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Inovações voltadas para energias renováveis é a aposta da Raízen para os próximos anos.
Produzido por Jassen Pintado
Escrito por Flávia Brancato

Entrevistado Leonardo Pontes,
Vice-presidente
de Downstream da Raízen
Oaniversário de
10 anos da Raízen marca uma trajetória de sucesso e reforça a importância da empresa no cenário de transição energética. A partir do desenvolvimento dos seus ecossistemas verticalmente integrados de energias renováveis e downstream, a empresa foi capaz de triplicar seu Ebitda e pavimentar avenidas de crescimento que seguramente também seguirão firmes na próxima década.
Fruto de uma parceria estratégica entre a Shell e a Cosan, gigantes nos segmentos de energia, combustível e logística, e criando o maior player verticalizado e integrado do mundo, a empresa é reconhecida no mercado como Green Champion e motivo de muito orgulho para o vice-presidente de Downstream da Raízen, Leonardo Pontes. “Nossa energia é essencial
para mobilizar pessoas e potencializar negócios e nossas apostas já são palpáveis e estão produzindo excelentes resultados, entregando para a sociedade uma economia de baixo carbono”, comemora o executivo.
Com mais de 40 mil funcionários, a Raízen opera 35 unidades de produção de açúcar, etanol e bioenergia, em São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, que somam capacidade instalada para moer cerca de 105 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano, além de uma planta de etanol de segunda geração (E2G) e outra de biogás. A empresa conta ainda com 1,3 milhão de hectares de áreas agrícolas cultivadas com tecnologia de ponta e com colheita 99% mecanizada e capacidade instalada de cerca de 1.3GW para geração de energia. Segundo Pontes, na última safra,

Nossa energia é essencial para mobilizar pessoas e potencializar negócios, e nossas apostas já são palpáveis e estão produzindo excelentes resultados
- Leonardo Pontes, Vice-presidente de Downstream da Raízen


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“A cana-deaçúcar tem um grande potencial para converter energia solar em biomassa acessível”

foram produzidos 2,1 TWh de energia elétrica a partir da biomassa da cana.
Na outra ponta de atuação, a Raízen possui uma rede de revendedores de mais de 7 mil postos da marca Shell, no Brasil e na Argentina. E, por meio do Grupo NÓS (JV com a FEMSA Comercio), atuam no varejo com mais de 1.000 lojas de conveniência Shell Select, além dos mercados OXXO. Nos segmentos B2B e varejo, no ano-safra 19´20, foram
Leonardo Pontes, Vice-presidente de Downstream
da Raízen
comercializados aproximadamente 27,1 bilhões de litros de combustíveis, operando em todas as regiões do Brasil por meio de 67 bases de abastecimento em aeroportos e 67 terminais de distribuição de combustíveis. Na Argentina, onde atuam com a marca Shell desde 2018, foram comercializados 6,1 bilhões de litros de combustíveis no mesmo período, contando uma rede de cerca de 730 postos Shell, uma refinaria,
A empresa possui 3,2 milhões de hectares de áreas agrícolas

uma planta de lubrificantes, quatro terminais terrestres e duas bases de abastecimento em aeroportos
EFICIÊNCIA OPERACIONAL E INVESTIMENTOS
As vantagens do clima, disponibilidade de terra e uma logística de exportação diferenciada, são alguns dos pontos fortes que proporcionam uma produção e um processo logístico eficientes. Considerada líder na produção de
biocombustíveis e bioeletricidade a partir da cana, a Raízen mantém seus investimentos na ampliação do portfólio em fontes renováveis, com a implementação de novas tecnologias, como o etanol celulósico (de segunda geração ou E2G), além de empreendimentos para a produção de biogás, biomassa e geração de energia solar.
Segundo Pontes, a Raízen é a única empresa a conseguir produzir

“Vamos continuar investindo em soluções que contribuam para a agenda global de transição energética de forma gradual e sustentável”
- Leonardo Pontes, Vice-presidente de Downstream da Raízen
etanol E2G em escala comercial no mundo. “A cana possui um potencial gigantesco de conversão de energia solar em biomassa acessível. A importância desse marco é umas das principais verticais de crescimento para a próxima década pois esse é hoje o biocombustível de menor pegada de carbono no mundo (que serve como substituto integral da gasolina ou quando misturado à gasolina, melhora a qualidade do combustível por ter menor pegada de carbono). Além disso, o E2G representa uma oportunidade para aumentarmos nossa produtividade em até 50% sobre a mesma área plantada”.
Atuando ativamente no combate às mudanças climáticas ao promover a descarbonização através de um robusto portfólio de energias renováveis e reduzindo as emissões dos processos industriais, as plantas produtivas da Raízen deixam de ser
usinas para se tornarem parques de bioenergia. Além do mais, com a economia circular como um dos pilares da empresa, 23 das suas unidades são autossuficientes na cogeração de energia elétrica a partir da queima de biomassa, sendo que 13 delas exportam a bioeletricidade excedente para a rede. Pontes também avalia a atuação e as perspectivas da empresa. “A Raízen está atenta em atuar de maneira inovadora em tendências mundiais, como a demanda crescente por energia limpa, a aceleração da revolução digital, os novos hábitos e perspectivas para geração de energia distribuída. Por isso, vamos continuar investindo em soluções que contribuam para a agenda global de transição energética de forma gradual e sustentável”.
Como destaques evolutivos, o vice-
presidente demonstra o privilégio de fazer parte de uma trajetória de crescimento e sucesso e cita o desenvolvimento da parceria no varejo com o grupo Femsa - que tem o objetivo de explorar o negócio de varejo de proximidade no Brasil, além da criação do Shell Box, um aplicativo de pagamento e fidelidade
que tem crescido exponencialmente a interação da empresa com consumidores finais no Brasil.
“Estou na diretoria executiva do grupo há sete anos, sendo responsável pelo negócio de Downstream, que engloba todas as operações logísticas e canais de vendas varejo e B2B’s. Nesse período,

A conciliação com a Shell provou sua importância como forma de receita
A Raízen é a única empresa capaz de produzir etanol E2G em escala comercial no mundo

e eficiência operacional em todas as etapas do processo produtivo e por conta do intenso trabalho realizado em todas as unidades do grupo, a Raízen possui uma série de reconhecimentos incluindo 10 certificações que reforçam a qualidade na produção, o cumprimento integral de várias exigências internacionais, bem como a preocupação com a comunidade e com o crescimento sustentável. Entre os reconhecimentos, destaque vivi fases de expansão e recessão econômica. Porém, com nossa cultura empreendedora, disciplina de capital, ativos únicos que compreendem nosso time, logística, marca e escala, seguimos crescendo nossa participação de mercado e melhorando nosso retorno sobre o capital empregado, sendo hoje, segundo muitos investidores, o benchmark do mercado brasileiro”, evidencia Pontes.
Prezando sempre pela qualidade

“Em 2020, a Raízen estruturou uma governança de doações e investimentos para garantir ações de combate e prevenção ao coronavírus.
A empresa doou cerca de 1,1 milhão de litros de álcool 70% a 98 hospitais, contemplando mais de 100 cidades pelo País”
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Leonardo Pontes, Vice-presidente de Downstream da Raízen

para a Bonsucro, certificação socioambiental internacional de canade-açúcar e de todos os derivados; o ISCC, que garante o cumprimento dos parâmetros de sustentabilidade na produção da União Europeia sob as Diretivas de Combustíveis Renováveis; o EPA, registro do etanol no órgão ambiental americano e o CARB, certificação que garante acesso ao mercado de etanol californiano.
COMPROMISSOS E RESPONSABILIDADE SOCIAL
Com o objetivo de continuar atuando no combate às mudanças climáticas, incluindo a redução das emissões de processos e aumentando a oferta de produtos renováveis para a sociedade, neste ano-safra de 20’21, a Raízen assumiu publicamente compromissos a serem atingidos até 2030 alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS),
instituídos pela Organização das Nações Unidas (ONU). Entre eles: reduzir em 10% a pegada de carbono de etanol; reduzir em 10% a captação de água; garantir um sistema robusto para rastreabilidade de 100% do volume de cana moído; e garantir programas de sustentabilidade internacionalmente reconhecidos para as fontes de cana-de-açúcar.
Acreditando que o desenvolvimento sustentável deve considerar o equilíbrio de fatores ambientais, econômicos e sociais na gestão dos negócios, a responsabilidade social está na base dos pilares estratégicos da Raízen, permeando todas as etapas dos processos produtivos e comerciais da empresa. O executivo evidencia as conquistas também durante a pandemia. “Em 2020, a Raízen estruturou uma governança de doações e investimentos para garantir
ações de combate e prevenção ao coronavírus. A empresa doou cerca de 1,1 milhão de litros de álcool 70% a 98 hospitais, contemplando mais de 100 cidades pelo País”.
Outra ação de destaque acontece por meio da Fundação Raízen, braço socioeducativo da companhia presente em sete cidades de São Paulo e Goiás. Diariamente, são atendidas cerca de 1.400 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. “Impulsionando toda uma rede de solidariedade, a Raízen mantém o incentivo e o investimento em programas internos de voluntariado que impactam comunidades de entorno”, conclui Pontes.
INDÚSTRIA: Energia
CONTATO: 0810 999 7435 www.raizen.com.br











