, o exemplo de vida de Borja, alguém que abandona a riqueza e o conforto para servir o próximo, ressoa com os valores de altruísmo e entrega presentes na missão dos bombeiros. São Francisco de Borja, na maioria das vezes, aparece representado nas igrejas e em pinturas com o hábito de jesuíta, tendo, por vezes, numa das mãos uma caveira coroada e um crucifixo, de modo a lembrar ao simples mortal, que a morte é a porta de entrada para a vida eterna. Em Lisboa, São Francisco de Borja, aparece representado com maior destaque, na igreja de São Roque, fundada pela Companhia de Jesus, local de culto onde chegou a pregar. No Altar dos Santos Mártires e no Altar das Santas Virgens, que foram concebidos no final do Altar das Santas Virgens e dos Santos Mártires 25


século XVI, está uma coleção de relíquias oferecidas aos jesuítas em 1588, na presença do vice-rei, o Cardeal Arquiduque Alberto. Estas relíquias foram reunidas por D. João de Borja, filho de Francisco de Borja e embaixador de Filipe II. A Capela-mor, também construída no final do século XVI, possui um retábulo de composição clássica, sete pinturas e estátuas, sendo uma delas a de São Francisco de Borja. Nos dias de hoje, especialmente em Lisboa, a memória de São Francisco de Borja ainda permanece viva. Tal como no caso de São Marçal, São Francisco Borja tem o seu nome atribuído como topónimo na cidade de Lisboa, com início na rua do Conde, terminando na rua do Prior (à Lapa), perto do Museu Nacional de Arte Antiga. É lembrado não apenas como um santo da Companhia de Jesus, mas como o protetor contra os terramotos, um símbolo da resistência e da fé que supera as adversidades. A história deste santo é uma história de conversão, fé e humildade que perdura pelos séculos. A sua simplicidade e espiritualidade revelam que por mais que a vida nos ofereça as tentações da grandeza, a verdadeira grandeza está na humildade, na ajuda aos outros e na consciência da fragilidade humana. 26


Segundo São Francisco de Borja o que realmente importa é aquilo que conseguimos fazer com o pouco tempo que temos, tendo a sua vida sido exemplo na forma como devemos aproveitar cada momento na prática do bem ao próximo e no encontro com o divino. Em síntese, São Marçal e São Francisco de Borja simbolizam duas facetas complementares da proteção associada aos bombeiros. São Marçal representa a proteção imediata contra o fogo, quase como um santo coadjuvante que ajuda a extinguir incêndios e a salvar pessoas. São Francisco de Borja encarna a proteção contra os desastres de grande escala, inspirando confiança de que perante sismos e cataclismos a sua proteção será a segurança de todos. Ambos os santos, cada um a seu modo, refletem virtudes e histórias que comunicam com a missão dos bombeiros: a coragem de enfrentar o perigo, a entrega abnegada ao serviço do próximo e a esperança de que, com fé e determinação, é possível vencer as piores adversidades. Seja nas chamas de um incêndio urbano ou nos escombros de um sismo, a História do Socorro sugere que os bombeiros portugueses não estão sozinhos – contam também com a inspiração e o amparo de São Marçal e São Francisco de Borja, dois santos protetores que fazem parte do seu património religioso e cultural.

27


BIBLIOGRAFIA ANTT, DGLAB. O terramoto de 1755, a Torre do Tombo e Manuel da Maia. Disponível em: https://antt.dglab.gov.pt/exposicoes-virtuais-2/o-terramoto-de-1755-a-torre-do-tombo-e-manuel -da-maia/ Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Setúbal. 30 de Junho Dia de São Marçal. Disponível em: https://www.bvsetubal.pt/2024/06/30-de-junho-dia-de-sao-marcal/ BOMBEIROS PORTUGUESES. Seis séculos de história 1395-1995. Vol. II. Lisboa: Serviço Nacional de Bombeiros; Liga dos Bombeiros Portugueses. CRÓNICAS MACAENSES. Macau: as 4 estátuas de jesuítas da fachada das ruínas de São Paulo. Disponível em: https://cronicasmacaenses.com/2014/10/08/macau-as -4-estatuas-de-jesuitas-da-fachada-das-ruinas-de-sao-paulo/ ECHÁNIZ, Ignacio, SJ. Francisco de Borja. 5º Centenário de su Nacimiento 1510-2010. Gandía: Ediciones Mensajero, Palacio de los Borja, 2010. FANDOM. São Marçal. Disponível em: https://fantasia.fandom.com/pt/wiki/S%C3%A3o _Mar%C3%A7al LISBOA DE ANTIGAMENTE. Palacete Contreiras. Disponível em: https://lisboadeantigamente. blogspot.com/2024/01/palacete-contreiras.html MUSEU DE LISBOA. Ficha do acervo. Disponível em: http://acervo.museudelisboa.pt/ficha. aspx?sugestao=1&ns=216000&id=40889 PADRE PAULO RICARDO. A morte que despertou São Borja para a vida. Disponível em: https://padrepauloricardo.org/blog/a-morte-que-despertou-sao-borja-para-a-vida ROS, Carlos. Francisco de Borja, el duque Jesuita. 1.ª ed. Barcelona: Centre de Pastoral Litúrgica, 2013. (Santos y Santas, 205) WIKIPÉDIA. Marçal de Limoges. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Mar%C3%A7al_ de_Limoges YUMPU. Amato Lusitano: história da medicina. Disponível em: https://www.yumpu.com/pt/ document/view/5920198/amato-lusitano-historia-da-medicina-ubi


CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA regimento de sapadores bombeiros de lisboa

Av. D. Carlos I, 1249 – 071 Lisboa


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Curiosidades Históricas - RSB by Câmara Municipal de Lisboa - Issuu